“No infantário do meu filho existe uma regra relativamente às partilhas. É uma escola co-gerida por pais, por isso temos de ter regras e politicas para que os mesmos assuntos sejam tratados da mesma maneira por todos os pais. A regra da partilha é que uma criança pode brincar com um brinquedo o tempo que quiser. Se outra criança quiser o mesmo brinquedo terá de esperar que a primeira se farte dele e o entregue. Nós até guardamos brinquedos se uma criança quiser ir à casa de banho para garantir que nenhuma outra lho tira antes da primeira o qerer de facto largar. Esta regra também se aplica a tudo o que está no jardim, incluindo baloiços e triciclos/carrinhos.

Inicialmente nem me ocorreu questionar esta regra. Porque era assim que funcionava e, apenas respeitei a regra. Na verdade nem me pareceu nada do outro mundo. Todos os miúdos conhecem a regra, talvez, ao fim de duas semanas de aulas, por isso ninguém faz birra quando lhes dizemos “Podes brincar quando a Sally Jo se fartar”. Mas ultimamente apercebi-me que nas outras escolas e locais onde vamos as coisas funcionam de maneiras completamente diferente. E comecei a perceber exactamente porque é que esta regra foi criada.

Duas práticas de partilha questionáveis

Recentemente assisti a dois exemplos de práticas de partilha questionáveis:

O primeiro passou-se com uma amiga. Ela e o seu filho, de quase dois anos, foram ao parque. Ele tinha levado um carrinho pequeno para brincar, e outro miúdo um bocadinho mais velho queria brincar com o carro dele, e estava exigir-lhe que lhe emprestasse o brinquedo. A minha amiga não interferiu, e desencadeou-se uma birra típica de crianças dessa idade. A mãe da outra criança às tantas diz ”deixa lá, a mãe desse menino não o deve ter ensinado a partilhar…” A outra mãe ignorou o facto do brinquedo ser do filho da minha amiga e o facto de que quando alguém lhe pede para partilhar, “Não” é uma resposta perfeitamente legítima.

O segundo foi no centro recreativo da nossa zona. À sexta-feira de manhã o ginásio é todo equipado com mini-paredes de escalada, carros de plástico para conduzir, triciclos, bolas gigantes e até um castelo insuflável. Basicamente um espaço de brincadeira de sonho de qualquer criança. Há um carro encarnado, que o meu filho adora brincar e da última vez que fomos ele conduziu-o durante toda a hora e meia que lá estivemos. Enquanto a maior parte das mães que lá estão andam atrás dos filhos enquanto brincam, o meu tem idade suficiente para eu ficar a vê-lo a brincar ao longe. À distância eu vi uma mãe a ir ter com o meu filho, vezes sem conta, e a dizer-lhe “Pronto, é a vez de dares o carrinho a este menino” Obviamente, ele ignorou-a, e eventualmente ela acabou por desistir. Havia imensos outros carros para o filho dela andar, inclusivamente um quase igual àquele… se não, talvez eu tivesse intervindo.

Lições da vida real

Eu não concordo com a abordagem destas mães em nenhuma das situações. Eu acho contraproducente ensinar a uma criança que pode ter algo que outra criança tem, só porque ela quer. Eu percebo o desejo dos pais que os filhos consigam ter o que querem nem que seja por uns minutos para os verem felizes. Mas é uma boa lição a reter para o futuro: nem sempre temos ou alcançamos aquilo que queremos, e não é correto passar por cima de tudo e de todos para consegui-lo.

Além disso, não é assim que as coisas funcionam no mundo real. Receio que estas crianças cresçam a achar que vão ter tudo o que querem sem esforço. Isto já começa a acontecer nas gerações mais novas. Li um artigo fascinante sobre como os jovens esperam ser promovidos nas empresas onde trabalham por motivos como “eu vou trabalhar todos os dias e nunca falto”.

Se o meu raciocino parece errado, pense no seu dia-a-dia, e para a realidade que deveríamos estar a preparar os nossos filhos: nós não passamos à frente numa fila do super-mercado só porque não nos apetece esperar, e não ficamos com o iphone de um colega só porque queríamos muito ter um… quer dizer, há algumas pessoas que ficam, mas se você for uma delas, então este post não é para si.

Com tanta literatura disponível sobre a importância de ensinar a partilhar e o problema de criarmos crianças egoístas, torna-se difícil aplicar esta regra. Mas temos de ensinar os nossos filhos a lidar com a decepção, porque acontece e vão lidar com isso muitas vezes. E nós não vamos estar sempre lá para resolver os problemas por eles. É importante ensinar-lhes a conseguir o que querem através de diligência, paciência e esforço.

O que é que vocês pensam sobre a partilha entre as crianças? Eu sei que não devem ter uma regra criada, tal como eu não tinha antes do meu filho entrar na infantil e, eu ter adotado esta política.

Mas depois de estar atenta às diferentes formas de ensinar a partilhar, questiono-me se não será necessário debater este assunto um pouco mais…”

Por Beth para Pop Sugar
Traduzido e adaptado por Up To Kids®

 

Nota: Todos os artigos traduzidos, adaptados e publicados na Up To Kids® obtiveram a autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

 

Todos os direitos reservados

Casal Australiano passava férias com a família em Amesterdão e teriam mandado os filhos de volta à Austrália com o avô.

Foi esta notícia que me fez chorar hoje, à séria, como não o fazia há muito tempo. As lágrimas corriam-me sem controlo pela cara abaixo enquanto lia o comunicado da família. Talvez por ter três filhos, tal como o Antony e a Rin, com dois anos de diferença entre si. Rapaz, rapariga, rapaz. Talvez porque as hormonas da gravidez me tornam emocionalmente mais instável. Talvez porque, sei que, não conseguia passar pelo que este casal está a passar.

Costumamos dizer que nenhum pai deveria passar pela morte de um filho. Ninguém se lembra de tal fatalidade: perder três filhos de um momento para o outro.
Não imagino dor mais intensa.
Não desejaria a ninguém.
A ninguém.

Anthony Maslin e Rin Norris, perderam os seus três filhos quando viajavam com o avô materno, Nick Norris, no vôo MH17 da Malaysia Airlines que foi baleado no céu na quinta-feira passada.

Mo, 12, Evie, 10 e Otis, 8 – regressavam a casa depois de umas férias em Amesterdão, durante a interrupção letiva. Os pais, que era suposto regressarem no mesmo voo optaram por ficar mais uns dias de férias. A família iria reunir-se hoje.

Na primeira comunicação que Anthony Maslin e Rin Norris fizeram à imprensa dizem que ninguém merece passar pelo que eles estão a passar, Nem mesmo as pessoas que atiraram a nossa família toda pelo céu fora.”

A declaração da família, traduzida e transcrita abaixo, foi lançada através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, esta tarde.

 

“Esta é uma mensagem para os soldados na Ucrânia, os políticos, os mídea, os nossos amigos e os nossos familiares.

A nossa dor é intensa e implacável. Vivemos num inferno além do inferno.

Os nossos bebes não estão aqui connosco – nós temos de viver com este ato de horror, todos os dias e a todos os momentos, para o resto de nossas vidas.

Ninguém merece passar pelo que nós estamos a passar.

Nem mesmo as pessoas que atiraram a nossa família toda pelo céu fora.

Não há ódio algum no mundo que seja tão forte quanto o amor que temos por nossos filhos, por Mo, para Evie, por Otis.

Não há ódio algum no mundo que seja tão forte quanto o amor que temos por Grandad Nick.

Não há ódio algum no mundo que seja tão forte quanto o amor que temos um pelo outro.

Isto é uma revelação que nos dá algum conforto.

Gostaríamos de pedir a todos que se lembrem disto quando tomarem algumas decisões que nos afetem a nós ou às outras vítimas desta tragédia.

Até agora, a cada momento, desde que chegamos, temos estado rodeados por familiares e amigos. Rezamos desesperadamente para que continuem a apoiar-nos, porque  esta expressão de amor é o que nos mantém vivos. Queremos continuar a saber sobre suas vidas, todas  coisas boas e as coisas más que se passam. Já não temos uma vida própria que queiramos continuar a viver. Por isso queremos aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos os nossos amigos incríveis, família e comunidade que nos rodeia, e para dizer que vos amamos muito.

Também gostaríamos de agradecer às pessoas em DFAT; a coordenadora local Claire e muito sinceramente, Diana e Adrian de Haia, sem os quais não estaríamos aqui. Pedimos que os mídia respeitem a privacidade da nossa família e amigos –  a dor não é uma história.

sinceramente

Anthony Maslin & Marite Norris”

Fonte @Daily News


infoaviaocorrigidoterraimagem@noticias.terra.br

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Agora que se encontra relançado o tema da natalidade sabe-se lá porque razões, eleitoralistas ou não, considero pertinente exprimir de forma sucinta e humilde, as minhas ideias sobre o facto estatístico de as mulheres residentes em Portugal na actualidade terem em média 1,2 filhos, não tendo em conta os fenómenos migratórios que ocorreram no País nos últimos 20 anos.

Se a questão for analisada tal como no passado, com a introdução do triste e famigerado “cheque bebé” de € 200,00 não servirá de muito colocar todas as “fichas” na questão económica, dado eu entender ao contrário do que é apregoado pela horda de representantes de famílias numerosas que insistem em afirmar que as questões económicas não influíram na decisão de ter ou não ter filhos.

Ter ou não ter filhos é sem dúvida uma questão de dinheiro e só quem não sabe ou nunca viu o drama que é não ter dinheiro para os seus filhos é que pode proferir tal dislate.

Não embarco igualmente na questão pseudo – religiosa do “…havemos de ter os filhos que Deus entender…” pelo simples facto de que isso para mim e para os laicos é ser inconsciente ou irresponsável.

Estabelecido este ponto de ordem e seguindo para o título deste escrito, é inegável que vivemos numa sociedade egoísta, consumista e de puro prazer.

Por tal, a ideia de compromisso ou “prisão geracional” é pouco apelativa face à panóplia de distracções disponíveis para os homens e mulheres do século XXI.

Tendo como pano de fundo o cenário económico e financeiro europeu que nos esmaga, muitos casais optam por não ter filhos.

Seja pelo poder, pela ascensão e realização profissional, pelos concertos, pelos telemóveis e pelos modelos de carro superior ao do vizinho, a verdade é que face ao envelhecimento da população, algo tem que ser feito para que nasçam mais bebés.

É necessário reformar o sistema fiscal, instituir maiores deduções à colecta e majorações mas num contexto amplo e estrutural em simultâneo com mudanças massivas nas relações laborais que tornem corriqueiro a discriminação positiva dos trabalhadores com filhos.

Para mim é um dado adquirido que o dinheiro contará sempre e será sempre um bem escasso, mas, não valerá a pena ao Estado investir uns milhões de euros para combater esta bomba relógio que é a ausência de nascimentos?

A maior mudança será sempre a das mentalidades mas se forem criadas as condições mínimas para que aqueles casais já por si fiscalmente asfixiados possam ver os seus filhos crescer, a culpa da ausência de natalidade já não morrerá solteira.

É óbvio que é essencialmente uma questão de dinheiro que permitirá a cada vez mais Avós orgulhosos, poderem estar com os netos como nunca estiveram com os filhos e estarem igualmente certos que terão mais possibilidades de usufruir de modo estável das suas pensões de reforma!

O País e concomitantemente, o seu sistema de Segurança Social ficará sempre agradecido aos corajosos Pais pela criação de mais um cartão de cidadão… e contribuinte!

RMPC para Up To Lisbon Kids

10 confissões banais de uma mãe

No mundo da maternidade é mais fácil julgar do que assumir os nossos erros.

Este mundo construído à volta dos filhos, é um mundo competitivo em que cada mãe está em constante luta para se superar naquele que é o mais importante desafio da sua vida: ser mãe. Ou melhor, ser boa mãe.

Nesta reflexão, lembrei-me de várias coisas que já fiz aos meus filhos e que poderiam ser facilmente julgadas por vocês, e listei-as, por isso quem nunca o fez que atire a primeira pedra.

Deixo as minhas confissões. 10 confissões banais de uma mãe.

1. Confesso que já deixei os meus filhos com a fralda suja tempo demais porque não me apeteceu mudar na altura devida.

2. Confesso que já os levei para a minha cama à noite quando acordam porque tive preguiça de ficar um bocadinho ao frio no quarto deles

3. Confesso que já os deixei não comer sopa algumas vezes, porque não me apeteceu convence-los a comer.

4. Confesso que já cedi a birras só para não os ouvir chorar

5. Confesso que já me ri sem disfarçar depois de terem uma saída malcriada (mas com muito humor…)

6. Confesso que já os deixei sair de casa sem lavar os dentes porque já estávamos atrasados

7. Confesso que já descarreguei neles o meu cansaço ao mínimo “piu”

8. Confesso que já os deixei acordados a ver televisão até mais tarde porque precisava de tempo para fazer qualquer coisa, e adiei a hora de ir para a cama

9. Confesso que já foram para a cama sem comer e sem tomar banho depois de adormecerem no carro, para eu poder ter um serão descansada.

10. Confesso que já menti aos meus filhos. Que já os abracei enquanto dormem, porque é nesse momento que me apercebo do quão importantes, fantásticos e únicos que eles são. E apetece-me acordá-los para lhes dizer isso. E para lhes dizer que vou estar sempre com eles, e que nunca lhes irá acontecer nada, porque eu vou protegê-los para sempre. E por enquanto eles acreditam nisso.

 

O poder da música na primeira infância

A multiplicidade de variáveis que fazem parte da espécie humana permite a construção de histórias de vida completamente distintas, e sempre únicas para cada indivíduo.

Somos seres naturalmente sociais e com uma plasticidade que é moldada todos os dias da nossa vida. Desde a interacção com as nossas redes sociais, à nossa condição económica, cultural e vital, tudo isso vai determinar as nossas características individuais, ou seja, aquilo que somos e que futuramente seremos.

A primeira infância constitui-se como uma fase crucial para o desenvolvimento das diferentes competências inerentes ao ser humano. Posteriormente, estas competencias actuarão nas suas diversas áreas de funcionamento. Desta forma, entende-se que as primeiras experiências de aprendizagem são fundamentais para o resto da vida.  

A interacção das crianças com adultos significativos e materiais ajustados às suas aptidões e necessidades funcionam como pontos-chave para a construção da personalidade, autonomia e independência.

De uma forma geral, existem diversos factores que podem contribuir para o desenvolvimento harmonioso da criança.

A importância e o poder da música na primeira infância é indubitável. Sendo reconhecida como um domínio de aprendizagem das crianças, tem-se assistido cada vez mais à sua inclusão no quotidiano familiar e nos diversos programas educativos.

A música funciona como um importante precursor no desenvolvimento das aptidões linguísticas da criança. Assim como da sua inteligência, capacidade de expressão e da coordenação motora.

Para além disto, trabalha como um “objecto intermerdiário” das relações, na medida em que promove as díades constituídas por pais e filhos. Através das suas poderosas componentes, como o ritmo, a melodia e o timbre, a música facilita o trabalho relacional da criança e consequentemente o desenvolvimento das suas competências sociais.

A voz constitui-se como um dos mais poderosos instrumentos musicais. Isto enfatiza a importância dos pais como participantes num processo que alia a música ao desenvolvimento. O modo como o bebé reage ao seu pai ou mãe que canta é distinto da forma como reage a outro adulto que cante.

Sendo assim, estes devem ser motivados a permanecer como os “veículos” da musicalidade na criança no seu quotidiano. Existe uma variedade colossal de atividades que podem ser realizadas no seio familiar,promovendo o crescimento da criança e a dinâmica entre todos.

Porque não fazer uma viagem sem sair de casa?

Basta que se desenhe quatro bolas grandes de cores diferentes numa cartolina de acordo com os pontos cardeais (Norte, Sul, Este, Oeste). Posteriormente, coloca-se uma música à escolha e dança-se livremente à volta da folha. O objetivo é incentivar a criança a ir para “dentro” de um dos pontos cardeais e a identificá-lo sempre que a música pare.

Desta forma, estimula-se a coordenação motora, a atenção, a memória visual e a aprendizagem de novos
conceitos.

Uma atividade mais simples e direcionada a crianças numa idade mais precoce passa pela construção de um instrumento musical personalizado. A criança deve encher uma garrafa de plástico com água (ou massa) até um terço e decorá-la, assim como os seus familiares.
Seguidamente, coloca-se igualmente uma música de um estilo à escolha e basta acompanhar o seu ritmo com os novos instrumentos, criando uma “orquestra” familiar. Desta forma, promove-se a coordenação visual, a escuta ativa, a concentração e o trabalho de equipa.

O poder da música na primeira infância

O poder da música na primeira infância é grande e muito importante.
Sendo considerada por muitos uma obra de arte, a música é então uma forte ferramenta a ser utilizada no desenvolvimento das capacidades criativas e criadoras das famílias. A música amplia e modela as expressões de sentimentos e as percepções do mundo.

Constituindo-se como uma linguagem abrangente, esta deve ser incutida muito precocemente para que a criança possa
usufruir do estímulo, equilíbrio e felicidade que a música propicia a todo e qualquer indivíduo.

As aulas inseridas nos diferentes programas Gymboree Play & Music estimulam o desenvolvimento das crianças e gosto pela música através de canções, exploração de materiais e atividades com danças e jogos de movimento. A descoberta de diferentes ritmos e melodias promove a aquisição de competências essenciais, nomeadamente físicas, sociais e intelectuais.

O Gymboree Play & Music, como líder mundial em programas de desenvolvimento infantil, aposta no mais variado leque de estilos musicais, como o Rock & Roll, o estilo Latino ou até mesmo o Clássico. Para além disto, aborda igualmente as diversas culturas musicais inerentes aos diferentes continentes mundiais. Assim como recorda os êxitos das melhores e mais reconhecidas bandas internacionais, como os Abba, os Beatles ou os Queen.

 

Por Sara Setoco,  Professora Gymboree

Espero que um dia, em que eu já não seja o mesmo, tenhas paciência e me compreendas.

E quando deixar cair comida sobre a minha camisa e esquecer como se faz o laço nos atacadores dos sapatos, tenhas paciência comigo e que te lembres das horas que passei a ensinar-te essas mesmas coisas.

Se quando conversares comigo eu repetir as mesmas histórias, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive de contar milhares de vezes as mesmas histórias até tu fechares os olhos.

Quando estivermos reunidos e sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha. Espero que compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpo e cheiroso.
Lembra-te que fui eu quem te ensinou tanta coisa…Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes.

Isso é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.

Se em algum momento quando conversarmos eu me esquecer do que estávamos a falar, tem paciência comigo e ajuda-me a lembrar.Talvez a única coisa importante para mim naquele momento, seja o fato de te ver perto de mim e não o assunto que falávamos.

Se alguma vez eu não quiser comer, espero que saibas insistir com carinho assim como fiz contigo.
Espero que compreendas que com o tempo não terei dentes fortes nem agilidade para engolir.

E quando as minhas pernas falharem por estarem tão cansadas e eu não conseguir mais me equilibrar…Com ternura dá-me a tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando começaste a caminhar …

Se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com quanto te amo.

Espero que compreendas que é difícil ver a vida a abandonar aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho o mesmo vigor para correr ao teu lado.

Teu Velho

Adaptado por Up To Lisbon Kids
Original aqui 

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=h1kua35skm8]

As meninas são mais apegadas ao pai do que à mãe?

As mães de meninas, mais cedo ou mais tarde, podem desenvolver alguns ciúmes da forte cumplicidade que pode existir entre pai e filha.

Mas o que estará por trás disso?

“A princípio, todo bebé, independentemente do sexo, se identifica com a figura materna, que é seu primeiro objeto de amor”, afirma a psicóloga Ana Cássia Maturano. Porém, à medida que cresce, outras relações se tornam importantes na sua vida. Enquanto os meninos se identificam com o pai, as meninas espelham-se na mãe. Isto faz parte da construção da identidade masculina e feminina, respectivamente.

No entanto, entre o terceiro e o quinto ano de vida com o desenvolvimento da sexualidade, surge também uma atração pelo progenitor do sexo oposto e em simultâneo uma disputa com o progenitor do mesmo sexo.

Essa teoria, que foi descrita por Freud no século passado, é conhecida por Complexo de Édipo. Uma alusão à história da mitologia grega em que o filho se apaixona pela mãe.

“Essa preferência, obviamente, não tem conotação sexual”, diz a psicóloga. Trata-se apenas da necessidade de atenção da criança de todos que a cercam.
Os pais devem intervir explicando à criança que o casal tem outro tipo de relacionamento – e isso não significa que ela seja menos amada.

Mas e no caso de famílias onde um dos pais não está presente?

É possível que a identificação ocorra com outras figuras paternas e maternas, até mesmo fora do ambiente familiar.

O problema é quando tanto o pai quanto a mãe reforçam o sentimento inconscientemente, em vez de combatê-lo de maneira positiva. Assim, a menina torna-se  na “filhinha do papá” e o menino, no “filhinho da mamã”.

Além de motivar rivalidade e/ou competição ou entre a filha e a mãe ou o filho e o pai para o resto da vida, tal comportamento pode interferir no amadurecimento da criança. Consequentemente nos seus futuros relacionamentos”, alerta Ana Cássia.

A menina, por exemplo, procuraria a figura do pai num companheiro. Mas é claro que, teorias à parte, a ligação mais forte com um dos pais pode perpetuar-se sem qualquer motivação psicológica. Poderá ser apenas uma questão de afinidade.

 

Por Malu Echeverria, para Crescer.
Adaptado por uptokids®

Muitas das crianças hoje em dia têm dificuldades em puxar pela criatividade e encontrar temas sobre os quais brincar, escrever, desenhar ou falar. Noto isso diariamente, seja em crianças que frequentam o 1º e 2º Ciclo, ou até adolescentes.

Isto pode dever-se ao excesso de estímulo visual dos jogos, da televisão, e até dos próprios brinquedos. Os brinquedos actuais não dão grande margem para imaginar para além do que ali está.

Antigamente pegávamos num ramo de uma árvore e construíamos uma fisga, ou uma varinha mágica, ou construíamos uma casa em lego e imaginávamos as diferentes divisões, onde seria a cama, a mesa, e até as portas.

Hoje em dia os brinquedos já vêm com todas estas partes incluídas, que nos dão espaço para a construção, mas pouco para a imaginação do contexto e do brinquedo em si.

As bonecas e todos os brinquedos são incontáveis, com vestidos elaborados, pormenores físicos em detalhe e todos os acessórios necessários à disposição.

Quem é que ainda faz vestidos para as suas bonecas?

Quem é que ainda faz casinhas com paus ou ramos, ou panos a fingir de tendas para brincar aos índios?

Quem é que ainda recorta caixas de cartão, usa revistas velhas ou faz uma papa de terra e folhinhas para fingir que é uma bela sopa?

Quem é que prefere inventar estas brincadeiras em vez de brincar com os brinquedos que já estão feitos?

Tenho a certeza que há muitas crianças que gostariam de o fazer, e algumas provavelmente já o fazem. No entanto, quando chega à parte da imaginação, muitas delas têm dificuldade em desenvolver um tema específico.

E isto torna-se muito evidente em contexto escolar.

Hoje proponho a realização de duas actividades muito simples, em que podemos utilizar um brinquedo ou objecto, ou simplesmente puxar pela imaginação sem nenhum suporte.

São duas actividades que estimulam a criatividade e ao mesmo tempo desviam o pensamento de pormenores que podem estar a influenciar de forma negativa o dia-a-dia, ou podem mesmo reflectir a emoção ou pensamento da criança numa determinada altura:

  1.  Pedir à criança que pense num local que seja sinónimo de tranquilidade e segurança para si. Depois pedimos para fechar os olhos e imaginar que se encontra nesse local (ex: a praia, o campo, a escola, casa, etc). O pensamento positivo pode ser explorado “até à exaustão”. Isto é, como se sente nessa altura (física e emocionalmente), o que tem vestido, com quem está, quais são os sons que ouve, as formas e cores que vê, o que sente na pele (o que consegue tocar com as mãos ou os pés, se está frio ou calor…), os cheiros à sua volta, se consegue saborear alguma coisa. O objectivo é redireccionar os cinco sentidos para um momento de relaxamento e criatividade, para que a criança perceba que pode imaginar aquilo que quiser dentro da sua cabeça, sendo o pensamento um momento só seu. Os detalhes não precisam de ser verbalizados pela criança, mas a orientação do adulto neste tipo de tarefa é importante.
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  2. De seguida podemos experimentar ir um pouco mais longe. Vamos pegar numa imagem ou objecto simples (por exemplo uma maçã, uma goma, um desenho de um animal, ou uma planta, uma paisagem, ou uma pessoa) e criar/ contar uma história a partir da mesma. As perguntas podem ser várias, sendo o objectivo, a criação de uma história original. Podemos pedir para pensar no nome da personagem ou objecto, quantos anos tem, onde vive, a quem pertence, o que gosta de fazer, o que come, o que bebe, quem são os seus amigos, se anda na escola, o que esteve a fazer antes e o que irá fazer a seguir, o que está ali a fazer, em que estação do ano está… Enfim, todas as perguntas possíveis que permitam criar um ambiente que rodeie aquela imagem ou objecto. Podemos no final sugerir um desenho que envolva a imagem/objecto, tendo em conta os pormenores que foram dados.

Ao realizar estas actividades simples, estamos a promover a criatividade na criança, a vontade e o desejo de imaginar para além do que lhe é imposto diariamente.

Este ou outro tipo de brincadeira pode ser muito útil para tarefas futuras, em que a criança deve puxar pela imaginação para escrever uma história ou simplesmente para brincar num mundo que é só seu.

Todos os pais estão convidados a experimentar fazer o mesmo para si próprios.

Todos os pais estão convidados a voltar ao seu tempo de infância, a dar largas à imaginação e a brincar com os seus filhos de forma livre e descontraída.

Vamos ver como se sentem no final.

Afinal, o exemplo é o melhor caminho para a educação!

imagem@institutoinsight

Actualmente sabemos que muitas crianças resistem à escola e aos trabalhos de casa. Aliás, este não é um problema dos dias de hoje, mas talvez seja mais evidente agora, pelo pouco tempo que existe em termos diários para fazer outras coisas divertidas.

Hoje proponho algumas actividades que podem ser feitas em família. São actividades que podem ser feitas por qualquer criança em idade escolar, sendo particularmente eficazes com crianças que têm dificuldades de aprendizagem ou que estão claramente desmotivadas para a escola.

Naqueles dias em que os nossos filhos têm que treinar para um ditado, ou têm que ler textos em casa para treinar a leitura, mas não conseguimos que parem quietos um segundo para fazer os exercícios, proponho alterar um pouco a forma como lhe apresentamos os trabalhos.

Sabemos que todas as crianças também aprendem quando brincam, puxam pela criatividade, e sobretudo, se estiverem motivadas e directamente envolvidas na tarefa, mais fácil se torna a aprendizagem.

Aqui ficam algumas “brincadeiras” que estimulam a leitura e a escrita, sem serem demasiado formais.

Caça ao Tesouro: Parece complexo e aparentemente dá um trabalhão, mas é muito simples. Basta fazer 5 ou 6 papelinhos com perguntas (ex: Diz o abecedário a cantar; Escreve 3 palavras em que se usem /ss/; Lê a frase “O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia”; Diz 4 nomes próprios, etc). Depois escondemos por exemplo no quarto e vamos dando pistas (quente ou frio). Se não houver tempo para darmos pistas, pedimos que venham ter connosco cada vez que encontrarem um papelinho e nos dêem a resposta. O prémio final pode ser apenas a brincadeira em si. E se eles o quiserem fazer para os pais encontrarem, porque não? E se for mais apelativo colocar perguntas que não têm nada a ver com a escola, também se podem colocar pelo meio, para que não sintam pressão no jogo.

Concurso de Televisão: Este é normalmente um dos preferidos. Também parece difícil, mas é muito fácil. Pegamos numa cadeira e colocamos à frente um “botão” encarnado, simulando uma campainha em que se carrega para dar a resposta (ex: pode ser uma peça de lego, ou qualquer outro objecto parecido). Depois apresentamo-nos como sendo o apresentador de televisão e eles são os concorrentes (pode ser feito com um só concorrente). Perguntamos que idade têm, o que estão ali a fazer e se estão prontos para começar. E assim começa, dizemos que têm que ganhar, por exemplo, 10 pontos, e nós próprios vamos dizendo quanto vale cada pergunta (ex: agora esta pergunta vale 2 pontos, esta vale 1 ponto) e vamos somando. As perguntas colocadas podem ser acerca de conteúdos escolares, sobre palavras começadas por determinada letra, ou ler uma breve história. Muito importante para garantir o entusiasmo, é ser obrigatório carregar no botão e fazer o barulho de campainha, antes de dar qualquer resposta. Quando chegam aos pontos estipulados como objectivo, podemos apenas simular um prémio, na brincadeira. Mais uma vez, a brincadeira em si pode constituir o próprio prémio.

Memória de Palavras: Este jogo dá mais trabalho, mas pode ir sendo feito pela própria criança, e quando estiver pronto, começamos a jogar. A ideia é trabalhar a memorização visual de palavras e diminuir os erros ortográficos, ao mesmo tempo que estimula a leitura de palavras e se joga um jogo. Assim, cada vez que a criança erra numa palavra, escreve-a em dois papéis do mesmo tamanho. Vai fazendo isto, até que tem cerca de 10 pares de palavras. Depois é só avançar com o jogo da memória. Tal como existe o jogo da memória com imagens ou cartas de jogo normal, aqui a ideia é encontrar o par da palavra que errou. Quando vira um papel, deve ler a palavra em voz alta. O objectivo deste jogo é fazer o maior número de pares de palavras possível. É um jogo para ser jogado em conjunto.

O essencial nestas “brincadeiras” é criar um ambiente positivo e de interacção, num registo de trabalho, mas divertido e apelativo.

Penso que qualquer criança gostaria de por vezes ter a oportunidade de fazer os trabalhos de casa desta forma… Vamos experimentar?

Para todos os homens a quem alguém chama de Pai

Hoje, é um dia especial.
Celebra-se o dia do pai, o dia de todos os pais. O dia em que paramos para pensar na importância de um pai na vida de um filho. De um avô, na vida dos netos. De um padrasto, na vida dos enteados.

Felicito todos os pais, mais recentes ou mais experientes, biológicos ou adotivos, heteros ou gays de todos os cantos do mundo.

Os pais que passaram noites a pé, que aprenderam a dar biberons e à temperatura certa, que mudam uma fralda com uma perna às costas (embora não gostem… também, quem é que gosta?), que levam e trazem os filhos ou netos da escola, que estão lá hoje, a celebrar o dia com eles. Alguns a correr de escola em escola, ou de sala em sala para festejar com cada filho que têm.

Os pais que acolhem, tratam e amam os filhos das suas mulheres como se fossem seus.

Os pais que se lembram de trazer cromos da papelaria quando fazem o euro milhões (porque os pais gostam de jogar na Santa-Casa).

Os pais que levam os filhos às atividades, só porque gostam de vê-los a praticar desporto, que fazem corridas com ele sem nunca os deixar ganhar, porque a competitividade aprende-se.

Os pais que vão deitar os filhos e adormecem com eles.

Os pais que penteiam as filhas,  lhes que põem o gancho no cabelo, e as tratam como princesas.

Os pais que realmente ensinam os filhos a andar de bicicleta, e jogam à bola com eles no jardim.

Os pais que falam com os professores sobre o desempenho dos filhos sempre que os encontram, só para garantir que está tudo bem.

Os pais que levam os filhos à discoteca pela primeira vez e ficam a dormir no carro, porque no fundo não querem sair dali…pode ser precisa alguma coisa.

Os pais que dão conselhos sobre os primeiros namoros, sem se intrometerem demais.

Os pais que continuam a tratar as filhas como princesas depois da adolescência, porque para eles, a filha será sempre a sua menina.

Os pais que sentem cada desgosto dos filhos como um murro no estômago e cada alegria como uma vitória sua.

Os pais da minha vida: o Pai dos meus filhos.
E o meu Pai. Mais que um Pai, mais que um Herói, um Pai Super-Herói.

imagens @Andry Shango |imagem capa @beckyearlphotography