Com o início do novo ano letivo decidimos mudar os miúdos de escola. Seguimos o nosso coração e a nossa cabeça, eles precisavam de mais, não mudar era continuar a ignorar o óbvio.

Sabíamos que ia ser muito difícil para eles, a mudança de escola exige muito de qualquer um e querer que as crianças lidem com a mudança e com os sentimentos inerentes à mesma de ânimo leve é ser muito ingénuo.

Eu não fui completamente ingénua, fui talvez otimista demais. Estava preparada para a dificuldade, para choros e birras, para as emoções e para a insegurança, não estava era preparada para estas duas últimas semanas.

Foram duas semanas com birras demoníacas e se esperam que vos diga que já acabou, não, não acabou.

Passo os dias a repetir a mim mesma que vai correr tudo bem e que eles se vão adaptar à escola nova. Procuro dentro de mim a paciência que não tenho, invento a calma que acho que é precisa, a mãe que grita está escondida algures numa gruta para não piorar as birras e rezo a todos os santinhos em que não acredito, para que se faça luz e que isto melhore antes que eu fique completamente maluca. E juro que já não falta muito.

Toda a minha energia física e mental tem sido sugada para esta adaptação. São os choros desesperados das manhãs, são as birras do final do dia que mais parecem saídas de um filme de terror e eu sinto-me uma malabarista que em vez de bolas nas mãos, tem birras que vai fazendo girar no ar, para que nenhuma caia no chão e rebente como uma bomba atómica.

O meu cérebro está esgotado, não consegue juntar duas palavras sem enorme esforço, sinto dores no corpo como se tivesse sido atropelada por um camião, mas mesmo assim eu continuo a repetir sem parar que vai correr tudo bem, que os miúdos se vão adaptar e aproveitar ao máximo a nova escola.

Já estarei maluca?

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Chega Setembro, chega a escola, chega o início das aulas, chega o material escolar. As superfícies comerciais, são invadidas com o mais variado material escolar: cadernos, dossieres, canetas, borrachas, agendas, lápis de cor, marcadores, todos eles de todas as marcas, como todos os bonecos, com tudo o que está na moda. Os adultos ficam atónitos e as crianças ficam doidas para comprar tudo aquilo que vêem. 

Querem as novidades todas, o que está na moda, o estímulo é gigante, e é normal ver as crianças a bater o pé com o “mas eu quero”, ao pé das mochilas super-coloridas, quando na verdade a do ano passado Ainda está num bom estado para usar.

Para saber o que é realmente necessário comprar, os pais devem fazer um levantamento do material que sobrou do ano passado: o que Ainda pode ser aproveitado, economizando assim tempo e dinheiro.

Para evitar ceder aos impulsos e desejos da criança é útil fazer uma lista com o material que é necessário ser comprado. Façam a lista em conjunto. É uma forma de responsabilizar a criança, e a consciencializar para o que realmente é importante comprar. 

Hoje em dia na internet, os websites já tem um precário do material, podendo assim pesquisar os preços, comparando-os e perceber qual o sítio onde poderá economizar mais.

Antes de tudo, espere sempre pela lista de material que a professor/a pedir. Assim já terá uma ideia do material que é necessário para o primeiro período. 

Reinvente e recicle a decoração do material escolar dos seus filhos. Ele gosta do MineCraft, pesquise imagens no Google, imprima e decore os cadernos com ele. É uma maneira de economizar dinheiro e fazer uma actividade de expressão plástica com o seu filho. 

Mais importante do que o material escolar, é entender o que é realmente necessário, e também, consciencializar desde cedo a economizar.

imagem@fotolia

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“Já tentei tudo e não consigo acalmar o meu filho quando está zangado!”, desabafou um pai desesperado, no final do workshop “Ganhar os miúdos versus Ganhar aos miúdos”, que dei no fim de semana passado.

Dei-lhe algumas sugestões e prometi que escreveria um artigo sobre o assunto, com dicas práticas para acalmar as crianças quando as palavras não funcionam. Aqui vai.

Cada criança é uma criança…

… e aquela solução que resulta com uma, pode não resultar com outra. E até pode resultar naquele momento mas não resultar no seguinte. Ou vice versa.

Se uma ideia não resulta, tente outra. Mas mantenha a primeira em aberto, pode sempre tentar usá-la novamente mais tarde. Em diferentes situações, as crianças podem responder de forma positiva a diferentes métodos.

Sem mais demoras, aqui ficam então as tais dicas práticas e para ajudar a acalmar os miúdos. Algumas poderão parecer-lhe desadequadas para um momento de conflito, mas sem tentar não vai saber se resultam ou não!

  1. Dê-lhe um abraço. Costumo fazê-lo com os meus filhos. Num momento de tensão, em que estão zangados, ponho os meus braços à volta deles e puxo-os para o meu colo, levemente. Dou-lhes um abraço apertado, mas não em demasia, deixando-os à vontade para me abraçarem de volta ou sairem dali se preferirem.
  2. Mude-lhe o foco. Resulta sobretudo com crianças mais pequenas. E passa por distrair, redirecionar o comportamento, com toda a calma, para algo de que a criança goste: um objeto, atividade, ou história, por exemplo. Mas cuidado para não transformar esta estratégia numa recompensa!
  3. Susurre-lhe. Segredar ao ouvido pode ajudar o seu filho a acalmar-se, por forma a que possa ouvir o que lhe quer dizer. Depois é preciso dar seguimento, empatizar, mostrar compreensão pelos sentimentos e procurar uma solução conjunta para resolver a situação.
  4. Cante e/ou dance! Seja criativa/o! Improvisar uma cantoria num momento de tensão vai surpreender a criança, que esperava uma reação diferente, provavelmente de censura ou ameaça de castigo. E pode ser suficiente para que ela troque o ar zangado por… um sorriso. O mesmo se passa com a dança, pode começar uma dança divertida e convidá-la para participar.
  5. Faça-lhe cócegas. Um clássico, que desmonta a birra de muitas crianças. Cá em casa resulta quase sempre com os meus filhos.
  6. Todos para o banho! Às vezes, um banho ou duche de água quente ou fria pode ajudar a acalmar a criança. E porque não tomarem banho juntos?
  7. Crie um ambiente. Difundir óleos essenciais pela casa, como Lavanda ou Camomila, ajuda a promover uma atmosfera calma, que pode ajudar ao “arrefecimento” da zanga.
  8. Seja paciente. Sente-se ao lado do seu filho e espere, simplesmente. Não diga nem faça nada. Deixe-o tentar encontrar o seu próprio modo de se acalmar. Tal como as anteriores, esta “técnica” não resulta em todos os casos, sobretudo naqueles em que a criança está mais alterada. Mas aqui fica à sua consideração. Afinal, não há quem seja maior especialista nos seus filhos do que você!
  9. Arranje-lhe um espaço seguro… para onde a criança possa ir acalmar-se. Assegure-se que não sairá do seu raio de ação e que está à vontade para voltar a si quando quiser.
  10. Leia-lhe uma história. Mesmo que a criança não se mostre disponível para ouvir ao início, escolha um local confortável e encorage-a a sentar-se consigo e a ouvir o que tem para contar.
  11. Faça-lhe uma massagem. Comece com um toque no ombro ou nos pés, para testar a recetividade. Uma massagem tranquila, com pouca pressão, pode ajudar a libertar a tensão acumulada na criança.

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As 10 coisas que eu mais detesto que os meus filhos façam

As 10 coisas que eu mais detesto que os meus filhos façam:

  1. Birras;
  2. Birras;
  3. Birras;
  4. Birras;
  5. Birras;
  6. Birras;
  7. Birras;
  8. Birras;
  9. Birras;
  10. Birras.

A minha filha mais velha sempre foi especialista em birras. Desde as birras que com um mês fazia para mamar e para adormecer, às birras que faz com quatro anos porque não vê o arco-íris há muito tempo ou porque não quer ir para a escola porque está chateada com as amigas. Acorda todos os dias de mau humor (herdou os meus genes) e qualquer rabanada de vento a faz desatar num berreiro com cascatas a escorrer-lhe dos olhos.

Passou em força por todas as fases ditas terrible: terrible one, two, three e está no auge dos fucking four. Que vos digo já que dão quinze a zero aos terrible two. A parte boa é que não há birra que me surpreenda, tudo é motivo e a qualquer momento.

O que me tem lixado verdadeiramente por estes dias é que o meu filho, que de terrível só tinha o não nos deixar dormir há dois anos (coisa pouca), entrou a pés juntos nos terrible two. Um miúdo que mesmo não dormindo acorda sempre bem-disposto, que leva o dia a cantar e que tem um sorriso que ilumina o dia mais cinzento que já possam ter visto, tem ensaiado umas birras que me deixam louca.

Se por um lado as birras dos quatro anos são monstruosas, cheias de porquês e eu quero porque quero e pés a bater no chão, por outro as birras dos dois anos têm muitas lágrimas, muita baba, muito ranho e poucas palavras e eu já me tinha esquecido como era isto tentar adivinhar qual é o raio do motivo da birra.

Já vos disse que detesto birras?

imagem@sheknows

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O segredo das birras

Com o ano letivo a começar, não queríamos deixar de partilhar convosco cartões para fazerem o download e tirarem a fotos mais giras do primeiro dia de escola!

Instruções para tirar as fotografias mais giras deste dia:

  1. Clica na Imagem para aumentar;
  2. Clica no botão direito do rato e guarda a imagem;
  3. Imprime e cola num cartão!Agora é só tirar as fotos em casa, antes de ir para o colégio, ou à porta da escola e postar no Fb e Insta com #uptokids ou @uptokids para vermos também! Divirtam-se!

 

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Se precisares das imagens com mais definição, vai diretamente ao site da nossa parceira Rita Cutxie Cutxie aqui!

Oh sim, e se incomoda!

Só não vê quem não quer. E nós pais, só porque somos egoístas e decidimos ter filhos, somos uns “empata sociedades” com os nossos pirralhos aos gritos por todo o lado e a não sabermos como os controlar, e os deixamos as crianças incomodar os demais.

Sim. A culpa é toda nossa! Egoístas! Somos egoístas, porque não sabemos calar os putos… Não sabemos obrigá-los a estarem sossegados e assim, eles incomodam as pessoas… Egoístas porque ninguém, tem que levar com os filhos dos outros…

E ainda que isso se note claramente um pouco por todo o lado, o egoísmo é todo nosso: pais e mães deste país!

Ainda que os elevadores e escadas rolantes continuem a estar cheios de jovens exageradamente bronzeados, que passam horas no ginásio, mas não gostam de subir escadas, a verdade é que eles não têm filhos, e egoístas somos nós, ao aproximarmo-nos com os carrinhos de bebés, que pura e simplesmente não sobem escadas… Lá estamos nós, egoístas, só porque não temos alternativa, ninguém tem que levar com os filhos dos outros…

Ainda que cada vez menos tenhamos o direito à prioridade causada pelos carrinhos, bebés ao colo ou até mesmo bebés de 3Kg carregados ainda na nossa barriga apoiada pelas nossas costas, lá vamos nós, de barriga espetada (sim, sim, somos nós que espetamos a barriga, não é o ser que está lá dentro… ) para as caixas de supermercado fazer pressão para que nos deixem passar à frente! Pois saibam, mães egoístas, que as pessoas têm todo o direito de não vos verem e estarem distraídas a olhar para o teto (coisa que por acaso toda agente faz principalmente nas caixas prioritárias do supermercado) e nem repararem na vossa existência, porque na verdade, ninguém tem que levar com os filhos dos outros…

Pais egoístas deste país, deixem de ir à Segurança Social com os vossos filhos. É que assim passam à frente dos outros, e ninguém gosta de esperar… Têm crianças?! Eles que esperem também, afinal, qual é a dificuldade em fazer uma criança estar quieta numa fila durante 3 ou 4 horas?! Não custa nada, e mesmo que custe, ninguém tem que levar com os filhos dos outros.

Não gostam que fume em cima do seu bebé?! Pois aqui é a rua, e se vocês estão mal, mudem-se! Sim, porque as pessoas já têm os pulmões desgastados o suficiente por fumarem, não se podem dar ao luxo de desperdiçar meia dúzia de passos para o lado, só porque o fumo incomoda bebés… Ninguém tem que levar com os filhos dos outros.

Aprendam duma vez por todas a calar essas crianças! Não é nada fixe… As pessoas têm o direito de pôr música no telemóvel para toda a gente ouvir, mas porque a música é agradável… o choro de um bebé não! Por isso, calem-me essas crianças! Ninguém tem que levar com o choro dos bebés dos outros… só com a música do meu telemóvel (que mesmo que acorde o vosso bebé, têm que admitir que é muito cool)

E qual é o problema de estacionar os carros em cima do passeio, mesmo juntinho à parede?! Uma pessoa passa perfeitamente… se um carrinho de bebé não passa, vá pela estrada! É perigoso?! Azar, arrisque… Porque as pessoas arriscam muitas coisas todos os dias. Tal como arriscamos apanhar uma multa de estacionamento ao não deixar margem para passar, também vocês podem arriscar e passar com os carrinhos pela estrada! Vendo bem, a estrada até é melhor para os carrinhos que a calçada! E vendo bem, ninguém tem que levar com os filhos dos outros.

Entre estas e tantas outras situações, é claro e óbvio que um bebé incomoda muita gente! E mesmo vivendo num país em que a calçada e o estacionamento não permitam aos carrinhos de bebés andem, onde sou olhada de lado por o meu bebé chorar por malta com musica alta no meio da rua, onde tenho constantemente que fugir do fumo do tabaco porque os fumadores são imunes a bebés e como tal nem os vêm, onde sou acusada na Segurança Social de trazer o meu filho de propósito só para passar nas filas, onde sou invisível nas caixas de supermercado e onde devo ceder a passagem em elevadores e escadas rolantes porque escadas cansam toda a gente, ainda assim, não trocava o meu lugar de mãe por nada!

Numa sociedade em que se passeia mais os cães do que as crianças, apenas vos posso prometer, que farei tudo para que cá em casa seja diferente! Cá em casa, as crianças são e serão sempre a prioridade!

E se o meu bebé incomoda muita gente….

Acreditem, que eu posso incomodar muito mais!

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Tempo especial

Meu amor, dentro de poucos dias farás três anos.

Parece pouco, mas olhando para trás é difícil imaginar como era a vida antes de ti.

Estes três anos foram repletos de aprendizagens, de mudanças, de adaptação.

Hoje já dormes a noite toda, mas demorou a chegares aqui. Usas fralda apenas para dormir e da chucha (que só usaste para dormir) nem sinal.

Apreendes o mundo à tua volta de uma forma que por vezes me surpreende, és capaz de fazer conversas e fazer as perguntas acertadas no momento propício.

Já me sabes pedir “só mais um bocadinho”, acompanhando com o gesto dos dedos quando é hora de ir para o banho, já sabes chamar a atenção quando alguém faz uma coisa que te ensinou a não fazer: como cantar à mesa.

Aprendeste a andar e és segura nos teus passos, nas tuas descobertas. No outro dia seguiste com o olhar o tronco de uma árvore e ficaste espantada por ver que acabava tão lá em cima. “Vai até ao tecto, mãe!”. Corrigi, dizendo que ia quase até ao céu e mostrei-te que as árvores, como as pessoas, existem de todos os tamanhos. E que o que importa é a sua beleza, o que as torna únicas. “E as formigas que lá dormem”, acrescentaste. És assim, vais começando a deixar-me sem palavras.

Percebes as diferenças entre ti e os que te rodeiam e aceitas os outros como são.

És refilona, chorona, coisa que até aos quase seis meses de idade não foste. Talvez tenha coincidido com o facto de entrares para a creche. Não te condeno por isso, eu própria preferia que as coisas fossem de outra forma, mas a entrada no infantário deu-te ferramentas e vivências que eu não conseguiria proporcionar-te. O amor, esse, não deixou de estar sempre presente.

Por falar nele às vezes falas comigo e chamas-me de “meu amor”, como te chamei e chamo tantas vezes.

Brincas com as tuas bonecas com menos paciência do que gostaria: ralhando, dizendo para pararem de falar, um ai ai ai ai constante – mais uma vez uma vivência que ganhaste na escola, que vês fazerem e por isso repetes – e que eu não me canso de tentar mudar.

Será uma aprendizagem lenta mas que irás adquirir, a de não fazeres aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti. Pergunto: “gostas quando ralham contigo para dormires? Não, pois não? Então fala baixinho, conta histórias, faz carinhos. Estás em casa, és a mãe, podes fazer tudo. Escolhe fazer o melhor, meu amor”. Olhas-me com os teus olhos grandes e sei que alguma coisa fica lá.

Temos hoje de ter cuidado com o que se diz ao pé de ti, porque tudo registas e de nada te esqueces. Bastou a bisavó ter dito uma vez que não podia jogar contigo à bola porque era “velha” (e o que eu ralhei com ela por chamar nomes, principalmente a ela mesma…) para a partir daí nunca mais te esqueceres e associares esse adjectivo à bisavó. Começaste já a perdê-lo, com muita insistência minha. Quando falamos e mencionamos o teu nome ficas de antenas no ar: ”estão a falar de mim?”.

És autónoma e independente, mas muitas vezes não gostas de prescindir da companhia.

És uma péssima ajudante na cozinha porque comes metade dos ingredientes do jantar.

Ajudas-me a preparar o pequeno-almoço, o que te ajuda a valorizá-lo quando o comes.

Levantas sempre o teu prato e és tu quem o leva para a cozinha. Ajudas a pôr a mesa.

Já não gostas de comer de babete, mas a sopa na maior parte das vezes ainda o pede.

Muitas vezes pedes “quero ir dormir”. Mas sempre depois de uma história ou de uma música de embalar cantada ao ouvido.

Há três anos mal nos conhecíamos, apesar da ligação que sempre tivemos.

O pai saía de casa para o trabalho e eu trazia-te para a nossa cama e ficávamos a namorar até ser hora de levantar e irmos sentir o mundo, os seus cheiros, as suas cores e barulhos. Para que fizesses parte dele, para que eu não deixasse de fazer.

Parece que foi ontem e na realidade foi. Porque és capaz de todas estas coisas mas, no fundo ainda és um bebé. Que precisa de apoio, protecção, muita orientação. Tolerância e paciência.

Corremos o risco de exigir demais de ti por seres tão desperta e despachada mas tento sempre lembrar-me que ainda me cabes no colo.

E lá caberás mesmo quando já não couberes. Porque o meu colo será sempre teu.

imagem@weheartit

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Carta à minha filha de seis anos

 

P A R A B É N S!

Já temos vencedores!

Paula Dinis – Pedrito Coelho- A Festa da Lili
Ana Ribeiro – Os números
Ana Rita Alves –  Pedrito Coelho, O Ladrão Misterioso
Maria Banha Malta – As letras

Por favor envie um e-mail com nome, morada e ordem de preferência dos livros a receber, para reclamar o prémio para
uptokids@gmail.com

De acordo com a ordem de chegada dos mails, iremos distribuir ao primeiro vencedor a reclamar o prémio a sua primeira opção, e aos restantes será de acordo com o que ainda não foi reclamado, e por ordem de preferência.

Obrigada a todos os que participaram, e fiquem atentos aos próximos passatempo!

Up To Kids®

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Quer fazer um passatempo em parceria com a Up To Kids®? Envie-nos um mail para Uptolisbonkids@gmail.com, com o assunto “Parceria de passatempos“, indicando a marca que representa. Obrigada

 

A pensar nas nossas crianças, a Up To Kids® em parceria com a Bertrand Editora, vai oferecer 4 Livros Infantis. Dois são da coleção Pedrito Coelho e dois da coleção Toca, Criança.

Pedrito Coelho – A festa da Lili
Pedrito Coelho – O Ladrão Misterioso
Toca, Criança – Os Números
Toca, Criança – As Letras

COMO PARTICIPAR

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REGULAMENTO

O passatempo termina às 23h59 do dia 21 de Agosto de 2016.

O vencedor será sorteado aleatoriamente através do programa Random.com, será anunciado tanto no site como no post do passatempo no facebook. Poderá ser pedido ao vencedor o link da partilha bem como o nome de utilizador de instagram.

Não existe um número limite de participações, no entanto será apurado apenas uma participação vencedora por cada participante.

Este passatempo não é patrocinado, aprovado, administrado ou associado ao Facebook, sendo da exclusiva responsabilidade da entidade promotora. O Facebook exonera-se de qualquer responsabilidade relativamente ao passatempo.

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«Estas criancinhas vão ser adultos insuportáveis», disse a senhora no seu melhor fato de domingo, com uma expressão de “nojo” no rosto, enquanto rematava para outra amiga, igual menos no tom do tecido do fato, com quem segundos antes falava sobre a missa de onde acabavam de sair.

A criancinha, no caso, era a minha. E estava entretida com um brinquedo para cães, daqueles que se apertam e chiam. É chato, eu sei. Eu própria estava a chamar-lhe à atenção pela terceira vez para que parasse, coisa que se não acontecesse me faria tomar medidas. Mas tenho de ter a tolerância de pensar que tenho comigo uma criança de quase três anos que no supermercado não tem muito com que se entreter e se vê um brinquedo, brinca. Porque é criança.

Fiquei, na altura, bastante sentida com a afirmação da senhora. Não sou pessoa de responder, odeio tudo o que é confrontos e conflitos, mas se ela não tivesse acelerado o passo, como cobardemente fez, teria certamente ouvido a minha resposta, que me fugiu dos lábios num tom bastante mais baixo do que ela merecia: “insuportável como a senhora?”.

Como disse há umas linhas a senhora tinha acabado de sair da missa. Era toda ela elegância e educação. Pois de pouco adianta ir à missa se cá fora não se tem em consideração os outros, se lança a primeira pedra e se julga só porque sente superior. Que deselegante foi aquela afirmação. Que pouco “bem”. Que desrespeitosa. Jamais a teria dito a um adulto.

Tentei imaginar os filhos da dita senhora, todos a andarem em passo acertado uns com os outros, as golas cheias de goma e sem um único vinco, crianças que ficam caladas e de costas direitas independentemente do contexto, crianças que são mini adultos. Em suma, pequenos robots.

Mas depois percebi que não era certamente esse o caso. Eu própria fui uma criança bem-comportada e no meu vestido de roda subia à árvore da igreja e fazia arranhões nos joelhos e surrava os sapatos. Também eu corria pela rua, rindo alto. Também eu era criança.

A senhora ter-se-á provavelmente esquecido de que os seus filhos foram um dia crianças. Que os netos e bisnetos falam, comunicam como sabem, muitas vezes têm comportamentos que nós, os adultos, gostaríamos que fossem outros. Quem sabe se nunca foi ao supermercado com os filhos porque os deixava com a criada em casa. Se nunca foi a um restaurante para os meninos não falarem entre si e “incomodarem” quem está à volta.

Também eu gosto de sossego e silêncio. Também eu às vezes sou confrontada com crianças que se portam pior do que o desejável e quantas vezes esse comportamento é alheio à vontade e, pasme-se, educação que os pais lhes dão. Sou tolerante, acho que é preciso termos calma e não julgarmos as pessoas. Não julgo, não gosto de ser julgada.

Lembrei-me, enquanto escrevia estas linhas, da história do menino autista no restaurante que a empregada queria insistentemente que se comportasse ou todos (pais e irmãos) teriam de sair. Que mundo é este em que não conseguimos dar espaço às pessoas?

Se a senhora em vez de fugir tivesse ficado a fazer as suas compras calmamente teria visto como me baixei ao nível da minha filha e lhe expliquei por que motivo não podia continuar a apertar a galinha de borracha, por mais divertido que estivesse a ser para ela. E ela parou. Para passados alguns minutos estar noutras tropelias, naturais da sua idade e razão pela qual raramente a tenho comigo nas compras sem ser sentada no carrinho – enquanto ainda dá.

Eu tive de ouvir os comentários pouco católicos que essa senhora estava a fazer sobre o que se passou na missa (shame on you, miss!) e depois sobre a minha filha.

Aqui fica uma novidade: crianças sossegadas não são garantia de adultos calmos, tranquilos ou educados.

Muitos dos adultos “insuportáveis” que conheço tiveram mães que apesar das aparências se achavam no direito de dizer em voz alta cobras e lagartos sobre os que estavam à sua volta, legitimando, assim, que os filhos crescessem para fazer exactamente o mesmo.

As crianças que brincam, sobem às árvores e se sujam também sabem comportar-se quando o momento o pede. Também sabem trocar as leggings pelos vestidos de folhos e dar a mão enquanto ouvem o que os adultos dizem.

As crianças, se fizermos bem o nosso trabalho, conseguirão perceber, quando tiverem idade para isso, que há lugar para tudo.

E sendo livres, sendo-lhes permitido serem crianças para aprenderem em que momento ser de uma forma ou outra, serão adultos que mais facilmente expressarão os seus sentimentos e saberão lidar com quem os rodeia.

Espero passar muitas coisas à minha filha.

Espero que ela seja boa com ela e com os outros.

Espero que ela nunca olhe para os filhos de alguém e tenha a cobardia de lhe pôr um rótulo e de lhe dar uma sentença tão triste como já lhe deram a ela.

Logo à minha Mariana, que de insuportável tem pouco.

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4 atitudes que enfraquecem o vínculo emocional com os filhos

O momento das refeições em família vai muito além da nutrição do corpo. É encher o copo do coração com energia, saborear cada história que se conta sobre as coisas mais interessantes que aconteceram no dia, partilhar alimento físico e emocional.

É fácil imaginar a ligação que esta experiência, dia após dia, pode ditar da relação que a criança vai ter com a comida a longo prazo – além da questão social. O que os filhos vivenciam à refeição vai projetar parte da sua postura e opções em adultos. Por exemplo, quando uma criança é obrigada a comer, «à força», pode mais tarde desenvolver distúrbios alimentares – além destes distúrbios terem, geralmente, a ver com a relação entre mãe e filho. Por outro lado, se o ambiente for tranquilo, a relação com a comida será também mais equilibrada.

Também o aspeto social torna a refeição uma ocasião importante. Desde o aprender, a pouco e pouco (por imitação), a usar os talheres e o copo, a estar à mesa, até ao apreciar a comida, enquanto ouve os outros e espera para se levantar, tudo reflete a ambiência social.

Mas criar este momento, a refeição em família, e torná-lo um ato de amor, requer prática.  Talvez as férias sejam a altura ideal para fortalecer esta experiência familiar/social, que requer saber coisas para alguns simples e óbvias, para outros não tanto: desde fazer as compras, cozinhar e levar a refeição a bom porto.

Aproveite cada passo do processo para instituir hábitos saudáveis, tanto do ponto de vista alimentar como social e educacional. Acima de tudo, envolva os elementos da família.

Alguns pontos de partida:

  • Conte com a participação das crianças para planear as refeições, escrever a lista de compras, preparar os alimentos, cortar os vegetais e a fruta, pôr a mesa… tudo são tarefas que podem ser divertidas e pedagógicas.
  • Escolha o mercado ou mercearia locais, onde os sentidos ficam mais despertos: escolhemos alimentos frescos e coloridos, interagimos com os vendedores do costume, com quem mais cedo ou mais tarde criamos laços. Ah, não se esqueça: leve os sacos de panos ou um cesto em vez de comprar sacos de plástico.
  • Opte pelas ervas aromáticas para temperar, bem como especiarias; pelos guardanapos de pano; por loiça e talheres «verdadeiros» em vez de plástico para os mais pequenos (além de que os integra mais).
  • Permita que a criança se sirva. Mesmo que requeiram alguma ajuda, reforce a autonomia dos mais pequenos.
  • Conversem à mesa. À mesa fala-se, sim. A empatia pode ser fortalecida ao perguntar ao seu filho pelos amigos por um  momento divertido que ele teve no dia. Converse também com o seu companheiro/a, sobre assuntos leves, com contacto visual.
  • Agradeçam a refeição. Quando expressamos conscientemente palavras e sentimentos positivos perante a refeição partilhada, a relação da criança com a comida será também mais saudável.
  • Haja flexibilidade. É claro que as refeições cozinhadas em casa são as ideais. Mas se de vez em quando estiver tão cansada/o ou aborrecida/o que decida comprar comida de fora, ou mesmo ir jantar fora, não vai nenhum mal ao mundo. Aproveite, sem culpas, a refeição «menos saudável».

imagem@babble

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