Peço desculpa.

Para o homem por quem me apaixonei nos tempos em que não tinha preocupações, para os meus filhos que tornam a vida mais colorida, para a minha família que faz com que tudo seja mais fácil e fluido com o seu apoio incansável, e para os meus amigos que descurei há tempo demais, eu peço desculpa.

Peço desculpa por ter gritado.

Peço desculpa por ser rabugenta.

Peço desculpa por não ser tão divertida como já fui.

Peço desculpa por chorar.

Peço desculpa por nem sempre conseguir ver o lado bom.

Peço desculpa por não rir como costumava fazer.

Às vezes depois de trocar um milhão de fraldas e de ficar acordada toda a noite preocupada com um dos meus filhos; às vezes depois de ficar sem Tylenol e me esquecer de uma consulta médica; às vezes depois de não conseguir convencer o meu filho de 2 anos a comer a sopa ou o bebé a parar de chorar; às vezes, depois de responder 17000 vezes a “porquês” naquele dia que estou com uma enxaqueca gigante – às vezes é difícil ver o lado bom das coisas e é difícil ter uma perspectiva racional da nossa vida.

Eu não quero inventar desculpas para nada. Os meus filhos têm meses e 2 anos. Eu já nem sequer sou uma mãe recente. Mas sou uma mãe de duas crianças muito pequenas que ainda não tem noção do que está a fazer. Ainda estou a aprender a ser mãe. Ainda estou a navegar pelo labirinto da maternidade. E faço muitas asneiradas.

Eu não quero inventar desculpas. Mas com este pedido de desculpas eu quero que saibam que esta mulher com poucas horas de sono, distraída, rabugenta, impaciente e esquecida, não é a mulher que eu pensava vir a ser.

Eu gostava de continuar a ser aquela mulher que vos fazia rir porque estava sempre divertida. Eu gostava de continuar a ser aquela mulher que não se preocupava com as consequências – a diversão em primeiro lugar! Eu gostava de continuar a ser aquela mulher que me ria como se não houvesse amanha com uma piada seca qualquer. Eu gostava de continuar a ser aquela mulher confiante que acreditava em si própria e acreditava que tudo iria sempre acabar bem. Eu gostava de continuar a ser aquela mulher que tinha a energia, paciência e criatividade para tornar a vida ainda mais divertida.

Talvez um dia, eu a encontre novamente.

Mas, neste momento, ela está perdida. Deixou-se derrotar pela mãe que está cansada e preocupada. Deixou-se derrotar pela mãe que apenas quer uns dias de descanso.

Por isso, tenham paciência, sorriam e continuem a acreditar em mim. Eu nem sei se mereço, mas dêem-me mais uma hipótese.

A outra mulher estará de volta qualquer dia.

Por Kiran Chug, para Scary Mommy,
traduzido e adaptado por Up To Lisbon Kids

Ai que já é final de Agosto!

Nós sabemos que o tempo passa muito rápido.

Sabemo-lo ainda melhor depois de sermos mães: nascem hoje e amanhã já têm 18 anos. É de facto uma correria. É uma correria tal que só nos apercebemos de ano a ano, na melhor das hipóteses.

Até há pouco tempo atrás ainda pensava aquelas coisas do tipo “nunca mais …”. Agora parei!

Percebi que o tempo não pode ser mais acelerado do que já é.

Percebi que o “nunca mais” chega tão rápido.

Percebi que é melhor viver o hoje. Só o hoje mesmo e o amanhã logo se vê.

Percebi que é tudo demasiado incerto e a única grande certeza que temos é o afecto, é o amor, são os laços. Com filhos, sem filhos, são os afectos que temos que cultivar, dia a dia. Com a família de sangue, com os amigos feitos família.

Sabem aquela amiga que mora a 2 km de nós e não vemos há 3 meses? Como? Porquê? Não faz qualquer sentido.

Sabem aquele almoço que adiamos sempre porque temos que trabalhar porque temos que ir às compras porque … Como o ginásio ou porque chove ou porque faz muito calor ou porque não temos horário.

Sabem que já é quase final de Agosto e em Setembro recomeça a escola, a rotina, os trabalhos. Depois chega o Outono e a chuva e os dias pequenos e outras coisas boas, como a lareira e as castanhas.

Antes que o Outono nos apanhe na curva, vamos aproveitar que ainda é Agosto.

É a minha sugestão. E é o que vou tentar fazer!

Prometo.

Ou muito me engano ou ando assim em volta destes pensamentos porque em Setembro faço 40 anos.

E não tenho qualquer pressa!

 

Imagem capa @obvious

Às vezes choro por ti, meu querido.

Choro porque o mundo é tão grande e tu és tão pequeno que fico preocupada. Sim…, como eu me preocupo com a tua pequenez neste mundo imenso.

Choro porque és tão grande e eu sou tão pequena e quanto maior te tornas para mim, mais pequena eu me torno para ti e fico preocupada. Oh meu Deus, como eu me preocupo com a minha pequenez no teu mundo imenso.

Às vezes choro porque este amor é tão grande e o meu coração tão pequeno. E um coração repleto de amor, estranhamente, sofre  como um coração partido.

Às vezes choro porque fico emocionada com a tua beleza. Choro porque fico emocionada com a tua força.

Às vezes choro porque desde que tu existes eu desisti de uma parte de mim e embora, mesmo que pudesse eu não mudasse nada, às vezes sinto-me completamente perdida.

Choro porque a tua pele é tão macia e os teus olhos tão brilhantes e a tua alma é tão nova e o teu coração é tão aberto e eu sinto-me triste. Sinto-me triste porque eu sei que a essa inocência vai desaparecer de dia para dia enquanto cresces e passas por episódios estúpidos e desnecessários que eu não posso prevenir, porque és dolorosamente humano, como todos nós.

Às vezes choro porque precisas de ajuda e não há nada ao meu alcance que possa fazer.

O sentimento de impotência nos pais, é pior do que uma tortura, um pesadelo interminável ou o pior filme de terror de sempre.

Às vezes choro porque tenho de vestir a pele de adulta todos os dias. Porque a mãe, agora sou eu. E ser adulta e lidar com o sentimento de impotência ao mesmo tempo não é nada confortável!

Às vezes choro porque me sinto tão estupidamente cansada, não é com sono, mas sim cansada, que não consigo fazer nada. Nem sequer dormir.

Às vezes eu choro, porque sinto Deus sempre que te ouço a rir.

Choro porque o simples facto de existires é tão maravilhosamente bom, que não há risos nem gargalhadas que expressem a felicidade que sinto.

Às vezes choro porque todas estas coisas – as preocupações, as tristezas, a beleza, o ser adulta e tudo o resto, por vezes, é areia a mais para a minha camioneta. É muito mais do que eu consigo lidar. E tem de transbordar por algum lado.

Então, às vezes choro por ti. E por mim. E por este mundo imenso. E por milhares de outras terríveis e maravilhosas razões que não irás perceber até teres filhos. E te tornares um Pai.

Às vezes choro por ti, meu querido.

Mãe

 

Por Annie Reneau para Scary Mommytraduzido e adaptado por Up To Kids®

 

Todos os direitos reservados.

Nota:

Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela UptoKids® obtiveram a autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

 

Quando engravidamos a primeira vez, as mães que nos rodeiam, quer sejam amigas, conhecidas ou perfeitas estranhas, têm sempre um conselho para nos dar. Não sei se, querer instruir as outras mulheres fará parte do instinto maternal, como se fossemos enviadas numa missão especial com o objetivo de proteger todos os recém-nascidos das garras de uma mãe inexperiente. Ou se queremos apenas mostrar que sabemos mais, característica própria da vaidade do sexo feminino.

Mas o facto é que a maior parte dos conselhos que me deram foram inúteis e vazios. “Dorme tudo agora, que depois não tens tempo”,aproveita bem que eles crescem num instante”. Eu já me cruzei com estas mães. Eu sei que vocês também, e eu sei que muitas vezes já nos tornamos nelas.

As mães, por natureza são um ser controlador e possessivo. Há muitas que assumem: “Eu sou muito mãe-galinha!”… Será só isso?

Se há algum conselho que eu posso dar, e que aprendi com a experiência é:

“ Não queiras ser uma control freak 

Tudo começou quando nasceu o nosso primeiro filho. Eu amamentei sempre, por isso, quando ele acordava à noite habituei-me a ir lá. Nem sempre era para mamar. Mas era sempre eu que me levantava. Enquanto habituava o meu filho a ter a mãe para o aconchegar sempre que chorava, habituava o meu marido a dormir ferrado ao som do choro de um bebé.

Durante o dia, dava dicas úteis ao meu marido porque como eu passava mais tempo com o bebé… achava que eu é que sabia o que era e como era melhor.!

Sempre mudei as fraldas porque achava que o pai nunca punha o creme certo a seguir ou a fralda não ficava bem presa como quando era eu a trocar. Acabava por sair xixi. O bebé ficava com soluços e eu teimava que só eu é que o sabia ajudar nos soluços. Mudava-lhe a roupa, e às vezes punha-a de parte para o pai vestir. Mas ele não sabia como apertar os cueiros e, por vezes, vestia as costas para a frente.

Sempre achei que era melhor eu ir ver e dar uma ajuda.

Porque eu é que sei o que é melhor para o meu filho, como ele gosta de se deitar, de arrotar e quais a rotinas dele. O pai pega-lhe ao colo. Eu digo-lhe que tem de agarrar a cabeça do bebé. Ele diz que sabe, mas nem sempre agarra. Eu estou sempre lá, a dizer o que fazer, como o fazer, e quando o fazer.

Oito anos depois, temos três filhos e eu estou grávida do quarto. Acordamos de manhã cedo, muito cedo. O pai vai fazer a barba e tomar banho. Eu acordo os miúdos e ponho-os a fazer xixi e a lavar a cara.

Escolho as roupas conforme as actividades escolares de cada um porque eu é que estou a par dos horários deles. Ajudo-os a vestir. Os mais velhos já se vestem sozinhos por isso dou-lhes a roupa e vou tratar do mais novo. Quando volto ainda estão a calçar as meias. Visto todos rapidamente.

Preparo o saco ou mochila de cada um porque só eu é que sei o que é para levar cada dia. Os miúdos nem me deixam pensar “que dia é hoje” para saber o que colocar nas suas mochilas. Enchem-me os ouvidos de histórias sobre os seus sonhos, e perguntas sobre como será este dia. Sobrepõem-se aos gritos para se fazerem ouvir. Tenho de recorrer telemóvel para saber a que dia estamos: o telemóvel não está onde era suposto. Algum deles já andou a jogar de manhã no meu telefone. Acordam a pensar em gadgets…  Fecho as mochilas.

Preparo almoço para um, e snacks para os mais novos, que gostam de petiscar uns cereais ou bolachas quando chegam ao colégio e ainda estão lá poucas crianças. É muito cedo. Mochilas preparadas, sacos das actividades fechados, cesto e lancheiras à porta. Já tomaram o pequeno-almoço, o pai deu um iogurte, preparou um pão de leite a cada um e fica a ver as notícias enquanto toma, também, o seu pequeno almoço.

Vai tudo para a casa de banho lavar os dentes. Eu vou lá conferir que ficam bem lavados. As perguntas e conversas são contínuas. Discute-se porque é que um leva mais cereais para a escola do que os outros (levam todos o mesmo), e quem é que joga primeiro consola quando chega a casa, sendo que só podem jogar ao fim de semana.

Finalmente saem de casa. O pai leva-os ao colégio todos os dias. São 8h00 e só me apetece voltar para a cama. Tomo o meu pequeno-almoço de pé, tomo banho e saio. Quando me sento no computador começo a ler os e-mails do colégio. Aponto datas de reuniões, datas de inscrições, data da festa de despedida das professoras de um, data da festa de ginástica de outro. O meu calendário enche-se de compromissos socio-escolares dos meus filhos. Sinto-me a adormecer no computador. Paro para beber um café. Começo a trabalhar e a manhã vai a meio.

A seguir ao almoço, retomo os e-mails. Tenho de dar resposta aos convites para as festas de aniversário. Articular os horários e disponibilidades para os levar e buscar. Antecipar se estamos cá nesses fins-de-semana e se eles podem aceitar os convites. Tenho de conhecer as crianças da sala de cada um para poder comprar os presentes de aniversário. Saber o que cada um gosta. As férias aproximam-se. Tenho de começar a planear os ATL em que os vou inscrever. O melhor seria mandar todos juntos, tenho de pesquisar bem! Já comecei a pensar onde serão as festas de aniversário este ano, e estou atenta aos sites específicos para tirar ideias dos temas e decors.

Não tirei o jantar de manhã antes de sair da casa (Como é que é possível). Tenho de tratar disso mal chegue para descongelar qualquer coisa. Às 16h00 tenho de sair de onde esteja para ir busca-los à escola. São três escolas, a volta é longa, e à tarde há sempre trânsito. Chegamos a casa. Há trabalhos de casa para fazer e banhos para dar. Esqueço-me do jantar. Peço ao pai para ir buscar uma pizza. Ele fica à espera que eu encomende a pizza, e que lhe diga a que horas está pronta, porque está habituado a não ter de pensar sequer o que é que cada um gosta de comer. E como em tudo o resto cá em casa, fica à espera de ordens para realizar tarefas.

Porque eu o habituei assim, e já não tenho como mudar esta rotina. Para mim é tarde demais, mas para quem ainda vai começar a ter filhos, para quem ainda está grávida eu posso dar este conselho: não sejam controladoras, não sejam possessivas, os filhos são dos dois. Deixem o pai da criança tratar das coisas.

À sua maneira, imperfeita e trapalhona. Deixem-no aquecer o leite, à próxima já vai acertar na temperatura. Se o xixi sair da fralda ele vai perceber que está mal posta. Ou não, e terá de mudar mais vezes, mas nenhum mal virá ao mundo. Deixem os pais comandarem e escolherem as roupas. Controlar o dia das actividades, e saberem qual é a gaveta das meias de desporto dos miúdos. Deixem-nos aprender a vestir um fato de ballet às meninas, e saber qual o material que se leva para a natação.

Quando o virem com o bebé calem a boca, fiquem sossegadas e deixem-no encontrar soluções. Assim não vão tornar-se em robots programados para cumprir ordens específicas.

E vocês vão acabar por desfrutar mais a longo prazo do vosso descanso! Acreditem.

Um dia mais tarde vão agradecer-me!

 

Querida amiga,

sim, nós continuamos amigas.

Sim, eu ainda gosto e me importo com você. Acontece que a vida mudou um pouquinho desde a chegada do meu filho. Eu sei que você está achando tudo uma grande frescura. Sei que o filho do Beto frequenta bares desde os dois meses. Que o filho da Carina ficou dormindo no carrinho na última festa que teve na sua casa até 2 da manhã. Que o filho da sua prima fica quieto desenhando na mesa enquanto vocês almoçam por duas horas. E que o filho do Leandro é ótimo porque não chora.

O meu filho chora. Ele é ótimo, mas chora. Na verdade, toda a criança chora. Até o filho do Leandro. Chorar é a primeira forma de comunicação dos bebês, a maneira que eles têm para avisar quando alguma coisa está errada e eu fico aliviada por ser assim. Se com choro já é difícil identificar o que eles querem, imagina sem.

Adoraria te ver sim, mas, atualmente, os meus horários andam meio malucos. Comemoro quando acordo e ainda não está escuro do lado de fora. Por causa disso, ao meio dia já estou morrendo de fome e às 22h00 estou bocejando.

Adoraria almoçar com você, esse é um programa que eu ainda consigo fazer com certa facilidade, mas você pode ligar no dia anterior pra gente combinar? E dá para ser um pouquinho mais cedo? Eu não posso garantir que ele vai ficar quieto na mesa o tempo todo como o filho da sua prima. Provavelmente eu precise levantar algumas vezes. Mas vamos adorar te encontrar.

Eu sei que você está me achando uma chata, muito exagerada, uma generala do lar, mas é que a rotina é fundamental aqui em casa. Traz segurança para todos nós e a ilusão de que a vida ainda pode ser controlada e menos caótica.

Faz diferença quando a gente troca muito os horários. Ele pode até dormir na sua casa durante uma festa, mas imagina ter que transportá-lo no meio da noite? Ele dormindo tão confortável e eu tendo que acordá-lo? E a preocupação de sair de madrugada pelas ruas do Rio de Janeiro com um bebê? E se ele chegar em casa e resolver ficar acordado?

De vez em quando vale fazer um sacrifício, claro, mas não quero que essa seja a nossa rotina. Tem que ser bom para todo mundo, principalmente para ele.

Muita gente cria o filho de outra maneira, eu sei. Mas esse é o jeito que escolhi criar meu filho por enquanto.

Pode ser que no mês que vem tudo mude. Que eu convença a avó dele a ficar aqui em casa algumas noites e tenha vontade de sair novamente. Por enquanto eu não tenho tanta. Minhas melhores noitadas têm acontecido aqui em casa mesmo. Queria que você tivesse um pouco de paciência e amor.

Muita coisa mudou. It’s the end of the world as we know it, mas é um mundo bem mais bonito esse que estou vivendo agora. Você continua nele. And I feel fine.

Por Mariana,
publicação original de Mundo Ovo

Se há uma coisa que me faz querer viver isolada da sociedade, é estar grávida do meu terceiro filho… e ter de contar à pessoas que é outro rapaz.

Não me interpretem mal, estou super feliz de ter outro rapaz. Embora, honestamente, eu tenha ficado surpreendida. Sabendo que a hipótese de ter rapaz ou rapariga é de 50/50, calhou-me novamente a mesma face da moeda. Apaixonei-me de imediato pela ideia de ser mãe de 3 rapazes. Na verdade, acho que é um grande privilégio ser-me atribuída a responsabilidade de criar e moldar os homens de bem. (Deus sabe, o mundo precisa mais deles.)

O problema começa quando eu partilho a notícia com as outras pessoas. Por alguma razão, a menção de um terceiro rapaz é suficiente para evocar condolências das pessoas, seguidas de um ataque de diarreia verbal que parece implicar que, ter apenas filhos do mesmo sexo é um grande desgosto para a família.

Sim, eu sei, só me posso mudar a mim mesma. Se vou dar ouvidos a cada comentário irritante que as pessoas fazem, vou-me afundar profundamente nas entranhas do ressentimento e tenho impressão que vou demorar muito tempo a sair de lá. E não quero tornar-me naquela mulher de 80 anos de idade com bigode, que odeia toda a gente porque a sua vida foi inundada por pessoas estúpidas e perguntas incómodas que a levaram à amargura.

Então, em vez disso, vou tentar fazer com as outras mães se sintam menos torturadas com os comentários destas pessoas, antecipando já a situação. Aqui fica a lista dos 10 piores:

  1. “Espero que seja uma rapariga” É incrível a quantidade de vezes que me dizem isto, mesmo depois de eu dizer que é um rapaz. E depois perguntam, com uma cara triste e os olhos pequeninos, se eu tenho a certeza. Digo que sim. E passam para o comentário de que as ecos não são 100% fiáveis, ou para uma das opções a seguir:
  2. “Estavam a tentar a rapariga?” Ainda há dias aconteceu. Estávamos a jantar com um grupo de colegas de trabalho do meu marido e, uma senhora perguntou-me isto como quem pergunta se estamos a gostar da refeição.

Gaguejei brevemente, antes de murmurar qualquer coisa tipo “Nós não estávamos a tentar nada…estavamos…” . Em seguida, um silêncio longo e muito estranho …  fiquei a ferver, com a sensação de violação absoluta. Pareceu-me que por uns instantes estava toda a mesa a ter uma imagem mental súbita do meu marido e eu, “a tentar”.

  1. “Ficaram com pena de não ser uma rapariga?” Qual é a ideia? Querem pôr-me a chorar? Depois de dois milagres saudáveis e perfeitos com que fui brindada quero é outro assim, certo? O género não é a minha preocupação!
  1. “Bem pelo menos não tens de:
    a) Comprar roupas novas;b) Lidar com uma pré-adolescente impossível; c)arranjar um quarto côr-de rosa d)etc. Não interessa qual o fim da frase. É sempre mau. Ou acham mesmo que uma boa notícia começa com “Pelo menos?
  1. “O teu marido deve estar tão contente!!” Sim porque os homens só gostam de ter rapazes e as mães raparigas.  Não acham que este estereotipo está um bocado ultrapassado? Eu até compreendo aquelas mulheres que só querem ter meninas cheias de laços e vestidos amorosos, e eu provavelmente também quererei ter uma, mas isso não faz com que fique menos entusiasmada por ter mais um príncipe em casa!
  1. “Vão continuar a tentar?” chega este abuso da utilização do verbo tentar, ok? 
  1. “Quando eu descobri que ía ter um rapaz fartei-me de chorar!” – Really?? Então devias saber melhor do que ninguém e ficar calada, não?
    Este episódio passou-se numa casa de banho pública. Ali estava eu, na minha vidinha, quando de repente tenho as mãos de uma estranha coladas à minha barriga.
    -“É o quê?”, perguntou-me
    -“Um rapaz. É o meu terceiro rapaz.”
    Ela fez uma careta, e disse: “-Eu tenho dois rapazes…”
    Hum fiquei animada, alguém como eu uma aliada, mas de repente:
    -“Quando me entregaram o meu segundo filho fartei-me de chorar!”Eu devia ter dito que embora não faça qualquer tipo de juízo das pessoas que se mostram desapontadas quando descobrem o sexo do filho, mas que tenho um problema com o contexto onde estas conversas se passam. Se eu me tivesse sentido minimamente decepcionada, ainda podia ter demonstrado alguma compaixão pela senhora. Agora só queria mesmo era fazer xixi.
  1. “Dizem que depois de três crianças do mesmo sexo, vem sempre uma do sexo oposto” Ou uma superstição parva qualquer deste género.
    Eu tinha sabido 10 segundos antes que ia ter um rapaz quando a técnica da ecografia me vomita este lixo não cientifico para cima da marquesa…
  1. “Estás a perder a feminilidade” Hum? Porque produzo mini máquinas de testosterona? E sim, toda a gente sabe que as mães de rapazes deixam crescer o bigode, e andam à pancada nos jogos de futebol do filhos! Por isso devo estar mesmo!
  2. “Boa sorte para a próxima” Não há palavras.

Na verdade, a maioria das pessoas que fizeram estes comentários não estavam a querer ofender ou chatear. Muitas delas nem sequer têm filhos ou eram demasiado velhas para se lembrar do que é a pressão exterior no que toca a ter filhos. Quer seja em relação ao número ou ao género.

Agora, a maior parte do tempo,  tento levar tudo com um grão de sal, e lembrar-me que nós é que sabemos o que sentimos em relação aos nossos filhos. E eu, estou feliz por ter outro rapaz.

Outras vezes, ainda me salta a tampa, e fico de facto indignada.

Por Kiera para Scary Mommy
traduzido e adaptado por Up To Lisbon Kids®

Todos os direitos reservados

Nota: Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela Up To Lisbon Kids® têm a a autorização do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

Espero que um dia, em que eu já não seja o mesmo, tenhas paciência e me compreendas.

E quando deixar cair comida sobre a minha camisa e esquecer como se faz o laço nos atacadores dos sapatos, tenhas paciência comigo e que te lembres das horas que passei a ensinar-te essas mesmas coisas.

Se quando conversares comigo eu repetir as mesmas histórias, não me interrompas e escuta-me. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive de contar milhares de vezes as mesmas histórias até tu fechares os olhos.

Quando estivermos reunidos e sem querer fizer as minhas necessidades, não fiques com vergonha. Espero que compreendas que não tenho culpa disso, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpo e cheiroso.
Lembra-te que fui eu quem te ensinou tanta coisa…Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes.

Isso é o resultado do meu esforço e da minha perseverança.

Se em algum momento quando conversarmos eu me esquecer do que estávamos a falar, tem paciência comigo e ajuda-me a lembrar.Talvez a única coisa importante para mim naquele momento, seja o fato de te ver perto de mim e não o assunto que falávamos.

Se alguma vez eu não quiser comer, espero que saibas insistir com carinho assim como fiz contigo.
Espero que compreendas que com o tempo não terei dentes fortes nem agilidade para engolir.

E quando as minhas pernas falharem por estarem tão cansadas e eu não conseguir mais me equilibrar…Com ternura dá-me a tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando começaste a caminhar …

Se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com quanto te amo.

Espero que compreendas que é difícil ver a vida a abandonar aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho o mesmo vigor para correr ao teu lado.

Teu Velho

Adaptado por Up To Lisbon Kids
Original aqui 

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=h1kua35skm8]

A psicomotricidade nasce com o bebé.

Ela nasce no início de tudo e acompanha-nos durante toda a nossa vida.

Está no bebé quando ele vivencia as primeiras sensações e emoções, está nos primeiros passos, na bola que é chutada com demasiada força, nos dedos e nas primeiras palavras…

A psicomotricidade nasce no corpo, na motricidade.

O corpo é um instrumento primordial na comunicação e nas primeiras experiências com o mundo externo e interno. O corpo é o meio para a actividade, para o conhecimento e as relações, sendo que as experiências corporais dos bebés interferem na sua vida mental e cognitiva, afectiva e motora.

O conhecimento do mundo começa, portanto, pelo corpo e pela sua acção.

Numa perspectiva mais prática e profissionalizante, a Psicomotricidade funciona como uma terapia de mediação corporal que é aplicada numa vertente preventiva e educativa ou mesmo terapêutica. No primeiro caso, a Psicomotricidade actua como promotora do desenvolvimento global do bebé e da criança.

Ora vejamos algumas actividades que poderão fomentar o desenvolvimento do bebé e criança, tendo por base objectivos psicomotores.

–        Com uma bola de praia, experimente rolá-la sobre o corpo do bebé. Refira os nomes das partes por onde vai passando. Esta actividade permite que o bebé vá consolidando a sua noção corporal e a noção de que é um corpo separado do da mamã.

–        Quando o bebé já é capaz de se sentar, pode ser colocado nesta posição em cima da mesma bola, estimulando o movimento de saltar, o que promove o desenvolvimento do equilíbrio dinâmico do bebé.

–        Depois do primeiro ano de idade, incentive o seu bebé a rolar a bola com intencionalidade (para si, por exemplo). Esta actividade irá aperfeiçoar as competências da motricidade global da criança, bem como a coordenação olho-mão ou olho-pé.

–        Depois dos dois anos de idade, as crianças adquirem a competência de atirar uma bola e, mais tarde, de a apanhar. Este jogo para além de ser uma excelente oportunidade para socializar com o seu filho, permite, ainda, que este desenvolva a noção espacial.

–        Fazer bolinhas de sabão é uma actividade super interessante, relaxante e que entretém todos: miúdos e graúdos! As bolinhas de sabão permitem o desenvolvimento de competências visuais, como a de acompanhar um objecto com o olhar, para os bebés até aos 8 meses. Nos bebés mais crescidos, esta actividade é excelente para estimular a coordenação olho-mão (para alcançar as bolinhas) e ainda o desenvolvimento da compreensão da relação causa-efeito, porque ‘Eu toco na bola e…oh! A bola rebenta’.

–        Mais tarde, o acto de fazer bolinhas irá incentivar as crianças a rebentá-las ou apanhá-las, estimulando, por sua vez, a sua motricidade global, bem como a sua noção corporal. Até o desenvolvimento da linguagem está presente! Utilize conceitos opostos como ‘bolas grandes e pequenas’, ‘estão lá no alto e agora cá em baixo!’.

No Gymboree não desejamos mais do que aquilo que deseja para os seus pequeninos: uma vida FELIZ.

E uma vida feliz inicia-se através de uma abordagem parental que inclua muito carinho, muitas experiências e brincadeiras, num clima sempre positivo. Até porque estudos científicos bastante recentes demonstram que o desenvolvimento do cérebro é extremamente influenciado pela qualidade e quantidade de experiências precoces que os bebés vivenciam: quando um bebé nasce, apenas 25% do seu cérebro está desenvolvido, mas, por volta dos 3 anos de idade, cerca de 90% do cérebro atinge a sua maturação! E para alcançar o seu potencial máximo, o Gymboree apresenta a sua filosofia de brincar com intencionalidade, demonstrando que a melhor forma de aprender é através do corpo, do movimento e do brincar, sendo que a Psicomotricidade tem um papel preponderante em todas estas conquistas.

Obviamente que os pais estão sempre presentes e beneficiam de toda esta abordagem. Há algo melhor do que ver o seu filho a descer um escorrega sozinho pela primeira vez ou vê-lo a sorrir quando recebe um beijinho do Gymbo?

Os pais são os primeiros e os mais importantes professores que qualquer criança pode ter. Contribuir para a sua psicomotricidade, para além de ter implicações no desenvolvimento emocional, físico e cognitivo da criança, promove, igualmente, o fortalecimento do vínculo afectivo.

Venha comprovar tudo isto e ainda mais no programa Play&Learn do Gymboree!

Por Catarina Ferreira, Psicomotricista, Professora Gymboree
para Up To Lisbon Kids

Sabes que és uma mãe quando…

Foi perguntado às mãe no wemotherso que significa ser mãe. O que caracteriza este grupo tão heterogéneo, e que faz com que seja tão consistente. Foram milhares as respostas nos comentários. Ficam as melhores.

Sabes que és uma mãe quando fazes mais em sete minutos do que a maioria das pessoas ao longo do dia .

Quando horas felizes são aqueles 60 minutos entre o momento em que os miúdos adormeceram e a hora que vais para a cama

Quando uma noite de bebedeira requer maior recuperação do que uma operação cirúrgica menor.

Sabes que és uma mãe quando um copo de vinho, por vezes, conta como uma peça de fruta.

Quando fazes mini sessões de terapia ao longo do dia com qualquer pessoa que te dê conversa.

Quando ir ao supermercado sozinha é como ir de férias.

Sabes perfeitamente o que é estar no céu e no inferno ao mesmo tempo

Sabes que és uma mãe quando medes a dor física em três níveis, mínima, média e pisar um lego.

Tens a capacidade de ouvir um espirro através de portas fechadas no meio da noite, a dois quartos de distância, mesmo com um ronco tipo caldeira partida ao teu lado.

Preferes ter 40 graus de febre do que ver como qualquer um dos teus filhos sofrem com ela.

Quando preferes dormir do que fazer sexo.

Sabes que és uma mãe quando um banho de 15 minutos com a porta fechada é equivalente a um dia no spa .

Quando fazer xixi em público faz parte da rotina diária.

Quando usas toalhetes para limpar qualquer nódoa e painel de instrumentos.

Trancas-te na casa de banho e finges uma diarreia só para ter um momento de sossego.

Sabes que és uma mãe quando pertences a vários grupos de mães no FB e estás constantemente a dizer que tens de saír de lá.

Quando tens um esconderijo para os teus chocolates, porque na verdade não te apetece partilha-los com ninguém

Quando ficas três dias a lavar a mesma roupa porque te esqueceste de as pôr a secar.

Sabes que és uma mãe quando percebes que estás a ver desenhos animados sozinha, e os teus filhos estão na cama há meia hora.

Quando consegues fazer o jantar, amamentar, falar ao telefone e gritar com as crianças, tudo sem perder o ritmo ou deixar escapar qualquer programa de TV que estás a seguir.

Quando ficas mais entusiasmada com o novo catálogo de roupa infantil, do que com o de adulto.

Sabes que és uma mãe quando decides que vais ficar com o teu carro por mais uma década, porque:
a) não te podes dar ao luxo de mudar
b) Não encontraste um sítio que te saibam limpar manchas de vomitado e leite dos estofos do carro

Sabes que és uma mãe quando no fim do dia, escovar os dentes é uma grande conquista.

 

LER TAMBÉM…

És, definitivamente, uma mãe quando…Parte II

És, definitivamente,uma mãe a tempo inteiro quando

Se, antes de ter filhos, eu soubesse…

 

Texto publicado em Huffingtonpost, Traduzido e adapatdo por Up To Kids®

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A maternidade nasceu comigo. Correu-me nas veias desde o meu primeiro suspiro ao sair da barriga da minha mãe. Quando me imaginava adulta, imaginava-me sempre dentro de uma casa linda e com uma catrefada de filhos por ali ao meu redor. Todos morenos, todos vestidos de igual, todos lindos.

Sempre fui aquela miúda a quem os pais das crianças pediam para dar um olho aos pequeninos porque eu tinha imenso jeito e paciência, diziam eles. Os crescidos. Tirei o curso de educadora de infância, não apenas para poder trabalhar com crianças, mas porque me imaginava a cumprir o meu papel de mãe na perfeição e nada melhor que um curso de educadora para me por no topo dos conhecimentos de como ser mãe e educar. Sempre tive certezas em relação aos meus filhos. As certezas foram todas pelo ralo! E não foi preciso muito…

Bastou ver os dois riscos encarnados naquele baton branco. É impressionante como somos sempre tão certas em relação aos filhos dos outros e com os nossos isso nunca acontece.

A partir daquele instante, tinha uma vida a crescer dentro de mim. 25 anos a sonhar com aquele momento. E naquele preciso momento, tão esperado, encontro-me lavada em lágrimas.

Algumas de alegria, outras de incrudelidade. (Como se eu não tivesse feito de propósito para aquilo acontecer.) Mas a maior parte das lágrimas eram de medo, de ansiedade, de respeito. Segue-se a ida ao médico, a confirmação daquilo que já sabíamos e a ecografia com um feijão minúsculo e feio que ninguém consegue interpretar. E um coração a bater. O coração do nosso filho! Que raio! Este milagre da vida é tão grande!!! Como é que conseguimos ter um coração a bater nas nossas entranhas?! E como é que aquele compasso acelerado consegue mexer com todas as nossas ligações nervosas e com todos os músculos no nosso coração e deixar-nos extasiadas de amor, de felicidade!!!

O nascimento dos meus filhos trouxe-me o maior dos sentimentos. Com todas as expressões clichê que se pode encontrar alguma vez escritas. O maior dos maiores amores. O maior dos maiores terrores. Temos medo de perder um pai ou uma mãe, temos medo de perder um marido, até um cão. Mas só de pensar em perder um filho, até nos falta o ar.

E eu que me achava a super conhecedora mãe, formada em educação de infância e possuidora de todas as respostas para todas as dúvidas, percebi que afinal, os filhos são os nossos maiores professores.Que nos ensinam a amar, a respirar, a não ter pressa, a desvalorizarmos o que, até então, achávamos que era um problema.

De repente, passamos para segundo plano. Vivemos em função dos horários das maminhas, dos choros, dos sorrisos. Os dias passam a ser contados pelas horas de amamentação. Os anos passam a ser contados pelo aparecimento dos dentes, pela primeira sopa, pelos primeiros passos.

Percebemos que somos tão mais pequenos e tão maiores do que pensávamos. É contraditório. Mas ao mesmo tempo, os nossos filhos são tão mais e maiores do que nós. Mas nós somos tão maiores por conseguirmos gerar vida dentro de nós.

E de repente, transformamo-nos nas pessoas mais importantes da vida de alguém!!! E isso é mágico! A maternidade não é fácil!

Nada fácil e mente quem disser que sim.

Mas é tão boa!

Por Kiki, Família de 3 e 1/2
para Up To Lisbon Kids