As vossas notas não são o mais importante para mim

Meus filhos, meus Marias, meus amores maiores, as vossas notas não são o mais importante para mim. Vou repetir. As vossas notas não são o mais importante para mim. E se alguma vez eu disser que são, por favor obriguem-me a ler este texto em voz alta no mínimo 10 vezes. As vossas notas não são o mais importante para mim. No meio de tantas incertezas que envolvem as decisões da maternidade, aqui eu não tenho dúvidas.

Se quero que tenham boas notas? quero muito. Se quero que se esforcem e sejam bons alunos? quero muito.

Mas há 10 coisas (se calhar até mais) que para mim são mais importantes que as vossas notas e não têm necessariamente de ser por esta ordem:

1. Que entendam a ligação entre as palavras esforço e recompensa e que acreditem que essa ligação vai estar sempre presente em tudo na vossa vida, na escola, em casa, na amizade e no amor. Que aceitem que embora não exista recompensa sem esforço, poderá existir esforço sem recompensa.

2. Que saibam que o valor de uma pessoa está sobretudo naquilo que ela dá e recebe e que isso não se expressa em nenhuma escala de avaliação.

3. Que se cuidem e se protejam muito, cada um de vocês e entre vocês. Que sejam os melhores amigos e que confiem uns nos outros como em mais ninguém.

4. Que não me vejam como uma amiga mas como a vossa mãe

E que se apercebam que essa relação vai sempre ser mais forte que qualquer outra de amizade.

5. Que continuem a puxar-me para dançar na cozinha e que eu largue sempre tudo por uma dança a 2 ou a 5 (“a sério que até esta é mais importante que as nossas notas? mãeiiiii tem noção que a partir de agora vai ser ainda mais dançar e ainda menos estudar?”)

6. Que me peçam festinhas nas costas e que me surpreendam com abraços pelas costas.

7. Que continuem a invadir a minha cama pela manhã com beijos lambuzados e abraços prolongados.

8. Que aprendam que em casa todos devem participar nas tarefas e não apenas ajudar.

9. Que sejam honestos convosco e com os outros. Educados com os colegas e com os professores. Educados dentro da sala de aula, na cantina e no café em frente à escola.
Que respeitem outras opiniões ainda que contraditórias à vossa. Que não defendam a vossa opinião só porque sim, aceitem mudar se assim vos fizer mais sentido. Que denunciem o que não acharem correcto e que estejam atentos a quem precisar de ajuda

10. Que se lembrem sempre que EU ESTOU AQUI ♥

 

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16 mitos e perguntas frequentes sobre a dislexia

A dislexia é sinónimo de baixa inteligência? Quando se avalia a dislexia? Devo esperar até ao final do 2º ano? Só os rapazes têm dislexia? A dislexia é um problema visual? Tem cura? Quem faz o diagnóstico da dislexia? Neste artigo clarificamos os mitos e as perguntas mais frequentes sobre a dislexia.

MITO 1

Não existe diferença entre um aluno com Dislexia ou um aluno que tem dificuldades em aprender a ler 

Errado. Atualmente, a Dislexia é considerada uma Dificuldade de Aprendizagem Específica. De acordo com as definições mais recentes de Dificuldades de Aprendizagem Específicas, os alunos que as manifestam têm uma disfunção em um ou mais processos neurológicos básicos envolvidos na compreensão do uso da linguagem falada ou escrita, os quais podem resultar em dificuldades na capacidade de leitura, escrita, caligrafia ou cálculo. Por esse motivo, nem sempre é fácil distinguir um aluno com uma Dislexia de um aluno que aprende a um ritmo mais lento. Um aluno que tenha sido diagnosticado com Dificuldades de Aprendizagem apresenta um défice em uma ou em mais áreas, apresentando, contudo, sucesso em outras áreas. Além disso, as suas capacidades cognitivas estão acima do verificados nos seus desempenhos – discrepância entre a capacidade e o desempenho.

Deste modo, as dificuldades manifestadas por um aluno com Dificuldades de Aprendizagem não podem ser explicadas por fatores cognitivos, por acuidade visual ou auditiva não corrigida, ou por outras perturbações mentais ou neurológicas, ou ainda por uma adversidade psicossocial ou instrução educativa inadequada. A falta de proficiência na língua da instrução académica também não justifica uma Dificuldade de Aprendizagem Específica.

As Dificuldades de Aprendizagem Especificas apresentam um caráter permanente e, apesar dos alunos poderem ser alvo de intervenção psicopedagógica e melhorarem os seus desempenhos, terão sempre essa disfunção. É, contudo, de salientar que qualquer aluno, ao longo da sua vida escolar, pode experienciar algum tipo de dificuldade, não sendo tal facto um sinal evidente e exclusivo da existência de uma Dificuldade de Aprendizagem.

MITO 2

A Dislexia é sinónimo de baixa inteligência

Errado. São vários os estudos que demonstram que pessoas com Dislexia têm uma inteligência dentro da média ou mesmo acima dela. Ao nível dos critérios de diagnóstico, a Dislexia não é melhor explicada por uma incapacidade intelectual. Os alunos com Dislexia tendem a caracterizar-se por desempenhos abaixo do que seria de esperar, tendo em conta o seu perfil cognitivo, em uma ou em mais áreas em específico. No entanto, e apesar disso, crianças com Dislexia têm frequentemente elevado sucesso noutras áreas.

MITO 3

Devo esperar até ao final do 2º ano para o meu filho fazer uma avaliação em Dislexia

Errado. Embora o diagnóstico de Dislexia só deva ser formalmente fechado após dois anos de aprendizagem formal da leitura e escrita, não significa que o seu filho não possa apresentar sinais de alerta característicos da Dislexia. Nesse caso, faz todo o sentido que seja avaliado e, posteriormente, apoiado com intervenção terapêutica. Quanto mais cedo a criança iniciar o processo de intervenção, maior a sua probabilidade de sucesso.

MITO 4

O meu filho escreve a maioria das letras de baixo para cima, logo tem Dislexia

Errado. É comum, no ensino pré-escolar e no início da idade escolarização, as crianças apresentarem alguma dificuldade na escrita de letras e números, podendo escrever em “espelho” (ou seja, da direita para a esquerda ou mesmo de baixo para cima). A maior parte das crianças vai corrigindo estes erros à medida que vai sendo exposta à aprendizagem formal das letras, da leitura e da escrita.

MITO 5

O meu marido tem Dislexia, logo os meus filhos vão ter Dislexia

Não necessariamente. Existem, de facto, diversos estudos que comprovam uma elevada hereditabilidade tanto para a capacidade como para as incapacidades de aprendizagem. No entanto, apesar desta maior predisposição da presença da Dislexia em filhos de pais com a mesma dificuldade, a sua manifestação não terá que ser dada como certa. Caso o seu filho revele alguns sinais de alerta, e exista, de facto, um historial de Dislexia ou outra Dificuldade de Aprendizagem Específica na família (com ou sem um diagnóstico formal) recomenda-se que procure ajuda especializada. Felizmente, com a evolução dos estudos sobre a Dislexia e as Dificuldades de Aprendizagem Específicas no geral, existe hoje em dia um maior conhecimento sobre esta temática e as crianças conseguem obter ajuda mais facilmente do que na época dos seus pais, evitando-se assim o agravamento dos sintomas e as respetivas repercussões, sobretudo ao nível académico.

MITO 6

A Dislexia tem cura

Errado. A dislexia é uma Dificuldade de Aprendizagem Especifica de carácter permanente, logo não tem cura. No entanto, atualmente já existem diversas estratégias e métodos de intervenção psicopedagógicos que podem ser utilizados em crianças com Dislexia no sentido de as ajudar a ultrapassar ou a minorar as suas dificuldades. Quanto mais precocemente forem implementadas estas estratégias, melhores resultados a criança terá ao longo da sua vida e percurso escolar.

MITO 7

A Dislexia é um problema visual

Errado. A Dislexia é uma Dificuldade de Aprendizagem Especifica que tem origem no papel combinado de fatores genéticos e ambientais que resultam em alterações estruturais e funcionais do cérebro. Deste modo, a Dislexia não está associada a um défice visual, mas sim a causas essencialmente genéticas. No entanto, uma criança pode apresentar dificuldades de aprendizagem na leitura e na escrita em virtude exclusiva de um problema visual, não preenchendo, para o efeito, os critérios de um diagnóstico de Dislexia. Neste sentido, e com vista a um diagnóstico o mais rigoroso possível, antes de se iniciar uma avaliação psicopedagógica para despiste de Dislexia, dever-se-á efetuar previamente uma avaliação auditiva e visual, de modo a excluir as referidas hipóteses como causa das dificuldades manifestadas pela criança.

MITO 8

Não é possível ter sucesso escolar quando se tem uma Dislexia

Errado. Tem vindo a ser cada vez mais demonstrado que a implementação e desenvolvimento de estratégias psicopedagógicas na sequência de um diagnóstico, tem enormes probabilidades de permitir à criança corresponder às exigências das aprendizagens escolares e desse modo, obter sucesso, quer a nível académico, quer a nível profissional.

MITO 9

Só os rapazes é que têm Dislexia

Errado. Na realidade, não existem diferenças significativas entre rapazes e raparigas. A razão pela qual os rapazes são mais vezes referenciados pelos professores, parecem residir no facto de os rapazes terem, de um modo geral, um diagnóstico mais precoce, em parte devido a causas comportamentais, uma vez que parecem ter maior dificuldade em gerir a frustração nas situações em que as suas dificuldades específicas se tornam mais evidentes.

MITO 10

O meu filho é tem dislexia, logo não pode ter boas notas

Errado. Se o seu filho for ajudado com uma intervenção intensiva e adequada às suas necessidades, de forma a colmatar as dificuldades causadas pela Dislexia, se existir suporte por parte dos agentes educativos (pais, professores, entre outros), e se a isso se associar motivação e esforço, então estarão reunidas as condições para que seja bem-sucedido, quer académica, quer profissionalmente.

MITO 11

A Dislexia está relacionada com dificuldades de orientação-espacial e/ou com o “ser canhoto”

Errado. Não existe qualquer tipo de investigação que demonstre uma ligação entre orientação-espacial e Dislexia, nem entre ser esquerdino ou destro e a Dislexia. Existem disléxicos esquerdinos e existem disléxicos destros, tal como existem disléxicos que têm dificuldades ao nível da orientação espacial e disléxicos que não têm esse tipo de dificuldade. O único fator comum comprovado cientificamente entre as várias pessoas com Dislexia é um défice ao nível da consciência fonológica.

MITO 12

A Dislexia é um défice apenas da infância

A maior parte dos diagnósticos de Dislexia são realizados durante a idade escolar, pois é nessa fase que os sinais tendem a apresentar uma maior evidência. No entanto, há crianças que, utilizando estratégias compensatórias e um esforço extraordinariamente elevado, com o devido suporte social, conseguem manter um funcionamento académico aparentemente adequado ao longo de vários anos, até que os procedimentos de avaliação ou as exigências do sistema educativo/meio imponham barreiras à demonstração da sua aprendizagem.

Em termos globais, e no que respeita aos vários domínios académicos de leitura, escrita e de cálculo, as Dificuldades de Aprendizagem Específicas apresentam uma prevalência de 5%-15% entre crianças em idade escolar em diferentes culturas e línguas.

MITO 13

A Dislexia é um diagnóstico médico 

Errado. A Dislexia não deve ser considerada um problema médico, nem pode ser diagnosticada exclusivamente por um médico, uma vez que este não possui conhecimentos suficientes de avaliação da leitura e da escrita. Enquanto Dificuldade de Aprendizagem Específica, o diagnóstico da dislexia deverá ter por base a síntese do historial do desenvolvimento do individuo, contemplando a área médica, familiar e educacional, incluindo a análise detalhada de relatórios e avaliações escolares, e a realização de uma avaliação psicoeducacional.

MITO 14

Todas as crianças que têm dificuldades em aprender a ler são disléxicas

Não. A Dislexia é uma causa comum de dificuldades na leitura, no entanto, não é a única causa. As dificuldades gerais de leitura podem também estar associadas a outras causas intrínsecas como extrínsecas ao individuo. Nas causas intrínsecas podemos encontrar outras perturbações do desenvolvimento que comprometem igualmente a aquisição do processo de leitura. Nas causas extrínsecas poderemos encontrar fatores ambientais e educacionais que quando negligenciados poderão igualmente provocar dificuldades de leitura.

MITO 15

Se não ensinarmos uma criança com Dislexia a ler até aos 9 anos, será tarde demais para aprender a ler

Errado. Nunca é tarde para melhorar as capacidades de leitura, escrita e ortografia de uma criança com Dislexia. Claro que, quanto mais precoce for a intervenção, mais probabilidade de sucesso a criança terá.

MITO 16

As adequações curriculares para as crianças com Dislexia são uma injustiça para as outras crianças que não têm Dislexia

Errado. A abordagem de ensino mais justa é quando o professor consegue providenciar a cada aluno aquilo que é necessário para que este seja bem-sucedido em contexto escolar. Assim sendo, as adaptações que os professores fazem são uma tentativa de criar condições equitativas, quer em situação de teste ou num trabalho de casa, e não uma forma de atribuir vantagens aos alunos com Dislexia. Na verdade, um aluno com Dislexia terá que se esforçar tanto ou mais que outro aluno, mesmo com as adaptações individuais.

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Aprendemos a falar com meses de idade e a ouvir quando estamos ainda na barriga da mãe. O nosso olfacto desenvolve-se também na mesma altura. No entanto, um dos nossos sentidos mais importantes só se desenvolve na sala de aula.
São os professores que nos ensinam a olhar. A observar o mundo que nos rodeia, a perceber a vida, as oportunidades. A entender como as coisas funcionam (ou deveriam funcionar).

É na sala de aula que as crianças aprendem a ler – talvez um dos maiores poderes já dados ao ser humano. E quando uma criança aprende a ler, cria asas.

É na sala de aula que as crianças aprendem a primeira letra do alfabeto e aprendem a junta-la a todas as outras. São os professores que ensinam às crianças a importância da comunicação e como as palavras têm vida.

É na sala de aula que os miúdos sonham em seguir os exemplos dos seus professores, talvez já sabendo que a educação pode mudar o mundo. O meu, o teu, o de todos os que nos rodeiam.

Vivemos numa sociedade de classes – o que torna tudo mais desequilibrado. Para piorar o quadro negro da educação as escolas públicas sofrem o peso da incapacidade dos políticos, bem como das suas genialidades para nos tirar o dinheiro dos quadros, dos giz, dos lanches, do inglês e do salário de quem possibilita que tudo isto aconteça.

As crianças que sonham um dia partilhar o que aprenderam ainda não sabem o que há por trás do sorriso de quem as olha com afecto desde o primeiro dia de aulas. Atrás do amor que sustenta a missão do professor – e que é certamente o que o faz continuar, há uma vida dura e cheia de recomeços.

Os salários que não chegam para as contas, a falta de estrutura para trabalhar, o peso de levar às costas a responsabilidade de educar crianças que já nascem destinadas ao fracasso e a dificuldade de convencê-las de que isso não tem de ser verdade. Será simples a missão de quem educa?

Precisamos de assumir esta luta em conjunto com os professores e educadores, com os directores das escolas e os orientadores e procurar uma solução como quem procura a cura de uma doença. O défice na educação é a doença da sociedade e quem morre não somos nós, mas os sonhos daqueles que ocuparão as Câmaras e todos os outros cargos por aí.

Se a educação não pode salvar o mundo, quem mais o fará?

Imagem@click3

Por Ju Farias, em A soma de Todos os afetos

O ano lectivo 2017/2018 começou oficialmente dia 12 de Setembro.

Passou mais de um mês e há ainda crianças sem professores a várias disciplinas, há crianças sem educadores nas salas, há crianças que ainda não podem ir à escola. São crianças sem escola.

Falo de um caso que me é próximo, no pré-escolar, crianças de cinco anos que não podem ser recebidas na escola porque a educadora tem vindo a apresentar baixas quinzenais que são actualizadas umas a seguir às outras. E a escola não tem capacidade para criar uma alternativa, uma forma de as crianças serem recebidas e acolhidas numa outra sala, sob pena de sobrecarregar os restantes alunos, cujas salas tudo funciona como deveria.

A minha sobrinha, que é de quem falo, tem a possibilidade de ser recebida no espaço onde faz o ATL e é aí que tem passado os seus dias: com educadoras, a fazer as actividades que faria na escola (pública, mas cujo serviço público deixa a desejar), com amigos do ano passado, num espaço a que chama casa. O preço? É pago pelos pais, no caso monetariamente.

Mas e quem não tem esta alternativa? Quem, em seu devido direito, tem como ATL o “oferecido” (paga-se por ele…) pela escola? Onde estão estas crianças? Com quem são deixadas? Por que motivo ninguém faz nada que mude esta situação?

Numa época em que os horários de trabalho são muito pouco “family oriented”, em que os avós trabalham até cada vez mais tarde, as crianças têm na escola a sua segunda casa. E esta segunda casa deveria ser tão capaz de as receber como a primeira.

Este caso acontece na escola pública, em que a burocracia impede que haja substituições imediata de educadores e auxiliares, em que quem fica penalizado é indubitavelmente a criança. E entristece-me pensar no stress que estas têm de ultrapassar quando tudo deveria estar nos conformes. Porque os pais têm de cumprir prazos, regras, entregar mil e setecentos documentos para os seus filhos poderem frequentar a escola pública, para terem uma vaga/colocação. O mínimo que se exige é que em troca as crianças possam frequentar a escola. Os impostos que pagamos deveriam garantir isso (e a escola pública deveria ser gratuita desde a creche – eu disse creche, essa figura que não existe na rede pública…), os milhares de professores sem colocação, os educadores de infância que não têm vagas (não que não existam, mas que a burocracia impede que sejam por eles preenchidos) deveriam ter oportunidade de trabalhar e as crianças têm o direito à educação.

Este direito é básico e em Portugal, em pleno 2017, ainda não é cumprido completamente.

Tenho uma grande admiração pelo trabalho desenvolvido na escola pública, sei das dificuldades, sei das condições. Sei dos profissionais competentes que existem, dos alunos bem formados, da importância da formação. Sei também que o caso da minha sobrinha, felizmente, não é regra. Que há escolas em que isto não acontece nem nunca aconteceu, em que tudo corre como é suposto desde sempre. É como em tudo, há casos e casos, mas acho importante falar-se das excepções.

Porque nas excepções estão também as crianças que serão o nosso futuro. E todas deveriam ter as mesmas oportunidades.

Lutemos por isso.

É do futuro das nossas crianças que falamos.

Do nosso país.

Da nossa herança.

imagem@weheartit

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Depois das aulas de Aikido, em conversa com uma aluna estudante finalista do secundário, fiquei a saber que o Director da escola onde anda cumpria todos os anos, no início do ano lectivo, um ritual de entrega de diplomas aos melhores alunos do ano anterior. Ao que parece, faz um périplo pelas várias salas, entrega um diploma a cada um dos distinguidos e chama-os para a frente da turma para uma pequena conversa. Calculo que lhes comunique o orgulho que a escola tem em ter alunos assim e faz-lhes algumas perguntas. À minha aluna, que colecciona este género de diplomas, calhou recentemente esta pérola:
— Então, diz-nos lá: qual é a tua receita para o sucesso?
Conhecendo-a muito bem, só posso imaginar a vontade que teve de rapidamente desaparecer dali. Também eu teria, embora não tivesse nunca corrido o risco de receber um diploma.
Para aquele director, e suponho que para muitíssimos mais, as crianças e jovens que ganham este tipo de distinção são um exemplo para as outras. Só assim faz sentido que as distingam, em primeiro lugar, e que essa distinção seja consumada diante de todos os colegas. Se a minha aluna tivesse feito ali uma pequena palestra acerca da “receita para o sucesso”, teria seguramente sido uma inspiração para turma. A pergunta que o Director lhe fez é a expressão perfeita de uma certa concepção contemporânea de escola e de sociedade.
Para um sistema de ensino que aceita e encoraja este tipo de prática, o acontecimento atrás descrito é um incentivo para todos trabalharem afincadamente e, se possível, um dia serem “os melhores” e receberem também um diploma. A sociedade precisa de gente preparada para competir e gente bem preparada para a competição será obviamente o campo onde se colherão os empreendedores do futuro. O factor que permitirá distinguir os melhores? O mérito de cada um.

E o que será então o mérito? (Neste caso nas escolas que é o que me interessa por agora.)

Pelo que consigo perceber, as distinções por diplomas, por quadros de honra ou pelas duas, são maioritariamente baseadas nas notas. Nunca ouvi falar do quadro para os alunos que mais ajudaram os colegas ou de diplomas para os alunos mais contribuíram para o bom ambiente nas instalações da escola. Não quer dizer que não haja, mas são certamente raridades. Para o nosso sistema de ensino, portanto, o que a escola deve geralmente distinguir é a capacidade dos alunos de obter boas notas. O seu objectivo será, mais do que formar cidadãos válidos e dotados de ferramentas para enfrentar o futuro, promover e desenvolver o raciocínio lógico, a capacidade de concentração ou a memorização. Os alunos assim formados, proverão a sociedade daquilo que ela mais precisa: gente preparada para integrar o mercado de trabalho e contribuir para o bom funcionamento da economia.
Ora, nem a sociedade precisa apenas de cidadãos preparados para os desafios do empreendedorismo, embora precise de alguns, nem o dito mérito me parece ser critério que se use para o que quer que seja. Porquê? Porque não é possível definir uma escala de mérito igual para todos, nem nos critérios de medida nem nos de qualidade.
Logo à partida, parece-me impossível dizer que um aluno que tem uma média de 18 mas não mostra grandes capacidade de sociabilização tem mais mérito que um aluno que, por exemplo, mostra sistematicamente uma preocupação com o bem estar do grupo mas tem média de 13. A sociedade precisará mais de alguém com características individualistas mas muito trabalhador do que de alguém com menos capacidade de trabalho mas com preocupações dirigidas para o grupo? Precisa, evidentemente, de todos os cidadãos que de uma ou outra forma contribuam para o bem-estar geral, seja essa contribuição através de uma empresa bem gerida, de trabalho comunitário ou da expressão cultural.
E depois, como será possível distinguir entre o mérito de dois jovens nascidos em ambientes sociais muito distintos? Como comprar o mérito de uma excelente nota de um aluno nascido numa família da classe média, com uma vida confortável, com a nota média de uma criança de um meio pobre? Tudo isto são quase lugares comuns e no entanto, persiste-se no erro.
O mérito é um critério desajustado e, mesmo, pernicioso. Não só não é possível de definir e, logo, com ele operar objectivamente, como se propõe medir da mesma forma aquilo que é diferente. As conclusões baseadas no suposto bom uso deste critério arriscam-se pois a serem erradas, ou discriminatórias, ou ambas.
O mérito assenta num pressuposto falso: o de que se tivermos objectivos definidos, vontade e método de trabalho, conseguiremos ter sucesso. É um mito contemporâneo que tem tanto de falso como de genericamente aceite. Seja no comentário político, na opinião económica ou em certas formas de espiritualidade barata muito difundidas, é geralmente ponto assente que se quisermos mesmo havemos de conseguir. O mérito é por isso eticamente perigoso. Se aceitamos que quem quer consegue, teremos que aceitar que quem não conseguiu foi porque não quis. O eventual fracasso será pois responsabilidade de quem fracassou o que não deixará lugar para a má consciência ou para o benefício da compreensão de quem o rodeia.
A escola tem que ser cada vez mais orientada para a formação de indivíduos com capacidade para enfrentar os desafios que a vida trará e esses desafios não são só os da economia ou os do “mundo do trabalho” o que quer que isso seja. O ser-humano não se define pela capacidade de produzir, como não se define pela capacidade de consumir. Tem muitas outras dimensões e não deve ser a escola (veiculando a mentalidade vigente) a decidir que há uma só forma de preparar cidadãos válidos. Há muitas e cada vez há mais gente a pensar em novas formas de ensinar e, logo, de avaliar. Quando um dia tivermos uma escola dedicada a descobrir o que cada um faz melhor e com mais vontade, sem promover falsas hierarquias em relação ao que se estuda e como se estuda, estou certo que os quadros de honra e os diplomas de mérito deixarão de existir.
Ainda bem.
imagem@paranaemfotos

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Bullying na escola, o que fazer?

Se o seu filho é repetidamente alvo de gozo, insultos ou comportamentos agressivos por outras crianças, então é provável que esteja a sofrer de bullying na escola.

Se isto se confirmar, é fundamental conhecer as medidas a tomar em caso de bullying:

  1. Em primeiro lugar, reúna os factos: fale com o seu filho acerca do que se está a passar, quem está envolvido, onde e quando ocorreu. Quanto mais perguntas fizer, mais informação conseguirá obter;
  2. Anote os dados: tente recriar uma linha do tempo com todos os acontecimentos;
  3. Antes de ir à escola, conte a história a alguém próximo de si ou da sua família, assegurando-se de que está a restringir-se aos factos e o mais objectivamente possível;
  4. Informe-se se a escola contempla alguma tipo de regra ou medidas específicas para denunciar uma situação de bullying;
  5. Fale primeiro com o professor titular, não vá logo para a direção. O professor é o seu maior aliado. Pergunte-lhe se ele tem algum conhecimento desta situação, conte-lhe a história de bullying do seu filho e reúna-se com ele novamente no espaço de uma semana, para tentar avaliar se a situação persiste ou se, pelo contrário, já se encontra resolvida;
  6. Se o bullying continuar, então sim deverá, juntamente com o professor, falar com a direção da escola. Tente averiguar de que forma a direção vai lidar com o assunto.

Mais importante ainda do que conhecer os passos a tomar perante uma situação de bullying, é fundamental capacitar o seu filho a defender-se e saber como reagir quando confrontado com uma eventual situação de bullying.

Os pais são, muitas vezes, os últimos a saber destas ocorrências, e a verdade é que não pode estar sempre presente quando o seu filho precisa de proteção, sobretudo em situações que ocorram maioritariamente dentro do recinto escolar.

Abaixo damos-lhe uma série de estratégias que poderão ajudar o seu filho a responder de forma eficaz sempre que os colegas ajam agressivamente contra ele ou contra outros:

1.Definir bullying

Use a palavra bullying em casa, encoraje o seu filho a usá-la para descrever o que o bullying verdadeiramente é. O bullying é uma coisa muito séria, um comportamento intencional que faz sofrer e que acontece repetidamente. E acima de tudo, esclareça-o de que o bullying é algo que não é aceitável.

2. Ensinar a respeitar e a ser respeitado

Relembre o seu filho de que, tal como não é aceitável que os outros gozem com ele, também não é aceitável que o seu filho goze com os outros, mesmo sob o argumento de que “toda a gente o faz” ou de que isso o faça parecer “fixe” aos olhos dos amigos.

3. Denunciar

Relembre o seu filho de que, perante uma situação de bullying, seja presencial ou on-line, ele tem sempre a possibilidade de escolher entre ser um observador passivo ou alguém que toma uma atitude. O seu filho tem a responsabilidade de denunciar os “bullies” aos adultos que podem ajudar. Diga-lhe que isto não significa ser “queixinhas”, mas sim uma atitude de compaixão e preocupação por outra criança. Isto gerará uma onda de solidariedade: quanto mais ele cuidar de outros alunos, maior a probabilidade de eles o ajudarem a defender-se contra “bullys” também.

4. Proteger e orientar

Garanta ao seu filho que ele não vai arranjar problemas ao contar a sua experiência de bullying a um adulto de confiança. Isto é válido tanto para incidentes que ocorram com ele, como para outra criança. Ajude o seu filho a perceber com quem deve falar nas diferentes circunstâncias.

5. Prevenir

Faça role-play de formas a responder ao bullying: ajude o seu filho a pensar em formas de reagir quando é gozado em diferentes circunstâncias. A quem contaria se alguém o andasse a empurrar no autocarro? O que é que ele diria a alguém que o insultou? Como é que deveria reagir se outros a alunos o excluíssem de um jogo?

Diga-lhe como agir:

  1. Ignorar o “bully”, sempre que possível;
  2. Afastar-se ou ir-se embora, se conseguir;
  3. Dizer ao “bully” para parar, em voz alta. Mesmo que se sinta nervoso, deve tentar falar e agir com confiança.
  4. Pedir ajuda a amigos e colegas;
  5. Tentar não se emocionar;
  6. Evitar responder também com bullying. Retaliação pode ser perigosa;
  7. Contar sempre a um adulto (professor, pais, auxiliar, etc) depois do sucedido.

Nem sempre o nosso filho é vitima de bullying. E se for o agressor, o que fazer neste caso?

O seu filho goza com outras crianças?

Tem tendência para ficar de castigo e ser advertido por problemas no recreio?

Talvez esteja a “cometer” bullying.

Estas crianças normalmente precisam de se sentir em controlo, têm dificuldade em gerir as suas emoções e em fazer amigos, por vezes podem mesmo sentir-se frustrados devido a dificuldades de aprendizagem ou atencionais. Mesmo que este tipo de comportamento possa ser explicado, é importante que o seu filho saiba que, quando goza com outras crianças, está a ser “bully”. Ensiná-lo a gerir as suas emoções e ações é a melhor forma de acabar com este tipo de comportamento:

1. Deixe claro que não aceita este tipo de comportamento

Explique ao seu filho que não acha piada, engraçado ou aceitável magoar e gozar com os outros. Isto é válido tanto para os colegas como para os irmãos;

2. Reveja os incidentes calmamente

O que fizeste? Porque é que foi uma má escolha? A quem é que as tuas ações magoaram? O que é que estavas a tentar conseguir? Da próxima vez, como podes atingir esse objetivo sem magoar outras pessoas?

3. Arranje consequências consistentes para este tipo de comportamento

Ex: O seu filho terá que pedir desculpa a quem magoou ou gozou e emendar o mal que fez. Seguidamente, terá que haver uma consequência negativa do seu comportamento: ficar sem acesso ao computador, televisão ou telemóvel, ou então não fazer as atividades que tinha planeadas durante um período de tempo. Estas consequências podem ser mudadas/ajustadas, mas certifique-se de que o seu filho toma conhecimento dessa mudança;

4. Esteja SEMPRE informado acerca do comportamento do seu filho

Com quem é que o seu filho se dá? Tente perceber o comportamento do seu filho em diferentes áreas da sua vida. Mal assista a um comportamento menos apropriado, seja assertivo e aja imediatamente Isto ajuda a criança a compreender que esse comportamento é inaceitável.

5. Transmita aos seu filho a “normalidade” de ser-se bom para os outros

Faça com que o seu filho repare no universo em seu redor, em que o “normal” é as pessoas serem simpáticas, atenciosas e generosas umas com as outras. Quando passam tempo juntos, chame a atenção quando vir alguém a agir de forma atenciosa e correta. Participem juntos em ações de voluntariado, de modo a estimular o seu filho a ajudar os outros. Valorize o seu filho, sempre que ele for atencioso ou sempre que ele consiga gerir as suas emoções de forma adequada.

Quer o seu filho esteja a ser vítima de bullying, que seja o próprio agressor ou um mero espectador, ensine-o a agir da maneira mais adequada em qualquer uma destas situações

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O silêncio de uma casa sem filhos

Mariana,

Foste hoje para a escola depois de um mês em que estivemos juntas praticamente vinte e quatro sobre vinte e quatro horas por dia.

Primeiro as férias no Algarve, depois o regresso a casa e a procura de uma escola substituta para aquela com a qual não nos identificámos e que não queríamos que frequentasses.

Hoje, depois de te deixar na escola, regressei a casa e encontrei silêncio. Não sabia que me ia aperceber dele, mas habituei-me aos nossos barulhos.

À televisão sintonizada nos desenhos animados (só ao pequeno-almoço, depois disso só está ligada para ouvirmos música), às tuas conversas com os bonecos, aos ruídos que fazias quando deixavas cair uma caixa, quando pousavas mal a bicicleta, quando rias a ouvir uma história, a tua atenção e perguntas pertinentes quando fazíamos actvidades-a-fingir-que-estamos-na-escola, ou simplesmente quando subias para a cadeira para me ajudar a cortar os legumes para a sopa.

Não estou habituada a este silêncio e fez-me confusão.

Sem ti há pouca vida cá em casa, é como se a música estivesse no pause à espera que regressasses para podermos saltar para o sofá e dançar.

Foram dias cansativos, para as duas. Foram dias atípicos, mas uma mãe habitua-se a ter os filhos debaixo da asa.

Hoje está a sobrar-me tempo para o trabalho e estou a demorar três vezes mais a fazê-lo.

E depois, é este silêncio.

Já liguei a música, abri a janela para deixar os barulhos da rua entrarem, para me esquecer que posso estar aqui sem me preocupar com a hora da sesta ou com um almoço que complemente o jantar.

É bom estarmos de volta aos nossos devidos lugares e sei que vamos entrar nessa rotina bem depressa (já entrámos, de manhã estava já tudo oleado para tomarmos o nosso pequeno-almoço sentadas, com calma para depois sairmos sem pressas), mas sinto falta do movimento, da correria, de estares a perguntar “e depois, o que vamos fazer?”, que é agora a pergunta de eleição.

Sei que vou almoçar. E depois? Vou continuar a trabalhar. E depois? Paro para comer mais qualquer coisa. E depois? Depois trabalho mais um pouco até serem horas de te ir abraçar.

E aí a música, mesmo que em forma de barulhos que não se complementam harmoniosamente, vai voltar.

E dançarei contigo.

Em cima do sofá, no chão, no jardim, no elevador.

Até que a música seja silêncio outra vez e eu anseie por ela.

Seremos parceiras de dança, mesmo que a música passe a ser apenas um murmúrio: nunca te deixarei esquecer que até sem música somos capazes de dançar.

Para sempre, meu amor.

imagem@weheartit

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Chega Setembro, chega a escola, chega o início das aulas, chega o material escolar. As superfícies comerciais, são invadidas com o mais variado material escolar: cadernos, dossieres, canetas, borrachas, agendas, lápis de cor, marcadores, todos eles de todas as marcas, como todos os bonecos, com tudo o que está na moda. Os adultos ficam atónitos e as crianças ficam doidas para comprar tudo aquilo que vêem. 

Querem as novidades todas, o que está na moda, o estímulo é gigante, e é normal ver as crianças a bater o pé com o “mas eu quero”, ao pé das mochilas super-coloridas, quando na verdade a do ano passado Ainda está num bom estado para usar.

Para saber o que é realmente necessário comprar, os pais devem fazer um levantamento do material que sobrou do ano passado: o que Ainda pode ser aproveitado, economizando assim tempo e dinheiro.

Para evitar ceder aos impulsos e desejos da criança é útil fazer uma lista com o material que é necessário ser comprado. Façam a lista em conjunto. É uma forma de responsabilizar a criança, e a consciencializar para o que realmente é importante comprar. 

Hoje em dia na internet, os websites já tem um precário do material, podendo assim pesquisar os preços, comparando-os e perceber qual o sítio onde poderá economizar mais.

Antes de tudo, espere sempre pela lista de material que a professor/a pedir. Assim já terá uma ideia do material que é necessário para o primeiro período. 

Reinvente e recicle a decoração do material escolar dos seus filhos. Ele gosta do MineCraft, pesquise imagens no Google, imprima e decore os cadernos com ele. É uma maneira de economizar dinheiro e fazer uma actividade de expressão plástica com o seu filho. 

Mais importante do que o material escolar, é entender o que é realmente necessário, e também, consciencializar desde cedo a economizar.

imagem@fotolia

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Senhor/a Diretor/a,

A culpa é sua!

A culpa é sua e não há volta a dar.

Quando os estudantes estão felizes na Escola, quando, na sua maioria, sorriem, quando o ambiente no recreio é leve e solto, a culpa é sua!

É sua porque soube regar a auto-estima dos seus professores. Soube dar atenção aos mais motivados. Soube integrar o professor que fez 90 longos quilómetros para chegar à Escola. Soube dizer as palavras certas ao professor que ficou triste com o horário.

Há estudantes que sofrem em silêncio. Há um manto negro de tecnologia em excesso, jogado num colchão de pais atarefados. Pais que lutam em dois empregos. Pais desempregados. Pais exaustos. Pais que precisam de uma Escola cada vez mais como a sua Escola, caro/a Diretor/a.

É a Escola do século XXI. Dinâmica, aberta a iniciativas de fora. Aberta à inovação. Aberta e com capacidade para se sentir provocada.

Sabemos do que estamos a falar. Andamos a receber elogios pelas nossas provocações, em Escolas de todo o país, quando levamos as nossas (trans) Formações.

Há estudantes em perigo. Perigo real de depressão, suicídio, e outras temáticas tão difíceis até de verbalizar. Temas preocupantes para todos os Pais. E para os Professores.

A culpa é sua quando estes estudantes se sentem apoiados. A culpa é sua porque exigiu a presença de um Psicólogo, porque exige desse Psicólogo o melhor. A culpa é sua porque, ás vezes, também é Psicólogo do Psicólogo.

A culpa é sua quando escuta. E os professores têm tanto para dizer…

Com o Mundo Brilhante viajo pelo país a dinamizar (trans) Formações para Professores. E, imagine, de quem é a culpa?

A culpa é sua quando não confunde Formação Acreditada com (trans) Formação útil.

A culpa é sua quando procura dar as ferramentas de controlo do stress ao seu exército de professores. Quando os capacita com técnicas poderosas para educarem de acordo com a Psicologia Positiva.

E como os professores precisam! É lindo ver o mais cético, sair das sessões com mais capacidade para realizar uma aula poderosa.

A culpa é sua quando vai à sala dos professores só para ver o ambiente. Quando abre a porta do gabinete. A culpa do espírito de equipa, é sua, quando está próximo.

A culpa é sua quando os nossos filhos chegam a casa e nos falam do seu discurso. Motivar os alunos, também é isto.

A culpa é sua quando o país avança. O brilho nos seus olhos, ao falar da sua Escola…

A luz que sai de si, ao falar dos seus professores…

Ainda hoje recebemos mais um pedido para irmos a uma Escola, dinamizar uma (trans) Formação para professores. Ficámos emocionados. E foi aí que decidimos escrever esta carta.

De quem foi a culpa do nosso entusiasmo? Da Diretora que nos convidou.

A forma como nos falou dos “seus professores”, a subtileza com que abordou os problemas. A forma positiva (e inteligente!) como falou das dificuldades em lidar “com os alunos de hoje”.

A forma tão linda de pedir ajuda. A forma linda de pedir o melhor para os seus professores.

“Se os professores tiverem o melhor, os alunos só têm a ganhar!”.

Ensinar pode ser uma maratona. Mais do que “banha da cobra”, precisamos de uma Direção atenta a soluções com base científica.

Portanto, a culpa também é sua quando pondera (trans) Formações para professores que abordem técnicas capazes de estimular o córtex prefrontal esquerdo, a área associada às sensações de bem-estar.

Portanto, a culpa também é sua quando pondera (trans) Formações para professores que abordem técnicas capazes de inibir a amígdala cerebral. Ai a marota da amígdala, tão útil e tão prejudicial quando descontrolada…

No Mundo Brilhante sabemos que a culpa é sua, quando tem atenção à tríade:

  • Pedagogia
  • Conteúdos
  • Estado Emocional

Quando tem atenção, tem professores ainda mais espetaculares! Um professor só deixa marca na vida do aluno, quando articula com sucesso os três elementos desta tríade.

O futuro chegou. A Direção da Escola é culpada de um mundo melhor, quando ajuda o professor a dar pistas aos alunos para melhor entenderem as suas emoções. E as pistas vêm, também, do exemplo dos melhores professores.

A culpa é sua quando inova.

Rasgue um papel.

Rasgue outro.

Suba na mesa.

Marque uma reunião num local diferente.

Escute os professores também com o seu corpo.

Escute também com o seu coração.

Passe no recreio para os alunos o verem. Almoce no refeitório algumas vezes.

Os professores são altruístas. Generosos. Mas as águas estão revoltas. Muito revoltas.

Há colocações, quadros de zona, abraços, conversa, deslocações, carreiras, indisciplinas,…

Precisamos de uma Direção de Escola que assuma a culpa!

Com calma. Com inteligência emocional. Que assuma a culpa.

E, felizmente, são cada vez mais as Direções que o fazem!

Estou a imaginar o/a Diretor/a em cima da mesa a ter uma visão de futuro! Uma visão capaz de ajudar os professores a melhorar o seu Estado Emocional!

Uma visão de uma Escola melhor para os professores.

Uma visão brilhante. Perante, um conflito, uma negociação assertiva. Perante um desmotivado, uma palavra. Perante um estagnado, um contagiar com o vírus da mudança.

Não aprendo com as conferências TED. Ou aprendo pouco. Aprendo muito com as Direções que nos convidam e nos apresentam aos professores.

Conte com a nossa ajuda para espalharmos o vírus da mudança.

A culpa é sua, também, por crescermos como Projeto. Não poderíamos estar mais gratos. Obrigado.

imagem@nazaccent

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Com o ano letivo a começar, não queríamos deixar de partilhar convosco cartões para fazerem o download e tirarem a fotos mais giras do primeiro dia de escola!

Instruções para tirar as fotografias mais giras deste dia:

  1. Clica na Imagem para aumentar;
  2. Clica no botão direito do rato e guarda a imagem;
  3. Imprime e cola num cartão!Agora é só tirar as fotos em casa, antes de ir para o colégio, ou à porta da escola e postar no Fb e Insta com #uptokids ou @uptokids para vermos também! Divirtam-se!

 

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Se precisares das imagens com mais definição, vai diretamente ao site da nossa parceira Rita Cutxie Cutxie aqui!