Quando engravidamos a primeira vez, as mães que nos rodeiam, quer sejam amigas, conhecidas ou perfeitas estranhas, têm sempre um conselho para nos dar. Não sei se, querer instruir as outras mulheres fará parte do instinto maternal, como se fossemos enviadas numa missão especial com o objetivo de proteger todos os recém-nascidos das garras de uma mãe inexperiente. Ou se queremos apenas mostrar que sabemos mais, característica própria da vaidade do sexo feminino.

Mas o facto é que a maior parte dos conselhos que me deram foram inúteis e vazios. “Dorme tudo agora, que depois não tens tempo”,aproveita bem que eles crescem num instante”. Eu já me cruzei com estas mães. Eu sei que vocês também, e eu sei que muitas vezes já nos tornamos nelas.

As mães, por natureza são um ser controlador e possessivo. Há muitas que assumem: “Eu sou muito mãe-galinha!”… Será só isso?

Se há algum conselho que eu posso dar, e que aprendi com a experiência é:

“ Não queiras ser uma control freak 

Tudo começou quando nasceu o nosso primeiro filho. Eu amamentei sempre, por isso, quando ele acordava à noite habituei-me a ir lá. Nem sempre era para mamar. Mas era sempre eu que me levantava. Enquanto habituava o meu filho a ter a mãe para o aconchegar sempre que chorava, habituava o meu marido a dormir ferrado ao som do choro de um bebé.

Durante o dia, dava dicas úteis ao meu marido porque como eu passava mais tempo com o bebé… achava que eu é que sabia o que era e como era melhor.!

Sempre mudei as fraldas porque achava que o pai nunca punha o creme certo a seguir ou a fralda não ficava bem presa como quando era eu a trocar. Acabava por sair xixi. O bebé ficava com soluços e eu teimava que só eu é que o sabia ajudar nos soluços. Mudava-lhe a roupa, e às vezes punha-a de parte para o pai vestir. Mas ele não sabia como apertar os cueiros e, por vezes, vestia as costas para a frente.

Sempre achei que era melhor eu ir ver e dar uma ajuda.

Porque eu é que sei o que é melhor para o meu filho, como ele gosta de se deitar, de arrotar e quais a rotinas dele. O pai pega-lhe ao colo. Eu digo-lhe que tem de agarrar a cabeça do bebé. Ele diz que sabe, mas nem sempre agarra. Eu estou sempre lá, a dizer o que fazer, como o fazer, e quando o fazer.

Oito anos depois, temos três filhos e eu estou grávida do quarto. Acordamos de manhã cedo, muito cedo. O pai vai fazer a barba e tomar banho. Eu acordo os miúdos e ponho-os a fazer xixi e a lavar a cara.

Escolho as roupas conforme as actividades escolares de cada um porque eu é que estou a par dos horários deles. Ajudo-os a vestir. Os mais velhos já se vestem sozinhos por isso dou-lhes a roupa e vou tratar do mais novo. Quando volto ainda estão a calçar as meias. Visto todos rapidamente.

Preparo o saco ou mochila de cada um porque só eu é que sei o que é para levar cada dia. Os miúdos nem me deixam pensar “que dia é hoje” para saber o que colocar nas suas mochilas. Enchem-me os ouvidos de histórias sobre os seus sonhos, e perguntas sobre como será este dia. Sobrepõem-se aos gritos para se fazerem ouvir. Tenho de recorrer telemóvel para saber a que dia estamos: o telemóvel não está onde era suposto. Algum deles já andou a jogar de manhã no meu telefone. Acordam a pensar em gadgets…  Fecho as mochilas.

Preparo almoço para um, e snacks para os mais novos, que gostam de petiscar uns cereais ou bolachas quando chegam ao colégio e ainda estão lá poucas crianças. É muito cedo. Mochilas preparadas, sacos das actividades fechados, cesto e lancheiras à porta. Já tomaram o pequeno-almoço, o pai deu um iogurte, preparou um pão de leite a cada um e fica a ver as notícias enquanto toma, também, o seu pequeno almoço.

Vai tudo para a casa de banho lavar os dentes. Eu vou lá conferir que ficam bem lavados. As perguntas e conversas são contínuas. Discute-se porque é que um leva mais cereais para a escola do que os outros (levam todos o mesmo), e quem é que joga primeiro consola quando chega a casa, sendo que só podem jogar ao fim de semana.

Finalmente saem de casa. O pai leva-os ao colégio todos os dias. São 8h00 e só me apetece voltar para a cama. Tomo o meu pequeno-almoço de pé, tomo banho e saio. Quando me sento no computador começo a ler os e-mails do colégio. Aponto datas de reuniões, datas de inscrições, data da festa de despedida das professoras de um, data da festa de ginástica de outro. O meu calendário enche-se de compromissos socio-escolares dos meus filhos. Sinto-me a adormecer no computador. Paro para beber um café. Começo a trabalhar e a manhã vai a meio.

A seguir ao almoço, retomo os e-mails. Tenho de dar resposta aos convites para as festas de aniversário. Articular os horários e disponibilidades para os levar e buscar. Antecipar se estamos cá nesses fins-de-semana e se eles podem aceitar os convites. Tenho de conhecer as crianças da sala de cada um para poder comprar os presentes de aniversário. Saber o que cada um gosta. As férias aproximam-se. Tenho de começar a planear os ATL em que os vou inscrever. O melhor seria mandar todos juntos, tenho de pesquisar bem! Já comecei a pensar onde serão as festas de aniversário este ano, e estou atenta aos sites específicos para tirar ideias dos temas e decors.

Não tirei o jantar de manhã antes de sair da casa (Como é que é possível). Tenho de tratar disso mal chegue para descongelar qualquer coisa. Às 16h00 tenho de sair de onde esteja para ir busca-los à escola. São três escolas, a volta é longa, e à tarde há sempre trânsito. Chegamos a casa. Há trabalhos de casa para fazer e banhos para dar. Esqueço-me do jantar. Peço ao pai para ir buscar uma pizza. Ele fica à espera que eu encomende a pizza, e que lhe diga a que horas está pronta, porque está habituado a não ter de pensar sequer o que é que cada um gosta de comer. E como em tudo o resto cá em casa, fica à espera de ordens para realizar tarefas.

Porque eu o habituei assim, e já não tenho como mudar esta rotina. Para mim é tarde demais, mas para quem ainda vai começar a ter filhos, para quem ainda está grávida eu posso dar este conselho: não sejam controladoras, não sejam possessivas, os filhos são dos dois. Deixem o pai da criança tratar das coisas.

À sua maneira, imperfeita e trapalhona. Deixem-no aquecer o leite, à próxima já vai acertar na temperatura. Se o xixi sair da fralda ele vai perceber que está mal posta. Ou não, e terá de mudar mais vezes, mas nenhum mal virá ao mundo. Deixem os pais comandarem e escolherem as roupas. Controlar o dia das actividades, e saberem qual é a gaveta das meias de desporto dos miúdos. Deixem-nos aprender a vestir um fato de ballet às meninas, e saber qual o material que se leva para a natação.

Quando o virem com o bebé calem a boca, fiquem sossegadas e deixem-no encontrar soluções. Assim não vão tornar-se em robots programados para cumprir ordens específicas.

E vocês vão acabar por desfrutar mais a longo prazo do vosso descanso! Acreditem.

Um dia mais tarde vão agradecer-me!

 

10 confissões banais de uma mãe

No mundo da maternidade é mais fácil julgar do que assumir os nossos erros.

Este mundo construído à volta dos filhos, é um mundo competitivo em que cada mãe está em constante luta para se superar naquele que é o mais importante desafio da sua vida: ser mãe. Ou melhor, ser boa mãe.

Nesta reflexão, lembrei-me de várias coisas que já fiz aos meus filhos e que poderiam ser facilmente julgadas por vocês, e listei-as, por isso quem nunca o fez que atire a primeira pedra.

Deixo as minhas confissões. 10 confissões banais de uma mãe.

1. Confesso que já deixei os meus filhos com a fralda suja tempo demais porque não me apeteceu mudar na altura devida.

2. Confesso que já os levei para a minha cama à noite quando acordam porque tive preguiça de ficar um bocadinho ao frio no quarto deles

3. Confesso que já os deixei não comer sopa algumas vezes, porque não me apeteceu convence-los a comer.

4. Confesso que já cedi a birras só para não os ouvir chorar

5. Confesso que já me ri sem disfarçar depois de terem uma saída malcriada (mas com muito humor…)

6. Confesso que já os deixei sair de casa sem lavar os dentes porque já estávamos atrasados

7. Confesso que já descarreguei neles o meu cansaço ao mínimo “piu”

8. Confesso que já os deixei acordados a ver televisão até mais tarde porque precisava de tempo para fazer qualquer coisa, e adiei a hora de ir para a cama

9. Confesso que já foram para a cama sem comer e sem tomar banho depois de adormecerem no carro, para eu poder ter um serão descansada.

10. Confesso que já menti aos meus filhos. Que já os abracei enquanto dormem, porque é nesse momento que me apercebo do quão importantes, fantásticos e únicos que eles são. E apetece-me acordá-los para lhes dizer isso. E para lhes dizer que vou estar sempre com eles, e que nunca lhes irá acontecer nada, porque eu vou protegê-los para sempre. E por enquanto eles acreditam nisso.

 

Todos (ou quase todos) os miúdos gostam de brincar com plasticina.
É ideal para desenvolver a motricidade fina e na aprendizagem das cores, texturas e formas.
As plasticinas atualmente são tão coloridas e com um ar tão apetitoso que sempre tive algum receio de deixar a minha filha, brincar com a plasticina de compra, porque pode levar pedaços à boca, que pudesse engolir.
 

Após algumas buscas pela internet, surgiram várias receitas de plasticina homemade, feitas à base de farinha, água e corantes.

Algumas delas mais elaboradas, outras mais simples. Experimentei várias, mas ultimamente tenho optado pela que vos indico, acaba por ser uma adaptação das várias que experimentei. É mais simples e tão eficaz quanto as anteriores.

1. Ingredientes:

200gr de farinha (pode ser de trigo, ou milho ou de arroz, para crianças com intolerâncias alimentares)

Apróx. 100ml de água

50 ml de óleo vegetal

corante alimentar 

2. Preparação
Misturar a farinha, com o óleo e ir adicionando a água aos poucos até não se agarrar às mãos.

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3. Colorir
Separar em várias doses e adicionar os corantes.

Depois é aproveitar todas as forminhas que tiver por perto e deixar a criança (e os adultos) aproveitar o momento criativo.

Pode ser guardada num saco de plástico, atado e sem ar, no frigorifico. Aguenta vários dias.

 

Imagem de capa aqui  | Galeria Rita Cutxie Cutxie

Querida amiga,

sim, nós continuamos amigas.

Sim, eu ainda gosto e me importo com você. Acontece que a vida mudou um pouquinho desde a chegada do meu filho. Eu sei que você está achando tudo uma grande frescura. Sei que o filho do Beto frequenta bares desde os dois meses. Que o filho da Carina ficou dormindo no carrinho na última festa que teve na sua casa até 2 da manhã. Que o filho da sua prima fica quieto desenhando na mesa enquanto vocês almoçam por duas horas. E que o filho do Leandro é ótimo porque não chora.

O meu filho chora. Ele é ótimo, mas chora. Na verdade, toda a criança chora. Até o filho do Leandro. Chorar é a primeira forma de comunicação dos bebês, a maneira que eles têm para avisar quando alguma coisa está errada e eu fico aliviada por ser assim. Se com choro já é difícil identificar o que eles querem, imagina sem.

Adoraria te ver sim, mas, atualmente, os meus horários andam meio malucos. Comemoro quando acordo e ainda não está escuro do lado de fora. Por causa disso, ao meio dia já estou morrendo de fome e às 22h00 estou bocejando.

Adoraria almoçar com você, esse é um programa que eu ainda consigo fazer com certa facilidade, mas você pode ligar no dia anterior pra gente combinar? E dá para ser um pouquinho mais cedo? Eu não posso garantir que ele vai ficar quieto na mesa o tempo todo como o filho da sua prima. Provavelmente eu precise levantar algumas vezes. Mas vamos adorar te encontrar.

Eu sei que você está me achando uma chata, muito exagerada, uma generala do lar, mas é que a rotina é fundamental aqui em casa. Traz segurança para todos nós e a ilusão de que a vida ainda pode ser controlada e menos caótica.

Faz diferença quando a gente troca muito os horários. Ele pode até dormir na sua casa durante uma festa, mas imagina ter que transportá-lo no meio da noite? Ele dormindo tão confortável e eu tendo que acordá-lo? E a preocupação de sair de madrugada pelas ruas do Rio de Janeiro com um bebê? E se ele chegar em casa e resolver ficar acordado?

De vez em quando vale fazer um sacrifício, claro, mas não quero que essa seja a nossa rotina. Tem que ser bom para todo mundo, principalmente para ele.

Muita gente cria o filho de outra maneira, eu sei. Mas esse é o jeito que escolhi criar meu filho por enquanto.

Pode ser que no mês que vem tudo mude. Que eu convença a avó dele a ficar aqui em casa algumas noites e tenha vontade de sair novamente. Por enquanto eu não tenho tanta. Minhas melhores noitadas têm acontecido aqui em casa mesmo. Queria que você tivesse um pouco de paciência e amor.

Muita coisa mudou. It’s the end of the world as we know it, mas é um mundo bem mais bonito esse que estou vivendo agora. Você continua nele. And I feel fine.

Por Mariana,
publicação original de Mundo Ovo

Nem sempre nem nunca.

A chucha, considerada por muitos nefasta, é apoiada por muitos mais.

Nas crianças a primeira consulta no Dentista tem 3 causas: queda/ traumatismo, cáries/abcesso e dentes tortos “por causa da chucha”.
Na realidade existem outros factores a “entortar os dentes”…

No primeiro ano de vida a chucha é muito importante como calmante, apazigua as dores e ajuda na digestão.

É, no entanto, fundamental não oferecer sempre a chucha e oferecer apenas nos momentos necessários: dormir, reduzir a dor ou acalmar o stress de final de dia nos primeiros meses de vida (muitas vezes confundidos com cólicas).

A chucha deve ser usada solta, sem correias ou fraldas, pois o peso na chucha deformará mais a boca da criança.

A chucha deve ser escolhida de forma consciente, anatómica e pequena. As chuchas demasiado grandes não caiem durante a noite mas deformam mais a boca das crianças. Se o bebé aprendeu a apenas adormecer com a chucha não acordará se não a tiver na boca. Se os Pais não querem levantar-se durante a noite para colocar a chucha no bebé coloquem várias chuchas na cama para a criança a poder facilmente encontrar e desenvolver autonomia.

Após o 1ºano o livre acesso à chucha cria um vício difícil de controlar e com repercussões graves no controlo de ansiedade, na formação dos ossos da boca e na posição dentária.

Porque ficam então as bocas “tortas”?

A utilização de chucha durante o dia impede o desenvolvimento normal dos ossos da boca, os dentes então ficarão tortos porque são suportados por um osso deformado. 

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Existem também outros factores sendo os principais o tipo de alimentação nas diversas fases de crescimento da criança e os problemas respiratórios.

Para um desenvolvimento equilibrado, da boca e da face, o bebé deve ser amamentado, se não for feito deve a tetina do biberão permitir a sucção. Durante a sucção do leite a língua tem movimentos que estimulam o crescimento ideal dos maxilares.

Ao serem introduzidos os alimentos para mastigação, inicia-se uma nova fase em que devem ser oferecidos alimentos cortados e não picados para um desenvolvimento continuado. Assim que possível devem ser introduzidos alimentos duros, secos e fibrosos.

Uma mastigação ideal é feita dos dois lados alternadamente (bilateral) e de boca fechada.

Alternadamente para crescer em simetria e de boca fechada para que todos os músculos da boca exerçam as suas funções e guiem os dentes e ossos adequadamente. Parece complicado mas é bem mais fácil de ensinar e com resultados tão bons que valerá o esforço.

Para a mastigação ideal deve ser avaliada a condição respiratória e esta parte é das mais “cansativas” pois requer persistência. Todos os dias assoar bem o nariz e sempre que necessário lavá-lo com soro fisiológico (desde o nascimento, antes de dormir e antes das refeições).

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 Céu da boca (palato) profundo devido a problemas respiratórios. Possíveis consequências de nariz “entupido”, maus hábitos na alimentação ou chucha. Devem ser evitados ou corrigidos antes da dentição definitiva estar completa.

Top 5 dos dentes direitos:

 – chucha só para dormir

 – amamentação

 – alimentação adequada à idade sem facilitismos

 – alimentos secos, duros e fibrosos

 – nariz desentupido

Por Rita Sousa Tavares, para Up To  Kids®

Todos os direitos reservados

Espero que um dia, em que eu já não seja o mesmo, tenhas paciência e me compreendas.

E quando deixar cair comida sobre a minha camisa e esquecer como se faz o laço nos atacadores dos sapatos, tenhas paciência comigo e que te lembres das horas que passei a ensinar-te essas mesmas coisas.

Se quando conversares comigo eu repetir as mesmas histórias, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive de contar milhares de vezes as mesmas histórias até tu fechares os olhos.

Quando estivermos reunidos e sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha. Espero que compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpo e cheiroso.
Lembra-te que fui eu quem te ensinou tanta coisa…Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes.

Isso é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.

Se em algum momento quando conversarmos eu me esquecer do que estávamos a falar, tem paciência comigo e ajuda-me a lembrar.Talvez a única coisa importante para mim naquele momento, seja o fato de te ver perto de mim e não o assunto que falávamos.

Se alguma vez eu não quiser comer, espero que saibas insistir com carinho assim como fiz contigo.
Espero que compreendas que com o tempo não terei dentes fortes nem agilidade para engolir.

E quando as minhas pernas falharem por estarem tão cansadas e eu não conseguir mais me equilibrar…Com ternura dá-me a tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando começaste a caminhar …

Se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com quanto te amo.

Espero que compreendas que é difícil ver a vida a abandonar aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho o mesmo vigor para correr ao teu lado.

Teu Velho

Adaptado por Up To Lisbon Kids
Original aqui 

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A psicomotricidade nasce com o bebé.

Ela nasce no início de tudo e acompanha-nos durante toda a nossa vida.

Está no bebé quando ele vivencia as primeiras sensações e emoções, está nos primeiros passos, na bola que é chutada com demasiada força, nos dedos e nas primeiras palavras…

A psicomotricidade nasce no corpo, na motricidade.

O corpo é um instrumento primordial na comunicação e nas primeiras experiências com o mundo externo e interno. O corpo é o meio para a actividade, para o conhecimento e as relações, sendo que as experiências corporais dos bebés interferem na sua vida mental e cognitiva, afectiva e motora.

O conhecimento do mundo começa, portanto, pelo corpo e pela sua acção.

Numa perspectiva mais prática e profissionalizante, a Psicomotricidade funciona como uma terapia de mediação corporal que é aplicada numa vertente preventiva e educativa ou mesmo terapêutica. No primeiro caso, a Psicomotricidade actua como promotora do desenvolvimento global do bebé e da criança.

Ora vejamos algumas actividades que poderão fomentar o desenvolvimento do bebé e criança, tendo por base objectivos psicomotores.

–        Com uma bola de praia, experimente rolá-la sobre o corpo do bebé. Refira os nomes das partes por onde vai passando. Esta actividade permite que o bebé vá consolidando a sua noção corporal e a noção de que é um corpo separado do da mamã.

–        Quando o bebé já é capaz de se sentar, pode ser colocado nesta posição em cima da mesma bola, estimulando o movimento de saltar, o que promove o desenvolvimento do equilíbrio dinâmico do bebé.

–        Depois do primeiro ano de idade, incentive o seu bebé a rolar a bola com intencionalidade (para si, por exemplo). Esta actividade irá aperfeiçoar as competências da motricidade global da criança, bem como a coordenação olho-mão ou olho-pé.

–        Depois dos dois anos de idade, as crianças adquirem a competência de atirar uma bola e, mais tarde, de a apanhar. Este jogo para além de ser uma excelente oportunidade para socializar com o seu filho, permite, ainda, que este desenvolva a noção espacial.

–        Fazer bolinhas de sabão é uma actividade super interessante, relaxante e que entretém todos: miúdos e graúdos! As bolinhas de sabão permitem o desenvolvimento de competências visuais, como a de acompanhar um objecto com o olhar, para os bebés até aos 8 meses. Nos bebés mais crescidos, esta actividade é excelente para estimular a coordenação olho-mão (para alcançar as bolinhas) e ainda o desenvolvimento da compreensão da relação causa-efeito, porque ‘Eu toco na bola e…oh! A bola rebenta’.

–        Mais tarde, o acto de fazer bolinhas irá incentivar as crianças a rebentá-las ou apanhá-las, estimulando, por sua vez, a sua motricidade global, bem como a sua noção corporal. Até o desenvolvimento da linguagem está presente! Utilize conceitos opostos como ‘bolas grandes e pequenas’, ‘estão lá no alto e agora cá em baixo!’.

No Gymboree não desejamos mais do que aquilo que deseja para os seus pequeninos: uma vida FELIZ.

E uma vida feliz inicia-se através de uma abordagem parental que inclua muito carinho, muitas experiências e brincadeiras, num clima sempre positivo. Até porque estudos científicos bastante recentes demonstram que o desenvolvimento do cérebro é extremamente influenciado pela qualidade e quantidade de experiências precoces que os bebés vivenciam: quando um bebé nasce, apenas 25% do seu cérebro está desenvolvido, mas, por volta dos 3 anos de idade, cerca de 90% do cérebro atinge a sua maturação! E para alcançar o seu potencial máximo, o Gymboree apresenta a sua filosofia de brincar com intencionalidade, demonstrando que a melhor forma de aprender é através do corpo, do movimento e do brincar, sendo que a Psicomotricidade tem um papel preponderante em todas estas conquistas.

Obviamente que os pais estão sempre presentes e beneficiam de toda esta abordagem. Há algo melhor do que ver o seu filho a descer um escorrega sozinho pela primeira vez ou vê-lo a sorrir quando recebe um beijinho do Gymbo?

Os pais são os primeiros e os mais importantes professores que qualquer criança pode ter. Contribuir para a sua psicomotricidade, para além de ter implicações no desenvolvimento emocional, físico e cognitivo da criança, promove, igualmente, o fortalecimento do vínculo afectivo.

Venha comprovar tudo isto e ainda mais no programa Play&Learn do Gymboree!

Por Catarina Ferreira, Psicomotricista, Professora Gymboree
para Up To Lisbon Kids

As meninas são mais apegadas ao pai do que à mãe?

As mães de meninas, mais cedo ou mais tarde, podem desenvolver alguns ciúmes da forte cumplicidade que pode existir entre pai e filha.

Mas o que estará por trás disso?

“A princípio, todo bebé, independentemente do sexo, se identifica com a figura materna, que é seu primeiro objeto de amor”, afirma a psicóloga Ana Cássia Maturano. Porém, à medida que cresce, outras relações se tornam importantes na sua vida. Enquanto os meninos se identificam com o pai, as meninas espelham-se na mãe. Isto faz parte da construção da identidade masculina e feminina, respectivamente.

No entanto, entre o terceiro e o quinto ano de vida com o desenvolvimento da sexualidade, surge também uma atração pelo progenitor do sexo oposto e em simultâneo uma disputa com o progenitor do mesmo sexo.

Essa teoria, que foi descrita por Freud no século passado, é conhecida por Complexo de Édipo. Uma alusão à história da mitologia grega em que o filho se apaixona pela mãe.

“Essa preferência, obviamente, não tem conotação sexual”, diz a psicóloga. Trata-se apenas da necessidade de atenção da criança de todos que a cercam.
Os pais devem intervir explicando à criança que o casal tem outro tipo de relacionamento – e isso não significa que ela seja menos amada.

Mas e no caso de famílias onde um dos pais não está presente?

É possível que a identificação ocorra com outras figuras paternas e maternas, até mesmo fora do ambiente familiar.

O problema é quando tanto o pai quanto a mãe reforçam o sentimento inconscientemente, em vez de combatê-lo de maneira positiva. Assim, a menina torna-se  na “filhinha do papá” e o menino, no “filhinho da mamã”.

Além de motivar rivalidade e/ou competição ou entre a filha e a mãe ou o filho e o pai para o resto da vida, tal comportamento pode interferir no amadurecimento da criança. Consequentemente nos seus futuros relacionamentos”, alerta Ana Cássia.

A menina, por exemplo, procuraria a figura do pai num companheiro. Mas é claro que, teorias à parte, a ligação mais forte com um dos pais pode perpetuar-se sem qualquer motivação psicológica. Poderá ser apenas uma questão de afinidade.

 

Por Malu Echeverria, para Crescer.
Adaptado por uptokids®

O assunto já não é novidade e tem sido polémico pelos vários cantos do planeta: amamentar em público ainda incomoda muita gente?

No ano de 2011, foi registado um caso numa na loja Target, no Texas, em que uma mãe foi impedida de amamentar no corredor. Os funcionários aproximaram-se e pediram que fosse amamentar para dentro de um provador, para que não incomodasse ninguém. 

Com base neste episódio, dois estudantes de design da University North of Texas, Wenske Jonathan e Kris Haro criaram uma campanha para apoiar a lei HB1706 do Texas, que concede direitos à amamentação em qualquer espaço público, e tentam sensibilizar as pessoas através da frase: “Comerias aqui?”

Desta forma, a campanha pretende levantar a discussão sobre os locais em que as mães são obrigadas a dar de mamar quando não lhes é permitido fazê-lo em público.

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Lei HB1706 do Texas

“The legislature finds that breast-feeding a baby is an important and basic act of nurture that must be encouraged in the interests of maternal and child health and family values. (…)

A mother is entitled to breast-feed her baby in any location in which the mother and the child are otherwise authorized to be.  A mother’s authority to be in a location may not be revoked for the sole reason that she begins to breast-feed.”