Quero dar-te colo…

À menina que ontem chorava no parque infantil: quero dar-te colo.

Quero que as lágrimas que choras sejam substituídas por sorrisos, porque o teu sorriso é maior do que as palavras que a tua mãe te diz.

Sim, eu oiço-a. Oiço-a a apressar-te, a dizer para não estares outra vez a subir o escorrega porque nunca consegues subir sozinha. Para não seres parva. Para largares a bola do menino. Que lá estás tu a correr.

Quando cheguei ao pé do escorrega e te vi olhar as escadas como se do Everest se tratasse, estendi-te a mão. Os teus olhos piscaram como se não percebesses. Vem, tenta subir, disse-te. Ajudei-te a subir duas vezes e à terceira fizeste-o sozinha. Olhaste em volta à procura da tua mãe e ela estava de costas, mais preocupada com o pó que se tinha acumulado nos sapatos do que com as tuas conquistas. Fiz-te uma festinha e tive a sensação que não devias receber nenhuma há muito tempo.

Gostava que a tua mãe visse como o encorajamento te fez vencer uma etapa em apenas meia hora. Em como o peso das palavras positivas te fez chegar longe quando o das palavras negativas te fazia agarrar as escadas com força e perder a coragem.

Gostava que ela soubesse que devia ser a pessoa mais importante para ti. Eu sei que é, mas não está a cumprir com o seu papel.

Daqui a uns anos vais virar-lhe costas porque ela não te apoia, nunca te apoiou. Eu sei que é mais fácil ser mãe de meninos bem comportados, de meninos que sabem sempre as respostas certas, que conseguem sempre as coisas à primeira. Sei também que esses meninos quase não existem. E tu não devias querer ser como eles.

És única e tens os teus desafios. Mereces ter tempo para ultrapassá-los. Para falhar. Para chegar mais longe, seja qual for esse longe, porque cada um tem os seus limites. Mereces ter alguém que te estenda a mão.

Gostava que fosses abraçada todos os dias e te dissessem como gostam de ti.

Porque a tua mãe gosta de ti, só não foi ensinada a gostar. Talvez a mãe dela fosse assim, como ela é. Mas promete-me que vais pegar em tudo isto e ser diferente com os teus filhos. Que não vais poupar abraços, que vais esforçar-te por ter uma palavra boa a dizer. Promete-me!

Queria dar-te colo. Queria sussurrar todos os dias ao teu ouvido que vais chegar longe.

Talvez não chegues porque te está sempre a ser dito que não consegues. Ou talvez, precisamente por causa disso, te esforces para provar que a tua mãe está enganada.

Talvez sejas tu quem tem de a ensinar a gostar. A manifestar o amor.

Eu acredito em ti.

Acredito que por trás desses olhos tristes vai haver uma grande pessoa.

Queria dar-te colo, mas não vou estar por perto para to dar.

Por isso, minha querida, sempre que ouvires coisas que te fazem duvidar de ti mesma, canta. Canta baixinho a tua música preferida e deixa que ela te leve…

Tu és capaz.

Acredita.

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Eu fiquei contigo ao colo

Colo

Cá em casa# Damos Colo

 

Uma das principais causas deste distúrbio é o excesso de informação a que somos expostos diariamente

Tens dificuldade em relaxar e acalmar os pensamentos?

Estás sempre à procura de estímulos, e sentes que precisas cada vez mais de informação para conseguires acompanhar os teus filhos?

A síndrome do pensamento acelerado é uma alteração, identificada por Augusto Cury, na qual o pensamento se torna muito rápido e dificulta a concentração, provoca o aumento da ansiedade e desgasta a saúde física e mental.
Assim, o problema desta síndrome não está relacionado com o conteúdo dos pensamentos, que geralmente são interessantes, cultos e positivos, mas sim com a sua velocidade de processamento.

“O excesso de informações satura o córtex cerebral, produzindo uma mente híper produtiva, agitada, com baixo nível de tolerância, impaciente e sem criatividade”.

Esta é uma condição atual derivada do ritmo alucinante das grandes cidades, com overdoses diárias de informações e obrigações que afetam a nossa saúde emocional e fisica. Depressão, stress, ataques de pânico e nomofobia (medo de ficar sem telemóvel – sim já existe um nome para isso) são outros exemplos de situações que ocorrem cada vez mais frequentemente nas últimas décadas.

Especialistas defendem que a síndrome do pensamento acelerado não é uma doença, mas sim um sintoma vinculado a um quadro de transtorno de ansiedade, devido ao excesso de informação a que somos submetidos diariamente.

As pessoas mais vulneráveis são, geralmente, aquelas que são “obrigadas” a manter-se constantemente atentas, produtivas e sob pressão nomeadamente executivos, jornalistas,  publicitários, professores,  profissionais de saúde, e claro mães (Ok, esta fui eu que acrescentei, mas faz todo o sentido!)

Sintomas da síndrome do pensamento acelerado

É comum entre quem tem a síndrome do pensamento acelerado ter a sensação de estar a ser esmagado pela rotina, com aquela impressão de que 24 horas são insuficientes para cumprir tudo o que se planeia para o dia (eu não digo que são as mães?). Há o sentimento persistente de apreensão, falta de memória, déficit de atenção, irritabilidade e sono alterado. As alterações de humor são outra característica comum.

esgotamento mental de uma pessoa que não consegue desacelerar o pensamento, normalmente converte-se em cansaço físico. Isto porque o córtex cerebral, a camada mais evoluída do cérebro, retira energia que deveria ser utilizada nos músculos provocando uma sensação excessiva de cansaço e falta de vontade para fazer as atividades diárias fora do trabalho.

Consequências

A ansiedade afeta a qualidade de vida em diversos aspetos. As principais características de uma pessoa com síndrome do pensamento acelerado incluem:

  • Dores de cabeça
  • Sensação de cansaço ao acordar
  • Dores no corpo
  • Insónias
  • Queda de cabelo
  • Aumento da tensão arterial.

Além disso, a longo prazo, a ansiedade cronica afeta o bem-estar emocional.

A tecnologia pode ter influencia no síndrome do pensamento acelerado?

Sim, tecnologia é um componente que contribui fortemente para o aumento da síndrome do pensamento acelerado.

Inicialmente, com a popularização da televisão, as crianças começaram a ter menos tempo para se dedicarem aos estudos e os educadores mais dificuldade em influenciar o universo psíquico dos jovens.

Depois apareceram os computadores e jogos electrónicos, que vieram a aumentar os estímulos visuais e cognitivos das pessoas, bem como a possibilidade real de estar sempre em constante pesquisa de conhecimento, muitas vezes supérfluo.

Hoje, as redes sociais são um mundo que oferece um excesso de estímulos e informações. Passar uma noite inteira no Facebook significa uma quantidade absurda de textos (lidos e escritos) e imagens que passam pelo nosso cérebro num curto espaço de tempo. Além disso, ser usuário de redes sociais e grupos pertencentes às mesmas, provoca ansiedade – desenvolve-se a necessidade, e às vezes dependência, de estar em constante comunicação com os demais. (Sim, também se aplica aos grupos de mães!)

Tratamento

Se te identificas com tudo o que foi descrito atrás, então é possível que tenhas síndrome do pensamento acelerado. Nesse caso, é recomendável procurar ajuda profissional.

O melhor remédio é adotar um estilo de vida diferente. Dormir mais, praticar atividades físicas e incluir o lazer na tua rotina diária. Faz pausas, contempla o pôr do sol, ouve  música e lê um bom livro – sem realizares nenhuma outra atividade em simultâneo.

7 dicas para viver melhor e evitar o síndrome do pensamento acelerado.

  1. Procura distrair a mente com coisas que realmente te podem dar prazer. Observa (com olhos de ver) os teus filhos a desenhar ou pintar, abraça mais, beija mais, troca experiências, da carinho e atenção a quem amas.
  2. Põe-te em contacto com a natureza. Faz caminhadas ao ar livre, admira as árvores e os animais, aprecia o silêncio e o vento na cara. Sem gadgets. Só tu.
  3. Pratica desporto. Lê. Conta histórias.
  4. Não exijas demais dos outros (quer seja do marido, filhos ou amigos) nem de ti própria. Isso torna a vida angustiante. Elogia mais, enfatiza as características boas, os pontos fortes de quem está ao teu lado. Relativiza os resultados e valoriza o caminho.
  5. Aprende a relaxar. Pára um momento do dia, esquece tudo à tua volta, respira fundo, liberta o corpo e esvazia a mente.
  6. Perdoa aos outros e a ti própria.
  7. Ri-te. Solta umas gargalhadas. Diz uns disparates. A vida é muita mais divertida a rir, e liberta-nos das energias negativas e das tensões acumuladas no corpo.

imagem@shutterstock

Fontes Vivomaissaudável e Atuasaúde

Mãe, sigo os teus passos

No decorrer apressado dos dias, pouco tempo temos para desacelerar e pensar em quem vem ao nosso lado ou atrás de nós, a seguir-nos os passos: os nossos filhos e filhas.

Tenho noção clara do papel dos pais e mães na educação dos filhos e das filhas e como os exemplos influenciam a formação dos novos cidadãos e cidadãs. Contudo, nem sempre penso nisso nas minhas atitudes no dia a dia.

Apercebi-me que a minha filha imita todos os meus passos e, se por vezes acho engraçado, outras torna-se desconfortável. Com os rapazes nunca assimilei tal comportamento…

A minha filha observa-me ao pormenor: a roupa que uso, o que faço no trabalho, como penteio o cabelo, como uso maquilhagem (as poucas vezes que uso) e principalmente o batom. Fica atenta aos meus passos como fosse a minha sombra.

Observa o que gosto de fazer e tenta repetir os meus atos com uma facilidade que me surpreende. Tenta escrever como eu e já ensaia poemas qu,e ao contrário dos da mãe, rimam. Já aprendeu a fazer Zumba e agora tenta fazer Pound Fitness. E não é que consegue?! E foi neste momento que descobri que sou o seu exemplo de referência, e consequentemente, apercebi-me do cuidado que devo ter com as minhas atitudes.

As mães são os espelhos das filhas e a nós mães cabe o papel de sermos “bons modelos” criando Mulheres que no futuro saberão lidar com o mundo modificando estereótipos enraizados na sociedade.

Quando ela crescer quero que seja uma Mulher independente, corajosa, forte e sobretudo que se ame, valorizando todas as suas qualidades. Espero que a sua vontade prevaleça e que as suas asas voem sempre mais além, sem que seja colhida num dos seus voos … Pois, a liberdade é preciosa!

Enquanto isso terei de ser a Mulher que quero que a minha filha seja…

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imagem@paylaGoble

Minha Filha, és livre.

Meu amor,

Nasceste num país em crise, mas em paz.

Vivemos em democracia e isso significa que tudo (ou praticamente tudo) aquilo que dás por adquirido foi uma conquista.

A tua liberdade foi uma conquista e devias valorizar as pequenas coisas, honrar os privilégios que te foram concedidos sem que para isso tenhas precisado de mexer um dedo.

Sê grata, porque és livre para ter a tua opinião.

És livre de sair do país sem precisares da autorização do teu marido ou do teu pai.

De conversar com os teus amigos na rua, em grupos grandes, sem serem olhados com desconfiança.

De votar. De votar em quem quiseres. De não votar.

De usar calças, saias, maquilhagem.

De amares quem tu quiseres.

De pensares e dizeres em voz alta o que pensas.

De estudares, de teres direito à tua educação.

De ter acesso a todos os livros que são escritos no mundo, de veres os filmes que existem sem partes censuradas.

De desejar ter um emprego, seja ele qual for e lutares por isso.

De ganhar e gerir o teu próprio dinheiro.

De casar. De terminar um casamento. De voltar a casar. De não casar de todo.

De fazeres ouvir a tua voz.

De pedir ajuda.

De praticar todos os tipos de desporto.

De denunciar injustiças.

De desejar um mundo melhor e lutar por ele.

De sonhar.

De concretizar.

De continuar a conquistar, aos poucos, vitória atrás de vitória.

Apenas te peço que não esqueças uma das mais valiosas lições: a tua liberdade termina onde começa a dos outros.

E que bom é ser livre!

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Ser mãe sem ter mãe: O clube a que nunca quis pertencer

Perder alguém de quem gostamos muito é uma das maiores tragédias que podemos enfrentar um dia. No meu caso, esta perda representa um vazio que simplesmente nunca voltará a ser preenchido.

Há uns meses atrás vivi a infelicidade de perder a minha mãe. Esta perda fez-me experimentar todo um conjunto de emoções que nem sequer sabia que existiam. Apesar de ter tido a sorte de ter a minha mãe durante 41 anos, eu sinto-me muito nova para viver sem ela.

A verdade é que, sendo também mãe, sinto que me roubaram a possibilidade de partilhar os momentos mágicos que vivo com os meus filhos, com a única pessoa que os viveu comigo. E isto é um cruz difícil de carregar.  E agora tenho de viver num mundo onde o amor eterno e incondicional da minha mãe já não faz parte dele.

Nós tínhamos uma relação especial. Eu sei que a maior parte das pessoas da minha idade não são tão próximas da mãe como eu era, mas agora posso olhar para trás e agradecer por cada momento que passamos juntas.

Muitos do meus amigos já perderam os dois pais. Eu, ainda tenho o meu pai comigo, e é simplesmente maravilhoso, adoro-o mais do que tudo. Mas este amor não compensa nem ameniza as saudades sem fim que tenho da minha mãe.

Nesta minha curta experiencia pela dor de perder uma mãe, e sei que este primeiro ano sem a minha mãe vai transformar-se rapidamente no segundo, quinto, decimo e por aí fora, aprendi que:

  1. Independentemente do tipo de relacionamento, perder a mãe é duro.

    Eu tinha uma relação óptima com a minha mãe mas, na verdade, nem sempre foi perfeita. Como toda a gente passei pela fase do armário (e outras) e, muitas vezes, fui a verdadeira miúda insuportável. À medida que cresci e amadureci percebi a importância de ser menos absorto e foi assim que criamos vínculos e conexões ainda mais fortes.
    Em conversas com amigos apercebi-me que, independentemente da relação que cada um tem com a sua mãe, quer fale com ela todos os dias (como eu) ou fale uma vez por ano, a perda que sentes é dura.

  2. As datas comemorativas são difíceis, especialmente o 1º ano

    As primeiras vezes que passei por datas comemorativas sem a minha mãe foi como se faltasse uma parte importante do meu corpo. Já passei o 1º dia da mãe sem mãe. Eu temi este dia, e a tristeza crescia em mim com o aproximar desta data, que ainda por cima, sendo mãe, não podia passa-lo enfiada na cama a sentir pena de mim própria. Então, meti na cabeça que tinha de estar bem para os meus filhos. Porque isso é o que as mães fazem: colocam os filhos em 1º lugar. Sempre.
    O que eu não esperava que me afectasse tanto foi o primeiro aniversário dos meus filhos sem a minha mãe ao lado. Nós organizávamos tudo em conjunto. A minha mãe estava sempre comigo, e nos aniversários acabamos sempre por recordar o dia em que os miúdos nasceram.

  1. As outras pessoas também têm saudades da minha mãe

    Eu não sou a única a sentir a sua falta. Os meus filhos têm imensas saudades da avó. Apesar de vivermos a alguma distância de caminho eles sempre sentiram que a avó estava a um telefonema de nós. A minha irmã também sente a sua falta. E os seus filhos. O meu pai mais do que tudo. Nem sequer consigo explicar como é que ele se sente. E a lista não pára por aqui: há muitas outras pessoas que conheceram a minha mãe e que sentem e sentirão muito a sua falta. Por amor de Deus, o funeral estava repleto de amigos. É importante que me lembre que eu não sou a única que está de luto.

  1. O sofrimento é diferente de pessoa para pessoa.

    O processo do sofrimento é tão diferente como cada indivíduo que o experimenta. Lembro-me de que no dia do funeral a minha irmã e o meu pai estavam de rastos. Eu mal verti uma lágrima, o que é estranho porque usualmente choro por tudo e por nada. Mas todos nós processamos a dor de forma diferente. Pensei que estava qualquer coisa de errado comigo. Como se eu não tivesse tantas saudades da minha mãe como a minha irmã. E assim aprendi que, com o passar do tempo tudo se tornou mais difícil para mim do que foi aquele dia do funeral em que me despedi da minha mãe. Independentemente da tua reacção, dor é dor, e suga-nos por dentro, mesmo que ninguém o veja por fora.

  2. Às vezes vais esquecer-te que a tua mãe já partiu

    Independentemente de terem passado uns dias ou uns anos, um dia vais inadvertidamente pegar no telemóvel para ligar à tua mãe e lhe contares uma trivialidade qualquer.
    Quando nos estávamos a preparar para o funeral, a minha irmã queria colocar um foto onde aparecíamos os 3 com a minha mãe. Como não encontrava, pensou em perguntar à minha mãe pela foto. Só me contou este episódio mais tarde, e eu contei-lhe que tinha vivido momentos idênticos sem aviso prévio. Quando os meus filhos faziam qualquer coisa parva ou querida pensava logo em contar à minha mãe. Nós costumávamos partilhar estes momentos com alegria e riamo-nos em conjunto. Tenho tantas saudades disso. Muito mais do que eu sonhava. Haverão sempre momentos gatilho que trarão dolorosas memórias. E temos de estar preparados para eles, porque não podemos evitá-los: é importante passar por isso para que consigamos resolver a nossa parte emocional em relação à perda. São os nossos fantasmas que nos irão acompanhar.

  3. Ver adultos a interagir com as suas mães vai-te pôr em lágrimas

    Não te vais aguentar sempre que vires outros adultos a passar tempo com as suas mães. É um misto de ciúmes e gratidão. Ciúmes porque queria ter a minha mãe aqui, e queria estar a passar tempo com ela.
    A Gratidão, primeiro porque me sinto grata e abençoada por tudo o que pude viver com a minha mãe. Em segundo, porque fico feliz pelos meus amigos que ainda têm a sua mãe, porque só eu sei o quanto sinto falta da minha, e graças a Deus que eles ainda não tiveram de passar por isto.

  4. É bom pedir ajuda àqueles que já passaram pelo mesmo

    A última coisa que eu quero é partilhar o meu sofrimento com aqueles que ainda têm as suas mães. Adorei que estivessem comigo e chorassem comigo enquanto eu a acompanhei nos seus últimos dias de vida. Mas a verdade é que nenhum deles, consegue compreender a dimensão da minha dor, porque simplesmente nunca calçaram estes sapatos, e ainda bem.

 

Quando era miúda lembro-me de termos ido um funeral de uma criança. A mãe, sentou-me a mim e à minha irmã e disse-nos que nenhuma mãe deveria perder um filho. Hoje em dia, que era suposto haver uma progressão natural na vida, e embora eu odeie esse termo, sendo mãe, concordo inteiramente com essa afirmação. Eu sei que era isso que a minha mãe queria: que os filhos sobrevivessem a ela. Que mantivéssemos a sua memória viva. E eu sei, que a minha mãe iria ficar orgulhosa de saber que o fazemos todos os dias.

Por Leigh Reagan, para Scary Mommy, traduzido e adaptado por Up To Kids®

Existiu um momento da minha vida em que esta questão estava constantemente presente em mim: será que sou má mãe?

Os comportamentos do meu filho, as queixas e críticas constantes por parte da escola, os comentários e olhares reprovadores da família magoavam-me tanto que, por muito que tentasse, não conseguia reagir com ele de acordo com a intenção da mãe que queria ser. Gritava, castigava, reprovava, comparava. A seguir sentia uma culpa enorme e questionava o meu papel de mãe. Era muito cansativo. De manhã quando acordava prometia a mim mesma que ia mudar, que ia começar a ter outras atitudes e desvalorizava o episódio. E até podia aguentar alguns dias com esta esperança mas, a verdade é que pouco tempo depois, este ciclo voltava a repetir-se.

Esta situação deixava-me completamente esgotada pois existia uma discrepância enorme entre a mãe que era e a mãe que queria ser. Estava a chegar a um ponto em que o meu amor próprio estava a diminuir a olhos vistos.

Depois de um longo caminho interno, uma das coisas que percebi que me impedia de libertar-me dessa espiral era o sentimento de culpa. A culpa foi o grande obstáculo durante muito tempo à minha mudança. Porquê? Esta emoção corroía-me de tal forma que a tendência que tinha sempre que esta surgia era de fugir rapidamente. Como? Desvalorizava a reação que tinha com o meu filho ou culpava-o pela minha atitude.

Foi preciso fazer as pazes com a pessoa que era e ter consciência do caminho em que me encontrava para começar a mudança. O primeiro passo foi encarar a culpa de frente. Uma das coisas que aprendi e que se tornou um mantra para mim foi aprender a ser amável comigo: “Tu estás a fazer o melhor que podes com os recursos e consciência que tens”.

Esta foi uma aprendizagem poderosa porque a partir dai, sempre que a culpa surgia, em vez de tentar fugir, olhava-a de frente e perguntava-lhe: o que me queres dizer?. E em vez de começar a entrar no tal ciclo vicioso e iniciar uma série de questões que colocavam em causa a mãe que era (“sou má mãe?”), praticava a amabilidade para comigo (“tu estás a fazer o melhor que podes!”) e abraçava-me. Sim, abraçava-me! Já alguma vez se abraçaram? Podem começar Agora. Somos tão gentis para com os outros, porque não o somos com nós mesmas?

Um dos meus diálogos com a culpa foi este:

Eu – Qual a mensagem que tens para mim?

Culpa – Tens que ser mais calma e ser mais paciente com o teu filho.

Eu – Como? Estou completamente esgotada!

Culpa – O que precisas de fazer para ficar menos esgotada?

Eu – … Cuidar mais de mim.

Foi um daqueles momentos “Aha!”

Continuei a desenrolar o novelo… E percebi: inconscientemente as atitudes do meu filho, ao contrário do que poderia supor, não eram para me fazer sentir a pior mãe do mundo (sim, era o que sentia) mas sim para aprender a cuidar-me, porque, na realidade, era por essa falta de autonutrição que muitas vezes não conseguia lidar de forma serena aos desafios que o meu filho me colocava.

Hoje quero deixar-te com estas mensagens para te ajudar a romper com esse ciclo destruidor:

  • Escolhe ser amiga da culpa, não fujas dela, e pergunta-lhe: porque te estou a sentir? que mensagem tens para mim? que mudança tenho de fazer? Encara a culpa como uma mensageira.
  • Tens dentro de ti uma voz que te pode ajudar lidar com a culpa. A voz a que me refiro está muitas vezes em silêncio mas existe dentro de ti. Chama-se: amabilidade. Escolhe ser amável para contigo. Tu és uma mãe maravilhosa e estás a fazer o melhor que podes. Abraça-te!
  • O teu filho só quer que te ames incondicionalmente e vai fazer tudo para te levar a trabalhar nesse sentido. Ele vai deixar-te completamente esgotada até perceberes que tens de te amar, com tudo que és, para conseguires ter uma relação harmoniosa com ele. O que estás à espera para dar um passo nesse sentido? Qual vai ser a tua escolha?

Tu não és má mãe, tu és a melhor mãe que o teu filho poderia ter. Cuida de ti!

Por Carla Patrocínio, Coach Parental, Blog Meus filhos meus Mestres, para Up To Kids®

imagem@divany

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Não és má mãe!

As mães não são seres mágicos

As mães também têm medo

 

Pelo título seria suposto eu ser mãe de uma adolescente. No meu tempo esta era uma frase que eu diria quase todos os dias aos meus pais, “tu não mandas na minha vida” era usado como escudo para dizer que não queria comer, tomar banho, arrumar o quarto ou para a panóplia de deveres que a minha mãe achava que eu tinha de fazer.

Hoje sou eu que, de quando em quando tenho o desgosto de ouvir a famosa frase que me atinge qual seta certeira no ventrículo direito, com uma pequena diferença: sou mãe de uma menina de seis anos!

Há coisas que não deviam ser permitidas na maternidade, e esta é uma delas. Ouvir a nossa filha de seis anos responder-nos desta forma. Fiquei em choque. Primeiro fica a dúvida “será que ouvi bem?” e depois vem a confirmação: “O que é que disseste?” E, sem pudor algum, a resposta ”disse que não mandas na minha vida!”

É assim que, com uma naturalidade inata se atinge o coração de uma mãe, que se parte no chão e corremos para apanhar os cacos e colar com supercola a tempo de dar uma resposta à altura “se eu não mando quem é que afinal manda na tua vida?”

Nesta fase já estamos esperançosas que ela recue, que afinal nós ainda mandamos na vida deles, que aos seis anos são muito novos para mandar no que quer que seja e muito menos para terem a noção que podem mandar em alguma coisa.

“É o meu coração.”

“Então pede ao teu coração para te mandar arrumar o quarto por favor”.

O conflito resolveu-se porque felizmente o coração dela pediu-lhe que arrumasse o quarto, e teve a amabilidade de fazer o coração de uma mãe feliz. A verdade é que o confronto com esta cruel realidade (principalmente para as mães que, como eu, temem o dia em que os nossos filhos abandonam a nossa alçada, mas ao mesmo tempo os educam para a autonomia) faz-nos pensar que questionarem os seus deveres é uma forma de se aperceberem da sua própria liberdade, por outro tememos que se tornem em pequenos delinquentes anárquicos e sem regras, que não compreendam que a liberdade também envolve limites.

Mas espera, eles só tem seis anos … pois está bem… vamos relaxar por mais uns seis anos… a adolescência ainda está longe? Ou será que não?

Compreendo que ao assumirmos o papel de pais educadores teremos sempre esta dúvida eminente na nossa relação parental.  Sabermos até que ponto estamos a fazer bem ou mal, questionarmos se em determinado momento deveríamos ter sido mais ou menos exigentes, esperar que um dia mais tarde quando estes “pirralhos” tiverem realmente idade de mandar na sua própria vida se lembrem que têm sempre mais do que uma opção, e que nem todas são certas.

Porque no fundo só queremos que sejam felizes e nós mães iremos sempre achar que podemos “mandar “ um bocadinho na vida deles, ou não é?

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Querida, já não gostas de cor-de- rosa?

Porque devemos abraçar os nossos filhos quando agem mal?

 

Não me levem a mal. Não me levem mesmo a mal. Mas o que querem as pessoas dizer realmente com “Vai Correr Tudo Bem”?

Fiquei grávida pela primeira vez há, quase, três anos. Depois de duas perdas estou agora a poucas semanas de conhecer a nossa primeira filha, a Joana. Nestes três anos, na sequência de muitas outras experiências que me ajudaram a aprender a desfrutar tudo na vida – o bom e o mau – continuo a ter muita dificuldade quando me dizem: “Vai correr tudo bem”.

Cada vez mais acredito que a vida é mesmo assim. Avançamos com uma nova aventura e aparecem-nos percalços. Desta vez foram três anos de contratempos consecutivos que se mantêm ainda hoje, cada vez que vou a uma consulta na maternidade e surge mais uma dúvida, mais um problema. Hoje, na ida habitual à farmácia para aviar medicamentos para os vários obstáculos que surgiram nesta terceira gravidez, a pessoa que me atendeu dizia-me “você tem aqui um quadro clínico complicado. Para além disso, está a correr tudo bem?” Rimo-nos tanto porque, sim, além desta lista gigante de dificuldades na gravidez, está tudo bem.

“Vai correr tudo bem…”

Se calhar é má interpretação minha. Quando uma mãe que nunca perdeu um filho, que teve uma gravidez sem impasses, que deu de amamentar sem dificuldades, que teve um parto simples me diz “Vais ver, vai correr tudo bem”, não é de todo o que quero ouvir.

A forma como escolhi lidar com este percurso e que tanto me tem ajudado em tudo o resto na minha vida é saber que, corra bem ou mal, eu vou ficar bem. Vou chorar e vou ficar sem chão como tantas, mas tantas vezes nos últimos anos, e ainda assim o meu coração saberá sempre recuperar. Aprender com a situação. Isso sim, que delícia tem sido. Descobri fortalezas dentro de mim que desconhecia totalmente. Até físicas. Vou poder dizer à minha filha que a mãe, que tinha medo de toda a dor física, agora lhe pode garantir que também ela terá capacidade de lidar com tudo o que a vida lhe trouxer neste aspecto.

Nichiren Daishonin, o fundador de uma escola budista japonesa, escreveu “Sofra o que tiver que sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimentos como a alegria como fatos da vida.” Como isto é verdade. Não fugir do sofrimento com ilusões permite-nos sempre estar preparados para tudo. Sabendo que no fim vamos sempre ficar bem.

Agora…vai correr tudo bem…? Sempre?  Nem pensar. Aqui acredito estar a raiz de tanto sofrimento desnecessário. Não é preciso. Para todas as futuras mães, mulheres, crianças e homens, nós caímos as vezes que forem precisas. Mas sabendo que tudo faz parte da vida.

Mais uma vez, não me levem a mal. Sei que a intenção é boa.

imagem@mama66

Por Ana Calha, Blog Prá Vida Real

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Antigamente era mais fácil ser mãe

Uma das questões que me preocupa enquanto mãe é o facto de não ter tempo suficiente para os meus filhos.

Muitas vezes gostava de conseguir estar mais presente, estar mais consciente e estar mais disponível para cada um.

Muitas vezes, pessoas que só têm um filho, perguntam-me como é que consigo ter tempo para quatro. A verdade é que quatro crianças não ocupam quatro vezes mais tempo do que uma só criança. Porque o tempo não se multiplica mas partilha-se, gastando-se em conjunto, e divide-se. Consigo ter momentos individuais com cada um dos meus filhos, porque os irmãos também dão tempo uns aos outros.

Hoje li um post de uma bloguer australiana, Constance Hall, que me fez pensar sobre as minhas opções e prioridades enquanto mãe. Este post tornou-se viral nas redes sociais, tendo alcançado mais de 60 000 Likes. Por vezes, a melhor maneira de ver as coisas, é simplifica-las.

«O que acontece quando as mães estão sob muita pressão?

Certo dia, depois de ter o meu primeiro filho, perguntei ao meu pai como é que a minha avó conseguiu criar 11 filhos. O meu pai respondeu-me que a avó não estava sujeita à pressão que nós, mães, estamos hoje em dia.

A avó não tinha de ir ao banco, ao supermercado diariamente, não se sentia obrigada a estar fantástica a seguir aos partos e nunca fez pressão para que os filhos alcançassem as etapas de crescimento às três semanas de idade, para ter a casa limpa ou ter um robot de cozinha.

Antigamente, as mães passavam o seu tempo a desfrutar da companhia dos filhos. 

Antigamente era mais fácil ser mãe.

Por isso, o que é que nós devemos fazer, tendo em conta a pressão a que estamos sujeitas?

Muitas de nós nem sequer gozamos da companhia dos nossos filhos porque o tempo que estamos com eles e disponíveis para eles, é muito curto devido a esta tentativa de sermos perfeitas em tudo.

Ir ao ginásio. Responder aos e-mails. Pagar contas. Cozinhar aquela couve, desfazê-la e esconde-la numa refeição para ninguém perceber que é couve. Ir às consultas… Lavar roupa. Pôr gasolina no carro… disfarçar as olheiras! Fazer lanches saudáveis para os miúdos porque se compras feito vais ser JULGADA outra vez.

Com tudo isto estamos a desperdiçar o tempo que poderíamos aproveitar para estar com os nossos filhos, estamos a ouvir apenas metade do que nos dizem e a acenar positivamente com a cabeça enquanto pensamos no raio da multa que temos para pagar!

Ontem, num seminário, fizemos um exercício interessante: uma pessoa contava uma história a um parceiro, e quando estávamos a meio, este desligava e deixava de ouvir. Olhava para o outro lado, bocejava, pensava noutros assuntos e respondia a e-mails no telemóvel, enquanto nós contávamos algo que considerávamos interessante.

Adivinhem como é que me senti? Chateada, envergonhada por não ser merecedora da atenção de alguém, indigna e insignificante.

É assim que os meus filhos se sentem ao optarmos por esta vida acelerada na busca da perfeição?

Hoje acordei com vontade de respirar fundo e libertar-me. Eu não me vou preocupar com os cortinados novos que encomendei, nem quero saber se a casa está impecável ou não.

Eu preocupo-me mesmo é com o tempo que vou passar com os meus filhos e em saber como é que eles se sentem. E não vou deixar que a pressão da sociedade e os ideais de Super mãe me tirem este tempo com eles.» – (Adaptação livre do post abaixo)

 

 

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Todas sabemos o quanto a maternidade é um momento incrível e como a nossa vida muda para melhor. Não conseguimos imaginar a nossa vida sem os nossos bebés, que fazem transbordar de amor os nossos corações. Mas, para além do lado maravilhoso, surgem coisas que não gostamos de ouvir ou que nos incomodam profundamente.

Para escrever este post conversei com diversas amigas e juntei as coisas mais destacadas por elas, para além da minha opinião pessoal.

Convido-vos a ajudarem-me a acrescentar itens à lista, comentando aquelas coisas que mais vos irritam na maternidade!

Vamos aos tópicos:

1) Competição entre mães

Quando acabamos de ter os nossos filhos (principalmente o primeiro), ficamos bastante inseguras. É um mundo totalmente novo e queremos viver todos os momentos intensamente e aproveitar os nossos bebés a cada minuto.

É neste cenário que chega outra mãe “mais experiente” e começa a fazer as famosas comparações! É verdade que muitas vezes elas não são feitas com maldade, mas, mesmo assim, são coisas que ninguém gosta de ouvir. Esse tipo de comentário faz-nos sentir como “más mães”. E a insegurança que já estava alta, vai até ao limite! Já para não falar que este tipo de comentários faz parecer que os nossos filhos são menos capazes e inteligentes… Coisas como: “Mas como é que o seu filho ainda não dorme a noite toda? O meu com 1 semana já dormia 10 horas seguidas!”, ou “Com esta idade o meu filho já falava há muito tempo!”, ou até “O meu filho come de TUDO! O seu não?”, são coisas que devemos evitar comentar porque irritam muito!

2) Baby-sitters/enfermeiras que se aproveitam da falta de experiência de uma “new mom

Lembro-me de que quando tive os gémeos contratei uma enfermeira para me ajudar. Eram dois bebés, estava insegura com toda a situação. Claro que ela me ajudou bastante, afinal, eram dois bebés! Mas eu sentia-me um pouco mal, às vezes ia pegá-los ao colo e ela tirava-os de mim, eu ficava extremamente irritada com isso! Quatro meses depois, quando ela saiu de casa, senti-me livre! Parece que, a partir daí, me tornei realmente mãe dos meus filhos!

Obs: Quero deixar claro que as baby-sitters e enfermeiras ajudam muito, esta foi uma sensação pessoal (antes que me julguem).

3) Os que adoram mandar palpites

Assim como em relação à competição entre mães, alguns palpites (a maioria deles) não são ditos com maldade, mas são extremamente irritantes para as mães. “Devia calçar-lhe umas meias, está com os pés gelados”, “Ele está a chorar porque está com fome! Será que o seu leite é fraco?”, “Não o deixe dormir ao colo, senão ele habitua-se!”… Estas frases incomodam a maioria das mães, pois parece que não estamos a saber cuidar dos nossos filhos de forma correta, dá a impressão de que somos desatentas!

4) Marido que não ajuda em nada

Eu, graças à Deus, tenho um marido que me ajuda bastante e é “pau para toda a obra”! Mas quando perguntei a algumas mães o que mais as incomodavam na maternidade, muitas citaram “o marido que não ajuda”. Realmente deve ser bem stressante precisarmos da ajuda do parceiro na rotina do nosso filho e não a termos! #ficaadica para os maridões!

5) Pressão social

Atualmente, a internet faz com que as informações cheguem até nós de modo muito rápido e as mães têm sofrido com a “síndrome da mãe perfeita”. Mas não existe um manual para ser “A” mãe!

A patrulha social tem vindo a julgar e qualificar quem são as boas e as más mães e isto está a deixar as mulheres malucas. Se não amamenta até aos seis meses exclusivamente, se não teve um parto normal, se trabalha fora e deixa o seu filho com a baby-sitter boa parte do dia: então não é uma boa mãe. Até as piadas sobre a  maternidade nas redes sociais fazem com que os dedos se virem para nós, com comentários do tipo: “Então, por que teve filhos? Não deveria ter tido!”. Este género de coisas, em particular, irrita-me profundamente.

6) Mães xiitas

Cada vez mais tenho observado mães xiitas, principalmente no mundo virtual. Escrevo um blogue, acompanho diversos outros, tenho redes sociais e é impressionante verificar como não podemos falar absolutamente NADA que não seja perfeito ou politicamente correto quando o assunto é a maternidade. Se damos algum alimento que não seja orgânico, somos péssimas mães! Se comentamos que estamos cansadas, somos piores ainda! Não existe um meio-termo, não existe exceção! Não sei se estas mães não saem realmente da linha uma única vez ou se apenas escrevem e julgam as outras pelo outro lado do ecrã do computador. #prontofalei #desabafo

Artigo publicado em Just Real Moms, adapatado por Babelia Traduções para Up To Kids®

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