Vivemos a correr! Sempre em contra-relógio! A fazer certos na nossa check-list diária! Vivemos em piloto automático! Em esforço! Em busca de uma perfeição que não existe e que, no fundo, não interessa para nada! E no meio de todo esse turbilhão em que se encontra a nossa vida, o tempo não sobra, muitas vezes, para o que realmente é importante… o Amor! O Amor de Pais!

Quantas vezes costuma dizer ao seu filho que o ama? Qual foi a última vez que o fez?

Preocupamo-nos em demasia em “educar” ou “disciplinar” as crianças, que o tempo passado juntos mais parece uma batalha pelo poder, na luta constante de quem pode mandar e de quem deve obedecer! Assumimos como verdadeiro e inquestionável o nosso Amor por elas, não havendo, portanto, necessidade de ser mencionado! Acreditamos que as tarefas e, muitas vezes, sacrifícios que fazemos, falam por si! Consideramos óbvio que o levar e ir buscar à escola ou a festas de anos de amigos, bem como o tempo que dispensamos a ajudá-las nos trabalhos de casa e a cozinhar-lhes o jantar, as fará ter a certeza de que gostamos delas!

Errado! É necessário investir tempo, empenho e criatividade a comunicar o Amor que sente pelos seus filhos! Demonstrar o carinho e o Amor que tem por eles vai fazê-lo redescobrir o poder e a alegria da comunicação!

Não estou com tudo isto a dizer que para educar não devamos também reconhecer e valorizar os comportamentos adequados, elogiar a criança, torna-la responsável pelos seus atos, estabelecer regras e impor limites. Tudo isto faz também falta para que, com o tempo, ela consiga ter a noção do que é um comportamento aceitável e querido!

Estou a querer apenas dizer que tudo isso é uma simples e única peça de um puzzle muito maior! Que, apesar de necessário, nada disso deverá ser o nosso foco! Que o foco tem de ser a comunicação eficaz de um Amor profundo, real e simples, às nossas crianças! Porque se elas se sentirem amadas, tudo será mais fácil! Este Amor é o alimento para o resto! Este Amor é o catalisador para a, tão desejada, “disciplina”!

Porque o Amor diz-nos quem somos e a quem pertencemos! O Amor faz-nos ter a certeza de onde está o nosso porto de abrigo, de quem é o nosso resgaste e abraço de socorro na aflição e o “tchim-tchim” nos momentos de vitória! O Amor faz com que as dores doam menos e as felicidades sejam extremamente mais entusiasmantes! O Amor liberta-nos e dá-nos sempre a coragem necessária para encher o peito de ar e nos atirarmos sem medos! O Amor treina-nos para a vida! O Amor faz com que seja sempre Verão!

Dicas para que seja sempre Verão na vossa casa:

– Não parta do princípio que o seu filho já sabe que o ama! Diga-o frequentemente!

– Invista no relacionamento com a sua “cara-metade”! Um ambiente de harmonia e equilíbrio é o suporte para a “disciplina”.

– Passem tempo juntos! Que tal escolherem um dia da semana para ser “O Dia da Família”? Este garantiria a existência de momentos familiares especiais e regulares! Uma ida ao cinema, um filme em casa com pipocas, uma noite de jogos de tabuleiro ou um jantar especial em que todos cozinham, são apenas alguns exemplos do que poderão fazer!

Por Sara Ribeiro

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Os pais precisam de mostrar o amor pelas mães através de acções

Slow Parenting | Pais sem pressa

As mães existem em todos os tamanhos, formas e feitios. Há para todos os gostos e têm um segredo que não é assim tão secreto: têm super poderes.

O de conseguir funcionar com apenas três horas de sono (interrompido) e muito melhor que pessoas que dormiram oito horas seguidinhas.

O de imaginar mil cenários ainda antes de atender o telefone quando lhes ligam da escola dos miúdos.

O de ter colo suficiente para um, dois, três ou mais filhos – e em simultâneo.

O super poder de estabelecer uma conversa inteira num diálogo onde a resposta é feita apenas de monossílabos (tanto com filhos de um ano como com filhos adolescentes).

O de cheirar uma mentira à distância, mesmo de costas e numa divisão diferente.

O de curar uma ferida com um beijinho.

O de inventar as histórias mais mirabolantes para distrair os filhos.

O de se derreter com um sorriso de um filho ao acordar, sem que este tenha de dizer uma única palavra.

O de sentirem culpa por alguma característica negativa que os filhos possam ter ou demonstrar (o tão conhecido “onde foi que eu errei”, quando toda a gente sabe que na maior parte dessas vezes pouco haveria a fazer).

O de conseguir fugir a uma resposta difícil sem perder a pose.

O super poder de ouvir o que o marido lhe está a contar ao mesmo tempo que o filho mais novo chora porque não sabe onde meteu o boneco preferido e o mais velho reclama porque não acredita que a mãe pôs as calças preferidas para lavar (outra vez!).

O de não esquecer qual o amigo de que eles falaram ontem, o de que falaram há um mês e aquele de que falaram uma vez há três anos.

O de preparar mimos (mesmo quando quem deveria estar a ser mimada era ela…).

O de identificar o choro das suas crias entre centenas, mesmo a uma distância de cinco quilómetros. E o mesmo se verifica com o riso.

O de tolerar e suportar horas, dias, meses e anos a fio a ouvir uma cadência perfeita de “maímmm, maímmm, ó maímmm!”.

O de conseguir decifrar o humor de um filho apenas por um rosnar – e perceber de imediato se têm fome, sono, estão apaixonados ou simplesmente estão “naquela fase”.

O super poder de esticar as vinte e quatro horas do dia, fazer este mundo e o outro e ainda sentir que têm tudo para fazer.

As mães têm, acima de tudo, o super poder de achar que não são nada poderosas. Que quem era super eram as suas mães. Super preparadas, super pacientes, super carinhosas, super constantes e coerentes, super mães.

Todas somos super, cada uma à sua maneira.

Mesmo sem capa vamos criando a geração de amanhã. Um dia de cada vez.

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Nota: Muitos destes super poderes podem ser encontrados nos pais, mas hoje é das mães que importa falar.

imagens@weheartit

Quando nos preparamos para ter o primeiro filho tentamos saber, junto dos amigos mais próximos e familiares, aquilo que seria importante sabermos antes de avançar para essa nova etapa, essa tão esperada aventura. O que esperar? Como vai ser? Como me posso preparar?

Quando engravidamos já não precisamos de pedir conselhos, pois assim que a barriga “aparece”, estes são-nos oferecidos de bandeja, como se estivéssemos numa fila única de aconselhamento parental.

Aqui fica um vídeo que resume aquilo que eu gostaria de ter sabido antes de ter filhos.

Nada contra as miúdas que conseguem perfeitamente sacar daqueles calções que mostram metade do rabo sem terem nem frio nem um buraquinho que seja de celulite. Nada contra, mas podiam ir todas parar debaixo de um camião da Luís Simões. Brincadeira. Não há cá ressabiamentos e essa é a primeira coisa que só nós, mães, sabemos.

Não há tempo para mesquinhices.
O quê? Aquela colega do trabalho disse que o outro afinal tinha comentado que tínhamos saído mais cedo, mas ela própria chegou 1 hora mais tarde e tem “consultas” toda as sextas à tarde? Who cares. Tenho vida pessoal, tenho família, não preciso de coisas que não têm valor para ocupar o meu tempo.
Afinal, o tempo dá para tudo.
Só nós sabemos o quanto o tempo estica. 24 horas dão para muito. Conseguimos trabalhar, abraçar de uma maneira como só as mães abraçam os filhos, tratar de coisas da casa, quase dormir e, mesmo assim, no dia seguinte, saímos de casa como “se não se tivesse passado nada” e aparentemente flawless.
Chorar ajuda.
Já não é um drama enorme termos vontade de chorar. É um direito. Temos e devemos que chorar. Estamos cansadas, temos saudades, estamos felizes, estamos histéricas, estamos eléctricas, estamos apaixonadas, estamos esperançosas, estamos grávidas outra vez… Chorar é bom e já todas sabemos disso.
Respeitamos mais outras mães.
Finalmente percebemos o quão stressante é termos de desempenhar tantos papéis na nossa vida, agora que somos mães. Sabemos lá se a mãe do outro departamento tem o filho doente ou, se calhar, se nem conseguiu vê-lo ontem por trabalhar tanto? Todas as mães têm direito a ter um bocadinho de mau feitio.
Ser imperfeita é perfeito.
Já conseguimos entender que não somos capazes de tirar 20 a tudo. Há sempre algo que não vai correr como queríamos, há sempre horários que vão sair furados, dias que não correm bem, dias que parecem mais curtos. Ser mãe é saber priorizar. E sabemos perfeitamente o que está no topo da pirâmide. Além de que faz bem não passar a pressão do perfeccionismo para eles.  Faz-se melhor ainda para a próxima. Amor é que não falta de certeza.
Temos uma cabeça incrível.
Antes de sermos mães já tínhamos reparado que temos uma capacidade grande para empilhar tarefas, agora ainda mais. O malabarismo que esta nova profissão pede é extremamente exigente e nós conseguimos fazê-lo. Nunca aproveitámos tanto do nosso cérebro. Também conseguimos fazê-lo por termos o coração tão  bem preenchido, certo?
Dormir é sobrevalorizado.
Dormir 12 horas seguidas a um domingo? Isso acontecia? Se rezamos para que eles comecem a sair da cama sozinhos, aprendam a fazer o seu próprio pequeno almoço e ponham no Panda sozinhos? Sim. A verdade é que, mesmo privadas de sono, conseguimos sobreviver, trabalhar, amar e chegar a casa e, ao final do dia, sentimo-nos super-mulheres. E, até aproveitamos melhor as poucas horas que dormimos para DORMIR a sério.
Somos mais bonitas agora.
Verdade. Somos mulheres completas, ocupadas, com rumo e resolvidas. Até nós nos casaríamos connosco.
Somos as maiores! E quanto às miúdas dos calções, hão de cá chegar (e são muito bem-vindas) e vestir esses calções aos vossos bebés quando tiverem 3 meses, que é esse o tamanho deles.
imagem@dishupravoslaviem.ru

Acredita, não és má mãe.

Não és má mãe porque impões uma hora de ir para a cama.

Porque não concordas que, na escola, o teu filho passe o tempo diante de uma televisão a ver desenhos animados horas a fio.

Porque, na maior parte dos dias, não consegues chegar a horas de brincar com ele tanto tempo quanto gostarias.

Porque não lhe compras todos os bonecos que te pede no centro comercial.

Porque fazes questão que coma sopa em todas as refeições.

Não és má mãe quando a paciência se esgota e tens de respirar fundo cinco vezes antes de voltar a falar.

Quando chegas a casa e não sabes como vais arranjar energia para fazer tudo aquilo que te espera.

Quando às vezes te lembras do tempo sem filhos e sentes alguma nostalgia.

Se te questionas.

Quando vais em frente mesmo quando não tens a certeza.

Porque defendes aquilo em que acreditas.

Quando toda a gente te diz que precisas de ter calma, relaxar.

Quando tens dúvidas.

Quando não tens todas as respostas.

Porque os teus filhos deixaram de te contar tudo e os amigos deles sabem mais da sua vida que tu.

Quando tens medo.

Quando não sabes que caminho seguir.

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CARTA ÀS MÃES MAIS QUE PERFEITAS

Não és má mãe porque os teus filhos fazem coisas que nunca imaginaste.

Se o teu filho tem piores notas do que deveria (nem ele é mau filho por isso).

Quando ninguém compreende as tuas opções.

Porque insistes que os miúdos têm de ter rotinas.

Porque deixas crescer a pilha de roupa para passar a ferro.

Quando decides que precisas de um tempo para ti.

Quando o teu cérebro está tão cansado que só ouves trinta por cento do que o teu filho te diz mas fazes um esforço para reter tudo.

Não és perfeita.

És mãe e esse é o maior, melhor e mais duro trabalho do mundo.

Vais ter dias óptimos e vais ter dias terríveis. E vais ter dias que se repetem com poucas mudanças. Aproveita-os porque os miúdos crescem num tiro e tu também não estás a ficar mais nova.

E isso significa que tens sempre oportunidade de melhorar, de mudar.

Nunca serás aquilo que sempre imaginaste mas acredita que és tudo aquilo de que os teus filhos precisam. Com todas essas “falhas”. Eles amam-te como és.

E não há nada tão bom neste mundo.

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Muito se tem escrito sobre as divergências entre ser mãe de um menino vs. mãe de uma menina! Penso, que o corolário da diferença de género não é assim tão grande, que nos leve a pensar que menino ou menina fará toda a diferença na forma como os acolhemos em nós, mães! Mas ser mãe especificamente do João, Manuel ou, neste caso do Daniel, aí sim …faz toda a diferença, porque somos seres individuais e dentro da nossa individualidade possuímos características que nos tornam únicos.

Ser mãe do Daniel não foi um sonho concretizado, foi antes um planeamento! O dar ouvidos à irmã (4 anos), que insistia permanente em ter um mano, uma mana, ou um bebé) …qualquer “coisa” servia, desde que existisse um outro ser no seio familiar! E aí …chegaste tu! Chegaste apetrechado de tantas e tantas sabedorias, que hoje, eu reconheço que jamais seria a pessoa que sou, se não tivesse a sorte de te albergar em mim … Chegaste numa fase de calmaria vivencial, crescendo embrulhado no afeto e nos valores que te transmiti …os mesmos que me ensinaram e persistem em me acompanhar na praia da vida. A amizade, sentimento que sentes na sua verdadeira essência, fez com que os amigos de criança te acompanhassem até hoje, adulto. O respeito pelo outro, que é apanágio teu, a solidariedade, a tolerância para com os Outros …”porque nem todos vemos da mesma forma e de todos os ângulos” (palavras tuas), a honestidade, a verdade, enfim …tudo que faz de uma pessoa …um ser humano cidadão completo e acima de tudo, filho. Sensível a todos que são desprotegidos, justo na avaliação dos factos, aprendi contigo que nem sempre a nossa visão é a mais certa e que, através do diálogo, deveremos sempre tentar a conciliação.
Aprendi a desvalorizar as coisas materiais e que o dinheiro só é importante enquanto precisamos dele.
Aprendi que viver a vida engloba o nosso bem-estar, mas também o bem-estar de todos os que nos rodeiam.
Aprendi o ver o mundo colorido, mesmo nos dias em que o sol se esconde e a chuva nos trespassa.
Aprendi, que sem ti … a minha vida estaria despida!
Todo o filho necessita de uma mãe, mas há filhos especiais, sem os quais nenhuma mãe o seria em pleno…!

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Segundo filho

Ter um segundo filho nunca foi para mim uma ideia clara ou que sempre tivesse tido em mente.

Fazendo agora com distanciamento uma reflexão, pesou para isso o facto da primeira experiência não ter sido a mais simpática.

Fui mãe de um menino perfeito e fantástico, mas tive que superar a adversidade de ver um primeiro filho a ser operado com 7 meses, com uma cirurgia com alguma complexidade e que obrigou a um internamento hospital de 9 dias. Fora os milhentos exames a que teve que ser submetido desde que nasceu, que são difíceis para um adulto, quanto mais para um bebé de meses e uma mãe de primeira viagem.

Isto são coisas que se registam no coração de mãe e que o marcam. Na hora de pensar em ter novamente um bebe, fazem-nos oscilar, recuar e acima de tudo recear passar por tudo novamente.

Passados 4 anos e qualquer coisa, as coisas começam a resfriar e as memórias menos boas vão voando. Por isso, foi com grande entusiasmo que decidimos que queríamos tentar ter outro filho.

Foi uma segunda gravidez muito desejada, planeada e também muito diferente. Costumo dizer que há situações onde a ignorância é uma grande vantagem e confirmo isso mesmo em relação à gravidez. Quando há desconhecimento, não há medos. O que me fez consideravelmente uma grávida muito mais ansiosa e inquieta na segunda gravidez.

Pelo contrário, os momentos do parto e de ter um recém-nascido nos braços são momentos vividos com muito mais calma, serenidade e muito mais aproveitados na segunda experiência. Reviver todas essas emoções é maravilhoso, com a sabedoria de mãe a acalmar todo o novo universo de sentimentos que temos pela frente.

Há contudo uma grande angústia que nunca tinha sentido: necessidade de repartir o meu tempo com dois filhos. Até aqui o meu coração de mãe fazia o melhor pelo seu filho, o seu único filho. Agora eram dois! E necessitei de aprender a duplicar as atenções, os carinhos, o tempo, a paciência… Mas o que mais custou mesmo foi perceber que nem sempre a escolha é fácil, que o melhor para um pode não significar o melhor para o outro.

Há muitas situações que temos que optar pelo benefício de um dos nossos filhos e isso foi o sentimento mais difícil com que me deparei e que aprendi. Acho mesmo que ainda estou nessa aprendizagem como mãe e que são muitas as situações em que fico cheia de dúvidas sobre o que fazer.

Acho que fui uma “segunda” mãe mais descontraída, mais solta, com mais confiança e segura do que fazer. Isso é um grande benefício e tenho para mim que se reflecte na serenidade do bebe. Cada vez mais acredito que a nossa insegurança e os nossos medos passam para os nossos filhos e têm reflexos no seu comportamento desde muito cedo. Um colo de mãe experiente faz milagres (menos na parte do banho, onde não consegui superar a insegurança de dar banho a um recém-nascido, nem no segundo! Mas isso são outros quinhentos…).

Uma outra coisa que o segundo filho ensina é que não há fórmulas mágicas para nada. Nem teorias para educar, ensinar a dormir, brincar, hábitos alimentares… Nada. Não há crianças iguais e o que resultou com o primeiro pode não resultar com o segundo.

Aprendi que o que eu achava ter sido fruto da nossa instrução e ensinamentos como pais, afinal não é bem assim… Ou melhor, não é só isso que conta, que pode ter efeito num caso e no outro, zero. Achava que os bebes vinham com ausência de temperamento e que apenas adquiriam o que nós lhes transmitíamos, mas não podia estar mais equivocada. Há coisas que estão lá com eles, desde sempre. Há personalidades, há tendências, há gostos, há comportamentos.

É encantador ver as diferenças dos nossos filhos, pensar que dois seres com a mesma origem e com a mesma educação de base, reagem de forma tão distinta a situações semelhantes. Talvez pense que a educação em si é igual, mas analisando bem o tema, reconheço que o segundo filho terá sempre a influência de uma realidade que o primeiro não teve – um irmão desde sempre. Tenho que admitir que isso por si só faz com que o ambiente seja desigual e que a educação do segundo filho é altamente condicionada por ter um mano mais velho. A partilha, a atenção em regime de não exclusividade, as influências, gostos e brincadeiras do mano, são algumas das circunstâncias com as quais teve sempre que conviver.

Tenho noção que nós como pais vivemos todo o crescimento dos nossos filhos de forma muito distinta. No primeiro estamos sempre impacientes com a chegada da próxima etapa, dos dentes, da sopa, do andar, do falar, de mudar a cama de grades, da entrada na escola.

No segundo filho só quero que o relógio pare e que cada fase dele dure muito e muito mais. Não estive/estou desejosa que tenha dentes, que corra, muito menos que fale correctamente (porque adoro as palavras ditas à bebé) ou que mude de cama, porque tudo isso significa que está a crescer com muita pressa e que mais brevemente do que desejo já não é o meu bebé.

Na verdade é mentira, os dois, por mais crescidos que sejam, serão para sempre os meus bebés… Mas que dá saudades do tempo em que os tinha no meu colo, protegidos, só para mim, lá isso dá. E isso é igual para o primeiro ou segundo filho.

E há mais uma coisa mágica em ter dois filhos… Assistir à felicidade de um com o outro. Não há nada nem ninguém que faça sorrir um bebé como o mano mais velho.

Melhor que ter um filho, só mesmo dois (ou mais…)

 

Por GQ, do blog mãesquemuitas
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És mãe a tempo inteiro? O que é que fazes todo o dia?

Aconteceu-me duas vezes esta semana, e nos dois casos com mulheres. Todas as pessoas deveriam valorizar mais as mães a tempo inteiro mas, especialmente as mulheres, deveriam apoiar-se e proteger-se umas às outras!

Na semana passada, eu estava na farmácia e uma conhecida cumprimentou-me:

-“Olá, Matt! Como estão os miúdos?”
-“Ótimos! Está tudo bem, obrigado.”
“Que bom. E a tua mulher? Já voltou a trabalhar?”
-“Bem, ela trabalha imenso a cuidar da casa e dos miúdos. Mas não vai voltar ao mercado de trabalho, se é isso que queres saber..
“Ahh! Que giro! Isso deve ser bom!”

“Giro? É muito trabalho e muito duro. Compensador? Sim. Giro? Nem sempre.”

Essa parte eu não disse. Só pensei num silêncio presunçoso e subversivamente condescendente.

O próximo incidente ocorreu hoje no café. Tudo começou de forma semelhante; uma conversa amigável sobre como as coisas estão, e que tal os bebés. A conversa rapidamente descarrilou quando a mulher me esmurrou com esta deixa:

“Então a tua mulher vai ficar em casa permanentemente?”
“Permanentemente? Sim…, nos próximos tempos vai ficar em casa com os miúdos, sim…”
“Pois, o meu filho tem 14 anos agora. Mas eu tive uma carreira o tempo todo, também. Eu não consigo  imaginar-me  a ser uma dona de casa. Ficava tão impaciente…. (Riu-se) O que é que uma dona de casa faz o dia todo?”
“Oh, absolutamente tudo. O que Tu fazes o dia todo?”

“… Eu? Er.. Eu trabalho!”
“A minha mulher  nunca pára de trabalhar. Estamos a meio da tarde a beber café. Tenho certeza de que ela gostaria de ter tempo para sentar e beber um chá. É bom ter uma pausa, não é?”

A conversa terminou menos amigável do que começou.

Bem, eu não vou difamar as mulheres que trabalham fora de casa.

Eu entendo que muitas são forçadas a isso porque são mães sozinhas ou porque uma só fonte de rendimento não é suficiente para dar resposta às necessidades financeiras da sua família. Ou simplesmente optaram por trabalhar porque é isso que elas querem fazer. Tudo bem. Eu também entendo que as maiorias das mulheres “no activo” não são rudes, pedantes e presunçosas como estas duas!

Mas agora não estou numa de alinhar os  chakras e fumar um cachimbo da paz. Apetece-me dar um chuto na nossa sociedade materialista e dizer: “Mete os pontos nos is!!”

Esta conversa nem sequer deveria existir.

Não é preciso explicar porque é que é acho de loucos uma pessoa – especialmente  outra mulher (?) – ser tão arrogante para as mães a tempo inteiro.

Será que somos realmente tão superficiais? Será que estamos realmente tão confusos? Será que somos realmente a primeira cultura na história da humanidade a não conseguir entender a glória e a seriedade da maternidade? Os pagãos divinizaram a Maternidade e transformaram-na em uma deusa. Nós fomos noutra direção. Tratamos a maternidade como uma doença ou um obstáculo.

As pessoas que mergulham completamente neste trabalho ingrato e cansativo, mas extremamente importante na educação dos nossos filhos, deviam ser colocadas num pedestal. Devíamos admirá-las como admiramos cientistas que constroem foguetões ou heróis de guerra.

Estas mulheres estão a fazer algo de belo e complicado, desafiador e assustador, doloroso, alegre e essencial.

O que quer que estejam a fazer, estão sempre a fazer alguma coisa, e nossa civilização depende delas para o fazerem bem. Quem mais pode dizer uma coisa dessas? Que outro trabalho acarreta tamanhas consequências?

É verdade…  ser mãe não é um emprego.

Um emprego é uma função que desempenhas numa parte do dia e quando acaba o horário paras e vais para casa.

Tens um salário. Tens sindicatos, benefícios e tempo de descanso. Eu tive muitos empregos. Não é nada de espetacular ou místico. Eu não percebo muito bem porque elevamos a “força de trabalho” a um estado sagrado. De onde veio esta ideia? Do Manifesto Comunista? Ter um emprego é necessário para alguns – é para mim – mas não é libertador nem dá poder. Seja qual for o teu trabalho. És dispensável. És um número. Um cálculo. Um servo
Podes ser substituído, e serás substituído eventualmente.

Estou a ser muito drástico? Não, estou a ser realista.

Se as mães desistissem  do papel de mãe muitas vidas ficariam viradas do avesso (incluindo a minha). Asociedade iria sentir, e muito. As consequências seriam sentidas por gerações. Se elas largassem o emprego como analistas de computador, seriam substituídas em quatro dias e ninguém se importaria. Isto é válido para mim e para ti. Temos liberdade e poder em casa, não no escritório. Mas nós somos autênticos zombies, por isso não nos apercebemos disto.

Sim, a minha mulher é SÓ uma mãe.

SÓ.
A minha mulher SÓ trouxe vidas ao universo, e SÓ forma, molda e cuida dessas vidas.
A minha mulher SÓ gere, dirige e mantém o funcionamento da casa, enquanto trata de crianças que SÓ contam com ela para tudo.
A minha mulher SÓ ensina os nossos gémeos a serem bons seres humanos e, à medida que crescem, SÓ lhes irá ensinar TUDO. Da moral aos costumes, do alfabeto à higiene, da educação à brincadeira, etc.
A minha mulher é SÓ o meu alicerce espiritual e a rocha onde a nossa família se apoia.
A minha mulher é SÓ TUDO para todos.
E a sociedade SÓ iria desmoronar-se se a minha mulher e todas as mães como ela falhassem em qualquer das tarefas que descrevi.

Sim, ela é SÓ uma mãe. O que é algo como olhar para o céu e dizer: “Ah, é SÓ o sol.”

É claro que nem todas as mulheres podem ser mães a tempo inteiro.
Uma coisa é reconhecer isso. Outra bem diferente é pintá-lo como o ideal. Chamá-lo de ideal, é alegar que o ideal seria que as crianças passassem menos tempo com suas mães. Isso é uma loucura. Pura loucura. Isso não é o ideal e nem tão pouco neutro. Quanto mais tempo uma mãe puder passar com seus filhos, melhor. É melhor para eles, melhor para suas almas, melhor para a comunidade, melhor para a humanidade. Ponto final.

Enfim, é provável que as mães a tempo inteiro tenham algum tempo livre.

Mas as pessoas que trabalham fora de casa também têm tempos mortos e livres. Na verdade, há muitos trabalhos que consistem principalmente de tempo de ocio, com pequenas empreitadas de atividade aqui ou ali. De qualquer forma eu não quero entrar  numa discussão sobre quem é “mais ocupado”.

Parece que valorizamos o nosso tempo tão pouco que quantificamos o nosso valor com base no pouco tempo temos. Ou seja, temos idolatrado o “estar ocupado”, e confundindo-o com o que realmente é “importante”.

Podemos estar ocupados sem ser importantes, assim como podemos ser importantes mas não estar ocupados. Eu não sei quem anda mais ocupado e nem me interessa. Não importa! Acho que posso dizer que nenhum de nós é tão ocupado quanto pensamos que somos. De qualquer forma , por mais ocupados que estejamos, será sempre mais do que aquilo que deveríamos estar..

Recebemos um monte de informações equivocadas na nossa cultura. Mas, quando tudo estiver dito e feito, e nossa civilização se desfizer em cinzas, o que mais nos lamentaremos é a forma como tratámos as mães e crianças.

 

Em The Matt Walsh Blog, Twitter: @MattWalshRadio
traduzido e adaptado por Up To Kids®

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Até à altura tinha estado tudo bem e nunca me passou pela cabeça que pudesse haver algo de errado com as análises de sangue do 1º trimestre de gravidez.
Percorro a lista infindável de resultados e as imunidades para o Citomegalovírus (CMV) estão reactivas.
O coração dispara! Lembro-me vagamente de que o CMV é um vírus complicado. Faço uma pesquisa rápida na net e tudo o que leio me alarma ainda mais.
Surdez, cegueira, paralisia cerebral, deficiências profundas e morte… Choro! Porquê? Porquê o meu bebé?
É necessário fazer outra análise complementar para datar a infecção.
Quase 2 semanas à espera do resultado, tempo de angústia, mas também de esperança de que a infecção tivesse ocorrido antes de engravidar.
Abro o email com o resultado, enquanto as minhas mãos trémulas seguram o telemóvel e o chão desaparece sob os meus pés.
O pesadelo torna-se real e o medo assola todo o meu ser!
Infecção primária por CMV no 1º trimestre de gravidez! Qual a probabilidade de isso acontecer a uma grávida? Baixa, bastante baixa! Como é que foi acontecer-me a mim? Como estará o meu bebé e como é que será afectado? O meu bebé tão desejado pode não estar bem! Não acredito! Choro, revolto-me, mas apanho os pedaços do meu coração desfeito e sigo em frente.
Leio tudo o que encontro sobre o assunto, e tento seguir o mais naturalmente possível com a gravidez.
Uma gravidez que decorria como qualquer outra e que de um momento para o outro passou a ser de risco e hipervigiada.
Cada ecografia é um stress, mas também uma pequena vitória!
Vou ter uma menina! Outra princesa para completar o meu mundo rosa!
Única e especial! A cada pontapé, a cada movimento, as certezas aumentam.
És minha e sejam quais forem as tuas limitações, provocadas por este vírus maldito e silencioso, para mim serás sempre perfeita!
Amniocentese feita e fico a saber que o vírus passou a placenta. Não há nada a fazer! É esperar que desta vez as probabilidades estejam a nosso favor.
Ecografias e mais ecografias e tudo parece estar bem.
9 de Março de 2015, 19h48! O tempo pára! Abraço-te pela primeira vez! Naquele momento, nada mais interessa a não ser sentir-te.
És minha!
És linda e serás sempre perfeita!
Venha o que vier, aconteça o que acontecer…
Por AFF, do Blog Mães que muitas

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Promessa aos meus filhos

Querido filho,

enquanto eu for viva serei sempre primeiro a tua mãe, e depois tua amiga. Eu vou andar atrás de ti, chatear-te, dar-te sermões, levar-te ao desespero e ser o teu pior pesadelo. Prometo que vou perseguir-te como cão a coelho sempre que for preciso, porque te amo.

Quando compreenderes isso, eu saberei que te tornaste num adulto responsável.

Eu vou defender-te sempre, mesmo nos momento que tenha de te defender de ti próprio.

Nunca encontrarás na tua vida ninguém que se preocupe tanto, que te ame tanto e reze tanto por ti quanto eu. Porque o amor de mãe é assim. Incondicional e eterno.

Se não me chamares, pelo menos uma vez na vida, “a pior mãe do mundo”, então eu devo estar a falhar em qualquer coisa.

Porque crescer exige saber escolher, e eu vou obrigar-te  a fazer as escolhas certas. Quer gostes, quer não gostes.

Educar exige regras e limites,  e essas regras e limites são sempre impostas por mim. Desculpa.

Eu sei que não gostas mas que um dia vais dar-me razão. Um dia quando aconchegares o teu recém-nascido ao colo e te aperceberes que é possível amar tanto ao ponto de te escorrerem lágrimas pela cara abaixo, vais dar-me razão.

E vais amar os teus filhos e persegui-los até ao teu último sopro.
Tal como eu farei.

Mãe /pai

A partir da imagem do texto

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