3 atividades divertidas para desenvolver a competência da escrita

Pais, avós e irmãos são os parceiros ideais para o sucesso da criança na aquisição e domínio da competência da escrita.

Se no seio familiar a criança tiver oportunidade de se envolver em atividades de escrita, começa desde cedo a compreender as suas diferentes funções e a identificar os diferentes suportes de escrita.

Ser capaz de identificar as funcionalidades da escrita permite à criança compreender para que serve escrever e aumentar a sua motivação para realizar esta tarefa. Em tempo de férias escolares, as famílias poderão realizar atividades divertidas. Assim permitem à criança identificar a escrita como um meio para transmitir informação, para organizar e registar informação e para dar instruções precisas.

Ficam aqui 3 actividades para as crianças desenvolverem a competência da escrita durante as férias, de forma descontraída e divertida.

(Nota: Estas atividades devem contar com a participação ativa da criança na decisão dos conteúdos e do registo escrito dos mesmos e ser adequadas ao seu nível de competência.)

1. Jornal de Parede Familiar

Objetivo:

Registar por escrito acontecimentos relevantes, das férias escolares da criança. É necessário um painel para afixar as notícias.

Um familiar poderá ser o editor do jornal, acordando com a criança a periodicidade com que as noticias poderão ser afixadas. Algumas das ideias que poderão ser exploradas são:

  • Fotografias legendadas de momentos passados nas férias (podem imprimir em casa, ou pedir ajuda aos pais para imprimir fora)
  • Ilustrações de passeios ou visitas acompanhadas de breves descrições
  • Anúncios de eventos festivos ou flyers .

2. Listas e Mapas de Registo em Família

Objetivo:

Registar informação útil à família, que pode ser consultada a qualquer altura.

As listas poderão ser afixadas na parede ou num quadro. Em conjunto, poderão ser elaboradas listas de compras a fazer no supermercado, listas do vestuário e de objetos a incluir na mala de viagem, listas de números de telefone e moradas úteis, mapas de registo dos aniversários familiares durante o Verão, e mapas de registo de tarefas durante as férias.

3. Caderno de Instruções para toda a Família

Objetivo:

Registar por escrito as instruções de atividades que podem ser dinamizadas no período de férias, mantendo-as sempre acessíveis a todos.

Num caderno, poderão ser escritas:

  • instruções de jogos de praia
  • instruções de cuidados a ter com o sol
  • instruções de receitas que possam ser confeccionadas pela criança
  • regras de utilização de piscinas ou parques aquáticos

Ao dinamizar atividades com os pequenos escritores lá de casa, as famílias terão a oportunidade de reforçar e valorizar as competências trabalhadas ao longo do ano letivo. Particularmente no domínio da escrita em tempo de férias!

Todas as crianças têm grandes interesses, paixões e sonhos. Umas querem ser astronautas e visitar o espaço, outras gostavam de viver num castelo como uma princesa. E são estes os ícones que gostavam ter no seu quarto.

Alguns pais levaram estas paixões tão a sério ao ponto de criar espaços de sonho, tão levados ao pormenor que até é difícil acreditar que são reais.

Veja os próximos 15 quartos de sonho para crianças, inspire-se e faça o seu filho ainda mais feliz!

O castelo da princesa

Um quarto inspirado nos castelos das princesas faz parte do imaginário de muitas meninas. Não pode faltar o cor-de-rosa, muitos brilhantes e alusões ao filme da Cinderela. Se a sua criança adora contos de fada então tire algumas ideias e aplique-as. Se não pode ter um castelo desta dimensão, e porque não pintá-lo na parede? A imaginação é o limite!

castelo de princesa

Para crianças que adoram Legos

Um quarto muito colorido para aquelas crianças que adoram brincar e construir com peças Lego. Tanto os móveis, como a decoração é inspirada nas famosas peças. O seu filho é um dos muitos fãs de Lego? Então apostamos que nunca mais ia querer sair deste quarto, certo?

 

Para sonhar e voar

Este é para os grandes fãs de aviões. Se é o caso da sua criança, então aposte no tema da aeronáutica. De certeza que vai adorar! Uma cama em forma de avião vai fazê-la criar asas, assim como um papel de parede com nuvens e um mapa do mundo. Todos os detalhes contam para a ajudar a imaginar.

 

Uma casa na árvore

Este é daqueles quartos que qualquer criança gostaria de ter. Todos os miúdos imaginam ter uma casa na árvore e passam sempre pela fase em que constroem cabanas com lençóis. Seja por brincadeira, como forma de esconderijo ou porque sentem que é um ambiente acolhedor. Então porque não uma cabana em forma de cama? Não só vai proporcionar vários momentos de diversão, como se vai sentir mais protegido quando for dormir. 

casa na arvore

A carruagem da Cinderela

Se a sua princesa passa a vida a ver contos de fadas, então talvez não lhe deva mostrar este quarto porque vai querer ter um igual. O castelo e a cama em forma de carruagem são os elementos perfeitos para se recriar o filme da Cinderela. Se não tiver orçamento para uma cama desta dimensão, experimente desenhar a carruagem na parede! 

Para o maior pirata

Sem dúvida um quarto de sonho onde se vive a temática do mar e dos piratas. Tal como o da carruagem da Cinderela, talvez seja melhor não mostrar este ao seu filho, porque pode nunca mais deixar de pensar nele. Ou então, que tal inspirar-se nele? Pode pintar as paredes de azul, pendurar quadros com animais marinhos, colocar algumas redes e se possível, uma cama em forma de barco.

quarto piratas

A floresta encantada

Este é um dos temas mais simples e bonitos! Basta pintar o tecto de azul, que juntamente com a iluminação simula um céu estrelado. Não se esqueça de colocar uma árvore de fantasia e um baloiço pendurado no tecto, para que se recrie o ambiente de uma floresta encantada. Decore o quarto em tons de verde e deixe o seu filho dar asas à imaginação. Mas atenção: nada de tons  sombrios para não criar pesadelos! 🙂

Carros

O seu filho é daquelas crianças que sabe de cor todas as marcas de carros? Então este quarto é para ele! Aqui nada falta para que se sinta numa corrida da Fórmula 1, desde a cama em forma de carro, ao vermelho Ferrari e até uma cómoda que parece uma bomba de gasolina.

quarto tema carros

Ambiente colorido para partilhar

Se tem vários filhos mas apenas um quarto, saiba que são várias as opções giras e divertidas, sem que o espaço se torne demasiado pequeno ou desconfortável. Coloque um beliche, escolha um tema e pinte a parede com uma cor alegre. São os pormenores que mais dão vida a esta divisão, por isso incorpore algumas estrelas ou bolinhas nas paredes e colchas.

quarto de criança colorido

Para os que sonham ir ao espaço

Tem um fã de astronomia em casa? Então diga-nos se este quarto não seria o seu maior sonho. Inspire-se e torne-o realidade: pinte as paredes de azul, recrie o sistema solar colocando os planetas no tecto e pinte algumas estrelas. Experimente usar uma tinta que brilhe no escuro para fazer umas estrelinhas que se vejam à noite! É fácil fazer a sua criança feliz.

quarto de criança decoração astronautas e espaço

O esconderijo do super-herói

Não se preocupe, também não nos esquecemos do seu filho que está na fase dos super-heróis. Coloque alguns quadros das suas personagens preferidas, almofadas alusivas e livros de banda desenhada. Terá todos os elementos reunidos para que a criança se sinta como se estivesse no esconderijo do super-herói.

decoração quarto de criança tema super-herois

Fãs de futebol

Para as crianças que sonham em ser o próximo Cristiano Ronaldo, um quarto com o tema do futebol pode fazê-lo muito feliz. E que tal um chão em vinil ou um tapete que simula um campo de futebol? Não se esqueça de colocar várias bolas, uma baliza e até alguns quadros com os seus jogadores preferidos.

decoração de quarto de criança tema futebol

Para os futuros jogadores de Basquete

Já para aqueles miúdos que ambicionam ser um jogador de basquetebol também é fácil criar um quarto de sonho. O que acha de uma cama com uma cabeceira feita com rede? Depois basta pôr um cesto, algumas bolas e uma decoração em tons de laranja e azul, as cores que mais remetem para esta modalidade.

basquete

Um estúdio de música

Também não nos esquecemos das crianças que adoram música e até já sabem tocar algum instrumento. Vamos tornar o seu quarto num estúdio de música onde possa praticar e aperfeiçoar a técnica? Só tem que ter alguma paciência nos momentos em que desafinar um pouco.

images@habitissimo

Por Habitissimo

O meu filho não consegue fazer cocó. E agora?

Calma. Em primeiro lugar temos de perceber que o organismo das crianças não funciona como o de um adulto. É normal uma criança ficar 3 dias sem ir à casa de banho. Apenas quando este período de tempo é ultrapassado sistematicamente é que convém pedir ajuda médica. Pode tratar-se de um caso de prisão de ventre que requeira acompanhamento.

No entanto, ainda que aconteça por períodos mais curtos e de forma não sistemática, pode ser extremamente doloroso e desconfortável para a criança, e consequentemente para os pais (já sabem que, quando se trata dos nossos filhos, sofremos por tabela).

Como identificar a prisão de ventre numa criança

São vários os sinais de prisão de ventre infantil. Embora alguns sejam mais difíceis de associar, tais como a irritabilidade e mau humor e a falta de apetite, outros são mais evidentes. Destacamos especial atenção às dores de barriga constantes, barriga inchada e rija, cocó muito duro e seco, sinais de cocó meio líquido que suja a fralda ou a roupa interior e sinais de sangue no cocó ou no papel higiénico (normalmente devido a fissuras)

Reconhecendo estes sintomas, resta dizer que uma situação de prisão de ventre nunca deve ser desvalorizada, e deve ser tratada com método, e muita calma, pois pode facilmente tornar-se num ciclo vicioso!

O Ciclo Vicioso da Prisão de ventre

O ciclo vicioso da prisão de ventre desenvolve-se em 4 fases. Dor, medo, retenção e cocós duros, secos e mais volumosos.

Muitas vezes, as crianças com prisão de ventre associam a dor ao acto de ir à casa de banho. Quer seja devido a uma alteração alimentar, ao stress (especialmente em determinadas alturas do ano lectivo), ou a não conseguirem adaptar-se a fazer cocó fora de casa, estes miúdos criam uma barreira psicológica que os impede de ter um funcionamento regular do intestino.

Consequentemente começam a ter medo de ir à casa de banho, adiando sempre que possível esta acção, dificultando, ainda mais o processo.
A dor vai aumentando devido à retenção e acumulação de cocós no intestino. Isto leva a que a criança evite por completo a ida à casa de banho.
A retenção vai resultar em cocós duros, secos e grandes (sorry) por permanecerem muito tempo no intestino. Torna-se então ainda mais difícil ir à casa de banho, e recomeça o ciclo vicioso.

Tudo isto gera um elevado nível de stress não só para os nossos filhos, mas também para nós. 🙁

É possível quebrar este ciclo?¹²

Claro. É possível e essencial não só a nível de saúde física, mas também emocional. Em primeiro lugar a criança precisa de se sentir bem e sem dores para poder estar bem em família, na escola e consigo própria. Depois, é imprescindível que não se deixe crescer uma fobia em torno do assunto, correndo o risco de se instalar o ciclo vicioso novamente, dificultando a regularização intestinal.

Como quebrar o ciclo vicioso?

Há diversos fatores que podemos alterar no dia a dia dos nossos filhos para tentar regularizar um problema de prisão de ventre.

Alimentação

Comecemos pela alimentação: é importante que haja rotinas e horários certos para as refeições, e que se mantenha uma dieta rica em fibras solúveis. Estas encontram-se nos frutos com casca, nas hortícolas, nas leguminosas e nos alimentos contendo aveia, cevada ou centeio. Sementes como linhaça, e chia são ótimas e podemos colocá-las nas sopas. Ao lanche, iogurtes, especialmente com probióticos e sementes de abóbora, são um ótimo empurrão para evitar cocós duros. E claro, deve-se evitar alimentos ricos em açúcar e ricos em gorduras e beber muita água.

Alimentos que combatem a prisão de ventre

Alimentos que combatem a prisão de ventre

Alimentos que causam prisão de ventre

Rotinas

As rotinas são extremamente importantes, não só no que refere à alimentação, mas também, nas idas à casa de banho. Podemos por exemplo, encorajar a criança a ir à casa de banho regularmente, 15-30 minutos depois das refeições. É muito importante que a criança tenha os pés bem assentes quando está sentada (na sanita/bacio). Se for necessário, podemos colocar um banco de apoio aos pés.

Para crianças que ainda estão a aprender a utilizar a sanita/bacio, é importante que este momento não seja tenso nem apressado. Podemos até arranjar um reforço positivo, como por exemplo um sistema de recompensas.

Nunca, em caso algum, devemos criticar ou julgar a criança por ir ou não ir à casa de banho. Devemos sim controlar o desenvolvimento da situação e tentar ajudar de forma positiva e construtiva. Oferecendo soluções em vez de criar mais obstáculos.
Por vezes, pode também surgir um vestígio de líquido acastanhado na roupa interior, como já tínhamos referido. Neste caso, é importante não castigar ou culpar a criança. Devemos explicar-lhe que pode acontecer a qualquer pessoa que esteja na mesma situação de forma a não a rotular de “bebé”.

Intervir

Quando as medidas anteriores não são suficientes, a utilização do produto adequado – exemplo: que permita o amolecimento das fezes, facilitando a evacuação – pode ser importante para evitar complicações, diminuir a dor e consequentemente o stresse estabilizando assim a relação da criança com o acto de ir à casa de banho!

Uma possível solução é Dulcosoft®.  –  um dispositivo médico que proporciona um alívio suave da prisão de ventre e pode ser tomado por grávidas, mulheres a amamentar e crianças a partir dos 2 anos.

Através da substância ativa de Dulcosoft,  Macrogol 4000, ajuda a reter água no intestino, o que ajuda as fezes a ficarem mais moles, facilitando assim a sua evacuação. Este acto passa a ser mais confortável e menos doloroso. Dulcosoft® tem um sabor neutro e pode ser misturado em qualquer bebida quente ou fria, como água, sumo de fruta ou chá. Deve ser tomado preferencialmente numa única dose, pela manhã. Se o problema persistir durante mais tempo, então, deverá ser investigada a sua causa.

Para toda a família

DulcoSoft® pode ser tomado durante a gravidez ou amamentação, pois a absorção do Macrogol 4000 é mínima. No entanto, convém consultar o seu profissional de saúde (exemplo, farmacêutico) porque, como sabemos, cada caso é um caso. Pode ser tomado por crianças a partir dos 2 anos, no caso de DulcoSoft® líquido (solução oral 250ml). A partir dos 8 anos de idade, para o DulcoSoft® em saquetas (pó para solução oral 10 gr, 20 saquetas).

Diabéticos e doentes celíacos também podem tomar descansados esta solução pois não contém açúcar nem glúten.

Dulcosoft® é uma solução que ajuda a reter água no intestino, tornando as fezes mais moles, facilitando a vida às pessoas que sofrem com este problema. Se tem rotinas alimentares equilibradas, se bebe bastante água e se o seu intestino continua a não colaborar, não faz sentido deixar chegar a um ponto de acumulação de fezes duras que podem tornar o seu dia num inferno. Dor e desconforto ao ir à casa de banho? Evite tudo isto e experimente Dulcosoft. ®

Mais informações aqui

 Ver vídeo aqui

DULCOSOFT® Pó para Solução Oral e DULCOSOFT® Solução Oral são dispositivos médicos para amolecer as fezes duras e secas e facilitar a evacuação. A administração a grávidas e crianças com menos de 8 anos deve ser preferencialmente supervisionada por um profissional de saúde. DULCOSOFT® não deve ser tomado durante mais de 28 dias. Não tome DULCOSOFT® no caso de alergia ao macrogol 4000 ou a qualquer outro ingrediente, se tiver alguma doença intestinal inflamatória grave ou megacólon tóxico, perfuração digestiva ou risco de perfuração digestiva, íleus, suspeita de obstrução intestinal, estenose sintomática ou síndromes abdominais dolorosas de causa indeterminada. Leia com atenção a rotulagem e instruções de utilização. (5.0) [SAPT.DULC8.18.05.0329]

 

[1] Nadeem A Afzal, et al. Constipation in children. Ital J Pediatr. 2011; 37: 28.

2 Nurko S., et al, Evaluation and Treatment of Constipation in Children and Adolescents. Am Fam Physician. 2014 Jul 15;90(2):82-90.”

A tolerância zero que separa pais e filhos

Nos últimos dias têm-nos chegados inúmeras imagens, reportagens e relatos sobre o que se passa na fronteira do México com os Estados Unidos da América. E o que se passa é que, devido à nova política de tolerância zero, todos os imigrantes ilegais apanhados a atravessar a fronteira sem documentos ou em raids de fiscalização, e que se façam acompanhar dos filhos menores, serão levados para responderem por um crime federal. E os seus filhos serão também eles levados, em fila indiana, para tendas no deserto (onde no exterior se fazem sentir mais de 38º) ou para gaiolas de arame, sem saberem o paradeiro dos pais. Sem saberem se voltarão a vê-los. Sem saberem onde estão ou o que está a acontecer, na maioria dos casos.

Nestes campos de retenção onde as crianças aguardam um veredicto chegaram, desde Abril, mais de duas mil crianças. Antes desta política da administração Trump, o que acontecia era a deportação (dos pais e dos filhos) para os países de origem se não houvesse registo de reincidência.

A minha preocupação aqui não é política, a minha preocupação é de mãe.

E ao ver crianças de dois anos a chamarem pelos pais, pelas mães, a chorarem em desconsolo e desespero, não consigo aceitar que isto aconteça. E muito menos no tão chamado país das oportunidades. No país que encabeça a lista dos mais desenvolvidos. No país que é feito de tantas culturas, de pessoas com as mais variadas origens.

Estas crianças estão a chegar da Guatemala, das Honduras, do México, de El Salvador. Estas crianças falam, na sua maioria, espanhol. Nunca ouviram falar inglês.

E estão longe dos pais.

Não imagino o que será ter de tomar a decisão de deixar tudo para trás e arriscar. Para poder procurar um futuro melhor para os meus filhos, para lhes proporcionar paz, segurança, educação. Para sobreviver. Estas pessoas fogem da guerra, da violência armada, da fome, da pobreza extrema, da instabilidade política, da perseguição religiosa. Estas pessoas só querem poder ser pessoas, viver uma vida digna. E muitas arriscam, levando os filhos consigo.

E tantas vezes não conseguem chegar mais longe.

Bem sei que a chegada de milhares de pessoas às fronteiras levanta problemas. Nós por cá, pela europa, temos sido confrontados com a situação dos refugiados e muito se tem falado, discutido, criticado e as soluções a que se tem chegado parecem insuficientes. A mim pouco me importa a política, a mim importa-me o lado humano.

Importa-me que se separem os pais dos filhos.

Houve inclusivamente pais a tirarem a própria vida porque não concebiam a ideia de viver sem os filhos. Porque o que acontece quando forem condenados ao tal crime federal? É tudo tão complexo e injusto e nós somos apenas humanos. Cometemos erros.

“Mas os pais são criminosos!”. Aos olhos da lei até pode ser, mas então precisamos procurar soluções para que não seja preciso cometer um crime para se procurar uma vida melhor (e aqui o crime em causa é andar dias a fio sob um sol abrasador, carregando apenas os filhos, a roupa do corpo e uma esperança cega de que vai valer tudo a pena, muitas vezes pagando por documentos que nunca chegam a existir, tantas vezes extorquidos ao máximo…).

Estamos em 2018 e não é razoável que eu tenha de mudar de canal porque a minha filha percebe que algo se passa e pergunta onde está o pai daquela menina que está a chorar.

E por isso abraço-a. E repito-lhe como somos sortudas. E tento explicar que lá fora há quem tenha vidas diferentes, caminhos diferentes, pessoas a cometerem actos de loucura, de amor, de coragem, para tentarem ter aquilo que damos como garantido.

Abraço-a tanto quanto posso e prometo que se algum dia chegar a nossa vez de tomar decisões, tentarei tomar a melhor. Para que nunca tenhamos de viver separadas quando o natural é andarmos mão na mão.

Haverá sempre alguma coisa que se possa fazer.

Em relação que se passa nos EUA, ao que se passa em Itália e na Grécia, em Espanha. Por todo o mundo.

Informem-se, se acharem que é importante ajudar.

Mas, acima de tudo, abracem os vossos filhos.

Porque num destino paralelo, a esta mesma hora, do outro lado do oceano há quem tenha os seus filhos arrancados dos braços, sem piedade. Quem sabe se para sempre.

É sempre uma forma de violência. Um crime que merece castigo, mas que, não raras vezes, resulta impune. Não deixa de ser uma tortura, exercida por contacto interpessoal, ou através de meios mais sofisticados, como a internet. Em inglês, o termo “bullying” derivada da palavra “bully”. Significa tirano, brutal.

O cyberbullying é um tipo de bullying que tem aumentado com a expansão das tecnologias de informação. Antes da Internet, as crianças eram vítimas de violência sobretudo na rua, na escola, na paragem do autocarro, no caminho para casa, entre outros. Mas, quando chegavam a casa, normalmente, o bullying parava. Há, todavia, casos, e não são poucos, em que as crianças são, também, vítimas de bullying por parte das próprias familias.

Agora, com as novas tecnologias, o cyberbullying pode acontecer em qualquer lugar a qualquer momento. 1 em cada 10 crianças portuguesas já sofreu ofensas através da internet. O número de casos reportados cresce ano após ano. Saiba o que fazer para proteger as crianças.

O que é Cyberbullying?

O cyberbullying caracteriza-se pelo ataque através de insultos, difamação, intimidação, ameaça ou perseguição intencional e sistemática na Internet.  Não acontece apenas entre jovens. É feito com intenção de prejudicar, recorrendo a tecnologias online.

Hoje, as crianças usam as redes sociais, mensagens de texto e e-mail para conversar com os amigos. Isto significa que o cyberbullying pode acontecer facilmente. Mensagens cruéis ou fotos pouco favoráveis podem ser enviadas a uma escola inteira com apenas um clique, de casa, na rua, a qualquer hora, dia, seja fim de semana ou feriado. O agressor costuma agir na sombra, através de um perfil falso, ou uma conta fictícia de e-mail. Fique atento.

Às vezes, o cyberbullying acontece de quem menos se espera. Não escolhe rostos, nem religiões. Uma criança solitária, por exemplo, pode transformar-se num agressor ou vítima, sem que os pais em casa sequer imaginem. Mas, o cyberbullying também, pode ser exercido por um grupo de crianças que decidem publicar textos cruéis e prejudiciais sobre outras crianças.  Rapidamente, essas mensagens multiplicam-se como um vírus pelas redes sociais e, depois…já é tarde. O mal está feito e as consequências podem ser devastadoras para as vítimas, refletindo-se ao nível do desempenho escolar e, no limite, provocar depressão e até mesmo suicídio.

O cyberbullying pode acontecer de várias formas. Eis alguns exemplos:

  • Enviar emails, textos ou mensagens instantâneas.
  • Enviar mensagens neutras a alguém até ao ponto de assédio.
  • Publicar conteúdos prejudiciais sobre alguém nas redes sociais.
  • Espalhar online rumores ou falsidades sobre alguém.
  • Denegrir a imagem de alguém através de conversas online, acessíveis a várias pessoas.
  • Atacar ou matar um personagem de um jogo online, constantemente e de propósito.
  • Fingir ser outra pessoa através de um perfil online falso.
  • Ameaçar ou intimidar alguém online ou através de mensagens de texto.
  • Tirar uma foto ou vídeo embaraçoso e compartilhá-lo sem permissão.

É importante saber que nem todos os conflitos online entre crianças são cyberbullying.

Às vezes, as crianças entram em discussões acesas nas redes sociais. A maior parte são conversas inofensivas, apenas de brincadeira, mas podem ser confundidas. Provocação e bullying são coisas diferentes.

Há maneiras de determinar se um comportamento configura um crime de bullying.  Se uma criança envia mensagens prejudiciais de propósito e de forma regular, então poderá ser considerado um ataque cibernético.

Cyberbullying e crianças com problemas de aprendizagem e atenção

Todas as crianças podem ser cibercriminadas. No entanto, crianças com problemas de aprendizagem e atenção enfrentam riscos especiais. Significa que são mais propensos a ser cibercéticos do que os seus pares.

Por exemplo, crianças que recebem apoios escolares ou estatais podem ser um alvo mais fácil, simplesmente, porque podem ser olhados de maneira diferente, quer em termos sociais como académicos.

As mensagens online podem ser complicadas para crianças com problemas de aprendizagem e atenção. A maioria das comunicações através da internet depende do texto, o que constitui uma dificuldade acrescida para alguém, por exemplo, que se debate com problemas de leitura e escrita.

Crianças com fracas aptidões sociais podem interpretar mal os e-mails ou os textos. Podem não entender o contexto de uma publicação nas redes sociais. Crianças com problemas de impulsividade ou PHDA podem reagir mal a uma mensagem.

Note que há também casos reportados de crianças com problemas de aprendizagem e atenção que, em vez de vítimas, assumem, também, o papel de vilão.

Como prevenir o ciberbullying

A melhor maneira de prevenir o ciberbullying é preparar a criança para saber interagir no mundo online. Negoceie regras de utilização da internet. Se não deixamos os nossos filhos andar sozinhos na rua, que sentido faz se os deixarmos em casa com a porta da internet escancarada, sem nenhuma proteção?  Eis algumas estratégias que podem ajudar:

  • Fale com a criança sobre o que é o ciberbullying.
  • Discuta com ela o que fazer se ela alguma vez for vítima.
  • Pratique as habilidades sociais do mundo real com a criança, verá que estará a ajudá-la online.
  • Mantenha linhas de comunicação abertas com a criança.
  • Ensine o respeito e a empatia pelos outros nas redes sociais.
  • Compreenda quais dispositivos, aplicativos e tecnologia que costuma  usar, guardando, por exemplo, as passwords de acesso às redes sociais.
  • Mantenha a tecnologia fora do quarto da criança, onde, poderá ser usada sem supervisão.
  • Use um contrato de telemóvel para ajudar a gerir o uso de tecnologia por parte da criança.
  • Mude o número de telemóvel, email, passwords, sempre que suspeitar que a criança é vítima destas situações.
  • Não partilhar informação pessoal, número de telemóvel, fotos, escola e/ou locais que frequenta.
  • Nas redes sociais, adicionar só as pessoas que conhece, ao vivo e a cores, e manter o perfil restrito.

A importancia de deixarmos que as crianças se sintam tristes

No nosso dia a dia, temos por hábito supervalorizar tudo aquilo que é bom e positivo. Querer sempre que as crianças estejam a rir e felizes.

É inquestionável que, é bom que as crianças estejam felizes e a rir, no entanto, só gostamos que estejam a assim, porque genuinamente o estão a sentir.

O que nos preocupa, é que, cada vez mais, na ânsia de querermos crianças felizes, exercemos uma grande força de bloqueio a tudo o que é socialmente considerado como negativo. Ou seja, é como se não permitíssemos que as crianças fiquem tristes, ou sintam medo, por exemplo.

Assim, aos poucos, as crianças vão interiorizando, ao longo do seu crescimento, que não devem chorar, que não devem estar tristes, que não se devem zangar com ninguém e que sentir medo é para os fracos. Estamos a abrir espaço à contenção daquilo que as crianças vão sentido, estamos subtilmente a ensina-las que não aceitamos esses estados  socialmente considerados como menos bons, com os quais elas se vão deparando. Estamos a fazer com que a criança se vá distanciado de si, e que só nos mostre os lados bons de si própria e todos os outros os atire para debaixo do tapete.

O grande problema é que ao atirar todos os outros lados para debaixo do tapete, embora nos pareça à partida que resolveu essas questões, todas elas estão a acumular-se dentro de si. Estão todas dentro do seu coração sem que ela lhe consiga dar sentido. Vão-se acumulando até ao dia em que a criança explode e de repente, uma criança que até aí parecia perfeita, desenvolve um quadro depressivo, perturbações do comportamento ou até a tão característica agitação, entre tantas outras fragilidades que vão comprometendo os seus recursos saudáveis.

As crianças e as emoções

As crianças – tal como os adultos – vivem com um sem fim de coisas dentro de si, que se não lhe permitimos em tempo real expressar, vão ficando a pairar dentro dela.  A criança não consegue dar um nome a estas emoções. Não consegue pensar sobre isso, e estas vão-se acumulando sobre a forma de ruído.

O essencial é que quando a criança está triste, permitamos que chore. Permitamos que se sinta triste e sejamos capazes de suportar essa tristeza. O mesmo quando a criança tem medo, ou se zanga – sim ela pode zangar-se, desde que à custa de se zangar não bata nos colegas, ou nos pais. A criança precisa de aprender que pode sentir tudo e que há uma linha que a permite expressar as suas emoções de forma a que não se magoe, nem aos outros.

No fundo, a premissa é simples: ninguém está feliz todos os dias.

Por isso, não o podemos exigir a uma criança, e temos de lhe ensinar que é normal e desejável que assim não seja, para que, de tristeza em tristeza, de decepção em decepção, de zanga em zanga, de medo em medo, a criança aprenda a expressar e reciclar em tempo real tudo aquilo que vai sentido.

Pois, só somos plenamente felizes se aceitarmos, integrarmos e dermos sentido a tudo o que se vai passando dentro de nós e na relação com os outros. Só assim nos estamos a respeitar e a criar um espaço de encontro com a felicidade e o bem-estar pessoal.

Só quando permitirmos que uma criança esteja triste sem dizermos “pára de chorar” estamos a permitir a verdadeira expressão das suas emoções e dar-lhe espaço para a verdadeira felicidade.

imagem@siraplimau

8 brincadeiras sensoriais que despertam os sentidos da criança

Vivemos na era do consumismo em que muitos pais tentam aceder aos pedidos de compras de brinquedos por parte dos filhos, principalmente em dias comemorativos como o de ontem. E, quando não o podem fazer, poderão sentir alguma culpabilidade.

A notícia que temos para vos dar é boa: as crianças são felizes com tão pouco… Não é preciso aquela mota espetacular ou aquela boneca que faz tudo. Para brincar, por vezes, só é preciso aproveitar umas coisas velhas que andam lá por casa, pôr uma pitada de afecto, outra de tempo de qualidade e…magia!

As brincadeiras sensoriais que despertam os sentidos da criança e que a envolvem são óptimas:

  • Fazer massa de pão com o seu filho e deixar que ele se suje;
  • Colocar grão dentro de uma garrafa para fazer barulho;
  • Encher uma luva com farinha ou arroz e permitir que ele explore;
  • Fazer bolinhas de sabão;
  • Rasgar papel de jornal;
  • Colocar a criança sobre um cobertor e arrastá-la pela casa.
  • Deixar que a criança explore vários materiais com diversas texturas, tal como algodão, lã, plástico, esponjas.
  • Explorar a natureza, saltar nas poças, cheiras flores, mexer na terra e, novamente, sujar-se!

Todas estas são brincadeiras que podem ser feitas com os mais pequenos, desde que com vigilância, pois poderão ainda estar a conhecer o mundo com a boca, e com os mais CRESCIDOS.

O contacto com estas experiências sensoriais, desconhecidas por muitos dos pais, tem inúmeros benefícios:

  • Melhoram a capacidade de concentração, a coordenação motora fina (pequenos movimentos com as mãos) e grossa (movimentos amplos)
  • A coordenação do olho com a mão;
  • Despertam a curiosidade, a imaginação e consequentemente a criatividade.

Acresce ainda que, a estimulação de todos os sentidos, permite um melhor conhecimento do próprio corpo, das suas partes e dos seus limites, contribuindo para o autoconhecimento da criança e promovendo um melhor relacionamento com os outros.

Permite também, aumentar as conexões entre os neurónios, criando novas redes neuronais, que contribuem para a melhoria do desempenho cognitivo da criança e consequentemente para um desenvolvimento global saudável.

Criam, acima de tudo, novas experiências significativas e fortalecem a relação pais-filhos.

Para assinalar o Dia Mundial da Criança, aproveite o fim de semana e experimente fazer algumas destas brincadeiras com o seu filho e vai ver como Pequenos e CRESCIDOS vão desfrutar de um bom momento… com tão pouco!

LU.CA, um lugar para as crianças, para os jovens e para as artes

O Teatro Luís de Camões, na Calçada da Ajuda, em Lisboa, inaugura nos dias 1, 2 e 3 de junho como LU.CA e a programação contempla visitas exposições e espetáculos grátis para os mais novos até ao final de julho.

Com um olhar no futuro e numa vontade de ampliar o trabalho de formação de públicos para as artes, Lisboa tem agora um teatro exclusivamente dedicado à programação artística para os mais novos.
Este espaço tem uma história longa que remonta a 1737 e a um outro Teatro: era então a Casa da Ópera do Rei D. João V.

Quase três séculos depois e com uma história rica e variada, o Teatro Luís de Camões reabre renovado como Lugar para as Crianças para os Jovens e para as Artes.

Teatro Luís de Camões

O Teatro Luís de Camões tem agora um programa regular dedicado à criação contemporânea com especial foco nas artes performativas, teatro, dança, performance, novo circo e ao seu encontro com outras formas de expressão artística. Propõe uma experiência de relação com o próprio desenho do edifício e desafia a sua função para o entendimento de que a arte se afirma em diferentes formatos e reflete novas leituras sobre o mundo.

É desde já um lugar para os artistas e para as suas criações, para as famílias e para as escolas, para os vizinhos e para a cidade.

O programa da inauguração, assim como o das iniciativas previstas até final de Julho, será gratuito, mediante levantamento de ingressos na hora anterior ao início dos espectáculos, referiu o Jornal O Público. Mas na nova temporada, que começará em Setembro, os ingressos para o teatro já serão pagos.

Sejam bem-vindos ao LU.CA que é o renovado Teatro Luís de Camões.

Contactos

www.lucateatroluisdecamoes.pt

Facebook aqui

Calçada da Ajuda, 80
info@lucateatroluisdecamoes.pt
tel. 215 939 100

Bilheteira:

Terça – Domingo | 10H–13H / 14H–18H

Todas as atividades são de entrada livre, mas sujeitas à lotação da sala e ao levantamento de bilhete 1h antes
do espetáculo. Limitado a 2 bilhetes por pessoa.

Os filhos não são uma segunda edição dos pais. Deixe-os viver os seus próprios sonhos.

Algumas mães – por terem o coração cheio de amor – têm a sensação que a partir do momento em que se tornam mães, tudo vai girar em torno dos seus filhos e, assim, de passo em passo,  as mães parecem perder a sua individualidade e o seu direito a sonhar por si, para sonhar pelos filhos, para crescer pelos filhos.

Sim, os filhos devem estar na linha da frente do coração dos Pais!

Sim, os Pais devem dar o seu melhor pelos filhos, devem questionar-se, devem lutar por eles! Mas nunca os pais devem desistir de si em prol dos filhos!

Quando assim é temos pais mais controladores e ansiosos do que tranquilos. Temos pais que projectam em massa os seus sonhos nos filhos, contaminando a individualidade e autonomia da criança. E se mais tarde a criança não se torna exatamente no adulto que os pais sonharam, acaba-se tudo o que é flexibilidade e abre-se espaço a conflitos abertos. Porque os pais, nessas circunstâncias têm dificuldade em aceitar que deram tudo àquele filho, para ele ser exactamente aquilo que eles sonharam e, esse filho, teve a ousadia de ser aquilo que ele próprio sonha.

Os filhos não são uma segunda edição dos pais. Deixe-os viver os seus próprios sonhos.

Não raras vezes, temos mães e pais que retardam o crescimento dos filhos tentando mantê-los no ninho para sempre, evitando que se tornem independentes e autónomos. Continuam a escolher a roupa que os filhos vestem mesmo aos 14 anos. Evitam que eles pensem por si, pois quando começam a pensar por si, esses filhos que amam profundamente os pais, começam a magoa-los sem querer, só porque sentem ou agem fora daquilo que os pais consideravam expectável.

Quando os filhos saem de casa

Mais tarde, esses filhos, saem de casa e vão atrás dos seus sonhos e os pais ficam de ‘ninho vazio’. Ficam com a ideia que aquele filho não está grato e a retribuir tudo aquilo que os pais lhe deram. Isto porque, no limite, aquele filho está a seguir os seus sonhos e não os sonhos dos seus pais.

E aí, um filho que sempre teve amor sente-se só pela primeira vez. Sente-se incompreendido, e entre a ingratidão que os pais sentem e a solidão deste filho tão amado, pais e filhos afastam-se de coração e soltam as mãos, ficando ambos os lados contaminados, enfraquecidos e tristes.

Em suma, os pais devem sempre investir em si em primeiro lugar. Pais realizados, melhores pais serão. Aprenderão a dar espaço à sua individualidade e aos seus próprios sonhos.

Os Pais são assim, como uma espécie de super heróis, com uma força inigualável e que, por muito que o caminho seja difícil não desistem, são guerreiros! Mas, o grande desafio na viagem da parentalidade é saber amar e proteger, ao mesmo tempo que se dá asas para a criança voar e ser aquilo que ela própria é na sua essência.

Assim, quando cresce, temos uma pessoa que voa sozinha, sempre com o coração ligado aos pais, em plenitude.

Por Cátia Lopo e Sara Almeida Psicólogas Clínicas

 

Como tornar-se no mãe mais paciente?

Ser mãe é ser uma espécie de super mulher. Uma super heroína cujo esforço ninguém realmente (re)conhece, que tem de pensar em tudo, de conciliar muitas-vezes-sem-saber-como os filhos, a lida da casa e a vida profissional. Ah, e que ainda tem de ser uma esposa perfeita, sempre impecável, arranjada, elegante e disponível para agradar ao marido.

Com tanta responsabilidade em cima dos ombros, é natural que a paciência não seja uma virtude fácil de cultivar. E quem é que normalmente paga por isso? Aqueles que estão mais próximos: os filhos.

Para a ajudar a lidar com a pressão do dia a dia, aqui ficam algumas dicas que podem ajudar a torná-la numa mãe mais paciente:

1 – Acalme-se antes de (re)agir

Sei que é fácil falar, mas leia até ao fim. É normal que, enquanto mãe, se irrite e perca a paciência com os seus filhos, quando se portam “mal”. Mas não desespere nem se sinta culpada.

Com algum treino é possível diminuir (e muito!) a quantidade de vezes em que isso acontece. E fazer com que isso seja a excepção e não a regra.

Quando o seu filho fizer algo que a deixe irritada, zangada, tente acalmar-se antes de (re)agir, respirando fundo ou saindo de cena, por exemplo. Neste último caso, informe a criança de que precisa de se acalmar mas que voltará para falarem tranquilamente sobre o assunto. Atenção ao tom de voz, que deve ser firme mas respeituoso ao mesmo tempo! Às vezes bastam segundos para reagruparmos os pensamentos e acedermos novamente à parte racional do nosso cérebro, o que não acontece nos momentos de conflito. O que pode tornar a sua reacção perigosa e com consequências negativas no longo prazo. Depois é tentar retomar a conexão perdida, conversar sobre o que se passou e procurar que dali saia uma solução conjunta.

2 – Avalie a dimensão do problema

Será que o que aconteceu foi assim tão grave? Quando estamos irritados, cansados, sem paciência, tendemos a dramatizar e as situações (as birras, por exemplo) ganham proporções que, em condições normais, não ganhariam. Depois de se acalmar, pense se vale a pena empolar as coisas ou se é algo que se resolve facilmente, com um abraço ou uma curta conversa, por exemplo.

3 – Reserve um tempo para si

Todas as mães precisam de parar e de ter algum tempo para si próprias. Já sei, não tem tempo livre… Ou talvez necessite de se organizar melhor, pense lá bem…

A maioria das mães esquece-se das suas necessidades para cuidar dos outros. Mas pense nisto: tal como as crianças, também os adultos agem melhor quando se sentem melhor. E o autocuidado é essencial. Cuide de si!

Às vezes, tirar meia hora para ir às compras, fazer um jogging, uma massagem, tomar um banho, ler um livro, ir ao ginásio, comer um gelado, por exemplo, é suficiente para lhe dar a energia de que precisa para estar mental e fisicamente bem para o enorme desafio de ser mãe.

Se há algo que adora fazer, arranje tempo para isso. Enquanto o bebé dorme ou as crianças estão na escola, por exemplo.

4 – Durma!

Sei bem como é fácil falar, também passei por isso enquanto pai a dobrar… Desde que é mãe acabaram-se as noites tranquilas, certo? Ainda assim, lembre-se que é essencial o descanso, sobretudo noturno. E é imperativo que as crianças tenham uma boa rotina de sono. Ponha-as a dormir cedo, até para depois poder também a mãe descansar…

5 – Planeie um tempo especial mãe-filho

É uma das “ferramentas” de Disciplina Positiva que melhor resultam cá em casa. Planeie um programa especial com os seus filhos, não precisa de ter muito tempo disponível. Um lanche a dois, uma ida ao parque infantil ou um simples passeio onde poderão ir a conversar pela rua. Vai ver como fará milagres pela vossa relação!

6 – Organize-se

Por vezes é complicado, com tantas tarefas, saber o que fazer para as conciliar a todas. Uma boa organização pode ajudar a acabar com o caos do dia a dia. Pode criar, com a ajuda dos miúdos, uma tabela de rotinas diária, que é ao mesmo tempo útil e divertida. A partir daí é a tabela que “manda”, que “diz” o que eles têm de fazer a seguir. O que evita muitas “guerras” desnecessárias.

Uma questão de prioridades!

Educar uma criança exige treino, tempo e paciência. Mas vale a pena. É uma escolha, entre perder a calma ou mantê-la. E uma questão de prioridades. Comece hoje a mudança, para colher os frutos amanhã.

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