O mundo assiste perplexo aos atentados ocorridos em Paris no último dia 13. Muitos adultos não entendem o que se passou e temem que a ameaça se aproxime de si e dos seus. Entretanto, a televisão mostra imagens do terror de forma repetida, as pessoas falam sobre isso nas ruas e as crianças começam a fazer-nos perguntas.  Como respondê-las é a grande questão. Veja algumas dicas a seguir.

1- Não demonstre medo.

As crianças aprendem respostas de comportamento com os adultos e são altamente influenciáveis. Assim, antes de falar sobre qualquer assunto importante, os adultos devem aprender a controlar suas próprias respostas emocionais e falar de uma forma neutra sobre o tema.

2- Responda as perguntas dos miúdos.

As crianças vão perguntar sobre o que mais lhes preocupa em relação ao que aconteceu. Responda da forma mais simples que conseguir, sem dramatizar os factos e sem fugir às respostas. A não-resposta gera ainda mais curiosidade e dá espaço para muitas fantasias no imaginário infantil, o que, mais tarde, pode levantar questões ainda mais graves.

Também não é indicado responder para além do que a pergunta quer saber, muitas vezes repostas breves a uma pergunta sobre o que aconteceu pode ser, por exemplo algo como: “Ocorreu um ataque em Paris e os polícias já estão a investigar quem foi”.

Se as crianças ouvirem algo na escola, por exemplo, e ficarem preocupadas ou com dúvidas, as perguntas vão surgir. Quando surgirem, responda com honestidade e da forma mais simples que conseguir.

3- Se não souber como responder, diga.

Outra dica importante é: se não souber como responder, seja honesto. “Não sei responder essa pergunta, mas posso pesquisar”. E pesquise. Essa resposta pode ser também uma maneira de ganhar tempo para formular suas respostas da forma mais adequada.

4-Evite mostrar as imagens de violência

Apesar das notícias mostrarem repetidamente as imagens gravadas durante o atentado, o ideal é que as crianças não sejam expostas em demasiado a isto, devido as fantasias que podem depois criar-se. Expor os miúdos em demasiado às imagens de violência não é saudável e há estudos psicológicos importantes que demonstram isso. Por isso, tenha atenção a isso. Se for inevitável a televisão estar ligada, encontre maneiras de distrair os miúdos para que sua atenção não fique concentrada nas notícias.

Por Letícia Machado, coach pessoal e profissional e psicóloga especialista em psicologia hospitalar, com ampla experiência no atendimento à crianças e adolescentes. Atualmente realiza atendimentos na YellowRoad através do coaching infantil e do treino de pais

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Dezembro é um mês muito especial!

É o mês do Natal, da família e dos amigos!

É o mês do amor, dos afectos e da partilha.

É o mês para passar tempo com o seu filho, para com ele preparar miminhos especiais para os mais próximos e para os que menos têm.

É tempo de solidariedade e de dar graças por todas as aprendizagens e coisas boas.

É tempo para nos focarmos mais na qualidade dos momentos e menos na quantidade de presentes.

Por isso, partilhamos consigo algumas sugestões de atividades criativas, que vão tornar o Natal da sua família repleto de momentos únicos.

 

6 meses +

Tesouros de memórias

Recolha alguns retratos de membros da família, imagens de animais conhecidos e preferidos e alguns objectos com significado.

Coloque em conjunto com o seu pequenino, os diferentes retratos e imagens numa caixa de cartão, como a dos sapatos.

Decore a caixa, com a impressão da mão, dos dedos e/ou do pé do bebé, utilizando para tal, uma tinta não tóxica e lavável.

Ajude o seu filho a encontrar a fotografia da mãe ou do pai, a imagem do gato e/ou do cão.

O tesouro vai ficar cheio de boas memórias e vai guardar muitos sorrisos!

 

16 meses +

Serigrafias especiais

Coloque papel de cenário no chão e disponibilize à criança lápis e canetas.

Nesta fase, a criança ainda não percebe que os lápis e as canetas são só para usar no espaço da folha, no entanto, elas adoram usá-los e explorá-los.

Enquanto a criança desenha, converse com ela e procure saber o que está a desenhar.

Façam recortes das áreas pintadas e ofereçam como presente ou coloquem na árvore de Natal!

 

22 meses +

Dança cantada

Vistam roupas coloridas e escolham acessórios divertidos.

Cantem uma música de Natal, de forma divertida, alterando a velocidade e/ou o volume e acompanhem com alguns movimentos.

Apresentem a vossa música e dança ao resto da família na noite de Natal.

 

3 anos +

Mensagens de carinho

Peça ao seu filho para fazer um desenho e para pensar no que mais gosta em cada pessoa da família.

Em conjunto escrevam uma mensagem.

Coloquem as mensagens em envelopes, e decorem-nos.

Vão até aos correios e enviem as cartas para os vossos familiares!

Boas brincadeiras!
Momentos especiais!
Muita partilha!

E FELIZ NATAL PARA TODOS!

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A Dislexia – Manual de Instruções | Editora Psiclínica | Autor Rui Manuel Carreteiro

«O que é a dislexia? Existe uma diferença entre disléxicos e maus leitores? O que se pode fazer por estas pessoas?»
De uma forma breve e sucinta, o Prof.Doutor Rui Manuel Carreteiro responde a estas e outras questões e revisita as principais teorias e os instrumentos de avaliação da dislexia, numa obra útil para profissionais, educadores e pais. O autor, com um vastíssimo currículo nesta área, consegue assim transmitir de forma leve tudo o que é importante saber sobre este distúrbio.
A obra inclui materiais de avaliação e intervenção na dislexia.
Uma ótima ferramenta para pais e educadores.
FICHA TÉCNICA

A Dislexia – Manual de Instruções
Autor: Rui Manuel Carreteiro
Nº de páginas: 168
Editor: Psiclínica
Data de edição: Outubro 2015
ISBN: 9789898176608
PVP: 17,49€
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Hoje no jardim fui interpelada por uma senhora com alguma idade. Perguntava-me se eram gémeas. Demorei alguns segundos a perceber o que me dizia. Olhei em volta e reparei que uns passos à frente da minha filha estava outro bebé, outra menina. Este bebé era fisicamente completamente diferente da minha filha, para além de que não estávamos juntas e isso era, para bom observador, evidente. E entendi o que aquela senhora queria. Respondi-lhe. Falei-lhe de que muitas vezes nos encontramos por ali mas não somos da mesma família e que ela, a senhora, também era uma cara reconhecida. Os seus olhos brilharam. Provavelmente foi a primeira vez neste dia que alguém lhe dirigiu a palavra. Era isso que ela procurava, sentir que estava ali, sentir o reconhecimento de outra pessoa, ter uma conversa, por mais breve que fosse, com ela. Falámos mais um pouco e depois despedi-me. A minha filha fez o mesmo. Sente muita simpatia por pessoas mais velhas e tem o hábito de as cumprimentar pelo caminho, quando vamos pela rua. E sei como isso as deixa contentes. Precisamente por isso: deixam de se sentir invisíveis.

Na Índia as crianças são ensinadas desde pequenas a tocar os pés dos mais velhos como sinal de respeito pela sua idade e maturidade, e também pelo longo caminho que já percorreram. De certa forma, os mais novos agradecem a dedicação dos mais velhos e os sacrifícios que estes foram fazendo ao longo da vida para que as gerações seguintes pudessem viver dignamente. Sinto que entre nós ainda há muito pouco respeito pelos mais velhos. Muitos são deixados ao abandono pelas famílias, vivem vidas de miséria, solidão e ainda há demasiadas pessoas a sofrer maus tratos.

Nada disto aconteceria se as nossas crianças vissem nos mais velhos alguém “sagrado”. Jamais ousaria levantar a voz aos meus avós, responder-lhes ou reclamar de algo que tivessem feito. Nem aos meus avós nem aos avós de alguém, em que circunstância for. E isso vem da educação. A educação é 90% das vezes a resposta.

Nós, pais, temos o dever de ensinar as regras básicas da cidadania. Se tivermos pessoas mais velhas na família ou círculo próximo, a lição pode ser dada pelo exemplo. Para quem não tem há sempre uma situação ou outra em que nos cruzamos com alguém de idade.

Sei que há pessoas que ficaram amargas (muitas já o seriam em novas), outras sentem que a idade é posto e maltratam também elas os mais novos. A educação funciona em todos os sentidos.

Não nos esqueçamos que somos os velhos de amanhã. E serão as nossas crianças a lidar connosco.

Com amor, paciência e tolerância tudo se consegue.

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A Kikinono é uma marca Portuguesa de T-shirts personalizadas que vai encher as medidas aos mais pequenos.

Lançada em Julho 2015 a primeira coleção de 4 Super T-shirts que permitem às crianças (dos 2 aos 6 anos) vestirem a pele dos heróis e personagens das histórias que eles tão bem conhecem e dar-lhes vida, as Super T-shirts são um produto muito especial que se caracteriza pela sua multifuncionalidade e versatilidade.

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Aparentemente tratam-se de t-shirts/sweats comuns, mas em apenas alguns segundos, e com total autonomia, as crianças podem transformá-las numa divertida brincadeira que pode ser iniciada em qualquer lugar bastando apenas aplicar-lhe a capa.

Se os seus filhos adoram brincar ao faz-de-conta e encarnar as suas personagens favoritas, este é o acessório essencial ao seu guarda roupa: podem vestir para qualquer lado porque são giras que chateiam, e quando quiserem brincar já estão vestidas a rigor.kikinnono-heroikikinnono-pirata

A marca surgiu da vontade de duas mães de acrescentar valor à infância desafiando e proporcionando formas das crianças brincarem ao faz de conta com toda a liberdade que ser criança pressupõe!.

Liberdade para pensar, dizer, fazer, imaginar, explorar, recriar, imitar, perguntar… no fundo, liberdade para brincar! Hoje em dia os pais vivem tão assustados que até um joelho esfolado lhes faz confusão e sem quererem, acabam por limitar os filhos naquilo que é a sua essência.

As crianças precisam apenas de um empurrãozinho para darem asas à sua imaginação e criatividade própria da idade.

Este projeto pretende reforçar a  importância de se brincar ao ar-livre, em contacto com a natureza e com tudo aquilo que nos rodeia por ser, também, através da brincadeira e do estímulo ao movimento que as crianças conseguem desenvolver capacidades físicas fundamentais como o equilíbrio, a coordenação motora, a força e a agilidade.

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9 perigos para as crianças que temos de evitar!

Num mundo feito por adultos e para adultos, as crianças têm hipóteses, às vezes, inesperadas de se magoar. A maioria de nós não está acostumada a olhar para um ambiente e ver ameaças aos pequenos, como uma televisão precariamente equilibrada, ou mesmo um balde de água.

Com as desastrosas possibilidades de uma distração dos pais, e considerando que não é possível vigiar crianças 100% do tempo, é importante saber quando é seguro virar as costas por um minuto, e quando é preciso ficar atento.

ficam aqui nove maneiras como as crianças se magoam, incluindo algumas que mesmo os pais mais conscientes jamais imaginariam que poderia trazer dano às crianças.

9. Insufláveis

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São bastante populares os brinquedos insufláveis, em que várias crianças se reúnem para brincar e pular bastante. E eles também tem seus perigos. Um relatório de um pediatria apontou que aproximadamente 65.000 crianças se magoaram nestes brinquedos entre 1990 e 2010 nos Estados Unidos.

Mais da metade das crianças feridas tinham entre 6 e 12 anos, e mais de 1/3 tinha menos de 5 anos. A maior parte dos ferimentos era causada por quedas, e envolvia fraturas e entorses, geralmente nos braços e pernas.

  • O conselho dos especialistas é que haja sempre um adulto para minimizar as colisões e desencorajar movimentos arriscados, como saltos mortais. Além disso, as colisões podem ser menos perigosas se todas as crianças que estão num dado momento forem de idade e peso parecidos.

8. Pilhas-botão

pilha botão perigo crianças. 9 perigos para as crianças que temos de evitar

São pequenas, redondas e brilhantes, e o primeiro impulso da maioria das crianças é colocar na boca, tanto que cerca de 84% das emergências envolvendo crianças e baterias são com as deste tipo.

A bateria, a maioria das de alta voltagem de lítio, pode se alojar no esôfago, onde pode queimar e formar um buraco em menos de duas horas.

  • Para evitar acidentes, os compartimentos de bateria podem ser tapados com fita adesiva, e as baterias extra devem ser guardadas fora do alcance dos pequenos.

7. Dermatite da cadeira automóvel (ovo)

9 perigos para as crianças que temos de evitar

Entre as grandes erupções que as crianças podem apresentar, um novo tipo apareceu: a dermatite de cadeirinha de automóvel, ou “ovo”. Ela geralmente aparece quando se combina temperatura alta, superfícies suadas e o material brilhante, semelhante a nylon, do “ovinho” em contato com a pele da criança.

O período em que esta dermatite costuma aparecer é entre o final da primavera e o início do outono, e pode ser vista na parte de trás das pernas, braços e cabeça do bebê. Ainda não se sabe a causa exata, talvez seja uma irritação causada pela espuma ou aos produtos retardadores de chama usados para impedir a formação de mofos.

  • Uma maneira simples de evitar é colocar uma barreira, como um lençol de algodão, entre o bebê e a cadeirinha.

6. Síndrome do torniquete de cabelo

9 perigos para as crianças que temos de evitar

Parece incrível, mas um simples fio de cabelo pode causar um ferimento sério numa criança pequena. Não é raro encontrar fios de cabelo nas mãos das crianças menores, mas se um deles se enrolar nos dedinhos, pode cortar a circulação do mesmo. Este é um acidente assustadoramente comum.

Parece ser difícil de perceber um fio de cabelo enrolado num dedinho, ou dedo do pé, ou mesmo no pénis de um menino, os três locais onde a síndrome do torniquete de fio de cabelo é mais comum. Desconfie se você notar uma extremidade inchada e que está a ficar roxa, numa criança que chora inconsolavelmente de dor.

  • O tratamento envolve a remoção do fio, para evitar danos permanentes aos tecidos.

5. Pacotes e embalagens coloridos

detergentes. 9 perigos para as crianças que temos de evitar

Os especialistas em segurança alertam que as crianças são atraídas pelas cores brilhantes e padrões das embalagens, e acabam por confundi-las com doces colocando tudo na boca.

As crianças podem sofrer de intoxicação se ingerirem coisas como detergentes, tintas, etc.

  • Os sintomas mais comuns incluem vómito, tosse, asfixia e sonolência.

4. Magnéticos

perigo magnéticos. 9 perigos para as crianças que temos de evitar

Os magnéticos ou ímans, tem constituído um perigo para crianças desde há muito tempo, mas alguns objetos tais como os ímans dos frigoríficos, que são bastante atrativos para as crianças, e alguns brinquedos para adultos que são usados para aliviar o stress, são especialmente perigosos já que podem ser engolidos acidentalmente.

Engolir dois ou mais destes magnéticos pode ser perigoso pois dentro do intestino eles podem atrair-se, causando obstruções, danos a tecidos e até mesmo a morte. Desde 2008, a Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor dos EUA recebeu mais de 200 relatos destes magnéticos sendo engolidos por crianças, algumas das quais precisaram de cirurgia de emergência para evitar ferimentos potencialmente letais.

3. Escorregas

escorrega 9 perigos para as crianças que temos de evitar

Parece seguro uma criança descer o escorrega ao colo de um adulto, mas isso aumenta as chances da criança ser levada à emergência com uma perna partida. Geralmente, o que acontece é que o calçado prende o pé da criança na borda do brinquedo, enquanto ela é arrastada adiante pela enorme inércia do adulto.

A recomendação dos especialistas é que apenas o adulto toque no escorrega. Ou então, que eles deixem as crianças escorregarem sozinhas, supervisionando ao lado.

2. Carrinhos de supermercado

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A Academia Americana de Pediatria alerta que, todos os anos, mais de 23.000 crianças são levadas à sala de emergência por causa de ferimentos causados no carrinho de compras. Geralmente, os ferimentos resultam de quedas sobre superfícies duras, principalmente na cabeça e pescoço, ou ossos partidos.

O problema é que os carrinhos de compras não foram projetados para transportar crianças com segurança, e sim as compras. Acidentes podem acontecer quando a criança está pendurada do lado de fora do carrinho, de pé dentro dele, ou então quando tenta escalar para fora do carrinho.

1. TVs e móveis

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A cena não é tão absurda: uma criança a subir às gavetas, estantes e móveis para alcançar um brinquedo ou mesmo a TV, com resultados às vezes fatais. Estes elementos pesados podem cair sobre a criança, ferindo-a, podendo tornar-se, por vezes, num acidente mortal.

Entre os anos 2000 e 2011, 349 americanos, 84% crianças menores de 9 anos, morreram quando TVs, móveis e outros aparelhos caíram sobre eles. O mesmo estudo estima que todo ano mais de 25.000 crianças são feridas neste tipo de acidente.

Metade dos acidentes ocorre com TVs, provavelmente porque as famílias fazem um upgrade TV plasma e leds, e colocão as TVs antigas e mais pesadas em locais sem um suporte apropriado para estabilizar seu peso e tamanho.

Em hypescience

imagens@shutterstock e net

 

 

 

Vivemos a correr! Sempre em contra-relógio! A fazer certos na nossa check-list diária! Vivemos em piloto automático! Em esforço! Em busca de uma perfeição que não existe e que, no fundo, não interessa para nada! E no meio de todo esse turbilhão em que se encontra a nossa vida, o tempo não sobra, muitas vezes, para o que realmente é importante… o Amor! O Amor de Pais!

Quantas vezes costuma dizer ao seu filho que o ama? Qual foi a última vez que o fez?

Preocupamo-nos em demasia em “educar” ou “disciplinar” as crianças, que o tempo passado juntos mais parece uma batalha pelo poder, na luta constante de quem pode mandar e de quem deve obedecer! Assumimos como verdadeiro e inquestionável o nosso Amor por elas, não havendo, portanto, necessidade de ser mencionado! Acreditamos que as tarefas e, muitas vezes, sacrifícios que fazemos, falam por si! Consideramos óbvio que o levar e ir buscar à escola ou a festas de anos de amigos, bem como o tempo que dispensamos a ajudá-las nos trabalhos de casa e a cozinhar-lhes o jantar, as fará ter a certeza de que gostamos delas!

Errado! É necessário investir tempo, empenho e criatividade a comunicar o Amor que sente pelos seus filhos! Demonstrar o carinho e o Amor que tem por eles vai fazê-lo redescobrir o poder e a alegria da comunicação!

Não estou com tudo isto a dizer que para educar não devamos também reconhecer e valorizar os comportamentos adequados, elogiar a criança, torna-la responsável pelos seus atos, estabelecer regras e impor limites. Tudo isto faz também falta para que, com o tempo, ela consiga ter a noção do que é um comportamento aceitável e querido!

Estou a querer apenas dizer que tudo isso é uma simples e única peça de um puzzle muito maior! Que, apesar de necessário, nada disso deverá ser o nosso foco! Que o foco tem de ser a comunicação eficaz de um Amor profundo, real e simples, às nossas crianças! Porque se elas se sentirem amadas, tudo será mais fácil! Este Amor é o alimento para o resto! Este Amor é o catalisador para a, tão desejada, “disciplina”!

Porque o Amor diz-nos quem somos e a quem pertencemos! O Amor faz-nos ter a certeza de onde está o nosso porto de abrigo, de quem é o nosso resgaste e abraço de socorro na aflição e o “tchim-tchim” nos momentos de vitória! O Amor faz com que as dores doam menos e as felicidades sejam extremamente mais entusiasmantes! O Amor liberta-nos e dá-nos sempre a coragem necessária para encher o peito de ar e nos atirarmos sem medos! O Amor treina-nos para a vida! O Amor faz com que seja sempre Verão!

Dicas para que seja sempre Verão na vossa casa:

– Não parta do princípio que o seu filho já sabe que o ama! Diga-o frequentemente!

– Invista no relacionamento com a sua “cara-metade”! Um ambiente de harmonia e equilíbrio é o suporte para a “disciplina”.

– Passem tempo juntos! Que tal escolherem um dia da semana para ser “O Dia da Família”? Este garantiria a existência de momentos familiares especiais e regulares! Uma ida ao cinema, um filme em casa com pipocas, uma noite de jogos de tabuleiro ou um jantar especial em que todos cozinham, são apenas alguns exemplos do que poderão fazer!

Por Sara Ribeiro

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Amor de mãe

Os pais precisam de mostrar o amor pelas mães através de acções

Slow Parenting | Pais sem pressa

Ela não tinha sapatos. A minha tinha umas sandálias.  Ela tinha meias rotas e os dedos dos pés espreitavam-lhe dos buracos. A minha tinha sandálias.  Ela tinha um fio preto, muito bonito, enrolado na mão. A minha tinha sandálias.

A minha quis dar-lhe as sandálias dela. Ela ficou surpreendida e deu-lhe o fio preto muito bonito.

As duas sorriram, abraçaram-se, pediram mais fotos juntas. Disseram até logo, cada uma na sua língua. A Fatma foi aos saltinhos a cantar pelo meio dos rochedos. A Gabriela nunca mais tirou o fio durante a viagem.

 

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Há quem ache que viajar para determinados lugares não seja para crianças. Há quem ache que viajar não seja, de forma alguma, para crianças. As crianças pertencem a este mundo e por isso têm de o conhecer- como ele é! Compreender este mundo é importante!

A Fatma faz parte deste mundo. A Gabriela também. As duas poderão um dia ser a solução para muitos dos problemas da humanidade. Quero acreditar que sim…

 

Por Sofia Isabel Vieira, Mãe de 2, autora do projecto Pais com P Grande, aventureira, realizadora de sonhos…

 

Residência Alternada – A instabilidade pré-concebida ou o Altruísmo equilibrado?

Pedem-me com cada vez maior frequência que me pronuncie sobre o Regime de Residência Alternada.

Que explique porque é que agora parece estar “na moda”. Porque é que de repente tem tantos defensores e parece ser um modelo ideal após a decisão de separação por parte dos progenitores.

A Residência Alternada pressupõe que após a separação dos pais, os menores estejam com ambos por períodos de tempo equiparados.

Não falamos de apenas “dar” o mesmo tempo ao pai e à mãe.

Mas falamos idealmente de uma rotina em que os menores convivam com o pai e com a mãe. Possibilitando ambos os progenitores estarem envolvidos no seu dia-a-dia, como alegadamente acontecia enquanto eram casados.

Pressupõe que as crianças vivam por períodos de tempo iguais e alternados em casa da mãe e em casa do pai.

Se à partida este cenário parece ser o ideal?

– Sim, sem dúvida – diremos todos.

Mas fora idealismos cabe-nos a consciência da realidade. Aquela que cada uma das nossas crianças vive no seu dia-a-dia, de facto.

Da experiência no trabalho diário com crianças e com os pais observo grandes dificuldades de manutenção de rotinas adequadas e equilibradas em famílias ditas “estruturadas”…

Observo muitas dificuldades de comunicação nos casais cuja missão de educar se torna cada vez mais complexa com as exigências profissionais e com a multiplicidade de tarefas que a sociedade “impõe” a cada elemento da família desde os mais novos aos mais velhos…

Observo cada vez mais a fragilidade emocional dos pais. Pais que confrontados com a necessidade de darem resposta a todas as áreas da vida pessoal, familiar e profissional delegam para ultimo plano, de forma inconsciente, aquilo que de mais relevante se apresenta para o pleno desenvolvimento das crianças – a estabilidade relacional e emocional familiar.

Ora, perante a separação/divórcio, toda a dinâmica se torna ainda mais complexa. Quando sou questionada acerca da Residência Alternada, invariavelmente caio do pedestal do ideal para a dura realidade do concreto.

Defendo que a Residência Alternada tem que ser uma opção e um ponto de partida sempre que os adultos envolvidos se dediquem a um permanente exercício de altruísmo,. Onde deixam de parte as “raivas” e se predispõem a educar em “equipa”. Deixa de haver espaço à tradicional educação em casal mas mantém-se a necessidade de um trabalho coordenado com o outro progenitor. A bem dos filhos, a bem da sua estabilidade.

Exige que ambos acordem em rotinas diárias semelhantes e que ambos comuniquem entre si de forma assertiva; exige que consigam estabelecer e manter com os seus filhos uma relação de confiança e segurança que os conduza de forma estável.

O que cria instabilidade não é o facto de passarem a viver alternadamente em duas casas, estou convicta.

O que desestabiliza é a alternância de rotinas e de expectativas; é a oscilação entre ambientes securizantes e outros desorganizados ou confusos.

Com isto, quero apenas concluir que na minha perspectiva a Residência Alternada pode e deve ser um ponto de partida. Muito mais exigente do ponto de vista da organização e da disponibilidade dos progenitores.

Será sempre bom partirmos do princípio que as crianças se adaptam bem a novas dinâmicas familiares e a novas rotinas. Sempre que os adultos estejam bem seguros dos seus papéis, e não podemos defender um modelo único para todas as Famílias, pois cada uma delas é singular.

O pai e a mãe separam-se e para agravar tudo atribuíamos um papel de pouca competência à figura paterna. Como se o pai tivesse perdido a capacidade de o ser, só porque deixou de viver na mesma casa que a mãe…

Agora que estão separados, ambos têm que proporcionar aos filhos o seu pleno direito a manterem os laços. A sentirem-se acompanhados por ambos, pai e mãe, independentemente das exigências que as novas rotinas possam trazer. Cabe aos pais definirem em conjunto em que condições.

A casa da mãe e a casa do pai podem muito bem ser o equilíbrio que antes nenhum dos elementos da família conhecia; mas para que este modelo funcione é preciso que seja desejado por ambos, pai e mãe. E da experiência que tenho é quase que obrigatório que esta adaptação se faça com acompanhamento especializado. Acompanhamento que oriente e guie os pais neste novo desafio.

Sempre que não haja a capacidade de cumprir estas regras básicas a opção pelo modelo de Residência Alternada fica comprometida. E com ela toda a possibilidade de êxito no pleno desenvolvimento dos menores.

 

Por Maria Portugal, Divórcio.com.pt

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