Pais que protegem demais aumentam os riscos dos filhos se tornarem vítimas de bullying

É uma ideia de senso comum que negligenciar uma criança é prejudicial ao seu desenvolvimento.

Contudo, o que se começa a compreender é que a proteção em excesso pode ser tanto ou mais perigosa quanto a negligência.

A comunidade de psicólogos compreendeu que uma criança cujos pais não sejam suficientemente atentos pode desenvolver algumas problemáticas emocionais, mas tende a readaptar-se para se proteger e manter equilibrada. Já as crianças cujos pais são excessivamente protetores podem acabar por não conseguir desenvolver-se adequadamente de todo.

A questão do bullying Dieter Wolke, Ph. D, Professor de Psicologia do desenvolvimento da Universidade de Warwick no Reino Unido e autor deste estudo, dá-nos um exemplo prático das consequências:

“A sobreproteção pode aumentar o risco das crianças se tornarem vítimas de bullying”.

De acordo com esta revisão de 70 estudos que englobam 200 mil crianças, pais que protegem os seus filhos de experiências negativas tornam-nos mais vulneráveis. Pais atentos e que acompanham a vida diária dos seus filhos previnem o bullying. Pais que protegem demasiado os seus filhos, aumentam os riscos destes se tornarem alvos mais fáceis.
O objetivo dos pais, segundo o Dr. Wolke, é o de tornar as crianças competentes, efetivas e autónomas. As crianças precisam de lidar com doses controladas de stress e de experiências negativas para que possa desenvolver estratégias para lidar futuramente com situações de perigo/ desgaste mais acentuados.

5 aspetos a considerar (para pais e professores):

1. Ensine às crianças formas de resolver os seus problemas;

2. Mostre-lhes a importância de saber gerir os conflitos com os outros, recorrendo à lógica, à empatia e à sua capacidade de dialogar;

3. Ajude-os a desenvolver a inteligência emocional – a IE permite-nos tornar-nos mais auto-conscientes, conseguir gerir as nossas próprias emoções, ser socialmente consciente e gerir a relação com os outros. A IE desenvolve a resiliência;

4. Ensine-os a definir e a gerir expetativas;

5. Não faça por eles. Ensine-os a fazer por si próprios.

Agora é convosco, pais e professores, o que acrescentariam a esta lista?

 

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Márcia Fidalgo, Professora de Educação Especial Centro Ser Mais,
Para Up To Kids®

Todos os direitos reservados

imagem capa@Hugh Kretschmer for TIME

1“ O que somos hoje deve-se em grande parte, ao impacto que os nossos pais tiveram (e ainda) tem, nas nossas vidas”.

Provavelmente esta não será a primeira vez que está a ler esta frase, já pensou o que o que ela significa, verdadeiramente?

Consegue medir o impacto que o seu legado familiar tem, nas suas ações diárias, enquanto pai/mãe?

Será que esse legado está de alguma forma a condicionar o desenvolvimento do seu filho?

A verdade é que temos a tendência para refletir nas nossas vidas atuais valores, pensamentos, práticas e crenças que os nossos pais tão consistentemente incutiram em nós. Algumas boas que merecem ser perpetuadas outras menos boas que devem ser erradicadas.

No passado dia 4 de agosto, ouvi uma entrevista do meu colega, Psicólogo, Eduardo Sá, onde este referia que:

“… Quando somos pais , misturam-se os pais que nós tivemos (…), misturam-se os filhos que nós fomos e somos e às vezes fica tudo tão baralhado, tão confundido entre os nossos filhos e nós que de repente queremos que os nossos filhos sejam uma versão melhorada de nós(…) queremos que eles sejam mais troféus do que filhos, queremos que eles sejam tão exemplares tão exemplares que não lhes damos tempo para serem filhos e queremos que eles de repente recuperem muitos aspetos da nossa personalidade que nós fomos desmazelando a cada dia (…) muitas das vezes os filhos são mais empurrados para desempenhar um papel do que serem  eles próprios. É importante descentrarmo-nos de nós e centrarmo-nos neles, quanto mais isto acontece melhores pais são…”

O impacto que os nossos pais têm sobre nós e que por sua vez nós temos sobre os nossos filhos vai do evidente ao profundamente subtil, do sólido e sonante ao doentio e destrutivo. Surpreendentemente são talvez as influências mais subtis, as menos óbvias, aquelas que imperceptivelmente mais se entranham em nós, nos nossos pensamentos, sentimentos, crenças e comportamentos.

Acredito que irá encontrar provas destas influências subtis, em manias físicas, palavras ou expressões que são iguais à dos seus progenitores.

É muito importante que a educação por si recebida ocupe um lugar central na sua consciência, de modo a que possa lidar ativamente com esta questão e deixe de educar os seus filhos em piloto automático.

Por isso proponho-vos um desafio:

Identifiquem ao pormenor quais os valores, crenças, características, traços e comportamentos que herdaram do convívio com os vossos pais. Só depois de identificarem e isolarem os elementos do vosso legado familiar poderão criar uma lista de medidas práticas que levem a uma transformação positiva. O truque é concentrarem-se e separarem as influências negativas das positivas, de modo a poderem estimular as boas e erradicarem as más.

A Anny@Home, dispõe de ferramentas que permitem fazer esta avaliação e descobrir se a educação por si recebida ocupa um lugar central na sua consciência. Se a sua família é importante para si- e eu sei que é- vai empenhar-se de corpo e alma neste desafio.

Contacte-nos, nós ajudamo-lo a superar este desafio com sucesso.

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar, Anny@Home
Para Up To Lisbon Kids

O curso Baby’s Best Start foi especialmente desenvolvido para ensinar inglês a bebés dos 3 aos 22 meses de idade.

Apesar da reação comum e vulgar ser a incredulidade face a esta apresentação, os resultados estão comprovados e o número de alunos desta faixa etária está a aumentar nos Centros de Ensino Helen Doron por todo o mundo.

Baby’s Best Start oferece sete cursos num só: ensina vocabulário básico em inglês, permite o desenvolvimento social com outras crianças, implementa técnicas de préleitura, introduz música e ritmos diferentes todas as aulas, impulsiona o desenvolvimento cerebral, utiliza linguagem gestual universal e desenvolve a destreza física dos bebés através de diversas atividades motoras.

O estímulo desde tenra idade possibilita uma fluência futura e uma facilidade de aprendizagem e estimulação auditivas naturalmente vantajosas no mundo global dos dias de hoje.

As aulas têm a duração de 45 minutos, uma vez por semana e a mãe ou o pai do bebé participam ativamente na aula de modo a compreenderem a metodologia e poderem estimular a criança em casa durante a semana através das histórias Helen Doron e do CD de canções originais.

São aulas extremamente estimulantes que alternam entre atividades de grupo, jogos de associação, canções, gestos e coreografias. Os grupos têm no máximo 8 bebés por aula de modo a garantir um ensino personalizado e o conforto necessário para que tudo decorra com naturalidade e alegria.

Participe numa aula de demonstração gratuita e observe os resultados.

Por Mariana Torres, Helen Doron National Franchisor Portugal,
Para Up To Lisbon Kids

O Sarampo é uma doença causada por um vírus. Caracteriza-se por febre, tosse, conjuntivite (inflamação dos olhos), fotofobia (hipersensibilidade à luz), congestão nasal e exantema máculo papular (“borbulhas”). É prevenível pela vacinação (vacina VASPR). O último caso, em Portugal, foi declarado em 2002 e, após esse ano, apenas dois casos de sarampo foram registados em Portugal, ambos em pessoas oriundas de outros países.

Mas a sabedoria popular não sabia distinguir o sarampo das outras doenças que também se manifestavam com manchas ou borbulhas vermelhas no corpo, logo julgavam que todas as doenças que assim se manifestavam, correspondiam a sarampo. Na realidade, correspondem às chamadas doenças exantemáticas por causarem exantema ou erupção cutânea.

As doenças exantemáticas das crianças são várias. O aspecto das “borbulhas”, a sua distribuição e sintomas acompanhantes permitem, na maioria das vezes, ao médico, fazer o diagnóstico. Pela sua frequência destacam-se:

Varicela
Exantema vesicular (“borbulhas com líquido transparente”), muito pruriginoso (dá muita comichão). As lesões evoluem rapidamente de pápulas para vesículas e crostas, encontrando-se simultaneamente os vários estádios. Pode dar febre. A principal complicação é a sobreinfecção das lesões cutâneas.

Escarlatina
Doença causada por uma bactéria. Caracteriza-se pela presença de febre alta durante 3 a 5 dias, vómitos, dor de garganta, dificuldade em engolir, língua com uma tonalidade avermelhada (língua de morango ou framboesa). É possível o a parecimento de pontos rosados e salientes no pescoço, axilas e tronco, estendendo-se a todo o corpo. A pele fica áspera (lixa) e pode descamar.

Rubéola
Doença benigna nas crianças que provoca febre baixa, exantema no tronco e gânglios na parte posterior da cabeça que são palpáveis. Nas grávidas é uma doença perigosa, especialmente durante o primeiro trimestre, podendo provocar malformações ou até morte do feto. É muito importante que as mulheres que não tiveram rubéola e não foram vacinadas procedam à vacinação.

Eritema infeccioso ou 5ª doença
Doença viral, mais frequente entre os 4 e 12 anos. Caracteriza-se pela presença de “manchas” vermelhas. As lesões na cara têm aspecto de “cara esbofeteada”. Dura 1-4 dias. Sem febre acompanhante. Bom estado geral.

Exantema subitum ou 6ªDoença
Após 3 dias de febre alta e difícil de ceder surgem as “borbulhas” dispersas pelo corpo.

 

Importante:  Febre e borbulhas devem sempre ser vistas pelo médico…

 

Por Cláudia Constantino, Pediatra, Healthy Mommy, para Up to Kids®

 

imagem@aqui

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Estamos a criar crianças gentis?

Richard Weissbourd, psicólogo pós-graduado em educação, em Harvard, dirige o projeto  Making Caring Common. Este projeto visa reforçar as capacidades dos pais, escolas e membros da comunidade para desenvolver crianças gentis e bem formadas. Ou seja pretende ajudar-nos a ensinar os nossos filhos a preocuparem-se mais com o mundo e com as pessoas que os rodeiam.

Foi feito um inquérito a jovens, em que 80% dos mesmos referiam que os pais estavam mais preocupados com a sua realização ou felicidade do que com o facto de eles se preocuparem com terceiros. “Os meus pais ficam mais orgulhoso se eu tirar boas notas, do que se eu for um membro da comunidade solidária em sala de aula e/ou na escola.”

Weissbourd e a sua equipa desenvolveram algumas teorias sobre como criar os filhos de forma a se tornarem adultos atenciosos, respeitosos e responsáveis.

Por que é que isso é importante?

Porque se queremos que os nossos filhos sejam pessoas éticas, temos que, criá-los dessa forma. É importante criar crianças gentis para que o espírito de cooperação e interajuda não se perca, nos mais novos.

“As crianças não nascem simplesmente boas ou más e, nós pais e sociedade, nunca devemos desistir deles. Eles precisam de adultos que irão ajudá-los a crescer solidários, a criar respeito e a sentirem-se responsáveis pela sua comunidade em todas as fases de sua infância ”

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=7d4gmdl3zNQ?list=PL1F7B648CC36DEBB4]Children see, children do

Ficam aqui 5 principios, que de acordo com projeto  Making Caring Common, podemos e devemos ensinar aos nossos filhos para que se tornem adultos éticos e gentis.

  1. Cuidar dos outros (é uma prioridade)

Porquê? Os pais tendem a priorizar a felicidade e realizações de seus filhos e a descurar a importância da gentileza e preocupação com os outros.

Como? Os pais reforçarem a ideia de que cuidar dos outros é uma prioridade é meio caminho andado para manter as expectativas éticas dos nossos filhos mais elevadas, tais como, honrar os seus compromissos mesmo que isso não seja a sua vontade.

Dicas: Em vez de dizer ao seu filho: o mais importante é seres feliz, diga, o mais importante é seres gentil. Certifique-se de que seus filhos tratam sempre os outros com respeito, mesmo quando estão cansados, distraídos, ou mal-humorados.

  1. Pôr em prática a gentileza e a gratitude

Porquê? Nunca é tarde demais para se tornar uma boa pessoa, mas isso não vai acontecer do nada. As crianças precisam de aprender a cuidar dos outros e expressar gratidão por aqueles que cuidam deles. Precisam de contribuir para o bem-estar dos outros.

Como? Aprender a ser solidário é como aprender a praticar um desporto ou um instrumento musical. A repetição diária – quer seja ajudando um amigo com os TPC, ou fazer voluntariado na escola, ajuda a desenvolver e aprimorar as capacidades de cuidar e ser gentil.

Dicas: Não recompense o seu filho para cada acto de simpatia, tal como pôr a mesa ou arrumar o quarto. É um dever ajudar em casa. Ajudar os irmãos e os vizinhos. Só devem ser premiados actos incomuns de bondade.
Converse com seu filho sobre os actos de gentileza que se vêem na televisão e sobre actos de justiça e injustiça que possam testemunhar ou ouvir falar nas notícias. Isso dar-lhe-á algum discernimento sobre o certo e o errado.
Faça da gratidão um ritual diário. Expressar gratidão pelo que temos e recebemos, e pelas pessoas que são gentis e que contribuem para o nosso bem-estar e felicidade

  1. Expandir o círculo de atenção do seu filho

Porquê? A maior parte das crianças preocupa-se apenas com um pequeno círculo de familiares e amigos. O nosso desafio é ajudar os nossos filhos a aprender a olhar para as pessoas fora desse círculo. Como o miúdo novo da sala, alguém que não fala a sua língua ou até o contínuo da escola.

Como? As crianças têm de aprender a observar de perto, mas também têm de saber ver o quadro geral. Assim, irão perceber de que forma as suas atitudes poderão refletir-se na vida dos outros. Uma situação de abandonar a equipa de futebol ou uma banda de música, pode repercutir e prejudicar vários membros da escola, ou de uma pequena comunidade.  Deverá sempre ter em atenção às suas atitudes perante membros de comunidades ou religiões diferentes.

Dicas: Certifique-se de que os seus filhos são simpáticos e gratos com as pessoas que os rodeiam, desde o motorista do autocarro ao empregado de mesa.

  • Incentive as crianças a ser simpáticas para os que são mais vulneráveis.
  • Use um artigo de jornal ou TV para incentivar seu filho a pensar sobre as dificuldades enfrentadas pelas crianças de outro país.
  1. Ser um exemplo a seguir.

Porquê? As crianças aprendem por observação. Repetem as ações dos adultos que respeitam.

Como? Ser um modelo ético e moral significa que temos de praticar a honestidade, a justiça e de cuidar de nós. Mas isso não significa que tenhamos de ser perfeitos o tempo todo. Para os nossos filhos nos respeitarem e confiarem em nós, há que saber reconhecer os nossos erros e falhas.

Dicas: Dê ao seu filho um dilema ético durante o jantar para o encaminhar nas suas escolhas.

“Ex: Deve convidar o menino novo da sala para a sua festa de anos, embora os seus amigos do ano passado gozem com ele?”

  1. Orientar as crianças na gestão de sentimentos/comportamentos de raiva e fúria

Porquê? Muitas vezes, a capacidade de cuidar dos outros é dominada pela raiva, vergonha, inveja ou outros sentimentos negativos.

Como? Ensinando às crianças que todos os sentimentos estão bem, mas algumas formas de lidar com eles não são úteis. As crianças precisam da nossa ajuda para lidar com esses sentimentos de forma produtiva.

Dicas: Aqui está uma maneira simples de ensinar os seus filhos a terem calma. Ensine-os a parar, respirar fundo pelo nariz e expirar pela boca, e contar até cinco. Pratique quando o seu filho está calmo. Depois de um tempo ele vai começar a fazê-lo por conta própria através da habituação.

 

imagem@mundolivrefm

Em washington post, traduzido e adaptado por Up to Kids®

 

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Livro | Pais Atentos, Crianças Seguras | Sinais de Fogo

Da leitura interessada e inesperada da publicação “Pais Atentos, Crianças Seguras” de Rebecca e Elisabeth Bailey, enquanto Pai de três crianças, todas menores, com 3, 5 e 7 anos de idade, fiquei convicto que afinal um antigo governante estaria a falar verdade quando afirmou que, e passo a citar:
“…O Mundo mudou…”
Cada capítulo do livro mexe com tudo aquilo, que são as convicções e ideias pré ou pós concebidas de qualquer Pai e Mãe.
No meu caso, constatei que aquilo que é dito pelos autores de forma escorreita, não é nada mais, nada menos do que a exteriorização dos meus piores e mais sórdidos pensamentos.
Sim, não vou negar, eu sou um Pai potencialmente securitário e sim, desde o nascimento dos meus filhos fico profundamente consternado com filmes ou livros que abordem qualquer sofrimento físico ou psicológico de crianças.
No entanto quando as autoras advogam de que se deve alertar e falar abertamente com as crianças 4, 5, 6, 7 ou 8 anos sobre os raptos de crianças, não posso deixar de reflectir e opinar que provavelmente estas têm razão.
Assim sendo, o “caminho certo” ao que tudo indica é dizer-lhes que a maior parte das pessoas são boas, mas existem e existirão sempre pessoas más que lhes querem fazer mal.
Partilhava anteriormente da opinião que isso era expor sem necessidade e prematuramente as crianças à dura realidade e que um “estarei sempre contigo” ou um “és a coisa mais importante para mim e nunca te deixarei que te façam mal” seriam suficientes.
No entanto tal ideia é errada conforme as autoras o dizem abertamente.
E é errada porque ainda que nada se diga às crianças, elas virão sempre a saber, seja por um amigo, seja por um livro ou um jornal ou por certo por um qualquer apresentador de TV a soldo das audiências.
Vivemos actualmente numa sociedade em que a notícia em que o bombeiro que tira o gato da árvore não dá audiências e, ao invés, o filho que metralha e mata toda a sua família abre uma semana de Telejornais.
Portanto, devo responder abertamente às questões do meu filho de 7 anos sobre a desparecida Maddie?
A resposta é sim, porque se eu lhe responder mais ou menos “à bruta” talvez ele, e os irmãos, claro está, possam encerrar esse dossier nos respectivos “discos rígidos”.
Assim sendo uma das maiores e mais úteis mensagens do livro é a seguinte:
Conforme o Mundo está, o melhor é com alguma parcimónia esquecermos a sua versão cor-de-rosa e dizer que a Maddie está por certo morta ou encontra-se a ser escravizada por alguém que é inconcebivelmente mau.
É demais para os putos?
É!
Tal conversa poderá vir a ser vital para o futuro das crianças?
Sim!
O meu filho de 7 anos vai dormir sozinho e sem medos?
Não sei!
Tendo como assente que as próprias crianças já sabem ou virão a saber que todos os dias morrem e desaparecem crianças, acho que o livro serve para preparar a penosa “recruta” das nossas crianças, para alguma situação de risco.
Todos nós sabemos infelizmente que já nenhuma criança vai brincar sozinha para as traseiras do prédio, como antigamente.
Assim sendo as dicas securitárias do livro, que devem ser transmitidas às crianças são bastante úteis, mas têm um óbice tremendo que é a própria maturidade da criança, que é na minha opinião um conceito indeterminado.
Por outro lado, existe uma afirmação no livro com a qual não concordo e que é mais ou menos a seguinte:

“…Serão os próprios pais que melhor saberão o grau de maturidade dos filhos, contando-lhe aquilo que acham que elas próprias estarão capacitadas para assimilar…”
Esta é uma equação do meu ponto de vista dramática e altamente falível.
No entanto entendo que não há uma melhor.
A lista de pessoas de confiança e os seus telefones é um bom estratagema, assim como o estabelecimento de um código de segurança para a criança sair da escola ou ir a algum lado, com uma terceira pessoa.
No entanto, como todos os pais sabem, a esmagadora maioria das crianças tem uma bondade e uma curiosidade quase inatas, e serão sempre presas fáceis para alguém que efectivamente lhes queira fazer mal.
Qualquer um dos meus filhos, em campo aberto e vulnerável iria ajudar uma senhora ou um senhor que perdeu o cão ou o gato ou que simplesmente lhe pede uma informação.
Embora perceba a mensagem do livro que propugna que a criança deve dizer não, afastar-se, chamar alguém, ou ainda ser mal-educado ou rude para terceiros, não posso deixar de pensar que na calma do lar ou em ambientes seguros, os pais incitam precisamente as crianças a fazerem o contrário, ou seja, transmitimos às crianças a ideia de que devem cumprimentar os velhinhos ou ajudar as pessoas, tal como os bombeiros e os polícias fazem.
Acerca destes últimos, muitas vezes, eu, como pai “faço uso” dos agentes de autoridade para que os meus filhos se portem bem em locais públicos e eles lá se encolhem perante os “Srs. Leis”!
Percebi, graças ao livro, que isso por vezes dá jeito mas pode revelar-se como um erro trágico.
Em conclusão, gostei e recomendo a leitura deste livro que é ideal para todos os pais e avós mas essencialmente, para aqueles que como eu são Pais securitários e que estão sempre desconfiados ou de “pé atrás” com tudo e com todos.
Este livro faz-nos sentir melhor, por que nos esbofeteia violentamente com realidade e desconfiança e legitima todas ou muitas das nossas acções para proteger aquilo que são os nossos tesouros mais preciosos.

P.S.  Após a leitura desta obra instaurei com sucesso um procedimento lá em casa que é o seguinte:
Toco à porta de casa e o meu filho mais velho pergunta:
– Quem é?
Eu respondo:
-É o Pai, abre a porta.
O meu filho daqui em diante irá sempre perguntar:
-Como te chamas?
Se a resposta não for o meu nome, ele não abre a porta.
É estúpido, mas julgo que poderá fazer toda a diferença!

Por RMPC, para Up To Lisbon Kids

FICHA TÉCNICA
Título: Pais Atentos, Crianças Seguras – O que os Pais
Precisam de Saber para Manter os Filhos em Segurança
Autor: Rebecca Bailey e Elizabeth Bailey
Colecção: extra
Formato: 14 X 21 cm
Nº páginas: 220
Data de publicação: Janeiro 2014
Tema: educação/segurança
Preço: € 13,50

Rebecca Bailey, é uma conceituada psicóloga e terapeuta familiar.
Trabalhou como directora do programa de assistência à juventude e família
junto da Polícia e fundou o programa Innovative Transitioning Families. Tem sido
entrevistada por diversos órgãos de comunicação social.
Elizabeth Bailey, é enfermeira psiquiátrica credenciada e é licenciada pelas
Faculdades de Hampshire e Santa Monica.
Terry Probyn foi uma das fundadoras e é membro da direcção da Fundação JAYC
(Just Ask Yourself to Care), sendo presença regular na comunicação social sobre
temas de segurança infantil, rapto e direitos da vítima, após o rapto da sua própria
filha, em 1990.

 

«A todos os níveis, uma fonte extremamente útil.»
– Colleen Mondor, Booklist

«Um trabalho inestimável e essencial para pais e filhos.»
– Jaycee Dugard, autora bestseller do New York Times

«Maravilhosamente subtil, poderoso e directo. (…) Com amor e cuidado, ajuda habilmente os pais a lidarem de forma positiva e eficaz com as questões dos filhos, mantendo-os seguros. Uma leitura obrigatória.»
– John B. Rabun, fundador e antigo Vice-Presidente | Executivo do National Center for Missing & Exploited Children

«Um livro que todos os pais devem ler. Ensina-os a ajudar as crianças a lidarem com a realidade dos predadores enquanto ajuda a construir a sua autoconfiança e evita o medo desnecessário.»
– Dr. Richard A. Warshak, autor de Divorce Poison

«Pais Atentos, Crianças Seguras ajuda os pais a compreenderem a importância da informação e da comunicação, explicitando formas de dar às crianças a capacidade de se manterem seguras. Fornece excelentes exemplos de perigos actuais e ensina pais e filhos a trabalharem em conjunto para minimizar os riscos.»
– Philip Stahl, psicólogo, autor de Parenting After Divorce

«Um livro que não pode ser ignorado.»
– Kirkus Reviews

«Um trabalho que destaca a importância das crianças se sentirem amadas e que dá aos pais a confiança de que podem fazer escolhas seguras. A estratégia de comunicação das autoras baseia-se numa abordagem proactiva e ajudará os pais a construírem uma relação de confiança que encorajará os filhos a falarem abertamente.»
– Publishers Weekly

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=SB_0vRnkeOk]

A SMART, marca associada já a diversas campanhas de sensibilização na área da prevenção rodoviária, realizou uma bastante divertida no passado dia 18 de Julho, na Praça do Rossio, em Lisboa. A pensar na elevada taxa de atropelamentos, especialmente infantis, inventou uma forma das pessoas esperarem pelo sinal verde nas passadeiras sem pressa de atravessar.

A ideia consistia numa grande instalação montada em plena praça, onde as pessoas podiam entrar e dançar bem à moda das atuais consolas de jogos que entretêm miúdos e graúdos. No ecrã, os movimentos  das pessoas eram transmitidos em tempo real e eram também replicados para o boneco vermelho do semáforo da passadeira em frente. Enquanto as pessoas esperavam pelo verde, em vez de olharem para um peão vermelho parado em posição de stop, viam um peão dinâmico e ritmado a dançar ao som da música.

Conclusão, mais de 81% das pessoas pararam no vermelho para ver o boneco vermelho a dançar, e para, também elas darem um pézinho de dança!.

Quem não se lembra do seu primeiro dia de aulas no 1º ciclo? Ou quem não se lembra de levar o seu filho ao primeiro dia de aulas da “escolinha primária”? Não há dúvida, que a entrada no 1º ano é um marco importante tanto para a criança como para a família, deixando para ambos recordações para a vida.

Com a entrada no 1º ciclo muita coisa muda – horários que devem ser respeitados, pontualidade e assiduidade que assumem (ou pelo menos deviam assumir) um papel mais rigoroso e postura na sala de aula mais exigente com períodos de atenção mais longos.

Enfim, uma grande mudança!

É importante que em família se faça uma preparação inicial, no entanto não há necessidade de ser exagerada.

Não há necessidade de tornar este processo natural, num complicado e problemático. A maioria das crianças já se empolgam por si só com a entrada para a escola dos mais crescidos, ou seja, para além de saberem que vão fazer novas descobertas e novas aprendizagens, entusiasmam-se bastante com o facto de se poderem igualar ao irmão ou ao amigo mais velho. Basta então, aproveitar este entusiasmo e mostrar à criança todas as mais valias que terá à sua espera com a entrada para o 1º ano – amiguinhos(as) novos(as), professores que a ajudarão em tudo o que precisar, novas aprendizagens nas mais diversas áreas (português, matemática, ciências…), entre outros.

A única alteração que merece um pouco mais da nossa atenção, e que por isso também deixámos para o fim, tem a ver com o quotidiano da família, principalmente no que respeita aos “horários”. Há que dar especial atenção aos horários do deitar e do levantar, das refeições e, principalmente a partir desta nova etapa, aos do estudo.

É fundamental ajudar a criança, logo desde o 1º ano de escolaridade, a criar hábitos e métodos de estudo – 30/45min diários após a escola para fazer os chamados t.p.c’s ou, por exemplo, para contar ao pai/mãe o que aprendeu de novo naquele dia.

Márcia Fidalgo, Professora de 1º Ciclo e de Educação Especial

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Princípio da caneta verde

A estomatite aftosa é uma infecção viral frequente na criança. Apresenta-se com múltiplas aftas na boca e garganta e, geralmente, febre muito elevada tem um período de incubação de 2 a 5 dias, isto é, manifesta-se 2 a 5 dias após o contacto com alguém doente.

As lesões, pequenas “feridas”, acompanhadas de inflamação e vermelhidão das gengivas surgem na face interna das bochechas, céu da boca, gengivas e garganta, causando grande desconforto e dor; a criança está irritada, queixosa e recusa a alimentação, pela dor que a mastigação e a deglutição provoca; mesmo só o contacto com os alimentos pode ser doloroso.

A febre pode atingir os 40º centígrados e ser necessário administrar antipiréticos de quatro em quatro horas, para a controlar.

Apesar de o quadro ser muito aparatoso, não há, regra geral, complicações graves associadas a esta doença, excepto se a criança muito pequena não se conseguir alimentar ou mesmo beber e poder desidratar-se.

Pode demorar uma semana a dez dias até à recuperação completa.

Tratando-se de uma infeção viral, o tratamento não comporta antibióticos; o tratamento é apenas sintomática, isto é, trata os sintomas, e não há medicamentos que encurtem o tempo de duração da doença.

Para além de analgésicos e antipiréticos, é fundamental que a criança se vá alimentando e, sobretudo, bebendo. Deverá oferecer líquidos frescos, sem gás e sem acidez, para diminuir a dor, como batidos de leite com fruta e iogurtes líquidos. Os alimentos devem ser frescos, moles e pouco temperados. Não deverá dar laranja, tomate, kiwi, abacaxi, ou outros.

Os gelados são aconselhados e não há restrições à quantidade. São frios, pelo que são analgésicos para as aftas, e, fornecendo líquido e calorias, ajudam a manter a criança hidratada e alimentada.

Não há prevenção para esta doença, a não ser evitar o contacto com quem esteja doente.

Mais frequentemente, é provocada pelo virus Coxsakie e não se vai repetir; quando o agente é o Herpes Simples, poderá repetir-se ao longo da vida, mas, regra geral, sem a gravidade do episódio inicial.

Como em todas as situações de doença, para além da primeira medicação para febre, não deverá medicar o seu filho sem indicação médica.

Por Filomena Pereira – Pediatra, Healthy Mommy,
para Up To  Kids®

Imagem capa@Dicas Saude

Por se encontrarem em fase de acentuado crescimento, as crianças são extremamente dependentes  de uma alimentação saudável e, por isso, mais sensível às carências, desequilíbrios ou desadequação alimentares.

Infelizmente, as crianças não estão dotadas de uma capacidade inata para escolher alimentos em função do seu valor nutricional. Muito pelo contrário, os seus hábitos alimentares são aprendidos através da experiência, da observação e da educação que recebe.

O papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é portanto inquestionável, assim como a escola e a sociedade.

Durante os 2 primeiros anos de vida, ocorre intenso e rápido desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social. Portanto, práticas alimentares inadequadas nessa fase da vida podem, no futuro, repercutir-se de forma negativa no desenvolvimento global das crianças.

Estamos aqui para auxiliá-lo na escolha de algumas receitas equilibradas do ponto de vista nutricional e muito saborosas, para que o seu mais-que-tudo crie hábitos de alimentação saudável, ao mesmo tempo que desfruta de uma refeição apelativa.

Acompanhe-nos aqui, onde disponibilizaremos receitas semanais, com a assinatura da Bebé Gourmet.