2014 chegou ao fim, e a Up To Lisboa Kids quer agradecer a todos os leitores por terem feito parte desta nossa aventura. Obrigada por nos lerem lido, seguido e partilhado. Obrigada por gostarem de nós. <3

Em 2015 continue connosco. Saia mais. Veja mais espetáculos. Leve os miúdos a workshops. Não perca uma exposição. Siga os programas gratuitos. Participe nos nossos passatempos. Desça um escorrega. Aplauda uma peça de pé. Vá a um concerto infantil. Passeie de elétrico. Suba ao Padrão dos descobrimentos. Perca-se em Alfama. Vá ao Planetário ao Domingo de manhã. Ande de bicicleta na promenade de Belém. Coma um pastel. Façam pizzas ao almoço. Compre mais livros. Observe as boas ilustrações. Vá ouvir um conto. Ou vá ver uma curta. Descuide a rotina. Seja espontâneo. Vá a uma exposição de banda desenhada. Dê pão aos peixes no lago à frente do Aquário Vasco da Gama. Vá a um bailado. Coma castanhas na rua. Uma fartura nos carrosséis. Grite numa peça de improviso. Salte no parque. Veja um clássico na Cinemateca Júnior. Continue connosco. Estas são apenas algumas das sugestões que irá encontrar nas nossas páginas. Inspire-se nos nossos artigos. E se gostar partilhe. Nós agradecemos.

Os nossos números e os mais lidos

Em 2014 tivemos 2 milhões e meio de visitas, ao longo de 491 posts. O post mais visto foi publicado no dia 25 Fev’14 e teve 79,349 visualizações.

Fomos lidos em 196 países do mundo, sendo Portugal o grande líder das nossas audiências, seguido pelo Brasil, Uk, Angola, Moçambique, EUA, Austrália, etc.

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Fomos convidados para ir à TV duas vezes. E fomos.

Construímos ligações, criamos parcerias, fizemos amizades.

O post mais visto teve 281,112 visualizações, e caso lhe tenha escapado ou queira reler algum artigo fica aqui a lista dos mais lidos em 2014:

7 atitudes dos pais que irão impedir os seus filhos de se tornarem lideres

Carta de um pai para a sua filha

A verdade sobre ter um terceiro filho

Se, antes de ter filhos, eu soubesse…

Carta às mães mais que perfeitas

A influência dos elogios no desempenho das crianças

7 segredos para criar crianças mais felizes

És definitivamente uma mãe quando

O que deve saber uma crianças de 4 anos

 

Quando engravidamos a primeira vez, as mães que nos rodeiam, quer sejam amigas, conhecidas ou perfeitas estranhas, têm sempre um conselho para nos dar. Não sei se, querer instruir as outras mulheres fará parte do instinto maternal, como se fossemos enviadas numa missão especial com o objetivo de proteger todos os recém-nascidos das garras de uma mãe inexperiente. Ou se queremos apenas mostrar que sabemos mais, característica própria da vaidade do sexo feminino.

Mas o facto é que a maior parte dos conselhos que me deram foram inúteis e vazios. “Dorme tudo agora, que depois não tens tempo”,aproveita bem que eles crescem num instante”. Eu já me cruzei com estas mães. Eu sei que vocês também, e eu sei que muitas vezes já nos tornamos nelas.

As mães, por natureza são um ser controlador e possessivo. Há muitas que assumem: “Eu sou muito mãe-galinha!”… Será só isso?

Se há algum conselho que eu posso dar, e que aprendi com a experiência é:

“ Não queiras ser uma control freak 

Tudo começou quando nasceu o nosso primeiro filho. Eu amamentei sempre, por isso, quando ele acordava à noite habituei-me a ir lá. Nem sempre era para mamar. Mas era sempre eu que me levantava. Enquanto habituava o meu filho a ter a mãe para o aconchegar sempre que chorava, habituava o meu marido a dormir ferrado ao som do choro de um bebé.

Durante o dia, dava dicas úteis ao meu marido porque como eu passava mais tempo com o bebé… achava que eu é que sabia o que era e como era melhor.!

Sempre mudei as fraldas porque achava que o pai nunca punha o creme certo a seguir ou a fralda não ficava bem presa como quando era eu a trocar. Acabava por sair xixi. O bebé ficava com soluços e eu teimava que só eu é que o sabia ajudar nos soluços. Mudava-lhe a roupa, e às vezes punha-a de parte para o pai vestir. Mas ele não sabia como apertar os cueiros e, por vezes, vestia as costas para a frente.

Sempre achei que era melhor eu ir ver e dar uma ajuda.

Porque eu é que sei o que é melhor para o meu filho, como ele gosta de se deitar, de arrotar e quais a rotinas dele. O pai pega-lhe ao colo. Eu digo-lhe que tem de agarrar a cabeça do bebé. Ele diz que sabe, mas nem sempre agarra. Eu estou sempre lá, a dizer o que fazer, como o fazer, e quando o fazer.

Oito anos depois, temos três filhos e eu estou grávida do quarto. Acordamos de manhã cedo, muito cedo. O pai vai fazer a barba e tomar banho. Eu acordo os miúdos e ponho-os a fazer xixi e a lavar a cara.

Escolho as roupas conforme as actividades escolares de cada um porque eu é que estou a par dos horários deles. Ajudo-os a vestir. Os mais velhos já se vestem sozinhos por isso dou-lhes a roupa e vou tratar do mais novo. Quando volto ainda estão a calçar as meias. Visto todos rapidamente.

Preparo o saco ou mochila de cada um porque só eu é que sei o que é para levar cada dia. Os miúdos nem me deixam pensar “que dia é hoje” para saber o que colocar nas suas mochilas. Enchem-me os ouvidos de histórias sobre os seus sonhos, e perguntas sobre como será este dia. Sobrepõem-se aos gritos para se fazerem ouvir. Tenho de recorrer telemóvel para saber a que dia estamos: o telemóvel não está onde era suposto. Algum deles já andou a jogar de manhã no meu telefone. Acordam a pensar em gadgets…  Fecho as mochilas.

Preparo almoço para um, e snacks para os mais novos, que gostam de petiscar uns cereais ou bolachas quando chegam ao colégio e ainda estão lá poucas crianças. É muito cedo. Mochilas preparadas, sacos das actividades fechados, cesto e lancheiras à porta. Já tomaram o pequeno-almoço, o pai deu um iogurte, preparou um pão de leite a cada um e fica a ver as notícias enquanto toma, também, o seu pequeno almoço.

Vai tudo para a casa de banho lavar os dentes. Eu vou lá conferir que ficam bem lavados. As perguntas e conversas são contínuas. Discute-se porque é que um leva mais cereais para a escola do que os outros (levam todos o mesmo), e quem é que joga primeiro consola quando chega a casa, sendo que só podem jogar ao fim de semana.

Finalmente saem de casa. O pai leva-os ao colégio todos os dias. São 8h00 e só me apetece voltar para a cama. Tomo o meu pequeno-almoço de pé, tomo banho e saio. Quando me sento no computador começo a ler os e-mails do colégio. Aponto datas de reuniões, datas de inscrições, data da festa de despedida das professoras de um, data da festa de ginástica de outro. O meu calendário enche-se de compromissos socio-escolares dos meus filhos. Sinto-me a adormecer no computador. Paro para beber um café. Começo a trabalhar e a manhã vai a meio.

A seguir ao almoço, retomo os e-mails. Tenho de dar resposta aos convites para as festas de aniversário. Articular os horários e disponibilidades para os levar e buscar. Antecipar se estamos cá nesses fins-de-semana e se eles podem aceitar os convites. Tenho de conhecer as crianças da sala de cada um para poder comprar os presentes de aniversário. Saber o que cada um gosta. As férias aproximam-se. Tenho de começar a planear os ATL em que os vou inscrever. O melhor seria mandar todos juntos, tenho de pesquisar bem! Já comecei a pensar onde serão as festas de aniversário este ano, e estou atenta aos sites específicos para tirar ideias dos temas e decors.

Não tirei o jantar de manhã antes de sair da casa (Como é que é possível). Tenho de tratar disso mal chegue para descongelar qualquer coisa. Às 16h00 tenho de sair de onde esteja para ir busca-los à escola. São três escolas, a volta é longa, e à tarde há sempre trânsito. Chegamos a casa. Há trabalhos de casa para fazer e banhos para dar. Esqueço-me do jantar. Peço ao pai para ir buscar uma pizza. Ele fica à espera que eu encomende a pizza, e que lhe diga a que horas está pronta, porque está habituado a não ter de pensar sequer o que é que cada um gosta de comer. E como em tudo o resto cá em casa, fica à espera de ordens para realizar tarefas.

Porque eu o habituei assim, e já não tenho como mudar esta rotina. Para mim é tarde demais, mas para quem ainda vai começar a ter filhos, para quem ainda está grávida eu posso dar este conselho: não sejam controladoras, não sejam possessivas, os filhos são dos dois. Deixem o pai da criança tratar das coisas.

À sua maneira, imperfeita e trapalhona. Deixem-no aquecer o leite, à próxima já vai acertar na temperatura. Se o xixi sair da fralda ele vai perceber que está mal posta. Ou não, e terá de mudar mais vezes, mas nenhum mal virá ao mundo. Deixem os pais comandarem e escolherem as roupas. Controlar o dia das actividades, e saberem qual é a gaveta das meias de desporto dos miúdos. Deixem-nos aprender a vestir um fato de ballet às meninas, e saber qual o material que se leva para a natação.

Quando o virem com o bebé calem a boca, fiquem sossegadas e deixem-no encontrar soluções. Assim não vão tornar-se em robots programados para cumprir ordens específicas.

E vocês vão acabar por desfrutar mais a longo prazo do vosso descanso! Acreditem.

Um dia mais tarde vão agradecer-me!

 

O poder da música na primeira infância

A multiplicidade de variáveis que fazem parte da espécie humana permite a construção de histórias de vida completamente distintas, e sempre únicas para cada indivíduo.

Somos seres naturalmente sociais e com uma plasticidade que é moldada todos os dias da nossa vida. Desde a interacção com as nossas redes sociais, à nossa condição económica, cultural e vital, tudo isso vai determinar as nossas características individuais, ou seja, aquilo que somos e que futuramente seremos.

A primeira infância constitui-se como uma fase crucial para o desenvolvimento das diferentes competências inerentes ao ser humano. Posteriormente, estas competencias actuarão nas suas diversas áreas de funcionamento. Desta forma, entende-se que as primeiras experiências de aprendizagem são fundamentais para o resto da vida.  

A interacção das crianças com adultos significativos e materiais ajustados às suas aptidões e necessidades funcionam como pontos-chave para a construção da personalidade, autonomia e independência.

De uma forma geral, existem diversos factores que podem contribuir para o desenvolvimento harmonioso da criança.

A importância e o poder da música na primeira infância é indubitável. Sendo reconhecida como um domínio de aprendizagem das crianças, tem-se assistido cada vez mais à sua inclusão no quotidiano familiar e nos diversos programas educativos.

A música funciona como um importante precursor no desenvolvimento das aptidões linguísticas da criança. Assim como da sua inteligência, capacidade de expressão e da coordenação motora.

Para além disto, trabalha como um “objecto intermerdiário” das relações, na medida em que promove as díades constituídas por pais e filhos. Através das suas poderosas componentes, como o ritmo, a melodia e o timbre, a música facilita o trabalho relacional da criança e consequentemente o desenvolvimento das suas competências sociais.

A voz constitui-se como um dos mais poderosos instrumentos musicais. Isto enfatiza a importância dos pais como participantes num processo que alia a música ao desenvolvimento. O modo como o bebé reage ao seu pai ou mãe que canta é distinto da forma como reage a outro adulto que cante.

Sendo assim, estes devem ser motivados a permanecer como os “veículos” da musicalidade na criança no seu quotidiano. Existe uma variedade colossal de atividades que podem ser realizadas no seio familiar,promovendo o crescimento da criança e a dinâmica entre todos.

Porque não fazer uma viagem sem sair de casa?

Basta que se desenhe quatro bolas grandes de cores diferentes numa cartolina de acordo com os pontos cardeais (Norte, Sul, Este, Oeste). Posteriormente, coloca-se uma música à escolha e dança-se livremente à volta da folha. O objetivo é incentivar a criança a ir para “dentro” de um dos pontos cardeais e a identificá-lo sempre que a música pare.

Desta forma, estimula-se a coordenação motora, a atenção, a memória visual e a aprendizagem de novos
conceitos.

Uma atividade mais simples e direcionada a crianças numa idade mais precoce passa pela construção de um instrumento musical personalizado. A criança deve encher uma garrafa de plástico com água (ou massa) até um terço e decorá-la, assim como os seus familiares.
Seguidamente, coloca-se igualmente uma música de um estilo à escolha e basta acompanhar o seu ritmo com os novos instrumentos, criando uma “orquestra” familiar. Desta forma, promove-se a coordenação visual, a escuta ativa, a concentração e o trabalho de equipa.

O poder da música na primeira infância

O poder da música na primeira infância é grande e muito importante.
Sendo considerada por muitos uma obra de arte, a música é então uma forte ferramenta a ser utilizada no desenvolvimento das capacidades criativas e criadoras das famílias. A música amplia e modela as expressões de sentimentos e as percepções do mundo.

Constituindo-se como uma linguagem abrangente, esta deve ser incutida muito precocemente para que a criança possa
usufruir do estímulo, equilíbrio e felicidade que a música propicia a todo e qualquer indivíduo.

As aulas inseridas nos diferentes programas Gymboree Play & Music estimulam o desenvolvimento das crianças e gosto pela música através de canções, exploração de materiais e atividades com danças e jogos de movimento. A descoberta de diferentes ritmos e melodias promove a aquisição de competências essenciais, nomeadamente físicas, sociais e intelectuais.

O Gymboree Play & Music, como líder mundial em programas de desenvolvimento infantil, aposta no mais variado leque de estilos musicais, como o Rock & Roll, o estilo Latino ou até mesmo o Clássico. Para além disto, aborda igualmente as diversas culturas musicais inerentes aos diferentes continentes mundiais. Assim como recorda os êxitos das melhores e mais reconhecidas bandas internacionais, como os Abba, os Beatles ou os Queen.

 

Por Sara Setoco,  Professora Gymboree

Muito se tem falado e estudado, nos anos mais recentes, sobre a estimulação precoce e sobre o desenvolvimento infantil. Contudo, será a estimulação um tema assim tão importante?

Quando falamos em estimulação falamos, sobretudo, na criação de condições facilitadoras para a aquisição de determinadas competências, de modo a evitar ou minimizar atrasos no desenvolvimento global, ou simplesmente para que a criança adquira as suas competências na sua totalidade e da forma mais plena. Por outro lado, a falta de estimulação pode ter efeitos muito nefastos para o desenvolvimento, podendo resultar até mesmo na não aquisição de competências fundamentais.

Para contextualizar, percebamos que o desenvolvimento está dependente não apenas das potencialidades, como também de processos pré-determinados, que devem ter o seu surgimento naquilo a que chamamos de “períodos críticos”. Estes referem-se ao período ideal para a aquisição de determinada competência; por exemplo, o bebé tem o instinto de sucção ao nascimento, mas apenas passa pela aquisição da marcha perto dos 12 meses de vida. Ambos os conceitos estão relacionados, pois um pode levar ao outro, isto é, as potencialidades da criança podem ser reforçadas por serem estimuladas nos seus períodos críticos, de modo a que todos os parâmetros do desenvolvimento (motor, cognitivo, afectivo, emocional, social) sejam adquiridos no período em que estas competências estão prontas a atingir o seu potencial máximo.

Hoje em dia, já estamos longe da teoria do The Alarm Clock Theory, na qual se acreditava que nascíamos com um despertador biológico, que acordava as nossas competências no tempo certo, sem a necessidade de estimulação. Muito pelo contrário, hoje sabemos que o cérebro necessita de estímulos e que a privação desses estímulos poderá trazer dificuldades específicas em áreas fundamentais.

Competências como a motricidade fina (que permite que a criança, com o tempo, aprenda a pegar na colher para comer sozinha, e, no futuro, é esta a competência que a vai permitir pegar numa caneta da forma correcta, de modo a poder escrever, desenhar e pintar) a resolução de problemas, a aquisição da linguagem e a percepção visual (não só a própria competência visual, como também a atenção e a memória) são competências que o bebé e a criança só adquirem através da aprendizagem, que surge pela estimulação. Outro exemplo de uma competência fundamental é o gatinhar ou o arrastar-se, nos bebés antes da aquisição da marcha. Esta é uma competência fundamental do desenvolvimento motor, que, se não for atingida no seu período crítico, pode ter consequências negativas ao nível da leitura ou da visão (pois o cérebro não formou as conexões necessárias para a aquisição da competência do gatinhar, as quais são necessárias para a aquisição de outras competências futuras).

Não menos importante, é necessário levar em consideração que cada criança tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento e que nem todas as crianças adquirem as competências com a mesma idade. Até porque, quando uma competência se está a desenvolver, por regra uma outra está “à espera da sua vez”. Seja como for, a criança desenvolve-se, na sua natureza, pelo exemplo. Ela vê e quer imitar. Para exemplificar, questione-se: seria possível uma criança aprender a falar, se nunca tivesse ouvido palavras? Provavelmente, balbuciaria sons, mas falaria com intenção?

Assim, a melhor forma de estimular o seu filho é por ser o seu melhor modelo.

Para que ele fale e converse, seja o primeiro a conversar com ele. Para que ele brinque, seja o primeiro a brincar com ele. Para que ele aja com um objectivo e intenção, mostre-lhe que também o faz intencionalmente e por um motivo. Para que ele seja equilibrado e calmo, estabeleça rotinas saudáveis.

Assim, percebemos que, quanto mais estímulos recebidos, mais sinapses o cérebro fará e, por sua vez, quanto mais sinapses, mais inteligente será o bebé, a criança e o futuro adulto. Sim: os pais podem contribuir para que os seus filhos sejam mais inteligentes.

As relações e as experiências que ocorrem nos primeiros anos de vida têm um grande impacto no futuro da criança, pois o cérebro está mais activo nos primeiros três anos, nos quais crescerá até 80% do seu tamanho adulto. É, assim, fundamental que os pais e cuidadores promovam o desenvolvimento da criança durante esta fase.

 

Por Cláudia Machado, Psicomotricista, Professora Gymboree

 

O programa de aprendizagem do Gymboree é um meio por excelência para apoiar este desenvolvimento. Com mais de 30 anos de experiência, este programa centra-se na criança como um todo, com o objectivo de as ajudar a adquirir as competências chave – capacidades motoras, sociais e de auto-estima – de que irão necessitar para se tornarem adultos confiantes, felizes e bem-sucedidos. Lembre-se: o responsável pela estimulação do seu filho é você mesmo, e é em casa que tudo começa. Brincar é a melhor forma de pesquisa e, enquanto o seu pequenote estiver motivado, ele estará a aprender.

“Never forget that when you are giving a child visual, auditory, and tactile stimulation with increased frequency, intensity, and duration that you are actually physically growing his brain.

How does the brain grow? The brain grows by use. Just like the biceps, the brain grows by use. Those who use their biceps very little have small, undeveloped, weak biceps. Those who use their biceps an extraordinary amount have extraordinary biceps. There is no other possibility. The same is true of the brain, because the brain grows by use.” [Glenn Doman]

Actualmente sabemos que muitas crianças resistem à escola e aos trabalhos de casa. Aliás, este não é um problema dos dias de hoje, mas talvez seja mais evidente agora, pelo pouco tempo que existe em termos diários para fazer outras coisas divertidas.

Hoje proponho algumas actividades que podem ser feitas em família. São actividades que podem ser feitas por qualquer criança em idade escolar, sendo particularmente eficazes com crianças que têm dificuldades de aprendizagem ou que estão claramente desmotivadas para a escola.

Naqueles dias em que os nossos filhos têm que treinar para um ditado, ou têm que ler textos em casa para treinar a leitura, mas não conseguimos que parem quietos um segundo para fazer os exercícios, proponho alterar um pouco a forma como lhe apresentamos os trabalhos.

Sabemos que todas as crianças também aprendem quando brincam, puxam pela criatividade, e sobretudo, se estiverem motivadas e directamente envolvidas na tarefa, mais fácil se torna a aprendizagem.

Aqui ficam algumas “brincadeiras” que estimulam a leitura e a escrita, sem serem demasiado formais.

Caça ao Tesouro: Parece complexo e aparentemente dá um trabalhão, mas é muito simples. Basta fazer 5 ou 6 papelinhos com perguntas (ex: Diz o abecedário a cantar; Escreve 3 palavras em que se usem /ss/; Lê a frase “O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia”; Diz 4 nomes próprios, etc). Depois escondemos por exemplo no quarto e vamos dando pistas (quente ou frio). Se não houver tempo para darmos pistas, pedimos que venham ter connosco cada vez que encontrarem um papelinho e nos dêem a resposta. O prémio final pode ser apenas a brincadeira em si. E se eles o quiserem fazer para os pais encontrarem, porque não? E se for mais apelativo colocar perguntas que não têm nada a ver com a escola, também se podem colocar pelo meio, para que não sintam pressão no jogo.

Concurso de Televisão: Este é normalmente um dos preferidos. Também parece difícil, mas é muito fácil. Pegamos numa cadeira e colocamos à frente um “botão” encarnado, simulando uma campainha em que se carrega para dar a resposta (ex: pode ser uma peça de lego, ou qualquer outro objecto parecido). Depois apresentamo-nos como sendo o apresentador de televisão e eles são os concorrentes (pode ser feito com um só concorrente). Perguntamos que idade têm, o que estão ali a fazer e se estão prontos para começar. E assim começa, dizemos que têm que ganhar, por exemplo, 10 pontos, e nós próprios vamos dizendo quanto vale cada pergunta (ex: agora esta pergunta vale 2 pontos, esta vale 1 ponto) e vamos somando. As perguntas colocadas podem ser acerca de conteúdos escolares, sobre palavras começadas por determinada letra, ou ler uma breve história. Muito importante para garantir o entusiasmo, é ser obrigatório carregar no botão e fazer o barulho de campainha, antes de dar qualquer resposta. Quando chegam aos pontos estipulados como objectivo, podemos apenas simular um prémio, na brincadeira. Mais uma vez, a brincadeira em si pode constituir o próprio prémio.

Memória de Palavras: Este jogo dá mais trabalho, mas pode ir sendo feito pela própria criança, e quando estiver pronto, começamos a jogar. A ideia é trabalhar a memorização visual de palavras e diminuir os erros ortográficos, ao mesmo tempo que estimula a leitura de palavras e se joga um jogo. Assim, cada vez que a criança erra numa palavra, escreve-a em dois papéis do mesmo tamanho. Vai fazendo isto, até que tem cerca de 10 pares de palavras. Depois é só avançar com o jogo da memória. Tal como existe o jogo da memória com imagens ou cartas de jogo normal, aqui a ideia é encontrar o par da palavra que errou. Quando vira um papel, deve ler a palavra em voz alta. O objectivo deste jogo é fazer o maior número de pares de palavras possível. É um jogo para ser jogado em conjunto.

O essencial nestas “brincadeiras” é criar um ambiente positivo e de interacção, num registo de trabalho, mas divertido e apelativo.

Penso que qualquer criança gostaria de por vezes ter a oportunidade de fazer os trabalhos de casa desta forma… Vamos experimentar?

Aos dois anos as crianças quase não falam.
Aos três quase nunca se calam.

Aos dois anos as crianças choram.
Aos três fazem birras tão grandes que parecem possuídos.

Aos dois anos as crianças comem tudo o que lhes dermos, e ainda comem do chão se for preciso.
Aos três só gostam de dois alimentos, e um deles é queijo.

Aos dois anos o banho é um evento de 10 minutos, e o resultado é uma criança limpa.
Aos três os banhos levam mais de 20 minutos, e o resultado é a mãe encharcada, a casa de banho inundada, e 16 toalhas usada.

Aos dois anos as crianças usam fraldas.
Aos três o nosso mundo gira à volta das bexigas e intestinos deles.

Aos dois anos as crianças distraem-se com uma caixa de pastilhas elásticas na mercearia.
Aos três querem escolher as frutas e legumes que vamos comprar.

Aos dois anos escolhemos a roupa e vestimo-los. Ficam queridos que fartam.
Aos três as crianças insistem em vestir-se sozinhos e querem sair de casa com outfits indescritíveis.

Aos dois anos as crianças não gostam de se sujar.
Aos três a sujidade cresce com eles.

Aos dois anos podemos ajudá-los com as suas tarefas, poupando milhares de biliões de minutos na nossa vida.
Aos três querem fazer tudo sozinhos e demoram uma E-TER-NI-DA-DE!

Aos dois anos  a manipulação é a última coisa nas suas mentes.
Aos três três anos eles fazem de nós gato-sapato. E sabem-no!

 

por Jill Smokler, Scary Mommy,
tradução autorizado para 
Up To Lisbon Kids

imagem Jill Greenberg

 

Se há coisa que os miúdos fazem quando começam a falar é improvisar, inventar ou até mesmo assassinar palavras. Muitos começam por não dizer os r’s, outros não dizem os l’s, mas a melodias e forma de falar tem pontos comuns a todas as crianças, o que faz com que consigamos reconhecer a chamada linguagem de bebés.

Nós pais, enquanto educadores, vamos corrigindo as palavras de forma a aperfeiçoar a fala dos nossos filhos: “não é cloquete, é cróquete, Crrrrrrróóóquete“, dizia uma mãe há dias num corredor de supermercado, “não há meio de aprenderes”.
A verdade é que há letras que se aprendem apenas com determinadas idades, por isso é bom corrigir, mas sem grandes exageros. Lembre-se que depois de aprender a falar correctamente, nunca mais vai ouvir o seu filho a pronunciar de forma atabalhoada a palavra “Frigorífico”, por exemplo.

Depois há aquela palavra, que cada criança inventa a sua, que os pais não têm vontade de corrigir porque é simplesmente deliciosa.

Estas são apenas alguns exemplos de palavras deturpadas pelas crianças, e partilhadas pelas suas mães.

giraça

banhode imersão

biberon

bicicleta

broculos

computador

ferrugento

pipoca

spiderman_45

tiranossauro

canetas

aeroom

 Inicio a presente narrativa, na ressaca da transmissão televisiva em directo da segunda manifestação da maioria das forças de segurança portuguesas no espaço de quatro meses defronte do órgão de soberania Assembleia da República e tendo ainda amanhecido com a notícia das declarações do Sr. Engenheiro Belmiro de Azevedo em que este disse e passo a citar:

…“  Salários só podem aumentar quando portugueses aumentarem produtividade”

Tais pífios acontecimentos levam-me a ter a convicção que tudo terei de fazer para que os meus filhos possam estudar numa boa escola e possam ainda ter experiências académicas e laborais no estrangeiro.

Só após essa ou essas experiências é que os aconselharei a regressar e se tal, na altura, constituir uma hipótese viável.

Para que tal seja uma realidade, devemos encarar as cada vez mais galopantes despesas de educação, como o maior e melhor investimento que os Pais portugueses poderão alguma vez realizar.

Tal investimento tornará mais fácil a conversa futura que terei com o meu filho de sete anos onde lhe darei conta que ele não poderá, ou melhor, não deverá ser polícia.

E tornará ainda mais fácil, a conversa que terei com os meus outros dois filhos sobre o respeito que devemos ter sempre, pelas pessoas que trabalham na parte mais baixa da pirâmide de um qualquer grande grupo económico criado de modo um tanto ou quanto inortodoxo, na década de 80 do século passado deste grande País que é Portugal.

por RMPC
para Up To Lisbon Kids

imagem in Público

Livro | A Receita da Avó | 10€ | Edição de Autor

Actualmente, noto que muitas das crianças que acompanho estão em permanente inquietação em relação à escola, ao aproveitamento escolar, aos amigos, àquilo que os outros pensam delas, às expectativas dos pais.
Hoje em dia, por muito que tentemos abordar a vida de forma diferente, o ritmo de trabalho e as exigências exteriores levam-nos a “perder” demasiado tempo em assuntos mundanos e materiais, que no fundo nos desviam daquilo que é verdadeiramente importante: vivermos em paz e amor uns com os outros.
As nossas crianças estão a entrar neste ciclo vicioso, demasiado ligadas aos presentes, às recompensas imediatas, ao que têm, ao serem melhores do que os outros.
Noto com grande clareza que lhes falta algo muito importante, e que por vezes nos passa ao lado: o amor, o carinho e a atenção dos seus pais e dos que as rodeiam.
Naturalmente as crianças adoptam estratégias que lhes trazem ganhos secundários, como o portar-se mal, o chamar a atenção de forma inapropriada, o testar os limites, o desobedecer às regras.
Foi assim que me comecei a aperceber de que hoje em dia todos nos tornámos demasiado focados no sucesso, na competição, na posse de qualquer coisa, para poder competir e ser melhor, ou ter mais do que os outros.
Mas no final, falta-nos a todos o essencial: gostarmos de nós próprios como somos, não pelo que temos ou pelo que fazemos. Isto acontece com todos nós, e especialmente com as crianças, que apenas querem ser felizes e procuram que os outros olhem para elas como seres fantásticos que procuram crescer em harmonia.
A forma como o fazem é que está de algum modo deturpada, devido às exigências ou às vivências diárias da comunidade em geral.
Assim, o objectivo do livro que escrevi é precisamente o de aprendermos a focarmo-nos em nós próprios, naqueles que nos rodeiam, que amamos e que fazem parte da nossa vida, e sobretudo aprendermos a viver harmoniosamente em conjunto
O livro pretende fomentar o diálogo em família, mas mesmo que não sirva para esse fim, é uma história simples, que pode ser lida com o objectivo de apenas: reflectir.
Sei que o tempo que temos é limitado, mas não estaremos a esquecer-nos de conviver e conversar um pouco mais em família?
Que tal arranjarmos momentos de partilha em família que nos permitam pensar e falar sobre os valores que são importantes na nossa vida?
Que tal sabermos a razão de estarmos juntos e de nos amarmos?
Que tal reflectirmos sobre o nível de paciência que temos uns para os outros em casa e sobre a nossa capacidade para perdoar
Que tal falarmos sobre o que é ser bom, ou generoso com os outros?
No fundo, que tal pensarmos em conjunto no que é que nos faz, a cada um de nós, uma pessoa mais feliz a cada dia que passa?
O livro é dedicado às famílias, a todas as famílias, e em particular às crianças deste mundo. Espero que todos consigamos reflectir sobre aquilo que nos faz sermos felizes neste mundo e que consigamos transmitir isso aos nossos filhos e a todos os que amamos.

Por Dra. Rita Bettencourt
para Up To Lisbon Kids

Valores em família
Actualmente, noto que muitas das crianças que acompanho estão em permanente inquietação em relação à escola, ao aproveitamento escolar, aos amigos, àquilo que os outros pensam delas, às expectativas dos pais.

Hoje em dia, por muito que tentemos abordar a vida de forma diferente, o ritmo de trabalho e as exigências exteriores levam-nos a “perder” demasiado tempo em assuntos mundanos e materiais, que no fundo nos desviam daquilo que é verdadeiramente importante: vivermos em paz e amor uns com os outros.

As nossas crianças estão a entrar neste ciclo vicioso, demasiado ligadas aos presentes, às recompensas imediatas, ao que têm, ao serem melhores do que os outros.

Noto com grande clareza que lhes falta algo muito importante, e que por vezes nos passa ao lado: o amor, o carinho e a atenção dos seus pais e dos que as rodeiam.

Naturalmente as crianças adoptam estratégias que lhes trazem ganhos secundários, como o portar-se mal, o chamar a atenção de forma inapropriada, o testar os limites, o desobedecer às regras.

Foi assim que me comecei a aperceber de que hoje em dia todos nos tornámos demasiado focados no sucesso, na competição, na posse de qualquer coisa, para poder competir e ser melhor, ou ter mais do que os outros.

Mas no final, falta-nos a todos o essencial: gostarmos de nós próprios como somos, não pelo que temos ou pelo que fazemos. Isto acontece com todos nós, e especialmente com as crianças, que apenas querem ser felizes e procuram que os outros olhem para elas como seres fantásticos que procuram crescer em harmonia.

A forma como o fazem é que está de algum modo deturpada, devido às exigências ou às vivências diárias da comunidade em geral.

Assim, o objectivo do livro que escrevi é precisamente o de aprendermos a focarmo-nos em nós próprios, naqueles que nos rodeiam, que amamos e que fazem parte da nossa vida, e sobretudo aprendermos a viver harmoniosamente em conjunto.

O livro pretende fomentar o diálogo em família, mas mesmo que não sirva para esse fim, é uma história simples, que pode ser lida com o objectivo de apenas: reflectir.

Sei que o tempo que temos é limitado, mas não estaremos a esquecer-nos de conviver e conversar um pouco mais em família?

Que tal arranjarmos momentos de partilha em família que nos permitam pensar e falar sobre os valores que são importantes na nossa vida?

Que tal sabermos a razão de estarmos juntos e de nos amarmos?

Que tal reflectirmos sobre o nível de paciência que temos uns para os outros em casa e sobre a nossa capacidade para perdoar?

Que tal falarmos sobre o que é ser bom, ou generoso com os outros?

No fundo, que tal pensarmos em conjunto no que é que nos faz, a cada um de nós, uma pessoa mais feliz a cada dia que passa?

O livro é dedicado às famílias, a todas as famílias, e em particular às crianças deste mundo.
Espero que todos consigamos reflectir sobre aquilo que nos faz sermos felizes neste mundo e que consigamos transmitir isso aos nossos filhos e a todos os que amamos.

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