O dia do pai está mesmo à porta, e a Up To Lisbon Kids deixa-lhe umas sugestões originais para os seus filhos oferecerem neste dia.

Tentamos escolher artigos de vários géneros, para agradar a gregos e a tróianos. Vejamos se se identifica com algum!

1. Livro Pê de Pai. Afetividade e partilha. 4 a 6 anos. De Isabel Minhós Martins · Bernardo Carvalho. Editora Tangerina.

Este é um must have da literatura infantil, por isso se ainda não tem, aqui está a altura ideal para comprar.

Um pai é mesmo uma pessoa muito especial.
Capaz de se dobrar, desdobrar, encolher e esticar… um pai transforma-se, num passe de mágica, nos objetos mais incríveis. 
Ou será que nunca repararam nos pais transformados que andam por aí?
Pais-cabides, pais-ambulâncias, pais-aviões, pais-sofás, pais-escadotes, pais-travões…
Basta abrir os olhos e observar.
Um livro que olha de perto a relação de cumplicidade entre pai e filho. 
E que convida filhos e pais a descobrirem-se juntos ao virar de cada página.

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Onde comprar: Livrarias habituais. Preço apróx. 11.90€


2. Dominó, Jogo do Galo ou Jogo da memória personalizado.

A FunTiesStick cria jogos  didácticos personalizados, recorrendo a fotografias, imagens e texto. Escolha as fotos mais giras da família e crie o seu jogo personalizado! Pode também criar puzzles magnéticos a partir das suas fotos. Seja criativo!

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Onde Comprar: Fun Ties Stick. Preço (acessível na página)

3. Sacos para guardar sapatos

A MariaLimão criou estes  sacos giríssimos para guardar os sapatos do pai. Em que ocasião se usa? Sempre! Quando vai de viagem, quando vai fazer desporto, para guardar aquele par de sapatos extra no carro, ou até mesmo para guardar sapatos em casa.

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Onde Comprar: MariaLimão. Preço: 18€

4. Chocolates especiais para um Pai especial.

Se é um pai guloso, nada como receber um chocolatinho para animar o dia. Já agora, um personalisado, claro. A Hussel apresenta toda uma gama de chocolates com formas dedicadas aos pais, mas a minha preferida é a tablete de chocolate clássica, com um pormenor que a torna especial.
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Onde comprar: Lojas hussel | Preço 3.80€

5. Bases de copos personalizadas

Ora aqui está mais uma ideia simples e original. A Simply D (Design. Decoration. details. Delicious.) faz um desafio: Envie-nos o desenho dos seus filhos (digitalizado ou em fotografia), nós fazemos o resto. Também podemos colocar uma fotografia.
As dimensões são: Quadrado 10x10cm; Redondo diam. 10cm1898111_758256574198830_31530546_nOnde comprar: cmggg_deco@yahoo.com |  1 un/6€; 2 un/10€; 6 un/20€, a estes valores acrescem os portes de envio

 imagem da capa tirada de Pê de Pai.

E pensam vocês: mas quem é que sai de casa dos pais hoje em dia? Hummmm, em parte é pertinente, mas eu ainda tenho uma réstia de esperança que os meus filhos sairão de casa na idade certa: quando se sentirem preparados. E espero que não seja à Italiana, a viverem em casa da Mamma até depois dos 40 anos! (por mim seria um sonho, mãe galinha que sou, mas a eles não lhes acrescentaria nada…)

Quantas vezes em conversas dizemos a célebre frase “se eu soubesse o que sei hoje…” e fica o suspense no ar sobre, o que teríamos feito de diferente se já soubéssemos em jovens, o que viemos a aprender através de anos de experiência.
Foi exatamente esta reflexão que me fez pesquisar sobre o tema. O que é que enquanto pais, deixaríamos escrito aos nossos filhos rapazes, que lhes pudesse ser útil para o resto da vida. Em modo lista,  prático e sem mais palavras. Este foi o legado que reuni entre vários Pais, pelas mesmas ou por outras palavras, todos deixamos a mesma essência. Ficam as 15 coisas que devemos ensinar aos nossos filhos antes de saírem de casa:

As miúdas não são como as modelos da Victoria’s Secret.
São iguais aos rapazes mas normalmente mais sensíveis. Também ressonam, dão puns e têm muito trabalho para parecerem bonitas todos os dias (isso diz muito a respeito delas, não?).

Não acredites no que as mulheres dizem, acredita no que fazem.
Quando perguntares a uma miúda “O que é que tens?” e ela responder “Nada!”, está a mentir. Aprende a observar e compreender as miúdas. Só assim poderás conhecer verdadeiramente as mulheres.

Nunca comas a carne onde ganhas o pão. 
Quando dito assim, parece-te óbvio. Mas um dia vais ter uma colega que parece que foi contratada só para prejudicar o teu futuro. Esquece a conspiração, ela está lá para trabalhar, mas se te meteres com ela, provavelmente um dia, terás mesmo o teu futuro na empresa comprometido.

Aconteça o que acontecer, nunca batas numa mulher.
Não existe maior cobarde do que aquele que bate numa mulher. Serias capaz de bater na tua mãe? Uma mulher é uma mulher. Além do mais, um soco pode tirar a vida a outra pessoa, e um dia, essa pessoa podes ser tu.

Respeita as mulheres como respeitas a tua mãe. 
Não é aceitável, em ocasião nenhuma, acabar uma relação através de gadgets. E isto é só um exemplo do que não podes fazer.

Nunca julgues uma mulher de uma “one night stand”.
Ela pode estar só a agir como tu.

Quando te partirem o coração, e isso vai acontecer um dia, vais esquecê-la mais depressa do que pensas.
E vais sobreviver…

Nunca uses a palavra gay de forma pejorativa.
Faz de ti um ignorante.

Usa sempre preservativos. Podem salvar-te a vida. 

Quando deres por ti a dizer a alguém que estás bem para conduzir, é porque não estás.
Todo o dinheiro que irás gastar em táxis e multas de estacionamento ao longo da tua vida, é muito menos valioso do que a própria vida (a tua, ou das pessoas que estão contigo).

Quando cometeres um erro, assume-o.
Errar é humano. Vais ficar, SEMPRE, mais bem visto, do que se fores apanhado a disfarçar as tuas próprias asneiras.

Escolhe bem a mãe dos teus filhos.
Antes de pores crianças no mundo pensa bem que tipo de relação tens com a futura mãe dos teus filhos. Tenta imaginar como seria em caso de ruptura. Se achas que se transformaria numa personagem assustadora de filmes de terror, e usaria as crianças e um par de botas para te estragar a vida, se calhar, essa mulher não é a pessoa que procuras para mãe dos teus filhos.

Sê tu mesmo. Ouve os outros mas decide por ti.
As tuas opções só te dizem respeito a ti. Não deixes que julgamentos alheios interfiram com a tua forma de viver ou de pensar. Ser diferente é um conceito que se perde consoante o ponto de vista de uma pessoa.

E por fim, mas igualmente importante,  a  roupa branca só se lava com roupa branca, e NUNCA cozinhes fritos de tronco nu!

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Trata os teus filhos como gostarias de ser tratado

Que pais vamos ser hoje para os nossos filhos?

O que eu quero que os meus filhos se lembrem

Quantas vezes pensamos que não somos os pais ideais, que se tivéssemos mais tempo, se não tivéssemos que trabalhar tanto, tudo seria mais simples?

Teríamos mais tempo para estar com os nossos filhos, para lhes dar mais atenção, para simplesmente brincar com eles.

E quantas vezes pensamos que já não aguentamos os miúdos, estão sempre a portar-se mal, a desobedecer, a testar os limites, a recusar fazer os trabalhos, a amuar, a fazer birras, a ter más notas, etc, etc, etc?

E quantas vezes já parámos para pensar que os nossos filhos seguem o nosso exemplo, aprendem por modelagem e imitação?

Se pensarmos nisto, chegamos a uma conclusão: os nossos filhos transformam-se no espelho de nós próprios…

São desatentos ou desconcentrados, pois são. E nós, damo-lhes a atenção devida?

São muito agitados, não param quietos. Pois não. E nós, paramos para estar com eles tempo de valor?

São malcriados, respondem mal, não obedecem às nossas ordens. Pois… E nós, respondemos sempre num tom de voz calmo, cumprimos as promessas que lhes fazemos, ou simplesmente cedemos a um pedido simples, como contar uma história antes de dormir?

Às vezes até o fazemos, mas é sempre tudo tão rápido, que mal damos pelo tempo em que estamos com eles, provavelmente nem nos damos conta, mas foram cinco minutos de uma história corrida, lida num livro que já tem as folhas rasgadas, às vezes não lhes mostramos sequer as imagens (para não perder tempo!!) e não damos aso a que imaginem, que puxem pela criatividade, que sonhem, e que sobretudo interajam em amor connosco.

Estes factores interferem em diversos campos da vida, não só na vida das nossas crianças, como nas nossas próprias vidas.

E é esta a nossa vida. Será que é assim que a queremos viver? Será que nós podemos fazer alguma coisa para modificar este ciclo vicioso?

E a resposta é: Sim, podemos.

Se pararmos para pensar nestas situações, durante cinco minutos, tudo nos faz sentido. Se estamos todos interligados, mas estivermos todos em sintonia, então, sim, é possível mudar tudo.

Esta semana proponho uma actividade muito simples: fazer uma lista (por escrito) de todas as coisas boas pelas quais estamos agradecidos na nossa vida. Podemos agradecer pela família, por termos saúde, emprego, ou pelo carro, pela casa, pela comida. O que quisermos, somos livres de estarmos felizes pelo que quisermos.

Vamos sugerir aos nossos filhos que o façam também, ou que o digam. Que pensem em coisas que os fazem sentir-se bem no dia-a-dia.

Podemos depois pendurar, por exemplo no frigorífico, as nossas listas, e vamos seleccionando, um dia de cada vez, uma coisa que queremos fazer e que nos faz sentir bem. Cada um escolhe a sua (dentro dos padrões possíveis, obviamente).

Façamos isto todos os dias, e quando não é possível, prometemos uns aos outros que vamos fazer no fim de semana.

O objectivo é celebrarmos diariamente as coisas boas da nossa vida. Podemos ir comer um gelado, ou ver um filme há muito prometido, ou dançar um pouco, ou brincar àquela brincadeira especial, ou encher a casa de flores, ou estar com um amigo que não vemos há muito tempo…

Proponho isto, e posso com alegria dizer que já o fiz. Agradeci por 50 coisas na minha vida, e muito mais conseguiria fazer. Durante 50 dias senti-me no auge da felicidade. O amor retorna sempre, quando estamos de coração aberto.

Uma boa semana!

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Dar qualidade à quantidade de Tempo

Dar tempo aos filhos

Já agradeceste hoje, pela a sorte que tens?

Se há coisa que os miúdos fazem quando começam a falar é improvisar, inventar ou até mesmo assassinar palavras. Muitos começam por não dizer os r’s, outros não dizem os l’s, mas a melodias e forma de falar tem pontos comuns a todas as crianças, o que faz com que consigamos reconhecer a chamada linguagem de bebés.

Nós pais, enquanto educadores, vamos corrigindo as palavras de forma a aperfeiçoar a fala dos nossos filhos: “não é cloquete, é cróquete, Crrrrrrróóóquete“, dizia uma mãe há dias num corredor de supermercado, “não há meio de aprenderes”.
A verdade é que há letras que se aprendem apenas com determinadas idades, por isso é bom corrigir, mas sem grandes exageros. Lembre-se que depois de aprender a falar correctamente, nunca mais vai ouvir o seu filho a pronunciar de forma atabalhoada a palavra “Frigorífico”, por exemplo.

Depois há aquela palavra, que cada criança inventa a sua, que os pais não têm vontade de corrigir porque é simplesmente deliciosa.

Estas são apenas alguns exemplos de palavras deturpadas pelas crianças, e partilhadas pelas suas mães.

giraça

banhode imersão

biberon

bicicleta

broculos

computador

ferrugento

pipoca

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tiranossauro

canetas

aeroom

Embora os meus filhos já não liguem a Legos grandes, tipo Megablocks, eu considero um brinquedo giro, didático, e que desenvolve diferentes competências nas crianças,  desde a criatividade à organização espacial. Tenho pena que deixem de fazer construções intermináveis nos quartos, e que abandonem um brinquedo que tanto prezo.

Por isso, resolvi fazer uma pesquisa na internet, para descobrir como as outras mães estavam a reciclar legos. E descobri esta ideia maravilhosa, e aplicável a várias idades.

 Vai precisar:

-Legos Duplos, ou Megablocks;
-Etiquetas brancas de vários tamanhos (compre duas caixas pelo menos);
-Marcadores pretos ou de cores;
Em conjunto com os seus filhos, cole etiquetas na parte lateral das peças (basta apenas de um lado, mas se fizer dos dois fica mais fácil para brincarem)

Nas peças individuais vamos criar um jogo de uma letra por peça, para os mais pequeninos começarem a criar palavras. Para facilitar pode juntar algumas letras como o ch, lh ou ss, na mesma peça.

letras

Para este jogo se tornar mais interessante, desenhe, recorte ou tire da Internet imagens das palavras possíveis de formar. Assim, se tiver filhos de 4 ou 5 anos, tentam construir as palavras pelo som.

Nas restantes peças, vamos escrever uma palavra por peça. Quanto maior a peça maior a palavra. Peça aos seus filhos mais velhos para participarem nesta atividade, não só na colagem dos autocolantes, como na escolha das palavras.

Agora, cada um irá criar a sua história. Vamos descobrir que é o mais criativo e o mais divertido nesta junção de palavras. A diversão é garantida, e fica um jogo para entreter os miúdos, ou para fazer em família.

As regras são fáceis de criar. O objetivo é criar frases, contar histórias, e “pensar fora da caixa”!

fonte Filth Wizardry

Vá, agora que começaram a ler, não parem, tenho que me explicar.

Não sou de todo contra os divórcios, ainda bem que existe essa alternativa quando tantas vezes as situações entre os casais se tornam insuportáveis. Mas quando há crianças, sou contra as separações.
Nunca tive essa experiência na primeira pessoa e também nunca a vivi como filha, por isso, falo pelo que vejo e pelo que sinto.

Conheço, imensos “divorciados” com filhos e, mais ou menos, todos conseguiram divorciar-se sem se separarem muito. Acredito que com filhos não devem existir grandes separações, deverá haver sempre uma ligação entre o ex-casal.
Parece contraproducente, certo? Não, não é! (Faço a festa, atiro os foguetes e apanho as canas).

A ligação entre o casal, é e será sempre, até mesmo se a relação entre o casal terminar, os filhos.

Infelizmente, vejo pessoas que utilizam as crianças, como arma de arremesso. A palavra “utilizar”, juntamente com a palavra “crianças”, leva-nos a um patamar de egoísmo maléfico próprio de quem perdeu o juízo!
Transforma de imediato a classificação/valor da palavra “Criança”, que passa a ser um objecto e não uma pessoa, muito valioso, na medida em que pode ser usado a seu bel-prazer.
Muitas dessas pessoas até criticam veementemente esse tipo de atitudes, porque acreditam convictamente que aquilo que estão a fazer não é nada desse tipo, até acham que estão só e apenas a defender os direitos das crianças, quando na realidade estão a agir por vingança, com o intuito de magoar o outro, como se trouxesse algo de volta, como se mais dinheiro, ou ficar sem poderes paternais resolvesse toda a raiva que carregam.
Ficam cegos e, como um cavalo com palas, seguem em frente sem olhar para os lados.

Pequeno “à parte”: Se há um que já não quer estar na relação, por mais estúpido que seja o motivo, há razão para o fazer sofrer só porque nos fez sofrer? E onde é que nos leva essa vingança?

Toca a encher tribunais, perder tempo precioso (que poderia ser usado, e esse sim bem UTILIZADO, para dar apoio às crianças), gastar rios de dinheiro, stressar e ganhar anos de terapia e traumas para todos!

Também vejo, graças a Deus, divórcios nos quais não houve separação, nos quais as crianças perceberam (apesar de sofrerem também, porque é difícil não sofrer com uma separação!) que de facto era melhor assim, mas no qual os pais não deixaram de ser pais e, depois do divórcio, conseguem não mexer nos seus papeis de pais e educadores.

Divórcios em que ficou bem claro de que esta seria a melhor opção para TODOS.

Depois há os casos, que também não são assim tão raros, de pais ou mães que foram forçados a assumir os dois papeís (não por morte do outro, mas quase!)… e nestes casos, conheço alguns que venero.
Num caso especifico, crianças (que já são adultos) fantásticas e educadas com valores daqueles difíceis de encontrar, um exemplo! Exemplos destes não são assim tão raros e a minha querida amiga provou que é possível educar bem, sozinha e sem rebentar com a imagem de um pai que não quis ser pai. Explicando nas alturas certas que não somos seres perfeitos e que por vezes tomamos decisões erradas que nos podem mudar completamente o rumo da vida. Conseguindo assim dar-lhes uma lição sem minar a imagem de PAI, de modo a não haver traumas relacionados.

No fim, fica apenas a minha opinião, que não sou psicóloga nem nada que se pareça, que não sei mais do que ninguém, partilho apenas a minha opinião: Não se SEPAREM… se correr mal, divorciem-se BEM!

Ler também PROTEJA OS SEUS FILHOS DO DIVÓRCIO

 

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=M2g4YgsJ2EM]
Campanha “Children Marked for Life”, da SIRE (Foundation for Idealism in Advertising), que alerta para os efeitos que um “mau divórcio” causa nas crianças.

image “JustDivorced” from web

 Inicio a presente narrativa, na ressaca da transmissão televisiva em directo da segunda manifestação da maioria das forças de segurança portuguesas no espaço de quatro meses defronte do órgão de soberania Assembleia da República e tendo ainda amanhecido com a notícia das declarações do Sr. Engenheiro Belmiro de Azevedo em que este disse e passo a citar:

…“  Salários só podem aumentar quando portugueses aumentarem produtividade”

Tais pífios acontecimentos levam-me a ter a convicção que tudo terei de fazer para que os meus filhos possam estudar numa boa escola e possam ainda ter experiências académicas e laborais no estrangeiro.

Só após essa ou essas experiências é que os aconselharei a regressar e se tal, na altura, constituir uma hipótese viável.

Para que tal seja uma realidade, devemos encarar as cada vez mais galopantes despesas de educação, como o maior e melhor investimento que os Pais portugueses poderão alguma vez realizar.

Tal investimento tornará mais fácil a conversa futura que terei com o meu filho de sete anos onde lhe darei conta que ele não poderá, ou melhor, não deverá ser polícia.

E tornará ainda mais fácil, a conversa que terei com os meus outros dois filhos sobre o respeito que devemos ter sempre, pelas pessoas que trabalham na parte mais baixa da pirâmide de um qualquer grande grupo económico criado de modo um tanto ou quanto inortodoxo, na década de 80 do século passado deste grande País que é Portugal.

por RMPC
para Up To Lisbon Kids

imagem in Público

Valores em família
Actualmente, noto que muitas das crianças que acompanho estão em permanente inquietação em relação à escola, ao aproveitamento escolar, aos amigos, àquilo que os outros pensam delas, às expectativas dos pais.

Hoje em dia, por muito que tentemos abordar a vida de forma diferente, o ritmo de trabalho e as exigências exteriores levam-nos a “perder” demasiado tempo em assuntos mundanos e materiais, que no fundo nos desviam daquilo que é verdadeiramente importante: vivermos em paz e amor uns com os outros.

As nossas crianças estão a entrar neste ciclo vicioso, demasiado ligadas aos presentes, às recompensas imediatas, ao que têm, ao serem melhores do que os outros.

Noto com grande clareza que lhes falta algo muito importante, e que por vezes nos passa ao lado: o amor, o carinho e a atenção dos seus pais e dos que as rodeiam.

Naturalmente as crianças adoptam estratégias que lhes trazem ganhos secundários, como o portar-se mal, o chamar a atenção de forma inapropriada, o testar os limites, o desobedecer às regras.

Foi assim que me comecei a aperceber de que hoje em dia todos nos tornámos demasiado focados no sucesso, na competição, na posse de qualquer coisa, para poder competir e ser melhor, ou ter mais do que os outros.

Mas no final, falta-nos a todos o essencial: gostarmos de nós próprios como somos, não pelo que temos ou pelo que fazemos. Isto acontece com todos nós, e especialmente com as crianças, que apenas querem ser felizes e procuram que os outros olhem para elas como seres fantásticos que procuram crescer em harmonia.

A forma como o fazem é que está de algum modo deturpada, devido às exigências ou às vivências diárias da comunidade em geral.

Assim, o objectivo do livro que escrevi é precisamente o de aprendermos a focarmo-nos em nós próprios, naqueles que nos rodeiam, que amamos e que fazem parte da nossa vida, e sobretudo aprendermos a viver harmoniosamente em conjunto.

O livro pretende fomentar o diálogo em família, mas mesmo que não sirva para esse fim, é uma história simples, que pode ser lida com o objectivo de apenas: reflectir.

Sei que o tempo que temos é limitado, mas não estaremos a esquecer-nos de conviver e conversar um pouco mais em família?

Que tal arranjarmos momentos de partilha em família que nos permitam pensar e falar sobre os valores que são importantes na nossa vida?

Que tal sabermos a razão de estarmos juntos e de nos amarmos?

Que tal reflectirmos sobre o nível de paciência que temos uns para os outros em casa e sobre a nossa capacidade para perdoar?

Que tal falarmos sobre o que é ser bom, ou generoso com os outros?

No fundo, que tal pensarmos em conjunto no que é que nos faz, a cada um de nós, uma pessoa mais feliz a cada dia que passa?

O livro é dedicado às famílias, a todas as famílias, e em particular às crianças deste mundo.
Espero que todos consigamos reflectir sobre aquilo que nos faz sermos felizes neste mundo e que consigamos transmitir isso aos nossos filhos e a todos os que amamos.

imagem@tumbrl

Livro | A Receita da Avó | 10€ | Edição de Autor

Actualmente, noto que muitas das crianças que acompanho estão em permanente inquietação em relação à escola, ao aproveitamento escolar, aos amigos, àquilo que os outros pensam delas, às expectativas dos pais.
Hoje em dia, por muito que tentemos abordar a vida de forma diferente, o ritmo de trabalho e as exigências exteriores levam-nos a “perder” demasiado tempo em assuntos mundanos e materiais, que no fundo nos desviam daquilo que é verdadeiramente importante: vivermos em paz e amor uns com os outros.
As nossas crianças estão a entrar neste ciclo vicioso, demasiado ligadas aos presentes, às recompensas imediatas, ao que têm, ao serem melhores do que os outros.
Noto com grande clareza que lhes falta algo muito importante, e que por vezes nos passa ao lado: o amor, o carinho e a atenção dos seus pais e dos que as rodeiam.
Naturalmente as crianças adoptam estratégias que lhes trazem ganhos secundários, como o portar-se mal, o chamar a atenção de forma inapropriada, o testar os limites, o desobedecer às regras.
Foi assim que me comecei a aperceber de que hoje em dia todos nos tornámos demasiado focados no sucesso, na competição, na posse de qualquer coisa, para poder competir e ser melhor, ou ter mais do que os outros.
Mas no final, falta-nos a todos o essencial: gostarmos de nós próprios como somos, não pelo que temos ou pelo que fazemos. Isto acontece com todos nós, e especialmente com as crianças, que apenas querem ser felizes e procuram que os outros olhem para elas como seres fantásticos que procuram crescer em harmonia.
A forma como o fazem é que está de algum modo deturpada, devido às exigências ou às vivências diárias da comunidade em geral.
Assim, o objectivo do livro que escrevi é precisamente o de aprendermos a focarmo-nos em nós próprios, naqueles que nos rodeiam, que amamos e que fazem parte da nossa vida, e sobretudo aprendermos a viver harmoniosamente em conjunto
O livro pretende fomentar o diálogo em família, mas mesmo que não sirva para esse fim, é uma história simples, que pode ser lida com o objectivo de apenas: reflectir.
Sei que o tempo que temos é limitado, mas não estaremos a esquecer-nos de conviver e conversar um pouco mais em família?
Que tal arranjarmos momentos de partilha em família que nos permitam pensar e falar sobre os valores que são importantes na nossa vida?
Que tal sabermos a razão de estarmos juntos e de nos amarmos?
Que tal reflectirmos sobre o nível de paciência que temos uns para os outros em casa e sobre a nossa capacidade para perdoar
Que tal falarmos sobre o que é ser bom, ou generoso com os outros?
No fundo, que tal pensarmos em conjunto no que é que nos faz, a cada um de nós, uma pessoa mais feliz a cada dia que passa?
O livro é dedicado às famílias, a todas as famílias, e em particular às crianças deste mundo. Espero que todos consigamos reflectir sobre aquilo que nos faz sermos felizes neste mundo e que consigamos transmitir isso aos nossos filhos e a todos os que amamos.

Por Dra. Rita Bettencourt
para Up To Lisbon Kids

Se, antes de ter filhos, eu soubesse as noites que ia passar em claro…

Se eu soubesse a quantidade de fluidos corporais que ia limpar ao longo da infância dos meus filhos

Se eu soubesse o quanto o som da palavra “Mãe? Mãe? Mãe?” me ia pôr os nervos à flor da pele ao longo de uma década (mínimo)

Se eu soubesse que ia demorar mais na casa de banho, só para ter um tempinho para mim

Se eu soubesse que esses momentos roubados na casa de banho iam quase sempre ser interrompidos por algum dos meus filhos a bater ininterruptamente na porta

Se eu soubesse a quantidade de vezes que ia ter de repetir as mesmas ordens, os mesmos avisos e as mesmas chamadas de atenção

Se eu soubesse que a solução mágica para as queixinhas, choros, desobediências, faltas de respeito, e para a preguiça só ia ser eficaz apenas metade das vezes

Se eu soubesse que amar os meus filhos não significava gostar deles o tempo todo

Se eu soubesse que às vezes ia chorar no duche por ser o único sítio onde conseguia estar sozinha

Se eu soubesse que em determinada altura ia sentir-me, de tal maneira, “num oito” que só de pensar em entrar em ação com o meu marido, me causava arrepios

Se eu soubesse que nunca mais ia ser capaz de concentrar-me em nada de alma e coração, senão nos meus filhos

Se eu soubesse que a situação não fica mais fácil à medida que os filhos crescem, apenas se complica de formas diferentes

Se eu soubesse o quanto me ia preocupar a possibilidade de falhar enquanto mãe

Se eu soubesse que ser mãe ia ser, para sempre, um desafio permanente

Eu tinha tido os meus filhos na mesma.
Porque se não os tivesse…

Não saberia o que é o milagre de ter uma vida a crescer dentro de mim

Não saberia que o cheirinho da cabeça de um recém-nascido faz-nos sentir no paraíso

Não saberia o que é a magia de ter um bebé a dormir nos meus braços, e nunca mais querer pô-lo no berço

Não saberia o que é a imensa felicidade de ver um filho a dar os primeiros passos, a comer sozinho, a andar de bicicleta, ou ler um livro inteiro pela primeira vez.

Não saberia que o riso dos meus filhos, pode alegrar o pior dos meus dias

Não saberia como um simples e inocente olhar de espanto, me derrete o coração

Não saberia o quão fantástico é assistir diariamente à evolução de uma criança que eu trouxe ao mundo

Não sentiria o orgulho de ver o meu filho a viver situações complicadas, e a desenvencilhar-se com base nos ensinamentos que lhe transmiti

Não viveria a alegria desenfreada que é ver os meus filhos a triunfar.

Não saberia o gratificante que é desafiar-me diariamente para ser uma mãe melhor.

Não saberia que ser mãe ia ajudar-me a entender algumas questões por esclarecer desde a minha infância.

Não saberia que ao transformar-me numa mãe ia encontrar uma versão mais profunda, mais forte, e mais verdadeira de mim própria.

Não saberia o que é o amor incondicional dos filhos.

Não sentiria a energia e a força desta poderosa forma de amar, que só uma mãe/pai conhece.

Não saberia que a dor e as armadilhas que nos aparecem no caminho são superadas pela beleza, alegria e pelas maravilha desta viagem.

Por tudo isto, se eu soubesse na verdade o que era a maternidade, eu teria feito tudo como fiz…!

… Se calhar, teria aproveitado para dormir um pouco mais antes de ser mãe.

 

Por Annie Reneau, publicado originalmente em Scary Mommytraduzido e adaptado com autorização por e para Uptokids®


imagem@Luna Belle

 

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