Aprendi que:

1 – Por mais preparado que eu esteja, por mais conhecimento que tenha da psicologia do desenvolvimento, por mais palestras que dê, por mais conferências que frequente, nunca estou preparado para a ver triste. Custa tanto. Peço-lhe para falar, para colocar por palavras os sentimentos. Sugiro um diário para desabafar. Acabo por pedir ajuda à mãe e às avós.

2 – Nem sempre a vou poder proteger. Por mais maturidade que eu tenha, ainda me passou pela cabeça ir à escola dizer ao rapaz que a deixou assim, que é um grande parvo. Não tenho a certeza mas cheguei a dizer algo como “Vê lá se queres que o pai vá lá escola!”. Que vergonha…

3 – Ela vai forçar-me a fazer coisas de que poderei vir a arrepender-me. Como este artigo, por exemplo…tanta confissão…

4 – O tempo passa tão depressa, mas tão depressa. Algumas áreas da vida passam a correr. Nasceu ontem! Hoje já tem onze anos. E ainda por cima, parece que tem mais. Está tão alta! E está mesmo, não são os olhos do pai. Bem, talvez seja um pouco.

5 – Há coisas que ela só fala com a mãe. Mas há sentimentos que só a mim me faz sentir. Como a vergonha de ter os lábios lambuzados com batom, apenas porque lhe fiz a vontade numa brincadeira.

6 – Essas brincadeiras, esses momentos em que a adormeci ao colo com uma música pirosa a tocar, momentos em que a mãe estava tão cansada e com sono e era só no meu colo que ela adormecia, esses momentos passaram a correr. Acho que repeti o ponto quatro…

7- A teoria do psicólogo Satoshi Kanazawa, cujos estudos apontam para o fato de pessoas bonitas terem mais filhas, serve apenas para picarmos os nossos amigos.

8 – Ouvir “Daughters” de John Mayer, tem um significado completamente novo desde que ela nasceu. Como é completamente novo ler “A Fada Oriana”ou contar histórias de princesas quase até fartar. Mas muito antes de nos fartarmos já temos saudades. É o ponto quatro outra vez.

9 – Há outras meninas, cada uma delas com as suas características próprias de meninas. Umas não passam sem o seu boneco, outras fazem filas de bonecos para verem juntos um programa na televisão, outras colocam brincos desde cedo, outras transformam em real o lugar comum que as coloca dentro dos saltos altos da mãe.

10 – Aprendi que as meninas choram. Claro que eu já sabia, mas era um saber com letra minúscula. O mundo está em mudança abruta e constante. Nunca é demais lembrar. A família tem cada vez mais configurações. Havendo amor, entrega, paciência e persistência entre os seus membros, qualquer configuração é legítima. Não há famílias sem problemas, nem perfeitas, nem estáticas. E não há pais que não tenham perguntas sobre o futuro das filhas. Será que o casamento vai fazer parte da sua vida? Terá ela os seus próprios filhos? Irá adotar? E a profissão? Será capaz de descobrir os seus talentos? Esta tristeza de hoje passa amanhã?

Do meu lado tudo farei para estar. Estar. Irei reler este artigo para me ajudar a lembrar do quão é importante estar. Quero ser amigo dela. Não no mau sentido. Não naquele sentido errado. Os pais têm que ser pais. Mas quero que ela saiba que pode contar comigo, que pode desabafar, ir comigo ver o clube do nosso coração e um ou outro concerto. Estarei sempre aqui para receber as colegas dela, para sofrer se ela está triste e para ser lamechas e piroso se tiver de ser.

Tentei escrever para a tristeza desvanecer-se um pouco. Ela já está melhor, desabafou com a mãe. Chorou na escola. E ela é tão linda. Lembrar-me de que o sofrimento faz parte da vida ajuda-me um pouco. Lembrar-me que ela é linda dá-me ainda mais força. Ter confiança no futuro dela rasga-me o sorriso. Escrever ajudou-me.

E agora já posso telefonar a um amigo para brincar com ele sobre aquele estudo. Pais mais bonitos têm filhas. Ao nascer o rapaz perdi um pouco o argumento. Mas vem aí a Maria. Outra menina.

Por Alfredo Leite, Mundo Brilhante
para Up To Lisbon Kids®

imagemdecapa@onekind

A melhor surpresa deste Natal é o sorriso de uma criança.

O Pai Natal Solidário dos CTT é uma ação de solidariedade social que surpreende crianças em situação de risco,realizando os seus desejos de Natal.

O Natal é a altura do ano mais mágica para as crianças. Mas, infelizmente, nem todas têm Natal.
O Pai Natal Solidário vem trazer a magia e a surpresa que as crianças precisam para se sentirem acarinhadas.

Este Natal, faça com que uma criança continue a acreditar no Pai Natal e surpreenda-a com o presente dos seus sonhos.

COMO AJUDAR

  1. Apadrinhar uma carta no site é fácil.

    Basta selecionar a carta de uma criança e indicar o nome e o e-mail, de forma a obter o código único para a carta escolhida.

  2. Depois entregue o presente numa Loja CTT, juntamente com o código recebido, no prazo de 3 dias úteis.

    O presente não deve vir embrulhado, pois os CTT tratam de embalar e enviar o presente.

  3. E já está!

Veja as Cartas Disponíveis para apadrinhar.

Saiba tudo aqui

Será mesmo?!

Se é daqueles que considera que o Património é algo velho, sem graça, cheio de pó ou inacessível, guardado em redomas de vidro e que poucos o conseguirão entender, muito menos os seus filhos, desengane-se!

O Património está cada vez mais vivo, através de um conjunto de acções que reforçam o seu potencial histórico e educativo. Seja para crianças, adultos ou famílias, é possível visitar o melhor do nosso Património de uma forma extremamente lúdica, onde o prazer se alia ao ócio, onde se cumpre a missão de cada entidade que gere esse bem patrimonial, isto é, conhecer para preservar.

Mas será assim tão importante levar os mais novos a conhecer o Património?

Nós acreditamos que sim. Nós sabemos que sim. Criando esta aproximação ao Património, as crianças crescem com valores de protecção e salvaguarda de um bem que é delas. Conhecer é também compreender; é fazer a ponte com tudo o que aprendem na Escola, sustentando o conhecimento que aí adquirem. É também fazer a ponte com o presente e com o futuro, projectando-se na salvaguarda da sua própria história.

O Património é fixe?

Não somos só nós que o dizemos. As nossas crianças, após conhecerem histórias e truques do dia-a-dia da boca de um pastor; de conhecer como é confeccionado o pão, sentido-lhe o sabor após ter sido cozido em forno a lenha; de descobrir a arte da pintura a fresco, escondida em igrejas cuja chave é preciosamente guardada por uma senhora da aldeia; ou a arte dos azulejos nos edifícios, que praticamente nos passa despercebida, tal é a rotina das pessoas que vivem nas grandes cidades; ou o prazer e surpresa que têm ao lançar o pião, outrora jogado pelos pais e avós; são elas que nos dizem: o Património é fixe!

Por Patrícia Azevedo, Programadora Cultural do MAPA,
para Up To Lisbon Kids®

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Quando se pensa em aniversários de criança, nos dias de hoje, é quase inevitável não pensar nos bolos decorados com os heróis infantis do momento e guloseimas de ordem variada. Mas terá de ser mesmo assim? Será esta uma condição essencial para que as crianças se divirtam e, mais tarde, recordem com carinho estas datas?

Esta é a questão que fiz a mim mesma, por ocasião do terceiro aniversário do meu filho.

Comecei por pesquisar tudo o que havia no mercado que fosse isento de proteína do leite de vaca e que eu pudesse usar na confecção de um bolo (coberturas, recheios, decorações, etc). Depois, dediquei-me  a procurar guloseimas, para oferecer aos amiguinhos do colégio, mas sob a condição que ele também pudesse comer. Uma tarefa muito complicada, mas não impossível.

Todavia, foi um comentário do meu marido, com o pragmatismo tão característico do sexo masculino, que me fez “descer à terra”:

– Porque é que vais fazer um bolo e oferecer guloseimas que ele nem gosta sequer?

Ele tinha toda a razão. O nosso filho só gosta de bolos simples e não aprecia, particularmente, guloseimas de espécie alguma. Mas, afinal, a quem é que eu queria agradar? Não me chegava a sensação agridoce de trazer para casa os saquinhos de doces oferecidos pelas outras crianças e ter de escondê-los, sob pena de colocar em risco a vida dele?

Conclusão: seguiu para o colégio um bolo simples, sem cobertura nem recheio, decorado com items não comestíveis, alusivos a um personagem infantil  muito apreciado cá em casa. Os amiguinhos receberam máscaras e desenhos para colorirem.

Consta que correu tudo bem e que o aniversariante estava muito feliz.

O empreendedorismo é uma palavra que nos últimos dois anos tem estado muito em voga. Existem várias formas de ver o empreendedorismo, a mais comum é ver o empreendedorismo como a competência para abrir e criar uma empresa ou negócio. Não há nada de errado com esta visão, mas queremos introduzir uma nova visão sobre o empreendedorismo: sermos felizes através do empreendedorismo!

Mas o que é isto do empreendedorismo?

Uns dizem que o empreendedorismo é fazermos aquilo que gostamos, outros dizem que é ter a capacidade de organizar e gerir um negócio, e há ainda aqueles que dizem que é o desejo de fazer as coisas de forma diferente, entre outras mil definições que podemos encontrar.

Mas o empreendedorismo é isto muito mais.

É muito mais do que criar o seu próprio negócio, ou ter uma ideia brilhante, ou tomar as suas próprias decisões. A nossa definição é bem simples! Para nós o empreendedorismo é uma atitude pró-activa perante tudo o que nos rodeia. É querer e saber mudar o mundo, a começar pelo nosso! Para nós, o empreendedorismo é uma forma de atingir a felicidade!

Segundo um estudo realizado na Wharton School of Business, da Universidade da Pensilvânia, existe uma forte relação entre o empreendedorismo e a felicidade. As pessoas que adoptaram o empreendedorismo como um estilo de vida dizem ser mais felizes desde que o fizeram.

E como é que podemos ser felizes através do empreendedorismo?

Todos sabemos que a felicidade existe pois já a experienciamos: quando recebemos uma boa notícia, quando recebemos um elogio, quando o dia corre bem…de uma forma ou de outra, todos nós já experienciamos a felicidade. Sabemos também que a felicidade é boa e que nos faz sentir bem.

Quando estamos felizes sentimo-nos mais leves, sentimo-nos mais criativos, sentimo-nos mais optimistas, mais confiantes e enérgicos. Sabendo que a felicidade existe e que é boa, acreditamos que podemos ser mais felizes através do empreendedorismo.

Encaramos o empreendedorismo como uma forma de estar na vida, como algo que nos faz aplicar os nossos talentos, como uma forma de realizar os nossos sonhos e como algo que contribui para a nossa felicidade.

Através do empreendedorismo é possível fazermos aquilo que gostamos e vivermos de uma forma a plena, de forma a perseguir os nossos sonhos e paixões. É, também, possível que consiga realizar-se a nível profissional e ser o dono da sua empresa e o seu próprio chefe, mas esse não é o único que podemos retirar do empreendedorismo.

O empreendedorismo é uma competência, que pode levar ao aumento da nossa felicidade e consequentemente leva ao nosso sucesso. Muitas pessoas pensam que o sucesso atrai a felicidade, mas é o contrário: a felicidade atrai o sucesso! Quando estamos felizes, as nossas oportunidades de cumprir os nossos objectivos, de criar e desenvolver ideias novas são amplas. Mas atenção, não seja um empreendedor com o objetivo de buscar a felicidade, seja um empreendedor com o objetivo de viver a felicidade.

Mas o que é ser um empreendedor?

Como já dissemos, ser um empreendedor não significa que temos que abrir o nosso próprio negócio ou empresa, ou que temos que ser os nossos próprios chefes. Muito pelo contrário, ser empreendedor é ter a capacidade de identificar um problema, encontrar soluções criativas e coloca-las em acção. Fazer, fazer, fazer! Assim a fórmula do empreendedor é simples:

PROBLEMA + SOLUÇÃO + AÇÃO = EMPREENDEDOR

Partindo desta ideia, qualquer um de nós pode ser um empreendedor. Todos resolvemos problemas, sejam estes pequenos ou grandes. Este é o princípio básico que nos define como empreendedores. E tudo o que advém daqui é um bónus! E um desse bónus é definitivamente a felicidade! É do senso comum, que ao resolvermos os nossos problemas estamos no caminho certo para a felicidade. É claro que nem sempre vamos encontrar logo a solução.

Por vezes a solução nem sempre é a melhor para resolver o nosso problema, ou surgem questões inesperadas que tornam o problema maior, ou então não conseguimos colocar a solução em prática. Nem tudo corre sempre bem, e é importante ter em mente que não podemos desistir. É fundamental não desistir! Quanto mais tentarmos, quanto mais persistirmos, maiores serão as nossas probabilidades de conseguirmos resolver o problema e de sermos felizes. Não temos dúvidas que são muitas as pessoas que já foram “mordidas pelo bichinho” do empreendedorismo, mas têm medo de tentar e de adoptá-lo como um meio de atingir a felicidade.

Um empreendedor  não espera que a felicidade aconteça. O empreendedor conquista a felicidade!

Embora a felicidade tenha mil faces, seja um estado subjectivo e nem sempre seja fácil de alcançar, existem coisas que podemos fazer de modo a proporcioná-la.

Deixamos aqui 6 dicas de como pode ser feliz através do empreendedorismo:

1. Descubra e desenvolva o seu talento;

2. Procure fazer o que gosta;

3. Sempre que tiver um problema, pense numa solução, e o mais importante, coloque-a em acção: Fazer! Fazer! Fazer!!

4. Estabeleça objectivos e crie estratégias para conseguir realizá-los;

5. Seja persistente! Realizar sonhos, nem sempre é fácil.

6. A felicidade atraí o êxito…por isso seja feliz!

Portanto, seja um empreendedor! Seja feliz!

 

ATIVIDADE | 15min a 1h30 de acordo com a disponibilidade e o gosto por trabalhos manuais

Vamos decorar a Árvore de Natal com Pompons?

Neste dia vamos criar fitas de pompons coloridos para enfeitar a Árvore de Natal ou o presépio. Faça-o com calma e com gosto. Podem ser curtas ou compridas, de uma cor ou coloridas… Sejam criativos e deixem os miúdos criar e brilhar!

MATERIAL
pompons

  1. Fio
  2. Tesoura.

COMO REALIZAR

1. Com a mão aberta, enrola a lã cerca de 30 voltas
pompons

pompons

2. Com um pequeno pedaço de lã ata à volta de todo o novelo

pompons

3. Dá um nó bem firme, deverás ficar com uma bola de lã

pompons

4. Com a tesoura corta as pontas, deixado duas pontas maiores

pompons

5. Apara as pontas para ficar com um ar mais certinho

pompons

6. Para fazeres uma guirlanda, dá um nó no fio. Faz o mesmo com vários pompons.
Podes decorar zonas da tua casa com estas fitas de pompons.

pompons

pomponspompons

7. … ou decorar a arvore de Natal, com vários pompons de várias cores

Galeria imagens Rita Cutxie Cutxie

Eu sou uma mãe bastante descontraída. Não espero muito mais dos meus filhos do que serem cumpridores das regras básicas de educação, e deixo-os fazer quase tudo que não implique jorrar sangue e amputar os membros uns aos outros.

Como qualquer mãe sabe, se o nosso filho está feliz, nós estamos felizes. Mas as crianças não compreendem que a estrada da felicidade tem dois sentidos. Os nossos dias seriam muito melhores se eles fizessem algum esforço nos fazer felizes!

Resolvi enumerar uma lista, e não pensem que estou a pedir demais, de 10 coisas para fazer uma mãe feliz:

  1. Acorda depois das 6h30. Vocês não fazem ideia o quanto feliz eu fico se dormir pelo menos até às 8h30 da manhã. É que tal como o vinho, quanto mais me deixarem descansar, melhor eu fico.
  2. Come tudo à refeição. Tudo bem, não é preciso comer tudo. Uma dentada pelo menos. Não sabes se não gostas se não provares. Tocar com a ponta da língua, cheirar e empurrar com o dedo esticado não é provar. Uma dentada! Aliás, o ideal seria uma garfada, mas isso é pedir demais!
  3. Pára de comer lápis de cera. E stickers, e giz, e plasticina e lixo. Eu sei que não te vai fazer qualquer mal a longo prazo, mas qualquer dia eu tenho um ataque por mudar fraldas coloridas!
  4. Dorme uma sesta sem birra. Nem sequer é preciso dormir. Fazemos assim: vais para o berço e ficas lá duas horas em silêncio. Eu até desligo o monitor para não te ver a tirar a fralda e a pintar o berço com cocó
  5. Não faças birras no supermercado. Já é mau o suficiente ires para lá de pijama independentemente da hora do dia, por isso, por favor, não chames a atenção. Sejamos discretos.
  6. Não ponhas objectos pelo nariz acima. Eu sei que parece divertido espirrar cinco milhões de vezes até que o peão cónico de plástico salte e me bata no meio da testa, mas qualquer dia não conseguimos tirar e temos que ir para as urgências. E depois, não só é embaraçoso para mim, como ainda teremos que ir buscar dinheiro para a despesa às poupanças da tua festa de aniversário. Pensa bem nisso.
  7. Pára de lamber pessoas. É nojento e simplesmente estranho.
  8. Não refiles por causa da cor do copo que te dei. Eu sei que querias o copo azul, mas sempre que te dou o copo azul queres o encarnado que dei à tua irmã e eu estou farta da birra das cores dos copos. É um copo, não um parceiro para a vida, certo?
  9. Deixa-me lavar o ó-ó só mais uma vez. Eu sei que é o teu melhor amigo e que vai contigo para todo o lado, mas não é um todo-o-terreno. Não está destinado a prender várias chuchas, a ser uma capa, umas asas, um chapéu, ou qualquer outra coisa. Está sujo, e vais sobreviver 2h00 sem ele, quer queiras quer não. Esqueço o drama!
  10. Dá-me um abraço sempre que eu pedir. Estás a crescer tão depressa, e eu quero saborear o teu carinho inflexível durante o tempo que me apetecer. Até te dou um gelado de pastilha elástica ao pequenos almoço se me deres mais um beijo!

Publicado in Scarymommy
Traduzido e adaptado por Up To Lisbon Kids®

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Livro | Posso Ajudar? Receitas Para Dias de Festa!  | Máquina de Voar Editora | Compre aqui |

Depois do sucesso do primeiro livro da coleção Posso Ajudar?, chega amanhã às livrarias o Posso Ajudar? Receitas Para Dias de Festa!

Desta vez as sugestões são da Inês Guterres, que escolheu receitas ideais para dias de festa, doces e salgadas, para muitas ou poucas pessoas. Há para todos os gostos, desde panquecas para uma festa de pijama, passando pelos bolos, gomas e folhadinhos até ao peixe surpresa para um jantar especial.
Este livro foi desenvolvido a pensar em todas as crianças que gostam de ajudar na cozinha.
Tem a particularidade de ter muitas ilustrações. Assim, mesmo quem ainda não aprendeu a ler, consegue perceber quais são os ingredientes necessários e todos os passos a dar.
Agora, já podem ajudar. Bom apetite!

FICHA TÉCNICA
Autoria: Inês Guterres
Ilustrações: Margarida Teixeira
Editora: Máquina de Voar
Dimensões: 200 x 236 x 2 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 32 Ano:2014

receita

mudanças1Depende da relativização que fazemos.

Este ano, a minha filha mudou-se para Inglaterra. A adaptação à língua não foi fácil, mais pela frustração que sentia em não conseguir comunicar à mesma velocidade que já fazia na língua materna, do que pelo medo do desconhecido. Sobre esse conversámos e aprendemos a dar-lhe “pontapés no rabo”. Foi um click.

Quase seis meses depois regressámos a Portugal. Chegámos a uma terça-feira e na quinta ela já foi à escola.

O meu coração estava mais do que apertado. É fácil gerir as mudanças na nossa vida, sozinhos. Quando temos um filho, tudo muda. Assaltam-nos os medos, que mesmo pontapeando, tal como lhe ensinei, sucedessem-se.

Quando decidi regressar só fiz um plano: relativizar a mudança, tal como, a vida já nos obrigou a fazer antes.

Na véspera de ir para a escola perguntou-me se podia estar nervosa, embora gostasse de voltar a ser, outra vez, a “menina nova”. Respondi-lhe que podia, que tal como lhe disse, antes, os adultos também ficam nervosos e têm medo.

O segredo está na maneira como resolvemos as coisas.

Se em Inglaterra ela tinha conseguido vencer e aprender uma língua que não era a dela, agora, que entende tudo e se pode explicar, era muito mais fácil. Só tinha de fazer todas as perguntas, que sentisse que tinha de fazer, sem medo e/ou vergonha.

Não podia ter corrido melhor. Parece que está na escola desde sempre.

Depois de, no espaço de pouco mais de um ano, ter-me visto obrigada a explicar-lhe a morte de vários familiares e, acima de tudo, a da irmã bebé, mais a adaptação a Inglaterra, e agora o regresso a Portugal, sinto que apesar do carrossel que tem sido a nossa vida, ela está a aprender a superar obstáculos e a encontrar dentro de si a segurança para tal.

E isto vai ser-lhe tão importante pela vida fora!

Tal como o tempo muda a cada milésimo de segundo, criar e educar um filho também não é constante. As necessidades de ontem não são as de hoje, nem serão as de amanhã.

Vivemos numa era em que se fala e escreve sobre fórmulas para quase tudo. A era das verdades absolutas. Mas a fórmula é apenas uma: ouvir e seguir o nosso coração de mãe.

Por Irina Gomes,
para Up To Lisbon Kids®

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