Rosie Dutton, uma professora britânica, explicou de uma forma criativa e bem eficaz os efeitos do bullying.

Rosie apenas precisou de duas maçãs.

Por fora, as frutas eram aparentemente iguais: grandes, muito vermelhas, daquelas que escolhemos nos mercados.

Só que, antes de levá-las para a sala de aula, a professora bateu com uma delas no chão repetidamente, mas de forma delicada. As crianças não souberam disso.

Na sala de aula mostrou as duas maçãs aos alunos, e pediu-lhes que as descrevessem. As semelhanças entre elas eram evidentes.

“Peguei na maçã que tinha atirado ao chão e comecei a dizer às crianças o quanto eu não gostava dela, que eu a achava nojenta, com uma cor horrível e que o pincaro era muito curto. Eu disse-lhes que, por eu não gostar daquela maçã, queria que elas também não gostassem, então elas deveriam insultar a fruta.”

As crianças olharam para Rosie admirados, mas começaram a passar a maçã de mão em mão, e cada aluno fazia um insulto à maçã. “És feia!” “Cheiras mal” “Não prestas”

“Nós ofendemos mesmo aquela pobre maçã. Até me senti mal por ela.”

De seguida, Rosie pediu que passassem a segunda maçã de mão em mão e que todos a elogiassem: “Que maçã adorável”, “A casca é bonita“, “Tens uma cor linda”.

Depois a professora segurou as duas maçãs e, em conjunto com as crianças, falaram sobre as suas semelhanças e diferenças. Aparentemente continuavam iguais..

A professora cortou as duas maçãs ao meio. A maçã elogiada era clarinha, fresca e sumarenta por dentro.

A maçã insultada estava cheia de marcas, nodoas negras, e estava mole por dentro por dentro.

Acho que as crianças tiveram uma espécie de iluminação naquele momento. Entenderam que, o que vimos no interior das maçãs representava cada um de nós quando se sente ofendido, triste por alguém nos maltratar através de ações ou palavras“, explica no post que fez no Facebook.

Quando as pessoas sofrem de bullying, especialmente as crianças, sentem-se péssimas por dentro e muitas vezes não demonstram nem exteriorizam o que estão a sentir. Se não tivéssemos cortado aquela maçã ao meio, nunca teríamos percebido este efeito

Na semana anterior, Rosie havia partilhado com as crianças uma situação em que ficou triste com as ofensas de uma pessoa.

Nós podemos impedir que isso aconteça. Podemos ensinar às crianças que que não devemos insultar, maltratar, ou gozar com os colegas. Podemos ensinar que devemos sempre defender os coleguas e não colaborar com qualquer tipo de bullying, tal como aluna  hoje, que se recusou a insultar a maçã.”

A esclarecedora lição foi dada numa aula chamada Relax Kids. Nesta aula, a professora e a escola oferecem ferramentas e técnicas para as crianças lidarem com os seus sentimentos e emoções, e ajudam os alunos a aprender a lidar com o  stress ou ansiedade.

Rosie Dutton diz que esta postura é transversal a todas as aulas. Mas nesta disciplina, especificamente, fala-se sobre emoções e as atividades realizadas promovem o trabalho em equipa, o respeito, o apoio aos colegas, a resolução de conflitos, a auto-estima e a confiança. Neste espaço pretende-se ainda divulgar espaços e criar elos seguros com as crianças, para que saibam onde e a quem devem recorrer se sentirem que precisam de ajuda.

Esta valiosa lição pode e deve ser transmitida aos nossos filhos na escola, em casa, nas actividades, onde quer que vão. Quanto mais cedo as crianças perceberem o efeito do Bullying, mais depressa estarão atentas ao que se passa em seu redor de forma a poderem proteger alguma vítima, ou protegerem-se a si próprias. É importante que as crianças entendam que se forem postas de parte ou insultadas pelos colegas a culpa dão é delas. Mas deles. E que eles são os bullys.

 

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“As Educadoras de Infância vivem um desafio ao nível das relações interpessoais materializado na dinâmica Educadora-Auxiliar, uma máquina que tentam ter sempre oleada.”

Somos Psicólogos, somos Pais, somos Formadores e desempenhamos um trabalho forte no Desenvolvimento de Competências, onde as Educadoras de Infância são um dos fascinantes públicos com quem trabalhamos. Também trabalhamos Professores, Pais e Alunos, claro. Ensinamos muitas pistas práticas nas (trans)Formações e Worshops Brilhantes, mas naturalmente, também aprendemos muito com as Educadoras de Infância.

Aprendemos de forma fantástica com a sua postura. Alguns dos ensinamentos, nem conseguimos colocar por palavras. Elas são assombrosas, como todas as pessoas que sonham e acreditam no seu trabalho.

Hoje é sábado, não há Escola, nem Pré-Escolar…pode ser uma boa hora para relembrar:

  1. A Educação Pré-Escolar não é Escola. (E ainda bem) É fundamental, porque é a preparação, o lançar das bases emocionais e sociais.
  2. Atenção Pais! Deixem as crianças terem as suas próprias conquistas. As Educadoras de Infância ensinam-nos que cada vitória é uma pedra para a auto-estima da criança.
  3. As Educadoras são muito ativas no delinear estratégias, para não serem “queimadas etapas”. As crianças têm os seus ritmos, os objetivos devem ser esgrimidos com gentiliza e sabedoria.
  4. Por vezes, certos pais, (uma minoria, sejamos optimistas), ainda não entendem a profundidade deste trabalho. Um trabalho onde a relação entre as crianças é uma base incrível!
  5. As crianças são todas diferentes e nas inter-relações que surgem, há muito valor para ser capitalizado.
  6. “OCEPS” não é um palavrão esquisito, são as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar . Estas foram recentemente remodeladas para estarem mais de acordo com a realidade cultural e histórica.
  7. Para as crianças evoluírem, as Educadoras de Infância reúnem muito e trabalham em equipa, planificando e estando sempre à procura de novas ideias.
  8. Por vezes, pensam que os Pais ficariam de boca aberta se pudessem espreitar o dia-a-dia das suas crianças. Elas superam-se, elas cantam, elas brincam, elas defendem-se, e, como não podia deixar de ser, elas também atacam.
  9. As Educadoras de Infância vivem um desafio ao nível das relações interpessoais materializado na dinâmica Educadora-Auxiliar, uma máquina que tentam ter sempre oleada.
  10. As Educadoras de Infância, trabalham inseridas numa instituição com as suas regras, planos e direções. Isto é bom. Mas também pode ter factores negativos, quando a direção limita a sua ação.
  11. Embora possa ser complicado para alguns Pais, o progresso de cada criança é individual. Não é suposto avaliar nem classificar a criança na Pré-Escolar.

Assim, Pais, reforcemos todos este fascínio por esta profissão que vai deixar marcas positivas no desenvolvimento das nossas crianças.

Deixamos em sua homenagem e para inspiração dos Pais, estas palavras:

O importante é ler, escrever e contar
O importante é ter, olhar e ouvir
Mas o mais importante, é ainda mais que isso
O mais importante, é ainda mais que isso

Há que recuperar o espaço para sonhar, cantar e brincar
Porque crescer não é apenas para o ar
Queremos crianças a crescer no interior,
onde o crescer atrai esperança e valor

O mais importante é crescer em relação, viver nas diferenças
O importante é crescer e saber que o importante é
Ser, observar e escutar   
O mais importante é ser, observar e escutar

imagem@rodavivagoiana

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Alfabetização precoce é perda de tempo

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Passamos tanto tempo a receber e a transmitir informações através da linguagem escrita que esta nos parece quase tão espontânea como a comunicação oral. No entanto, não há nada de natural na leitura. Não existe no cérebro nenhuma região especialmente dedicada à descodificação de símbolos que representem palavras. Trata-se de uma habilidade tão complexa que o nosso cérebro tem de se adaptar, criando um circuito que envolve as áreas – visual, auditiva e de linguagem.

A maior parte dos adultos não se lembram de como foi lento e trabalhoso o processo de aquisição da capacidade de leitura.

O facto é que essa transformação no cérebro não acontece e nem pode acontecer de um momento para o outro. É um trabalho de desenvolvimento e aquisição de conhecimentos por etapas que, por ansiedade dos pais e muitas vezes incentivo dos educadores, tem vindo a ser antecipado.

Não seria lógico concluir que, por se tratar de algo complexo, quanto mais cedo aprendessemos a linguagem escrita, melhor e mais fácil seria?

Sim e não: se considerarmos que o contacto com os livros, as brincadeiras de consciência fonológica, as histórias e as rimas recitadas e cantadas criam ligações no cérebro que serão importantes para a aquisição da capacidade de leitura, então este processo deveria começar cedo. Mas seria só mesmo esta fase em que se desenvolvem as conexões necessárias para que a leitura possa ser entendida com maior facilidade.

Já a alfabetização propriamente dita, para acontecer com tranquilidade e sucesso, deve esperar que as etapas anteriores estejam muito bem construídas e assimiladas. No entanto, grande parte das escolas (e muitos pais) esperam que as crianças cheguem aos 6 anos a saber ler e escrever.

Nessa idade, regra geral, as crianças ainda não estão neurologicamente prontas para começar a ler. Há áreas do cérebro envolvidas na leitura, como o giro angular, que não estão suficientemente desenvolvidas para que a descodificação faça algum sentido.

Por volta dos 4 anos muitas crianças memorizam letras e sílabas, reproduzem palavras inteiras e escrevem o seu nome – o que não significa que estejam a compreender o processo de leitura. Trata-se de memorização simples. Na verdade, nessa idade elas têm uma memória excelente, mas regra geral, não estão maduras para entender a linguagem escrita.

Maturidade da criança

Estudos mostram que essa maturidade, geralmente, ocorre entre os seis e os sete anos, quando acontece o que o neurocientista cognitivo Stanislas Dehaene chama de “revolução mental” no seu livro Os Neurónios da Leitura , da Penso Editora.

A “Revolução mental” é a fase em que a criança começa a perceber que a palavra pode ser dividida em diferentes fonemas. No entanto, não existem dois cérebros iguais, e haverá sempre variações na facilidade com que cada um se familiariza com a linguagem escrita, o que traz à escola o desafio de conhecer e respeitar o ritmo de cada aluno.

Assim, antes de estabelecer a chamada consciência fonológica, forçar a alfabetização é uma perda de tempo.

Este período de tempo pode ser muito bem aproveitado – as crianças em idade pré-escolar estão em pleno desenvolvimento da consciência metalinguística e ampliam diariamente o seu vocabulário.

Estudos mostram que, aos 3 anos de idade, as crianças têm a capacidade de absorver  a até 20 palavras novas por dia, enquanto assimilam naturalmente as complexas regras gramaticais. Em vez de forçar um cérebro ainda imaturo a relacionar letras a sons, estes miúdos podem (e devem) exercitar a linguagem oral e suas habilidades metalinguísticas de forma a familiarizarem-se com a complexidade das construções sintáticas que o seu idioma oferece.

Muito mais importante do que começar a ler cedo, é começar a associar a leitura a algo agradável e prazeroso e não a um desafio penoso. Para isso, é necessário que os pais e educadores respeitem o ritmo e a maturidade de cada criança para que possam então, iniciar a alfabetização com sucesso.

 

Artigo de Michele Müller, Jornalista especialista em neurociências e neuropsicologia, publicado em Brasilpost

 

imagem@AIA Austin

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A propósito do artigo aqui publicado ontem, um leitor da Up To Kids® lembrou-se deste texto do pediatra Mário Carneiro, e sugeriu a sua partilha. Com bastante pertinência, pois o tema que se debateu aqui foi a Escola enquanto modelo de aprendizagem ou local de avaliação. Fica para reflexão:

«Quando surgir um ministro que entenda que a escola não existe apenas para aprender a ler, escrever e fazer contas, talvez haja uma luz ao fundo do túnel…

A Escola é parte integrante da vida das crianças, pelo menos até cerca dos 17 anos. O seu dever é descobrir talentos e competências, detetar fragilidades, dar informação, gerar conhecimentos e, sobretudo, transmitir sabedoria que seja geral e sólida, mas respeitando a diversidade individual. Cada um tem as suas competências mas também as suas incompetências: o objetivo é dar o melhor de si próprio e atingir o máximo das suas faculdades, e não ter como meta ser “o menino do Quadro de Honra”… mal estará a noção de honra, se esse for o caso!

Outro aspeto tem a ver com os ritmos de ensino, as longas aulas em que os alunos têm de estar mudos e quedos, com professores que não toleram ser questionados, odeiam argumentação e não aceitam que possa haver estudantes que sabem mais do que o mestre, em aulas em que não se respeitam, nem a biologia, nem a psicologia das crianças. Há professores e professores. Mas ainda se registam muitos casos de “ensino à moda antiga”, com s´tores papagueando temas e veiculando informação, como se abrir a cabeça aos alunos e enchê-la de dados fosse o passaporte para uma vida feliz. A política atual do ministério, aliás, vai ao encontro desta forma bafienta de pensar, dado que a criatividade, a estética, a música, as artes plásticas ou o desporto, por exemplo, são os parentes pobres da Escola.

Para lá disso, o que se aprende na Escola tem de ser sedimentado em todos os lados. As fontes de informação, conhecimento e sabedoria são cada vez mais vastas, da casa à rua, passando pela televisão, internet, livros, amigos, vizinhos, casos reais, ficção… assim, a Escola não é “a única que ensina” e tem de ter a humildade de pensar que complementa o resto, designadamente o que é feito em casa, e não educa, mas sim desenvolve uma relação em que uns aprendem e outros ensinam, e nem sempre os protagonistas são os mesmos. Levar isto à prática faz com que se tenha de repensar praticamente tudo e abandonar alguns dos métodos de gerações anteriores. Querem melhor desafio?
É também essencial a descoberta de talentos e competências – exigirá uma revisão ampla dos objetivos da Escola e dos sistemas de classificação. Há competências sociais e humanas que não são classificáveis, mas o atual sistema é ínvio porque conduz, desde o início, à conclusão de que a performance académica é a única que interessa. Basta ser bom a matemática ou a ciências, mas pode ser-se um “bandido sem escrúpulos”. O contrário será bastante penalizador… A Escola deve estar atenta aos talentos e capacidades, para desenvolver pessoas livres e felizes, assertivas e solidárias, e sobretudo ecléticas, que vivem uma vida própria e relacional.

Uma última palavra para o ambiente, que tem de ser acolhedor, à medida dos alunos e dos professores, onde a exploração dos limites do corpo possa ser exercitada sem perigos mas com riscos controlados. Onde os alunos se sintam bem e felizes, condição indispensável para o sucesso educativo. Um ambiente de qualidade, a todos os níveis, com regras, normas e rigor, mas com humor, alegria e descontração. Uma Escola assim fará mais pelo civismo e pela cidadania, e pelo futuro dos estudantes, do que milhares de “pregações” feitas por adultos em promessas de campanhas eleitorais. » In Pais e filhos, Pediatra Mário Cordeiro

Proposta para reduzir tamanho das turmas foi aprovada

O Parlamento aprovou nesta sexta-feira um conjunto de propostas de vários partidos estipulando um número máximo de alunos por turma na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário.

“Os Verdes” (PEV), Partido Comunista Português (PCP), Bloco de Esquerda (BE), CDS-PP e PS apresentaram esta sexta-feira no Parlamento projectos relativos à dimensão das turmas no ensino público e todos foram aprovados. Agora, estes diplomas vão baixar à Comissão de Educação e Ciência, para que se possa encontrar uma redacção que reúna o acordo dos vários partidos.

O PCP, o PEV e o Bloco de Esquerda apresentaram projectos de lei que estabelecem números máximos de alunos por turma, com algumas ligeiras diferenças entre eles. O texto do PEV, por exemplo, prevê um máximo de 18 crianças nas turmas do pré-escolar e, em caso de turmas com crianças com necessidades educativas especiais ou NEE (que não podem ir além das duas), o número de alunos terá de se ficar pelos 14.

Do 1.º ao 4.º ano as turmas não deverão ter mais de 19 alunos (actualmente podem ir até aos 26) e, entre o 5.º e o 9.º ano, não podem ter mais de 20. Actualmente, as turmas dos 5.º ao 12.º anos de escolaridade são constituídas por um número mínimo de 24 alunos e um máximo de 30 alunos. A proposta do PEV é semelhante à do PCP que, no entanto, admite um total de 19 alunos por docente no pré-escolar.

No projecto que “estabelece medidas de redução do número de alunos por turma visando a melhoria do processo de ensino – aprendizagem” os comunistas prevêem ainda que as turmas só com crianças de três anos, não possam ir além dos 15 alunos. Esse deverá ser também o máximo observado para as turmas com crianças com NEE (que não devem ser mais de duas), seja no pré-escolar, no 1.º ciclo, ou no 2.º ciclo. No 3.º ciclo o limite sobe para 17 alunos.

“Práticas lectivas assistidas”

O projecto de lei do Bloco também contempla 19 alunos por turma no pré-escolar (15 alunos nas turmas com crianças com necessidades educativas especiais) e 20 alunos por turma no 1.º ciclo (do 1.º ao 4.º ano). Já para as turmas entre o 5.º e o 12.º ano, os bloquistas entendem que devem ter um mínimo de 18 e um máximo de 22 alunos. Se houver crianças com necessidades especiais, em qualquer um dos níveis de escolaridade, as turmas devem ter um máximo de 18 alunos e “não mais de dois alunos nessas condições”.

O Bloco fez ainda aprovar um projecto de resolução com medidas para a promoção do sucesso escolar, “nomeadamente o desdobramento de turmas, a promoção de coadjuvações, a reintrodução de pares pedagógicos nas disciplinas de maior pendor prático”, lê-se no documento.

Foi igualmente aprovado o projecto de resolução do PS que recomenda ao Governo a “progressiva redução do número de alunos por turma a partir do ano lectivo 2017/2018”, assim como o projecto de resolução do CDS-PP, visando “a promoção do sucesso escolar através de um estratégico e adequado dimensionamento de turmas”.

No diploma os centristas pedem a “adopção de práticas lectivas assistidas (isto é, de coadjuvação), aulas de apoio, o recurso aos projectos de promoção de sucesso já existentes ou a outros a criar para o efeito”.

Além disso, o CDS-PP pretende que se desenvolva uma discussão “alargada e fundamentada sobre quais os modelos de organização pedagógica das escolas, incluindo as tipologias e formatos de turmas” do ensino público, tomando com exemplo “experiências inovadoras já em curso noutros países”.
Os textos do PEV, PCP e BE foram aprovados com votos contra de PSD e CDS-PP e “luz verde” das demais bancadas, ao passo que no caso do PS, sociais-democratas e centristas abstiveram-se.

Já a resolução do CDS-PP pedindo a “promoção do sucesso escolar através de um estratégico e adequado dimensionamento de turmas” foi votado por alíneas, mas no final foi também aprovado.

 

Em Público, por Agência Lusa

Nota: Foram alterados os dados iniciais de acordo com a legislação em vigor

Escola do Futuro em Espoo | Finlandia

A Saunalahti School, em Espoo, oeste de Helsinque, funciona como uma metáfora moderna para a educação finlandesa: uma melhor arquitetura contribui para uma melhor experiência de aprendizagem.

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A premiada empresa de Helsinque Verstas Architects construiu recentemente a Saunalahti School, que abriu suas portas no outono de 2012 abrangendo uma área de 10500 m² e contem um vasto programa, nomeadamente Escola Básica e Secundária, Jardim de Infância, a casa da juventude, uma sala de teatro, sala de jantar, biblioteca, ginásio entre outros. Prevê ainda espaços de utilização comum, de forma a beneficiar os moradores do bairro onde se situa. Esta é considerada a estrutura da Escola do Futuro.

O complexo Educacional foi construído na área adjacente à nova área residencial e permite uma abordagem alternativa à educação tradicional.

Os Arquitetos afastaram-se de um layout clássico e da divisão do espaço em salas de aula. O projeto tem como objetivo estimular o diálogo  e o desenvolvimento das capacidades criativas das crianças e jovens, permitindo que a aprendizagem se desenvolva num ambiente descontraído, enfatizando a cultura, as artes e capacidades físicas/motoras das crianças/educandos. Os espaços interiores estão intimamente ligados aos exteriores, de acordo com cada faixa etária, mas juntas constituem um todo.

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Mais do que um lugar para estudar arte, matemática e literatura: a Saunalahti School pretende dar resposta às necessidades de alunos e da comunidade.

O modelo de sucesso da  Saunalahti School

Classificada como uma das melhores instituições educacionais pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Programme for International Student Assessment – PISA), esta escola oferece mais do que formação académica: também estão à disposição serviços médicos de odontologia ou de aconselhamento,  para garantir o bem-estar dos alunos.

Segundo a OECD  as “escolas finlandesas  tornaram-se uma espécie de destino turístico”, nos quais educadores e criadores de políticas de todo o mundo tentam decifrar qual “o modelo de sucesso”.

Salas de aula não tradicionais

A Saunalahti School foi projetada para promover a integração das salas de aula não tradicionais com a experiência educativa que possibilita novas maneiras de aprendizagem, tendo a colaboração como foco.

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As paredes de vidro entre salas de aula permitem que os alunos trabalhem em grupo, um reforço da proposta pedagógica da escola. As grandes janelas com vista para o exterior permitem que as crianças interajam com o meio ambiente. As crianças adoram uma boa leitura sentados nos parapeitos das janelas.

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As salas de aula, que também são ideais para workshops, têm portas de vidro sempre abertas a grupos de alunos vizinhos. Há espaço suficiente nos corredores para que os frequentadores possam sentar-se, trabalhar e estudar.

A arquitetura da escola foi criada em função da experiência de aprendizagem global, quer dentro quer fora das salas.

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A arquitetura como preditor de uma melhor experiência de aprendizagem

A Saunalahti School é uma plataforma ativa e aberta à aprendizagem, à cultura e à comunidade.

Arquitetura foi concebido para apoiar as ideias pedagógicas da escola em busca de melhores resultados de aprendizagem. A abertura e o sentido de comunidade foram elementos fundamentais na concepção do edifício. Valorizam-se as artes e educação física. O edifício apoia a aprendizagem também fora da sala de aula e incentiva as crianças a usar espaços de forma aberta e não ortodoxos.saunalahti-2

O coração do edifício é a sala multiusos, o ponto de encontro para todos os usuários. As brutas paredes de betão e o teto de carvalho suavemente curvando abraçam a envolvente e caracterizam o espaço. Os espaços de ginástica, salas de aula de oficinas e pátios de escolas são usadas pelos habitantes locais à noite e aos  fins de semana.

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O revestimento paredes exeteriores é composto por camadas horizontais de diferentes técnicas de alvenaria,  para que os alunos toquem e experimentem sensações diversas.

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No interior os arquitetos usaram materiais ecológicos recriando um ambiente caloroso e confortável.

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As áreas comuns dedicadas à passagem estão pintadas de cores vivas, cada uma com uma cor específica, para que a orientação dentro do mesmo seja feita de forma mais fácil e intuitiva.

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Fontes: livejournalIncrível, finland.fi,verstasarkkitehdit

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A Ideia é definir “o que é essencial que os alunos aprendam”, diz o secretário de Estado. Mudança arranca em 2017

O Ministério da Educação pretende aplicar, já a partir do próximo ano letivo, “currículos essenciais” das diferentes disciplinas nos 1.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade. A ideia, resumida ao DN pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, é focar, nos programas, “aquilo que é essencial que os alunos aprendam para depois permitir uma melhor gestão do tempo e do trabalho” nas escolas.

O governante confirmou ainda ter pedido às associações de várias áreas disciplinares, com as quais esteve ontem reunido, que apresentem à tutela “um desenho” daquele que consideram o currículo essencial de cada uma das suas áreas. As primeiras propostas deverão chegar ao Ministério já no início de 2017.

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Esta “nova forma de gestão dos currículos” – que recusou comparar às metas de aprendizagem definidas pelos governos PSD/CDS, até por considerar que essas “são tão extensas nalgumas disciplinas que não são atingíveis” – poderá ser aplicada “em algumas escolas” ou generalizada logo em 2017. “Em função da qualidade do debate [público da proposta], veremos se temos já todas no próximo ano ou só algumas”, explicou.

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O ensino secundário também deverá ser abrangido, nomeadamente “no 10.º ano”. Mas esse será um objetivo a concretizar mais adiante. Já os alunos nos anos de escolaridade intermédios -2.º, 3.º, 6.º, 8.º e 9.º – ficarão para já de forma, porque o objetivo é a “implementação gradual” destas orientações. “O currículo é gerido por ciclos. Quem já está num ciclo deve levá-lo até ao fim”.

O projeto insere-se no chamado Perfil do Aluno no 12.º ano , que visa definir as competências que os estudantes devem ter adquirido no final da escolaridade obrigatória. Um projeto que está a ser coordenado pelo antigo ministro da Educação – e atual administrador da Gulbenkian com este pelouro – Guilherme Oliveira Martins.

E o secretário de Estado ressalvou que nesta fase nada está fechado. “O trabalho que estamos a fazer, coordenado pelo doutor Guilherme Oliveira, e com as associações de professores, queremos que seja gerador de consensos”, explicou, acrescentando que serão também ouvidos “o Conselho Nacional de Educação, o Conselho de Escolas e outros atores”.

João Costa fez esta revelação ao DN no âmbito de uma entrevista sobre medidas de promoção do sucesso escolar, na qual considerou ser “consensual” a convicção de que os currículos em Portugal são demasiado extensos, deixando pouca margem para fazer “diferenciação pedagógica” no trabalho com os alunos, nomeadamente daqueles que revelam dificuldades, e também para promover “competências de nível mais elevado” entre os estudantes, como o “pensamento crítico”.

Estes “currículos essenciais” acabam por ser uma alternativa mais suave à reforma curricular e extinção de algumas metas que vinha sendo exigida por associações de professores, nomeadamente de Português e de Matemática. No entanto, estas consideram que poderão ser alcançados os mesmos objetivos.

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Antes de mais sentimos satisfação por terem sido ouvidas as associações profissionais de professores, que são de facto aquelas que mais trabalham as questões das aprendizagens“, disse ao DN Lurdes Figueiral, da Associação de Professores de Matemática. “Pode ser muito bom para os alunos e pode ajudar os professores e as famílias. É centrarmo-nos no essencial. É não termos um currículo tão extenso e desarticulado como temos neste momento.”

“Não é mudar o programa mas é dizer o que é fundamental e gerir o programa o melhor possível”, acrescentou Edviges Ferreira, da Associação de Professores de Português. “O programa mantém a base, tem de se manter, mas vai haver alguns ajustes. E há coisas em que é fundamental haver ajustes.”

Manuel António Pereira, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) também defendeu ao DN que “faz sentido” definir “mínimos obrigatórios para cada ciclo e cada ano de escolaridade”. Até para que, dentro da sua autonomia, “as escolas possam escolher os caminhos para se atingirem as metas”.

Já este ano letivo, o Governo deu às escolas a oportunidade de definirem até 25% da carga curricular, para além de estar a incentivar a flexibilidade na gestão dos currículos. Mas, para o presidente da ANDAEP, essa autonomia “não passa de uma falácia” enquanto estas tiverem de se guiar pelos programas e metas em vigor.

Fonte DN

Se há profissão especial, essa profissão é a de professor.

São tantas as razões; As horas que passam com os nossos filhos, os segredos partilhados, a base do futuro, o exemplo, a esperança…

E as dificuldades? Imensas; O trabalho burocrático, as turmas demasiado grandes, tantos pais e encarregados de educação ausentes…

E sim, agora, os professores já devem estar de férias. Não, eles não entram de férias ao mesmo tempo que os alunos. Há vida e muito trabalho nas Escolas nas férias dos alunos. Ainda há pessoas que não entendem esta realidade. As reflexões sobre o professor do futuro, são os dados que levam os profissionais a quererem melhorar, são pensamentos sobre o trabalho que é feito em centenas de escolas em Portugal. Demasiadas vezes levado a cabo longe das “luzes da ribalta”, como se fosse um segredo. Segredo que agora revelo.

Reflexão 1

Como Hensel e Gretel fugiam da fome e da miséria, as nossas crianças precisam escapar-se de um tipo de futuro que todos tememos. A ameaça terrorista, as doenças mentais e a falta de felicidade, são os diferentes chapéus da bruxa. O século XXI exige toda a concentração. Exige profundidade nas análises. Também necessita de inspiração. Mas é no trabalho e na reflexão sobre os dilemas que estarão as soluções.

Neste particular, os professores têm essa responsabilidade. Quando a enfrentam, quando procuram ler, refletir, debater e ter formação, eles brilham de tão especiais que são. Quando estão atentos às inteligências múltiplas, às neurociências e à emoção na relação pedagógica, estes professores, por vezes com sacrifício, atingem um caráter particular. Um caráter especial.

Reflexão 2

Precisamos de professores que sejam capazes de educar crianças, de modo a que saibam sozinhas colocar bem as suas migalhas de pão. Precisamos de professores que inventem formas dessas migalhas não serem comidas pelos pássaros. Felizmente, em Portugal, há milhares destes professores.

Claro que também gosto do Cristiano Ronaldo. Claro que vibrei com as conquistas da selecção. Mas não posso de deixar de pensar que há aqui alguma injustiça. Quem são os verdadeiros heróis? Quem deveria ser reconhecido socialmente?

Reflexão 3

Não pretendemos colocar aqui as noções teóricas do trabalho que desenvolvemos com os professores na (trans)Formação “Os Sete Hábitos do Professor do Futuro”. Procuramos produzir sentimentos. Deixo os dados e as relações de causa efeito para o trabalho no terreno. Aí falamos na importância do professor do futuro estar atento à credibilidade das fontes. Aí ajudamos a pensar sobre as formas de lidar com a ansiedade e sobre formas de comunicação que agarrem as crianças e jovens.

Reflexão 4

Trabalhamos em muitas Escolas Públicas, como na EBI do Pinhal Novo e em Instituições como o Centro Comunitário de Carcavelos. Trabalhamos com professores em Colégios em Lisboa, como no “Colégio de Santa Doroteia” e em Escolas Públicas de norte a sul, como no Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus em Vila Real.  Correndo o risco de deixar de fora muitos exemplos, arrisco citar alguns, porque é importante. É importante espalharmos a noção de que há muitos professores a fazer o que é certo! Eles já estão no futuro. As mudanças das crianças, as mudanças nos mercados de trabalho, as mudanças no mundo já estão aí. Os desafios já chegaram. E os professores já estão a dar tudo. Muitos professores já estão a dar tudo.

Confissão

As minhas lágrimas brotam no final do trabalho, quando sinto os professores envolvidos, quando os vejo serem agitados e quando eles próprios me agitam. A alegria invade-me quando chego ao carro e sinto que tocámos nas pessoas especiais. Aprendo sempre.

Um grupo de pessoas que trabalha em salas quentes, que trabalha fora da hora de trabalho, um grupo de docentes que investe para melhorar na relação com os alunos, um grupo de pessoas que canta o coro da escola numa manifestação esmagadora de espírito de grupo. Um professor que nos interpela dizendo “não concordo” só porque estava atento, só porque estava a pensar. Um professor que se chega à frente e organiza o evento, preparando tudo, desde as inscrições à marcação da sala.

Vibrei na Escola em Vila Real quando aplaudiram a diretora, a “charming red”.

Boas férias, aos que estão de férias, até breve para mais emoções, para mais trabalho. Há migalhas para ensinar a colocar, há pássaros para afugentar, há bruxas para colocar no forno. Estes são os nossos “golos do Éder”.

Vai visitar uma escola?

9 perguntas indispensáveis para fazer ao director

Embora a maior parte dos pais já tenham escolhido a escola onde irão colocar os seus filhos no próximo ano letivo, há também muitas escolas que já estão a para marcar visitas para o ano a seguir, aproveitando assim a interrupção letivas do verão.

Se ainda não tem uma opção definida para os seus filhos e vai visitar uma escola brevemente, este artigo é para si!

Escolher uma nova escola pode ser uma saga . Agora que domina a ciência complexa que está na origem desta decisão, queremos mesmo que faça boa figura no primeiro contacto com as escolas que seleccionou para o seu filho. São nove perguntas essenciais que o vão tornar um especialista na matéria aos olhos do director, e nove respostas que vão pesar na balança.

Ficam as nove perguntas indispensáveis a fazer ao diretor quando vai visitar uma escola:

1. O que distingue esta escola das outras?

Porque a resposta a esta pergunta pode ser vital na sua decisão, o director deve conseguir estruturá-la com a clareza e energia de um apaixonado. Uma escola segue o caminho que a direcção marcar.

2. Como asseguram a comunicação escola-família?

Este é dos aspectos interessantes de avaliar se pretende saber qual a abertura da escola à família. Há um sem número de ferramentas tecnológicas que permitem que os pais acedam com facilidade a tudo o que acontece na escola: visitas, actividades, projectos, avaliações, assiduidade. Não usufruir deste recurso é uma limitação séria a ter em conta.

3. Existe um programa de acolhimento para os novos alunos?

A integração numa nova escola pode ser problemática especialmente se não for planeada do lado de lá. No caso das crianças mais novas, deve existir uma forte articulação com a família. No das mais velhas, o envolvimento do director de turma e do representante dos alunos é essencial.

4. Qual o nível de rotatividade do corpo docente?

A estabilidade é fundamental para a qualidade do ensino. Uma instituição em que os professores estão constantemente a mudar de rosto talvez não os valorize tanto quanto deveria. Se o rendimento dos professores é afectado o do seu filho também, acredite.

5. Os colaboradores fazem formação contínua?

Uma escola lida com uma multiplicidade grande de serviços: alimentação, ensino, transporte, higienização dos espaços. É importante que cada área possa usufruir de um plano de formação planeado de acordo com as necessidades, e que contribua para a melhoria contínua das práticas.

6. A escola pratica inquéritos de satisfação com regularidade?

A opinião dos mais directamente afectados pelo serviço educativo não deve ser menosprezada. Por norma as crianças, os pais e os colaboradores reconhecem com bom rigor quais os pontos fortes e as práticas a melhorar numa escola. Este procedimento é também um bom caminho para fomentar hábitos de cidadania e para democratizar a gestão.

7. Em média quantos vigilantes existem por grupo?

O tamanho dos grupos e o ratio adulto-criança são elementos chave na manutenção da segurança física e emocional das crianças. Questione a direcção acerca dos recursos humanos que a escola disponibiliza para o nível de ensino que procura, e para os diferentes momentos da rotina: aulas, refeições e pausas.

8. Quantas vezes os alunos podem sair para o exterior?

Ter tempo e o espaço coberto que permita respirar ar puro ou esticar as pernas mesmo no Inverno, é muito importante para ter bom desempenho. Uma criança precisa de movimentar-se mais que um adulto e essa necessidade deve ser respeitada. Para além disso, as salas de actividade precisam de arejamento frequente durante estes intervalos para que sejam evitados os habituais contágios.

9. Que áreas são contempladas pela avaliação dos alunos?

Se é exigido aos estudantes que adoptem uma determinada linha de conduta ao nível do comportamento, da cidadania, dos valores e dos hábitos, não incluir esses elementos na avaliação é boicotar a sua importância na formação global do aluno. Que incentivo terão os mais novos em envolver-se em projectos sociais relevantes, se eles tiverem um efeito nulo nos resultados?

Se é verdade que os pais não nascem ensinados, também é verdade que às vezes precisavam de um quadro de regras. Deixamos aqui 14 Verdades que os professores deviam dizer aos pais:

  1. O seu filho não é um amigo de circunstância, é alguém que deve receber dos pais formação de qualidade, sobretudo ao nível das atitudes e dos valores. Rirem-se juntos do colega que começou a usar óculos não é bom sinal.
  2. As crianças não são máquinas. Adaptar-se a uma nova realidade escolar ou familiar pode levar tempo e prejudicar as notas. Os testes não são a única coisa que importa no desenvolvimento.
  3. As capas de revista, os rappers e alguns super heróis animados são modelos normais para as crianças, se em dose controlada. Permitir que o seu filho se comporte como uma personagem de ficção o tempo inteiro é bem diferente.
  4. Os videojogos e a TV cumprem uma função de entretenimento, não são reguladores de comportamento. Os jovens não aprendem a viver socialmente se não se relacionarem com as outras pessoas.
  5. Existe uma hierarquia bem clara entre pais e filhos. Invertê-la não é natural.
  6. Dizer à boca cheia que o seu filho não consegue, é admitir que desistiu de o ajudar. Especialmente se ele estiver a ouvir.
  7. A educação física é tão importante como qualquer outra disciplina curricular. Se o seu filho inventa desculpas para não praticar exercício e os pais assinam em baixo, estão a errar duplamente: promovem o sedentarismo e ao mesmo tempo ensinam a mentir.
  8. Não marco trabalhos de casa se me garantir que (sem eles) vai acompanhar na mesma a matéria que o seu filho está a estudar. E as dificuldades.
  9. Desculpar-se pela falta de material como se de um erro seu se tratasse nunca irá tornar o seu filho responsável.
  10. Estacionar em segunda fila e perder-se na conversa com outros pais, enquanto eu espero, é de mau tom.
  11. Se o seu filho tem problemas sociais com colegas que não consegue resolver, procure a ajuda do professor. Não lhe compete abordar diretamente outras crianças pelas quais não é responsável. Disputas que não afetem o bem-estar físico e psicológico devem ser resolvidas entre os mais novos.
  12. Passar todos os dias à porta da escola e nem sequer entrar para perguntar como correu o dia, dá a entender que a educação ocupa o último lugar da sua lista de prioridades.
  13. Mesmo que tenha o dom da palavra, apoderar-se dela durante toda a reunião de pais perturba a minha gestão de tempo. Prometo dar-lhe toda a atenção numa reunião individual.
  14. Evite comentários impróprios sobre os professores em frente ao seu filho. Se pensar um pouco, verá que é ele quem está a afetar primeiro.

imagem@inspectorinsight

 

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