Estava no hospital à espera da minha vez para uma consulta, a sala cheia, pessoas sentadas, pessoas em pé, umas a conversar, outras a tossir, outras a reclamar, o placard a anunciar o número das senhas e de repente o choro de uma criança fez parar o barulho ensurdecedor da sala. Estremeci. Reconheço de cor o som de uma birra. Olhei e vi uma mãe com olheiras até ao chão, cabelo apanhado à pressa, um ar que tanto podia ser de desespero, como de exaustão, como de loucura. Era a vez dela, senha quinze, guichet número cinco. A miúda a fincar os pés no chão, a mãe a arrastar a miúda pelo braço e o choro cada vez mais alto. O placard anuncia outra vez a senha quinze, guichet número cinco. A mãe chega finalmente ao guichet, pede desculpa, um sorriso amarelo, a miúda senta-se no chão, a mãe tenta tirar papéis de dentro da mala, a miúda deita-se no chão a chorar, a mãe entrega o cartão de cidadão, a miúda puxa o casaco da mãe, a mãe não aguenta mais e dá um berro:

– Estás a fazer birras deste que acordaste, acaba já com isso ou levas uma palmada no rabo!

A mãe olhou à volta, pegou na filha ao colo, baixou a cabeça e saiu da sala.

Tive vontade de me levantar e ir abraçar aquela mãe. Podia ser eu. Podia ter sido eu o alvo daqueles olhares reprovadores. Aquele cansaço e aquele desespero podia ser meu.

Dias mais tarde, novamente numa sala de espera, desta vez nas urgências do centro de saúde com o meu filho, enquanto esperava que o chamassem, uma miúda choramingou o tempo todo. Todo. Passava do colo da mãe para o colo do pai, levantava-se, sentava-se no chão, deitava a cabeça nas cadeiras, fugia para os gabinetes das enfermeiras, dava pontapés no caixote do lixo, o pai levou-a a apanhar ar, voltou para o colo da mãe, atirou o telemóvel da mãe ao chão, a mãe deu-lhe uma palmada no rabo, ela chorou ainda mais alto e a mãe saiu da sala com as lágrimas nos olhos perante o abanar de cabeça de quem lá estava.

Tive vontade de me levantar e ir abraçar aquela mãe. Podia ser eu. Podia ter sido eu o alvo daqueles olhares reprovadores. Aquele cansaço e aquele desespero podia ser meu.

Aquela mãe precisava de um abraço, de colo, de alguém que lhe dissesse que não é má mãe, que os miúdos fazem birras sabe Deus porquê e que a culpa não é nossa. Mas, tudo o que esta mãe e a outra mãe e todas as mães recebem quase sempre, é aquele terrível olhar reprovador que diz sem dizer que estamos a fazer tudo mal, que não prestamos neste trabalho de sermos mães dos nossos filhos, que os miúdos são mal-educados e a culpa é nossa. Não impomos respeito, não sabemos educar e não definimos limites.

Vejo isto a toda a hora e em todo o lado. Nas salas de espera das urgências, nas filas de supermercado, nas lojas, no cinema, na praia, nos parques infantis, nos transportes públicos, nos restaurantes, em nossa casa. Que os miúdos se livrem de se mexerem na cadeira do restaurante, de se rirem alto, de se meterem nas nossas conversas, que se livrem de chorar de aborrecimento, de cansaço ou de dor, que se livrem de fazer uma qualquer birra estúpida, que se livrem de serem pessoas em construção, com vontades, frustrações e tentativas manhosas de nos manipular. Que se livrem de serem crianças, porque se o fizerem a culpa é nossa. Das mães que aos olhos dos outros não sabem ser mães.

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Sabem aquela vontade súbita que nos dá de comer pão? Foi assim que surgiu esta receita!

Ontem enquanto jantávamos, falávamos da ementa do resto da semana e do pequeno almoço do dia seguinte. Estas conversas têm de ser tidas quase em segredo porque se o Lourenço percebe que referimos pão, ovo, queijo ou outra coisa que goste muito, não se cala enquanto não comer esse alimento. Ainda há dias, a mãe disse que o pequeno almoço do dia seguinte eram ovos mexidos e ele começou logo “owo” “owo“, enquanto me arrastava para o frigorífico e já tinha tirado a frigideira do armárioTemos “chef” e de personalidade vincada!

Ah e a receita do pão… Bom, foi literalmente inventada e com o que havia na dispensa. Queríamos que tivesse polvilho, farinha teff (nunca tinha usado) e alfarroba, o resto fomos juntado até obtermos uma consistência que achávamos que funcionasse.
No final e antes de colocarmos no forno, juntámos 2 maçãs raladas para equilibrar o sabor!

O resultado foi surpreendente e delicioso! Um Pão fofo de alfarroba, sem glúten, paleo e caseiroA melhor forma de começar o dia.

Sugestão: Comemos ao pequeno almoço com manteiga clarificada e com manteiga de amendoim e banana… Já o pequeno chef preferiu com “queije”, adora “queije” o rapaz ?

Ingredientes

  • 4 ovos
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco
  • 1 ½ chávena de bebida vegetal
  • 1 ½ chávena de água morna
  • 1 colher de sopa de vinagre de cidra
  • 1 ½ chávena de polvilho doce
  • 1 ½ chávena de farinha teff
  • ½ chávena de farinha de coco
  • 4 colheres de sopa de farinha de alfarroba (pode usar cacau cru)
  • 2 maçãs raladas
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 ½ colher de chá de fermento

Passos

  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC
  2. Numa taça comece por juntar os ovos e o óleo de coco com uma vara de arames.
  3. Junte a bebida vegetal, a água morna e o vinagre. Mexa bem.
  4. Adicione as farinhas, a maçã ralada e mexa até obter uma massa homogénea.
  5. Junte o bicarbonato e o fermento, volte a mexer e leve ao forno cerca de 35/40 minutos.
  6. Deixe arrefecer muito bem antes de partir o pão.

 

Os nossos maiores ensinamentos enquanto pais acontecem silenciosamente, nos gestos que fazemos, na forma como nos comportamos na presença dos outros, no modo como lidamos com uma série de situações com que acabamos por nos deparar diariamente.

É óbvio que os miúdos aprendem também o que lhes dizemos, tantas vezes como se fosse um mantra: “pede por favor”, “como é que se diz?”, “já cumprimentaste y ou x”? porque a repetição também cria o hábito.

Mas a responsabilidade real é a que acontece da primeira forma, porque os nossos filhos crescerão para serem adultos que querem ser iguais aos pais ou que querem ser exactamente o oposto deles.

No desfile de carnaval da escola da minha filha dei-me conta, mais uma vez, que aos miúdos raramente há o que lhes passe ao lado. Uma das mães entregou serpentinas a um colega da minha filha e ensinou-lhe como fazer, como soprar para ver a magia da serpentina acontecer. O rosto dele encheu-se de preocupação e a primeira coisa que fez foi baixar-se para apanhar as serpentinas do chão. “Não podemos mandar papéis para o chão!”, disse. Olhei para a mãe e sorri. Ela baixou-se e tentou explicar-lhe que naquele dia, porque era Carnaval não havia problema. Aliás, era suposto porque era uma brincadeira, mas o filho não ficou confortável, como se aquela excepção à regra fosse confusa. E acaba por ser, porque passamos o ano inteiro a evitar fazer lixo, a apanhar o mais pequeno pedaço de papel para o chão para depois andarmos a mandar ao ar confetis coloridos que deixam as ruas cheias de cor. Resultado: passou o desfile a apanhar as serpentinas do chão. Reparei também que durante a semana a minha filha brincou com as serpentinas que lhe dava, toda feliz da vida, mas antes de virmos embora apanhou todas elas e colocou no lixo sem que eu dissesse uma única palavra. Acho graça e um pouco exagero, mas mantive-me à margem. Se sabem brincar e aproveitam e depois limpam o que fazem, por mim tudo bem.

Estão bem ensinados e certamente não serão daqueles adultos que muitas vezes apanhamos no trânsito a mandar papéis da pastilha elástica pela janela. É o básico “deixa tudo como encontraste”, já que diariamente têm de arrumar os brinquedos e os jogos, os sapatos no sítio e por aí fora.

Este exemplo deixa-me com esperança e aumenta a responsabilidade que sinto. Porque tudo o que faço vai ficar gravado na memória e na retina da minha filha, se não para utilização imediata, para o ser no futuro.

Às vezes a vida não vai ser exactamente como as regras ditam, vai haver obstáculos que obrigam a alguma ginástica, criatividade e é importante que os nossos filhos saibam ser ágeis. Mas têm tempo para treinar essa agilidade.

Primeiro precisam de cimentar os princípios e os valores que serão a base da sua vida. Depois trabalharemos com eles a flexibilidade que a vida exige. Estamos a criar super miúdos!

Há um lugar e um tempo para tudo.

Para já é deixá-los serem crianças, com os nossos ensinamentos a pairarem como numa nuvem por cima deles.

Vai correr tudo bem. Como poderia não correr?

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Crescer com dislexia pode ser desafiante, quer para as crianças que a apresentam, quer para os professores que tenham de lidar com ela em contexto de sala de aula. Por um lado, dificuldades ao nível da lecto-escrita acabam sempre por reflectir-se em dificuldades na aquisição de todas as disciplinas, sempre que estas impliquem o recurso à leitura e à escrita. Isto pode tornar-se frustrante para crianças com dislexia, as quais podem acabar por sentir-se menos inteligentes e menos capazes do que na realidade são. O desgaste de repetidas situações de stress relacionadas com problemas escolares resulta muitas vezes numa crescente desmotivação em prosseguir os estudos.

Por outro lado, os professores podem também sentir dificuldades em avaliar aquilo que a criança com dislexia verdadeiramente aprendeu e assimilou. Com efeito, nem sempre aquilo que a criança mostra saber corresponde na totalidade àquilo que ela verdadeiramente sabe. Crianças com dislexia são frequentemente prejudicadas pela sua própria dificuldade em expressar por escrito os seus novos conhecimentos, resultando na sua sub-avaliação.

Em resumo: a existência de dificuldades de lecto-escrita nada tem que ver com dificuldades do foro intelectual da criança. É urgente aceitar isto para, enfim, implementar novas e adaptadas formas de ensinar os conteúdos escolares, e de avaliar o verdadeiro conhecimento assimilado por estas crianças. É fundamental que cada vez mais professores se predisponham a desmistificar noções erróneas quanto às capacidades cognitivas destas crianças, e se abram a novas abordagens de avaliação devidamente ajustadas às suas características especificas. Abordagens essas que visem avaliar de forma justa e objectiva os conhecimentos da criança, sem que a avaliação seja enviesada pelas dificuldades que ela tem em expressar por escrito aquilo que realmente aprendeu.

EIS ALGUMAS DICAS PARA CONSEGUI-LO:

Durante as aulas:

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A Matemática é uma das disciplinas de que mais tens medo? Perdes-te no meio de tantas equações, cálculos e raciocínios? Não te preocupes mais! Temos aqui as melhores dicas para que o teu estudo se torne mais fácil.

Ficam 6 dicas para te ajudar a estudar matemática!

1- Faz esquemas com a matéria

Isso irá facilitar o raciocínio e desta forma percebes mais facilmente onde deves colocar os números e os passos que tens de seguir. Algo muito importante, é também verificares sempre os teus resultados.

2- Lê ativamente

A Matemática, apesar do que a maioria das pessoas pensa, não é só sobre números e fórmulas. Muito do que precisas para resolver as questões está disponível nos enunciados. E por isso, Matemática, exige interpretação de texto. Lê com calma, sublinha e faz anotações daquilo que está no enunciado do problema.

3- Estuda a teoria

O estudo da teoria é importante não só para matemática, como para todas as outras disciplinas. Se não entenderes a teoria, é muito provável que tenhas mais dificuldades em resolver os exercícios. Assim, lembra-te que uma parte do teu tempo de estudo deve ser reservado para a leitura e compreensão da teoria.

4- Trabalha regularmente e não estudes apenas em cima dos testes

A prática leva à perfeição e com a Matemática não é diferente. Esta disciplina exige um trabalho contínuo e fazer exercícios diariamente faz a diferença. Mesmo que seja apenas uma ou duas alíneas de um exercício, é importante que tentes estudar um bocadinho todos os dias.

5- Livros de preparação

Os livros de preparação para os exames são ótimos para entender a matéria. Já vêm com uma explicação direta, simples e com vários exemplos e opções de exercícios para colocares em prática.

6- Faz um plano e aponta o que já sabes e as matérias em que ainda tens dúvidas

Pergunta ao teu professor quando tiveres dúvidas ou quando não conseguires terminar um exercício e não saias da aula sem saberes o que deves fazer. Não tem problema se errares alguns exercícios desde que tentes procurar ajuda e perceber como podes melhorar!

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O Lourenço quer ser como o Sansão!

Esta história podia começar assim “Sábado, fomos cortar o cabelo com o Lourenço e depois fomos almoçar e passear… Fim”.

Pois, mas não foi bem assim que aconteceu. Nem a nós, nem para muitos pais que tentam ir cortar o cabelo aos seus príncipes e princesas.

Ora, se a 1ª vez que o Lourenço cortou o cabelo, apenas chorou um pouco no final; na 2ª vez chorou “baba e ranho” mas lá deixou cortar…
À 3ª foi incrível! Portou-se portou como um “crescido” e deixou cortar o cabelinho de forma impecável. Posto isto nada faria prever que todas as vezes que tentámos entrar num cabeleireiro, fugisse a 7 pés…

Desta vez não foi muito diferente, foi de mão dada com a mamã todo animado por ver brinquedos à porta, mas assim que entrou viu crianças a cortar o cabelo, abriu a porta e veio a correr para o papá a gritar e de dedinho em punho, a dizer “Nãão! Nãããooo!!

Lá conseguimos entrar e o entretemo-lo com alguns brinquedos e lá o colocámos num carrinho, enquanto vestia um “babete com mangas”. Até aqui tudo “mais ou menos” – deve ter pensado que ia papar.

As coisas começaram a azedar, quando a senhora muito paciente e atenciosa lhe borrifou o cabelo…

O Lourenço fez-lhe um olhar “exterminador” enquanto empurrava a mão da senhora e agarrava o seu cabelo.

Oferecemos-lhe passas (truque este que também usamos para conseguir que se sente na cadeirinha do carro), mas continuava desconfiado e olhava para trás a tentar perceber o que a senhora estava a preparar.

Pente e tesoura “em punho” e começou o “berreiro” – Gritos, berros e tentativa de fuga. Tentámos no carro, fora do carro, fui buscar o Shrek, tocámos piano, xilofone, um boneco. Oferecemos novamente passas e até mama…

Tudo isto enquanto berrava e a senhora andava a atrás de nós a cortar cabelo que conseguia…  Cada “tesourada” que a senhora dava, mais choro… Mas lá se conseguiu “cortar as pontas”, entre mamar e o colo da mãe e do pai. O cabeleireiro parou todo a olhar para ele!

Assim que percebeu que o pai estava a pagar e que íamos embora, começou-se a rir e a fazer adeus à senhora e aos outros meninos!

Pensámos que éramos os “únicos” nesta situação, mas descobrimos aqui um problema comum a muitos papás e mamãs. Desde crianças que colocaram um Centro Comercial em reboliço, outras a saírem apenas com metade do cabelo cortado ou até pais que desistiram de ir a cabeleireiros… Há de tudo um pouco!
Sentimo-nos mais “acompanhados” ao saber destas experiências.

Por fim, decidimos que o próximo passo será… cortar o cabelo em casa!

Passadas as festividades de Natal este é o “feriado” mais aguardado pelas nossas crianças. Afinal, a vida são dois dias e o Carnaval são três.

Lembro-me de ser pequenina e ficar maravilhada com os fatos que a minha mãe me fazia para usar no desfile da escola: na altura não havia tantas opções para compra e, convenhamos, eram bastante caras. Vivia aqueles momentos como se fosse um sonho, podia ser a bailarina mais aplaudida, a dama antiga mais elegante e andar vestida assim durante um dia inteiro (logo eu, que sempre adorei usar os sapatos de salto alto da minha avó quando os meus pés não enchiam nem um terço do sapato, ou adorava mergulhar nas pinturas dela com a minha prima e usar aqueles batons de cores vivas sempre que tinha oportunidade…).

Durante a adolescência passei a odiar os Carnaval, pelo que ele significava (não, não foi a redução das férias de uma semana para três dias ?): bombinhas de mau cheiro, balões de água mandados com toda a força contra as minhas costas ou peito, de maneira a que até perdia o ar. Porque o Carnaval não era nada daquilo e, convenhamos, eu levava a mal.

Depois de ser mãe voltei a deliciar-me com os disfarces, com as possibilidades infinitas que existem hoje em dia. A verdade é que muitos miúdos usam já os fatos dos seus super heróis, princesas ou piratas preferidos sem ser em dias especialmente designados para tal, mas o Carnaval continua a ser aquele momento em que podem ser aquilo que sonharem. Fatos mais ou menos elaborados, mais ou menos caros, o que importa é o sorriso no rosto dos miúdos. São as purpurinas nas bochechas, os tutus nos rabos de fralda, aquele disfarce de girafa ou de capuchinho vermelho.

As mães de meninas “sofrem” um pouco mais com a pirosice, é verdade, mas também têm mais oferta. E um dia (ou três) não são dias.

O importante é darmos asas às nossas crianças para voarem. Se quiserem voar, porque também há casos de miúdos que não ligam ou não gostam mesmo desta tradição.

Respeitar, não impor, combinar dentro do razoável. E isso é válido para o Carnaval como para o resto do ano.

Cá por casa o fato (que vai ser o mesmo do ano anterior, trazido pela avó paterna especialmente de Espanha) foi conversado atempadamente para gerir alguma contrariedade com tempo, mas não foi preciso. A única coisa que a minha filha pediu foi para pintar as unhas, coisa que nunca lhe é autorizada nos restantes dias. Vai acontecer (a mãe “chata” já comprou um verniz próprio para crianças, à base de água) e isso sim tem sido para ela motivo de verdadeira antecipação.

Porque, sejamos sinceros, muitas vezes a exigência dos nossos filhos é criada pelos adultos à sua volta. Queremos corresponder, queremos que eles se sintam incluídos, queremos que eles sejam felizes. E na maior parte dos momentos esquecemos o mais importante: eles não precisam de muito para o ser.

Dêem uma coroa de cartolina com purpurinas coladas, uma camisola do clube do coração ou uma espada feita em esferovite a uma criança e ela tratará de construir o mundo perfeito à sua volta.

Eles têm dentro deles a maior das qualidades, os seus sonhos não têm limites, assim como a sua imaginação.

Que nestes dias possam ser ainda mais felizes dando largas ao mundo de fantasia onde ainda podem viver.

No Domingo acabamos por ficar em casa, e enquanto o pai estava na cozinha, o Lourenço passou a tarde a  pedir “teitinho”… E depois de beber, só pedia “máiiis” e novamente “máiiis teitinho” – Adora bebida de arroz e aveia!  Até que mãe sugeriu, que se fizesse “Faz lá um água aromatizada* com pêssego, para ver se ele não beber tanto leite”.

*mesmo antes do Lourenço nascer já costumávamos aromatizar água com morango, gengibre, limão ou hortelã por exemplo. É ótimo para estes dias de calor intenso!

Ora e o pai pensou “Boa ideia, mas acho que precisa de mais qualquer coisa…”. Assim parti 1 pêssego e 1 maçã, juntei um 1 litro de água e coloquei no frigorífico.

Passado uma hora fomos beber e ambos pensámos “Isto é “ice tea” de pêssego!!”  Só que naturalmente doce, caseiro, refrescante e natural!

O L adorou e pedia mais “sumo”! Não é sumo, não é puré de fruta, nem chá… É um Ice tea natural e caseiro, mas é muito bom e refrescante para se ir bebendo ao longo do dia!

ics tea caseiro e natural

Ingredientes

  • 1l de água
  • 1 maçã
  • 1 pêssego

Dica: Ainda enchemos o jarro mais duas vezes… Hoje vamos fazer mais!

Passos

  1. Coloque num jarro um pêssego e uma maçã, descascados e partidos em “gomos” ou em cubos.
  2. Junte a água e leve ao frigorífico.

Frango à “brás” com esparguete de curgete

Desde pequeno sempre me “chateou” a forma como a maioria dos restaurantes serviam o Bacalhau à Brás… Mole e tudo com a mesma textura. Uns anos mais tarde e após ver alguns programas de culinária percebi o truque de juntar as batatas em palitos no final para dar crocância.

Uns anos mais tarde (que coincidiram) com o nascimento do blog, andava “chateado” porque gostava deste prato, mas não queria fazê-lo com batatas fritas! Nestes últimos meses, como temos andado em experiências e a tentar  “inventar” para formas divertidas de comer vegetais e ao mesmo tempo fazer os legumes a brilhar… Desta vez foi com a curgete e o resultado é delicioso!

Mas a curgete não fica mole? Se a deixarmos cozinhar muito fica, mas cá em casa preferimos adicionar a curgete já no final e deixar cozinhar os ovos… A curgete fica quase al denteExperimente e delicie-se saudavelmente com toda a família! 

Esqueci-me apenas de dizer que este prato faz-se em cerca de 10 minutos!!! É bastante simples e prático e todos adoram cá em casa!

INGREDIENTES

  • 500 gr de peito de frango picado (ou perú)
  • 2 curgetes (em esparguete)
  • 5 ovos
  • 1 cebola
  • 1 fio de azeite
  • Salsa picada
  • Flor de sal (a gosto)

Dica: em vez de frango pode usar peru, bacalhau, outro peixe, ou tofu por exemplo.

PASSOS

  1. Numa frigideira coloque um fio de azeite juntamente com a cebola picada.
  2. Adicione o peru, previamente temperado com sal e pimenta.
  3. Quando o peru estiver quase cozinhado, junte a esparguete de curgete.
  4. Adicione os ovos e vá mexendo até os ovos ficarem cozinhados.
  5. Sirva com salsa picada.

Estás a sair-te bem. Não importa o que os outros te digam nem o que pensam sobre as tuas opções, sobre o que deixaste  para trás ou a forma como vives a vida… Vai correr bem!

Mesmo que às vezes tenhas dúvidas, sabes que a vida é um processo e, enquanto tiveres confiança em ti próprio, as coisas vão seguir o seu rumo com tranquilidade e harmonia.

É este o tipo de reflexão que frequentemente precisamos de ouvir da boca de alguém. Precisar não significa, que procures a aprovação alheia ou que duvides de ti. Por vezes, um reconhecimento, um simples reforço positivo no momento exato e no instante adequado, resulta como um carinho emocional e um impulso vital.

Por exemplo, a frase “Estás a sair-te bem” é essencial no universo pessoal de uma criança. Um elogio é na verdade muito mais do que um simples reforço positivo. É um modo de incentivar a criança a continuar, a seguir em frente, enquanto alimentamos a autoestima, a confiança e a sensação de segurança. Ao mesmo tempo, também se apresenta como uma expressão que se foca no processo, mais do que no próprio resultado

Os adultos também precisam desse tipo de interação positiva na qual por um lado, está o reconhecimento pessoal e por outro, o apoio. Por exemplo, a mãe e o pai que dia após dia realizam a complexa tarefa da criação e da educação de um filho. Uma pessoa que em determinada altura decide fazer uma mudança na sua vida e alguém do seu círculo próximo hesita em dizer-lhe que sua decisão é correta, que esse passo é um acto de coragem…

Os diferentes tipos de apoio pessoal que podemos encontrar no dia a dia

Nós já calçamos sapatos de adultos. Servem-nos perfeitamente e nós  sentimo-nos confortáveis. No entanto, as solas podem estar gastas do grande caminho que percorremos, pelas pedras e poças que encontramos ao longo do caminho. Mas esta viagem ainda está a meio, falta-nos viver uma série de experiências, e há um aspecto que ainda continua a afetar-nos de várias maneiras.

Falamos, sem dúvida, do apoio, da consideração e da proximidade que recebemos dos que nos rodeiam. Podemos dizer que “nada nos afeta”,  que já chegamos a um ponto do nosso desenvolvimento pessoal em que as palavras das outras pessoas são como ar viciado, e que “entram a 100 e saem a 200”…. Mas a verdade é que,  por mais que queiramos nem sempre funciona assim. O que os nossos pais ou irmãos nos dizem, às vezes, atinge-nos. Os comentários dos amigos e do nosso companheiro ou da nossa companheira têm importância.

Por isso é que, às vezes, ouvir um “Estás a sair-te bem” é tão gratificante e nos confirma que essa relação, esse vínculo, valioso é muito importante. Assim, ao longo da vida, teremos três tipos de apoio pessoal.

Pessoas que ajudam, pessoas que habilitam e pessoas que dificultam

Niall Bolger é um investigador do departamento de psicologia da Universidade de Columbia, especialista em realizar estudos sobre relações pessoais e seu impacto no nosso bem-estar psicológico. Num dos seus trabalhos, demonstrou que a forma como o nosso círculo mais próximo nos confere ajuda ou apoio pode basear-se em três tipos de dinâmicas.

  1. Pessoas que habilitam.
    Quem nos “habilita” não nos apoia. Quem habilita procura, acima de tudo, dizer-nos como fazer bem as coisas segundo os seus desejos, crenças ou valores. São amigos, familiares ou companheiros que, longe de entender a nossa perspectiva ou de aceitar os nossos desejos ou escolhas, tentam “habilitar-nos” para que nos encaixemos no seu universo pessoal.
  2. Pessoas que dificultam.
    São pessoas que estão constantemente a convencer-nos que querem o melhor para nós, mas ao mesmo tempo têm comportamentos que dificultam as coisas. Neste perfil não encaixam expressões como “Estás a sair-te bem, mas lembra-te que já agiste assim e correu mal, e é provável que aconteça outra vez. Só estou preocupado contigo” ou “sabes que te adoro e admiro, mas acho que é melhor acabares com essa pessoa”…
  3. Pessoas que ajudam.
    O doutor Bolger, responsável por este estudo, definiu um terceiro tipo de relação, tendo sido considerada a mais importante. São pessoas que não só têm a capacidade inata de dizer as coisas mais sensatas no momento certo, mas que também nos conferem um “apoio invisível”. Ou seja, às vezes não precisamos de ter a pessoa por perto para saber que temos todo o seu apoio, o seu interesse e preocupação…

Assim, o melhor apoio é aquele que “deixa ser” e que nos transmite a todos os momentos a sensação de eficiência, de segurança e de apoio constante.

Estás a sair-te bem porque…

Sabemos que esses reforços verbais e emocionais por parte das pessoas mais próximas são úteis em muitas situações. Ajudam-nos a seguir em frente. No entanto, também não podemos esquecer-nos de que é impreterível que procuremos incentivar-nos, validar-nos, motivar-nos de forma a proporcionar-mos apoio emocional adequado para encontrar essa energia vital para enfrentar o dia a dia.

Nunca é demais refletir e interiorizar as seguintes frases:

  • Estás a sair-te bem porque, estás conseguir viver em harmonia contigo próprio, com os teus valores e necessidades. Não importa os momentos difíceis porque esse é o custo de seres coerente contigo próprio.
  • Estás a sair-te bem porque cada dia é uma pequena vitória onde alcanças algo novo e enriquecedor.
  • Estás a sair-te bem porque deixaste para trás o que te atrasava, pessoas e dinâmicas próprias que faziam mal, que não te ofereciam nem equilíbrio nem felicidade.
  • Estás a sair-te bem porque viver é arriscar, é pores-te em movimento e não parar. A felicidade é um processo e estás no bom caminho, o caminho que tu escolheste.

Vamos pôr em prática estas premissas.

Afinal de contas, não custa nada e traz-nos muitas coisas boas.

 

Publicado em A mente é maravilhosa, adaptado por Up To kids®

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