A simplicidade traz equilíbrio, liberdade e alegria.

Quando começamos a viver de uma forma simples e a usufruir dos benefícios desta experiência, surge-nos a questão:

Como posso reduzir mais as distracções do dia-a-dia, e focar-me no essencial?”

Baseado nesta jornada pessoal, em várias conversas e em constatações que fizemos aqui fica uma lista daquilo que pode e deve reduzir imediatamente para simplificar a sua vida e viver uma vida mais equilibrada, alegre  e completa.

  1. Bens Materiais

    Bens materiais em excesso, complicam-nos a vida de uma forma que, normalmente, desvalorizamos.
    Sugam-nos a conta bancária, a energia e sobretudo a nossa concentração. Afastam-nos dos que mais amamos e confundem os nossos valores morais. Invista tempo e descarte os bens não essenciais da sua vida. Verá que não se irá arrepender.

  2. Compromissos de Tempo

    A maior parte de nós tem o seu tempo preenchido com compromissos: ou de trabalho, ou familiares, ou são as festas e convívios infantis, eventos comunitários, religiosos, hobbies, etc. A lista continua. Sempre que possível liberte-se de alguns compromissos. Nem todos são primordiais ao seu equilíbrio.

     

  3. Objetivos

    Reduza o número de objetivos que está determinado a alcançar, foque-se num ou dois principais objectivos e terá uma maior probabilidade de concretizá-los com sucesso. Quando concluir um, acrescente mais outro à lista, tendo sempre dois objetivos para concluir. Não os torne intermináveis.

     

  4. Pensamentos negativos

    A maioria das emoções negativas são completamente inúteis. Ressentimento, amargura, ódio ou ciúmes nunca melhoraram a qualidade de vida de um único ser humano. Assuma controlo da sua mente. Veja o copo meio cheio. Perdoe as mágoas do passado e substitua pensamentos negativos por positivos.

  5. Dívidas

    Acabe com as dívidas. Sacrifique os luxos para se libertar das dívidas. Reduza o numero de cartões e linhas de crédito. Comece já hoje: faça o que tem de fazer para sair da frente desse comboio!

     

  6. Palavras

    Poupe nas palavras. Mantenha um discurso claro e honesto. Evite o “diz que disse” e falar sobre a vida alheia. Acredite que não lhe acrescenta nada.

  7. Ingredientes artificiais

    Evite gorduras saturadas, transgénicos, pão branco em excesso, açucares e sódio.
    Ao minimizar estes ingredientes aumentará o seu nível de energia a curto prazo e a sua saúde a longo prazo. E sempre que possível, reduza todas as substancias químicas que podem ser substituídas por produtos naturais: o seu corpo vai ganhar imunidade para se curar a si próprio em vez de criar dependência a substancias artificiais.

  8. Tempo em frente a monitores

    A  TV, tablets, computadores, smartphones e videojogos afetam-no mais do que pensa. Os gadgets começam a dominar a sua vida, roubando-lhe tempo. E isso tem consequências profundas no seu comportamento e na sua postura. Infelizmente quando passamos muito tempo de volta dos gadgets não nos apercebemos do impacto que tem nas nossas vidas. A única forma de apreciarmos em pleno o nosso tempo é desligar. Experimente. Desligue-se.

  9. Ligações virtuais

    Relações pessoais é muito positivo, mas estar constantemente conectado a vários grupos, eventos e acções em direto é altamente distractivo quer a nível profissional quer pessoal.
    Desligue as redes sociais. Foque-se no importante e não no que aparenta ser urgente.  Ter constantemente um bando de gente a responder-nos nas redes sociais pode dar-nos uma falsa sensação de status e de importância, mas sentir-se importante e realizar feitos importantes são coisas totalmente distintas.

  10. Multitasking

    Estudos indicam que o Multitasking aumenta o stress, diminui a capacidade de concentração e consequentemente diminui a capacidade de produção/conclusão de tarefas. Actualmente realizar uma tarefa de cada vez, parece estar em desuso. Aprenda a fazê-lo. Uma tarefa de cada vez. Seja perfecionista.  E quando acabar, comece uma nova tarefa.

    Não tenha várias tarefas pendentes. Acabe-as!

 

Por becomingminimalist, traduzido e adaptado por Up To Kids®

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Nota: Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela Up To Kids®, obtiveram autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

Nós somos as mães dos homens de amanhã: educar para a igualdade de género

Criamos hoje os homens de amanhã. É uma realidade. Será que estamos a criar os homens de amanhã na igualdade de género? Fica a reflexão e algumas notas de ação.

Em primeiro lugar, é necessário compreender que o maior princípio de igualdade é que se trata de forma igual o que é igual e diferente o que é diferente. Pode parecer óbvio mas nem sempre é claro na educação das nossas crianças.

As diferenças de género são inquestionavelmente saudáveis e naturais. Não podem é ser motivo de discriminação. Ora o combate à discriminação de género começa em nossa casa:

Exemplo

Se o pai nunca lava a louça e mãe nunca leva o carro à oficina, é difícil induzir atitudes de igualdade. O exemplo familiar é que mais influência tem na aprendizagem das crianças. Por isso, não adianta falar se não se praticar.

 

Tarefas iguais para meninos e meninas

  • É simples: meninos e meninas ajudam na cozinha; meninos e meninas jogam futebol.

Libertar as brincadeiras

  • Não é por uma menina brincar com carros que vai diminuir a sua feminilidade! Não é porque o menino gosta de brincar na casinha que vai diminuir a sua masculinidade!

Combater o preconceito

  • O combate ao preconceito e ao estereótipo tem que ser feito no momento: é o azul para o menino e o rosa para a menina. É a boneca e a bola. É o carro e a cozinha. Porque não verde, amarelo e laranja para todos? E bonecas, bolas, cozinhas, carros, camiões, legos, bicicletas!

imagem@twitter

Costuma dizer-se que os homens são todos iguais.

E os pais? Será que se pode afirmar que, também, são todos iguais? É sabido que, se uns são severos, outros são mais descontraídos. Uns são sérios e mantêm sempre a compostura, outros são brincalhões, pregam partidas e estão sempre prontos para jogar ou brincar com os miúdos. Uns dedicam mais tempo à família, outro dão (ou têm de dar) preferência ao trabalho. Mas a pergunta que se impõe é, será que os homens enquanto pais partilham as mesmas preocupações? O mesmo discurso para os filhos?

Deixamos aqui 15 frases que acreditamos que todos pais dizem aos filhos:

  1. Quando eu tinha a tua idade… ou,  No meu tempo…

    Sempre, no início de qualquer sermão. Está para os sermões como o Era uma vez para a histórias de fadas.

  2. Isto não é o portão da quinta!

    Quando alguém bate a porta do carro ou de casa com um bocadinho mais de força do que aquele mísero encostar que o pai faz.

  3. Sabes lá o que é cansaço! ou, Sabes lá o que é trabalhar!

    Sempre que um filho se queixa de estar cansado ou ter muitos trabalhos de casa! Sim porque o único que sabe o que é trabalhar lá em casa… é o Pai!

  4. Só te faz é bem!

    Sempre que os miúdos se queixam de qualquer coisa: de algum trabalho que tenham tido, algum esforço que fizeram, ou até da molha que apanharam quando começou a chover no caminho para casa. É a regra do “O que não te mata, faz-te mais forte

  5. Não me faças parar o carro.

    Quando vão a implicar uns com os outros no banco de trás, a empurrar-se, a beliscar-se ou simplesmente com uma birra qualquer sem sentido. É desta que o Pai encosta o carro e deixa um ou dois no Km 8 da autoestrada.

  6. Enquanto viveres debaixo do meu tecto…

    Quando os miúdos querem fazer alguma coisa à sua maneira, ou chegar a casa nos horários que lhes apetece. Este chavão os pais usam mesmo que os filhos já tenham 30 anos. Desde que ainda vivam debaixo do tecto dos pais, é sempre válida

  7. Estás de castigo… 6 meses! Ou 6 anos! Ou para sempre!

    Normalmente os pais não são muito realistas a aplicar castigos. “Estás de castigo. Nunca mais sais à noite!” – Hummm?? Como assim? N-u-n-c-a não será tempo a mais?

  8. O dinheiro não cresce nas árvores!

    Sempre que os miúdos pedem para comprar mais um pacote de cromos, sempre que perdem mais um par de sapatilhas na ginástica, sempre que deixam brinquedos espalhados a estragarem-se, enfim… Sempre que o pai sente o império ameaçado

  9. Não se come no carro!

    O automóvel é que não! Até já podem ter rebentado com a casa toda, mas o carro tem de andar impecável!

  10. Juízo!

    Juízo e cabeça fresca, são as palavras de ordem de qualquer pai preocupado com uma saída dos filhos!

  11. Sozinha? Nem pensar!

    E não mesmo. Nem que o pai vá também para que os outros miúdos saibam que não és orfã!

  12. Os outros não são meus filhos…

    Esta sai sempre que os miúdos se tentam defender com  o argumento de comparação “Mas os meus amigos também fazem assim!

  13. Agora, está a dar o jogo…

    Quando os filhos pedem qualquer coisa ao Pai. Obvio que está a ver o jogo…. E parece que há jogo todos os dias! Irra!!

  14. Vai perguntar à mãe!

    A resposta mais usada dos pais, a seguir à:

  15. Onde é está a mãe?

    No sitio do costume, mas é sempre mais fácil perguntar que procurar!

 

Há dias falei com um amigo de longa data. Daqueles que só falamos uma vez por ano, mas é como se tivéssemos falado ontem. O tempo passa e fica tudo igual. Perguntou-me pelos miúdos, e rematou com “quem diria, tu com quatro filhos”.

De facto, aparentemente ninguém diria, porque sempre que encontro alguém que não vejo desde os meus tempos de juventude “tu com quatro filhos…”. 

A verdade é que sempre quis ter muitos filhos mas nunca planeei nada. Eu sempre fui a miúda sem planos, a descomplicada deixa andar desta vida. O que tem de acontecer, acontecerá. Sem pressas.

Qual marinheiro, faço amigos onde quer que vá, e mantenho-os por perto. Uns mais outros menos, mas no fim, estão todos à distancia de um telefonema. Ligo o skype, está a chamar…o bebé chora, vou lá ver. Ouve-se: Então? Não está ninguém?…Se calhar são os miúdos… Grito: Espera, estou a mudar uma fralda… Já vouuuuu!
Falamos para os gadgets como se as pessoas estivessem ali, do outro lado da parede. Mas estão do outro lado do computador, no outro lado do mundo. E continuam a fazer o jantar e a ver o futebol, como se fossem uma extensão da minha casa, da minha família para a deles. No fim:… tu com quatro filhos”

Eu, com quatro filhos. Todos diferentes. Eu fui feita para amar quatro filhos. Eu fui feita para amar assim. Cada um dos meus filhos me ensina coisas diferentes, e quero continuar a aprender tudo o que de maravilhoso me podem transmitir. As crianças dão-nos lições de vida.

Não tive medo de ter mais filhos, mesmo depois de descobrírmos que um tem uma doença rara. Cardíaca. A dificuldade em diagnosticar foi imensa. Ele estava doente e tudo o que lhe era prescrito pelo médico, em nada mudava a sua condição. Eu via o meu filho a piorar de dia para dia e ninguém o conseguia ajudar. O seu coração estava a falhar em silencio, e eu não sabia. O sofrimento no diagnóstico foi, também,  imenso.
O seu filho tem a Doença de Kawasaki. 3 em cada 100 mil crianças são diagnosticadas em Portugal com esta doença

Como?… o que é que me está a dizer? – Primeiro a incompreensão depois os porquês.
-Lamento, mas sabe-se pouco sobre a doença, não há uma causa, não é contagioso, não é hereditário, e não há um teste diagnóstico. Também não há prevenção.
…com um nó na garganta: tem cura?
vamos com calma, já está diagnosticado. Agora vamos ver como reage ao tratamento…
O tempo, aqui, parou, com o meu coração.

Eu fui feita para amar assim. Todos os dias sofro por pensar no que lhe pode acontecer de futuro. Antes de atender um telefonema do colégio já estou de lágrimas nos olhos: atendo.  – Houve um acidente na aula de educação física… o seu filho partiu o braço. Respiro de alivio. Sorrio.

Cada conquista deles é uma alegria infínda em mim, e por isso suporto todas as suas dores, todos os seus medos, todas as suas angustias. Os amigos que já não são amigos, os crescidos que chateiam no recreio, as meninas que arranjam outro namorado do nada, o ser gozado por ser diferente.

Eu aguento tudo.

Porque eu fui feita para amar assim. Quatro vezes.

 

Por Inês Pinto Correia, Todos os direitos reservados

O empreendedorismo é uma palavra que nos últimos dois anos tem estado muito em voga. Existem várias formas de ver o empreendedorismo, a mais comum é ver o empreendedorismo como a competência para abrir e criar uma empresa ou negócio. Não há nada de errado com esta visão, mas queremos introduzir uma nova visão sobre o empreendedorismo: sermos felizes através do empreendedorismo!

Mas o que é isto do empreendedorismo?

Uns dizem que o empreendedorismo é fazermos aquilo que gostamos, outros dizem que é ter a capacidade de organizar e gerir um negócio, e há ainda aqueles que dizem que é o desejo de fazer as coisas de forma diferente, entre outras mil definições que podemos encontrar.

Mas o empreendedorismo é isto muito mais.

É muito mais do que criar o seu próprio negócio, ou ter uma ideia brilhante, ou tomar as suas próprias decisões. A nossa definição é bem simples! Para nós o empreendedorismo é uma atitude pró-activa perante tudo o que nos rodeia. É querer e saber mudar o mundo, a começar pelo nosso! Para nós, o empreendedorismo é uma forma de atingir a felicidade!

Segundo um estudo realizado na Wharton School of Business, da Universidade da Pensilvânia, existe uma forte relação entre o empreendedorismo e a felicidade. As pessoas que adoptaram o empreendedorismo como um estilo de vida dizem ser mais felizes desde que o fizeram.

E como é que podemos ser felizes através do empreendedorismo?

Todos sabemos que a felicidade existe pois já a experienciamos: quando recebemos uma boa notícia, quando recebemos um elogio, quando o dia corre bem…de uma forma ou de outra, todos nós já experienciamos a felicidade. Sabemos também que a felicidade é boa e que nos faz sentir bem.

Quando estamos felizes sentimo-nos mais leves, sentimo-nos mais criativos, sentimo-nos mais optimistas, mais confiantes e enérgicos. Sabendo que a felicidade existe e que é boa, acreditamos que podemos ser mais felizes através do empreendedorismo.

Encaramos o empreendedorismo como uma forma de estar na vida, como algo que nos faz aplicar os nossos talentos, como uma forma de realizar os nossos sonhos e como algo que contribui para a nossa felicidade.

Através do empreendedorismo é possível fazermos aquilo que gostamos e vivermos de uma forma a plena, de forma a perseguir os nossos sonhos e paixões. É, também, possível que consiga realizar-se a nível profissional e ser o dono da sua empresa e o seu próprio chefe, mas esse não é o único que podemos retirar do empreendedorismo.

O empreendedorismo é uma competência, que pode levar ao aumento da nossa felicidade e consequentemente leva ao nosso sucesso. Muitas pessoas pensam que o sucesso atrai a felicidade, mas é o contrário: a felicidade atrai o sucesso! Quando estamos felizes, as nossas oportunidades de cumprir os nossos objectivos, de criar e desenvolver ideias novas são amplas. Mas atenção, não seja um empreendedor com o objetivo de buscar a felicidade, seja um empreendedor com o objetivo de viver a felicidade.

Mas o que é ser um empreendedor?

Como já dissemos, ser um empreendedor não significa que temos que abrir o nosso próprio negócio ou empresa, ou que temos que ser os nossos próprios chefes. Muito pelo contrário, ser empreendedor é ter a capacidade de identificar um problema, encontrar soluções criativas e coloca-las em acção. Fazer, fazer, fazer! Assim a fórmula do empreendedor é simples:

PROBLEMA + SOLUÇÃO + AÇÃO = EMPREENDEDOR

Partindo desta ideia, qualquer um de nós pode ser um empreendedor. Todos resolvemos problemas, sejam estes pequenos ou grandes. Este é o princípio básico que nos define como empreendedores. E tudo o que advém daqui é um bónus! E um desse bónus é definitivamente a felicidade! É do senso comum, que ao resolvermos os nossos problemas estamos no caminho certo para a felicidade. É claro que nem sempre vamos encontrar logo a solução.

Por vezes a solução nem sempre é a melhor para resolver o nosso problema, ou surgem questões inesperadas que tornam o problema maior, ou então não conseguimos colocar a solução em prática. Nem tudo corre sempre bem, e é importante ter em mente que não podemos desistir. É fundamental não desistir! Quanto mais tentarmos, quanto mais persistirmos, maiores serão as nossas probabilidades de conseguirmos resolver o problema e de sermos felizes. Não temos dúvidas que são muitas as pessoas que já foram “mordidas pelo bichinho” do empreendedorismo, mas têm medo de tentar e de adoptá-lo como um meio de atingir a felicidade.

Um empreendedor  não espera que a felicidade aconteça. O empreendedor conquista a felicidade!

Embora a felicidade tenha mil faces, seja um estado subjectivo e nem sempre seja fácil de alcançar, existem coisas que podemos fazer de modo a proporcioná-la.

Deixamos aqui 6 dicas de como pode ser feliz através do empreendedorismo:

1. Descubra e desenvolva o seu talento;

2. Procure fazer o que gosta;

3. Sempre que tiver um problema, pense numa solução, e o mais importante, coloque-a em acção: Fazer! Fazer! Fazer!!

4. Estabeleça objectivos e crie estratégias para conseguir realizá-los;

5. Seja persistente! Realizar sonhos, nem sempre é fácil.

6. A felicidade atraí o êxito…por isso seja feliz!

Portanto, seja um empreendedor! Seja feliz!

 

mudanças1Depende da relativização que fazemos.

Este ano, a minha filha mudou-se para Inglaterra. A adaptação à língua não foi fácil, mais pela frustração que sentia em não conseguir comunicar à mesma velocidade que já fazia na língua materna, do que pelo medo do desconhecido. Sobre esse conversámos e aprendemos a dar-lhe “pontapés no rabo”. Foi um click.

Quase seis meses depois regressámos a Portugal. Chegámos a uma terça-feira e na quinta ela já foi à escola.

O meu coração estava mais do que apertado. É fácil gerir as mudanças na nossa vida, sozinhos. Quando temos um filho, tudo muda. Assaltam-nos os medos, que mesmo pontapeando, tal como lhe ensinei, sucedessem-se.

Quando decidi regressar só fiz um plano: relativizar a mudança, tal como, a vida já nos obrigou a fazer antes.

Na véspera de ir para a escola perguntou-me se podia estar nervosa, embora gostasse de voltar a ser, outra vez, a “menina nova”. Respondi-lhe que podia, que tal como lhe disse, antes, os adultos também ficam nervosos e têm medo.

O segredo está na maneira como resolvemos as coisas.

Se em Inglaterra ela tinha conseguido vencer e aprender uma língua que não era a dela, agora, que entende tudo e se pode explicar, era muito mais fácil. Só tinha de fazer todas as perguntas, que sentisse que tinha de fazer, sem medo e/ou vergonha.

Não podia ter corrido melhor. Parece que está na escola desde sempre.

Depois de, no espaço de pouco mais de um ano, ter-me visto obrigada a explicar-lhe a morte de vários familiares e, acima de tudo, a da irmã bebé, mais a adaptação a Inglaterra, e agora o regresso a Portugal, sinto que apesar do carrossel que tem sido a nossa vida, ela está a aprender a superar obstáculos e a encontrar dentro de si a segurança para tal.

E isto vai ser-lhe tão importante pela vida fora!

Tal como o tempo muda a cada milésimo de segundo, criar e educar um filho também não é constante. As necessidades de ontem não são as de hoje, nem serão as de amanhã.

Vivemos numa era em que se fala e escreve sobre fórmulas para quase tudo. A era das verdades absolutas. Mas a fórmula é apenas uma: ouvir e seguir o nosso coração de mãe.

Por Irina Gomes,
para Up To Lisbon Kids®

Todos os direitos reservados®

Ai que já é final de Agosto!

Nós sabemos que o tempo passa muito rápido.

Sabemo-lo ainda melhor depois de sermos mães: nascem hoje e amanhã já têm 18 anos. É de facto uma correria. É uma correria tal que só nos apercebemos de ano a ano, na melhor das hipóteses.

Até há pouco tempo atrás ainda pensava aquelas coisas do tipo “nunca mais …”. Agora parei!

Percebi que o tempo não pode ser mais acelerado do que já é.

Percebi que o “nunca mais” chega tão rápido.

Percebi que é melhor viver o hoje. Só o hoje mesmo e o amanhã logo se vê.

Percebi que é tudo demasiado incerto e a única grande certeza que temos é o afecto, é o amor, são os laços. Com filhos, sem filhos, são os afectos que temos que cultivar, dia a dia. Com a família de sangue, com os amigos feitos família.

Sabem aquela amiga que mora a 2 km de nós e não vemos há 3 meses? Como? Porquê? Não faz qualquer sentido.

Sabem aquele almoço que adiamos sempre porque temos que trabalhar porque temos que ir às compras porque … Como o ginásio ou porque chove ou porque faz muito calor ou porque não temos horário.

Sabem que já é quase final de Agosto e em Setembro recomeça a escola, a rotina, os trabalhos. Depois chega o Outono e a chuva e os dias pequenos e outras coisas boas, como a lareira e as castanhas.

Antes que o Outono nos apanhe na curva, vamos aproveitar que ainda é Agosto.

É a minha sugestão. E é o que vou tentar fazer!

Prometo.

Ou muito me engano ou ando assim em volta destes pensamentos porque em Setembro faço 40 anos.

E não tenho qualquer pressa!

 

Imagem capa @obvious

Querida amiga,

sim, nós continuamos amigas.

Sim, eu ainda gosto e me importo com você. Acontece que a vida mudou um pouquinho desde a chegada do meu filho. Eu sei que você está achando tudo uma grande frescura. Sei que o filho do Beto frequenta bares desde os dois meses. Que o filho da Carina ficou dormindo no carrinho na última festa que teve na sua casa até 2 da manhã. Que o filho da sua prima fica quieto desenhando na mesa enquanto vocês almoçam por duas horas. E que o filho do Leandro é ótimo porque não chora.

O meu filho chora. Ele é ótimo, mas chora. Na verdade, toda a criança chora. Até o filho do Leandro. Chorar é a primeira forma de comunicação dos bebês, a maneira que eles têm para avisar quando alguma coisa está errada e eu fico aliviada por ser assim. Se com choro já é difícil identificar o que eles querem, imagina sem.

Adoraria te ver sim, mas, atualmente, os meus horários andam meio malucos. Comemoro quando acordo e ainda não está escuro do lado de fora. Por causa disso, ao meio dia já estou morrendo de fome e às 22h00 estou bocejando.

Adoraria almoçar com você, esse é um programa que eu ainda consigo fazer com certa facilidade, mas você pode ligar no dia anterior pra gente combinar? E dá para ser um pouquinho mais cedo? Eu não posso garantir que ele vai ficar quieto na mesa o tempo todo como o filho da sua prima. Provavelmente eu precise levantar algumas vezes. Mas vamos adorar te encontrar.

Eu sei que você está me achando uma chata, muito exagerada, uma generala do lar, mas é que a rotina é fundamental aqui em casa. Traz segurança para todos nós e a ilusão de que a vida ainda pode ser controlada e menos caótica.

Faz diferença quando a gente troca muito os horários. Ele pode até dormir na sua casa durante uma festa, mas imagina ter que transportá-lo no meio da noite? Ele dormindo tão confortável e eu tendo que acordá-lo? E a preocupação de sair de madrugada pelas ruas do Rio de Janeiro com um bebê? E se ele chegar em casa e resolver ficar acordado?

De vez em quando vale fazer um sacrifício, claro, mas não quero que essa seja a nossa rotina. Tem que ser bom para todo mundo, principalmente para ele.

Muita gente cria o filho de outra maneira, eu sei. Mas esse é o jeito que escolhi criar meu filho por enquanto.

Pode ser que no mês que vem tudo mude. Que eu convença a avó dele a ficar aqui em casa algumas noites e tenha vontade de sair novamente. Por enquanto eu não tenho tanta. Minhas melhores noitadas têm acontecido aqui em casa mesmo. Queria que você tivesse um pouco de paciência e amor.

Muita coisa mudou. It’s the end of the world as we know it, mas é um mundo bem mais bonito esse que estou vivendo agora. Você continua nele. And I feel fine.

Por Mariana,
publicação original de Mundo Ovo