Para a maioria das pessoas, as rotinas fazem parte do dia-a-dia e já são realizadas de uma forma quase automática. Dão segurança e são um bom exemplo para os filhos, que tendem a imitar tudo o que os pais fazem. As rotinas ajudam-nos a simplificar de tal forma a nossa vida, que postas em prática seria difícil depois viver sem elas.

Viver a vida de uma forma regrada, pratica e simples é essencial para sermos mais felizes.

Ao criar uma rotina, cria um hábito e segundo os especialistas para criar um novo hábito terá que repetir pelo menos 21 dias seguidos um procedimento para este se tornar num hábito.

Para que seja mais fácil, e até as rotinas se tornarem automáticas, a melhor solução é fazer uma lista de tarefas e uma estimativa do tempo que estas demorarão a fazer, para melhor gerir o seu tempo, afinal de contas, tempo é dinheiro!

As rotinas diárias e semanais são fundamentais, para que o dia-a-dia corra da melhor maneira. Criar rotinas não é nada mais do que planear com antecedência, com vista a que nada fique esquecido, para que a produtividade seja maior e que tudo seja feito de uma maneira automática e que não haja perda de tempo.

As rotinas diárias são para mim as mais importantes, porque as repetimos todos os dias e todos os dias devem ser feitas.

A rotina matinal, geralmente esta é mais complicada se tivermos filhos pequenos, porque é uma corrida contra o tempo, em que temos horários a cumprir e muitas vezes compromissos que não podem falhar. Daí a importância de fazer uma lista com a rotina matinal e se necessário, levantar-se 30 minutos mais cedo. A rotina matinal define como irá ser o dia, portanto há que se organizar!

A rotina noturna, esta leva mais tempo a executar porque além de ser o período mais longo do dia que estamos em casa, é importante prepararmos o dia seguinte à noite, para que a rotina matinal seja mais calma e menos stressante e isso leva tempo.

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Rotina de limpeza diária, em que pais e filhos devem participar, para que a casa possa estar sempre minimamente arrumada e organizada.

As rotinas semanais são também muito importantes e complementam as diárias, por isso não se esqueça de fazer uma lista com as rotinas semanais, ir às compras, planear o menu semanal, planear a semana, verificar o que não foi feito durante essa semana, porque não ficou feito e passar essa tarefa / compromisso para a semana seguinte, em suma o que é feito semanalmente.

Se conseguir seguir este esquema, o tempo vai deixar de ser desculpa, o tempo só é desculpa quando não o sabemos gerir e priorizar. Tantas vezes ouvimos pessoas a lamentarem-se que o tempo não chega para nada, isso, porque essas pessoas pouco ou nada fazem para aproveitar o tempo.

Todos nós queremos simplificar a nossa vida, e é normal que assim seja, mas para isso tem que mudar a sua vida criando regras, horários e rotinas, ser disciplinada e ter objetivos na vida.

Não concorda comigo?

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A saúde e o equilíbrio de um indivíduo estão intimamente ligados ao seu ritmo. Na criança mais ainda,pois está a aprender a entender o mundo e quem estabelece este ritmo, na infância, são os pais ou cuidadores.

Nos primeiros 7 anos de vida, a criança  desenvolve-se muito. Na parte física, por exemplo, ganha muito peso e cresce bastante. Sabemos que durante o sono a criança desenvolve-se ainda mais, então é essencial que durma bastante, de preferência durante a noite.

Hoje em dia, há uma grande dificuldade em alcançar uma rotina natural do DIA e da NOITE como antigamente. As horas de sono, por exemplo, têm diminuído bastante segundo diversos estudos, principalmente depois da chegada da luz elétrica. Agora, com a incidência dos tablets, celulares, televisão etc., nem nem se fala. Toda esta tecnologia de luz tem roubado muita vitalidade, principalmente às crianças, que precisam de muitas horas de sono e também de uma rigorosa rotina na alimentação.

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No caso dos bebés, para um bom funcionamento natural do organismo, eles alimentam-se, digerem, repousam, para depois se alimentarem novamente. Se esta rotina não é bem feita e orientada pelos pais, o processo digestivo fica sobrecarregado, gerando um mal-estar e cólicas no bebê, que por sua vez não consegue adormecer, criando o chamado efeito dominó.

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Não é à toa que um bebê bem NUTRIDO é um bebé que tem sua hora de comer e de dormir respeitadas, afinal uma criança com sono e cansada não terá o mesmo prazer em alimentar-se. Da mesma forma, uma criança com fome –ou com uma digestão difícil por estar sobrecarregada– não conseguirá relaxar para um sono tranquilo. Estes fatores devem ser considerados em todas as idades, não só para os bebés.

A criança precisa deste ritmo não só para suas necessidades orgânicas, mas também para suas necessidades emocionais.
Se a criança reconhece que a vida tem um ritmo, que o sol se levanta e se põe, que existem as estações de ano, que o seu aniversário se repete todos os anos na mesma época, terá uma segurança emocional que se deve à previsibilidade.

Ou seja, se a criança sabe que as coisas acontecem e que não tem que gritar, ou de ficar ansiosa para conseguir algo, todo seu entorno caminhará de forma mais harmoniosa, inclusive sua alimentação.

Por Dr. Antônio Carlos de Souza Aranha, para Nutrifilhos

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Como adormecer o bebé

Após o nascimento, durante os primeiros dias de vida, um bebé dorme bastantes horas por dia, acordando para a alimentação e logo volta a adormecer. As noites são, normalmente, a pior altura do dia. Pautadas pelas cólicas, o acordar constante do bebé, entre outros fatores que fazem com que o descanso dos pais passe para terceiro plano.

Após várias noites sem dormir e algum cansaço acumulado é quando a criatividade dos pais começa a dar os seus frutos, inventando mil e um truques para adormecer o bebé e, assim, poderem finalmente descansar. Os truques são vários: colocar o bebé no carrinho e andar com ele pela casa, cantar para o bebé e embalá-lo, ligar o secador do cabelo e até gravar o batimento de um coração e colocá-lo como se de uma canção de embalar se tratasse.

Este é um tema bastante discutido entre familiares, amigos e mesmo entre o casal.

Atualmente, a psicológica foca de duas maneiras muito distintas como solucionar esta situação.

Por um lado temos o método o Dr. Estivill, com o seu famoso livro “Método Estivill: Um guia rápido para os pais ensinarem os filhos a dormir”.  Este método consiste em ensinar os bebés, a partir dos 6 meses de idade, a dormirem sozinhos. Este autor refere-nos também que os bebés adquirem hábitos incorretos de sono e acostumam-se ao que os pais lhes “ensinam”. Por exemplo, se o bebé se habitua a que antes de dormir tem de ser embalado pela mãe com uma determinada canção, quererá adormecer sempre dessa maneira. Caso a mãe algum dia não o possa adormecer desta maneira, ou não possa estar presente durante o processo de adormecer o bebé, este irá com certeza chorar e será muito mais difícil que adormeça.

Este método foi fortemente criticado e é de difícil aplicação devido às questões emocionais inerentes e que afectam os recém-papás. É certo que durante a aprendizagem o bebé poderá chorar mas os pais deverão manter-se firmes e não ir logo a correr ter com ele.

No outro extremo deste tema temos uma corrente da psicologia que defende a criança natural e a educação baseada no cuidado e no carinho. Nesta vertente podemos encontrar autores como Carlos González, com o seu livro “Bésame Mucho, Como Criar os Seus Filhos com Amor”. Este autor refere que se o bebé chora não é por manipulação mas sim porque precisa dos pais. Se estes estiverem sempre presentes, a abraçar e mimar o bebé dar-lhe-à mais confiança e segurança.

Esta é uma forma de satisfazer as necessidades do bebé em todo e qualquer momento. Neste método não se pensa nas necessidades da mãe ou do pai.

Pretendemos conforto nas nossas vidas? Ou queremos sacrificar-nos durante um período de tempo?

Existem decisões que são difíceis de tomar.

As noites sem dormir e o cansaço acumulado fazem com que os pais não saibam muito bem o que fazer. É recomendável que os futuros pais, antes de se depararem com esta situação, tenham bem claro de que maneira irão educar o seu bebé para dormir. Deverão ler sobre o tema e tirar as suas próprias conclusões.  Assim prevenirão algumas  inseguranças nas futuras longas noites que estão por vir. Aquelas que terão como música de fundo o choro do seu bebé.

Ser pais é um caminho de constante aprendizagem e que começa com a gravidez. É nesta etapa que os futuros pais ainda possuem tempo disponível que posteriormente não vão dispor. Desfrutar do mesmo é importante. Mas não se esqueça de si. É também importante ler um pouco sobre puericultura de modo a ajudar a entender melhor o bebé que aí vem.

 

Cuidado com as crianças que se deitam tarde

“Vai dormir senão não cresces!”

Alguém já ouviu essa frase em criança?

Quase todos ouvimos isso em criança. Mas sempre como uma forma de intimar as crianças para que se deitassem e acordassem cedo sem reclamações.

Acontece que o tal “dormir cedo”, de facto, faz muita diferença no seu crescimento e desenvolvimento, confirma o psiquiatra pediátrico, Dr. José Ferreira Belisário Filho.

Os nossos hábitos mudaram, e ir para a cama antes das 21 horas não é uma realidade muito comum. Acontece que isso tem influenciado directamente o futuro das crianças quer fisica quer emocionalmente.  Verifica-se uma descida da estatura média prevista para esta geração estatura e as criança estão mais desatentas e mais ansiosas. Apresentam diferentes transtornos que tem vindo a encher os consultórios de psicologia e psicoterapia.

É possível mudar esses hábitos?

As mães também sofrem com esta pressão social. Se se ausentam mais cedo de algum programa social para pôr a prole na cama, são criticadas. Quando o telefone toca em casa depois das 21:30h e atendem num tom mais baixo porque as crianças estão a adormecer ou a dormir – “Ah não sabia que se deitavam tão cedo!”.  Tudo isto acaba por gerar alguma tensão e ansiedade!

Para mudar os hábitos de sono de uma criança, é importante mudar os hábitos da família.

A criança não querer ir para a cama cedo se perceber que toda a casa está a pé, luzes acesas, TV ligada, e só ela é que tem de se deitar.

Portanto, a orientação do psiquiatra, nestes casos é simples:

  • ler estórias
  • preparar o ambiente
  • desligar as luzes da casa. Sim, todas as luzes.

E esta mudança de hábitos pode mesmo passar por alterar o tipo de iluminação da casa, especialmente na sala e nos quartos. Nada de luzes brancas, por favor! Uma casa precisa de luzes amarelas, que relaxam e fomentam a chegada do sono. Segundo o Dr. Belisário, a luz branca emite uma onda azul que actua directamente nas mitocondrias da nossa retina, inibindo a hormona do sono, a melatonina.

E é a mesma luz que sai dos aparelhos electrónicos.

Telemóveis e ipads antes de dormir, nas palavras do psiquiatra, são uma desgraça. Isto serve também para os pais. O whatsapp que não pára de até de madrugada desperta muito as pessoas. Ainda que consiga adormecer depois de ler uma mensagem, certamente dormiria melhor se não a tivesse lido. Acordar de madrugada e olhar para o telemóvel só prejudica o sono.

As crianças precisam dormir cedo por um simples motivo: a hormona do crescimento age sempre às 00h30 em quase todas as pessoas. Mas actua no quarto estágio do sono.

Desta forma, se a criança for para a cama às 22h, 23h, a hormona terá muito menos tempo de actuação, prejudicando assim o seu crescimento.

Funcionamento cerebral e o sono

Observando imagens do cérebro de uma criança que adormecia cedo e de outra adormecia tarde, antes de uma prova de matemática, percebe-se que na primeira há várias áreas destacadas em actividade, enquanto na outra, há só uma pequena parte. Possivelmente, a que dormiu mal vai-se lembrar menos do que estudou do que a outra criança.

Aquelas crianças que adquirirem um hábito de sono desde cedo, vão se tornar adultos com menos propensão de ter outras doenças, como o Alzheimer, que tem afectado um número cada vez maior de pessoas. Segundo o psiquiatra, apenas duas coisas realmente retardam essa doença: exercícios físicos e sono. Quanto mais, melhor.

Uma das boas coisas que os pais podem fazer pelos filhos é habitua-los a praticar desporto desde cedo. “Crianças que fazem exercício antes de ir dormir, dormem muito melhor”, afirma o psiquiatra.

O Dr. Belisário também alerta sobre a quantidade de prescrição de ritalina, e que isso está directamente ligada à má qualidade de sono.

Os pais devem pensar seriamente em estratégias para melhorar a qualidade do sono de toda a família. Trocar as lâmpadas, incentivar os desportos, assumir ainda mais a família como a sua mais importante tarefa. Os pais trabalham como loucos e esquecem que não estão numa corrida, mas sim com uma missão: fazer de sua casa o melhor lugar para se viver.

Fazer da sua família uma prioridade consciente,  criará crianças felizes. Crianças felizes têm uma maior probabilidade de se tornem adultos seguros, realizados e saudáveis – física e psicologicamente.

 

Texto publicado em soutãoboa

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Sabemos que a necessidade de sono de um bebé não é a mesma que a de um adulto.

Quando nasce, o bebé passa muito tempo a dormir, mas também tem necessidade de acordar para se alimentar, mudar a fralda, receber carinho e aconchego, etc.

Há dois factos importantes a reter no que respeita ao primeiro ano do bebé: o crescimento físico (o peso da criança aumenta cerca do triplo) e o desenvolvimento (cognitivo, metabólico, motor).

O crescimento acontece durante o sono, ao passo que o desenvolvimento é estimulado enquanto a criança está acordada. No entanto, são complementares: a vivência do bebé enquanto está desperto é assimilada pelo organismo, repercutindo-­se pelo sono. É enquanto se alimenta e movimenta que os órgãos se desenvolvem; o que os órgãos assimilaram durante o período de atividade vai refletir-se durante o sono do bebé, promovendo o seu crescimento físico. Dada esta equação, torna-­se salutar conseguir um equilíbrio entre ambas as partes.

Até ao primeiro ano de vida deverá estar estabelecido um equilíbrio entre o ritmo dia/noite. Este vai verificar-­se pelo bom funcionamento dos órgãos e no desenvolvimento em geral.

Mas, e se a criança não dorme como devia? Dorme pouco, leva muito tempo a adormecer, ou tem interrupções no sono?

Podemos procurar dar resposta a algumas questões:

• Qual é o estado geral da criança de dia e de noite?

• Terá fome?

• O bebé sente frio ou calor? Está a usar roupa adequada? A fralda precisa de ser mudada?

• Como é o ambiente que rodeia a criança? A cama, o quarto, a família, o ritmo, a casa… há ruído, frio, organização, confusão?

• Tem cólicas ou prisão de ventre, comeu alimentos de difícil digestão?

• Estão a chegar os primeiros dentes?

• Existe um ritmo estabelecido?

• Como está a mãe? Satisfeita, cansada, alegre, ansiosa, frustrada?

Após observarem a criança e refletirem sobre as várias possibilidades, quando os pais descobrirem o que pode estar a gerar a instabilidade do sono, a pergunta seguinte é: o que fazer?

Se o bebé tem fome, naturalmente é alimentá-­lo. Numa primeira fase com leite materno (preferencialmente), tendo a mamã cuidado na sua alimentação para não tornar a digestão do bebé mais difícil.

Quanto à roupa escolhida para o bebé, uma boa opção será a lã merino, dado que regula a temperatura corporal. Em época de frio, um body de lã e seda garante que a criança permanece quente.

A própria caminha da criança deverá ser confortável e simples, transmitir conforto através de lençóis que respirem, 100% algodão, ou simplesmente um saco de dormir macio e confortável que mantém o bebé tapado. O berço deverá ter poucos bonecos ou distrações, para que o bebé entenda claramente que é um lugar para dormir. O quarto deverá ser arejado, limpo e organizado, de maneira a promover um ambiente acolhedor.

Se o problema for cólicas ou prisão de ventre, apostamos numa boa alimentação, onde os alimentos sejam pouco processados, em especial se o bebé vai dormir de seguida. Também um óleo próprio para massagem pode ajudar, aplicado na barriguinha em movimentos suaves e circulares, no sentido dos ponteiros do relógio. Posteriormente, uma bolsa de caroços de cereja aquecida, aplicada sob o abdómen do bebé, será também muito útil.

Entretanto, surgem os primeiros dentes, fase sobejamente conhecida e não pelos melhores motivos.

A maioria das crianças sente grande desconforto nesta altura, devido às dores provocadas pelo crescimento dos dentes, às vezes acompanhadas de febre.

Um mordedor dará uma ajuda, de preferência também de borracha natural como a chucha, e um bálsamo adequado para os primeiros dentes que acalme a dor.

No que respeita ao ritmo, é evidente: tentar, tanto quanto possível, fazer as mesmas coisas à mesma hora, transmitindo assim tranquilidade ao bebé (além de ser bom também para os pais, que poupam energia). Convém ter em mente uma das regras de ouro em relação aos distúrbios persistentes do sono: o sono da mãe é sagrado. Ela – e eventualmente o pai – deverá garantir um período de sono suficiente. Se assim não for, como poderá manter­se paciente e até presente nas várias horas de trabalho diário? A mãe deverá, pois, levantar­se o mínimo possível de noite.

Até perto do primeiro ano a mão que consola a criança no berço é uma boa solução. A criança sente-­se segura e volta a dormir. Pode também dizer, com tanta calma exterior e interior quanto possível, algo como: “Dorme bem, a mamã também vai dormir”. A mamã é o primeiro modelo que a criança imita, portanto se conseguir efetivamente deitar-­se e dormir também, tanto melhor. E mesmo que o bebé pequeno não entenda ainda o significado das palavras, ela capta a intenção do discurso.

Em situações em que seja necessário tomar alguma medida, como por exemplo levar a criança para a cama dos pais, é importante que apenas um dos adultos (mãe ou pai) a execute, porque a instabilidade tende a aumentar quando dois adultos têm o sono interrompido e, pior, se entrarem em conflito entre si.

Há outros fatores que podem contribuir para um relaxamento e assim promover um sono mais tranquilo, nomeadamente:

• um banho reconfortante numa banheira pequena em que possa ficar sentado como no útero;

• a técnica swaddle ­ durante os 2 primeiros meses sensivelmente, o bebé vai agradecer se o embrulhar em forma de crepe numa manta que fique justa. Existem mantas próprias para o efeito.

• um boneco de conforto – conhecido por doudou ou ó­ó – de preferência com lã por dentro,

uma vez que a lã absorve o cheiro facilmente, podendo reter o cheiro da mãe, que acalma o

bebé;

• uma chucha de borracha natural (a preferida da maioria), que estimula a sucção tão

característica e apaziguante nesta fase;

• uma massagem suave;

• fraldas à base de bambu, pois são mais frescas e absorvem mais, evitando muitas

mudanças da fralda durante a noite.

Entretanto, em casa ou na rua, leve o seu bebé junto a si, vai ser bom para ambos. Pode transportá­-lo num pano ou uma mochila ergonómica. Esta é uma excelente medida para ter um bebé relaxado, confiante, calmo e sem cólicas. Além disto, pode fazer as restantes tarefas sem ter de se preocupar em ir ao quarto de cinco em cinco minutos ver se o bebé está a respirar, ou sem ficar sob stress porque tem de carregar a cadeirinha/ovo e os sacos das compras.

O grande segredo é ter um bebé relaxado e descontraído para conseguir adormecer. Ritmo e rituais de relaxamento é tudo o que é necessário para todos terem um sono tranquilo.

Finalmente, a boa notícia para as super mães que se sentem super cansadas é: as noites mal dormidas são apenas uma questão de tempo, vai passar! Até lá, aproveitem os momentos em que, cheias de sono, se levantam para alimentar o bebé no silêncio da noite, porque têm-­no só para vós.

 

Por Marta Ribeiro, para Up To Kids®
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O seu filho tem medo de ir dormir sozinho? 8 dicas para o ajudar

O medo de ir dormir sozinho está relacionado com os medos que a criança desenvolve sobre o mundo. Por vezes no seu imaginário, por vezes sendo medos reais.

O medo é um sentimento intrínseco ao ser humano, tal como a alegria ou a desilusão, por isso é normal todas as pessoas terem medo. Nas crianças o medo faz parte da aprendizagem, e constitui uma parte importante do seu desenvolvimento.

O medo do escuro desenvolve-se normalmente a partir dos 2 ou 3 anos. Mas antes dessa fase a criança já começou a construir o seu mundo através da exploração do imaginário, experienciando diversos sentimentos, incluindo o medo.

Durante a noite, na hora de ir para a cama, o medo apodera-se do seu filho. Primeiro porque se sente desprotegido por ter de ficar separado dos pais; 2º porque assim que as luzes se apagam tudo o que é palpável e que ele conhece desaparece, dando lugar a que criaturas estranhas saiam debaixo da cama alegremente, só para o assustar.

Ensinar o seu filho a lidar com o medo durante a infância é fundamental para prepara-lo para o futuro.

Se o seu filho tem medo de ir dormir sozinho, estas são 8 dicas simples, que são comuns à literatura especializada que foi por mim consultada:

  • Converse com o seu filho. Ouça-o e tranquilize-o.

Compreender a origem dos medos das crianças é essencial para os podermos ajudar. Desmistifique os medos reais: se o seu filho tem medo de cães, mostre-lhe na internet vídeos de cães a brincar com os seus donos. Por vezes esse medo é fruto do desconhecido e, quanto mais familiarizados com o objecto do medo, mais seguros ficam em relação ao mesmo. Tranquilize-o sempre que esteja com medo. Reforce a ideia do sentido de segurança sempre que ele precisar.
Converse com o seu filho sobre os seus medos durante o dia. Ajudá-lo a construir a sua autoconfiança à luz do dia, é meio caminho andado para fazê-lo sentir mais seguro à noite. E uma criança segura, irá tornar-se por certo mais autónoma.

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  • Seja criativo, use técnicas adaptadas à idade do seu filho.

Para combater medos imaginários, como monstros, extraterrestres e outros seres que, inexplicavelmente, teimam em habitar os quartos dos nossos filhos, seja criativo. Muitos Pais já aderiram ao “pulverizador antimonstro” por ser um sucesso para acalmar os mais pequeninos.
Os animais de estimação também são óptimos guardiões do sono e sonhos infantis. Até mesmo um aquário com peixes colocado no quarto, pode ajudar as crianças a controlar e dominar o seu espaço contra os seres imaginários.

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  • Nunca desvalorize os medos do seu filho.

Os medos de uma criança são reais, ainda que os monstros não sejam. Desacreditá-los e desvalorizá-los só implicará que os deixe de partilhar consigo. Já o mal-estar interior e a ansiedade vai reflectir-se fisicamente através de falta de atenção, tiques, mãos transpiradas, dores de cabeça ou de estômago, entre outras. As crianças precisam da protecção dos pais, para se sentirem seguras e perderem os medos. Não os deixe perder esse direito.

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  • Ajude a criar mecanismos de defesa e técnicas de relaxamento.

A coragem não é a ausência de medo: é sim saber enfrentá-lo. Partilhe episódios seus de medos que tinha quando era mais novo e como os conseguiu ultrapassar. O seu filho vai entender que, se os pais enfrentaram os seus medos e estão bem, também a eles nada lhes irá acontecer. As técnicas de relaxamento farão com que o medo não se apodere dos seus pensamentos na hora de ir dormir: por exemplo, treine-o a visualizar uma cena relaxante, como estar na praia, assistir a um pôr-do-sol ou a observar as estrelas. Isso vai ajudá-lo a ter a mente ocupada afastando os pensamentos que o inquietem. Além disso é fisicamente impossível estar relaxado e assustado ao mesmo tempo.

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  • Estabeleça limites, regras e rotinas

A coisa mais importante que podemos dar aos nossos filhos, além do amor incondicional, é a disciplina. De modo não fundamentalista, criar regras, estabelecer limites e seguir rotinas pode fomentar a criação dessa disciplina.
A rotina é essencial para que tudo aconteça de acordo com as expectativas geradas na cabeça da criança, criando a desejável habituação. Este ciclo fará com que a criança se sinta protegida, reduzindo-lhe a ansiedade e proporcionado uma hora de ir para a cama mais tranquila.

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  • Evite televisão em excesso durante o dia e mantenha-a desligada depois da hora de jantar.

Hoje em dia, os miúdos adoram passar horas em frente à televisão e a oferta de programas infantis é permanente. A todas as horas do dia há canais dirigidos ao público mais novo, fazendo com que desde muito cedo as crianças dominem os comandos da casa. A televisão estimula a criatividade e a imaginação das crianças, fazendo com que isso se possa reflectir na ansiedade gerada na hora de dormir. Aproveite os momentos antes de ir para a cama para passar tempo útil com os seus filhos. Leia uma história, façam jogos de palavras ou de tabuleiros, cantem em conjunto, ou simplesmente aproveitem para conversar.

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  • Peluches e ó-ós (bonecos de segurança)

Ajude o seu filho a ficar ligado a um boneco que lhe transmita a segurança que precisa. Normalmente as fraldas, óós e afins, aparecem e fazem parte da vida da criança desde que nasce. Se esse não é o caso do seu filho, ofereça-lhe um boneco macio de alguma personagem de que gosta muito. Fomente todas as noites a relação entre os dois, colocando esse boneco na cama do seu filho. Ele vai sentir-se mais acompanhado e relaxado e estará a pensar no boneco, desviando o pensamento dos assuntos que lhe criam ansiedade. (ler artigo sobre bonecos papa-medos)

 

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  • Luz de presença

Chega uma altura em que o seu filho lhe pede uma luz acesa. A luz é uma óptima companhia e solução para acabar com alguns dos seus medos. O facto de conseguir ver o quarto todo faz com que os monstros não consigam sair debaixo da cama e que os extra-terrestres não entrem no seu território, dando-lhe um sentimento de controlo e poder sobre o espaço que o rodeia. Isso deixa-o mais tranquilo e seguro.

Deve também deixar as portas e gavetas dos armários fechadas, para não dar azo à imaginação.
As luzes de presença, podem dar origem ao aparecimento de sombras que são tão assustadoras como a escuridão. Opte por deixar uma luz difusa, que vai tranquilizá-lo sem o prejudicar, até que seja mais velho. Um dia, há-de esquecer-se de pedir que deixe a luz, ou até dizer que já não precisa dela.Se o seu filho não tem medo do escuro e divaga pela casa a meio da noite, clique aqui

 

me·do |ê|
(latim metus, -us)
substantivo masculino
Estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaça; reais, hipotéticos ou imaginários. = FOBIA, PAVOR, TERROR
[“medo”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa]

 

Bibliografia:

  1. Take Charge of Your Child’s Sleep: The All-in-One Resource for Solving Sleep Problems in Kids and Teens”.  by Judith A. Owens  and Jodi A. Mindell
  2. “O grande livro dos medos e das birras! de Mário Cordeiro
  3. outras fontes aqui e aqui