A culpa e a insegurança maternas

Observando os primeiros dias de aulas numa instituição de Educação da Infância, percebemos a postura das mães em relação aos pequenos. Demonstram insegurança, receio, apego excessivo e até mesmo uma espécie de ciúme velado (ou explícito) em relação à professora. Tudo isto é muito natural, se passar nas primeiras semanas de aulas, quando os diferentes intervenientes deste processo já se encontram adaptados.

Acontece, no entanto, que algumas mães continuam a apresentar dificuldades em deixar a criança na escola com tranquilidade. Este é um dos muitos exemplos através dos quais podemos analisar a figura da mãe, com processos psicológicos de culpa e insegurança…

Análise histórica

Remontando a questões históricas, a 2ª guerra mundial levou homens para campos de batalha e mulheres para fábricas. A guerra acabou, os homens voltaram para as fábricas, mas as mulheres não quiseram voltar para os fogões. Sentiram-se capazes de trabalhar fora e, ao mesmo tempo, gerir a criação dos filhos. De serem esposas, sem abrir mão de serem profissionais.

Embora a conquista desse espaço tenha sido justa, gerou impactos na estrutura social da família, cujas filhos precisavam de ficar num ambiente substituto. Então, ao mesmo tempo que as mulheres se rejubilavam com as conquistas profissionais, começaram a sofrer as consequências da sua ausência em casa.

Na verdade, está implícito na culpa uma condição histórica da mulher que “só” ficava com os filhos. É raro vermos homens que se sentem culpados por trabalhar 8 horas por dia, pois já estava “estabelecido” que o homem trabalha fora, e não tem a responsabilidade de estar perto dos filhos o tempo todo.

A mulher é biologicamente condicionada a ficar em casa quando sua criança nasce. Deve parar de trabalhar. O recém-nascido precisa do seu corpo para viver. O vínculo de afeto estabelecido entre mãe e filho alimenta a criança.

Mas… Tudo na vida são fases, casulos, pupas e borboletas… Com o passar do tempo, mudam as necessidades da criança. E do adulto também!

A evolução

E esta mãe, que sentia dificuldades em deixar a sua criança na escola, que fará ela quando o seu filho crescer e for trilhar os caminhos da própria vida? O que vai acontecer a esta aquela mãe culpada, quando encarar de frente o ninho vazio? Deixou as autorrealizações de lado para se dedicar única e exclusivamente aos filhos? Desistiu do casamento? Da carreira? De si mesma?

Estas reflexões são necessárias. Dolorosas, mas necessárias. A culpa e a insegurança maternas, na primeira infância, podem moldar um futuro caráter inseguro e egoísta nas crianças, mas sobretudo, fazer com que a própria mulher perca a identidade e o autoconceito, perdendo-se a si mesma.

Estudo confirma: Ficar em casa com os filhos é mais extenuante que ter um emprego

Manter a casa limpa e arrumada, preparar e planear refeições (de preferência saudáveis), lavar e passar roupa a ferro.

Levar os miúdos à escola e da escola para as atividades extracurriculares. Acompanhar os TPCs, brincar, leva-los ao pediatra, dentista, oftalmologista, otorrinolaringologista e a todas as especialidades médicas que precisarem. Saber o nome dos amigos e respetivas mães e lidar com os grupos de whatsapp de cada turma e de cada actividade de cada filho.

A lista de afazeres diários de muitas mães e pais pode ser longa, exaustiva e muitas vezes desesperante. No entanto, a sociedade geralmente não reconhece este esforço dos progenitores que optaram por ficar em casa com os filhos.

Muitas pessoas, especialmente as que não têm filhos, pensam que é muito mais cansativo ter um emprego a tempo inteiro do que ficar em casa a criar e a educar os filhos.

A critica alheia

O pior é quando familiares próximos, muitas vezes o próprio marido ou mulher do progenitor que está em casa, não percebem porque é que este está sempre cansado. Aliás, não há pior pergunta do que “O que é que fazes o dia inteiro?

Investigadores da Universidade Católica de Lovaina entrevistaram quase 2.000 pais, principalmente mães, e concluíram o trabalho de mãe/pai a tempo inteiro é muito mais cansativo do que trabalhar fora.

13% das mães demonstraram um alto nível de exaustão. Com um profundo sentimento de incapacidade de lidar com todas as tarefas diárias, apenas uma em cada dez mães conseguiu reconhecer que abdicar do seu emprego veio a comprometer seriamente a sua saúde física e emocional.

Es definitivamente uma mãe/pai quando…

Um outro estudo, da empresa Aveeno, sobre a mesma temática, aprofundou também as dificuldades do dia-a-dia dos novos pais. Segundo esta pesquisa, 22% dos pais e mães inquiridos admitiu que, depois do bebé nascer, nunca mais conseguiram terminar uma chávena de chá, 33% só utilisa uma mão enquanto come, 19% nunca mais conseguiu ver um programa de televisão completo e  17% queixaram-se de dores de costas. (Os restantantes não se queixaram, mas garantidamente sofrem do mesmo problema.)

A Competição de mães/pais nas redes sociais

Também foi abordado neste estudo a influencia das redes sociais na parentalidade.

Segundo os resultados,71% dos pais admite que as redes socais os tornaram mais competitivos em relação a outros pais. 22% afirmaram que a pressão para se ser uma mãe/pai perfeita/o é grande. Que cada  a partir do momento que cada um exibe os seus feitos com os filhos. São bolos e festas de anos megalómanos e quartos de criança que parecem ter saído das revistas. Gurus da parentalidade que nunca deram um grito aos filhos. Amigos da natureza que reciclam, não usam fraldas descartáveis e só dão alimentos bio. Nas redes sociais vale tudo. Aqui é exibida uma parentalidade que raramente corresponde à real.

Amo ser mãe, quase todos os dias…

Amo o meu filho como qualquer mãe, tanto que dói! Sou completamente louca, apaixonada e obcecada por ele. Penso nele 24H por dia, e o meu objectivo de vida é vê-lo ser feliz!

Mas às vezes não me apetece….

Às vezes cansa… E não vale a pena culpar o stress dos tempos que correm ou a azáfama de ser mãe trabalhadora, porque a verdade é que não é nada disso.

A verdade, que eu admito aqui, e que tenho a certeza que muitas mães sentem é que às vezes quase que apetece nunca os ter tido. EU DISSE QUASE!

Há dias em que simplesmente não me apetece… Não me apetece ir busca-lo à escola sem sequer ter tempo para olhar de esguelha para uma montra na rua.

Não me apetece dar banho e sair da casa de banho como quem acabou de enfrentar um tsunami…

Não me apetece ter que ver aquela camisola que tanto gosto suja de baba, de ranho ou do esparguete à bolonhesa que ele decidiu atirar-me.

Não me apetece ver o panda, ou a patrulha pata ou a porra da Masha mais a merda do urso.

Não me apetece ter que ir para a cama às 21h da noite para passar 1h deitada a tentar que ele adormeça enquanto canta, bate palmas, grita, chora, ri – tudo menos dormir.

Não me apetece arrumar um monte de brinquedos e pisar três legos porque, se pudesse escolher, preferia andar descalça sobre brasas do que pisar aquela porra.

Às vezes me apetece comer legumes nem peixe mas sim uma pizza, só que não porque “o menino também vai querer”.

Não me apetece acordar às 7h e ter que jogar à bola e cantar quando ainda tenho um olho meio fechado e o bafo da cama.

Não me apetece ter que repetir o seu nome pelo menos 15 vezes porque ele continua a não ouvir o que lhe digo.

Não me apetece ser literalmente atropelada, amassada e apertada quando ele decide fazer de mim um trampolim e saltar-me em cima durante o que me parecem ser horas.

Não me apetece ter que andar a sussurrar a partir das 22h como se vivesse num convento.

Não me apetece preparar roupa lavada e lanchinhos todos os dias, quando para mim nem um iogurte liquido sobra.

Não me apetece ir esfregar nódoas de relva, de comida e de lápis de cera e de sei lá eu mais o quê, porque na verdade mais parece que o puto andou a nadar num contentor de lixo…

Há dias em que simplesmente não me apetece… mas tem que ser.

Porque ser mãe é mesmo assim. Sem folgas, sem fins-de-semana, sem férias, sem feriados, sem pausas, sem descanso. É um trabalho constante e para toda uma vida.

E por mais que, na verdade, sejam muito mais as alegrias, a felicidade, o amor e os momentos bons, há sempre dias em que não me apetece.

image@imgrum

 

 

Há três anos atrás, o meu marido fez uma promessa unilateral aos meus filhos: cada vez que um de nós dissesse um palavrão poríamos 20cts no frasco das asneiras. Se algum dia o frasco estivesse cheio, o dinheiro ficaria para os miúdos. Quando me transmitiu esta decisão, eu só tive duas coisas a dizer, primeiro que tudo: WTF? E segundo: ´Tás a gozar?!

Meti logo 10€ no frasco e disse-lhes que era um adiantamento para o verão. Os miúdos ficaram baralhados, até porque ainda não têm a noção do valor do dinheiro, e acham que tudo o que são notas vale milhões de euros.

O meu marido, foi mais fiel ao prometido, e antes de chegar ao outono já quase tinha acabado com as nossas poupanças! Por isso, depois dos miúdos fazerem a primeira divisão do dinheiro, sim o frasco estava cheio, alteramos a política dos palavrões lá em casa. As asneiras voltaram livremente e podíamos dizer qualquer merda que nos apetecesse sem nos justificarmos. Aqui estão as cinco razões que nos levaram a pensar assim:

  1. Porque somos adultos
    Claro que isto não traz exactamente as vantagens que o meu “eu de 11 anos” imaginava que traria. (Eu via-me com um ar blasé de copo de vinho na mão a conversar com o meu ator preferido sobre a minha menstruação, enquanto conduzia um carro de golf numa praia deserta.)
    Mas um dos verdadeiros benefícios de ser adulto, é que somos totalmente livres para dizer o que nos der na real gana, sem sermos castigados! São os benefícios da idade!
  1. Porque eles são crianças
    Claro que eu sei que é importante sermos um bom exemplo para os nossos filhos. E é por isso que eu visto umas calças quando os vou deixar ao colégio, apesar de no inverno nem sequer ser necessário porque com o casaco comprido só Deus sabe o que tenho por baixo! Mas enquanto eu estiver no comando, e os estiver a orientar no seu crescimento eles têm de perceber que eles não são adultos e eu sou. Por isso, em relação a determinados assuntos usamos o chavão “faz o que eu digo e não faças o que eu faço”. Por isso eles não estão autorizados a dizer palavrões, a conduzir, a usar a torradeira, a atravessar a estrada sozinhos, nem a beber minis antes do jantar! Um dia poderão fazer tudo isto. Por agora não, mas eu gosto de mostrar-lhes algumas destas merdas para ficarem já com água na boca!
  2. Porque com crianças é só conversas de bebés, eufemismos e códigos cutxie cutxie indecifráveis. Fazer ó-ó, o papão, ter dó-dóis, dar tau-tau, ir papar… e por aí fora! O beneficio de praguejar estrategicamente é que se acaba com essa algarviada toda. O meu filho de 8 anos fez propositadamente a irmã chorar: eu sentei-o, olhei-o nos olhos e disse-lhe calmamente: “Pára de agir como um merdas para a tua irmã!” Pestanejou duas vezes e percebi que a mensagem tinha chegado a bom porto. E nem sequer andei aos alhos e bugalhos!
  3. Porque a parentalidade é todo um conjunto de momentos WTF!
    Eu sinto que preciso de dar voz aos meus sentimentos: quando enfio o lego do Batman, outra vez, pelo calcanhar acima, quando tenho de tirar palmilhas da retrete entupida (mas mãe, pensava que eram toalhetes), quando tenho ficar até às 1h da manhã a fazer 24 cupcakes para a festa da escola às 8h (mas mãe, pensava que tinha avisado), quando tento perceber a matemática do 3º ano (esquece!), quando tenho de atravessar três faixas em plena auto-estrada porque os miúdos estão a ter uma discussão/luta de morte sobre quem é que gosta mais de queijo, então eu preciso que que fiquem todos com o raio da boca calada, e que se deixem de merdas e sosseguem, enquanto a mãe resolve a situação!
  4. Porque eu já desisti de tantas merdas!
    No pico da maternidade, eu já sacrifiquei as noites de sono, a sanidade mental, mamas felizes, conhecimento musical, oportunidades de carreira, unhas impecáveis, todo o nosso dinheiro, andar na moda, actualização sobre o mundo, a energia para conseguir fazer uma maratona de séries de TV, calças slim, e por aí fora.
    Devia abdicar do meu estilo de comunicação e forma como me exprimo genuinamente? Foda-se, não vai acontecer!
    Por isso se vocês mães, conseguiram de alguma forma trazer os vossos queridos filhos a este mundo, sem uivar e gritar todos os palavrões que sabem, e têm conseguido manter o decoro durante a privação de sono, o desfralde, e a beleza da pré-adolescência, então, dou-lhes os meus sinceros parabéns!
    Mas nesse caso, se calhar o melhor é pôrem-lhes uns tampões nos ouvidos quando forem brincar a minha casa, porque aqui são capazes de ouvir algumas palavras de meninos crescidos!

Por Kate Levkoff, em Scary Mommy
Traduzido e adaptado por Up To Kids®

imagem@Wylder Levkoff, Age 8

Um homem chegou a casa do trabalho e encontrou os  seus 3 filhos na rua, ainda de pijama, a atirar lama, com caixas de comida vazias e invólucros espalhadas jardim. A porta do carro da sua mulher estava aberta, e quando entrou pela porta da frente de casa, não havia nenhum sinal do cão, e encontrou … uma confusão ainda maior.

O candeeiro estava deitado no chão, o tapete enrolado contra a parede. Na sala da frente, a TV estava aos gritos no canal dos desenhos animados, o quarto de brincadeiras estava cheio de brinquedos espalhados e várias peças de roupa no chão. Na cozinha, pratos até cima no lava-loiças, o pequeno-almoço entornado no balcão, a porta do frigorífico aberta, comida de cão espalhada no chão, vidros partidos debaixo da mesa, e uma pequena pilha de areia marcava um rasto desde a porta de serviço até meio da casa.

O homem rapidamente subiu as escadas, passando por cima de brinquedos e mais pilhas de roupas, à procura da sua mulher. Estava preocupado, não sabia se estaria doente ou se teria acontecido qualquer coisa mais grave.

Um caminho de água escorria para fora da casa de banho. Quando olhou lá para dentro viu toalhas molhadas, sabonetes empapados a desfazer-se e mais brinquedos espalhados pelo chão. Quilómetros de papel higiénico molhado numa pilha e pasta de dentes ao longo dos espelho e paredes.

Enquanto  corria para o quarto, encontrou a sua mulher ainda enfiada na cama de pijama e a ler um romance …
Olhou para ele, sorriu e perguntou como correu o seu dia.

O marido olhou para ela confuso e perguntou: “O que é que se passa? Está tudo bem? O que é que aconteceu aqui?”
A mulher sorriu e respondeu: “Sabes todos os dias quando chegas a casa do trabalho e me perguntas o que é que eu faço todo o dias?…”

-“Sim”, foi sua resposta incrédula ..
– “Bem, hoje eu não fiz nada”

 

Em “The Best Jokes and Stories: And How to Tell Them”, de Por Gene Levin

És mãe a tempo inteiro? O que é que fazes todo o dia?

Aconteceu-me duas vezes esta semana, e nos dois casos com mulheres. Todas as pessoas deveriam valorizar mais as mães a tempo inteiro mas, especialmente as mulheres, deveriam apoiar-se e proteger-se umas às outras!

Na semana passada, eu estava na farmácia e uma conhecida cumprimentou-me:

-“Olá, Matt! Como estão os miúdos?”
-“Ótimos! Está tudo bem, obrigado.”
“Que bom. E a tua mulher? Já voltou a trabalhar?”
-“Bem, ela trabalha imenso a cuidar da casa e dos miúdos. Mas não vai voltar ao mercado de trabalho, se é isso que queres saber..
“Ahh! Que giro! Isso deve ser bom!”

“Giro? É muito trabalho e muito duro. Compensador? Sim. Giro? Nem sempre.”

Essa parte eu não disse. Só pensei num silêncio presunçoso e subversivamente condescendente.

O próximo incidente ocorreu hoje no café. Tudo começou de forma semelhante; uma conversa amigável sobre como as coisas estão, e que tal os bebés. A conversa rapidamente descarrilou quando a mulher me esmurrou com esta deixa:

“Então a tua mulher vai ficar em casa permanentemente?”
“Permanentemente? Sim…, nos próximos tempos vai ficar em casa com os miúdos, sim…”
“Pois, o meu filho tem 14 anos agora. Mas eu tive uma carreira o tempo todo, também. Eu não consigo  imaginar-me  a ser uma dona de casa. Ficava tão impaciente…. (Riu-se) O que é que uma dona de casa faz o dia todo?”
“Oh, absolutamente tudo. O que Tu fazes o dia todo?”

“… Eu? Er.. Eu trabalho!”
“A minha mulher  nunca pára de trabalhar. Estamos a meio da tarde a beber café. Tenho certeza de que ela gostaria de ter tempo para sentar e beber um chá. É bom ter uma pausa, não é?”

A conversa terminou menos amigável do que começou.

Bem, eu não vou difamar as mulheres que trabalham fora de casa.

Eu entendo que muitas são forçadas a isso porque são mães sozinhas ou porque uma só fonte de rendimento não é suficiente para dar resposta às necessidades financeiras da sua família. Ou simplesmente optaram por trabalhar porque é isso que elas querem fazer. Tudo bem. Eu também entendo que as maiorias das mulheres “no activo” não são rudes, pedantes e presunçosas como estas duas!

Mas agora não estou numa de alinhar os  chakras e fumar um cachimbo da paz. Apetece-me dar um chuto na nossa sociedade materialista e dizer: “Mete os pontos nos is!!”

Esta conversa nem sequer deveria existir.

Não é preciso explicar porque é que é acho de loucos uma pessoa – especialmente  outra mulher (?) – ser tão arrogante para as mães a tempo inteiro.

Será que somos realmente tão superficiais? Será que estamos realmente tão confusos? Será que somos realmente a primeira cultura na história da humanidade a não conseguir entender a glória e a seriedade da maternidade? Os pagãos divinizaram a Maternidade e transformaram-na em uma deusa. Nós fomos noutra direção. Tratamos a maternidade como uma doença ou um obstáculo.

As pessoas que mergulham completamente neste trabalho ingrato e cansativo, mas extremamente importante na educação dos nossos filhos, deviam ser colocadas num pedestal. Devíamos admirá-las como admiramos cientistas que constroem foguetões ou heróis de guerra.

Estas mulheres estão a fazer algo de belo e complicado, desafiador e assustador, doloroso, alegre e essencial.

O que quer que estejam a fazer, estão sempre a fazer alguma coisa, e nossa civilização depende delas para o fazerem bem. Quem mais pode dizer uma coisa dessas? Que outro trabalho acarreta tamanhas consequências?

É verdade…  ser mãe não é um emprego.

Um emprego é uma função que desempenhas numa parte do dia e quando acaba o horário paras e vais para casa.

Tens um salário. Tens sindicatos, benefícios e tempo de descanso. Eu tive muitos empregos. Não é nada de espetacular ou místico. Eu não percebo muito bem porque elevamos a “força de trabalho” a um estado sagrado. De onde veio esta ideia? Do Manifesto Comunista? Ter um emprego é necessário para alguns – é para mim – mas não é libertador nem dá poder. Seja qual for o teu trabalho. És dispensável. És um número. Um cálculo. Um servo
Podes ser substituído, e serás substituído eventualmente.

Estou a ser muito drástico? Não, estou a ser realista.

Se as mães desistissem  do papel de mãe muitas vidas ficariam viradas do avesso (incluindo a minha). Asociedade iria sentir, e muito. As consequências seriam sentidas por gerações. Se elas largassem o emprego como analistas de computador, seriam substituídas em quatro dias e ninguém se importaria. Isto é válido para mim e para ti. Temos liberdade e poder em casa, não no escritório. Mas nós somos autênticos zombies, por isso não nos apercebemos disto.

Sim, a minha mulher é SÓ uma mãe.

SÓ.
A minha mulher SÓ trouxe vidas ao universo, e SÓ forma, molda e cuida dessas vidas.
A minha mulher SÓ gere, dirige e mantém o funcionamento da casa, enquanto trata de crianças que SÓ contam com ela para tudo.
A minha mulher SÓ ensina os nossos gémeos a serem bons seres humanos e, à medida que crescem, SÓ lhes irá ensinar TUDO. Da moral aos costumes, do alfabeto à higiene, da educação à brincadeira, etc.
A minha mulher é SÓ o meu alicerce espiritual e a rocha onde a nossa família se apoia.
A minha mulher é SÓ TUDO para todos.
E a sociedade SÓ iria desmoronar-se se a minha mulher e todas as mães como ela falhassem em qualquer das tarefas que descrevi.

Sim, ela é SÓ uma mãe. O que é algo como olhar para o céu e dizer: “Ah, é SÓ o sol.”

É claro que nem todas as mulheres podem ser mães a tempo inteiro.
Uma coisa é reconhecer isso. Outra bem diferente é pintá-lo como o ideal. Chamá-lo de ideal, é alegar que o ideal seria que as crianças passassem menos tempo com suas mães. Isso é uma loucura. Pura loucura. Isso não é o ideal e nem tão pouco neutro. Quanto mais tempo uma mãe puder passar com seus filhos, melhor. É melhor para eles, melhor para suas almas, melhor para a comunidade, melhor para a humanidade. Ponto final.

Enfim, é provável que as mães a tempo inteiro tenham algum tempo livre.

Mas as pessoas que trabalham fora de casa também têm tempos mortos e livres. Na verdade, há muitos trabalhos que consistem principalmente de tempo de ocio, com pequenas empreitadas de atividade aqui ou ali. De qualquer forma eu não quero entrar  numa discussão sobre quem é “mais ocupado”.

Parece que valorizamos o nosso tempo tão pouco que quantificamos o nosso valor com base no pouco tempo temos. Ou seja, temos idolatrado o “estar ocupado”, e confundindo-o com o que realmente é “importante”.

Podemos estar ocupados sem ser importantes, assim como podemos ser importantes mas não estar ocupados. Eu não sei quem anda mais ocupado e nem me interessa. Não importa! Acho que posso dizer que nenhum de nós é tão ocupado quanto pensamos que somos. De qualquer forma , por mais ocupados que estejamos, será sempre mais do que aquilo que deveríamos estar..

Recebemos um monte de informações equivocadas na nossa cultura. Mas, quando tudo estiver dito e feito, e nossa civilização se desfizer em cinzas, o que mais nos lamentaremos é a forma como tratámos as mães e crianças.

 

Em The Matt Walsh Blog, Twitter: @MattWalshRadio
traduzido e adaptado por Up To Kids®

imagem@joeyfullystated

Era domingo de manhã, eu tinha uma reunião importante no escritório na segunda-feira, e minhas unhas estavam um lixo. Eu não havia conseguido tempo para ir à manicure desde a semana anterior, enrolada entre trabalho, e vida de mãe/esposa/dona de casa. No sábado preferi passar o dia me divertindo com o meu filhote e o maridão.

Arrisquei, então, telefonar para o salão no domingo mesmo, quem sabe estaria aberto… Para minha surpresa, atenderam! Marquei um horário com minha manicure de sempre.
Chegando lá, perguntei a ela:

– O salão fecha amanhã (segunda-feira)?
– Não, abre todos os dias.
– E que dia você tira folga?
– Nenhum. Trabalho todos os dias.
– Mas você não tem uma filhinha de 2 aninhos? Você nunca fica com ela?
– Não, ela fica com minha mãe enquanto trabalho.
– Você está endividada?
– Nada, moro com minha mãe, mas quando saio para o serviço, e quando chego, minha bebê está dormindo.
– Você está juntando dinheiro para comprar carro ou a casa própria? (insisto, tentando decifrá-la, com a esperança de não ouvir o que vinha a seguir…)
– Não… É que prefiro mesmo trabalhar do que ficar com a minha filha, não levo muito jeito com criança e não tenho muita paciência.

Choquei. Nem sei que cara eu fiz, tentando disfarçar o quão desconsertada fiquei. Não sei bem explicar se o que me chocou mais foi a sinceridade da moça ou o fato de ela realmente não querer ficar com a filha, seja por amor, por culpa ou por responsabilidade/consciência da importância que a presença dela tem para a vida da criança.

Tentei ser generosa com a manicure e justificar tudo isso pela sua idade/imaturidade. Afinal, ela tem apenas 21 anos, não deve ter planejado a gravidez e nem viveu plenamente toda a sua juventude…

Ok, ela nem é tão novinha. Mas, ainda assim, em vez de julgá-la, parei para refletir e me dei conta que, quer saber, ela não é a única. Lembrei de uma colega de trabalho, muito menos sincera (ou menos sem noção) do que minha manicure, que vive se sentindo culpada durante a semana porque passa pouco tempo com a filha de 3 anos, mas todo sábado à tarde ela começa a disparar mensagens desesperadas reclamando: “minha filha tá impossível hoje, vou surtar, o que você está fazendo? Vamos combinar algo? Não aguento mais ficar sozinha com ela!”.

Claramente, minha colega não suporta ficar nem meio período do dia com a filha – apesar de dizer morrer de saudade ao longo da semana.

Diversas outras mães sentem o mesmo. Uma amiga psicóloga que faz estágio em clínica que presta atendimento gratuito para famílias humildes me contou que um problema comum por lá são mães que recorrem à ajuda profissional para se tratar porque estão com uma vontade incontrolável de abandonar o filho e até mesmo com pensamentos recorrentes de planejar o assassinato deles.

Estes podem ser casos mais graves, claro. Mas não duvido que haja diversas mães comuns por aí que preferem trabalhar ou fazer qualquer outra coisa para fugir dos pequenos. Afinal, vamos combinar que cuidar de uma criança não é nada fácil. É um dia inteiro de trabalho, requer um estoque bem grande de energia para brincar, muita criatividade para tornar todos os momentos lúdicos, jogo de cintura para lidar com imprevistos constantes, bom humor e conhecimentos de psicologia para saber lidar com as birras. Enfim, cansa. É estressante.

Às vezes muito mais estressante do que um longo dia de 12 horas em frente ao computador, escalonado por reuniões, telefonemas incessantes e pressão para entregar um documento no prazo.

Não estou defendendo mães que não assumem sua responsabilidade, estou apenas tentando desmistificar a aura de “santidade” e o romantismo que existe em torno da maternidade. Talvez resida aí – nessa visão distorcida do que é a maternidade – a origem do problema.

Ainda há uma pressão social e cultural – atualmente implícita – de que toda mulher de verdade deve querer ser mãe um dia. E a verdade é que nem todas se identificam com a função. E aí sempre tem aquela desavisada que ama seu estilo de vida solteira/alta executiva/baladeira mas resolve entrar para o irreversível mundo da maternidade. E verifica que não é para qualquer um. MESMO.

Mas, espera aí, o amor materno não é incondicional? Uma vez que o bebê nasce, as mulheres não ficam perdidamente apaixonadas por ele?

Há 30 anos já foi provado que isso é mito (vide o livro O mito do amor materno, de Elizabeth Badinter, publicado em 1985).

A mais pura verdade, e nisso não há controvérsias, é o amor incondicional que um bebê sente pela mãe (se preferir, pode chamar de necessidade incondicional). O contrário nem sempre é verdadeiro.

O filme brasileiro Que horas ela volta?, tem esse título justamente porque apresenta filhos eterna e ansiosamente à espera de suas mães.

Crianças pobres e ricas que estão sempre aos cuidados de uma terceira pessoa que não quem as pariu. Enquanto essas mães ausentes tocam suas vidas – com mais ou menos tranquilidade -, os filhos vão cultivando seus irreversíveis traumas e buracos na alma.

Esse cenário não é característico apenas da vida moderna, nem do Brasil. Mães abastadas sempre tiveram amas de leite para amamentar seus próprios rebentos. E, por mais que não trabalhassem em séculos passados, tinham escravas (ou babás, dependendo do país) que tomavam contas de seus filhos. Já as mães pobres, bem, essas sempre tiveram de trabalhar e largar seu filho com… qualquer um!

O que é, sim, característico da atualidade, é a culpa materna. A cobrança que as mães se fazem de amamentar seus bebês pelo menos durante seus seis primeiros meses de vida, e de acompanhar pessoalmente seu desenvolvimento durante a infância, surgiu com a difusão da Psicologia, que divulgou a importância do amor materno para a criação de crianças minimamente saudáveis.

Como estamos todas no mesmo barco, ninguém tem coragem de condenar mães que trabalham fora e passam um tempo ínfimo com seus pequenos.
Desde que sofram, e se sintam culpadas.
Por Bárbara Semerene, em BrasilPost
na Up To Kids®

 

  1. Pelo menos metade das tuas refeições são comidas diretamente dos restos dos  pratos dos teus filhos.
  2. Quando o teu marido te pergunta: “Então, o que é que fizeste hoje?”, não consegues relatar nada de significativo, embora te sintas como se tivesses sido centrifugada na máquina de lavar roupa.
  3. Os teus filhos perguntam-te onde é que vais, quando vestes umas calças de ganga.
  4. Consegues dar uma limpeza geral na casa e outra no bebé, apenas com um pacote de toalhetes.
  5. Uma tarde fora, significa ir para o supermercado sozinha e sem horários! (É a loucura)
  6. A televisão esteve ligada o dia inteiro, mas não fazes ideia o que se passa no mundo.
  7. Tomar banho diariamente é uma vitória.
  8. O bebé vê-te mais vezes nua do que o teu marido.
  9. Sabes, de facto, o que diz a raposa, ou o que poderia dizer, já que metade do teu dia é passado a fazer sons de animais.
  10. O teu humor é directamente proporcional às horas que o bebé dorme na sesta.
  11. Quando vais a sair, olhas para a tua roupa, descobres nódoas (algumas crocantes), e pensas “eh, não se nota assim tanto”
  12. Já convidaste mais que uma vez as Testemunhas de Jeová a entrar, e fogem a sete pés quando começas a fazer Gins.
  13. Tens de ver como está o tempo quando sais, porque às vezes não metes o pé na rua há quase uma semana.
  14. Vais ao facebook passar tempo com as tuas amigas.
  15. O teu aspirador já faz parte da mobília, e não é desligado da tomada há mais de 3 meses.
  16. Não fazes ideia do dia de semana em que estás, mas sabes as horas pelos desenhos animados que estão a dar na TV.
  17. Às 9h da manha já te passou pela cabeça que precisas de uma bebida!
  18. Estás a dar o biberon ao bebé, na casa de banho, e a marcar as consultas médicas pelo telefone ao mesmo tempo.
  19. Encontras o teu café da manhã por beber quando arrumas a cozinha à hora do almoço. Aqueces e bebes na mesma.
  20. Não queres ir dormir à noite, porque o silencio é tão bonito, que por mais cansada que estejas queres aproveitar esse sossego para ti.

 

Por The Scary Mommy Community, traduzido e adaptado por Up To Kids®
Todos os direitos reservados

Nota: Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela Up To Kids® obtiveram a autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

imagem@zonepics.net

 

Faz dia 21 de Março um ano desde que tomo todos os dias conta da minha bebé e em casa. Sou uma privilegiada e, ao mesmo tempo, uma óptima candidata a um esgotamento nervoso.

Há amor, é verdade, há muito amor, mas… também há muito, muito enervamento.

É como dizem os concorrentes dos reality shows: “são 24h sobre 24h, voz, ai… Teresa!”

Ainda bem mas… MEU DEUS!

Fica aqui um resumo das coisas que me apercebi que nos fazem bem (às duas e, vá, aos três porque o meu marido também leva por tabela, obviamente). Manual de sobrevivência para a mãe que está em casa:

1- Tomar banho todos os dias
Tem um efeito especial em nós – já para não falar da higiene, claro. Tomar banho faz-nos sentir mais capazes, mais bonitas, com mais força e com menos cansaço. Parece que é uma espécie de reset. Mesmo quando a noite do dia anterior foi tão calminha quanto ver pessoal a dançar Afrobeat, ganhamos uma meia hora de energia e duas de paciência.

Mães de recém-nascidos: aproveitem uma altura em que eles estejam mais calminhos, deitem-nos na espreguiçadeira ou numa alcofa de maneira a que consigam vê-los da banheira com a cortina um pouco aberta e pronto. Se for preciso alguma coisa, não demoram a lá chegar. Podem desfrutar de um banho calmamente. E sim, nós ouvimo-los a chorar, mesmo que eles não estejam quando estamos longe deles.

 2- Mudar o pijama ou, idealmente, vestir roupa confortável mas não de dormir.
 Mais uma vez: “já para não falar da higiene, claro”. Se nos aprontássemos todos os dias um bocadinho, mesmo que não saíssemos de casa era mesmo óptimo. Vestirmo-nos faz com que estejamos mais perto daquele papel que desempenhamos numa vida mais “activa” (refiro-me a quando vamos trabalhar) e vamos buscar também as qualidades que mais usamos nessas alturas: organização, responsabilidade, paciência, etc. Não digo pintarmo-nos loucamente como se fossemos a Paula Bobone ou como se soubéssemos que íamos encontrar o amor da nossa vida, mas um creminho hidratante e mudar a roupa, já é bom!

3- Ter um plano diário.
Por muito insignificante que seja: ir aos correios, passear ao jardim, ter de ir à FNAC, etc. Ter um plano diário faz com que consigamos diferenciar os dias uns dos outros e também que nos dê algum objectivo além de lidar com o bebé.

Sentimo-nos “úteis” e levamos o bebé connosco a passear. Um óptimo dois em um. É muito apetitoso gastar dinheiro, principalmente no Inverno que saímos mais para centros comerciais mas façam como eu e não tenham dinheiro na conta. É isso.

Se os fãs da Sofia da Casa dos Segredos também que quiserem passar dinheiro, eu dou o meu NIB sem problemas. Também sou uma mãe coragem e leoa, o que quiserem que justifique.

Sei que é uma segunda referência ao programa, mas é o que se vê cá em casa à noite. Não digam ao meu marido que escrevi isto que ele gosta de dar aquele ar de que é muito machão e depois delira com estas bimbalhadas como eu.

4- Ter uma rotina de arrumação da casa.
De preferência de manhã quando o bebé ainda não está rabugento. Não digo dar uma volta à casa tipo Cinderela sobre o efeito de bebidas energéticas, mas dar aquela “voltinha”: fazer as camas, organizar a casa de banho, tirar e pôr a loiça na máquina, etc. Fingir que se limpou tudo. Vocês sabem como é, que eu sei. Até podem acender aquelas duas velas grandes do Ikea para cheirar a lavadinho e tudo.

5- Dormir sempre que o bebé dorme ou, pelo menos, uma das sestas.
É mesmo muito muito complicado irmos dormir quando estamos cansadas. Andamos a manhã inteira a sonhar que o bebé adormeça e, finalmente, quando adormece ficamos tipo estúpidas a olhar para a televisão a ver programas tão pouco produtivos como o FaceOff da Sic Radical. Temos de ser mais espertas e de nos obrigar a ir dormir. É como ir ao ginásio. Sabemos que nos vamos sentir bem, mas só no fim, claro.

6- Não querer ser muito produtiva.
Se fizermos muitos planos e quisermos acabar muitas coisas, além de ser muito complicado conseguirmos e de, no final, nos podermos sentir menos capazes, acaba por ser contraproducente quando o bebé estiver mais rabugento: “ainda tenho que ir fazer isto, ainda me falta acabar aquilo… assim não consigo fazer nada!!”

Logo se vê. Eu, por exemplo, há um mês que estou para escrever uma peça. Não é por preguiça, a sério. Estou louca para deitar as mãos à massa, mas isto de “não trabalhar”, dá muito, muito, muito mais trabalho do que pensava.

7- Se o bebé está birrento é só estar lá para ele.
Está muito ligada à sugestão anterior. O melhor é mesmo dedicarmo-nos ao bebé, com tempo e calma quando ele precisa. É desesperante (para os dois) se tentar fazer algo ao mesmo tempo porque começa a vê-lo como um empecilho às outras coisas que está a tentar fazer. Aquela dica de não se olhar para o relógio quando se amamenta em livre demanda acho que se aplica em todas as outras ocasiões (menos na hora de dormir). Faz birra? Vamos a isso. Temos tempo. “Temos”, mais ou menos.  Espero que o Manoel de Oliveira tenha menos tempo que eu. Começa a ser assustador.

8 –  As pilhas do bebé não duram para sempre.
“Não dorme agora, dorme depois” – disse-me o pai de três filhos pequeninos e ficou-me sempre na cabeça.
“As pilhas vão acabar” –  para dizer como mantra nos momentos mais complicados.
O importante é manter uma atmosfera calma para os dois.

 9 – Ressalvar com os amigos com quem combina alguma coisa que tudo pode ser alterado conforme a disposição do bebé.
 Evita enervamentos a toda a gente, mais a nós que, geralmente, os outros chegam atrasados a tudo.
10 – Vestir sempre o bebé 
 Torna-se mais rápido sair entre mamadas e sonos e é menos um entrave a uma possível saída espontânea. Não que o bebé estivesse nu, claro.

11 –  Ter noção de que ver televisão – ainda para mais sozinha – é uma perda de tempo.
Estar em casa, apesar de as vezes poder ser muito difícil, é uma dádiva para se poder dar mais ao nosso bebé. Lá por estarmos “habituadas a isso”, vai ser como a gravidez: vamos ter muitas, muitas saudades, “apesar de tudo”.

12 –  “Isto é só uma fase”. 
É fácil desesperar quando as coisas não correm bem, mas vai haver uma idade em que vão acordar sozinhos e fazer o seu próprio pequeno almoço.

13 – “Limpa-se amanhã”.
Não deu para limpar hoje a casa? Limpa-se amanhã. Ou depois. Ou depois. O importante é aspirar para o miúdo não andar alimentado a bolas de cotão.

Mais conselhos? Acho que só temos a ganhar se trocarmos dicas umas com as outras 🙂

Imagem@weheartit