São inúmeros os estudos que têm sido realizados ao longo dos anos no sentido de melhor compreender a importância do brincar para o desenvolvimento global do ser humano. Será, de facto, tão fundamental a brincadeira para o crescimento adequado das nossas crianças?

Considera-se brincar toda a atividade que pressupõe divertimento e espontaneidade, realizada sem um fim intrínseco. É uma das formas mais comuns do comportamento humano, essencial para o desenvolvimento do individuo, sobretudo durante a infância.

As atividades lúdicas pressupõem a vivência do prazer de agir e de representar. Estas atividades podem ser brincadeiras livres, jogos, trabalhos manuais, atividades rítmicas, entre outras. Correspondem a momentos de encontro entre fantasia e realidade, diversão e aprendizagem. Na atividade lúdica, o que importa não é somente o produto da atividade, mas o processo experienciado, que possibilita a quem o vivencia momentos de encontro consigo e com o outro. O ato de brincar é fundamental para a formação do indivíduo.

Ao brincar, a criança, de forma lúdica, vai-se apropriando da realidade, estabelecendo as suas relações sociais e utilizando toda a sua corporeidade, nas suas dimensões motora, cognitiva e afetiva.

Experimenta, assim, novas situações, desafios e aventuras. No espaço lúdico formam-se conhecimentos, adquirem-se valores, aprendem-se limites, testam-se capacidades físicas, superam-se medos, adquire-se confiança, ganha-se resistência à frustração, desenvolve-se a autoestima, aperfeiçoa-se a linguagem não-verbal e verbal.

Brincando, aprende-se a conviver, a partilhar, a cooperar, a competir, a liderar, a ganhar ou a perder.

Brincar não é apenas uma dinâmica interna da criança, mas uma atividade dotada de um significado social que necessita de aprendizagem. É através do brincar que a criança consegue adquirir conhecimentos, superar limitações e desenvolver-se como indivíduo. As atividades como os jogos são cada vez mais consideradas estratégias didáticas, facilitadoras da aprendizagem, sendo frequentemente planeadas e orientadas por profissionais ou adultos. As atividades lúdicas que visam a aprendizagem proporcionam à criança a construção de algum tipo de conhecimento ou o desenvolvimento de alguma habilidade. O lúdico enquanto recurso na aprendizagem deve ser encarado de forma séria, competente e responsável. É importante que o adulto brinque com a criança, a fim de a conduzir a um maior número de aprendizagens, quer cognitivas, quer psicomotoras. Estes momentos são também ocasiões privilegiadas de interação entre pais e filhos, em que de forma descontraída e prazerosa são estreitados laços.

Considerando-se a sua importância na aprendizagem, brincar favorece o pleno desenvolvimento das potencialidades criativas das crianças, a partir das suas formas próprias de sentir, pensar e agir. Consequentemente, revela-se primordial estabelecer uma aliança entre o brincar e o processo interativo de aprendizagem, tornando a criança mais ativa e participativa neste processo. Os tipos e formas de brincadeira deverão estar direcionados para a idade, etapa de desenvolvimento e necessidades de cada criança. Brincar é uma atividade fundamental para o desenvolvimento da identidade e da autonomia da criança.

No Gymboree utiliza-se a brincadeira como forma de aprendizagem lúdica e criativa, adaptada à idade e interesses da criança, proporcionando-lhe a possibilidade de desenvolver amplamente as suas potencialidades motoras, sócio-emocionais e cognitivas.

Por Francisca Diogo, Gymboree Play & Music Carnaxide
para Up To Lisbon Kids

Muitas das crianças hoje em dia têm dificuldades em puxar pela criatividade e encontrar temas sobre os quais brincar, escrever, desenhar ou falar. Noto isso diariamente, seja em crianças que frequentam o 1º e 2º Ciclo, ou até adolescentes.

Isto pode dever-se ao excesso de estímulo visual dos jogos, da televisão, e até dos próprios brinquedos. Os brinquedos actuais não dão grande margem para imaginar para além do que ali está.

Antigamente pegávamos num ramo de uma árvore e construíamos uma fisga, ou uma varinha mágica, ou construíamos uma casa em lego e imaginávamos as diferentes divisões, onde seria a cama, a mesa, e até as portas.

Hoje em dia os brinquedos já vêm com todas estas partes incluídas, que nos dão espaço para a construção, mas pouco para a imaginação do contexto e do brinquedo em si.

As bonecas e todos os brinquedos são incontáveis, com vestidos elaborados, pormenores físicos em detalhe e todos os acessórios necessários à disposição.

Quem é que ainda faz vestidos para as suas bonecas?

Quem é que ainda faz casinhas com paus ou ramos, ou panos a fingir de tendas para brincar aos índios?

Quem é que ainda recorta caixas de cartão, usa revistas velhas ou faz uma papa de terra e folhinhas para fingir que é uma bela sopa?

Quem é que prefere inventar estas brincadeiras em vez de brincar com os brinquedos que já estão feitos?

Tenho a certeza que há muitas crianças que gostariam de o fazer, e algumas provavelmente já o fazem. No entanto, quando chega à parte da imaginação, muitas delas têm dificuldade em desenvolver um tema específico.

E isto torna-se muito evidente em contexto escolar.

Hoje proponho a realização de duas actividades muito simples, em que podemos utilizar um brinquedo ou objecto, ou simplesmente puxar pela imaginação sem nenhum suporte.

São duas actividades que estimulam a criatividade e ao mesmo tempo desviam o pensamento de pormenores que podem estar a influenciar de forma negativa o dia-a-dia, ou podem mesmo reflectir a emoção ou pensamento da criança numa determinada altura:

  1.  Pedir à criança que pense num local que seja sinónimo de tranquilidade e segurança para si. Depois pedimos para fechar os olhos e imaginar que se encontra nesse local (ex: a praia, o campo, a escola, casa, etc). O pensamento positivo pode ser explorado “até à exaustão”. Isto é, como se sente nessa altura (física e emocionalmente), o que tem vestido, com quem está, quais são os sons que ouve, as formas e cores que vê, o que sente na pele (o que consegue tocar com as mãos ou os pés, se está frio ou calor…), os cheiros à sua volta, se consegue saborear alguma coisa. O objectivo é redireccionar os cinco sentidos para um momento de relaxamento e criatividade, para que a criança perceba que pode imaginar aquilo que quiser dentro da sua cabeça, sendo o pensamento um momento só seu. Os detalhes não precisam de ser verbalizados pela criança, mas a orientação do adulto neste tipo de tarefa é importante.
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  2. De seguida podemos experimentar ir um pouco mais longe. Vamos pegar numa imagem ou objecto simples (por exemplo uma maçã, uma goma, um desenho de um animal, ou uma planta, uma paisagem, ou uma pessoa) e criar/ contar uma história a partir da mesma. As perguntas podem ser várias, sendo o objectivo, a criação de uma história original. Podemos pedir para pensar no nome da personagem ou objecto, quantos anos tem, onde vive, a quem pertence, o que gosta de fazer, o que come, o que bebe, quem são os seus amigos, se anda na escola, o que esteve a fazer antes e o que irá fazer a seguir, o que está ali a fazer, em que estação do ano está… Enfim, todas as perguntas possíveis que permitam criar um ambiente que rodeie aquela imagem ou objecto. Podemos no final sugerir um desenho que envolva a imagem/objecto, tendo em conta os pormenores que foram dados.

Ao realizar estas actividades simples, estamos a promover a criatividade na criança, a vontade e o desejo de imaginar para além do que lhe é imposto diariamente.

Este ou outro tipo de brincadeira pode ser muito útil para tarefas futuras, em que a criança deve puxar pela imaginação para escrever uma história ou simplesmente para brincar num mundo que é só seu.

Todos os pais estão convidados a experimentar fazer o mesmo para si próprios.

Todos os pais estão convidados a voltar ao seu tempo de infância, a dar largas à imaginação e a brincar com os seus filhos de forma livre e descontraída.

Vamos ver como se sentem no final.

Afinal, o exemplo é o melhor caminho para a educação!

imagem@institutoinsight

A mãe que nunca serei

Meus queridos filhos,

ninguém é perfeito. Às vezes penso que gostava de fazer determinadas coisas que vejo as outras mães a fazer mas não tenho tempo, ou não tenho paciência. Ou simplesmente nem sequer me lembro de o fazer.

Nunca serei aquela mãe que aceita o desafio de tirar-vos uma fotografia todas as semanas. Eu fotografo-vos sempre que me apetece e isso, tem dias que, acontece 1000 vezes no mesmo dia.

Nunca serei a mãe adorada na escola, porque vos vou buscar sempre a correr e nunca fico a brincar com os vossos amigos… nem tão pouco sei o nome de todos eles.

Nem sempre terei paciência para fazer penteados espectaculares, ou para preparar trabalhos interactivos para levarem para a escola.

Não farei sobremesas e cupcakes deliciosos para levarem para as vendas da escola, embrulhados em caixas giríssimas compradas propositadamente para estas ocasiões.

Nem sempre me vou lembrar de pôr na mochila o equipamento de balet, o protector solar nos dias de mangueiradas, ou o vosso boneco preferido. Às vezes terão de ir para a escola sem ele.

Nunca vou tirar um dia para organizar a festa de pijama melhor do mundo para as vossas amigas. Eu sei que desde que haja sacos cama, uma lanterna e marshmallows vão divertir-se imenso na mesma.

Nunca vou ser a mãe perfeita que vocês pensam que gostavam que fosse.

Mas prometo-vos que vou estar sempre presente em cada espetáculo de ballet, jogo de basquetebol ou torneios de natação, e a torcer por vocês.

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CARTA ÀS MÃES MAIS QUE PERFEITAS

Vou comprar-vos o material para os projetos da escola, e dar-vos todo o apoio possível para que os realizem sozinhos.

Vou ter sempre qualquer coisa para mandar para as vendas da escola, mesmo que tenha comprado no café quando vos fui levar de manhã.

Vou sempre aconchegar-vos a roupa, e dar-vos um abraço e um beijinho de boa noite.

Vou estar sempre ao vosso lado quando acordarem com pesadelos.

Vou ficar sempre de coração nas mãos quando vos tratarem mal, ou  vos puserem de parte, ou quando vos trocarem por alguém.

Vou estar sempre presente em cada desgosto das vossas vidas, mas também em cada sucesso alcançado.

Vou lembrar-vos sempre que “errar é humano” e vou ajudar-vos a assumir esses erros mesmo que ninguém se tenha apercebido deles.

Vou estar sempre disposta a ajudar-vos a recomeçar; quer seja um trabalho escolar ou um capítulo da vossa vida.

Vou defender sempre os vossos interesses, mesmo que isso implique não vos defender a vocês.

Vou obrigar-vos a tomar as atitudes corretas sempre que possa, mesmo que por vezes não seja a atitude que queiram tomar, porque quero que cresçam íntegros.

Vou estar à vossa frente, sempre de braços abertos, mesmo naqueles momentos em que me vão odiar.

Porque meus queridos, eu sei que nem sempre vou ser a mãe que querem. Mas vou ser a mãe que precisam.

E eu sei, que um dia mais tarde quando tiverem os vossos filhos, vão ler estas palavras e concordar comigo.

Mãe

Por Up To Kids®,
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Imagem capa@chameleonphotographix

Actualmente sabemos que muitas crianças resistem à escola e aos trabalhos de casa. Aliás, este não é um problema dos dias de hoje, mas talvez seja mais evidente agora, pelo pouco tempo que existe em termos diários para fazer outras coisas divertidas.

Hoje proponho algumas actividades que podem ser feitas em família. São actividades que podem ser feitas por qualquer criança em idade escolar, sendo particularmente eficazes com crianças que têm dificuldades de aprendizagem ou que estão claramente desmotivadas para a escola.

Naqueles dias em que os nossos filhos têm que treinar para um ditado, ou têm que ler textos em casa para treinar a leitura, mas não conseguimos que parem quietos um segundo para fazer os exercícios, proponho alterar um pouco a forma como lhe apresentamos os trabalhos.

Sabemos que todas as crianças também aprendem quando brincam, puxam pela criatividade, e sobretudo, se estiverem motivadas e directamente envolvidas na tarefa, mais fácil se torna a aprendizagem.

Aqui ficam algumas “brincadeiras” que estimulam a leitura e a escrita, sem serem demasiado formais.

Caça ao Tesouro: Parece complexo e aparentemente dá um trabalhão, mas é muito simples. Basta fazer 5 ou 6 papelinhos com perguntas (ex: Diz o abecedário a cantar; Escreve 3 palavras em que se usem /ss/; Lê a frase “O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia”; Diz 4 nomes próprios, etc). Depois escondemos por exemplo no quarto e vamos dando pistas (quente ou frio). Se não houver tempo para darmos pistas, pedimos que venham ter connosco cada vez que encontrarem um papelinho e nos dêem a resposta. O prémio final pode ser apenas a brincadeira em si. E se eles o quiserem fazer para os pais encontrarem, porque não? E se for mais apelativo colocar perguntas que não têm nada a ver com a escola, também se podem colocar pelo meio, para que não sintam pressão no jogo.

Concurso de Televisão: Este é normalmente um dos preferidos. Também parece difícil, mas é muito fácil. Pegamos numa cadeira e colocamos à frente um “botão” encarnado, simulando uma campainha em que se carrega para dar a resposta (ex: pode ser uma peça de lego, ou qualquer outro objecto parecido). Depois apresentamo-nos como sendo o apresentador de televisão e eles são os concorrentes (pode ser feito com um só concorrente). Perguntamos que idade têm, o que estão ali a fazer e se estão prontos para começar. E assim começa, dizemos que têm que ganhar, por exemplo, 10 pontos, e nós próprios vamos dizendo quanto vale cada pergunta (ex: agora esta pergunta vale 2 pontos, esta vale 1 ponto) e vamos somando. As perguntas colocadas podem ser acerca de conteúdos escolares, sobre palavras começadas por determinada letra, ou ler uma breve história. Muito importante para garantir o entusiasmo, é ser obrigatório carregar no botão e fazer o barulho de campainha, antes de dar qualquer resposta. Quando chegam aos pontos estipulados como objectivo, podemos apenas simular um prémio, na brincadeira. Mais uma vez, a brincadeira em si pode constituir o próprio prémio.

Memória de Palavras: Este jogo dá mais trabalho, mas pode ir sendo feito pela própria criança, e quando estiver pronto, começamos a jogar. A ideia é trabalhar a memorização visual de palavras e diminuir os erros ortográficos, ao mesmo tempo que estimula a leitura de palavras e se joga um jogo. Assim, cada vez que a criança erra numa palavra, escreve-a em dois papéis do mesmo tamanho. Vai fazendo isto, até que tem cerca de 10 pares de palavras. Depois é só avançar com o jogo da memória. Tal como existe o jogo da memória com imagens ou cartas de jogo normal, aqui a ideia é encontrar o par da palavra que errou. Quando vira um papel, deve ler a palavra em voz alta. O objectivo deste jogo é fazer o maior número de pares de palavras possível. É um jogo para ser jogado em conjunto.

O essencial nestas “brincadeiras” é criar um ambiente positivo e de interacção, num registo de trabalho, mas divertido e apelativo.

Penso que qualquer criança gostaria de por vezes ter a oportunidade de fazer os trabalhos de casa desta forma… Vamos experimentar?

Embora não se saiba ainda claramente qual o mecanismo que leva a que uma criança tenha mais apetência para doces do que outras, sabe-se que assim que uma criança prova um alimento doce, retém uma memória desse paladar e busca-o em todos os alimentos a partir de então.

O açúcar faz falta e é essencial na nossa alimentação e na dos nossos pequenotes. Refiro-me aos açúcares presentes naturalmente nos alimentos, e não ao açúcar que existe nos frascos das nossas dispensas (a sacarose). Refiro-me à Glicose, rainha do nosso metabolismo. O nome Glicose vem do grego glykys (γλυκύς), que significa “doce”, mais o sufixo -ose, indicativo de açúcar. É responsável pela nossa energia além de ser precursora de outras moléculas importantes e essenciais à vida.

Estes açúcares naturais, denominados de oses, podem ser encontrados em quase todos os alimentos, por exemplo, no leite encontramos a lactose (..ose), na fruta encontramos a frutose (…ose), no pão encontramos o amido (..ose??) que será ao logo da digestão desdobrado em várias moléculas de glicose (Ah…. ose!!). Estes sim, são açúcares essenciais ao nosso corpo e deveriam ser estes os únicos açúcares na alimentação dos bebés e crianças.

E desengane-se se pensa que conhece bem todos os alimentos que oferece ao seu mais que tudo. Ler os rótulos hoje em dia é uma verdadeira acrobacia. Parece que as indústrias se uniram e criaram códigos perfeitamente indescodificáveis ao mais comum dos consumidores, leigos em literacia industrial. São “números E”, são aditivos, são conservantes, são estabilizantes e como se não lhes bastasse, ainda mascaram os açúcares com os seus nomes químicos que, de pouco ou nada, se parecem com alguma palavra comum. Faça um teste e consulte os ingredientes de alguns produtos nas prateleiras do seu frigorífico, ficará facilmente impressionado.

Eu encontrei melaço e glicose no meu molho inglês, lactose e dextrose no meu fiambre de peru, sacarose, frutose, xarope de glicose-frutose e amido modificado no meu Ketchup, levulose e dextrose e maltodextrinas nos meus enchidos (escolhidos a dedo com muitas reticências e com teores de gordura do mais em conta que pode existir), para não referir os cereais e sumos que são verdadeiras bombas. Doce em todo o lado! Keep it simple and organic.

Ser boa mãe não é conhecer estes malvados de cor e salteado, nem sequer saber onde os encontrar. É ter a genica de oferecer a maior variedade possível de alimentos puros ao seu mais que tudo. Mas se ainda assim quiser saber mais sobre os aditivos e os temíveis “E”, saiba que a Food Standards Agency (www.foof.gov.uk) tem uma publicação inteirinha à sua espera.

Os nossos conselhos para reduzir a ingestão de açúcares do seu pequenote e evitar o mecanismo da gula que daí advém, são:

 5 dicas para reduzir a ingestão de açúcares nos nossos filhos

• Reduzir ou eliminar o consumo de sumos industriais;

• Reduzir ou eliminar o consumo de produtos de elevada densidade energética;

• Reduzir ou eliminar snacks tipo barras de cereais;

• Reduzir ou eliminar consumo de molhos industrializados como ketchup, molhos de barbecue, entre outros;

• Reduzir ou eliminar sopas empacotadas, principalmente se o seu pequeno tesouro é ainda pequeno.

Comece por aqui que já é uma grande vitória.

É SEMPRE preferível oferecer às crianças sobremesas feitas de forma caseira sobretudo à base de frutos e tubérculos (naturalmente doces), em substituição do tradicional açúcar branco, chocolates, caramelos e outros alimentos artificialmente açucarados, para satisfazer os desejos de algo doce. Além destes não serem essenciais, trazem outras questões associadas nada benéficas, as cáries.

Garantir que tem sempre fruta à disposição ou uma sobremesa saudável e sem açúcar, para além de saciar o desejo por doces, vai numa fase posterior da vida, restringir muito o desejo por açúcar e o número de idas às pastelarias em busca de doces artificiais e prejudiciais.

Se pretender ajuda neste campo, saiba que a Bebé Gourmet oferece uma variedade de frutas frescas, frutas cozidas, sobremesas naturalmente doces (sem adição de açúcar) e até uma opção sem laticínios. Tudo isto, embalado com carinho e selado com saúde.

Ofereça saúde agora e no futuro ao seu bebé!

E pensam vocês: mas quem é que sai de casa dos pais hoje em dia? Hummmm, em parte é pertinente, mas eu ainda tenho uma réstia de esperança que os meus filhos sairão de casa na idade certa: quando se sentirem preparados. E espero que não seja à Italiana, a viverem em casa da Mamma até depois dos 40 anos! (por mim seria um sonho, mãe galinha que sou, mas a eles não lhes acrescentaria nada…)

Quantas vezes em conversas dizemos a célebre frase “se eu soubesse o que sei hoje…” e fica o suspense no ar sobre, o que teríamos feito de diferente se já soubéssemos em jovens, o que viemos a aprender através de anos de experiência.
Foi exatamente esta reflexão que me fez pesquisar sobre o tema. O que é que enquanto pais, deixaríamos escrito aos nossos filhos rapazes, que lhes pudesse ser útil para o resto da vida. Em modo lista,  prático e sem mais palavras. Este foi o legado que reuni entre vários Pais, pelas mesmas ou por outras palavras, todos deixamos a mesma essência. Ficam as 15 coisas que devemos ensinar aos nossos filhos antes de saírem de casa:

As miúdas não são como as modelos da Victoria’s Secret.
São iguais aos rapazes mas normalmente mais sensíveis. Também ressonam, dão puns e têm muito trabalho para parecerem bonitas todos os dias (isso diz muito a respeito delas, não?).

Não acredites no que as mulheres dizem, acredita no que fazem.
Quando perguntares a uma miúda “O que é que tens?” e ela responder “Nada!”, está a mentir. Aprende a observar e compreender as miúdas. Só assim poderás conhecer verdadeiramente as mulheres.

Nunca comas a carne onde ganhas o pão. 
Quando dito assim, parece-te óbvio. Mas um dia vais ter uma colega que parece que foi contratada só para prejudicar o teu futuro. Esquece a conspiração, ela está lá para trabalhar, mas se te meteres com ela, provavelmente um dia, terás mesmo o teu futuro na empresa comprometido.

Aconteça o que acontecer, nunca batas numa mulher.
Não existe maior cobarde do que aquele que bate numa mulher. Serias capaz de bater na tua mãe? Uma mulher é uma mulher. Além do mais, um soco pode tirar a vida a outra pessoa, e um dia, essa pessoa podes ser tu.

Respeita as mulheres como respeitas a tua mãe. 
Não é aceitável, em ocasião nenhuma, acabar uma relação através de gadgets. E isto é só um exemplo do que não podes fazer.

Nunca julgues uma mulher de uma “one night stand”.
Ela pode estar só a agir como tu.

Quando te partirem o coração, e isso vai acontecer um dia, vais esquecê-la mais depressa do que pensas.
E vais sobreviver…

Nunca uses a palavra gay de forma pejorativa.
Faz de ti um ignorante.

Usa sempre preservativos. Podem salvar-te a vida. 

Quando deres por ti a dizer a alguém que estás bem para conduzir, é porque não estás.
Todo o dinheiro que irás gastar em táxis e multas de estacionamento ao longo da tua vida, é muito menos valioso do que a própria vida (a tua, ou das pessoas que estão contigo).

Quando cometeres um erro, assume-o.
Errar é humano. Vais ficar, SEMPRE, mais bem visto, do que se fores apanhado a disfarçar as tuas próprias asneiras.

Escolhe bem a mãe dos teus filhos.
Antes de pores crianças no mundo pensa bem que tipo de relação tens com a futura mãe dos teus filhos. Tenta imaginar como seria em caso de ruptura. Se achas que se transformaria numa personagem assustadora de filmes de terror, e usaria as crianças e um par de botas para te estragar a vida, se calhar, essa mulher não é a pessoa que procuras para mãe dos teus filhos.

Sê tu mesmo. Ouve os outros mas decide por ti.
As tuas opções só te dizem respeito a ti. Não deixes que julgamentos alheios interfiram com a tua forma de viver ou de pensar. Ser diferente é um conceito que se perde consoante o ponto de vista de uma pessoa.

E por fim, mas igualmente importante,  a  roupa branca só se lava com roupa branca, e NUNCA cozinhes fritos de tronco nu!

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O que eu quero que os meus filhos se lembrem

Embora os meus filhos já não liguem a Legos grandes, tipo Megablocks, eu considero um brinquedo giro, didático, e que desenvolve diferentes competências nas crianças,  desde a criatividade à organização espacial. Tenho pena que deixem de fazer construções intermináveis nos quartos, e que abandonem um brinquedo que tanto prezo.

Por isso, resolvi fazer uma pesquisa na internet, para descobrir como as outras mães estavam a reciclar legos. E descobri esta ideia maravilhosa, e aplicável a várias idades.

 Vai precisar:

-Legos Duplos, ou Megablocks;
-Etiquetas brancas de vários tamanhos (compre duas caixas pelo menos);
-Marcadores pretos ou de cores;
Em conjunto com os seus filhos, cole etiquetas na parte lateral das peças (basta apenas de um lado, mas se fizer dos dois fica mais fácil para brincarem)

Nas peças individuais vamos criar um jogo de uma letra por peça, para os mais pequeninos começarem a criar palavras. Para facilitar pode juntar algumas letras como o ch, lh ou ss, na mesma peça.

letras

Para este jogo se tornar mais interessante, desenhe, recorte ou tire da Internet imagens das palavras possíveis de formar. Assim, se tiver filhos de 4 ou 5 anos, tentam construir as palavras pelo som.

Nas restantes peças, vamos escrever uma palavra por peça. Quanto maior a peça maior a palavra. Peça aos seus filhos mais velhos para participarem nesta atividade, não só na colagem dos autocolantes, como na escolha das palavras.

Agora, cada um irá criar a sua história. Vamos descobrir que é o mais criativo e o mais divertido nesta junção de palavras. A diversão é garantida, e fica um jogo para entreter os miúdos, ou para fazer em família.

As regras são fáceis de criar. O objetivo é criar frases, contar histórias, e “pensar fora da caixa”!

fonte Filth Wizardry

Valores em família
Actualmente, noto que muitas das crianças que acompanho estão em permanente inquietação em relação à escola, ao aproveitamento escolar, aos amigos, àquilo que os outros pensam delas, às expectativas dos pais.

Hoje em dia, por muito que tentemos abordar a vida de forma diferente, o ritmo de trabalho e as exigências exteriores levam-nos a “perder” demasiado tempo em assuntos mundanos e materiais, que no fundo nos desviam daquilo que é verdadeiramente importante: vivermos em paz e amor uns com os outros.

As nossas crianças estão a entrar neste ciclo vicioso, demasiado ligadas aos presentes, às recompensas imediatas, ao que têm, ao serem melhores do que os outros.

Noto com grande clareza que lhes falta algo muito importante, e que por vezes nos passa ao lado: o amor, o carinho e a atenção dos seus pais e dos que as rodeiam.

Naturalmente as crianças adoptam estratégias que lhes trazem ganhos secundários, como o portar-se mal, o chamar a atenção de forma inapropriada, o testar os limites, o desobedecer às regras.

Foi assim que me comecei a aperceber de que hoje em dia todos nos tornámos demasiado focados no sucesso, na competição, na posse de qualquer coisa, para poder competir e ser melhor, ou ter mais do que os outros.

Mas no final, falta-nos a todos o essencial: gostarmos de nós próprios como somos, não pelo que temos ou pelo que fazemos. Isto acontece com todos nós, e especialmente com as crianças, que apenas querem ser felizes e procuram que os outros olhem para elas como seres fantásticos que procuram crescer em harmonia.

A forma como o fazem é que está de algum modo deturpada, devido às exigências ou às vivências diárias da comunidade em geral.

Assim, o objectivo do livro que escrevi é precisamente o de aprendermos a focarmo-nos em nós próprios, naqueles que nos rodeiam, que amamos e que fazem parte da nossa vida, e sobretudo aprendermos a viver harmoniosamente em conjunto.

O livro pretende fomentar o diálogo em família, mas mesmo que não sirva para esse fim, é uma história simples, que pode ser lida com o objectivo de apenas: reflectir.

Sei que o tempo que temos é limitado, mas não estaremos a esquecer-nos de conviver e conversar um pouco mais em família?

Que tal arranjarmos momentos de partilha em família que nos permitam pensar e falar sobre os valores que são importantes na nossa vida?

Que tal sabermos a razão de estarmos juntos e de nos amarmos?

Que tal reflectirmos sobre o nível de paciência que temos uns para os outros em casa e sobre a nossa capacidade para perdoar?

Que tal falarmos sobre o que é ser bom, ou generoso com os outros?

No fundo, que tal pensarmos em conjunto no que é que nos faz, a cada um de nós, uma pessoa mais feliz a cada dia que passa?

O livro é dedicado às famílias, a todas as famílias, e em particular às crianças deste mundo.
Espero que todos consigamos reflectir sobre aquilo que nos faz sermos felizes neste mundo e que consigamos transmitir isso aos nossos filhos e a todos os que amamos.

imagem@tumbrl

Se, antes de ter filhos, eu soubesse as noites que ia passar em claro…

Se eu soubesse a quantidade de fluidos corporais que ia limpar ao longo da infância dos meus filhos

Se eu soubesse o quanto o som da palavra “Mãe? Mãe? Mãe?” me ia pôr os nervos à flor da pele ao longo de uma década (mínimo)

Se eu soubesse que ia demorar mais na casa de banho, só para ter um tempinho para mim

Se eu soubesse que esses momentos roubados na casa de banho iam quase sempre ser interrompidos por algum dos meus filhos a bater ininterruptamente na porta

Se eu soubesse a quantidade de vezes que ia ter de repetir as mesmas ordens, os mesmos avisos e as mesmas chamadas de atenção

Se eu soubesse que a solução mágica para as queixinhas, choros, desobediências, faltas de respeito, e para a preguiça só ia ser eficaz apenas metade das vezes

Se eu soubesse que amar os meus filhos não significava gostar deles o tempo todo

Se eu soubesse que às vezes ia chorar no duche por ser o único sítio onde conseguia estar sozinha

Se eu soubesse que em determinada altura ia sentir-me, de tal maneira, “num oito” que só de pensar em entrar em ação com o meu marido, me causava arrepios

Se eu soubesse que nunca mais ia ser capaz de concentrar-me em nada de alma e coração, senão nos meus filhos

Se eu soubesse que a situação não fica mais fácil à medida que os filhos crescem, apenas se complica de formas diferentes

Se eu soubesse o quanto me ia preocupar a possibilidade de falhar enquanto mãe

Se eu soubesse que ser mãe ia ser, para sempre, um desafio permanente

Eu tinha tido os meus filhos na mesma.
Porque se não os tivesse…

Não saberia o que é o milagre de ter uma vida a crescer dentro de mim

Não saberia que o cheirinho da cabeça de um recém-nascido faz-nos sentir no paraíso

Não saberia o que é a magia de ter um bebé a dormir nos meus braços, e nunca mais querer pô-lo no berço

Não saberia o que é a imensa felicidade de ver um filho a dar os primeiros passos, a comer sozinho, a andar de bicicleta, ou ler um livro inteiro pela primeira vez.

Não saberia que o riso dos meus filhos, pode alegrar o pior dos meus dias

Não saberia como um simples e inocente olhar de espanto, me derrete o coração

Não saberia o quão fantástico é assistir diariamente à evolução de uma criança que eu trouxe ao mundo

Não sentiria o orgulho de ver o meu filho a viver situações complicadas, e a desenvencilhar-se com base nos ensinamentos que lhe transmiti

Não viveria a alegria desenfreada que é ver os meus filhos a triunfar.

Não saberia o gratificante que é desafiar-me diariamente para ser uma mãe melhor.

Não saberia que ser mãe ia ajudar-me a entender algumas questões por esclarecer desde a minha infância.

Não saberia que ao transformar-me numa mãe ia encontrar uma versão mais profunda, mais forte, e mais verdadeira de mim própria.

Não saberia o que é o amor incondicional dos filhos.

Não sentiria a energia e a força desta poderosa forma de amar, que só uma mãe/pai conhece.

Não saberia que a dor e as armadilhas que nos aparecem no caminho são superadas pela beleza, alegria e pelas maravilha desta viagem.

Por tudo isto, se eu soubesse na verdade o que era a maternidade, eu teria feito tudo como fiz…!

… Se calhar, teria aproveitado para dormir um pouco mais antes de ser mãe.

 

Por Annie Reneau, publicado originalmente em Scary Mommytraduzido e adaptado com autorização por e para Uptokids®


imagem@Luna Belle

 

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Tenho saudades daquela altura da minha vida em que podia fazer tudo sem quaisquer preocupações, responsabilidades ou consequências!

Lembram-se desse tempo?

Da altura em partíamos cabeças porque caiamos das árvore enquanto nos escondíamos para pregar uma partida? Do tempo em que andávamos tanto de bicicleta que chegávamos a ter de trocar os pneus por ficarem carecas! Sim, isto foi no tempo em que uma bicicleta durava uma vida!

Quando os pais só ralhavam se chegávamos depois de anoitecer porque o combinado era voltar sempre antes do sol se pôr!

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