LUNA PARQUE EM PIJAMARAMA | Kalandraka Editora Portugal | M3 | lúdico e interativo

Nós já tínhamos o “Nova Iorque em pijamarama” que desde que entrou na nossa casa se tornou num dos livros favoritos dos miúdos . É um livro cuja história se conta por imagens, e as imagens criam ilusões ópticas de movimento. É em tudo diferente daquilo que as crianças estão habituadas a ver e a ler. Eles é que movem a folha de acetato dando a ilusão de movimento quando e onde querem: para cima, para baixo, mais depressa , mais devagar, conforme queiram. Um livro que nunca se torna repetitivo e que os mais pequenos adoram. O Luna Parque em Pijamarama é ainda mais divertido: todas as possibilidades mas num parque de diversões! 

SINOPSE
E UPA! Vamos lá dar uma volta!
Já cheira a pipocas… Não acham?
ENA! Tantas luzes, tantas músicas, tanto alarido…
toda a gente parece estar a divertir-se.

O pijama às riscas do protagonista de “Luna Parque em pijamarama” é a roupa ideal para brincar com uma antiga técnica de animação, desenvolvida em França no século XIX: o ombro-cinéma. Fazendo deslocar a grelha de acetato por cima da página ilustrada produz-se um surpreendente efeito ótico. O artista visual Rufus Butler Seder foi um dos pioneiros na sua aplicação ao mundo dos livros, mas Michaël Leblond e Frédérique Bertrand elevaram a fasquia, logrando um design moderno e atrativo, com imagens a cores.

Esta fantástica aventura decorre, enquanto todos dormem, num parque de atrações muito especial, onde tudo está em movimento: os carrinhos de choque, as barraquinhas do tiro ao alvo, a montanha-russa… Página a página, levados por um delicioso cheiro a pipocas e a algodão-doce; somos envolvidos pelas luzes multicores, pela música e pelo bulício, recriado à base de onomatopeias e combinações tipográficas.

 

FICHA TÉCNICA
Texto, ilustrações e design de MICHAËL LEBLOND FRÉDÉRIQUE BERTRAND
Tradução de ANA M. NORONHA
Encadernação especial. 24 x 32 cm. 26 pág.
Preço 15 €.
Contém grelha em acetato.
ISBN 978-989-749-010-1.
Livros para Sonhar.

 

A leitura de histórias não só apoia a construção de sentido em torno da escrita, como também enriquece a interacção da criança com a leitura” (Mata, 2008, p.80).

Sabia que nas crianças a aprendizagem sobre a escrita começa precocemente antes de qualquer ensino formal? Em idade pré-escolar? A criança a partir do momento em que adquire a linguagem assume um papel central no seu próprio desenvolvimento, pois ela é activa e participativa no mundo que a rodeia. Ela vai assim construindo o seu próprio conhecimento à medida que explora o meio em que vive. Tendo isto em conta, as actividades de leitura e escrita contextualizadas na realidade da criança constituem-se como actividades de extrema importância, pois permitem uma fonte de exploração e de tomada de consciência sobre as características do código escrito. Esta tomada de consciência surge assim que a criança inicia o contacto com a linguagem escrita.

Diversos trabalhos de investigação sobre a leitura de histórias têm sido realizados. Estes trabalhos têm vindo a demonstrar que esta prática assume uma importância central, não só antes da entrada para o 1ºano – início do ensino formal da aprendizagem da escrita – como também ao longo da escolarização da criança. É indiscutível e de largo consenso a importância que a leitura de histórias assume quando se constitui como uma actividade regular, sendo uma actividade agradável e que proporciona interacções, vivências, partilha de ideias e de concepções. Ouvir e contar/ler histórias permite que as crianças interajam enquanto ouvintes e enquanto contadores de histórias, promovendo em ambos os casos capacidades de ouvinte, de leitura e de compreensão. É por isso considerada uma actividade rica e completa. Eis alguns aspectos que a vivência da leitura de histórias promove, segundo Mata (2008):

  • Oportunidade para ouvir leitura fluente
  • Alargamento de experiências
  • Desenvolve a curiosidade pelos livros
  • Aprendizagem de comportamentos de leitor
  • Apoia o desenvolvimento de conceitos sobre a escrita

Ainda que fora do contexto escolar, as crianças aprendem muito sobre a escrita através da leitura de histórias. Aprendem que o mesmo texto aparece associado à mesma mensagem independentemente de quem o lê – a mensagem é sempre a mesma e aparece sempre na mesma ordem. A leitura de histórias permite, ainda, que as crianças se apercebam da orientação da escrita (da esquerda para a direita, e de cima para baixo) e das relações entre o oral e o escrito (quando o leitor aponta para o que está a ler), e ainda que as palavras se escrevem sempre da mesma maneira ao longo do texto, podendo a mesma palavra aparecer várias vezes sempre escrita da mesma maneira. Por fim, a leitura de histórias facilita o reconhecimento das letras e dos sinais de pontuação, de uma forma integrada e contextualizada, e que faz sentido.

Wells (1988, 1991), um dos primeiros autores nas investigações sobre a leitura de histórias, debruçando-se na frequência de leitura de histórias, identificou uma associação positiva entre a frequência e os conhecimentos sobre literacia das crianças aos 5 anos de idade. E identificou igualmente uma maior compreensão na leitura nestas mesmas crianças aos 7 anos. Nesta mesma linha de investigação, também Sénéchal e LeFévre (2002) identificaram associações positivas entre os hábitos de leitura de histórias em crianças de idade pré-escolar com o seu vocabulário nessas idades, tendo mais tarde avaliado os níveis de leitura dessas mesmas crianças no 3ºano de escolaridade. Concluiu-se assim que as crianças cujos hábitos de leitura de histórias eram mais frequentes apresentavam maiores níveis de leitura no 3ºano.

Os estudos descritos vieram assim enfatizar a importância da leitura de histórias em idades pré-escolares, sendo esta actividade considerada como importante e significativa, uma vez que permite e facilita não só o desenvolvimento precoce de algumas competências de literacia, como também se constitui uma base de motivação para a aprendizagem da leitura e da escrita, pelo seu carácter lúdico. Isto porque a partilha precoce com a linguagem escrita cria oportunidades às crianças de questionarem, de contactarem, de reflectirem, e obterem respostas e informações sobre a linguagem escrita, que vão permitir uma maior e melhor compreensão sobre as particularidades, potencialidades, e funcionalidades do escrito (Mata, 2004). Ler para as crianças é uma das melhores formas de encorajar a emergência e o desenvolvimento das capacidades literárias. Estas experiências de leitura têm vindo a mostrar que providenciam múltiplos benefícios (Zeece, 2007).

A escolha do livro também é algo a ter em conta e que carece de algum cuidado. Acima de tudo, o livro deverá tratar de um tema que seja do agrado da criança e que seja igualmente adequado ao seu contexto. Deve conter imagens coloridas e variadas, e inicialmente devem escolher-se livros com pouco texto. Mas à medida que a criança progride na leitura, devem escolher-se livros com texto mais longo, para ouvir, ler e para descobrir sílabas, palavras e frases (Mata, 2008).

Foi assim exposta a importância da leitura de histórias, sendo esta uma actividade extremamente rica, pois permite a relação do oral com o escrito, promovendo nas crianças capacidades na leitura, de compreensão do escrito e um desenvolvimento ao nível do vocabulário.

Madalena Ferreira de Lima | Psicóloga Educacional, para Up To Kids®
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Inês de Santar lançou, em Junho deste ano,  o seu primeiro romance, “Amar-te-ei no Douro”.

Marcadamente português e pautado pelo suspense, transporta-nos de 1920 até aos nossos dias.

Conta a história de duas grandes mulheres, mãe e filha que, em períodos diferentes, percorrem os destinos por desvios, caminhos sinuosos e amores infinitos. Por acreditarem em ideais demasiado liberais para a época, entram em conflito com a sociedade retrógrada de então. Lutadoras por natureza, vivem a vida com uma paixão enternecedora que torna a sua existência imensamente gratificante. Um segredo que as une fá-las mover-se ao longo de toda a história pelos quentes ambientes do Douro vinhateiro, os azuis vibrantes de Cascais e a bela Itália. Sempre no intuito de manter e guardar o seu segredo, estas mulheres mostram que nada é impossível quando nos mantemos, de espírito positivo, fiéis aos nossos princípios, e acima de tudo, quando acreditamos em nós próprias.

Amar-te-ei no Douro é uma história de amor mas transmite também outras mensagens. Segundo a autora, a mais importante de todas é que “os momentos bons, bem aproveitados, têm a capacidade de nos ajudar a ultrapassar as maiores adversidades da vida”.

Autora: Inês de Santar
Edição: jun/2014
Páginas: 288
ISBN: 9789897101014
Editora: Chá das Cinco
PVP: 16.96€

Actualmente sabemos que muitas crianças resistem à escola e aos trabalhos de casa. Aliás, este não é um problema dos dias de hoje, mas talvez seja mais evidente agora, pelo pouco tempo que existe em termos diários para fazer outras coisas divertidas.

Hoje proponho algumas actividades que podem ser feitas em família. São actividades que podem ser feitas por qualquer criança em idade escolar, sendo particularmente eficazes com crianças que têm dificuldades de aprendizagem ou que estão claramente desmotivadas para a escola.

Naqueles dias em que os nossos filhos têm que treinar para um ditado, ou têm que ler textos em casa para treinar a leitura, mas não conseguimos que parem quietos um segundo para fazer os exercícios, proponho alterar um pouco a forma como lhe apresentamos os trabalhos.

Sabemos que todas as crianças também aprendem quando brincam, puxam pela criatividade, e sobretudo, se estiverem motivadas e directamente envolvidas na tarefa, mais fácil se torna a aprendizagem.

Aqui ficam algumas “brincadeiras” que estimulam a leitura e a escrita, sem serem demasiado formais.

Caça ao Tesouro: Parece complexo e aparentemente dá um trabalhão, mas é muito simples. Basta fazer 5 ou 6 papelinhos com perguntas (ex: Diz o abecedário a cantar; Escreve 3 palavras em que se usem /ss/; Lê a frase “O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia”; Diz 4 nomes próprios, etc). Depois escondemos por exemplo no quarto e vamos dando pistas (quente ou frio). Se não houver tempo para darmos pistas, pedimos que venham ter connosco cada vez que encontrarem um papelinho e nos dêem a resposta. O prémio final pode ser apenas a brincadeira em si. E se eles o quiserem fazer para os pais encontrarem, porque não? E se for mais apelativo colocar perguntas que não têm nada a ver com a escola, também se podem colocar pelo meio, para que não sintam pressão no jogo.

Concurso de Televisão: Este é normalmente um dos preferidos. Também parece difícil, mas é muito fácil. Pegamos numa cadeira e colocamos à frente um “botão” encarnado, simulando uma campainha em que se carrega para dar a resposta (ex: pode ser uma peça de lego, ou qualquer outro objecto parecido). Depois apresentamo-nos como sendo o apresentador de televisão e eles são os concorrentes (pode ser feito com um só concorrente). Perguntamos que idade têm, o que estão ali a fazer e se estão prontos para começar. E assim começa, dizemos que têm que ganhar, por exemplo, 10 pontos, e nós próprios vamos dizendo quanto vale cada pergunta (ex: agora esta pergunta vale 2 pontos, esta vale 1 ponto) e vamos somando. As perguntas colocadas podem ser acerca de conteúdos escolares, sobre palavras começadas por determinada letra, ou ler uma breve história. Muito importante para garantir o entusiasmo, é ser obrigatório carregar no botão e fazer o barulho de campainha, antes de dar qualquer resposta. Quando chegam aos pontos estipulados como objectivo, podemos apenas simular um prémio, na brincadeira. Mais uma vez, a brincadeira em si pode constituir o próprio prémio.

Memória de Palavras: Este jogo dá mais trabalho, mas pode ir sendo feito pela própria criança, e quando estiver pronto, começamos a jogar. A ideia é trabalhar a memorização visual de palavras e diminuir os erros ortográficos, ao mesmo tempo que estimula a leitura de palavras e se joga um jogo. Assim, cada vez que a criança erra numa palavra, escreve-a em dois papéis do mesmo tamanho. Vai fazendo isto, até que tem cerca de 10 pares de palavras. Depois é só avançar com o jogo da memória. Tal como existe o jogo da memória com imagens ou cartas de jogo normal, aqui a ideia é encontrar o par da palavra que errou. Quando vira um papel, deve ler a palavra em voz alta. O objectivo deste jogo é fazer o maior número de pares de palavras possível. É um jogo para ser jogado em conjunto.

O essencial nestas “brincadeiras” é criar um ambiente positivo e de interacção, num registo de trabalho, mas divertido e apelativo.

Penso que qualquer criança gostaria de por vezes ter a oportunidade de fazer os trabalhos de casa desta forma… Vamos experimentar?

LIVRO “O que me faz Feliz” | De Joana Cabral | Ilustração Margarida Teixeira | Máquina de Voar | M/4 | Afetividade e partilha | 9.54€ |

Há livros que nos fazem sorrir cada vez que os lemos. “O que me faz feliz” é um livro que os meus filhos adoram, e que me pedem para ler à noite, sempre que acham que vão ter sonhos assustadores.

O narrador, que nesta história é uma criança, enumera diversas coisas que o fazem feliz. Não fosse a felicidade ser feita de pequenas coisas simples, apaixonamos-nos pelo livro à primeira.

Coisas triviais como o cheiro dos lençóis quando nos deitamos ou desenhar nos vidros embaciados são coisas que nos fazem sorrir por dentro.

Este é um livro para ler em família, e descobrirmos, ou relembrarmos quais são essas as pequenas coisas que nos fazem sorrir!

Veja o interior do livro aqui