A casa pode esperar, a minha filha não!

Foi facílimo escrever este título, saiu naturalmente, sem precisar de pensar muito. Contudo, posso-vos dizer que foi das aprendizagens mais duras que fiz.

Como se não fosse suficientemente exigente ser boa mãe, companheira, irmã, filha, amiga, entre outros, ainda esperam que sejamos excelentes donas de casa (às vezes não são os outros, somos nós).

No meio das horas a dar de mamar ou a preparar refeições com o equilíbrio perfeito de nutrientes e sabor, a mudar fraldas, a dar banho, a lutar para pôr o soro, a inventar brincadeiras super giras em que fazemos vozes e caras que até aí desconhecíamos ser capazes de fazer, a pensar nas melhores maneiras de estimular o seu desenvolvimento cognitivo e motor, a dar mimo, a embalá-los, a embalá-los e a embalá-los (para captar o número de horas que passamos nisto acho que tinha de escrever esta palavra pelo menos mais 52 vezes), ainda pensamos ou fazem-nos pensar que temos de ter a casa impecável, como se ao final do dia fosse aparecer aquele senhor do anúncio que passa uma luva branca no móvel para verificar se existem resíduos de pó.

Talvez algumas pessoas entrem em nossa casa e pensem  que “esta esteve o dia todo em casa e não fez quase nada“. Que “a maternidade a deixou desleixada“. Que “a Dona Maria da Luz tinha 5 filhos, vivia sem água potável e mesmo assim tinha  a casa sempre a brilhar“. Na verdade, pouco importa.

Lá em casa a felicidade mede-se pelo brilho dos olhos da minha filha, não pelo brilho do chão. Essa é a prioridade, a nossa missão!

Se isto não chega, vamos a factos!

Já alguma vez pensaram na duração do ciclo de vida de um filho? Imaginem um gráfico em que o número de horas de convívio começa bem lá em cima, mas depois disso vai descendo gradualmente até chegar à adolescência, altura em que desce a pique por, naturalmente, os pares (amigos, colegas, namoricos) passarem a ser prioridade.

Ainda que actualmente os jovens adultos vivam mais tempo com os pais, acabam por passar pouco tempo em casa. Bem espremido, isto talvez nos dê um total de 25 a 30 anos de convívio diário, sendo que apenas  12 ou 14 desses anos – na melhor das hipóteses – são de grande contacto; depois disso claro que continua a existir proximidade, mas não nos mesmos moldes.

Nessa altura, sabem quem é que estará à vossa espera? As tarefas de casa!

Essas vão conviver connosco até ao final dos nossos dias. Teremos montes e montes de tempo para elas. Até demasiado, e contrariamente ao que acontece com os nossos filhos, estas não se sentirão pouco amadas.

Ainda que por vezes te possa custar olhar para a roupa por passar, para a loiça do almoço por lavar, para aquele cotão no cantinho da porta que está sempre a aparecer lembra-te que é uma fase.

Acredito que a maternidade exija que façamos esta aprendizagem de viver feliz no meio do caos.

Mais para a frente terás milhões de horas para investir em ti enquanto dona de casa para andar a esfregar os cantos da banheira com uma escova de dentes.

A casa não sente a tua falta, não chora por ti, não vai um dia, dizer em voz alta que lhe proporcionaste uma excelente infância, não vai cuidar de ti quando um dia precisares.

Estás a investir em ti enquanto mãe, no teu bebé que precisa de tanto de ti para se sentir amado. Estás a construir uma relação sólida (vinculação) que determinará o futuro do teu filho de uma maneira que talvez nem antecipes. Estudos mostram que o vinculo dos pais com a criança condiciona a relação que esta irá estabelecer em adulto com os outros. Como irá lidar com adversidades, e moldará as expectativas relativamente ao mundo. Se é um lugar que nos acolhe cheio de potencialidades, ou um lugar assustador, recheado de obstáculos.

No fundo, diariamente ajudas alguém a construir-se, a descobrir-se e a descobrir o mundo, vives com o futuro nas mãos. Em relação ao resto das tarefas, amanhã também é dia! A casa pode esperar, a minha filha não!

imagem@thebump

 

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O que é mais importante para uma mãe: manter a casa em ordem ou deixar os filhos à vontade, sem disciplina, e sem ordem? A resposta adequada seria: manter a casa em ordem e esperar que os filhos fiquem à vontade mantendo a disciplina e a ordem. Basta que sejam educados para isso.

O que é mais importante para uma mulher: um marido satisfeito, feliz e relaxado, à custa de cuecas atiradas para o chão e toalhas molhadas em cima da cama, ou um parceiro ordeiro e colaborativo? A resposta adequada  seria: um marido feliz, satisfeito, ordeiro e colaborativo que ajude a manter a casa longe do caos.

A verdade é que há situações que não se excluem, aliás, complementam-se.

Os filhos e os maridos  devem colaborar com a mínima ordem sob pena de se tornarem abusivos fora do convívio familiar. Não há felicidade na desordem. Não pode haver tolerância com a desordem organizada sistematicamente como se a desordem fosse a ordem.

Uma criança que cresce sem envolvimento com a ordem vai aprender a envolver-se com a desordem. Um adulto que em criança não se habituou a arrumar os brinquedos que usou, terá grandes possibilidades de vir a ser  pouco colaborativo, do género de se levantar da mesa sem ajudar a levantar os pratos e nem pensar em fazer a sua cama.

Não é de nenhum tratado filosófico que retirei essas conclusões; é da vida, da experiência, da análise prática.

Todas as crianças que são deixadas sem a disciplina da ordem criam uma desordem amplificada depois de adultos. As casas que habitam são uma confusão. As tarefas que deviam ser resolvidas diariamente passam a ser desempenhadas em prazos dilatados por semanas, meses, e anos. A louça é lavada quando não há lugar na bancada. As roupas vão para a máquina, quando o último par de cuecas vai para o corpo. Tudo é abusivamente acumulado.

Não há regras que possam valer para quem foi criado sem regras.

Há nos desordeiros domésticos uma forte tendência para se tornarem acumuladores, ou seja, guardarem todo tipo de lixo dentro e fora de casa. Começam por não catalogar objetos que, sem lugar definido, se misturam nas mais diversas categorias. Livros no chão fazem companhia a chinelos perdidos, documentos espalhados, almofadas abandonadas pelo caminho. As mais variadas coisas e “coisinhas” cujo destino é incerto, juntam-se às coisas maiores que se acumulam no chão, nas mesas, nas camas.

A Teoria do Caos prevê a grosso modo que, se uma casa for deixada limpa, arejada, arrumada, com todos os objetos nos seus devidos lugares, ao fim de um tempo relativamente curto o abandono se encarrega-se de instalar o caos.

Ou seja, todas as forças do Universo trabalham a favor do caos.

Não é preciso que façamos alguma coisa para que o caos se instale. Basta que não fazermos nada.

O pó rapidamente se depoisita sobre as superfícies em camadas sedimentadas (eu sei que vocês sabem disto), as aranhas fazem teias, o mofo expande-se nas áreas que guardam algum vestígio de humidade e tudo, absolutamente tudo, entrará em processo de desintegração e morte.

A vida pede a nossa colaboração para que o universo se mantenha em cadência de ritmo, harmonia, e perfeita intencionalidade da ordem.

Há mães que parecem ignorar esta necessidade e não inserem os filhos na cadeia da ordem. Deixam que se juntem à cadeia da desordem.

É a pior coisa que uma mãe pode fazer.

As mães boazinhas ao criar filhos relaxados tornam-se incubadoras de adultos desleixados. As mães muito boazinhas, inconscientemente, esperam que os seus filhos as amem mais, por isso e, no devido tempo, cobrarão que esse “amor” lhes seja devolvido.

Mães muito boazinhas são um problema existencial  quando os filhos crescem. Queixam-se constantemente e alegam quão boas foram para os seus filhos, e exatamente por terem criado filhos irresponsáveis, desleixados e relaxados,  não receberão de volta nem o amor nem a ordem minimamente necessária, que a última etapa de vida pede, para que se morra em paz.

Há dias  fui testemunha de um facto bastante humano e convincente: Quando se deparou com um quarto de pantanas,  a mãe o mandou o filho tomar banho e enquanto ele tomava o banho, confiscou-lhe o Ipad.

Ao sair, o filho perguntou:
– A mãe mexeu no meu Ipad?
– Sim. O Ipad só volta  quando o teu quarto estiver tão organizado como estava de manhã.”

Assim aconteceu por dois dias. Não foi preciso mais do que dois dias para que o hábito se instalasse.

Havia três hipóteses: arrumar o quarto enquanto o filho tomava banho; pedir-lhe que o arrumasse e andar todos os dias em cima dele elevando a voz cada vez mais;  exercer autoridade acompanhada da remoção de um privilégio que o filho dava valor: o Ipad.

Penso que esta mãe fez uma ótima escolha.

Então, é isto: mães eduquem os vossos filhos para a manutenção da ordem. É um benefício que irá fazer grande diferença (gigante) na vida adulta e que  é tão importante que até o ar, o céu, o sol, o mar, as árvores, as plantas, os rios, os peixes, os animais, os homens de boa vontade, a Terra, e o Universo agradecem.

Por Ana Maria Ribas Bernardelli para Contioutra, adaptado por Up To Kids®

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imagem@pixbay

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Quando nos tornamos mães temos tendência a colocar-nos sempre em segundo plano. A prioridade passam a ser os filhos.
Esta mudança de prioridades é comum e perfeitamente normal!

Noutros tempos tinhas tempo para estar no cabeleireiro uma tarde inteira para fazer madeixas e a manicure. Tinhas tempo de passar sempre creme no fim de cada banho, de fazer esfoliação. Agora, se calhar não. Aliás este “gasto” de tempo se talvez já nem faça muito sentido, porque como diz o poeta: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.” 

O que resolvi trazer aqui hoje são um conjunto de dicas para que, com o tempo que tens agora, possas também ter tempo para ti.

  • Organizar as tarefas para a semana
    Se tiveres uma agenda em que tenhas tudo apontado para toda a semana assim como, refeições; horários das crianças; pagamento de contas; etc. Será tudo muito mais fácil. Centrando tudo num só local é só consultar e já ficas a saber como tens a tua semana organizada. Pode ser agenda do google ou uma agenda física, pode até ser uma aplicação. Aquilo que te der mais jeito na tua vida.
  • Delegar tarefas aos mais pequenos
    As crianças conseguem e gostam sempre de ajudar em alguma tarefa de casa. Partilha as tarefas domésticas com os miúdos. Dando-lhe esta liberdade os pais ficam com mais tempo e a criança fica contente porque sente que tem responsabilidades, que confiam nela.
  • Cremes multifacetados para o rosto
    Já não tens possibilidade de comprar aquele creme antirrugas XPTO da marca muito boa e extremamente cara? Lembra-te que o que faz mais rugas é a exposição solar (e o stress). Por isso para prevenir rugas e hidratar o rosto opta por um creme simples que até dê para utilizar no teu filho como hidratante. Por cima desse creme hidratante utiliza todos os dias do ano um protetor solar 50+. Podes também optar por um creme hidratante que já tenha fator de proteção mas estes nunca trazem um fator de proteção muito elevado e pode não ser adequada a sua utilização em crianças.
  • Cremes multifacetados para o corpo
    Existem neste momento hidratantes em spray que facilmente e em poucos segundos deixam o teu corpo hidratado mesmo que tenhas muito pouco tempo para tomar banho sossegada.
  • Momentos para ti
    Tenta estipular um dia, pelo menos,  uma vez por mês para tirares um momento para ti. Umas horas só tuas, para meditar, para fazer exercício, para dormir, o que te apetecer. Marca estas horas na tua agenda e cumpre-as como se fosse uma reunião do trabalho. Estes momentos que te parecerão uma perca de tempo inicialmente, vão traduzir-se em ganhos. Nestes momento reduzes drasticamente os níveis de stress, consegues pôr ideias em ordem e priorizar. Verás que os dias a seguir renderão muito mais! Se te organizares, verás que com o tempo conseguirás fazê-lo mais dos que uma vez/mês.
  • Reorganiza as tuas redes sociais
    “Limpa” as tuas redes sociais. Agora que és mãe não há tempo para ler tudo sobre tudo. Foca-te nos temas que te interessam mais. Sabias que podes organizar o facebook por interesses criando listas? Que podes definir o que queres ver em primeiro lugar no teu feed, etc. Excesso de informação não ajuda na nossa gestão de tempo. Por isso se selecionares melhor o que queres ver terás estarás a ganhar tempo, pois a informação chegará a ti de forma organizada.

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Como promover a autonomia, responsabilidade e competências de organização em função do ano de escolaridade

Eis que recomeçaram as aulas!

O início do ano lectivo é tipicamente turbulento, mais ainda para quem começa agora a caminhada de um novo ciclo, seja como aluno ou como encarregado de educação. Esta é também uma fase crítica para pôr em marcha um ano escolar pleno de sucessos.

Na preparação de mais um ano escolar, e vendo toda a azáfama de compras de material escolar, não pude deixar de me recordar de uma conversa com um aluno de 3.º ano.

Perguntava-lhe eu onde estava a ficha que tinha levado para casa para terminar. Respondeu com um descansado “não sei”.  Estranhei. Se fosse “esqueci-me” eu percebia, mas não saber de todo pareceu-me estranho. Questionei. “A mãe deve ter-se esquecido de arrumar”, respondeu-me. Curiosa, procurei perceber. Para aquela criança, arrumar a mochila ou guardar os tpc’s era tarefa para os adultos. Olhámo-nos com igual expressão de incompreensão: eu pela surpresa de ser não ser óbvio para um aluno de quase 9 anos de idade que a responsabilidade era sua, e ele porque a minha surpresa lhe era estranha.

Imaginei o que será para os pais organizar o cenário familiar de banhos, jantares e tarefas várias filhos em casa. Vejo um adulto naturalmente cansado a perguntar-se “ensino-o a fazer isto ou faço eu por ele? Hoje já é tarde, amanhã logo ensino!”. E assim se criam rotinas de organização do material que não favorecem o envolvimento da criança com a escola.

O espólio escolar é vasto e a sua gestão autónoma é difícil para alunos do 1.º e 2.º ciclos, mas pode ser também um instrumento de promoção da autonomia, responsabilidade e competências de organização.

Adaptando a tarefa à idade e competências da criança, esta pode desempenhá-la com relativa facilidade, cabendo ao adulto apenas a supervisão da mesma.

Assim, deixamos algumas sugestões em função do ano de escolaridade:

  • 1.º e 2.º anos

Nesta etapa da escolaridade as crianças ainda enfrentam alguns desafios com a escrita. Uma forma eficaz e divertida de agilizar a tarefa de “arrumar a mochila” será fazer uma tabela com ilustrações (legendadas) dos objetos a arrumar. A criança poderá ter de colocar um “visto” à frente de cada item que já arrumou. Caberá aos pais confirmar se tudo está ok. Podem criar um código de pontos convertíveis em algum prémio agradável. Existem à venda quadros magnéticos com pequenos ímans que poderão ser uma boa solução.

  • 3.º e 4.º anos

Nesta fase as crianças já dominam a linguagem escrita pelo que as ilustrações são opcionais (mas continuam a ser apelativas). Agora podem complexificar a tarefa e eventualmente acrescentar aspetos mais difíceis, como arrumar o saco da ginástica ou definir dias para limpar o estojo ou fazer uma limpeza às folhas soltas.

  • 5.º e 6.º anos

Novo ciclo, novas regras. O horário semanal passa a ser a bússola nesta tarefa. Gerir as várias disciplinas e materiais afetos a cada uma delas é ainda difícil. Uma boa estratégia será construir uma agenda onde, associados a cada disciplina, apareçam os materiais que esta exige (por exemplo: Matemática – manual+livro de fichas+caderno+régua…). Para muitas crianças conferir item a item continua a ser importante, bem como a supervisão parental.

O caminho para a autonomia faz-se caminhando. Um passo por dia desde o primeiro dia. Com estes e outros pequenos grandes detalhes damos um importante contributo e reforçamos progressivamente o sentido de auto-eficácia e bem-estar. Crescer, mais do que adquirir conhecimentos, é formar-se, desenvolvendo competências duradouras que promovem o sucesso académico das crianças e jovens.

 

Por Dra. Helena Almeida para Up To Kids®

O primeiro dia de pré-escola

Setembro é o mês de regresso à escola, para muitas crianças.

Para as mais pequenas, a pré primária é um mundo ainda desconhecido – e algumas acabaram de completar 3 anos.

Não há como negar: 1 ano faz diferença, neste aspeto. E por mais que, a longo prazo, a criança possa adorar os novos amigos, descobrir brincadeiras e habilidades, numa fase inicial, o processo poderá não ser fácil. Nem para a criança, nem para os pais.

Alguns desafios que as crianças mais novas poderão enfrentar comparativamente aos colegas no primeiro dia de pré-escola:

  • mais cansaço físico, psicológico e emocional
  • dificuldade em manter a concentração durante tanto tempo
  • menos agilidade física
  • fala/discurso menos desenvolvido
  • menos destreza nas interações com o grupo (socialmente)
  • mais dificuldade nas situações diárias como vestir-se, despir-se, calçar-se, comer.

Por outro lado, para os pais esta fase também representa um desafio: o de encarar que o seu bebé já não é um bebé e o ato de entregar a criança como um aluno – provavelmente o elemento mais novo da sala.

Comprar material escolar, uma lancheira, roupa específica…! Uma série de ações que tornam a ideia mais concreta, mais real.

Mas há mais coisas que podemos fazer para ajudar neste momento de transição, adquirindo ritmos e hábitos transversais:

  • escrever uma lista de coisas que a criança neste momento gosta, não gosta, coisas que a caracterizam e no fim do ano letivo, revisitar essa lista – a evolução é, muitas vezes, impressionante!
  • contar histórias e lengalengas
  • criar ritmo diário
  • incentivar a criança a ajudar nas tarefas domésticas simples e úteis (pôr a mesa, lavar a louça, colocar roupa na máquina de lavar, etc)
  • dar um bom pequeno-almoço
  • ter uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, hortícolas e oleaginosas, irá ajudar ao normal desenvolvimento da criança, sobretudo nesta nova fase, geralmente tão exigente.
  • proporcionar um ambiente tranquilo à hora da refeição;
  • ir sempre ao wc antes de sair de casa
  • fazer teatro e jogos em casa, no jardim, na praia
  • ouvir música de qualidade
  • garantir tempo para dormir;
  • brincar, brincar, brincar!

Como pais, vamos desejar com todas as nossas forças que o nosso «bebé» fique bem  entregue, que conheça um amigo especial, que seja bem recebido pela professora e pelos colegas.

É aquele momento em que nos damos conta que afinal a mudança do ano não acontece em Dezembro.

A verdadeira mudança de ano acontece em Setembro.  Que comecemos com o pé direito, então, sempre com muita brincadeira e pausas para respirar.  E em família, sempre!

Manter a casa arrumada não é muito fácil, principalmente se tivermos crianças pequenas. A pequenada adora levar os brinquedos para os quatro cantos da casa e são peritos na desarrumação. O nosso papel é ensinar-lhes e incutir-lhes regras de arrumação.

O artigo de hoje é como que um guia para os pais que gostam de manter a casa arrumada sem desesperar, mesmo com a confusão de brinquedos por todo o lado.

Não podemos confundir arrumar com organizar. Arrumar é colocar cada objeto no lugar definido pela organização, isto é, encontrar primeiro o lugar mais prático, funcional e acessível para guardar determinado objecto e só depois de escolhido o melhor local, aí sim podemos arrumar.

Abaixo dou algumas dicas para conseguir manter a casa sempre arrumada, adotando alguns simples hábitos diários.

1 – Sempre que usar determinado objeto tenha o cuidado de o devolver ao sítio de origem, esta operação demorará apenas alguns minutos e com este simples hábito de manter, um lugar para cada coisa e cada coisa no seu lugar, facilitará perto de 80% a arrumação. Além de não perder tempo à procura de algum objeto, quando precisar deste. Uma boa dica é, sempre que deixar alguma divisão da casa, olhar à volta, ver o que de lá não pertence e trazer consigo os objetos devolvendo-os aos lugares certos, assim poupa tempo, e é mais fácil arrumar (por exemplo, se tiver um copo no quarto, quando deixar o quarto e for à cozinha, leve o copo consigo).

2 – Arrume sempre a cozinha depois das refeições. Para eu poupar tempo a arrumar a cozinha, enquanto cozinho vou metendo a louça na máquina e devolvendo os objetos usados aos seus lugares. Depois das refeições só ficarão por arrumar os objetos usados à mesa, e assim, facilitará muito esta tarefa, além de poupar imenso tempo na arrumação final da cozinha.

3 – Evite à noite deixar louça na banca (mesmo que sejam só copos ou alguns pratos de alguma ceia tardia), não é nada agradável chegar de manhã à cozinha com louça na banca. Este simples hábito de deixar a banca limpa é meio caminho andado para ter a cozinha sempre arrumada. Claro que não é fácil com filhos, principalmente adolescentes, manter a cozinha a zero quando vai para a cama, mas incutir-lhes esse hábito é muito importante.

4 – À noite ponha sempre a roupa para lavar no cesto da roupa suja, de manhã será mais rápido arrumar o quarto e não terá roupa suja pelo chão do quarto quando acordar.

5 – Faça a cama todos os dias e arrume as roupas que não forem para lavar, a acumulação de roupa na cadeira (muitas das vezes na cama!) do quarto é um péssimo hábito. Isto com a dica 4 fará com que o quarto fique automaticamente arrumado. Uma boa dica para fazer a cama rapidamente é, em vez de ter cobertores e lençol de cima, use só um édredon (este é o meu lema), assim é só esticar o édredon e a cama ficará feita.

6 – Quando chegar a casa não deixe a roupa (casacos, etc.) logo na primeira cadeira que encontrar, o mesmo serve para as chaves, telemóvel, carteira, sapatos, etc. Tenha na entrada um lugar (mesmo que seja um cantinho pequeno) reservado a estes itens.

7 – Tenha uma caixa perto da entrada para arrumar toda a papelada antes de a arquivar. Não há nada pior que deixar papéis espalhados pela casa, cartas por abrir, envelopes para o lixo, contas por pagar, etc. Um sítio único para colocar a papelada, antes de a arquivar, é o ideal para saber sempre onde procurar algum papel ou conta para pagar (eu faço isso e consigo sempre controlar a papelada cá de casa). Existem dois métodos que eu acho que facilitam muito o arquivamento dos papéis, ou arquivar logo as contas assim que as pagar, e os papéis que precisam ser guardados (banco, finanças, seg. social, etc.) ou arquivar assim que a caixa de entrada esteja cheia (eu aconselho o primeiro, mas o segundo também funciona muito bem!).

8 – Não faça muito stock, caso não tenha muito espaço de armazenamento, tanto em comida como em outros objetos, só vão ocupar mais espaço e rapidamente tudo fica desarrumado. Muitas coisas só dificultam a arrumação e a sua manutenção.

9 – Seja minimalista e simplifique, viva com menos, quanto menos coisas tiver, menos tem que arrumar. Tenha somente o necessário, tudo o resto destralhe.

10 – Use produtos organizadores. Os produtos organizadores ajudam muito na arrumação, sem estes o que seria, por exemplo, uma gaveta com vários tipos de objetos? Uma enorme confusão e muitas dores de cabeça para encontrar o que quer que seja!

11 – Faça listas diárias, para ajudar a lembrar aquilo que tem que ser arrumado ou limpo diariamente, desta forma terá a certeza que nada ficará por fazer.

Como pode ver, criando alguns hábitos diários e simplificando tudo o que pode, arrumar não é tão chato assim! Ou pelo menos torna-se mais fácil e rápido, não concorda!

 

imagem@casinhaarrumada

Marie Kondo – Destralhe o seu armário

Todos nós já ouvimos falar da Marie Kondo, a Japonesa guru da organização e do método konmari. Este livro já vendeu milhões de cópias e é um método revolucionário e radical na arte da organização de casa.

Segundo Marie Kondo o excesso interfere muito no nosso dia-a-dia e dá dicas para termos só aquilo de que realmente necessitamos e que nos traz felicidade. Ela menciona frequentemente que “o espaço onde moramos afeta o nosso corpo“.

É um livro simples e que se lê rapidamente, mas por outro lado é um livro que nos incentiva a organizar a nossa casa e a nossa vida de uma forma convincente, com dicas certeiras e fáceis de introduzir no nosso dia-a-dia, levando-nos a uma vida mais simples e descomplicada.

O primeiro passo para que a organização funcione em pleno é destralhar, e segundo Marie Kondo é esta a raiz do todo o problema.

Neste artigo vou falar da parte de organização da roupa, e como destralhar radicalmente para depois organizar.

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Dicas de organização pessoal

Quando falo de organização pessoal, não falo só de organização da casa, mas sim da organização como um todo. Não somos organizados só porque temos os armários ordenados e bonitos (também é importante)! Não basta, ser-se organizado engloba também o nosso comportamento no dia-a-dia e como lidamos com as múltiplas situações, que surgem ao longo da nossa vida.

Sermos organizados em vários aspetos da nossa vida é um ponto a nosso favor, mas isso exige disciplina e uma mudança de mentalidade. Conseguirmos assumir o controlo da vida, dá-nos um equilíbrio e garante que o nosso tempo é aproveitado de uma forma eficaz.

A falta de organização no nosso dia-a-dia reflete-se no nosso trabalho, em nossa casa, na relação com as outras pessoas e obviamente na nossa vida em geral.

Organização na minha opinião não é inata. Uma pessoa que não nasceu organizado, não vai ser necessariamente desorganizado para o resto da sua vida. Essa pessoa tem é que aprender a ser organizado, criando os seus próprios métodos e rotinas que propiciem o sucesso.

Veja abaixo algumas dicas para que consiga de uma forma mais fácil, melhorar a sua organização pessoal.

Planeie a sua semana

Uma vez por semana, de preferência ao fim-de-semana para que tenha mais tempo para o fazer, destine um dia para planear a semana seguinte. Reveja compromissos, faça o menu semanal, as rotinas diárias dos seus filhos, o que necessita comprar, idas ao médico, etc., para que nada fique esquecido.

Tenha uma agenda/caderno

Anotar tudo o que temos a fazer durante a semana, garante que nada fica por fazer. As agendas /cadernos, principalmente para quem tem má memória, são fundamentais para confirmar o que tem a fazer diariamente. São uma boa ajuda à nossa memória.

Destralhe

Destralhar é banir da sua vida tudo aquilo de que não gosta, não usa ou que já não tem qualquer utilidade. destralhar é a 1ª fase da organização e uma sem a outra não resulta. A acumulação de coisas na nossa vida, tanto físicas como emocionais são nefastas e prejudicam o bem-estar do dia-a-dia. Destralhar é um processo contínuo, porque tralha está constantemente a aparecer na nossa casa e na nossa vida.

Defina prioridades

Para definir as prioridades, primeiro tem que ter em mente o que é necessário fazer, e depois com a cabeça fria, tomar decisões de forma organizada para que consiga determinar o que é urgente e importante fazer. Um conselho, execute as tarefas mais urgentes numa altura em que se sinta mais ativo e produtivo.

Tenha rotinas

Fazer sempre as mesmas coisas parece ser uma coisa chata, mas não é. Rotinas dão-nos previsibilidade, fazem com que façamos certas tarefas em “piloto automático” e facilitam desta forma a nossa vida.

Mantenha a casa limpa e arrumada

Para ter a casa sempre limpa e arrumada é essencial fazer guias / listas de tarefas domésticas. Estes guias para além de serem uma excelente ajuda para nos lembrarem o que temos que fazer, também garantem de que nada fica por fazer. Estas também nos ajudam a gerir melhor o tempo que temos disponível, para as tarefas domésticas.

Não procrastine

Há um proverbio muito certo que se aplica à procrastinação, e que diz tudo, “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”. Adiar pode ser um alívio temporário, mas rapidamente verificamos que a acumulação de tarefas só nos traz stress e infelicidade.

Durma bem

O sono além de ser um rejuvenescedor da beleza é também indispensável para o nosso bem-estar físico e mental. Dormir bem, contribui para restabelecer as energias tão necessárias para a vida agitada que temos hoje em dia.

Organize as finanças

Ter as finanças saudáveis e organizadas permite-nos gerir as nossas despesas de uma forma mais fiável e sem grandes sobressaltos. Pagar as nossas dívidas e fazer o controlo financeiro é a regra número um.  Não queremos ser apanhados de surpresa com o descalabro financeiro.

Estas são algumas dicas muito importantes de organização pessoal. Uma vez implementadas, ajudam-nos a ter uma vida mais tranquila e saudável!

Espero que tenha gostado!

Uma casa com crianças é sinonimo de desarrumação! As crianças adoram espalhar os brinquedos pelos quatro cantos da casa. Não havendo volta a dar, arranjar soluções para minimizar este problema, é essencial para a “sanidade mental e física” dos pais.

Manter a casa arrumada com crianças é o que se chama “missão impossível”. Por isso é tão importante motivar e incluir as crianças desde pequenas na arrumação da casa, dando-lhes tarefas fáceis de executar e elogiando-os quando acabam a tarefa, mesmo que está não tenha ficado da forma que gostamos. Incutir os bons hábitos de arrumação só abona a favor deles num futuro próximo.

Ler também Como estimular a organização nas crianças

Os mais novos gostam de imitar os pais e geralmente sendo-lhes pedido, gostam de ajudar, porque se sentem mais crescidos ao fazerem tarefas de adultos. E as crianças adoram “ser crescidos”! Por isso invista neste ponto!

Há pequenas tarefas que podem e devem ser feitas pela própria criança desde cedo, para que se habitue a arrumar, começando quando são mais pequenos, por tarefas que tenham a ver diretamente com eles, tais como:

  • Arrumar os brinquedos depois de brincar
  • Colocar a roupa suja no cesto
  • Fazer a mochila da escola depois de acabar os trabalhos de casa e deixá-la preparada no dia anterior.
  • Ajudar a fazer a cama

Com o tempo poderão fazer outras tarefas que digam respeito à arrumação do resto da casa, como limpar o pó, ajudar a estender roupa, ajudar a tirar a louça da máquina, etc.

Caso a criança brinque na sala de estar, (muitas das vezes as crianças gostam de estar com os pais) ter um cesto ou uma gaveta para a criança guardar os brinquedos depois de brincar é fundamental, para que sala depois das brincadeiras fique arrumada sem grande esforço.

Ter um cesto de plástico para guardar os brinquedos molhados depois do banho, num canto da casa de banho dá imenso jeito, não só os brinquedos ficam direitinhos a secar como a casa de banho fica arrumada.

Para que a criança seja mais autónoma e independente é importantíssimo ter o quarto organizado de uma forma simples e de acordo com a sua idade. Isto é:

  • Os brinquedos devem estar acessíveis e organizados para que a criança consiga brincar sem ter que chamar os pais para lhe chegar determinado brinquedo.
  • Ter os brinquedos separados por categoria e organizados em cestos ou caixas, com etiquetas ou desenhos que identifiquem o seu conteúdo, é importante para que as crianças não desarrumem tudo à procura de determinado brinquedo.
  • É essencial também destralhar os brinquedos que se estragam, que já não são para a idade da criança ou que não usa, para que a criança fique com o máximo de espaço livre para poder brincar.
  • O armário da roupa deve ser organizado de forma funcional e prático para que a criança consiga chegar a qualquer roupa que pretenda, sem precisar de ajuda e sem que seja perigoso, por ex. subir a um banco e poder cair!
  • Definir juntamente com a criança, um lugar específico para cada tipo de brinquedos e de roupa, para que a criança consiga identificar rapidamente onde está cada coisa (também exercita a memória). Esta regra é uma regra de ouro da organização, “definir um lugar para cada coisa” para não se lhes perder o rumo!

Por fim, seja criativa e transforme a arrumação numa brincadeira divertida e positiva, para que as crianças não se fartem e vejam a arrumação como uma obrigação chata.

 

Limpar a casa com as crianças em casa, é como lavar os dentes enquanto comes oreo!

 

imagemcapa@roarchela

 

Com a correria do dia-a-dia e com o tempo limitado para fazermos tudo aquilo que é necessário fazer, para manter a casa arrumada, criar hábitos de organização torna-se essencial.

Ter a casa prática e funcional, fará com que poupe tempo nas tarefas domésticas e assim poder aproveitar o tempo disponível para estar com a família, ler um livro ou simplesmente relaxar!

Não adianta espalhar tudo pela casa, porque no fim, vai ter na mesma que arrumar tudo nos seus devidos lugares, além de custar mais vai perder imenso tempo, enquanto se arrumasse logo, perderia apenas alguns minutos. Priorizar as tarefas e otimizar o tempo de uma forma inteligente e proveitosa é a solução.

Veja algumas dicas simples para arrumar a casa no dia-a-dia.

No quarto

Depois do quarto arejado é fundamental fazer a cama, tarefa que leva 5 minutos e que faz toda a diferença na arrumação do quarto. Depois de fazer a cama, arrume as roupas que não forem para lavar no armário.

Na casa de Banho

Quando for tomar banho ou depois do banho, passe o chuveiro pela banheira ou duche para retirar todos aqueles pêlos indesejáveis e restos de sabonete.

Enquanto lava os dentes, passe a mão com um pouco de sabonete liquido pelo lavatório e depois passe água limpa.

Ponha as toalhas a arejar para não ficarem com mofo ou cheiro desagradável.

Tire o lixo e varra ou aspire com um aspirador de mão.

Na sala

Arranje as almofadas e limpe a mesa de apoio.

Deixe sempre a sala de estar arrumada à noite, para que no seguinte não tenha trabalho extra.

Na cozinha

Depois das refeições arrume sempre a cozinha. Esta arrumação ficará mais facilitada se enquanto cozinhar, for lavando ou metendo na máquina a louça que usar.

Tire o lixo e varra a cozinha ou aspire com o aspirador de mão. Limpe com papel cozinha qualquer sujidade que vir no chão, assim evita que o chão vá ficando muito sujo antes da limpeza semanal.

Dicas gerais

Tenha um checlist de limpeza diária, planear a arrumação diária é essencial para que a faça.

Tenha um menu semanal, assim poupará tempo a pensar no que vai comer todos os dias, além de poder tirar do frigorífico no dia anterior, as refeições do dia seguinte.

Escolha um sítio específico para guardar a carteira, as chaves do carro e tudo aquilo que traz consigo da rua.

Defina um lugar para cada objeto para que não lhes perca o rasto e saiba sempre onde estão.

Use sempre organizadores, pelo menos nas gavetas onde estão pequenos objetos, para evitar a confusão.

Lave imediatamente nódoas que surjam, com o tempo ficam mais difíceis de sair.

Sempre que usar determinado objeto, arrume-o no lugar certo, isto faz com que não haja acumulação de “coisas e coisinhas” espalhadas pela casa.

Ou use 10 a 15 minutos por dia, para dar uma volta pela casa e arrume os objetos “perdidos”.

Tenha menos coisas em casa, siga o lema “menos é mais”. Nada de ter mil e um objetos decorativos e demorar horas a limpar o pó, além da acumulação de roupa e objetos ser inimiga da arrumação.

Não deixe roupa ou pertences espalhados pela casa. É um dos factores que provoca a desordem.

Organize o armário por tipo de roupas, casacos com casacos, camisas com camisas e por cor, além de ficar mais bonito, ajuda muito na procura das peças.

Tenha uma caixa de correspondência, evitará a confusão da dispersão de papelada pela casa, antes de a arquivar.

Com estas dicas básicas diárias, vai certamente conseguir manter a casa arrumada no dia-a-dia!

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