Esta noite os meus filhos acordaram às cinco horas para virem para a nossa cama. Na noite anterior também, na noite anterior a essa também e na noite anterior a essa também e todas as noites das últimas semanas também. Suspeito que possam ter engolido um despertador, são mais pontuais que o galo do vizinho.

O ritual tem sido sempre o mesmo, um deles acorda primeiro e acorda o outro, o primeiro é quase sempre o mais novo (que ao contrário de mim detesta dormir), ouvimos gritos insistentes vindos do quarto deles “pai, pai, pai, pai” ou “mãe, mãe, mãe, mãe” ou ainda “mãe, pai, mãe, pai” até que um de nós desista de ignorar que os está a ouvir e os vá buscar para a nossa cama.

A partir desse momento a noite acabou para nós. Ou porque ele tem o vício irritante de me puxar os cabelos para adormecer ou porque se deita em cima da cabeça da irmã e ela grita ou porque empurram o pai para fora da cama e o pai resmunga ou porque fico com os braços dormentes de estar na mesma posição ou porque a cabeça não consegue deixar de pensar que às seis da manhã a porra do despertador vai tocar e não vale a pena adormecer para acordar já a seguir.

Não sei como consigo aguentar, juro que não sei mesmo. É que não são apenas estas semanas a dormir mal, o meu filho dorme mal desde que nasceu, há quase três anos que nos sujeita a uma tortura do sono terrível. Por cada noite que dorme bem, dorme mal cinco ou seis. Tenho mais sono do que alguma vez julguei possível. Dou por mim a pensar quando é que vou dormir, o que é que posso fazer para dormir, quando é que tenho férias para ir meter os miúdos à escola e dormir, se me posso sentar na casa de banho do trabalho a dormir sem darem pela minha falta, a minha cara tem escrito morta de sono a precisar de dormir, o meu corpo grita que precisa de dormir e o meu cérebro já emigrou para um país tropical.

E o mais incrível é que o raio do miúdo não quer saber disso para nada, acorda sempre bem-disposto, ele a rir e a cantar, talvez satisfeito por nos ter lixado as horas de sono e nós a arrastar-nos pela casa como zombies com o cérebro todo queimado a meter fraldas no frigorífico e o queijo na gaveta das meias.

Sim, sim, eu sei, a maternidade é uma bênção, vou ter saudades das noites mal dormidas, quando ele for adolescente é que vou ver o que é não dormir, é aguentar que isto passa tudo muito depressa e bla, bla, bla, sinceramente, o que eu preciso mesmo, mesmo é de dormir bem para apreciar ainda mais o milagre da vida e ter os neurónios a funcionar.

Já vos disse que estou cheia de sono?

imagem@RodrigoOller

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Era fim do dia e eu estava a ajudar o pequeno catita com os seus trabalhos de matemática da primeira classe. Mesmo no final dos trabalhos, apareceu o desafiante exercício 5 da página 14, enquanto o pequeno catita lutava para chegar ao resultado sozinho, eu mordia a língua para não lhe dar a resposta certa.

A cada minuto que passava, contorcia-me mais na cadeira. Era tão fácil. Tão óbvio. A solução estava mesmo ali. Só precisava dizer o resultado, e os trabalhos estavam acabados.

Uma parte de mim gritava para ter razão, para dar a resposta certa e durante 2 segundos ficar ofuscada com o holofote do “eu é que sei”. A outra parte, só queria ficar pacientemente calada, e dar-lhe tempo. Era de tempo e confiança que ele precisava para escrever, apagar, pensar, errar e tentar outra vez. Precisava de sentir que estava tudo bem, que eu confiava nas suas capacidades e que estava ali para o apoiar. Só assim seria possível aprender, descobrir e ganhar confiança em si próprio e nas suas decisões.

Sabes, sempre me disseram o que fazer, como fazer. Instruções e mais instruções da forma “certa” de viver a Vida. A comida certa, a roupa certa, a decisão adequada. Tudo era feito com muito amor e com as melhores intensões. Oferecido para me proteger e ajudar a ser uma “boa” menina. Mas na verdade, não ajuda nada. Tira-nos a nossa capacidade natural de caminhar pelo nosso pé. Perante qualquer pequena decisão que temos de tomar, sentimos que temos de consultar os pais, os amigos, a ajuda telefónica e meia dúzia de pesquisas no Google. Sentimos que a resposta está sempre fora de nós, e não dentro, o que nos tira um enorme poder e autonomia. Simultaneamente, se não conseguimos decidir, não somos capazes de lidar com decisões erradas. Como a decisão é sempre do outro, excluímos o nosso papel em todo o processo, o que compromete muito a nossa responsabilidade pessoal.

Ficamos à deriva, à espera da opinião mais acertada, ou da pessoa mais assertiva. E às vezes a pessoa mais assertiva, não está NADA certa.

Estamos sempre danadinhos para resolver os problemas dos outros. Para nos sentirmos úteis e importantes, necessários e admirados. A maioria das vezes, quando estamos a ouvir os problemas dos outros, disparamos mil e uma soluções milagrosas; “Tu devias…” “Se fosse eu…” “É muito simples…” Parecem ajudar, mas não ajudam. Dizem “tu não és capaz de chegar lá sozinho”. E, quando o dizemos muitas vezes, o outro lado acredita. Aí tem duas opções, ou rende-se, ou revolta-se. Nenhuma delas reforça, de todo, a qualidade da relação entre pais e filhos.

Eu sei que, tal como eu, amas o teu filho. E também sei, que é tão difícil transformar esse amor num comportamento amoroso para com ele. Há tanto que se mete no caminho… as nossas expectativas, a nossa infância, os nossos medos e os medos que temos em relação ao seu futuro. Os outros, as suas opiniões e olhares críticos. As nossas constantes incertezas de que estamos a fazer a coisa certa… de que estamos a ser “bons” pais.

Era de tudo isto que eu me estava a aperceber, enquanto mordia a língua e travava a solução do problema de matemática. Apercebia-me de que os processos e as aprendizagens são muito mais importantes do que os resultados. E, que a minha solução pode ser certa para mim, mas não ser certa para o outro. Sou eu que lhe devo dar a possibilidade e a confiança para encontrar a “sua solução”. Sou eu que devo acreditar nele, para que ele possa acreditar também.

É impressionante como quando estamos disponíveis, podemos com um pequeno exercício da primária, aprender tanto sobre a matemática da Vida.

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A Wonderland pelas lentes do Huawei Mate 10 Pro

A Wonderland instalou-se pelo segundo ano consecutivo no Parque Eduardo VII no passado dia 1, e estará aberta ao público até de 1 de Janeiro de 2018. A Roda Gigante, a Pista de Gelo ecológica e a árvore de Natal de 18 m continuam a ser das atrações principais, mas não pense que fica por aqui. São inúmeras as ofertas a nível de comércio gastronómico, artesanato, espaços para crianças, Teatro infantil, carrosseis e várias outras surpresas que irão tornar “o saltinho na Wonderland” num dia inesquecível.

Tudo isto parece uma descrição muito rica mas vaga e como uma imagem vale mais que 1000 palavras, aceitámos o desafio da Huawei para mostrar ao público a nossa visão da Wonderland pelas lentes do Huawei Mate 10 Pro.

Porquê o Huawei Mate 10 Pro?

O Huawei Mate 10 Pro é o mais recente topo de gama da marca, apresentando-se com um design novo e simples numa linha Less is more. Destaca-se o novo ecrã 18:9, e duas laterais metálicas muito finas e leves que sustentam o aparelho. A parte de trás é em vidro, com duas lentes e um botão redondo que se apresentam numa simetria inquestionável.

A Huawei teve a capacidade de reinventar a fotografia digital de smartphone, quando criou uma parceria com a prestigiada marca Leica, acrescentando a qualidades das lentes e um software aproximado ao utilizado pela marca alemã.

O Huawei Mate 10 Pro é o único telemóvel que inclui duas câmaras com abertura f/1.6, dando-lhe uma qualidade de imagem excepcional sem grande esforço.

A câmara traseira dupla tem lentes de 20 e 12 MP sendo que uma fotografa a cores e a outra é monocromática, permitindo captar imagens a preto e branco bem ao estilo dos originais Leica.  A câmara frontal é de 8 MP.

A possibilidade de fotografar em profundidade e mudar o ponto de foco da imagem, ou captar imagens em movimento é resultado do trabalho das duas lentes em simultâneo.

Em termos mais leigos, podemos fotografar quer de dia quer de noite, com pouca ou muita luz, com movimento ou estático e a definição e qualidade de imagem serão sempre excepcionais tanto na câmara principal, como na frontal – aquela que usamos para tirar selfies!

Por falar em selfies, esta é outra das novidades fantásticas do Huawei Mate10 Pro: a selfie perfeita. O telemóvel pede-nos que tire uma fotografia de frente, uma de lado e outra a olhar para baixo. Faz um reconhecimento facial, e de seguida podemos tirar a selfie perfeita com a ajuda deste sistema inteligente e de um botão que nos permite ajustar o nível de beleza.

(Já deves estar a perguntar-te como ganhar o teu  Huawei Mate 10 Pro. Mas já lá vamos!)

Não é à toa que o Huawei Mate 10 Pro se apresenta no mercado como o smartphone inteligente. Parece um pleonasmo, mas a Huawei fez aqui uma aposta clara no desenvolvimento da inteligência artificial.

Obviamente que o telemóvel não faz tudo por nós, nem é uma espécie de robot comandado por voz (… ainda), mas são os pequenos pormenores que fazem as grandes diferenças. Demora apenas 30 minutos para carregar a bateria a 58%, e aguenta um dia de utilização completo para utilizadores intensivos (como eu) devido ao sistema inteligente de gestão de bateria.

Tirei centenas de fotos na Wonderland, e apesar do dia escuro de chuva e céu nublado nada  nos impediu de experimentar tudinho (e mais alguma coisa) e as fotos são o que podem ver.

Claro que guardei o melhor para o fim. Depois de veres as fotos, já deves em pulgas para participar.

Como podes ganhar o teu Huawei Mate 10 Pro (No valor de PVP € 879,00)

  1. Ir à Wonderland até dia 25 de Dezembro;
  2. Tirar uma fotografia na Wonderland 2017;
  3. Partilhar a fotografia tirada na Wonderland 2017 no teu Instagram com o #momentohuawei  #inteligenciaartificial #huaweimate10pro; 
  4. Fazer um Like na página da Huawei Mobile PT no Instagram;
  5. Fazer um Like na página da Huawei Portugal no facebook. .

E já estás a concorrer.

Consulta o regulamento aqui, e Boa Sorte!

 

7 presentes que os pais têm de dar aos filhos neste Natal

A experiência de ter filhos talvez seja uma das mais ricas da humanidade. É através das crianças que se perpetua o legado da humanidade tanto no sentido cultural como no que se refere à própria sobrevivência da espécie.

A sociedade consumista em que vivemos relaciona cada vez mais o amor que os pais podem ter pelos seus filhos aos bens materiais que estes proporcionam. Hoje, as crianças têm interesse e os seus “sonhos de consumo” estão muitas vezes relacionados com objetivos tecnológicos que são REALMENTE caros.

Mas a real felicidade de uma criança passa a anos-luz destas compras e, no final, o que no fundo importa para a criança é ter a presença de quem mais ama: uma presença de qualidade.

Abaixo apresentamos alguns exemplos de VERDADEIROS PRESENTES DE NATAL que os pais podem (e devem) dar aos filhos:

1. Tempo.

Um estudo publicado em childwelfare.gov descobriu que “Desde o nascimento, as crianças que têm um pai envolvido nas suas vidas, são mais propensas a ser emocionalmente seguras, a ser confiantes para explorar o que as rodeia e, à medida que crescem, têm melhores relações sociais com os seus colegas. Estas crianças são também menos propensas a ter problemas em casa, na escola ou no meio em que vivem.” Ter os pais envolvidos na sua vida é um melhor indicador social de sucesso, no futuro, do que ter dinheiro ou estatuto social. E isto já diz o suficiente.

2. Rotina.

Uma rotina estruturada, acompanhada, onde exista uma sequência organizada de atividades e em que se separa um tempo predeterminado, é de extrema importância na vida de uma criança, pois é através desta rotina que se criam vínculos afetivos, se garante saúde e se educa para a vida.

Muitos relacionam a rotina com repetição, falta de opção e monotonia, mas no dia-a-dia com crianças, as coisas têm de ser diferentes. A rotina é necessária, concordam vários especialistas.

“É importante para o desenvolvimento emocional da criança, para que ela se organize internamente”, explica a psicóloga Maria Cristina Gomes. “Sem rotina, os filhos podem transformar-se num grande problema”, diz o pediatra Glaucio de Abreu. “Ficam irritadiços, inconvenientes e chatos. Geralmente, não dormem nem comem bem, o que pode gerar problemas de saúde, como a desnutrição e a obesidade”. Mais tarde, segundo o médico, esta criança não terá uma boa produtividade, na escola, ou será um jovem com excesso de atividades, mais vulnerável ao stresse, porque não aprendeu a coordenar e administrar a vida, ou seja, todas as crianças adoram manter uma rotina estruturada, pois para elas representa segurança.

A rotina não deve ser vista como rígida e estática. Ela deverá, sim, ter uma espinha dorsal, mas com mobilidade, quando necessário.

3. Um animal de estimação

Os animais de estimação podem ensinar responsabilidade e compaixão às crianças. As crianças que possuem animais são significativamente mais empáticas e pró-sociais.

Os animais de estimação podem também proporcionar uma sensação de segurança e reduzir a ansiedade. Por estas razões, os animais são muitas vezes utilizados em terapias com crianças.

4. Um instrumento

Tocar um instrumento musical tem inúmeros benefícios para as crianças: desde melhorar a memória e capacidades matemáticas até à criatividade, à autoexpressão e à redução do stresse. Se o seu filho participar numa banda ou numa orquestra isso pode melhorar as suas capacidades sociais e ampliar o seu grupo de amigos. Alguns músicos iniciados acabam mesmo por seguir carreiras musicais.

5. Memórias

Só tem memórias quem vive e partilha momentos e, acredite, essas memórias não estão relacionadas com o valor gasto nessa ocasião. Os momentos mais felizes recordados por um adulto podem ser as lembranças dos pequenos almoços em que o pai lhe servia o leite, ou quando a mãe oferecia o colo após uma dificuldade. Não tenha dúvidas, experimente analisar as suas memórias e concluirá que, mesmo que um presente seja caro e muito atraente, nunca transmite a verdadeira mensagem que se quer pretende. Passados 20 anos, se uma criança esteve a brincar na sua praça, ou fez uma viagem à Disney, não terá a importância que parece ter hoje, desde que o tenha feito com os seus pais.

6.Limites

Ah, como os pais sofrem para dar este presente aos filhos (sofrem mais que os filhos). Lembre-se que são os limites que ensinarão os seus filhos a viver, que ensinam até onde ir sem colocar a vida em risco, ou qual o ponto que deve ser respeitado antes da pessoa se perder. Um bom pai deve entender que os limites serão os grandes alicerces que darão rumo na estruturação de uma personalidade saudável para que se forme um adulto com a capacidade de perspetivar a vida. Adultos maduros e que sabem ser mais tolerantes relativamente às adversidades da vida aprenderão, certamente, a lidar melhor com os limites.

7. Exemplos

Na função de pai ou de mãe, estamos sempre a ensinar, embora não nos demos conta. Ser honesto, paciente, tolerante, humilde, solidário, cuidadoso? Se passarmos a nossa vida a olhar para lá dos nossos próprios problemas, os nossos filhos irão certamente compreender. Não há dúvida, os filhos, na maioria das vezes, seguirão o nosso exemplo e esses exemplos serão o MAIOR e mais VALIOSO presente que qualquer pai ou mãe poderá oferecer ao seu filho.

E, é claro, se pudermos investir um pouco mais nesses contextos, será um mérito nosso e isso oferecerá a todos um maior conforto. Só não devemos inverter as prioridades!!!

Nota: ah, e um presente muito importante e que não precisa de explicações: Livros!

Imagem@wenji8

Por Josie Conti para o site Conti Outra, por Babelia Traduções para Up To Kids®

logobabelia

 

Sempre que o tempo assim o permite (ou seja, quando não chove) vou com a minha filha ao parque.

Nas últimas semanas tenho reparado numa tendência: somos as únicas ou há apenas mais uma criança por lá. O frio afasta os pais das actividades ao ar livre ao final do dia.

Tem andado frio, é verdade, mas não consigo deixar de pensar no bem que faz aos miúdos andarem a correr, a brincar, a divertir-se na rua. Há muitas escolas onde chegando o final do Outono as crianças deixam de ir para o recreio. Haverá milhares delas que deixam simplesmente de brincar na “rua” aos dias de semana. E está provado que lhes faz bem e, acima de tudo, falta.

Ao escrever estas linhas lembrei-me de uma publicidade recente que alegava que os prisioneiros encarcerados nas prisões passavam mais tempo fora de quatro paredes do que a média das nossas crianças, ou seja uma hora.

Cabe aos pais proporcionar este tempo, mesmo quando ele existe na escola, que é o que acontece com a minha filha. Se não chove saem para o recreio de manhã e à tarde e sei que para muitos é o único momento em que estão a correr e a sentir o vento na cara.

Alega-se que nesta época se tem de proteger as crianças, que há um aumento das complicações ao nível respiratório, mas acredito que manter as crianças num ambiente fechado durante vinte e quatro horas por dia é prejudicial para elas. E se o é no Verão, no Inverno ainda mais. Está frio, veste-se mais um casaco, um gorro e umas luvas, coloca-se creme hidratante no rosto para proteger. Porque as defesas se criam em condições “adversas”. Tem de haver contacto com o frio, tem de haver contacto com outras crianças quando está frio.

kids

Sei que há crianças com maior propensão para problemas respiratórios nos meses frios e cabe aos pais conhecer os filhos e fazer o que é melhor para eles. Mas a maior parte dos miúdos beneficiaria de um final de dia, mesmo que seja só de vez em quando, quando as rotinas apertadas o permitem, lá fora, a subir ao escorrega, a andar de baloiço, jogar à bola ou à apanhada. Quando é isso ou deixar as crianças a respirar um ar que só circula dentro de casa, que é sempre o mesmo (por causa do ar condicionado, ou que tem menor qualidade por causa dos aquecedores) então eu opto por brincar na rua. Em contacto com os germes, os micróbios, a ganhar defesas. A ficar constipada, muitas vezes, é certo… Mas quanto a isso não há muito que se possa fazer, é a “fruta da época” e cá em casa a minha filha constipa-se mais porque se destapa toda durante a noite do que pelo ar frio que respira quando chega da escola.

As crianças ficam mais impacientes se fizerem um percurso casa, escola, escola, casa. E aos pais, sejamos sinceros, também faz falta estarem na rua, a verem os filhos ganharem asas, brincarem e serem felizes.

A sopa pode esperar.

A roupa pode esperar.

A casa pode esperar.

O tempo, como o coração dos pais, é elástico quando damos prioridade aos momentos que são impossíveis de recuperar.

A vida anda agitada, o tempo dá para pouco. Mas o pouco que temos devemos transformá-lo em muito.

Cabe-nos a nós.

11 rastilhos para birras

Filha, vamos falar sobre as tuas birras.

Aquelas que rebentam com os nervos do pai e da mãe e te transformam num monstrinho que grita e dá pontapés no ar. Aquelas que nós pedimos tanto, mas tanto, para não as fazeres e mal acabamos de o dizer já estás tu a espernear ou a escorregar na cadeira enquanto jantamos.

Tu sabes que fazes muitas birras não sabes? Fazes birras por tudo e por nada, fazes birras de manhã, à tarde e à noite, fazes birras de sono, de cansaço e de aborrecimento. Na verdade eu acho que fazes birras porque gostas de te ver a chorar ao espelho, não é? Confessa, eu já te apanhei a sorrir para o espelho enquanto as lágrimas te caiam pela cara. Estás só a gozar comigo e com o pai, não é?

Se eu te disser alguns dos motivos das tuas birras vais-te rir ou vais fazer mais uma birra, que tu não gostas nem um bocadinho que gozem contigo, mas olha meu amor, birra por birra, que seja uma que eu já estou à espera.

Filha, tu fazes birras porque:

  1. querias os cereais na tigela roxa e eu dei-te os cereais na tigela cor-de-rosa; 
  2. pintei-te primeiro a unha do polegar em vez da unha do anelar;
  3. não vês o arco-íris há muito tempo;
  4. eu chego ao carro e digo-vos “Olá!” e vocês estavam a brincar ao silêncio;
  5. é de manhã;
  6. não te leio vinte histórias antes de dormires;
  7. o pai pegou primeiro no mano ao colo;
  8. queres comer chocolates ao pequeno-almoço;
  9. o vento despenteou-te o cabelo;
  10. se partiu o bico do lápis com que estavas a pintar;
  11. querias as batatas fritas em cima do guardanapo e não no prato.

E é isto, de manhã, à tarde e à noite, em casa, no carro e, na rua, todos os dias da semana. Tu sabes que nós somos os melhores pais do mundo, somos um nadinha nervosos e impacientes, mas somos sem dúvida os melhores, filha tem dó de nós, ouve o desespero da tua mãe, podes fazer menos birras por favor?

 

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Calma, não desesperem que descobrimos o melhor presente de Natal para toda a família!

Claro que agora estão todos a pensar que descobrimos uma máquina para clonar as mães e os pais para podermos estar em todo o lado ao mesmo tempo, ou uma que faz parar o tempo e que nos permite aproveitar ao máximo os nossos filhos nesta idade, ou até uma caixa misteriosa que nem a de pandora, mas que em vez de espalhar pragas por todo o mundo entretém os nossos filhos horas a fim. Sim, sabemos que todos queríamos ter mais tempo para tudo, mas o que nós descobrimos é, na verdade um pouco de tudo isto!

Comecemos pelo fim. Imagina um site gratuito onde podemos criar de forma muito simples, estórias maravilhosas com vários temas, onde os heróis são os nossos filhos. E que é tão fácil criar estes livros de estórias que até mesmo as crianças o conseguem fazer!

O Mini Big Book é o sítio onde tudo isto acontece.  Aqui, os extraterrestres coram, os pequenos ogres adoram cenouras e os esquimós salvam a calota polar. Aqui, podes definir as personagens com nomes e fotos e criar o teu próprio livro. Escolhes a tua história, personalizas e imprimes … E, melhor ainda, podes escolher o herói… da tua história!

Com 10 temas diferentes, podes criar e imprimir uma colecção de mini livros teus, onde os teus filhos são os heróis. As estórias são simples e curtas e as crianças revêem-se nestes episódios ilustrados.

Como funciona:

1º Clicar aqui minibigbooks.com

2º Escolher a história

3º Personalizar

No fim podes fazer o download da mesma e ficar com uma versão digital para ti, ou clicar directamente e imprimir o Mini Book.

Cá em casa usamos e abusamos da impressora HP Envy Photo, que é perfeita para agilizar este processo e imprimir com um óptima definição, sem andares com o computador para lá e para cá! O sistema de wi-fi é muito simples e a impressão é rápida.

É uma impressora versátil, com cores realistas e que permite imprimir diretamente a partir do telemóvel, das redes sociais, da nuvem ou da galeria de fotografias da câmara (Espetáculo)

Depois há aquele mito de que não compensa imprimir em casa. Para nós isso é completamente falso. Mas confesso que imprimimos muitas vezes fotos, por isso faz-nos todo o sentido ter como fazê-lo em casa.

Como tenho 4 crianças que adoram imprimir fotos quer seja para a escola ou para o placard do quarto deles, aderimos ao HP Instant Ink, um serviço de entrega de tinteiros ao domicílio onde podemos imprimir por um valor muito menor, comparativamente com a compra de tinteiros em separado, e garanto assim, que nunca fico sem tinta na impressora (que era algo que me irritava: precisar de imprimir e os tinteiros estarem vazios!) .

Sempre que precisamos de tinteiros, esta comunica diretamente com a HP e recebemo-los em casa. Para mim, isto é o mordomo das impressoras, e estou simplesmente fã do serviço. A subscrição são 2.99€/mês (equivale a 50 pág.), e não obriga a qualquer taxa anual, podemos alterar ou cancelar os planos online a qualquer momento e sem quaisquer encargos, situação que me fez aderir sem pensar, pois não estou presa a fidelizações.

Agora que já vos contei tudo, mãos à obra. Vão ao Mini Big Books e façam os vossos próprios livros, partilhem no facebook, ou imprimam e ofereçam presentes de Natal personalizados a toda a família.

Porque o melhor presente que podemos dar é tempo, e fazer parar o tempo é criar memórias felizes. E partilhá-las.

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A infância é o tempo em que vivemos um belo paradoxo; somos capazes de construir as mais fortes bases no mais curto espaço de tempo, sem darmos por isso. Aos quatro anos já começamos a definir a nossa maneira de ser.

A infância deixa marcas que duram para sempre. São marcas imutáveis que se irão refletir essencialmente na atitude que temos connosco e com o resto do mundo. No entanto, algumas destas marcas são mais persistentes e profundas, devido ao grande impacto que causam na mente da criança.

Vamos falar sobre as três marcas de infância que nunca se apagarão em adulto.

A impossibilidade de confiar desde a infância

Quando uma criança é enganada ou traída pelos pais ou educadores, dificilmente irá confiar nas outras pessoas ou em si própria. Terá que lutar muito contra a tendência à desconfiança para conseguir estabelecer vínculos de intimidade com outras pessoas.

A criança é enganada quando lhe são prometidas coisas que não são cumpridas. Para elas, é importante que recebam o brinquedo prometido caso obtenham sucesso em alguma coisa em determinado momento, que sejam levadas ao parque que lhes prometeram, ou que lhes seja dedicado um momento, quando tal lhes foi prometido.

Esses tipos de atitudes podem passar despercebidas ou não ter qualquer importância para os adultos. No entanto, para a criança, representam um aprendizado sobre o que podem esperar, globalmente, das pessoas.

Se a criança observa que os pais mentem, aprenderá que a palavra carece de valor. Será difícil, então, acreditar nos outros e esforçar-se para fazer com que a sua própria palavra seja confiável. Essa marca fará com que, durante o seu desenvolvimento, tenha grandes dificuldades em criar os laços e em construir uma verdadeira intimidade – refúgio  – no qual se sinta segura com alguém.

O medo de ser abandonado

A criança que se sentiu só, ignorada ou abandonada, começa a acreditar que a solidão é um estado completamente negativo, e poderá optar por dois caminhos: ou tornar-se excessivamente dependente, procurando constantemente alguém que a acompanhe e proteja, ou poderá renunciar à companhia como medida de precaução frente ao sofrimento de um potencial abandono.

Os que optam pelo caminho da dependência chegam a ser capazes de tolerar qualquer tipo de relação para que não fiquem sozinhas. Acreditam que são completamente incapazes de escolher a solidão e, por isso, estão dispostos a pagar qualquer preço por companhia.

Aqueles que escapam do medo do abandono pela via da independência inflexível tornam-se incapazes de desfrutar a proximidade afetiva de alguém. Para eles, o amor é sinónimo de medo. Quanto mais afeto sentem por outra pessoa, mais cresce sua ansiedade e seu desejo de escapar. São o tipo de pessoa que rompe vínculos cativantes para deixarem de sentir a angústia que uma eventual perda da figura amada poderia causar

O medo da rejeição

Uma criança que foi permanentemente questionada ou censurada pelos pais costuma transformar-se numa inimiga de si própria. Dessa maneira, desenvolve um diálogo interior no qual se censura e se recrimina a si mesma.

Esta criança, na sua vida adulta, provavelmente jamais se vai sentir confortável com o que faz, o que diz ou o que pensa. Irá sempre encontrar uma forma de sabotar os próprios planos e será muito complicado aceitar as suas virtudes e acertos. Sentirá que não merece afeição, nem a compreensão de ninguém, e que as suas expressões de amor não têm valor.

No geral, tornam-se adultos isolados e volúveis que sentem pânico em situações de contato social. Simultaneamente, são extremamente dependentes da opinião alheia. À mínima crítica, desvalorizam-se por completo, já que não sabem distinguir uma observação objetiva de um ataque pessoal.

Se, além de rejeitada, a criança também for humilhada, as consequências são ainda mais graves. As humilhações deixam sentimentos de ira não resolvidos que se transformam numa  sensação de impotência contínua e que, muitas vezes, dá lugar a pessoas tiranas e insensíveis, que acabam por humilhar os outros.

As marcas que essas experiências da infância deixam são muito difíceis de modificar. No entanto, isso não quer dizer que não possam ser trabalhadas para que se tornem em algo mais positivo. O primeiro passo é reconhecer que elas existem e que devem ser trabalhadas para que não determinem por completo o resto das nossas vidas.

Publicado em A mente é maravilhosa,adaptado por Up To Kids®

Se escreverem a palavra maternidade num qualquer motor de busca irão reparar que a palavra culpa surge associada (estou a brincar, não faço ideia se isso acontece, apenas sei que tal se sucede na realidade). Assim que damos à luz aprendemos duas lições:

1) para o mundo a mãe é a principal responsável pelo bebé, o pai é apenas aquele assistente que “dá uma mãozinha”;

2) comportamentos “menos desejáveis” por parte do bebé são resultado da nossa pessoa (por nossa entenda-se exclusivamente da mãe).

Deste modo, rapidamente percebemos que o pai é um pobre coitado que nada pode fazer, um actor secundário numa peça protagonizada pela mãe; o bebé é um adereço, não lhe são atribuídas motivações nem características próprias, um ser que recebe passivamente a informação e a reproduz.

Quando te tornas mãe, além de um bebé ganhas uns quantos dedos apontados. Curiosamente, esses mesmos dedos desaparecem nos momentos de conquista e vitória, pois aí a “culpa” não te é atribuída – bem-vinda ao mundo dos dois pesos e duas medidas!

… Se o parto corre bem, o bebé é um valente, tiveste uma hora abençoada, a equipa médica era boa.

… Se o parto corre menos bem, não soubeste fazer força nos momentos certos, não tens elasticidade suficiente, não te soubeste impor.

… Se o bebé mama bem, é um comilão, um guloso, tu és uma sortuda.

… Se o bebé mama menos bem, o teu leite é fraco/não alimenta, os teus mamilos não têm um bom formato, produzes pouco leite.

… Se o bebé dorme a noite toda, é um dorminhoco, um anjinho, uma bênção.

… Se o bebé acorda durante a noite, o teu leite é fraco, não sabes treinar o sono dele (tens de o deixar chorar e dar-lhe menos colo).

… Se o bebé tem um bom desenvolvimento, é espertalhão, atento, malandreco.

… Se o bebé tem um desenvolvimento menos próximo da média, a mãe não teve os devidos cuidados durante a gravidez, não o soube estimular, protegeu-o em demasia.

… Se o bebé gosta de estar no chão, é dono do seu nariz, independente, um crescido.

… Se o bebé prefere estar no colo, está mal-habituado, é dependente da mãe.

… Se o bebé faz menos birras, é fácil de lidar, bem comportado, um pachola.

… Se o bebé faz mais birras, a mãe não soube impor limites, dar-lhe uma palmada na hora certa.

… Se a criança come bem, é bom garfo, tem boa boca, tem um apetite invejável.

… Se a criança come pouco, a mãe não tem mão para a cozinha, não faz comidas saborosas, põe pouco sal.

Podia escrever uma lista de situações digna de preencher um papiro, exemplos não faltariam. A culpa, atribuída por nós ou pelos outros, sobretudo no início em que nos sentimos mais inseguras, surge com frequência e sussurra-nos frases inquietantes ao ouvido. Nesse momento, agarra-a pelos cabelos, olha-a nos olhos e trata-a pelo nome – responsabilidade. Tu, tal como o pai, são responsáveis por aquele bebé (sim, este filme tem dois actores principais). A vossa principal responsabilidade consiste em darem o vosso melhor, o que é totalmente diferente de acertarem em tudo à primeira. Sim, tenho responsabilidade, tal como o pai (repito propositadamente), sobre vários comportamentos da nossa filha; já existiram birras que podia ter evitado, fases em que o sono era menos bom por comportamentos que eu mantinha, dias em que comeu menos bem por eu não ter compreendido o que ela queria. No meio de tudo isto existe a interferência das características da nossa filha – ela tem um temperamento próprio, tem preferências, já vai fazendo escolhas (sim, ela tem vontade própria). Além disso, existem os factores externos, que não são responsabilidade de ninguém, mas influenciam o modo como as situações se desenrolam (como por exemplo a nossa filha não ter feito a sesta por nesse dia existir um bailarico junto à nossa casa).

Por último, e mais importante, reparem que a responsabilidade também é vossa quando o vosso filho salta, corre, brinca, ri, sorri, é feliz. Esta responsabilidade não vos é apontada com a mesma frequência, o número de pessoas que vos diz “fazes esta criança tão feliz” é menor. Não obstante, acreditem que em cada salto, em cada correria pela casa, em cada brincadeira, em cada sorriso e em cada gargalhada essa responsabilidade está presente; um dia os vossos filhos irão traduzi-la em gestos e palavras de amor.

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O Castigo e a consequência. Como estamos a educar as crianças?

“Qual é a diferença entre o castigo e a consequência ”, perguntou-me uma mãe, preocupada com a forma como está a educar os filhos. A fronteira entre o castigo e a consequência é ténue, por isso é natural a dúvida.

Castigamos com a intenção de mudar o comportamento da criança, para que passe a agir como queremos, e para a punir, para fazer com que “pague” pelo que fez, fazendo-a sentir vergonha, dor e/ou culpa.

O castigo não tem relação, um nexo de causalidade, com a ação, no fundo não é mais do que uma consequência… disfarçada. Por exemplo, quando mandamos a criança para o quarto ou lhe dizemos que já não vai à festa porque se portou “mal”, estamos simplesmente a agir de forma autoritária e punitiva, sem que haja uma relação entre o ato e o castigo.

Já as consequências estão diretamente relacionadas com o ato em si, são uma decorrência lógica dele, há um nexo de causalidade entre o ato e o resultado. Por exemplo: se a criança deixou cair a comida ao chão, a consequência lógica é limpar, (o que até pode acontecer com a ajuda dos pais, dependendo da idade); se não fez os trabalhos de casa na hora combinada, a consequência lógica poderá ser ter de os fazer na hora em que iria ver TV; se partir algo a consequência poderá ser ter de a consertar (dependendo da idade) e se bater no irmão a consequência poderá ser pedir-lhe desculpa…

Ao contrário do castigo, que apenas funciona a curto prazo (porque põe fim ao “mau” comportamento no imediato) mas tem consequências negativas no longo prazo, as consequências lógicas (que não devem nunca pôr em causa a segurança dos mais pequenos!) permitem ensinar às crianças a lidarem com o resultado do seu comportamento, de forma a que desenvolvam responsabilidade (algo que não acontece com o castigo, que apenas cria medo e rebeldia). Às vezes a diferença está, também, no mero tom de voz…

Curiosamente, a Disciplina Positiva apenas sugere a aplicação de consequências lógicas como um dos últimos recursos. Procurar a razão por detrás do comportamento, para depois atuar de forma positiva (com firmeza e carinho ao mesmo tempo), apelar à cooperação envolvendo-as em atividades úteis, passar tempo de qualidade com elas, estimular a responsabilidade, a autonomia e a auto-estima, por exemplo, são “ferramentas” mais úteis e efetivas