A Matilde nasceu a 12 de Abril deste ano, tem um mano Rodrigo de 18 meses, e uma mana mais velha, a Thaís com 11 anos.

“Com 1 mês e meio a Matilde foi diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal Tipo I. A forma mais grave e fatal desta doença rara. É a notícia mais devastadora que alguém pode dar a um pai ou uma mãe…”

A Atrofia Muscular Espinhal Tipo I

É uma doença degenerativa neuromuscular autossómica recessiva frequente, reportada em 1/10.000 nados vivos e a principal causa genética de morte, atualmente.

O neurónios que partem da espinal medula e que transmitem informação aos músculos, vão progressivamente morrendo e o doente apesar de poder ter inicialmente ter uma força muscular normal, vai perdendo força e desenvolvendo atrofia muscular, paralisia progressiva e perda de capacidades motoras. Afeta todos os músculos do nosso corpo, poupando habitualmente a face. Além da fraqueza dos músculos membros, os músculos respiratórios são afetados condicionando insuficiência respiratória progressiva e geralmente numa fase mais avançada, dificuldades na deglutição. A fraqueza predomina nos músculos proximais, de forma mais marcada nos membros inferiores e acompanhando-se geralmente de escoliose.

O Tipo 1 (anteriormente conhecido como doença de Werdnig-Hoffman), que se manifesta antes dos 6 meses de vida, na qual as crianças nunca adquirem a posição de sentado independente e falecem (ou ficam dependentes de ventilação 24h) antes dos 2 anos de vida. Caracteriza-se por uma hipotonia grave, dificuldade no controle cefálico, dificuldades com o controlo da deglutição e insuficiência respiratória precoce.

O Diagnóstico e a Matilde

Os pais sempre acharam que a Matilde era diferente dos outros meninos. Mais molinha e por vezes engasgava-se a mamar. Quando a iam pesar perguntavam à enfermeira se era normal. Estavam preocupados. Na consulta de 1 mês, a Matilde não fazia algumas coisas que seria suposto fazer. A mãe, ainda mais preocupada, perguntou à doutora se era normal ao que respondeu: “os bebés não são todos iguais uns fazem umas coisas mais cedo que outros.”

Mas as mães têm um sexto sentido e pressentem quando os filhos não estão bem. E a mãe da Matilde, infelizmente, não estava enganada.

… o Dr. José Carlos Ferreira da Neuro pediatria, foi ter connosco para me observar e dizer o que achava que eu podia ter, e disse à mamã que o mais provável era ser uma doença genética rara e que era mau… a mamã e o papá choraram muito todos os dias…”

Com 1 mês e meio a Matilde foi diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal Tipo I. A forma mais grave e fatal desta doença rara.

É a notícia mais devastadora que alguém pode dar a um pai ou uma mãe…

A Matilde foi internada durante 2 semanas, começou a beber o leitinho pelo o biberão e a fazer fisioterapia com a Carolina, que ensinou aos pais uns exercícios de estimulação.

Na consulta de Neuropediatra especialista em doenças raras degenerativas – no Hospital Santa Maria também concordavam com o diagnóstico e pediram uma análise que conseguia os resultados do estudo genético em 4 dias. Explicaram aos pais o tratamento disponível que podia melhorar as funções motora e respiratória e a sobrevida. Que a Matilde iria ter de usar um suporte respiratório à noite para ajudar a expandir os pulmões e outros cuidados.
Teve alta do hospital no dia 07 à tarde e veio a confirmação do diagnóstico. Informaram do hospital que iriam pedir o medicamento para começar as injeções que ajudam a travar a progressão desta doença.
Mas os pais não desistem. Naturalmente. Eu faria e daria tudo para salvar a vida a um filho.
No dia 26 a Matilde voltou a ser internada, desta vez com insuficiência respiratória.

O Tratamento

Existe um medicamento novo Zolgensma “gene therapy” aprovado agora nos EUA pela FDA e que já foi enviado para a EMA para aprovação na Europa, que poderá ser a cura para esta doença, mas é “só” o medicamento mais caro do mundo e ainda vai demorar a chegar a Portugal (se chegar).

São cerca de 1.9 milhões de euros, mas neste momento é a única esperança para salvar a vida à Matilde.

Como ajudar

Carla e Miguel Sande, os pais, criaram uma conta solidária em nome de Matilde Sande – PT50 0035 0685 00008068 130 56 – Caixa Geral de Depósitos.
Criaram também uma página de FB  Matilde, uma bebé especial.
Os pais têm estado constantemente a actualizar  a página de Fb que criaram para este fim. Aqui fazem o ponto de situação dos donativos, com imagens do saldo de conta, fazem agradecimentos, e mais importante, partilham connosco o estado da pequena Matilde!

Olá meus queridos, 
Hoje estou um pouco mais calma, mas não passei bem a noite… ????
Tive febre e ainda me estou a adaptar à máscara da máquina de ventilação assistida. 
Mas vou continuar internada a tomar o antibiótico e a fazer a ventilação 24 horas…

Obrigada a todos pela a vossa preocupação e pelo vosso carinho, por caminharem junto connosco.”

E Ontem, mais uma vez:

“Olá meu queridos
Queria dizer vos que passei bem a noite… 
Estou a recuperar bem e ja respiro melhor, não tenho feito febre. 
Continuo a fazer antibiótico. Mas já tenho a máquina de ventilação assistida que vou usar em casa.

Obrigada mais uma vez a todos os que caminham ao nosso lado e que acreditam! 
Pelas orações e boas energias que nos têm enviado “

Agora toda a ajuda é bem vinda.
E se fosse consigo?

Matilde Sande – PT50 0035 0685 00008068 130 56 – Caixa Geral de Depósitos.

Neste momento já angariaram cerca de 1 milhão e 294 mil euros. Já faltou mais. Vamos ajudar a Matilde?

Estava no hospital à espera da minha vez para uma consulta, a sala cheia, pessoas sentadas, pessoas em pé, umas a conversar, outras a tossir, outras a reclamar, o placard a anunciar o número das senhas e de repente o choro de uma criança fez parar o barulho ensurdecedor da sala. Estremeci. Reconheço de cor o som de uma birra. Olhei e vi uma mãe com olheiras até ao chão, cabelo apanhado à pressa, um ar que tanto podia ser de desespero, como de exaustão, como de loucura. Era a vez dela, senha quinze, guichet número cinco. A miúda a fincar os pés no chão, a mãe a arrastar a miúda pelo braço e o choro cada vez mais alto. O placard anuncia outra vez a senha quinze, guichet número cinco. A mãe chega finalmente ao guichet, pede desculpa, um sorriso amarelo, a miúda senta-se no chão, a mãe tenta tirar papéis de dentro da mala, a miúda deita-se no chão a chorar, a mãe entrega o cartão de cidadão, a miúda puxa o casaco da mãe, a mãe não aguenta mais e dá um berro:

– Estás a fazer birras deste que acordaste, acaba já com isso ou levas uma palmada no rabo!

A mãe olhou à volta, pegou na filha ao colo, baixou a cabeça e saiu da sala.

Tive vontade de me levantar e ir abraçar aquela mãe. Podia ser eu. Podia ter sido eu o alvo daqueles olhares reprovadores. Aquele cansaço e aquele desespero podia ser meu.

Dias mais tarde, novamente numa sala de espera, desta vez nas urgências do centro de saúde com o meu filho, enquanto esperava que o chamassem, uma miúda choramingou o tempo todo. Todo. Passava do colo da mãe para o colo do pai, levantava-se, sentava-se no chão, deitava a cabeça nas cadeiras, fugia para os gabinetes das enfermeiras, dava pontapés no caixote do lixo, o pai levou-a a apanhar ar, voltou para o colo da mãe, atirou o telemóvel da mãe ao chão, a mãe deu-lhe uma palmada no rabo, ela chorou ainda mais alto e a mãe saiu da sala com as lágrimas nos olhos perante o abanar de cabeça de quem lá estava.

Tive vontade de me levantar e ir abraçar aquela mãe. Podia ser eu. Podia ter sido eu o alvo daqueles olhares reprovadores. Aquele cansaço e aquele desespero podia ser meu.

Aquela mãe precisava de um abraço, de colo, de alguém que lhe dissesse que não é má mãe, que os miúdos fazem birras sabe Deus porquê e que a culpa não é nossa. Mas, tudo o que esta mãe e a outra mãe e todas as mães recebem quase sempre, é aquele terrível olhar reprovador que diz sem dizer que estamos a fazer tudo mal, que não prestamos neste trabalho de sermos mães dos nossos filhos, que os miúdos são mal-educados e a culpa é nossa. Não impomos respeito, não sabemos educar e não definimos limites.

Vejo isto a toda a hora e em todo o lado. Nas salas de espera das urgências, nas filas de supermercado, nas lojas, no cinema, na praia, nos parques infantis, nos transportes públicos, nos restaurantes, em nossa casa. Que os miúdos se livrem de se mexerem na cadeira do restaurante, de se rirem alto, de se meterem nas nossas conversas, que se livrem de chorar de aborrecimento, de cansaço ou de dor, que se livrem de fazer uma qualquer birra estúpida, que se livrem de serem pessoas em construção, com vontades, frustrações e tentativas manhosas de nos manipular. Que se livrem de serem crianças, porque se o fizerem a culpa é nossa. Das mães que aos olhos dos outros não sabem ser mães.

imagem@gettyimages

Sim, tu aí, tu a minha barriga, ficas a saber que não gosto de ti! Pronto, já disse!

Há muito quem aceite a barriga, quem diga que carrega a marca de um amor maior, quem diga te chame genética ou metabolismo, ou o almoço de há bocado.

Eu, pura e simplesmente não gosto de ti! Desiludiste-me! 


Nunca foste modelo de revista, eu sei… Sempre gostaste de te acumular mais um bocadinho aqui e outro ali. Nunca exibiste uns abdominais exemplares, ou uma total ausência dos doces que como.

Mas eu não fui assim tão má para ti. Nunca abusei assim tanto da alimentação, besuntei-te sempre de cremes e coisas dessas. Tentei deixar-te sempre nutrida e saudável.

Portaste-te lindamente quando carregaste o meu bebé! Agradeço o teu esforço. Esticaste até mais não e nunca cedeste. Mas lamento, não gosto de ti! Não gosto do que te tornaste!

Desiludiste-me porque demoras a voltar ao que eras, se é que algum dia vais voltar. Não gosto de ti, porque vais-me obrigar a esconder-te no verão, e escondo-te porque, lamento dizer-te: És feia!

Não gosto de ti, porque apesar de não me definires de forma alguma, fazes parte de mim, e eu não consigo mudar-te.
Não sejas presunçosa, porque não és a marca de um amor maior. Sim, carregaste o meu filho, mas qNão gosto de tiuem o ama é o coração, não tu! Tu foste uma mera ferramenta, e como estou danada contigo, vou-te chamar obsoleta!

Há quem aceite e diga que se sentem bem com o corpo que têm. Pois eu não. Não me sinto bem, não gosto de ti, e não te acho de forma alguma bonita.

A vantagem no meio disto tudo, é que não mandas em mim.  
Vou-te odiar enquanto te mantiveres assim, e vou-te deixar bem escondida.

Porque não és tu que vais definir quem sou. Não és tu que me dás alegrias, e não és tu que me vais fazer feliz. 

Sabes, no final de contas, és só uma barriga, e eu vou continuar a esconder-te e a ser feliz, longe da tua vista!

Mas ficas a saber, que não gosto mesmo nada de ti!

imagem@mdig

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O dia 4 de Maio de 2012 calhou a uma sexta-feira, eu estava grávida e fazia as doze semanas na segunda-feira seguinte.

Estava a trabalhar, fui ao wc, limpei-me e vi o sangue no papel higiénico. Não sei quanto tempo fiquei ali a olhar para o sangue. Era sangue vivo, era abundante.

Vesti-me, fui ter com uma colega, das poucas que sabia que eu estava grávida e pedi-lhe para ir comigo à Maternidade Alfredo da Costa. Pelo caminho liguei ao meu marido, que em pouco tempo estava lá.

Abraçámo-nos.

Existe aquele mito de que não devemos contar que estamos grávidas antes das doze semanas. Eu já tinha estado de baixa, porque às 6 semanas o feto não estava a evoluir, mas depois disso parecia tudo normal, um coração que batia forte, as medidas supostas para o tempo e eu esqueci aquele pesadelo. Estava feliz, estava grávida e notava-se.

Quando cheguei à MAC tudo me pareceu demorar uma eternidade. Eu estava a perder sangue e a calma dos outros parecia-me uma ofensa. Fazer o registo, mostrar o cartão do cidadão, o cartão de saúde, dar a morada, contactos, por favor, eu só quero ouvir um coração a bater.

Entrei para a triagem e depois das explicações habituais, mandaram-me deitar numa maca. Ali fiquei deitada, num corredor, sozinha. Ao longe ouvia o som de outros corações, portas a abrir e fechar. Uma enfermeira passava de tempos a tempos e pedia-me para ir ver se ainda perdia sangue.

Depois do que me pareceu serem cem anos, fui chamada por uma médica sorridente. Deitei-me, fez-me uma ecografia, o sorriso desapareceu e disse-me que eu tinha sofrido um aborto espontâneo.
Não percebi nada. Eu continuava a querer ouvir um coração a bater.

Rapidamente me explicou que o feto teria parado de se desenvolver por volta das nove/dez semanas e só agora o corpo estaria a tentar expulsá-lo.
É muito comum, disse-me. Alguma coisa não estaria bem com o feto e o próprio corpo impediu que se desenvolvesse, era bom sinal. Falou em percentagens, casos de sucesso após aborto e mandou-me para casa esperar que o corpo fizesse o resto do trabalho.

Contei ao meu marido, à minha mãe, mas eu só pensava que o meu corpo tinha dentro dele o que foi um filho muito desejado e tudo tinha acabado.

Não sei se chorei muito ou pouco, ou o quão dolorosa foi esta perda. Todo o processo demorou um mês, entre idas ao hospital, colocar comprimidos e mais comprimidos para provocar a expulsão, contracções dolorosas e ecografias e mais ecografias, que mostravam sempre restos, que tudo se resumia a essa necessidade de tirar o feto de dentro de mim. Não havia lugar para a dor psicológica.

Fui maltratada no hospital por não querer fazer uma raspagem, não tinha filhos, não queria arriscar. Li de tudo na internet. Tomei banhos de água quente, bebi chá de canela, perdi a conta aos comprimidos, às dores, ao sangue que perdi.

Mudei de médico, encontrei a calma, era só esperar e não fazer mais nada. E assim foi.
A 27 de Junho de 2012 tudo terminou e eu chorei de alívio.

Durante o processo percebi que a médica da MAC tinha razão, uma grande percentagem de mulheres sofre abortos espontâneos, mas não falam sobre isso. Regra geral acontecem antes das doze semanas de gravidez e a sabedoria popular diz que dá azar contar, agoira, é preciso ter cuidado com o mau olhado e as mulheres sofrem sozinhas, como se fossem culpadas ou estivessem estragadas.

Não estão e devemos falar abertamente sobre o assunto. Desmistificar.

A 12 de Setembro de 2012 voltei a ouvir um coração a bater e dessa vez a história foi feliz.

imagem@guu.vn

 

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Adoras aqueles episódios emocionantes que te deixam colada ao ecrã e te levavam às lágrimas cada vez que termina uma temporada? Se és mãe, tenho uma excelente notícia para ti – não precisas de esperar pelo próximo episódio! Na verdade, tu fazes parte da série. Nunca tinhas reparado?! Não faz mal, já vais perceber do que falo.

Todos sabemos que “quando nasce um bebé, nasce uma mãe“. O que poucos sabem é que as mães vivem em reinos que se distinguem pelas suas crenças e convicções. Alguns destes reinos são mais hostis, outros mais pacíficos, mas quase todos partilham uma guerra antiga – o desejo de conquistar a coroa dos 7 reinos, aquela que lhes confere o título de “Melhores Mães de Sempre”.

Talvez te estejas a questionar sobre o local  onde se dão as batalhas. Basta entrares num grupo de facebook direccionado para mães ou em páginas dedicadas à maternidade para assistires a lutas sanguinárias, daquelas em que vale tudo, até arrancar olhos, e onde um post simples como “o rabinho do meu bebé está assado, que creme recomendam?” termina com frases como “isso só aconteceu porque não teve cuidado nenhum, a culpa é completamente sua, aposto que também tem o rabo assado“.

As personagens dos diferentes reinos andam sempre à espreita, de segunda a domingo, esperando ansiosamente que surja um post que lhes permita atacar sem dó nem piedade, defendendo as cores (crenças) da bandeira do seu reino.

Provavelmente já estão a conseguir identificar alguns dos reinos rivais a que me refiro. Ainda assim, permitam-me que os (re)apresente.

1 – Reino da Amamentação vs. Reino da não-Amamentação

Estes reinos andam constantemente de costas voltadas. Num dos lados vivem as mães que de peito inchado (literalmente) defendem a amamentação, que comparam o leite materno a ouro e aproveitam qualquer conversa para mostrar que são umas survivers, que “só não dá de mamar quem não se esforça“, que as “gajas do reino ao lado são negligentes, estão a criar crianças anafadas e que irão estar sempre doentes“. No outro lado vivem as mães que dão leite artificial; estas acham as primeiras umas histéricas, obcecadas, umas imaturas que cheiram a leite (literalmente), e que no fundo têm inveja dos peitinhos firmes e orientados para Norte das mães que vivem neste reino.

2 – Reino do Parto Natural vs. Reino da Cesariana

A verdadeira mãe é aquela que vive as dores do parto, que tem de fazer força para dar à luz e que no dia seguinte tem dores em baixo e não se consegue sentar– isto são algumas das frases que ouves nas ruas do Reino do Parto Natural. Dentro deste reino existem diferentes graus de mérito – em primeiro lugar, o parto natural sem epidural e sem pontos (estas são as “máiores”); em segundo lugar, aquelas que cumpriram um destes dois critérios; por último, as que não cumpriram nenhum, vistas como as mais fraquinhas da classe. Ainda assim, nada se compara às cobardes do reino rival, aquelas dondocas que se limitam a deitar na marquesa para dar à luz, umas mimadas a quem a vida é facilitada e que não vivem verdadeiramente a experiência de ser mãe.

No Reino da Cesariana riem-se dos comentários das vizinhas e tratam-nas como umas frustradas, umas traumatizadas que sofreram horrores nos partos, umas mal resolvidas cujo pipi já deu tudo o que tinha para dar.

3 – Reino das Papas Compradas vs. Reino das Papas Caseiras

Assim que uma mãe do Reino das Papas Compradas cria um post a perguntar se determinado sabor/marca de papa comprada no hipermercado é geralmente bem aceite pelos bebés, as rivais do Reino das Papas Caseiras surgem como tubarões que cheiraram sangue, atiram-se e mordem sem grandes ponderações – chovem culpabilizações, suposições de que a criança será um obeso miserável e sem auto-estima, palavras técnicas como maltodextrina, receitas de papas caseiras, acusações de que as tipas que dão papas compradas são umas preguiçosas, e um manancial de estudos que fundamentam todas as afirmações anteriormente feitas.

No reino vizinho acreditam que as inimigas passam a vida na cozinha e que para preparar as tais papas caseiras de que tanto se gabam não têm tempo para brincar com os filhos, são uma espécie de hippies que querem tudo natural mas que provavelmente ao cair da noite se enchem de chocolates e gomas para compensar as horas de tédio passadas à procura de estudos para usar como arma.

4 – Reino do Corpinho Pós-Parto Fantástico vs. Reino do Corpinho Pós-Parto em Recuperação

“Ela é” fotos de costas a mostrar um glúteo firme ao ponto de lhe tocar na nuca, “ela é” fotos a mostrar um six-pack utilizado como base para o filhote fazer escalada, tudo isto publicado nos grupos de mães com frases do género: “saí hoje da maternidade e já estou assim“. As “amigas” do reino ao lado, cujo corpo precisa de mais tempo para se ir recuperando, trocam mensagens privadas onde abundam palavras/frases como “convencida, snobe, cuida do corpo porque não cuida do filho, assim também eu“. Do outro lado, as vizinhas que criam aquele género de posts acham as rivais umas preguiçosas, que não cuidam de si, que acham que ser mãe serve como desculpa para se desleixarem, e que por isso precisam desta motivação extra.

5 – Reino do Dorme Connosco vs. Reino do Dorme no Berço

Se o teu filhote dorme contigo, não o digas a alguém do Reino do Dorme no Berço – vão aproveitar para dizer que estás a criar uma criança dependente, incapaz de estar sozinha, um fedelho mimado que se por acaso dormir menos bem receberá logo a justificação de que “isso acontece porque não o habituaram a dormir no berço“; podem até levar-te a pensar que tens uma perturbação qualquer que te impede de te separares momentaneamente da cria.

No outro reino as críticas ao primeiro também abundam, estes defendem que os pais que não partilham a cama com os filhos não se preocupam em criar laços, são frios e distantes, estão a fomentar nas crias um sentimento de abandono e rejeição capaz de explicar várias dificuldades que estas demonstram (“se dormisse com vocês nada disto aconteceria)”.

6 – Reino do Contra Tudo e Contra Todos Só Porque Sim

Este reino está em guerra constante com os restantes. As personagens que aqui habitam não defendem nenhuma “doutrina” em específico, a sua missão é apenas lançar o caos e contrariar tudo e todos só porque sim (daí o nome do reino). Se lhes falarem nas vantagens da amamentação, estas irão apresentar 1001 argumentos contra, se lhes falarem nas desvantagens da amamentação, irão buscar estudos que abordam “as 10 grandes vantagens de amamentar”. Num mesmo dia são capazes de aparecer em diferentes locais com posições opostas, não há limites, desde que se crie uma discussão séria a sua missão está cumprida.

Frequentemente estas personagens vivem infiltradas nos diversos reinos, esperando nas sombras que surja um tópico mais polémico que lhes permita dizer “não concordo!“. Depois de lançarem o seu veneno, afastam-se de mansinho e admiram ao longe as batalhas campais entre as restantes intervenientes; quando não têm esta oportunidade, lançam o tema e esperam, montando uma teia traiçoeira onde as mães dos outros reinos caem sem que se apercebam.

7 – Reino das Mães Livres

Contrariamente aos restantes reinos, aqui não existem guerras, nem ninguém ambiciona a coroa de “Melhor Mãe de Sempre”. Pelas ruas podem-se encontrar mães que fugiram de todos os reinos (excepto do 6!), convivendo de forma saudável e feliz. Não importa se dás LM ou LA, papas caseiras ou papas compradas, se partilhas a cama com o teu filhote ou não, se o teu corpo se está a recuperar mais ou menos depressa. O lema é “só tu sabes o que é melhor para o teu bebé”, por isso ninguém se mete na vida alheia, nem vive a pretensão de se achar capaz de determinar aquilo que é ou não melhor para os outros (até porque têm vida própria e muito com que se ocupar). Se virem algo que mexe com tudo aquilo em que acreditam, percebendo que existe abertura por parte da outra mãe, partilham esse sentimento, contudo sem tentar impor a sua posição – como poderiam impor algo sem conhecer aquele bebé, aquela mãe, aquela relação, aquela família, aquele meio?

Limitam-se a viver livres de pressupostos, da necessidade de ter razão e de fazer as suas opiniões prevalecer. Apenas cuidam dos seus o melhor que podem, um dia de cada vez, sabendo que deixaram de ser mães perfeitas no dia em que o seu bebé nasceu.

imagem@fanpop.com

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A primeira vez que senti culpa ainda estava na maternidade.

Na primeira noite a seguir ao nascimento da minha filha, ainda com o efeito da epidural e de todas as drogas que nos dão a seguir à cesariana, eu dormi cinco horas seguidas e a minha filha, no berço ao lado da minha cama, dormiu também. Eu ia abrindo os olhos, mas a minha força de vontade não era suficiente para me manter acordada. Quando acordei senti-me a pior das mães e ainda só era mãe há menos de vinte e quatro horas.

Na consulta com a pediatra para nos dar alta, fui informada que a minha filha tinha perdido muito peso. Ela não estava a mamar o suficiente e eu não tinha percebido – nem eu nem os enfermeiros. De cada vez que os chamava, porque ela se irritava com a mama ou porque passava horas agarrada a mama, a única coisa que me diziam era que eu tinha imenso leite, para continuar a insistir. E eu insistia, insistia, insistia, mas a miúda estava a chuchar e não a mamar.

Senti-me mais uma vez a pior mãe do mundo. Como é que eu não percebi que ela não estava a mamar? A amamentação não era aquela coisa especial entre mães e filhos? Que raio de mãe eu ia ser? Ao quarto dia toda eu era culpa, olhava para a minha filha minúscula e chorava enquanto lhe dava biberons de leite adaptado para ver se ela ganhava peso.

Ganhou peso, tivemos alta ao final do dia e nos dias seguintes eu passava o tempo a querer pesá-la. Entre a guerra para ela mamar e os biberons de LA, eu quase enlouquecia de culpa. Ao fim de um mês deixei de dar mama e passei exclusivamente para o LA.
A hora do leite deixou de ser uma guerra, ela continuou a ganhar peso e eu deixei de me sentir culpada.

Desde essa altura que tento viver a maternidade sem o peso da culpa. Tento estar sempre consciente que faço o melhor que consigo e que tomo as melhores decisões com as condições que tenho. Não dou importância às opiniões dos outros, as decisões para a nossa vida são tomadas apenas a dois, tento existir para além dos filhos e não os compenso por algum mal imaginário que lhes possa ter infligido.

Os filhos sugam a nossa energia desde o primeiro dia, esgotam-nos física e mentalmente e acrescentar a essa equação a culpa e o sacrifício, é como ter uma bomba relógio pronta a explodir a qualquer momento.

A culpa? Que morra sozinha.

imagem@123.rf

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Todas sabemos o quanto a maternidade é um momento incrível e como a nossa vida muda para melhor. Não conseguimos imaginar a nossa vida sem os nossos bebés, que fazem transbordar de amor os nossos corações. Mas, para além do lado maravilhoso, surgem coisas que não gostamos de ouvir ou que nos incomodam profundamente.

Para escrever este post conversei com diversas amigas e juntei as coisas mais destacadas por elas, para além da minha opinião pessoal.

Convido-vos a ajudarem-me a acrescentar itens à lista, comentando aquelas coisas que mais vos irritam na maternidade!

Vamos aos tópicos:

1) Competição entre mães

Quando acabamos de ter os nossos filhos (principalmente o primeiro), ficamos bastante inseguras. É um mundo totalmente novo e queremos viver todos os momentos intensamente e aproveitar os nossos bebés a cada minuto.

É neste cenário que chega outra mãe “mais experiente” e começa a fazer as famosas comparações! É verdade que muitas vezes elas não são feitas com maldade, mas, mesmo assim, são coisas que ninguém gosta de ouvir. Esse tipo de comentário faz-nos sentir como “más mães”. E a insegurança que já estava alta, vai até ao limite! Já para não falar que este tipo de comentários faz parecer que os nossos filhos são menos capazes e inteligentes… Coisas como: “Mas como é que o seu filho ainda não dorme a noite toda? O meu com 1 semana já dormia 10 horas seguidas!”, ou “Com esta idade o meu filho já falava há muito tempo!”, ou até “O meu filho come de TUDO! O seu não?”, são coisas que devemos evitar comentar porque irritam muito!

2) Baby-sitters/enfermeiras que se aproveitam da falta de experiência de uma “new mom

Lembro-me de que quando tive os gémeos contratei uma enfermeira para me ajudar. Eram dois bebés, estava insegura com toda a situação. Claro que ela me ajudou bastante, afinal, eram dois bebés! Mas eu sentia-me um pouco mal, às vezes ia pegá-los ao colo e ela tirava-os de mim, eu ficava extremamente irritada com isso! Quatro meses depois, quando ela saiu de casa, senti-me livre! Parece que, a partir daí, me tornei realmente mãe dos meus filhos!

Obs: Quero deixar claro que as baby-sitters e enfermeiras ajudam muito, esta foi uma sensação pessoal (antes que me julguem).

3) Os que adoram mandar palpites

Assim como em relação à competição entre mães, alguns palpites (a maioria deles) não são ditos com maldade, mas são extremamente irritantes para as mães. “Devia calçar-lhe umas meias, está com os pés gelados”, “Ele está a chorar porque está com fome! Será que o seu leite é fraco?”, “Não o deixe dormir ao colo, senão ele habitua-se!”… Estas frases incomodam a maioria das mães, pois parece que não estamos a saber cuidar dos nossos filhos de forma correta, dá a impressão de que somos desatentas!

4) Marido que não ajuda em nada

Eu, graças à Deus, tenho um marido que me ajuda bastante e é “pau para toda a obra”! Mas quando perguntei a algumas mães o que mais as incomodavam na maternidade, muitas citaram “o marido que não ajuda”. Realmente deve ser bem stressante precisarmos da ajuda do parceiro na rotina do nosso filho e não a termos! #ficaadica para os maridões!

5) Pressão social

Atualmente, a internet faz com que as informações cheguem até nós de modo muito rápido e as mães têm sofrido com a “síndrome da mãe perfeita”. Mas não existe um manual para ser “A” mãe!

A patrulha social tem vindo a julgar e qualificar quem são as boas e as más mães e isto está a deixar as mulheres malucas. Se não amamenta até aos seis meses exclusivamente, se não teve um parto normal, se trabalha fora e deixa o seu filho com a baby-sitter boa parte do dia: então não é uma boa mãe. Até as piadas sobre a  maternidade nas redes sociais fazem com que os dedos se virem para nós, com comentários do tipo: “Então, por que teve filhos? Não deveria ter tido!”. Este género de coisas, em particular, irrita-me profundamente.

6) Mães xiitas

Cada vez mais tenho observado mães xiitas, principalmente no mundo virtual. Escrevo um blogue, acompanho diversos outros, tenho redes sociais e é impressionante verificar como não podemos falar absolutamente NADA que não seja perfeito ou politicamente correto quando o assunto é a maternidade. Se damos algum alimento que não seja orgânico, somos péssimas mães! Se comentamos que estamos cansadas, somos piores ainda! Não existe um meio-termo, não existe exceção! Não sei se estas mães não saem realmente da linha uma única vez ou se apenas escrevem e julgam as outras pelo outro lado do ecrã do computador. #prontofalei #desabafo

Artigo publicado em Just Real Moms, adapatado por Babelia Traduções para Up To Kids®

logobabelia

 

A maternidade é a recruta das mulheres

Quando me perguntam qual foi a coisa que mais mudou na minha vida depois de ter sido mãe, além da resposta óbvia, – foi só toda a minha vida, desde a forma como a vivo todos os dias, à forma como a quero viver no futuro – eu costumo dizer que, para mim a maternidade foi uma espécie de recruta das mulheres.

Normalmente as pessoas ficam com aquela cara de poker, e então explico: passei a dormir muito pouco e a acordar com as galinhas. Aprendi a fazer tudo aquilo que tinha conseguido adiar durante uns anos, e sim, inclui algumas tarefas domésticas e  muito auto-controlo emocional (da emoções boas e más, porque uma mãe não pode estar sempre a chorar, caramba!). Aprendi a ser enfermeira, bombeira, educadora, professora, moderadora, entre tantas outras. E tudo isto por causa dos meus filhos. E tudo isto enquanto continuo a ser mulher, companheira, amante e amiga. Porque não podemos deixar de nos sentir nós próprias. 

Com a maternidade passamos a ter alguém totalmente dependente de nós.

Não dá para escapar uma refeição por não me apetecer cozinhar, porque a criança tem de comer sempre. Não dá para desligar o despertador para dormir mais uma hora, e sem querer, dormir mais três. Não dá. A criança precisa de acordar e de mudar a fralda, de tomar o pequeno almoço e mudar a fralda, precisa de ouvir uma música ou ler uma história. Hoje fazemos um puzzle logo depois de mudar a fralda. A criança precisa de almoçar e de dormir a sesta. A criança precisa. E nós mães, qual recruta apresentamo-nos ao serviço. Com a diferença que não conseguimos estar impecavelmente fardadas, e nem tão pouco tentamos. Depois de sermos mães, não podemos fingir que somos só nós. E ainda bem porque quando quando éramos só nós, a felicidade tinha outro sabor.

Quando comecei a escrever sobre este tema, como habitualmente faço, pesquisei no google para perceber se já alguém tinha feito esta comparação, e encontrei um artigo publicado no Público em 2013, da Sofia Anjos, chamado “Ser mãe é a tropa da mulheres”.

Será que o li na altura e que a minha expressão adveio daqui? Não faço a menor ideia. Não me lembro. Mas despeço-me aqui, porque tudo aquilo que eu tinha pensado está aqui tão bem descrito. Ora vejam:

“Ser mãe é a tropa das mulheres

Consigo segurar o biberão com o queixo. Foi uma questão de dias, após o bebé nascer, até descobrir umas quantas tarefas que podem ser feitas com uma só mão. Algumas com dois dedos apenas. Penso que se um dia ficar maneta, safo-me.

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A todas as Marias do mundo

Em tempos tive uma colega de trabalho que me parecia totalmente desorganizada e talvez um pouco obsessiva.

Na altura eu não tinha filhos e ela tinha dois em idade escolar.

Nunca chegava a horas. Aparecia sempre com alguns minutos de atraso, o que na minha cabeça não fazia qualquer sentido. Todos os dias havia um drama; ou eram as notas dos putos, o carro avariado, o ex-marido que não colaborava, uma consulta médica, a mãe ou a avó ou o cão ou o gato….

Hoje, por um comentário de uma colega de equipa percebi que agora sou eu a Maria.
Não chego atrasada porque felizmente tenho a ajuda do meu marido, mas nunca, nunca mais vou desvalorizar 30 segundos que seja.

Uma birra matinal, um xixi à última da hora, um abraço mais prolongado na despedida no colégio.
E sim, eu sou a pessoa que treme quando recebe um telefonema da educadora, mesmo quando é só para dar um recado.

Sou a pessoa que todos os dias tem mil e quinhentas coisas em que pensar. Almoço, escola, férias (meu Deus as férias!) horários, roupa, calendário das festas de anos, prendas para as festas de anos…
E muitas vezes tenho de sair mais cedo – são consultas médicas, festas de fim do ano, avaliações (e o mês de Agosto!?).

Eu sou a Maria!

A que coloca os filhos em primeiro lugar. A que tinha uma carreira e agora tem um emprego. A que saía todos os fins-de-semana e tinha uma vida social preenchida e agora foi promovida a motorista em part-time.

Eu sou a Maria! A que às vezes está perfumada e maquilhada e outras usa o cabelo apanhado porque não teve tempo de se pentear.

Eu sou a Maria, a que suporta os olhares reprovadores dos colegas sem filhos ou daqueles que já não se lembram quando tiveram filhos pequenos.

A que se contenta por ter um emprego. Porque eu sei que a minha verdadeira carreira, o que faço bem e que me dá maior retorno e prazer não acontece no horário das 9:00 às 18:00.
Eu tenho duas filhas e sei que, um dia, também elas terão esta capacidade maravilhosa de serem mulheres, mães, amantes, terem um emprego (com sorte uma carreira), gerir uma casa, controlar o choro, os nervos, a vontade de gritar ou desistir…, porque todos os dias ao acordar também elas serão Marias no seu tempo, e vão poder olhar para o rosto de seres maravilhosos e pequeninos e ter um grande motivo para sorrir e viver.

 

A maternidade consiste numa série de eventos infelizes que une as mulheres no mais ingrato e revoltante trabalho do mundo.

Ok, é muito mais do que isso, mas os eventos infelizes fazem, definitivamente parte desta experiência universal.

Quando me cruzo com uma mãe, quer seja a Angelina Jolie ou uma mãe solteira adolescente, sinto uma ligação instantânea com ela, porque sei que ambas já tivemos um puto a vomitar na nossa cama ou um bebé a arder de febre pela noite dentro.

Quando era miúda, pertenci aos escuteiros e ganhei algumas medalhas de mérito que na altura serviam basicamente para me gabar de feitos como boa desportista/atleta, voluntária para uma boa causa etc. Tenho andado a pensar em procurar esse cinto, e criar as minhas próprias medalhas de mérito: As medalhas da maternidade!

  1. Medalha Melhor Engenho: Apanhar vomitado no ar com as próprias mãos
  1. Medalha melhor estátua: Fazerem-nos xixi para cima e nem sequer pestanejarmos
  2. Medalha Disney: Conseguir não perder um dos miúdos no parque
  3. Medalha melhor Voluntário: Sobreviver a uma tarde com miúdos chatos, mal criados, irritantes e que não são os meus.
  1. Medalha Melhor Magia: Desaparecer com uma fralda suja em público, num carro em andamento, ou quando estamos ao telefone sem perder pitada da conversa.
  2. Medalha de Pesca: Pescar bolas de cocó da banheira sem te engasgares
  3. Medalha de sobrevivência: Tens de conseguir descansar tudo em três horas de sono
  4. Medalha da Versatilidade: Usar a casa de banho como esconderijo, pequeno escritório e, em caso extremo, quarto.

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