A sobrecarga escolar e social das crianças é uma preocupação crescente para os pais e educadores. Dos diversos artigos de especialidade que li, a opinião da maioria dos educadores e psicólogos é unânime: as crianças precisam de menos  brinquedos e mais tempo com os pais, precisam de menos trabalhos de casa e mais tempo de brincadeira, precisam de menos individualismo e mais tempo para sociabilizar com os amigos, menos tempo entre paredes e mais tempo no exterior.

Em primeiro lugar, as crianças precisas de ser crianças.
As crianças precisam de ser felizes para poderem crescer saudáveis e terem capacidade de assimilar uma educação sólida que começa em casa, continua na escola, e passa por todos os hobbies e experiências vividas. As atividades extracurriculares, principalmente quando são escolhidas pela criança, são também extensões desta aprendizagem. Mas não nos prendamos à ideia de que as crianças têm imenso tempo de brincadeira porque têm atividades todos os dias. Essas atividades, e que considero de extrema importância para o desenvolvimento da criança (mais uma vez reforço que parto do principio que a criança gosta e quer realizar a actividade e não lhe é imposta pelos pais) fazem parte de uma rotina associada às obrigações e afazeres. O meu filho adora as suas aulas de teatro, mas quando chega a casa, antes de fazer os TPC quer brincar um bocadinho porque sente que teve o dia todo preenchido com obrigações. De seguida, as tarefas de casa a realizar antes do dia acabar: os banhos, os TPCs, o Jantar, a hora de ir para a cama que já começa a atrasar… Tudo isto causa algum stress nas crianças principalmente quando nós, pais, começamos a ver a rotina a descarrilar e, inconscientemente, pressionamos (nem sempre da melhor forma), os nossos filhos a viverem num ritmo que não é aconselhável para a idade.

Depois, quando temos tempo, muitas vezes, queremos que os miúdos se entretenham com gadgets ou televisão (porque de outra forma estão aborrecidos) para podermos, também nós, fazer qualquer coisa que andamos a adiar há tempo demais, nem que seja relaxar cinco minutos! E que exemplo transmitimos aos nossos filhos? Será que com tanta obrigação estamos a criar reféns de uma educação programada e dependente dessas rotinas? Ou saberão os nossos filhos fazer uma pausa e usufruir dos pequenos prazeres do dia a dia?

O famoso psiquiatra brasileiro Augusto Cury, que lançou recentemente uma versão do  livro Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século, numa conversa sobre os desafios de se criar filhos hoje em dia, não poupou críticas à forma como a família e a escola têm educado os miúdos.

Deixo-vos os 8 pontos essenciais assinalados pelo especialista:

«Excesso de estímulos
“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema ‘bateu, levou’, e a desenvolver altruísmo e generosidade.”

Geração triste
“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais.”

Dor compartilhada
“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”

Intimidade
“Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais.”

Mais brincadeira, menos informação
“Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo.”

Parabéns!
“Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis.”

Ler também O pricípio da Caneta verde

Conselho final para os pais
“Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar e mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?”  »- Liliane Prata, em M de Mulher – 

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Tudo o que precisa de saber sobre Abono de família para crianças e jovens 2016

O que é
Prestação em dinheiro atribuída mensalmente, com o objetivo de compensar os encargos familiares respeitantes ao sustento e educação das crianças e jovens.

Condições de atribuição
Têm direito ao abono de família as crianças e jovens:

  • Residentes em Portugal ou equiparados a residentes
  • Que não trabalhem
  • Cujo agregado familiar:
    • Não tenha património mobiliário (contas  bancárias, acções, obrigações, certificados de aforro, títulos de participação e unidades de participação em instituições de investimento coletivo) no valor superior a 100.612,80 EUR à data do requerimento
    • Tenha um rendimento de referência igual ou inferior ao valor estabelecido para o 3.º escalão de rendimentos ou sejam considerados pessoas isoladas.
  • Até aos 16 anos.
    A partir desta idade só têm direito se estiverem a estudar e a frequentar os níveis de ensino a seguir indicados:

    • Dos 16 aos 18 anos, se estiverem matriculados no ensino básico, em curso equivalente ou de nível subsequente, ou se frequentarem estágio de fim de curso indispensável à obtenção do respetivo diploma(1)
    • Dos 18 aos 21 anos, se estiverem matriculados no ensino secundário, curso equivalente ou de nível subsequente, ou se frequentarem estágio curricular indispensável à obtenção do respetivo diploma(1)
    • Dos 21 aos 24 anos, se estiverem matriculados no ensino superior, ou curso equivalente, ou se frequentarem estágio curricular indispensável à obtenção do respetivo diploma(1)
    • Até aos 24 anos, tratando-se de crianças ou jovens portadores de deficiência com direito a prestações por deficiência. Caso se encontrem a estudar no nível de ensino superior, ou curso equivalente ou a frequentar estágio curricular indispensável à obtenção de diploma, beneficiam de alargamento até 3 anos.

(1) Estes limites etários são:

– Igualmente, aplicáveis às situações de frequência de cursos de formação profissional, sendo o nível do curso determinado em função do grau de habilitação exigido para o respetivo ingresso

–  Alargados até 3 anos sempre que, mediante declaração médica, se verifique que os titulares sofrem de doença ou foram vítimas de acidente que impossibilite o normal aproveitamento escolar.

Nota: Os jovens que não puderam matricular-se, por força das regras de acesso ao ensino superior ou estejam impedidos de se matricularem no ano letivo subsequente, por motivos curriculares, mantêm o direito ao abono de família:

  • no ano escolar subsequente ao 12.º ano de escolaridade, desde que tenham idade compreendida nos limites fixados para a frequência de ensino de nível superior
  • até atingirem a idade estabelecida para frequência do ensino secundário, desde que concluam o 12.º ano de escolaridade antes daquele limite etário
  • até ao limite etário fixado para o grau de ensino em que se inserem as disciplinas cuja aprovação visam obter.

 

RENDIMENTO DE REFÊRENCIA
O rendimento de referência
é calculado pela soma do total de rendimentos de cada elemento do agregado familiar a dividir pelo número de crianças e jovens com direito ao abono de família, nesse mesmo agregado, acrescido de um. O número de crianças e jovens inclui aqueles que não estejam a receber o abono pelo facto de o rendimento do agregado familiar ter ultrapassado o limite correspondente ao 3.º escalão (Ver Conceitos).

O valor apurado insere-se em escalões de rendimentos estabelecidos com base no indexante dos apoios sociais (IAS).

Abonos de Família com actualização 2016 

A partir de 1 de Fevereiro de 2016 são actualizados os valores do abono de família para crianças e jovens, para famílias numerosas, e para agregados familiares monoparentais. Saiba quais são os novos valores..

O abono de família para crianças e jovens:

  • Para o 1.º escalão de rendimentos:
    • 145,69€ para crianças com idade igual ou inferior a 12 meses;
    •  36,42€ para crianças e jovens com idade superior a 12 meses;
  • Para o 2.º escalão de rendimentos:
    • 119,66€ para crianças com idade igual ou inferior a 12 meses;
    •  29,92€ para crianças e jovens com idade superior a 12 meses;
  • Para o 3.º escalão de rendimentos:
    • 94,14€ para crianças com idade igual ou inferior a 12 meses;
    • 27,07€ para crianças e jovens com idade superior a 12 meses.

Pré-natal

  • 145,69€ para o 1.º escalão de rendimentos;
  • 119,66€ para o 2.º escalão de rendimentos;
  •   94,14€ para o 3.º escalão de rendimentos.

Abono de família a crianças e jovens nas famílias mais numerosas

  • Para criança inserida em agregados familiares com dois titulares de abono
    • 36,42€ para o 1.º escalão de rendimentos;
    • 29,92€ para o 2.º escalão de rendimentos;
    • 27,07€ para o 3.º escalão de rendimentos;
  • Para criança inserida em agregados familiares com mais de dois titulares de abono
    • 72,84€ para o 1.º escalão de rendimentos;
    • 59,84€ para o 2.º escalão de rendimentos;
    • 54,14€ para o 3.º escalão de rendimentos.

Abono de família a crianças e jovens nas situações de monoparentalidade 

  • Para o 1.º escalão de rendimentos:
    • 196,68€ para crianças com idade igual ou inferior a 12 meses;
    •  49,17€ para crianças e jovens com idade superior a 12 meses;
  • Para o 2.º escalão de rendimentos:
    • 161,54€ para crianças com idade igual ou inferior a 12 meses;
    •  40,39€ para crianças e jovens com idade superior a 12 meses;
  • Para o 3.º escalão de rendimentos:
    • 127,09€ para crianças com idade igual ou inferior a 12 meses;
    • 36,55€ para crianças e jovens com idade superior a 12 meses.

Pré-natal 

    • 196,68€ para o 1.º escalão de rendimentos;

    • 161,54€ para o 2.º escalão de rendimentos;

    • 127,09€ para o 3.º escalão de rendimentos.

 

Rendimentos no ano de referência :

  • 1º Escalão de Rendimento até 2.934,54€;

  • 2º Escalão entre 2.934,55€ e 5.869,08€;

  • 3º Escalão entre 5.869,09 e 8.803,62€

  • 4º Escalão Superior a 8.803,63€

Reavaliação do escalão de rendimentos

Sempre que se verifique alteração de rendimentos ou da composição do agregado familiar que determine a alteração do rendimento de referência a considerar na determinação do escalão de rendimentos, pode ser efetuada uma reavaliação do escalão.Saiba mais aqui

Acumulação do abono de família com outros benefícios

Pode acumular com:

  • ­Abono de família pré-natal
  • ­Bolsa de estudo
  • Bonificação por deficiência
  • Pensão de orfandade
  • Pensão de sobrevivência
  • ­Rendimento social de inserção
  • Subsídio por assistência de 3.ª pessoa
  • ­Subsídio por frequência de estabelecimento de educação especial
  • ­Subsídio de funeral

Não pode acumular com:

  • ­Pensão social de invalidez
  • ­Subsídio de desemprego
  • ­Subsídio mensal vitalício
  • Subsídio social de desemprego.

Como requerer

Através de requerimento de prestações por encargos familiares, Mod. RP5045-DGSS, o qual deve ser apresentado:

  • ­pelos pais ou pessoas equiparadas por situação de facto ou pelos representantes legais, desde que as crianças/jovens com direito à prestação estejam inseridos no seu agregado familiar
  • ­por pessoa idónea que viva em comunhão de mesa e habitação com a criança/jovem com direito à prestação, por pessoa a quem o mesmo esteja confiado administrativa ou judicialmente ou pela entidade que o tenha à sua guarda e cuidados que lhe preste ou se disponha a prestar-lhe assistência, desde que a situação seja devidamente comprovada
  • ­pelo próprio jovem, se for maior de 18 anos.

Local e prazo para requerer

O requerimento deve ser apresentado:

  • ­Nos serviços de atendimento da Segurança Social, em suporte papel
  • ­Através do preenchimento do requerimento on-line, no serviço Segurança Social Direta
  • ­No prazo de 6 meses contados a partir do mês seguinte àquele em que ocorreu o facto determinante da sua concessão. Se requerer após este prazo só tem direito ao abono de família a partir do mês seguinte ao da entrega do requerimento.

Documentos a apresentar

  • Fotocópia dos seguintes documentos relativos ao requerente e aos membros do agregado familiar, no caso de não estarem já identificados na segurança social:
    • Documento de identificação válido (certidão de registo civil, bilhete de identidade, boletim de nascimento, cartão de cidadão, passaporte, etc.)
    • Cartão de identificação fiscal
  • Documento comprovativo de residência em território nacional, no caso de cidadão estrangeiro
  • Documento emitido pela instituição bancária, comprovativo do número de identificação bancária (NIB), no caso de pretender que o pagamento do abono seja efetuado por depósito em conta bancária
  • Se o requerente não for a mãe, pai ou o próprio jovem, deve ser apresentado documento comprovativo da sua situação relativamente à criança ou jovem. (ex.: documento comprovativo de que é representante legal da criança/jovem ou de que a criança jovem vive e está à guarda e cuidados do requerente)

Se o jovem tiver idade compreendida entre os 16 e os 24 anos – Para além dos documentos referidos tem que apresentar fotocópia do cartão de estudante ou documento comprovativo da matrícula passado pelo estabelecimento de ensino ou declaração do mesmo comprovativa da impossibilidade de matrícula.

Requerimento de reavaliação do escalão de rendimentos

O pedido de reavaliação é efetuado através do Mod. GF58-DGSS. (Só pode ser apresentado decorridos, no mínimo, 90 dias após a data da prova anual de rendimentos ou da data de produção de efeitos do anterior pedido de reavaliação.)

Deveres e sanções

Deveres | Deve ser comunicada à segurança social qualquer alteração que determine a suspensão ou cessação do abono de família no prazo de 10 dias úteis a contar da data da verificação dos factos.

Sanções |
Saiba aqui

Fontes Seg. Social Direta e Multigestão.com

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As mudanças na educação continuam a avançar rapidamente. No Brasil e no mundo.

A Revolução Digital, as novas formas de trabalho e as necessidades da geração digital forçam-nos a reformular, a ajustar e a criar novas maneiras de ensinar e de aprender.

Este movimento é só o inicio de uma grande reformulação na educação em todo o mundo.

O Playground da Inovação reuniu  6 tendências da educação para 2016 :

1 – Ensino Híbrido e Uso de Tecnologias mais avançadas
As formas offline de ensino andarão cada vez mais de mãos dadas com as novas tecnologias que surgem a todo momento. Serviços claud, realidade aumentada, Internet das Coisas, aprendizado através do smatphone, “Traga o seu próprio aparelho” (BYOD- Bring your own device), tecnologias vestíveis, criação de blogs pelos alunos e produção de vídeo são alguns exemplos das inúmeras maneiras como a internet e as novas tecnologias permearão o quotidiano dos alunos e professores dentro e fora da escola.

O Google Expeditions Pioneer Program é um exemplo claro de como a tecnologia pode ampliar os horizontes de aprendizado nas escolas. Através do Google Cardboard, uma espécie de óculos de papelão onde se encaixa um smartphone, é possível baixar aplicativos que nos proporcionam experiências incríveis como uma viagem a Marte ou ao fundo do mar. Algumas escolas no Brasil já começaram a utilizar este recurso, este ano.

No futuro próximo a tecnologia estará totalmente embrenhada e invisível no nosso quotidiano. Por isso, as novas gerações vão precisar de entender melhor como funciona a lógica computacional. Iniciativas voltadas para o ensino de programação nas escolas estão a crescer a um rápido ritmo com o objetivo de formar cidadãos mais independentes, com maior pensamento crítico e capazes de lidar com os desafios tecnológicos dos próximos tempos.

Para saber mais sobre Tecnologia na Educação leia o artigo do pelo site Porvir.

2 – Competências para o século XXI
Que habilidades são necessárias para lidar com a vida e com o mercado de trabalho? Como enfrentar tantas transformações no mundo? Estas perguntas têm desafiado pais, professores e empregadores de todo o mundo. Um conjunto de capacidades que engloba resolução de problemas, flexibilidade, tomada de decisão, gestão das emoções, empatia, colaboração, entre outras, é fundamental para navegar no mundo de hoje e será cada vez mais indispensável no futuro.

Por isso, o tema das habilidades socioemocionais ou competências para o século XXI está a ganhar um lugar especial em vários programas e políticas educacionais desde a educação infantil até a educação corporativa. Países como Estados Unidos, Canadá e Finlândia merecem destaque nesta área.

Para saber mais sobre este assunto e conhecer iniciativas ao redor do mundo acesse o infográfico “As Gerações Digitais e a vida no século 21″ do Playground da Inovação e o Especial Socioemocionais feito pelo Porvir.

3 – Formatos de ensino mais integrados com a realidade do mundo
Ensino focado em serviços, Ensino baseado em problemas, Ensino baseado em projetos são maneiras que favorecem uma maior integração entre os conteúdos ensinados em sala de aula com os problemas reais vivenciados pelas comunidades. Temas centrais são utilizados para ensinar as matérias do currículo tradicional de um jeito integrado. Estas estratégias de ensino, cada uma com a sua característica, aproximam o quotidiano da escola com o mundo atual, desenvolvem competências para o século XXI, promovem um senso maior de comunidade e cidadania, criam maior consciência sustentável, além de trazerem mais sentido para a experiência de aprender.

Um bom exemplo  de ensino baseado em serviços é a escola Montpelier High School nos Estados Unidos. Um dos objetivos é desenvolver um projeto voltado para sustentabilidade e produção de alimentos. Conheça melhor esta inciativa no vídeo abaixo do site Edutopia (em inglês):

4 – Aprendizado mais divertido
Gamificação, uso de jogos de tabuleiros, de jogos digitais e de ambientes mais lúdicos são abordagens mais divertidas e que têm se mostrado muito eficientes para engajar os alunos e os professores.

Cresce também a consciência da necessidade de brincar como ferramenta poderosa de aprendizagem e de criatividade. Não só na educação infantil, mas principalmente em outras fases da vida. Empresas, universidades e escolas com grande foco em inovação têm usado abordagens mais lúdicas como recursos para geração de ideias, para criação de novos produtos e serviços e para resolver problemas complexos. Por exemplo, o MIT criou uma iniciativa chamada Lifelong Kindergarten ( “Jardim da Infância para toda a vida”) para facilitar a criação de tecnologias através do brincar e para estimular a criatividade das pessoas.

5 – Movimento Maker
Atividades “mão na massa” com foco na fabricação de objetos e produtos tornaram-se moda e vieram para ficar. Conhecidos como Fab Labs – os espaços especialmente criados para estas atividades contém impressoras 3D, kits de robótica, máquinas de corte a laser entre outros materiais e estão pipocando em vários países. Escolas como a PlayMaker em Los Angeles e empresas como a Renault têm investido nestes ambientes apostando na inovação e na eficácia do ensino.

6 – Ensino Personalizado
Trabalhar o aluno como um indivíduo com limites e talentos únicos não é uma visão nova mas agora ela se torna mais possível através do uso de tecnologias que personalizam o ensino de forma muito precisa e eficaz. As plataformas adaptativas de ensino, já utilizadas em várias escolas do mundo e em alguns colégios no Brasil, proporcionam um feedback constante do aprendizado do estudante e serão cada vez mais difundidas e experimentadas nas escolas em 2016. Entenda melhor sobre este tema e conheça iniciativas relevantes nesta área no post atualizado  “Educação sob medida: personalizando o ensino”.

Fontes: OECD, EdSurge, Edutopia, Mindshift, ARedeEduca, Porvir, Playground da Inovação

Por 

Há mães com a capacidade de fazer fatos incríveis de última Hora para o Carnaval

Praticamente a 10 dias do Carnaval e ainda não conseguiu preparar o fato de Carnaval para os seus filhos. A verdade é que gosta de fazer os fatos em casa, ou não está para pagar um balúrdio por um fato para usar dois ou três dias ou, simplesmente, ainda não teve tempo para tratar deste assunto.

Se está incluída neste grupo, não se preocupe, este post é para si: tire ideias e recrie personagens que os seus filhos gostem.

Dicas para recriar a personagem preferida:

1º De que personagem o seu filho gostaria de se mascarar. Convém perguntar diretamente: por vezes os miúdos gostam de determinadas personagens, mas não querem vestir-se como elas.
2º Procurar uma boa fotografia na internet, e imprimir.
Com as roupas que tem em casa perceber o que pode aproveitar. Concluir com pormenores que pode fazer em caixa com materiais reciclados, restos de tecidos, pínturas etc.
Atenção para não recriar os fatos de forma ridícula: uns collants na cabeça podem parecer perfeitos para simular umas antenas de extraterrestre, mas os miúdos podem sentir-se menorizados perante os colegas de escola….
Sejam Criativos e Boas brincadeira

fridaKFrida Kahlo


andywarhol
Andy Warhol

charlieBrownCharlie Brown

Coelho-AliceCoelho da Alice no País das Maravilhas

Bruce SpringsteenBruce Springsteen

minecraftMinecraft descarregar PDF cabeça Minecraft Head Files (ZIP)

tim-timTim Tim
boneca-de-cordaBoneca de Corda

maquinistasMaquinista

cgarlie-chaplinCharlie Chaplin

mimoMimo

yoda

Yoda

Tutorial Rabos de Dinossuro, imagem capa aqui

Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim.

Texto de Assobio (Maria dos Anjos Polícia), publicado originalmente aqui, a 9.03.2011

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Síndrome de Pais Acabados (SPA): Um estado em que um dos pais está de tal forma perturbado pelos  filhos ao ponto de só querer gritar, fugir, falar noutras línguas, enviar a criança infratora para Abu Dabi, ou começar a beber . Esta condição generalizada de descrença é muitas vezes caracterizado por sangue a ferver, veias a pulsar na testa, aparecimento de cabelos brancos, perda completa de palavras ou ações, exaustão, e uma crise existencial aguda e abrangente.

As causas podem incluir, mas não estão limitados apenas às seguintes experiências parentais:

1) Crianças que perguntam: “porquê?” Continuamente por mais de 30 minutos.

2) Crianças que alegam ter garras depois de verem um filme com o  Wolverine e fazem 173 tentativas de usá-las nas pessoas, nos móveis, no carro, na comida, na mesa, nas pilhas de roupa, na mãe e no rabo do pai cada vez que passam por eles.

3) Crianças que exigem comer alguma coisa, porque estão cheias de fome, mesmo que se tenham recusado a tomar o pequeno almoço, almoço, ou jantar porque estavam “cheias” há menos de 10 minutos atrás.

4) Disputas entre Irmãos.

5) Ciúmes de irmãos.

6) A rivalidade entre irmãos.

7) Irmãos. Ponto Final. (Bolas!)

8) Crianças que fazem intencionalmente sons estranhos ou nojentos com a boca e que incluem lamber, cacarejar, bater, chupar, ou um repetitivo “pop”.

9) Crianças a correr – geralmente completamente nuas enquanto simulam sons de sirenes descontroladas e não param, mesmo após o já conhecido aviso do “Vou contar até 3

10) Crianças com respostas insolentes

11) Atitudes insolentes perante o castigo

12) Crianças que fogem do castigo

13) Dizer à mãe ou ao pai que o castigo é estúpido.

14) A súbita incapacidade de seguir as instruções durante a hora de ir dormir.

15) Crianças que usam o batom da mãe no livro novo que acabou finalmente de chegar do Amazon há duas horas atrás

16) Usar lápis de cera para desenhar riscas de tigre na cara, exactamente no momento que iam sair, e já atrasados, para uma consulta.

17) Entornar “acidentalmente” metade do leite com chocolate no sofá porque o cão gosta mesmo daquele miminho.

18) Crianças que, de repente, começam a espernear, implorar, gritar, berrar, chorar, lutar, lamentar-se, falar alto, porque perceberam que está um iphone em cima da mesa  e querem muito pegar-lhe.

19) Crianças que se recusam a entrar e a sentar-se no carro

20) Crianças que se recusam a tomar banho.

21) Crianças que se recusam a comer.

22) Crianças que se recusam a fazer qualquer coisa que a mãe ou o pai lhes tenha pedido, exigido, ou irracionalmente implorado.

É recomendado o tratamento imediato através de uma abordagem holística parental tradicional.
As Terapias mais eficazes incluem:

  1. Saída à noite!
  2. Comer grandes quantidades de gelado, pipocas, batatas fritas, ou chocolates, no silêncio da noite.
  3. Beber vinho na banheira depois das crianças terem ido para a cama. Inclui: o uso de espuma, revistas, Candy Crush, e de preferência à luz de velas para efeito mais completo.
  4. Desabafo numa rede social.
  5. Largar uns palavrões longe dos ouvidos dos miúdos
  6. Culpar o cônjuge, a sociedade, ou os avós para a criação de tais monstros.
  7. Repetir várias vezes o mantra: “Isto é só uma fase”

Enquanto o fenómeno da Síndrome de Pais Acabados (SPA) é amplamente divulgado, os casos apresentam variações muito disparas, com base na experiência individual. O investigador recomenda a criação de laços afectivos fortes, encarar os sintomas com humor dando sempre o benefício da dúvida à criança e o estabelecimento de uma relação saudável para o total açambarcamento livre de culpa de todo o chocolate escondido na lavandaria.

Estágios avançados de SPA são muitas vezes expressos como os primeiros sintomas da Síndrome do Ninho Vazio.
É também usual os últimos estágios de SPA apanharem os primeiros de uma Crise de Maia idade, e muitas vezes desenvolver-se um diagnóstico tardio ou errado. Para obter mais informações, consulte o Anexo A, que descreve as várias maneiras em que os pais expressam sua raiva por falta de higiene e de vestuário adequado.

Por Sarah Cottrell, para Scary Mommy,
traduzido e adaptado com autorização por Up To Kids®,

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Quem não se lembra do adorável, corajoso e super leal Falkor do Never Ending Story?

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Na primavera passada, a Etsy Shop GameGuardians criou artesanalmente uma cópia de peluche do Falkor. O brinquedo tornou-se viral na internet e a quantidade de encomendas foi tão grande a Etsy não conseguiu dar resposta às encomendas.falkor2

 

A boa notícia é que devido à falta de capacidade de produzir o brinquedo de forma interminal, os criadores colocaram à venda um kit de instruções de como criar o peluche de forma a que possa chegar a todas as pessoas, a um preço mais acessível.

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“Já percebemos que o mundo precisa de mais Falkors. Eu não pretendo vende-lo a preços impagáveis. Por isso vou começar a vender o Kit de instruções e ilustrações detalhadas. Desta forma as pessoas terão a possibilidade de criar o seu Falkor, e personalizá-lo conforme queiram. Podem fazer a quantidade que quiserem e vender se quiserem.”

40 anos. Filhos. Saídas à noite
A má notícia é que já não és cool.
A boa notícia é que não queres saber.

Conhece a música “Sorry” do Justin Bieber?

Provavelmente se está a ler este artigo é porque tem Q U A R E N T A anos. Ou mais. E por isso, das duas uma: ou tem filhos crescidos que gostam de Bieber e conhece a música, ou se ainda tem bebés em casa e o Bieber não passa no panda, então não conhece.

 

Kim and Penn Holderness são um casal do North Carolina, nos EUA, que costuma fazer vídeos caricaturados sobre a parentalidade.

Desta vez presenteiam-nos com um tema que a muitos de nós é já familiar: a vida começa depois dos 40. Mais precisamente as saídas à noite depois dos 40. Claro que poderíamos contar inúmeras histórias de sucesso, mas resumidamente estamos cansados e já não somos cool.
A boa notícia é que não queremos saber.

Ler também Meninos hoje vamos saír


This. Is. 40. And we love it. In bed by 9 and only do the dance moves we knew in college”
“We are 40 and we really aren’t caring”

MAGIK PLAY REINVENTA A FORMA COMO AS CRIANÇAS BRINCAM E APRENDEM

A questão da utilização dos tablets por crianças tem sido um tema de discórdia entre pais, educadores e especialistas. Há quem seja a favor, pelo desenvolvimento acrescido que pode representar para uma criança através dos estímulos e da informação ilimitada, e quem seja contra devido a 1001 argumentos, nomeadamente, o possível desenvolvimento de um vício em idade precoce, excesso de estímulo cerebral descuidando o estímulo a nível das motricidades fina e grossa, a dificuldade em compreender um registo bidimensional ou tridimensional estático como uma revista ou o equilíbrio de sólidos geométricos empilhados.

O Magik Play veio revolucionar tudo aquilo que conhece a nível de jogos e aplicações infantis. É um conjunto de jogos educativos que transformam o iPad™ num cenário virtual à frente do qual as crianças poderão fazer construções com blocos de madeira reais.

Os jogos Magik Play, pretendem mudar a forma como as crianças brincam e aprendem com o iPad™ através da interação dos tradicionais blocos de madeira com o iPad™.
Magik_Blocks

Estudos sugerem* que a ligação entre a interação física e a interação digital podem aumentar o envolvimento e a ligação das crianças com o que estão a fazer, sendo particularmente indicados para motivar as crianças a aprender de uma forma mais divertida.

A Magikbee, uma startup Portuguesa  constituída por pais e investigadores universitários e que criou este projeto educativo, constatou que as crianças estão a perder o entusiasmo de brincar com brinquedos físicos e ao mesmo tempo estão cada vez mais atraídos pelos tablets. Este tipo de comportamento incentivou-nos a fazer algo diferente e único.

“Como pais de crianças pequenas, podemos dizer que estamos cansados de brinquedos plásticos e sentimos a falta da simplicidade dos tradicionais brinquedos de madeira. Foi por esta razão que nós achamos que a combinação dos tradicionais brinquedos de madeira, com o lado mais sofisticado e hi-tech do iPad™, eram um par perfeito. Até ao momento criamos três apps Magik Play adaptadas às fases de desenvolvimento de diferentes tipos de idades. Em cada uma das apps desafiamos as crianças a procurar soluções para cada problema que lhes surge no ambiente digital, utilizando os diferentes blocos de madeira que estão disponíveis no mundo físico.”

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Estes jogos são desenhados para estimular as capacidades motoras, as noções de espaço, criatividade e a colaboração:

Para crianças entre os 3 e os 5 anos desenvolvemos desafios simples que reforçam a importância de reconhecimento de formas básicas no ecrã, utilizando os blocos básicos de madeira

Para as crianças dos 4 aos 6 anos, apresentamos alguns cenários inesperados para que as crianças façam pequenas construções com os blocos de madeira, de forma a poderem passar de nível.

Para as crianças acima dos 5 anos temos desafios ainda mais difíceis e que requerem a colaboração dos pais, irmãos ou amigos para completarem as missões.

Este tipo de interação simples só é possível porque a Magikbee desenvolveu uma tecnologia interativa que não necessita de baterias, fios, ou uma ligação permanente à internet. Os brinquedos de madeira conseguem simplesmente comunicar com o iPad™, sem terem mesmo que entrar em contacto físico.

“Chamamos a isto o nosso pequeno toque de magia! “A Startup estima entregar as primeiras unidades do Magik Play em Maio de 2016. O kit Magik Play incluirá o acesso a 3 apps, um conjunto de blocos mágicos e ainda um elegante e funcional suporte para o iPad™.

Neste momento está a  Magikbee está a lançar uma campanha de crowdfunding, no Indiegogo, para financiar um projeto educativo inovador – Magik Play: pela primeira vez as crianças poderão brincar com blocos de madeira com o iPad™.  Durante o período de campanha, no Indiegogo, o kit Magik Play terá descontos especiais de até 50% para as primeiras compras.Magik_Play_Kit2Magik_Play_Kit3Magik_Play_iPadstand
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O sono, ou a falta dele, é uma das grandes preocupações dos pais. As crianças dormem pouco, acordam muitas vezes durante a noite, não querem ir para a cama, não adormecem sozinhas, acordam a família toda a altas horas da madrugada, e poderíamos continuar a escrever um rol de queixas que os pais vão fazendo.

Dormir é uma necessidade básica, quer para os filhos como para os pais. para todas as queixas existem um sem número de técnicas, estratégias e métodos que prometem ser aquela solução que todos procuram. Mas a verdade é que não existe nenhuma que seja eficaz para todas as pessoas, assim, cabe aos pais a difícil tarefa de escolher.

Para começar facilita todo o processo se os pais aceitarem a situação tal como ela é. Não vale a pena lutar contra o que está a acontecer, aceite que o seu filho não dorme a noite toda, que chora, que precisa de vocês.

Em seguida procurem a razão pela qual isso está a acontecer. Lembram-se quando o vosso filho tinha 2 meses e começava a chorar? O que faziam? Tentavam procurar a razão e iam excluindo por tentativa e erro o motivo, porque não experimentar novamente? Será que tem fome, está frio ou calor? Precisa de afeto? Passamos pouco tempo juntos durante o dia? Tem medo de estar sozinho no escuro? Estas são apenas algumas questões, podem continuar à procura de outros motivos.

Depois de encontrar a razão passem então à última fase, encontrem uma estratégia para ajudar o vosso filho a dormir melhor!

Para ajudar a refletir aqui vai um exemplo prático da minha experiência pessoal. O meu filho acordava muitas vezes durante a noite. Primeiro decidi aceitar a situação e parar de lutar contra ela. Com calma observei o seu comportamento durante as noites e os dias, foi aparecendo um padrão, sempre que ganhava novas competências e capacidades as noites pioravam. Relembrei algumas questões acerca do desenvolvimento, quando uma criança ganha novas capacidades por um lado acorda pode acordar várias vezes durante a noite para as experimentar, por outro os ganhos de autonomia trazem o medo e ansiedade pelo que precisa de mais conforto. Quanto à última fase não restava muito a fazer, aceitei o que estava a acontecer, compreender o desenvolvimento infantil ajudou a normalizar o comportamento, e quando ele acordava dava o conforto que ele precisava para ultrapassar os medos e receios.

Assim cada família deve encontrar as respostas necessárias para resolver e ultrapassar a situação.

E que tenham noites calmas!

Por Rita FelizardoConselheira Parental em Leiria

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