Queremos que digam de nós: “é boa mãe”.
Que não nos recordem apenas como a mãe de alguém.
Queremos ter paciência nos dias menos bons.
Energia mesmo quando as noites são más.
Um emprego estável e justamente remunerado.
Um horário que nos permita ser pais e não apenas quem dá o jantar aos miúdos antes de os ir deitar.
Ser boas profissionais, competentes e cumpridoras.
Ajudar os nossos filhos a aprender sem fazer os trabalhos de casa por eles.
Queremos ter tempo para brincar.
Ter tempo para sermos completas em todas as nossas vertentes.
Que os nossos filhos nos peçam ajuda quando precisam.
Que sejam autónomos.
Queremos estar por dentro, primeiro, dos bonecos e, mais tarde, de todos os assuntos de que eles falam.
Que o dia tenha mais quatro horas para nos podermos sentar a conversar ou a ler um livro.
Queremos fazer comida saudável e conseguir sempre variar.
Não queremos que os miúdos nos digam “outra vez” quando perguntam o que é o jantar.
Queremos ser sempre sinceras e que eles não nos mintam.
Que os nossos conselhos sejam válidos.
Que o nosso instinto esteja sempre certo.
Queremos ter jogo de cintura para quando não concordamos com os nossos filhos.
Queremos conseguir dormir mesmo quando eles saíram com os amigos e se esqueceram de enviar uma mensagem a garantir que está tudo bem.
Não queremos ter de dar ou receber más notícias – nem que o telefone toque a meio da noite, inesperadamente.
Queremos que os nossos erros não sejam irreversíveis.
Queremos não ter de levantar a voz em situação alguma.
Estar sempre disponíveis, mesmo quando a nossa agenda está um caos.
Ter sempre comida na mesa, saúde para estar por perto e, acima de tudo, respeito uns pelos outros.
Que a nossa família seja digna de uma série norte-americana, com os seus defeitos mas, no final, sempre unida.
Que os nossos filhos se orgulhem de nós.
Queremos erguer a cabeça quando alguém nos critica as escolhas relacionadas com os miúdos.
Relativizar os pequenos dramas para que não nos estraguem os dias.
Ter sempre as palavras mágicas para curar as feridas do nosso bem mais precioso.
Queremos estar na vida dos nossos filhos para sempre.
Não pedimos muito.
Queremos tudo porque damos tudo.
Sempre.

Por Marta Coelho, para Up To Kids®
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