Há fotografias dos nossos filhos que não podemos publicar na net!

Hoje li no blogue A Mulher é que manda um post sobre a fotografias dos nossos filhos na net, e tratando-se um tema tão sensível como a segurança e pedofilia e/ou rapto, achei obrigatório trazê-lo para a Up To Kids® de forma a chegar ao maior numero  de leitores possível.

Não é nada que não saibamos e que não estejamos alerta, mas por vezes tornamo-nos descuidados mesmo com o que nos é mais importante na vida. Será que está a seguir à linha as instruções de segurança, quando se trata de colocar fotografias dos seus filhos na internet?

«Há fotografias dos nossos filhos que não podem estar na internet. Não podem ou não devem, dependendo da vossa opinião sobre o nível de segurança, a que devem sujeitar a exposição das fotografias dos vossos rebentos.

 

Apresento-vos hoje meia dúzia de cuidados a ter, ao partilhar fotografias de crianças:

1 – Fotografias de bebés só de fralda, nus ou a tomar banho.
Muitas vezes estes retratos são raptados por verdadeiros pedófilos e colocados a circular em várias redes criminosas. Lembre-se que pode acontecer com qualquer uma de nós e já se descobriram inúmeros episódios destes em Portugal.

2 – Fotografias de crianças com a farda do colégio.
Já cometi esse erro, aqui me confesso. Neste caso foi no Facebook e já lá fui apagar. Através da farda facilmente se identifica a escola e por vezes até o ano que frequentam. Se um criminoso tiver acesso ao nome dos pais, da criança e da escola… o resultado pode não ser positivo. É só uma questão de não nos “pormos a jeito”.

3 – Fotografias com pistas sobre a morada da criança
Sempre que fotografem os vossos filhotes perto de casa, tenham o cuidado de não captar prédios, nomes de lojas ou montras que possam denunciar o sitio onde mora. Pelo menos nas fotografias que tenciona partilhar na web.

4 – As fotografias que os seus filhos não quererão ver divulgadas quando forem mais crescidos.
Todas sabemos que o bullying está na ordem do dia e sempre que partilharmos alguma gracinha dos nossos filhotes, devemos ter em conta que eles poderão não achar graça alguns anos mais tarde. Ou pior, poderão outros tentar aproveitar-se dessa exposição exagerada.

5 – Fotografias de crianças sem que os pais tenham autorizado.
Imaginem que uma “amiga” de uma amiga resolve partilhar a fotografia do vosso filhote numa daquelas páginas com um número gigante de fãs. A proliferação da dessa foto pode vir a ser quase infinita. É impossível poder depois controlar ou contactar as pessoas que tiveram acesso a ela. É quase como publicar uma fotografia de uma criança num jornal de grande tiragem, sem pedir permissão aos encarregados de educação. Digo é quase pois é pior. Uma fotografia na internet pode chegar mais longe que qualquer capa de jornal em papel.

6 – Fotografias com identificações de GPS.
Muitos dos telemóveis com GPS, se não desligarmos essa função, tornam publico, no vosso Facebook ou Instagram, o local de onde vocês estão a partilhar as fotografias. Já pensou que um ladrão ou um raptor poderá ter acesso aos seus passos ou antecipar o horário das suas deslocações?»

 


Imagem @Jill Greenberg

MÃE PELA PRIMEIRA VEZ:

Desinfecta:
Chuchas, biberons e tetinas, tudo isso e ainda o que couber no esterilizador fantástico que uma das avós ofereceu.

Veste: 
Casacos, camisolas, interiores, gorros, collants e sei lá mais o quê…em pleno verão, o bebé só mexe os olhinhos, fica completamente enchouriçado e acaba por passar a vida a fazer aerossóis.

No saco do bebé: 
Fraldas, chucha extra, toalhetes, pochete com cremes e creminhos, pochete com termómetro e remédios (aero-om e benuron), duas fraldas de pano, babetes, inter comunicadores (pelo sim, pelo não), muda de roupa, mas mesmo assim o saco vai bem arrumado e cabe tudo lá dentro, muito ao nível do “Sport billy”.

Lava: 
Toda a roupa com um produto hipoalergénico, especial para bebés  e separado da roupa dos outros habitantes da casa ou seja, faz máquinas de roupa ridículas com 3 ou 4 peças de bebé.

Stressa porque: 
O bebé dorme muito ou dorme pouco; come muito ou come pouco; a respiração ruidosa ou silenciosa; tosse ou não sabe tossir; funga ou não sabe fungar; faz muito ou pouco cocó; o cocó é verde ou amarelo; dá puns ou porque os guarda só para ele; parece cansado ou não pára quieto; tem borbulhas aqui ou acolá…a lista é interminável.

Muda de fralda:
De duas em duas horas, mas vai espreitando cada xixizito para o livrar prontamente do mesmo.

Dorme:
Pouco ou nada e de vez em quando acorda em sobressalto, com medo de ter perdido algum acontecimento. No meio do escuro, acaba por dar uma estaladona no bebé, porque quer apenas verificar se a criança está a respirar bem. O bebé que dorme descansado, acorda aos gritos. O pai também acorda e passa atestado de “perfeita anormal” à mãezinha da criança (esta aconteceu-me mesmo!!!).

MÃE PELA SEGUNDA VEZ…


Desinfecta:
Chuchas e tetinas vão para o esterilizador (que já está cheio de calcário) apenas nos primeiros três meses, tudo o resto vai para a parte de cima da máquina da loiça.

Saco do bebé: 
Vai cheio até à inconsciência, mas não leva nada de jeito lá dentro, às vezes até há falta de fraldas ou de toalhetes ou uma fralda suja dentro de um saco de plástico: “Que hoje mesmo a deito fora!”.
Ahhh Ahhh, mas tem sempre o aero-om e uma chucha extra! É previdente!

Veste:
Um casaco no verão, um casaquito e um gorro no inverno, mas se o bebé fica arreliado, tira-lhe o gorro e pronto!

Lava:
As roupas das crianças todas misturadas, e às vezes engana-se e também põe umas coisas do marido (Por esta altura já percebeu que afinal tem três filhos!).

Muda de fralda:
Sempre que o bebé faz um cócózito, por vezes esquece-se dos xixis…

Dorme:

Dorme, mas ainda acorda com qualquer punzinho!

Stressa porque:
O mais velho apanhou uma virose; o bebé também apanhou a virose; os dois estão doentes e não podem ir à creche; tem que levar os dois ao médico e ainda passar na farmácia; faltou ao trabalho; tem que fazer os aerossóis a dois; prender um numa cadeira de papas ou num parque, para poder tratar do outro; dar a medicação certa e nas doses certas a cada um! Pergunta muitas vezes a si própria como é que fazem as outras mães… prefere enlouquecer em comunidade.

MÃE PELA TERCEIRA, QUARTA, QUINTA OU QUALQUER OUTRA VEZ …

Desinfecta:
É apenas uma palavra que só existe para quando se quer mandar alguém embora.

Saco do bebé: 
… ou mala da mãe é a mesma coisa e só tem uma fralda, uns mini toalhetes e lenços de papel.

Veste:
“Agora visto-me menos vezes de fato de treino”… estavam a falar de quem?

Lava:
Tudo junto e com o detergente do pingo doce que é óptimo e baratissimo!

Muda de fralda:
Quando cheira ou já arrasta pelo chão. Questiona-se com o facto de gastar muito menos fraldas com este do que com os outros e acredita que os outros faziam mais cócós e xixis.

Dorme: 
Sempre que pode e em todo o lado, até de pé ou encostada a uma parede. Acorda, bem, acorda porque o despertador tocou.

Stressa porque:
Os miúdos estão doentes; o pai dos miúdos ressona que nem um Pug (Cães que ressonam, roncam e fungam); não consegue dormir porque alguém chora ou ressona; dormiu pouco; os medicamentos são caríssimos; de certeza que vai ser despedida e porque à saída do restaurante, a chegar ao carro, reparou que o marido saiu de mão dada com os dois mais velhos, e ela… bem, ela vinha a falar ao telefone e deixou o bebé dentro do ovo, em cima da cadeira, no restaurante!


AS MÃES SÃO AS MAIORES!

Ler também A verdade sobre ter um terceiro filho

Por Inês de Santar, para Up To Lisbon Kids®
Todos os direitos reservados
Imagem @elevendy

O Flúor, hoje em dia, encontra-se em “todos” os lados…
Antigamente, eram prescritos suplementos de flúor sistémico (gotas ou comprimidos) pois não havia aporte suficiente na alimentação.
Hoje, os alimentos infantis são fluoretados e as águas também.
O ião flúor é extremamente sensível. Por isso a informação relativa, por exemplo, nas águas só é correcta se for feita diariamente.

Details

Enquanto pai que sou, tenho muitas vezes a sensação que o tempo pode curar quase todas as nossas maleitas, sendo que o desaparecimento de um Pai, de uma Mãe ou de um Filho é certamente a mais dura de todas elas.

Em inúmeras ocasiões, desesperei com o trajecto de progressão do meu filho varão de 7anos de idade, na medida em que este tinha e tem pavor de dormir sozinho ou de livremente movimentar-se pela casa argumentando que vê um “velhinho” que não é visto por mais ninguém.

Muitas vezes pensei que estaria a fazer algo de mal, ao não perceber a sua irritação e desinteresse pelas tarefas escolares e a enfurecer-me pelo seu alheamento de tudo o que não fosse respeitante ao Spider Man, Batman, Homem de Ferro ou ainda a jogos electrónicos.

Surpreendentemente, no dia de ontem, notei que este meu filho, não só estava muito satisfeito pelo facto de a sua professora o ter elogiado, como também irradiava entusiasmo com tudo aquilo que tinha sido o seu dia e discorria assertividade sobre o que iria fazer no futuro.

Tal inesperado salto do ou no tempo, injecta felicidade no coração de qualquer pai que se preze, e eu naturalmente não fujo à regra.

Vendo bem, quando os anciãos falam sobre o tempo e os seus efeitos certamente não o fazem vão.

No dia de hoje, dei comigo a pensar que este “salto no tempo” do meu filho é indiciador de que muito em breve deixarei de ter razão de queixa com a sua progressão e só poderei vigiar a sua evolução.

Até lá, mais ou menos à hora de dormir vou-me aninhando com ele na cama à espera de ver o meu ou o nosso “velhinho” por lá a divagar.

RMPC para Up To Lisbon Kids

O que todos os filhos precisam que os pais saibam

Nos anos 90, o “The Message Internacional” publicou um texto que ainda hoje, representa de uma forma muito clara o que todos os filhos precisam que os pais saibam.
É uma espécie de mapa do tesouro por passos, mas o tesouro aqui é o futuro dos seus filhos, e a caça, é para ser feita com eles. As respostas, estão no fim do arco-íris, por isso prepare-se que a aventura vai começar.

«Memorando de um filho aos pais»

Queridos mãe e pai, estas são as 20 coisas que eu e todos os filhos precisam que os pais saibam:

  1. Não me estraguem com mimos. Eu sei perfeitamente que não vou receber tudo aquilo que peço. Estou apenas a testar-vos.
  2. Não se inibam de ser firmes comigo. Eu prefiro firmeza, dá-me segurança.
  3. Não me deixem criar maus hábitos. Eu confio em vocês para os detetarem atempadamente.
  4. Não me façam sentir mais pequeno do que sou. Isso faz com que me comporte de uma forma “estupidamente adulta”
  5. Se for possível, não me corrijam à frente das outras pessoas. Prestarei mais atenção se falarem comigo calmamente e em privado.
  6. Não tratem os meus erros como se fossem pecados. Isso altera o meu sentido de valores.
  7. Não me protejam de consequências. Às vezes preciso de aprender da maneira mais dolorosa.
  8. Não se preocupem quando eu digo “Odeio-te”. Eu não vos odeio, apenas odeio o poder que têm de me fazer sentir frustrado.
  9. Não dêem muita importância às minhas pequenas queixas. Às vezes fazem com que consiga a atenção que preciso.
  10. Não sejam chatos. Se forem vou ter de me proteger e fingir que sou surdo.
  11. Não se esqueçam que eu não me consigo explicar da forma que queria. Por isso é que nem sempre sou explícito no que digo.
  12. Não me ignorem quando faço perguntas. Se o fizerem, vão perceber que vou deixar de vos perguntar, e começar a procurar informação noutro sítio.
  13. Não sejam inconsistentes. Confunde-me e faz-me perder a fé em vocês.
  14. Não me digam que os meus medos são ridículos. Para mim são reais e vocês podem fazer muito para me tranquilizar, se tentarem percebê-los.
  15. Nunca sugiram que são perfeitos e infalíveis. Quando descubro que nem uma coisa nem outra são verdade, fico magoado e desiludido.
  16. Nunca pensem que pedir-me desculpas os torna menos dignos. Um pedido de desculpas sincero vai-me fazer sentir muito mais próximo de vocês.
  17. Não se esqueçam que gosto de experimentar coisas. E não consigo fazê-lo sem o vosso apoio. Envolvam-se e criem limites.
  18. Não se esqueçam que eu estou a crescer a uma velocidade incrível. Eu sei que deve ser difícil acompanhar o ritmo, mas por favor, tentem.
  19. Não se esqueçam que eu não consigo crescer sem muito amor e compreensão… mas não preciso de vos dizer, pois não?
  20. Por favor, cuidem de vocês. Mantenham-se saudáveis e em segurança. Eu adoro-vos e preciso de vocês.

[The Message International,
June 1991 – pág. 40]

Traduzido e adaptado por Up To Lisbon Kids®
Todos os direitos reservados

Boy businessman writing in book | Image by © Andrea Ruester/Corbis

Todos os dias da nossa vida são diferentes. Mais rotineiros ou mais aventureiros, a cada dia acontece algo que nunca tinha acontecido antes. Mas nós estamos preparados para isso porque o ser humano consegue desenvolver capacidades de habituação em relação ao meio que o rodeia. E assim, vamos adquirindo e modificando competências e desenvolvemos o tão importante poder de adaptação, conhecido na nossa gíria pelo poder de “encaixe”.

Ora, se há alteração na vida de uma pessoa que obriga a um grande poder de “encaixe” é “a primeira vez.”

Lembras-te da tua primeira vez?

Não é essa primeira vez…. Essa foi apenas o princípio daquilo que te meteu nesta embrulhada de acordar a meio da noite para dar biberons e mudar fraldas!

As outras primeiras vezes: as que surgiram depois de teres passado para o grupo dos Pais.

Aquelas para o qual nunca estamos preparados porque nunca são explicadas em lado nenhum. As que fazem de nós bombeiras, enfermeiras, professoras, contadoras de histórias, heroínas, Mães de capa e espada sem saber ler nem escrever.

Há sempre uma primeira vez, por isso, minhas queridas, preparem-se. Porque há uma linha que separa uma pessoa feliz de uma pessoa feliz com filhos.

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1. A primeira vez que apanhas o vomitado de alguém com as mãos, de propósito.

Não me perguntem. Passamos metade da vida a fugir daquela pessoa que bebeu imenso ao jantar e que sabemos que a qualquer momento vai dar para o torto! E não queremos estar por perto. Só queremos enfiá-lo num táxi para casa e ficar longe. De repente temos filhos e, desenvolvemos um reflexo de Pais que, mal ouvimos aquela tosse a engasgar corremos já de mãos esticadas para apanhar o que for preciso, ainda, no ar!

2. A primeira vez que é uma tortura separares-te de alguém para ir trabalhar.

As emoções ficam à flor da pele e tornam-se mais complexas e profundas. Tudo se torna mais intenso. Uma mãe a chorar no noticiário da noite é tudo o que não queremos ver. Ou choramos com ela, ou mudamos de canal. A saudade torna-se naquele palavrão que não conseguimos aceitar de forma racional. As primeiras horas longe do nosso filho, duram uma eternidade. Cortam-nos o ar. Dão-nos voltas ao estômago.
Com o tempo habituamo-nos mas sabemos que, a partir daqui, nunca mais seremos como antes.

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3. A primeira vez que percebes que já não és dona do teu tempo

Para as mães, um banho de imersão relaxante, a ouvir música, com direito a sessão de cuidados com a pele, é uma coisa do passado. Agora passas a tomar um duche e a abrir a porta do chuveiro de 5 em 5 min. porque achas que estás a ouvir o bebé a chorar. A licença de maternidade vai acabar, e nem sequer conseguiste organizar aquelas pastas de fotos no computador, nem lavar o enxoval comprado há 6 meses. Deixaste de controlar o teu tempo. De relaxar, de comer, de dormir, porque a partir de agora há sempre alguém à tua frente: o teu filho.

4. A primeira vez que te apercebes que a tua mãe não vai “resolver o assunto” porque agora tu é que és a Mãe.

Há-de haver um momento da tua vida em que as coisas se vão complicar em casa.

Normalmente envolve crianças doentes e muitas noites sem dormir. Uma virose é a prova de fogo. Ao fim de umas noites em branco os pais também apanharam a virose. Passam a noite a levantar-se e a vomitar. O bebé ainda tem febre. E vomitou. É preciso dar-lhe banho, trocar a roupa da cama, pôr a máquina a lavar, dar-lhe o antipirético.  Então ele começa a espernear, fecha a boca e não toma o medicamento.

A febre sempre a subir. Percebes que tens de enfiá-lo na banheira para descer a temperatura, mas estás com um enjoo daqueles… nessa altura pensas que não consegues mais. Há-de haver um momento da tua vida em que queres chamar a tua mãe. Concentra-te. TU és a mãe agora. Devagar, devagarinho vais descobrir forças para tratar dos teus filhos e da tua família. Depois, quando tudo tiver passado vais contar à tua mãe.

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5. A primeira vez que compreendes os teus pais a 100%

Começa assim que o bebé nasce. O amor que sentimos pelos nossos filhos é tão grande que só de olhar para eles temos vontade de chorar. Nesse momento, lembramo-nos de todas as respostas tortas e todas as desilusões que demos aos nossos pais… E percebemos exactamente como é que eles se sentiram.
Agora que os compreendes, aproveita mais a sua companhia e os seus conselhos. Redime-te. Não queiras arrepender-te, outra vez, pelo tempo que perdido. “Filho és, pai serás, assim como fizeres, assim acharás”

6. A primeira vez que sentes orgulho por o teu corpo ser perfeito para a maternidade.

Antes de teres filhos usavas o teu corpo para… enfim, para outras coisas. Um dia mais tarde, depois de conheceres o teu filho, vais perceber que os teus braços não são gordos, são fortes o suficiente para lhe pegar ao colo e o abraçar. Que o teu ombro tem a dimensão certa para ele morder quando os primeiros dentes estiverem a rebentar. O teu pescoço tem a curvatura ideal para ele se aninhar.

Aqui que vais perceber que foste feita para isto. E vais esquecer as estrias que ganhaste durante o parto, e vais orgulhar-te da tua cicatriz de cesariana. Porque fazem parte da história de vida do teu filho. Um dia, quando te sentires grata pelo corpo cansado que te foi presenteado pela maternidade, vais gostar de ti tal como és. E a tua auto-estima é a base para tornares o teu filho mais feliz.

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7. A primeira vez que recordas as primeiras vezes todas e percebes que queres passar por tudo outra vez.

Vais apanhar o vomitado do teu filho com as mãos, vais morrer de saudades e angustia quando voltares a trabalhar, vais ter saudades de ter tempo para ti, vais querer chamar a tua mãe muitas vezes e vais ter uma relação com ela como nunca tiveste.

Finalmente vão falar de mãe para mãe.

Vais orgulhar-te de cada marca e de cada curva mais pronunciada do teu corpo. Vais perceber que todas estas primeiras vezes te deram força para construir as bases onde a tua família cresceu. E na realidade são mais fortes do que pensavas porque ganhaste experiência e agora sabes exactamente aquilo que estás a fazer.

Agora, numa noite mais tranquila, vais ficar a olhar para o teu filho enquanto dorme atravessado na tua cama e percebes que até a baba que lhe escorre do queixo ao pijama é perfeita. E sentes-te completa porque vocês estão juntos, sobreviveram às maiores dificuldades, às noites mal dormidas e a todas as provações. Levas o teu filho para a tua cama, pegas na mão do teu marido e dizes confiante que estás pronta para repetir tudo novamente.

Porque não te imaginas a não ter mais primeiras vezes outra vez.

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Inspirações e Créditos, BabycenterDe mãe para mãeMamma by the bay

As adolescentes e a sexualidade. 3 coisas que a sua filha precisa que lhe transmita equanto criança!

A pré-adolescência aproxima-se e as borboletas começam a voar nas barrigas dos apaixonados. Os futuros problemas amorosos das nossas filhas ainda não são um tema que nos tire horas de sono. Por enquanto, gostam de fazer pinturas com as mãos na mesa da cozinha na companhia da mãe, enquanto preparo o jantar, ou resolver exercícios de matemática com os trocos dos cromos que compramos juntas.

Mas as nossas filhas (as minhas e as suas) vão crescer e vão querer uma vida amorosa feliz, à semelhança do que vêem nos contos de fadas.

Os pais, nunca se sentem preparados para falar sobre sexualidade com as filhas. Parece sempre que é demasiado cedo, mas a verdade é que elas já estão a ser “formatadas” nesse sentido.

Todos os dias recebem mensagem mais ou menos directas sobre a sexualidades e/ou o corpo feminino. São essas mensagens que irão influenciar, sem que os pais se apercebam, a adolescente e a mulher em que ela irá se tornar.

Na capa de uma revista aparece uma fotografia de uma mulher seminua, numa pose artificial com uma expressão facial que transmite noções erradas de sexualidade.. É importante que as nossas filhas percebam que grande parte da publicidade representa uma imagem do ideal “feminino”, e não da realidade.

As adolescentes e a sexualidade

O mesmo acontece quando uma criança está a cantar e a dançar músicas pelo prazer da melodia e diversão sem se aperceber dos seus atos “Ai se eu te pego, ai ai seu te pego” (acompanhado da respectiva coreografia).

Cada uma destas mensagens é como uma bola de neve que vai crescendo, e quando dermos por isso as nossas filhas estão atoladas de informação que achamos não ser apropriada para as suas idades, e pior,  pensamos que elas ainda não estão atentas a ela..

Além de lidarem com a pressão social e cultural, por vezes as pré-adolescentes e adolescentes sentem a ausência de uma boa conversa, o que pode levar à ignorância e insegurança sobre seus corpos. Esta incerteza vai aumentar durante o crescimento, culminando com problemas de autoestima que se poderão vir a refletir nas suas vidas pessoais e amorosas.

As adolescentes e a sexualidade

Enquanto crianças, as dúvidas e curiosidades das nossas filhas prendem-se a questões tais como: “O que eu serei quando for grande? “ ou “Como é que eu serei quando for grande”.
A partir da pré-adolescência, as suas dúvidas serão mais complexas e abrangentes.

Pode não acreditar, mas dentro de pouco tempo estas serão algumas das perguntas que as nossas filhas farão a si próprias:

– Serei magra o suficiente para gostarem de mim?
– Estou bonita o suficiente para gostarem de mim ?
– Estou sexy o suficiente para ser gostarem de mim?
– O meu peito é grande o suficiente para gostarem de mim?
– Os meus lábios são cor-de-rosa o suficiente e têm a forma correta – gostarem de mim?
– Se eu enviar uma fotografia minha numa pose sexy ao rapaz popular da escola, vão gostar mais de mim?

Para preparar a sua filha para resistir a estas pressões, precisa de ajudá-la a definir-se como uma pessoa confiante, com autoestima e que se respeite enquanto pessoa. Este será meio caminho andado para que cresça a sentir-se segura como adolescente e como mulher.

As adolescentes e a sexualidade

1. Precisa de informações sobre o seu corpo.

Não podemos desenvolver a confiança real sem conhecimento de nós próprios, por isso é muito importante que ensine a sua filha a chamar as coisas pelo nome. Chama-se anatomia, e vamos ensinando ao longo do crescimento.
Se quer que a sua filha se sinta segura o suficiente para lhe fazer perguntas quando despertar para a sexualidade, é aqui que tudo começa.
Explique-lhe o nome de cada coisa com naturalidade, assim ficará tudo arrumadinho na sua cabeça e será mais fácil ter a abertura desejada para colocar as questões pretendidas quando estas surgirem.
Se começar apenas durante a adolescência, a sua filha ficará constrangida e não irá falar consigo sobre essas questões: o que significa que o fará com outra pessoa.

2. Precisa de aprender a respeitar o seu corpo e suas capacidades.

Com esta idade as crianças adotam como padrão a seguir os progenitores. Neste caso, as raparigas seguem o exemplo leal do que observam das mães.  Se a mãe não respeita o seu próprio corpo, também ela não respeitará o dela. Evite fazer criticas à parte física das mulheres, inclusive à sua. Não goze com mulheres obesas ou com qualquer outro problema físico. Se fizer dieta ou exercício físico, transmita-lhe que o faz para ser saudável, não tanto para alcançar um ideal estético, embora seja importante que se sinta confortável com sua aparência. Faça reforços positivos às capacidades interiores, à força de vontade, ao optimismo, e ao intelecto.

3. Precisa saber que pode conversar sobre qualquer coisa com a MÃE.

A maior parte das mulheres inconscientemente cria um vazio de conversação entre mãe e filha quando o assunto é a sexualidade. Originalmente porque as mães acham que a filha ainda é muito nova para falar sobre o tema, e depois porque as filhas acham que a mãe nunca iria aguentar ou saber lidar com o assunto. Que assuntos escondem as adolescentes e as jovens mulheres das próprias mães? Estudos revelam que as raparigas na adolescência falam com os psicólogos sobre orientação sexual, abusos, abortos, relações amorosas, ou mais tarde, problemas nos seus casamentos.

Quer que a sua filha passe por isto sozinha, ou com a mãe ao seu lado?

As adolescentes e a sexualidade

Para  um diálogo de partilha com a sua filha terá que a conquistar, construindo uma relações sólida e baseada na confiança. Será um privilégio acompanhá-la e educá-la durante o seu crescimento, ao longo de toda a sua vida.

Porque o que a sua filha precisa é da sua MÃE.

Adapatado de artigo original de huffingtonpost

O seu filho tem medo de ir dormir sozinho? 8 dicas para o ajudar

O medo de ir dormir sozinho está relacionado com os medos que a criança desenvolve sobre o mundo. Por vezes no seu imaginário, por vezes sendo medos reais.

O medo é um sentimento intrínseco ao ser humano, tal como a alegria ou a desilusão, por isso é normal todas as pessoas terem medo. Nas crianças o medo faz parte da aprendizagem, e constitui uma parte importante do seu desenvolvimento.

O medo do escuro desenvolve-se normalmente a partir dos 2 ou 3 anos. Mas antes dessa fase a criança já começou a construir o seu mundo através da exploração do imaginário, experienciando diversos sentimentos, incluindo o medo.

Durante a noite, na hora de ir para a cama, o medo apodera-se do seu filho. Primeiro porque se sente desprotegido por ter de ficar separado dos pais; 2º porque assim que as luzes se apagam tudo o que é palpável e que ele conhece desaparece, dando lugar a que criaturas estranhas saiam debaixo da cama alegremente, só para o assustar.

Ensinar o seu filho a lidar com o medo durante a infância é fundamental para prepara-lo para o futuro.

Se o seu filho tem medo de ir dormir sozinho, estas são 8 dicas simples, que são comuns à literatura especializada que foi por mim consultada:

  • Converse com o seu filho. Ouça-o e tranquilize-o.

Compreender a origem dos medos das crianças é essencial para os podermos ajudar. Desmistifique os medos reais: se o seu filho tem medo de cães, mostre-lhe na internet vídeos de cães a brincar com os seus donos. Por vezes esse medo é fruto do desconhecido e, quanto mais familiarizados com o objecto do medo, mais seguros ficam em relação ao mesmo. Tranquilize-o sempre que esteja com medo. Reforce a ideia do sentido de segurança sempre que ele precisar.
Converse com o seu filho sobre os seus medos durante o dia. Ajudá-lo a construir a sua autoconfiança à luz do dia, é meio caminho andado para fazê-lo sentir mais seguro à noite. E uma criança segura, irá tornar-se por certo mais autónoma.

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  • Seja criativo, use técnicas adaptadas à idade do seu filho.

Para combater medos imaginários, como monstros, extraterrestres e outros seres que, inexplicavelmente, teimam em habitar os quartos dos nossos filhos, seja criativo. Muitos Pais já aderiram ao “pulverizador antimonstro” por ser um sucesso para acalmar os mais pequeninos.
Os animais de estimação também são óptimos guardiões do sono e sonhos infantis. Até mesmo um aquário com peixes colocado no quarto, pode ajudar as crianças a controlar e dominar o seu espaço contra os seres imaginários.

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  • Nunca desvalorize os medos do seu filho.

Os medos de uma criança são reais, ainda que os monstros não sejam. Desacreditá-los e desvalorizá-los só implicará que os deixe de partilhar consigo. Já o mal-estar interior e a ansiedade vai reflectir-se fisicamente através de falta de atenção, tiques, mãos transpiradas, dores de cabeça ou de estômago, entre outras. As crianças precisam da protecção dos pais, para se sentirem seguras e perderem os medos. Não os deixe perder esse direito.

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  • Ajude a criar mecanismos de defesa e técnicas de relaxamento.

A coragem não é a ausência de medo: é sim saber enfrentá-lo. Partilhe episódios seus de medos que tinha quando era mais novo e como os conseguiu ultrapassar. O seu filho vai entender que, se os pais enfrentaram os seus medos e estão bem, também a eles nada lhes irá acontecer. As técnicas de relaxamento farão com que o medo não se apodere dos seus pensamentos na hora de ir dormir: por exemplo, treine-o a visualizar uma cena relaxante, como estar na praia, assistir a um pôr-do-sol ou a observar as estrelas. Isso vai ajudá-lo a ter a mente ocupada afastando os pensamentos que o inquietem. Além disso é fisicamente impossível estar relaxado e assustado ao mesmo tempo.

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  • Estabeleça limites, regras e rotinas

A coisa mais importante que podemos dar aos nossos filhos, além do amor incondicional, é a disciplina. De modo não fundamentalista, criar regras, estabelecer limites e seguir rotinas pode fomentar a criação dessa disciplina.
A rotina é essencial para que tudo aconteça de acordo com as expectativas geradas na cabeça da criança, criando a desejável habituação. Este ciclo fará com que a criança se sinta protegida, reduzindo-lhe a ansiedade e proporcionado uma hora de ir para a cama mais tranquila.

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  • Evite televisão em excesso durante o dia e mantenha-a desligada depois da hora de jantar.

Hoje em dia, os miúdos adoram passar horas em frente à televisão e a oferta de programas infantis é permanente. A todas as horas do dia há canais dirigidos ao público mais novo, fazendo com que desde muito cedo as crianças dominem os comandos da casa. A televisão estimula a criatividade e a imaginação das crianças, fazendo com que isso se possa reflectir na ansiedade gerada na hora de dormir. Aproveite os momentos antes de ir para a cama para passar tempo útil com os seus filhos. Leia uma história, façam jogos de palavras ou de tabuleiros, cantem em conjunto, ou simplesmente aproveitem para conversar.

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  • Peluches e ó-ós (bonecos de segurança)

Ajude o seu filho a ficar ligado a um boneco que lhe transmita a segurança que precisa. Normalmente as fraldas, óós e afins, aparecem e fazem parte da vida da criança desde que nasce. Se esse não é o caso do seu filho, ofereça-lhe um boneco macio de alguma personagem de que gosta muito. Fomente todas as noites a relação entre os dois, colocando esse boneco na cama do seu filho. Ele vai sentir-se mais acompanhado e relaxado e estará a pensar no boneco, desviando o pensamento dos assuntos que lhe criam ansiedade. (ler artigo sobre bonecos papa-medos)

 

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  • Luz de presença

Chega uma altura em que o seu filho lhe pede uma luz acesa. A luz é uma óptima companhia e solução para acabar com alguns dos seus medos. O facto de conseguir ver o quarto todo faz com que os monstros não consigam sair debaixo da cama e que os extra-terrestres não entrem no seu território, dando-lhe um sentimento de controlo e poder sobre o espaço que o rodeia. Isso deixa-o mais tranquilo e seguro.

Deve também deixar as portas e gavetas dos armários fechadas, para não dar azo à imaginação.
As luzes de presença, podem dar origem ao aparecimento de sombras que são tão assustadoras como a escuridão. Opte por deixar uma luz difusa, que vai tranquilizá-lo sem o prejudicar, até que seja mais velho. Um dia, há-de esquecer-se de pedir que deixe a luz, ou até dizer que já não precisa dela.Se o seu filho não tem medo do escuro e divaga pela casa a meio da noite, clique aqui

 

me·do |ê|
(latim metus, -us)
substantivo masculino
Estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaça; reais, hipotéticos ou imaginários. = FOBIA, PAVOR, TERROR
[“medo”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa]

 

Bibliografia:

  1. Take Charge of Your Child’s Sleep: The All-in-One Resource for Solving Sleep Problems in Kids and Teens”.  by Judith A. Owens  and Jodi A. Mindell
  2. “O grande livro dos medos e das birras! de Mário Cordeiro
  3. outras fontes aqui e aqui

Fui crescendo mais ou menos com a noção empírica de que os filhos seriam o reflexo dos pais, ainda que estes, por vezes, não o pretendessem.

No ano de 2009, ao encontrar-me num parque público no concelho de Oeiras, tive a oportunidade de presenciar o seguinte quadro:
um alegado pai munido de uma bola oficial de futebol de 11, uns pinos e um apito, ministrava um “treino ao estilo militar” a duas crianças, com idades inferiores a 9 anos.

Este exercício raiava o absurdo. O alegado pai, com um ar à “Jorge Jesus” no decorrer de um jogo, gritava, gesticulava e exigia que os miúdos executassem diversas situações de jogo de acordo com as suas instruções, não se coibindo, a cada falha dos petizes, de os obrigar a fazer séries de abdominais e flexões.

As crianças, equipadas a rigor e com penteados à CR7, obedeciam de modo fervoroso e infantil, a cada ordem emanada do adulto, sendo evidente que o esforço produzido não era adequado às suas idades.

Ora, este adulto, certamente na casa dos seus quarenta anos é o que eu apelido como um “Bárbaro Lusitano”, doravante denominado por “BL”.

Dito isto e penetrando na psique do BL, o que o levará de apito na boca a agir deste modo, prestando-se a uma figura ridícula e irresponsável?

A resposta radica no modo como o BL, nascido na década de 70 do século passado, viveu a sua vida até aqui.

O BL, por impossibilidade ou não, não logrou que o seu agregado familiar fizesse parte da cada vez mais rara classe média estável, estando desempregado ou ocupado num trabalho que não o realiza.
E tem a firme convicção que os filhos só poderão ser diferentes dele, se não forem o seu reflexo.

Assim sendo, julga que os problemas futuros dos seus petizes, e ou os seus, podem ser resolvidos com o ascensor sócio-económico futebolístico, tão propalado pelos media nos tempos que correm.

O BL não quer ou não acredita que os seus filhos possam ser no futuro juízes ou competentes canalizadores, ele quer que, pelo menos, um seja profissional de futebol e investe nisso o seu tempo.

O BL não sabe ou não quer saber que o futebol, enquanto profissão é um sorvedouro de potenciais canalizadores ou médicos competentes e bem sucedidos.

E por fim, o BL está-se marimbando para a noção básica de que qualquer desporto se aprende a brincar e por vontade própria dos sujeitos da brincadeira.

No momento certo, não tenho dúvidas, que serão os próprios petizes a apelidar o pai de Bárbaro Lusitano, ou de qualquer outro vocábulo menos abonatório…

RMPC para Up To Lisbon Kids

7 atitudes dos pais que irão impedir os filhos de se tornarem lideres

Todos os pais querem, sempre, o melhor para os seus filhos.
Querem que sejam educados e boas pessoas, mas não totós. Que sejam altruístas e solidários, mas não esbanjadores. Que sejam criativos e de mente aberta, mas não demais. Que sejam livres e viajados, mas que se mantenham por perto. Que sejam cultos e informados, mas não prepotentes. Que sejam bem estruturados e que saibam dizer “não” quando necessário, mas que o façam por eles e não por alguém. Que sejam influenciadores e não influenciados. Que se distingam mas não sejam diferentes. Que tenham bom carácter, sentido de humor e que não façam asneiras gratuitas, porque nós já as sabemos (quase) todas e se não as conseguirmos evitar, então estamos a fazer um mau trabalho.

Acontece que, muitas vezes, a forma como os educamos, não se coaduna com o resultado final que esperamos obter. O amor pelos filhos e a necessidade que temos de os proteger, levam-nos a ter atitudes e comportamentos que irão impedi-los de ser mais autónomos, mais  perseverantes e resilientes.

Dr. Tim Elmore é o fundador da Growing Leaders, uma organização sem fins lucrativos, que ajuda a desenvolver líderes emergentes sob a filosofia de que, cada criança nasce com qualidades de liderança.

Elmore, revela que muitos pais tratam as suas crianças e adolescentes com mimos e comportamentos super-protetores, impedindo o seu crescimento pessoal, o desenvolvimento da sua autonomia e consequentemente as suas capacidades de liderança.

Elmore destaca 7 atitudes dos pais que devem ser evitados para que o seu filho se torne um líder capaz – quer de empresas ou da sua própria vida:

1. Não deixamos que as crianças corram riscos.

Vivemos num mundo que em cada esquina recebemos alertas de perigo. “A segurança em primeiro lugar ” reforça o medo de perdermos os nossos filhos, e por isso, faremos de tudo para protegê-los. Mas isolá-los de riscos saudáveis terá um preço a pagar. Um estudo realizado por psicólogos Europeus concluiu que, uma criança que não brinca na rua, não sobe às árvores e não esfola os joelhos, irá desenvolver fobias que se manifestarão em adultos. As crianças precisam de cair algumas vezes. Os adolescentes precisam de sofrer um desgosto amoroso para ganharem a maturidade emocional que as relações duradouras necessitam. Se os pais controlarem os riscos de vida das crianças, estas provavelmente irão crescer arrogantes e com baixa auto-estima.

2. Socorremos os nossos filhos muito depressa

As crianças de hoje em dia, não desenvolvem as mesmas capacidades de “desenrasque” que as de há 30 anos atrás, porque os riscos aumentaram e nós tentamos amparar todas as quedas aos nossos filhos. Quando os socorremos muito depressa estamos a eliminar quaisquer hipóteses  tentarem resolver sozinhos os problemas. Sabem que, aconteça o que acontecer, tudo irá ficar resolvido…pelos pais. Na realidade isso não é, nem remotamente, o espelho de como o mundo funciona e, portanto, irá desabilitar as nossas crianças de se tornem adultos competentes.

3. Elogiamos gratuitamente

O elogio fácil pode fazer com que uma criança se sinta bem no momento, mas é um erro que a longo prazo terá resultados desastrosos. As crianças vão eventualmente perceber que os pais são os únicos que os acham fantásticos, e vão começar a duvidar da sua objetividade. Quando se elogia muito facilmente, e se ignora o mau comportamento, as crianças aprendem a enganar, mentir e exagerar para evitar a dura realidade, pois não foram habituados a confrontá-la.

4. Deixamos que a culpa seja um obstáculo à liderança

Os vossos filhos não têm de vos amar a cada minuto das vossas vidas.
Eles vão aprender a lidar com o desapontamento, mas nunca vão deixar de ser mimados. Diga-lhes “não” agora, porque fará com que lutem pelo que realmente querem e precisam. O sucesso depende das boas acções, e nunca se deve recompensar um filho com bens materiais: assim nunca vão dar valor à motivação intrínseca, mas sim à  material.

5. Não partilhamos os nossos erros passados.

Os adolescentes saudáveis vão querer abrir as asas e voar, e nós sabemos que têm de aprender com as suas experiências e com os seus próprios erros. Nós, como adultos, devemos deixá-los voar mas isso não significa que não os possamos ajudar. Partilhe com eles os erros relevantes que fez quando era da sua idade (sem tom de lição, nem “eu avisei”). Essa partilha irá ajuda-los a fazer melhores escolhas. As crianças devem preparar-se para enfrentar as consequências de suas decisões. Nós não somos a única influência sobre nossos filhos, por isso devemos tentar ser a melhor influência.

6. Confundimos inteligência, talento e influência, com maturidade

A inteligência é muitas vezes usada como uma unidade de medida da maturidade de uma criança e, os pais assumem que uma criança inteligente está pronta para o mundo, quando não é necessariamente verdade. Não há uma idade mágica em que devemos dar mais liberdade ou responsabilidade às crianças. A regra de ouro é, observar outras crianças da idade deles, e perceber o que fazem uns e outros . Não apresse nem atrase a independência dos seus filhos. Crescer tem um tempo próprio. Lembre-se sempre da idade dos seus filhos antes de se tornar mais permissivo, ou de lhes atribuir determinadas responsabilidades.

7. Não praticamos o que pregamos

Como pais, é da nossa responsabilidade “moldar” a vida que queremos para os nossos filhos. Para ajudá-los a construir o (bom) carácter, e a tornarem-se confiáveis e responsáveis pelas suas palavras e acções, temos de dar o exemplo com atitudes e não com palavras. Ensine aos seus filhos o significado de ajudar o próximo. Ensine-o a ser voluntário, a deixar os locais melhor do que os encontrou, a cumprimentar as pessoas no dia a dia, e a tratar toda a gente como igual.
Os seus filhos estão a observá-lo e a aprender com os seus actos. Ensine-os a ter escolhas éticas. É a primeira qualidade para virem a ser lideres. Lideres, e FELIZES.

 

Por Up To Kids ® fonte comportamentos forbes, com autorização para Up To Kids®