Pais à beira de um ataque de nervos

Quem nunca assistiu à birra de uma criança em pleno supermercado?

A criança que entre choros e gritos estridentes se atira ao chão; os pais (descontrolados, desgastados, desesperados e por vezes até desgrenhados) que tentam a todo o custo dar termo à infindável birra e que, por vergonha, anseiam o fim dos olhares acusatórios que teimam em surgir (por entre fraldas e pacotes de bolachas).

Manter a calma.

Algo que é tão desejado entre os pais (e tantas vezes prometido) mas que é tão difícil de alcançar em certas ocasiões.

Como manter a calma quando, num abrir e fechar de olhos, tudo se transformou num verdadeiro campo de batalha?

Como garantir a serenidade quando as regras e os limites são constantemente desafiados até à exaustão e as birras teimam em chegar dia após dia?

Como voltar a recuperar o controlo quando a panela de pressão está prestes a rebentar?

Certos comportamentos funcionam em nós como “gatilhos” que, ao serem acionados, podem levar-nos a agir da forma menos ponderada. Na parentalidade, experiência pessoal particularmente complexa e emotiva, as emoções podem ganhar especial relevo e levar a respostas menos desejadas. O desafio prende-se com o reconhecimento das emoções e dos sentimentos que surgem nos momentos de tensão, tal como a procura de estratégias eficazes que possibilitem um maior controlo das emoções, sempre que o “gatilho” é ativado.1

Dar livre curso à raiva (com gritos e pragas de todo o tipo), pode dar-nos a sensação momentânea de que estamos a libertar a tensão e a reduzir a irritabilidade que estamos a sentir no momento.

Mas será que libertar a tensão do momento, como se de uma panela de pressão nos tratássemos, é a melhor solução? Será que a sensação de efeito catártico que sentimos naquele instante, é eficaz a longo prazo?

Na verdade, muitas vezes o que adquirimos é apenas uma falsa sensação de poder momentâneo. Violência gera violência e dar livre curso à raiva pode estimular a agressividade e prolongar a sensação de irritabilidade.

A longo prazo, e através da observação, as crianças podem aprender o comportamento dos pais e reagir de forma mais agressiva sempre que se sentirem frustrados.¹ Da mesma forma, observar uma postura calma em momentos de stress, poderá levar a criança a reagir de forma mais assertiva perante situações de frustração.

Aprender a relaxar e a gerir o nível de stress e irritabilidade pode ajudá-lo(a) a manter o controlo e a alcançar os seus objetivos sem o/a levar a si e aos outros à exaustão. Dê atenção ao seu corpo, aos sinais de tensão, e procure respirar e relaxar!2

Fazer tempos de pausa pode ser uma estratégia eficaz no alívio da tensão. Esta permitir-lhe-á afastar-se da situação, rever as estratégias usadas e “recuperar o folego”. Se está sozinho(a) com uma criança e não pode ausentar-se, tente alterar o tempo de pausa e adaptá-lo às circunstâncias.2

Sugerimos que experimente quais as estratégias que melhor funcionam ou não funcionam consigo.

Damos-lhe alguns exemplos:

Pare e pense antes de responder, sempre. Lembre-se da importância que é manter-se calmo e não perder o controlo.

Conheça os seus gatilhos e tome atenção ao seu corpo. Perceba quando o seu corpo lhe está a dizer para se acalmar (ex. coração acelerado, músculos tensos, nó na garganta).

Está no meio do conflito? Respire fundo e afaste-se por uns minutos. Durante o tempo de pausa, procure relaxar e distinguir as suas emoções dos seus pensamentos.

– Aprenda a relaxar. Aprender a relaxar fisicamente pode ser fundamental. Respirar profunda e lentamente sentindo o ar a entrar e a sair do nosso corpo, por exemplo, ajuda a libertar a tensão, diminui o ritmo cardíaco, relaxa os músculos e reduz a pressão sanguínea. Mesmo quando está em atividade, pode utilizar técnicas de relaxamento.

Liberte o stress através da prática de exercício.

 

1Pincus, D.  (2014). How to stop yelling at your kids: Use These 10 tips @ empoweringparents
2Webster-Stratton, C. (2010). Os anos incríveis: Guia de resolução de problemas para pais de crianças dos 2 aos 8 anos de idade. Braga: Psiquilibrios Edições

imagem capa@FreeDigitalPhotos.net

HOMENAGEM ● 16 Set ’14 ● todo o dia ● @Portugal e portugueses residentes no estrangeiro que se queiram juntar a esta iniciativa ● GRATUITO ● Toda a Família ●

Em homenagem à Nono e como gesto de solidariedade para com todas as crianças que também lutam para vencer esta doença, dia 16 de Setembro vamos vestir-nos a rigor:

SEXO FEMININO camisola COR-DE-ROSA;
SEXO MASCULINO, poderão juntar-se a nós , vestindo uma t-shirt/camisola/camisa BRANCA.

Homenageando, assim, todos aqueles que ao contrário dos nossos filhos não poderão ir para a escola amanhã, ou depois, ou no próximo ano;

Homenageando, os pais que travam batalhas diárias pela saúde dos seus filhos;

Homenageando, todas as pessoas e instituições envolvidas no apoio a crianças doentes de cancro. Obrigada pelo trabalho prestado.

Ver o evento aqui.

 

Este fim de semana não estamos para passeios.

Nem festejos.

Nem saídas divertidas e museus educativos.

Este fim de semana estamos apáticos.

Tristes.

Tristes demais.

Tive de contar aos meus filhos.

Já tinham ouvido qualquer coisa e perguntaram-me.

Foi difícil.

É muito difícil dizê-lo em voz alta.

Surgiram muitas perguntas.

Muitas dúvidas.

Medos e inseguranças.

E a pergunta inevitável surgiu: “podia ter sido eu, mãe?”

Ouço um “Sim” tremido a sair da minha boca, e nem queria acreditar que sim.

Que podia ter sido um dos meus filhos.

Que PODE ser um dos meus filhos.

Deus esfrangalha-nos num segundo.

Descansa em paz, princesa Côderosa

Paraonde

 

À parte algumas exceções, ninguém consegue responder com certeza absoluta à pergunta que dá título a este livro.

“Para onde vamos quando desaparecemos?” aproveita a ausência de respostas “preto no branco” para lançar novas hipóteses – mais coloridas e poéticas, mais sérias ou disparatadas, conforme o caso… – e assim iluminar um tema inevitavelmente sombrio.

 

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Felizmente (ou infelizmente sei lá) não somos os únicos a desaparecer.
Com todas as outras coisas do mundo, acontece o mesmo.
O Sol, as nuvens, as folhas e até as férias
Estão sempre
A começar e a acabar,
A aparecer e a desaparecer.

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O que propõe este livro?
Observar as coisas do mundo e nelas procurar novas pistas e possibilidades (que nos sirvam a nós e àqueles de quem mais gostamos).
Atenção: nesta procura, nada deve ser ignorado – das meias que se evaporam misteriosamente ao sol que todos os dias se vai embora – em tudo pode haver ideias interessantes que ajudem a preencher o espaço deixado em aberto por esta grande interrogação.

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“Para onde vamos quando desaparecemos?” aborda de forma subtil o tema da ausência, do desaparecimento e da morte.
Não trazendo respostas definitivas, abre as portas à imaginação, tornando o tema (mesmo que por breves instantes) um pouco mais leve.

Este livro consegue o impossível: apresentar o tema inquietante da ausência, do desaparecimento e da morte às crianças da forma mais adequada. Partindo de exemplos como o sol, as nuvens ou mesmo as férias que estão sempre a começar e acabar, coloca uma interrogação a que ninguém consegue responder com certeza absoluta. A qualidade e imaginação das ilustrações de Madalena Matoso e a subtileza poética do texto, não isento de humor, tornam leve e apetecível um assunto doloroso e improvável. Um livro que ajuda a crescer. Luís Almeida Eça, Agenda Cultural de Lisboa (Câmara Municipal de Lisboa)

FICHA TÉCNICA
Planeta Tangerina
Para onde Vamos quando desaparecemos
Isabel Minhós Martins · Madalena Matoso
48 páginas · 195 x 220 mm
PVP: 12,50 €

O jogo simbólico e a sua importância no Desenvolvimento Infantil

A infância tem uma característica muito forte que é marcada pelo brincar. E é pelo brincar, especialmente pelo jogo simbólico, que a criança pode reviver situações quotidianas. Isto possibilita a compreensão e a reorganização das suas estruturas mentais. Assim, o jogo simbólico é a representação corporal do imaginário. Apesar de predominar a fantasia, a atividade psicomotora exercida acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação pode modificar a sua vontade usando o “ faz de conta”.

Mas quando expressa corporalmente as atividades, precisa de respeitar a realidade concreta e as relações com o mundo.

Pelo jogo simbólico a criança exercita não só a sua capacidade de pensar (representar simbolicamente as suas ações), mas também as suas habilidades motoras já que ao brincar, salta, corre, ou manipula objetos.

Concluindo, é através do jogo simbólico que a criança cria um mundo imaginário onde representa as suas preocupações e os sentimentos que a incomodam na sua vida real. Dessa forma, a criança consegue exprimir através de brincadeiras algo que não conseguiria exprimir por palavras.

As brincadeiras de faz-de-conta exercem a função de máxima importância no que diz respeito à educação infantil.

Permitem promover à criança um momento único de desenvolvimento, no qual ela exercita a sua imaginação, a capacidade de planear e de fantasiar situações lúdicas.

As crianças começam a brincar ao faz de conta desde muito cedo. Por volta dos 2 anos de idade, as crianças iniciam o seu contacto com esta experiência caracterizado pelo aparecimento da linguagem e da representação. Este é considerado como um dos grandes pilares da infância. É a partir desta idade que passam a dar mais importância aos seus pares. Este tipo de brincadeira em grupo implica existir negociação entre as crianças. Ou seja, saber brincar com os outros, brincar sobre a mesma temática, acordar papéis e ações entre eles.

Outra das características do jogo simbólico é poder alterar a sua identidade.

Poder interpretar uma personagem sendo normalmente um adulto próximo, ou uma figura de fantasia. Assim se proporcina a aquisição de novas competências. Porque ao fantasiar estas personagens a criança consegue criar situações imaginárias.

A criança tem a capacidade de a partir de vulgares objetos criar algo diferente. Por exemplo, um simples prato transforma-se num volante de um carro. Assim, a atividade de brincar pode ajudar a passar de ações concretas para ações com outros significados, avançando em direção ao pensamento abstrato.

Nas aulas de Play & Learn no Gymboree Play & Music, o brincar ao faz de conta é feito a partir dos 22 meses, quando a criança demonstra o seu interesse no jogo simbólico. Fazer atividades com temáticas específicas tais como, “um dia na quinta”, ajuda a desenvolver a sua habilidade para estabelecer relações lógicas entre ideias e as suas capacidades de raciocínio mais complexas que são necessárias para as competências de leitura, matemática e ciência. Como as aulas são em grupo, as atividades encorajaram diversos momentos de interação social e de cooperação com os pares.

Possibilita à criança aprender a estar e a lidar com os outros, sendo fundamental para fazer amizades e para um bom funcionamento futuro.

Por Susana Cardoso – Professora Gymboree
Para Up To Lisbon Kids

“No infantário do meu filho existe uma regra relativamente às partilhas. É uma escola co-gerida por pais, por isso temos de ter regras e politicas para que os mesmos assuntos sejam tratados da mesma maneira por todos os pais. A regra da partilha é que uma criança pode brincar com um brinquedo o tempo que quiser. Se outra criança quiser o mesmo brinquedo terá de esperar que a primeira se farte dele e o entregue. Nós até guardamos brinquedos se uma criança quiser ir à casa de banho para garantir que nenhuma outra lho tira antes da primeira o qerer de facto largar. Esta regra também se aplica a tudo o que está no jardim, incluindo baloiços e triciclos/carrinhos.

Inicialmente nem me ocorreu questionar esta regra. Porque era assim que funcionava e, apenas respeitei a regra. Na verdade nem me pareceu nada do outro mundo. Todos os miúdos conhecem a regra, talvez, ao fim de duas semanas de aulas, por isso ninguém faz birra quando lhes dizemos “Podes brincar quando a Sally Jo se fartar”. Mas ultimamente apercebi-me que nas outras escolas e locais onde vamos as coisas funcionam de maneiras completamente diferente. E comecei a perceber exactamente porque é que esta regra foi criada.

Duas práticas de partilha questionáveis

Recentemente assisti a dois exemplos de práticas de partilha questionáveis:

O primeiro passou-se com uma amiga. Ela e o seu filho, de quase dois anos, foram ao parque. Ele tinha levado um carrinho pequeno para brincar, e outro miúdo um bocadinho mais velho queria brincar com o carro dele, e estava exigir-lhe que lhe emprestasse o brinquedo. A minha amiga não interferiu, e desencadeou-se uma birra típica de crianças dessa idade. A mãe da outra criança às tantas diz ”deixa lá, a mãe desse menino não o deve ter ensinado a partilhar…” A outra mãe ignorou o facto do brinquedo ser do filho da minha amiga e o facto de que quando alguém lhe pede para partilhar, “Não” é uma resposta perfeitamente legítima.

O segundo foi no centro recreativo da nossa zona. À sexta-feira de manhã o ginásio é todo equipado com mini-paredes de escalada, carros de plástico para conduzir, triciclos, bolas gigantes e até um castelo insuflável. Basicamente um espaço de brincadeira de sonho de qualquer criança. Há um carro encarnado, que o meu filho adora brincar e da última vez que fomos ele conduziu-o durante toda a hora e meia que lá estivemos. Enquanto a maior parte das mães que lá estão andam atrás dos filhos enquanto brincam, o meu tem idade suficiente para eu ficar a vê-lo a brincar ao longe. À distância eu vi uma mãe a ir ter com o meu filho, vezes sem conta, e a dizer-lhe “Pronto, é a vez de dares o carrinho a este menino” Obviamente, ele ignorou-a, e eventualmente ela acabou por desistir. Havia imensos outros carros para o filho dela andar, inclusivamente um quase igual àquele… se não, talvez eu tivesse intervindo.

Lições da vida real

Eu não concordo com a abordagem destas mães em nenhuma das situações. Eu acho contraproducente ensinar a uma criança que pode ter algo que outra criança tem, só porque ela quer. Eu percebo o desejo dos pais que os filhos consigam ter o que querem nem que seja por uns minutos para os verem felizes. Mas é uma boa lição a reter para o futuro: nem sempre temos ou alcançamos aquilo que queremos, e não é correto passar por cima de tudo e de todos para consegui-lo.

Além disso, não é assim que as coisas funcionam no mundo real. Receio que estas crianças cresçam a achar que vão ter tudo o que querem sem esforço. Isto já começa a acontecer nas gerações mais novas. Li um artigo fascinante sobre como os jovens esperam ser promovidos nas empresas onde trabalham por motivos como “eu vou trabalhar todos os dias e nunca falto”.

Se o meu raciocino parece errado, pense no seu dia-a-dia, e para a realidade que deveríamos estar a preparar os nossos filhos: nós não passamos à frente numa fila do super-mercado só porque não nos apetece esperar, e não ficamos com o iphone de um colega só porque queríamos muito ter um… quer dizer, há algumas pessoas que ficam, mas se você for uma delas, então este post não é para si.

Com tanta literatura disponível sobre a importância de ensinar a partilhar e o problema de criarmos crianças egoístas, torna-se difícil aplicar esta regra. Mas temos de ensinar os nossos filhos a lidar com a decepção, porque acontece e vão lidar com isso muitas vezes. E nós não vamos estar sempre lá para resolver os problemas por eles. É importante ensinar-lhes a conseguir o que querem através de diligência, paciência e esforço.

O que é que vocês pensam sobre a partilha entre as crianças? Eu sei que não devem ter uma regra criada, tal como eu não tinha antes do meu filho entrar na infantil e, eu ter adotado esta política.

Mas depois de estar atenta às diferentes formas de ensinar a partilhar, questiono-me se não será necessário debater este assunto um pouco mais…”

Por Beth para Pop Sugar
Traduzido e adaptado por Up To Kids®

 

Nota: Todos os artigos traduzidos, adaptados e publicados na Up To Kids® obtiveram a autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

 

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Os dias de verão finalmente chegaram e com eles, o sol brilha, ouvem-se os passarinhos e a praia é um destino desejado por muitas famílias.

Aproveitem o bom tempo e os dias que parecem estar maiores para se divertirem ao ar livre!

Partilhamos sugestões de brincadeiras para todos os pequenotes e suas famílias!

 

Areia, que bom!

O convívio e a vossa imaginação ajudam a fazer surgir novidades bem divertidas de se ver e fazer!

Para todas as idades:

Tanta areia! Descubram o potencial das construções com areia! Podem criar, criar e criar coisas lindas! Tocar na areia, passar de mão em mão, fazer buracos, esconder brinquedos, descobrir um tesouro…

22 meses+:

Vamos cozinhar! Juntando um monte de areia e alisado o topo, fica pronta a mesa! Com bolas de areia de diferentes tamanhos podem criar alimentos e ementas deliciosas para uma refeição imaginária. Tantos frutos, tantos sumos!

Espremer uma bola de areia é como espremer uma laranja!

 

Água, que bom!

Têm sede? O melhor é mesmo beberem água e água a sério! E com o tempo quente vão hidratando a família.

6 meses+:

Água para brincar! Brincar com a água em dias quentes, ajuda o bebé a refrescar-se enquanto explora a textura da água. Gosta de brincar com as mãos? E com os pés? Se estiver ao seu colo, dentro de água, podem brincar a dançar enquanto cantam as vossas canções preferidas!

10 meses+:

Vamos beber! Ensinar desde cedo o gesto para “beber”, com a mão fechada e o polegar esticado trazendo até à boca, facilitará a comunicação com a criança que se sentirá feliz e com as suas necessidades correspondidas a tempo. Faça o gesto sempre que lhe der água. Muito em breve, quando estiver com sede, todos saberão!

22 meses+:

Vamos ser peixes! Falem de diferentes tipos de peixes. Divirtam-se a imitá-los e desloquem-se como eles, saltem como eles, e muito em breve, com maior confiança e gosto em mexer-se dentro de água, a sua criança conseguirá nadar cada vez melhor!

 

Noites de Verão, que bom!

O céu estrelado e a temperatura ambiente acolhedora tornam-se uma agradável companhia nas noites em que os pequenotes ainda estão acordados!

Aproveitem o bom tempo e a calma da noite para os convívios em família.

Para todas as idades!

Cantar para as estrelas! E para a lua! Saiam para a rua e um pouco depois, quando os vossos olhos se habituarem ao escuro, comecem a descobrir as estrelas no céu. E onde está a lua? Cantem-lhes uma ou várias canções das vossas preferidas. Pode haver quem queira ensinar uma nova canção num ambiente iluminado de forma tão especial!

Para todas as idades!

Ler uma história! Escolham um livro, peguem numa lanterna e saiam para a rua! A história pode ser contada à luz da lanterna e isso pode acontecer uma vez, e outra vez, e alguém pede que seja ainda mais uma, e a última! Ler outra vez dá segurança e as crianças gostam. A familiaridade traz satisfação aos mais pequenos. A repetição ajuda a associar palavras às imagens, muito importante no desenvolvimento das habilidades de leitura e da linguagem. Aprendem melhor a história, já conseguem prever o que vai acontecer e qualquer dia contam-na folheando o livro, ou mesmo sem ele!

Para todas as idades!

Olhar para o céu e receber miminhos. Quando o seu pequenote estiver calmo, mime-o com uma massagem suave na cabeça. Comece com movimentos calmos na testa, começando com os dedos no centro dirigindo para os lados, depois do nariz passando pelas bochechas. Termine a massajar os lados do rosto, incluindo as orelhas, e finalmente a parte de trás da cabeça. Experimente repetir os movimentos se o seu pequenote estiver a gostar do seu toque meigo.

Passe um verão muito rico em família, o Gymboree ajuda-o a divertir-se com o seu pequenino, sempre com ideias muito estimulantes e divertidas.

BOAS FÉRIAS!

Por Mónica Romão, Psicomotricista Professora Gymboree
Para Up To  Kids®

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Casal Australiano passava férias com a família em Amesterdão e teriam mandado os filhos de volta à Austrália com o avô.

Foi esta notícia que me fez chorar hoje, à séria, como não o fazia há muito tempo. As lágrimas corriam-me sem controlo pela cara abaixo enquanto lia o comunicado da família. Talvez por ter três filhos, tal como o Antony e a Rin, com dois anos de diferença entre si. Rapaz, rapariga, rapaz. Talvez porque as hormonas da gravidez me tornam emocionalmente mais instável. Talvez porque, sei que, não conseguia passar pelo que este casal está a passar.

Costumamos dizer que nenhum pai deveria passar pela morte de um filho. Ninguém se lembra de tal fatalidade: perder três filhos de um momento para o outro.
Não imagino dor mais intensa.
Não desejaria a ninguém.
A ninguém.

Anthony Maslin e Rin Norris, perderam os seus três filhos quando viajavam com o avô materno, Nick Norris, no vôo MH17 da Malaysia Airlines que foi baleado no céu na quinta-feira passada.

Mo, 12, Evie, 10 e Otis, 8 – regressavam a casa depois de umas férias em Amesterdão, durante a interrupção letiva. Os pais, que era suposto regressarem no mesmo voo optaram por ficar mais uns dias de férias. A família iria reunir-se hoje.

Na primeira comunicação que Anthony Maslin e Rin Norris fizeram à imprensa dizem que ninguém merece passar pelo que eles estão a passar, Nem mesmo as pessoas que atiraram a nossa família toda pelo céu fora.”

A declaração da família, traduzida e transcrita abaixo, foi lançada através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, esta tarde.

 

“Esta é uma mensagem para os soldados na Ucrânia, os políticos, os mídea, os nossos amigos e os nossos familiares.

A nossa dor é intensa e implacável. Vivemos num inferno além do inferno.

Os nossos bebes não estão aqui connosco – nós temos de viver com este ato de horror, todos os dias e a todos os momentos, para o resto de nossas vidas.

Ninguém merece passar pelo que nós estamos a passar.

Nem mesmo as pessoas que atiraram a nossa família toda pelo céu fora.

Não há ódio algum no mundo que seja tão forte quanto o amor que temos por nossos filhos, por Mo, para Evie, por Otis.

Não há ódio algum no mundo que seja tão forte quanto o amor que temos por Grandad Nick.

Não há ódio algum no mundo que seja tão forte quanto o amor que temos um pelo outro.

Isto é uma revelação que nos dá algum conforto.

Gostaríamos de pedir a todos que se lembrem disto quando tomarem algumas decisões que nos afetem a nós ou às outras vítimas desta tragédia.

Até agora, a cada momento, desde que chegamos, temos estado rodeados por familiares e amigos. Rezamos desesperadamente para que continuem a apoiar-nos, porque  esta expressão de amor é o que nos mantém vivos. Queremos continuar a saber sobre suas vidas, todas  coisas boas e as coisas más que se passam. Já não temos uma vida própria que queiramos continuar a viver. Por isso queremos aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos os nossos amigos incríveis, família e comunidade que nos rodeia, e para dizer que vos amamos muito.

Também gostaríamos de agradecer às pessoas em DFAT; a coordenadora local Claire e muito sinceramente, Diana e Adrian de Haia, sem os quais não estaríamos aqui. Pedimos que os mídia respeitem a privacidade da nossa família e amigos –  a dor não é uma história.

sinceramente

Anthony Maslin & Marite Norris”

Fonte @Daily News


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Agora que se encontra relançado o tema da natalidade sabe-se lá porque razões, eleitoralistas ou não, considero pertinente exprimir de forma sucinta e humilde, as minhas ideias sobre o facto estatístico de as mulheres residentes em Portugal na actualidade terem em média 1,2 filhos, não tendo em conta os fenómenos migratórios que ocorreram no País nos últimos 20 anos.

Se a questão for analisada tal como no passado, com a introdução do triste e famigerado “cheque bebé” de € 200,00 não servirá de muito colocar todas as “fichas” na questão económica, dado eu entender ao contrário do que é apregoado pela horda de representantes de famílias numerosas que insistem em afirmar que as questões económicas não influíram na decisão de ter ou não ter filhos.

Ter ou não ter filhos é sem dúvida uma questão de dinheiro e só quem não sabe ou nunca viu o drama que é não ter dinheiro para os seus filhos é que pode proferir tal dislate.

Não embarco igualmente na questão pseudo – religiosa do “…havemos de ter os filhos que Deus entender…” pelo simples facto de que isso para mim e para os laicos é ser inconsciente ou irresponsável.

Estabelecido este ponto de ordem e seguindo para o título deste escrito, é inegável que vivemos numa sociedade egoísta, consumista e de puro prazer.

Por tal, a ideia de compromisso ou “prisão geracional” é pouco apelativa face à panóplia de distracções disponíveis para os homens e mulheres do século XXI.

Tendo como pano de fundo o cenário económico e financeiro europeu que nos esmaga, muitos casais optam por não ter filhos.

Seja pelo poder, pela ascensão e realização profissional, pelos concertos, pelos telemóveis e pelos modelos de carro superior ao do vizinho, a verdade é que face ao envelhecimento da população, algo tem que ser feito para que nasçam mais bebés.

É necessário reformar o sistema fiscal, instituir maiores deduções à colecta e majorações mas num contexto amplo e estrutural em simultâneo com mudanças massivas nas relações laborais que tornem corriqueiro a discriminação positiva dos trabalhadores com filhos.

Para mim é um dado adquirido que o dinheiro contará sempre e será sempre um bem escasso, mas, não valerá a pena ao Estado investir uns milhões de euros para combater esta bomba relógio que é a ausência de nascimentos?

A maior mudança será sempre a das mentalidades mas se forem criadas as condições mínimas para que aqueles casais já por si fiscalmente asfixiados possam ver os seus filhos crescer, a culpa da ausência de natalidade já não morrerá solteira.

É óbvio que é essencialmente uma questão de dinheiro que permitirá a cada vez mais Avós orgulhosos, poderem estar com os netos como nunca estiveram com os filhos e estarem igualmente certos que terão mais possibilidades de usufruir de modo estável das suas pensões de reforma!

O País e concomitantemente, o seu sistema de Segurança Social ficará sempre agradecido aos corajosos Pais pela criação de mais um cartão de cidadão… e contribuinte!

RMPC para Up To Lisbon Kids

Hoje vou falar de um tema um pouco difícil para todos nós, pequenos e graúdos.

Todos nós já nos zangámos com alguém. Podem ter sido zangas de maior ou menor importância, mas a verdade é que se há uma coisa muito difícil de fazer em certas situações, é ter a capacidade de perdoar.

Falo por mim, falo por todas as pessoas que conheço. Falo pelas crianças também, que por vezes se envolvem em conflitos de difícil resolução. Para elas talvez seja mais fácil perdoar, pois uma brincadeira que desvie o assunto, um presente, um abraço, um “esquece lá, não ligues”, é mais fácil de encarar, do que para nós, adultos.

Mas a verdade é que perdoar é extremamente importante.

Tenho lido um livro que se chama “O Livro do Perdão”, de Desmond Tutu e Mpho Tutu, da Editorial Presença. Este livro é escrito pelo Arcebispo Emérito Desmond M. Tutu, que foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz em 1984, e pela sua filha Mpho, sacerdote episcopal. Nele expõem as verdades simples sobre o significado do perdão.

Esta é apenas uma dica de leitura, que acho que vale verdadeiramente a pena.

Quanto aos nossos filhos, ainda ontem me deparei com uma situação entre dois dos meus sobrinhos, em que houve uma ofensa aparentemente inconsciente por parte dum deles, com uma interpretação gravíssima do outro que a ouviu. A situação avizinhava-se complicada, com interpretações que poderiam despoletar reacções mais sérias nos pais.

Existiu uma intervenção dos adultos que os rodeavam, no sentido de os ajudar a resolver a situação. Para começar, ambos teriam de perceber porque era importante perdoarem-se mutuamente. Porque é que era importante que a situação não crescesse de forma a que mais pessoas da família estivessem envolvidas.

Sim, porque muitas vezes podemos não nos aperceber, mas quando nos chateamos com alguém, além de as duas pessoas ficarem incomodadas com a situação, e porque estamos todos interligados por laços (familiares, de amizade, de núcleos sociais, profissionais, etc), mais pessoas saem magoadas do contexto do desentendimento.

Isto é importante percebermos, para que saibamos até que ponto a situação é realmente irreversível.

Então, numa segunda fase, foi explicado às crianças, que as interpretações de cada um são muito únicas, e que devemos sempre conversar para ter noção da intenção e do que se passa na cabeça do outro.

Assim, por exemplo, se eu vejo chuva lá fora, para mim o dia pode estar estragado, mas para o meu filho pode ser uma boa razão para ficar mais tempo em casa comigo, e para o meu marido pode apenas ser uma situação passageira, pois já se vê um pouco do sol a espreitar.

Se eu digo que vou sair para apanhar um pouco de ar, para mim pode ser mesmo para desanuviar a cabeça das preocupações do dia-a-dia, mas para o meu marido pode ser mais uma “birra”, e para o meu filho um sinal de que a mãe está chateada.

Às vezes parece tão simples para nós: “Porque é que não me entendem?” – porque ninguém está dentro da cabeça do outro, não tem as mesmas experiências das diversas situações diárias, nem a mesma perspectiva sobre alguns aspectos da vida.

E sobretudo, porque não tem os mesmos pensamentos que nós.

E daí a importância de falarmos uns com os outros e explicarmos quando podemos ser mal interpretados. A importância de perdoar, para continuarmos todos unidos. A importância de não nos esquecermos de quem nos rodeia e que pode sair magoado por danos colaterais, que em nada lhe dizem directamente respeito.

Tal como li no livro, o caminho da raiva e da vingança não nos permite ter conhecimento dos nossos verdadeiros problemas e sentimentos. Ripostamos no outro aquilo que nos aconteceu e a raiva não desaparece, apenas se esfuma momentaneamente.

O caminho do perdão não é fácil, mas também não é uma fraqueza. Pelo contrário, termos a capacidade de nos conhecermos, de assumirmos os nossos sentimentos e pensamentos, é de uma coragem muito maior. E termos a capacidade de perdoar alguém que nos fez sofrer muito, é meio caminho para alcançar maior paz de espírito e harmonia na nossa vida.

Uma boa semana!