Eu fui à Feira do Livro

Este ano mais uma vez cumpri a tradição de ir à Feira do Livro de Lisboa… eu e mais não sei quantas mil pessoas! Mas eu fui com olhos atentos e ouvidos à escuta pois gosto de absorver tudo o que se passa à minha volta, não só os livros como todo o ambiente.

Fui em três visitas diferentes com três objetivos diferentes.

A primeira foi sozinha para fazer uma exploração exaustiva, demorar o tempo que fosse preciso em cada pavilhão, fazer as minhas compras com tempo e disponibilidade.

A segunda vez foi para dinamizar uma hora do conto a convite de uma editora.

A terceira vez foi um passeio em família em que os filhos aproveitaram para fazer as suas próprias escolhas e compras.

Alguns factos e curiosidades sobre a Feira este ano.

Foi a maior (em tamanho) desde sempre. Durou 19 dias, teve mais de 300 pavilhões e foi frequentada por milhares de pessoas. Realizaram-se cerca de 2100 eventos. Havia livros à venda para todas as carteiras, desde 80 cêntimos até mais de 100 euros. Ao escrever este texto ainda não tinha sido divulgado o número certo de visitantes ou de livros vendidos, mas fico à espera pois estou curiosa.

Algumas opiniões e considerações pessoais sobre o mesmo tema.

Cada vez mais vale tudo na hora de chamar as pessoas à feira. Brindes, jogos, personagens dos livros, pinturas faciais….até uma vista do céu ao telescópio houve!

A exposição “leitura em família”, da APEL valeu a pena para quem tirou uns minutos para a ler com atenção. Tinha algumas dicas importantes que muitos adultos deveriam ler.  O espaço Sensório Forbrain, para uma experiência sensorial da leitura (que não tive oportunidade de visitar) pareceu-me uma ideia genial e uma abordagem diferente à leitura. Fiquei com vontade de explorar melhor essa temática.

Há cada vez mais famílias percebem a importância dos livros na infância e estão dispostos a gastar algum do orçamento familiar para satisfazer essa necessidade (ainda que seja apenas uma vez por ano). Há também aquelas para quem a vista à Feira do Livro tem mais a ver com o passeio e toda a agitação mediática do que propriamente com os livros. Há famílias que já têm algum cuidado na escolha dos livros, procuram cada vez mais a qualidade. Há famílias para quem o fator monetário é critério de seleção. Mas o mais importante é que há famílias na Feira do Livro.

E desse lado, quem foi à Feira do Livro?

O que viram, o que compraram, o que gostaram?

image@NIT

Não tenhas medo | De Marta Coelho | Ilustrações Ana Rita Malveiro | Editora Máquina de voar | Uma parceria Up To Kids

 

Não tenhas medo é um dos primeiros dois álbuns ilustrados que nascem de uma parceria da Up To Kids com a editora Máquina de voar Editora.

 

SINOPSE

Não tenhas medo ilumina os possíveis obstáculos no caminho que, com os pais eternamente por perto, serão sempre ultrapassados. Palavras doces sobre auto descoberta e confiança nas características que nos tornam únicos, palavras que mesmo depois de lidas ficarão para sempre no subconsciente do amor.

FICHA TÉCNICA

Marta Coelho e aRita
32 páginas . 200 x 230 mm
ISBN: 9789899970661
PVP: 10,60 €
Preço site: 9,54 €

QUERO ENCOMENDAR

 

 

 

Menos é mais… sobretudo num livro infantil

E pronto… já passou! (Sobre)Vivemos a época festiva recheada de muitas expectativas, muitos desejos, muitas cores, muitas luzes, muitas festas, muitas animações, muito, muito, muito… Chegou finalmente o tempo de voltar a assentar, descansar e regressar à realidade que se quer muito mais calma e com muito menos estímulos. Estamos finalmente prontos para regressar à aparente calma do dia a dia. Para isso, nada melhor do que regressar às nossas conversas sobre os livros.

O livro infantil tem a tarefa ingrata de rivalizar com outros materiais de consumo mais imediato na vida das crianças. Rivaliza com brinquedos apelativos e estimulantes dos vários sentidos. Rivaliza com materiais interativos como os tablets ou as consolas de jogos. E, sobretudo, rivaliza com outros que se denominam como livros infantis mas que não são mais do que puzzles e brinquedos musicais (normalmente com pouca qualidade) com meia dúzia de letras lá pelo meio. Por isso, muitas vezes se veem em lugares de destaque das prateleiras livros de cores garridas, letras enormes ou desenhos com relevo, como tentativa de chamar a atenção do consumidor na hora de escolher o que comprar.

No que ao livro infantil diz respeito, menos é mais.

Estes não precisam de ter os atributos acima mencionados. Precisam, isso sim, de ter qualidade. Muitas vezes passam-nos despercebidos certos livros que não nos chamam tanto a atenção. É preciso estar muito atento na hora de escolher um livro infantil e ter sempre os olhos e a mente bem aberta para optar pela qualidade em vez de espetacularidade!

O conceito de qualidade é muito subjetivo, passível de ser interpretado de diversas formas.

De um modo muito geral, deixo aqui algumas considerações sobre o que ter em conta quando se procura qualidade nos livros. Esta escolha é fruto de algum conhecimento e experiência na área, bem como de pesquisas e leituras de outros autores sobre o assunto:

  • Qualidade editorial

    No sentido em que o livro pretende ser um projeto com um determinado fim. Como tal, todos os seus componentes (da capa à contracapa) têm que trabalhar para esse fim, completando-o, sem se sobreporem ou se anularem.

  • Dimensão estética

    A dimensão estética do livro, a quantidade de imagens por página ou a forma como estão organizadas ou ainda se a imagem complementa ou contradiz o texto são pontos muito importantes a ter em conta. A qualidade literária do texto não pode ser esquecida. Se este está bem escrito e organizado. Se está adequado com o objetivo do livro e a idade dos leitores. Muita atenção às traduções e adaptações dos textos.

  • rigor científico

    Quando aplicável ao livro em questão. Um livro que tenha por objetivo ensinar as cores, convém ter efetivamente as cores certas e não uma ligeira variação.

A opinião da criança é importante mas quem tem a palavra final são os adultos que estão a escolher. Nós, como adultos, temos a obrigação de orientar as crianças nas suas escolhas e ensiná-las progressivamente a ter critério.

Boas escolhas e melhores leituras.

 

Image by PublicDomainPictures on Pixabay 

 

As histórias que ouvia…

Ultimamente tenho me interessado muito pelas histórias tradicionais e as de tradição oral. São contos que sobreviveram ao longo dos tempos, que foram sendo contados de geração em geração e que de alguma forma conseguiram sobreviver até aos nossos dias e são muito importantes. Quem não conhece uma história que ouviu contar quando era criança devia procurar rapidamente alguém mais velho e pedir que lhe conte uma. Todos os adultos devem conhecer pelo menos uma história do antigamente para que estas possam chegar ao futuro.

“Mas as histórias tradicionais nos tempos de hoje já estão desatualizadas! Porquê contá-las?”

É dos comentários que mais ouço, especialmente da parte dos pais. Eu digo-vos que a forma de escutar essas histórias é diferente hoje em dia, mas a essência não mudou. Elas continuam a servir para aproximar as crianças de sentimentos e de vivências no plano da imaginação para estas depois saberem lidar com eles na realidade. As histórias preparam-nas para a vida e as suas personagens como as bruxas, os lobos, os ogres e outras, têm uma função muito importante, que é a de estabelecer uma limitação entre o mundo das coisas reais e o das imaginárias.

Isto da tradição oral tem ainda muito que se lhe diga…

Diz o sábio povo que “quem conta um conto aumenta um ponto” e no caso das histórias tradicionais ainda bem! A história raramente é recontada tal como nós a ouvimos. Há uma coisa chamada imaginação que nos leva a acrescentar ou retirar algo da história quando a recontamos. Por isso há tantas versões diferentes das mesmas histórias de tradição oral. Nalguns casos é com mais intenção do que outros.

Por exemplo Gianni Rodari (Jornalista, escritor e pedagogo nas décadas de 60 e 70) brinca com as histórias tradicionais baralhando-as ou alterando-as com um fim especificamente terapêutico e lúdico. Ele defendia que pessoas diferentes podem levar as histórias por caminhos diferentes e até mensagens diferentes. E este para mim é a beleza e o poder das histórias de tradição oral.

Na falta de melhores palavras para terminar este texto, peço emprestadas as do Eduardo Sá quando diz “(…) as histórias dão-lhes a História (que faz com que se chegue, no mesmo instante, ao passado e ao futuro)”.

Boas leituras, tradicionais e não só…

Todos somos mediadores da leitura

Há uns tempos a minha filha foi comprar uma garrafa de água e achou muita graça quando viu escrito no rótulo “és a melhor contadora de histórias mesmo que não saibas fazer as vozes” e claro que a guardou para me presentear com esta bela mensagem!

Adorei, rimo-nos todos, mas deixou-me a pensar.

Muitas vezes, nas minhas sessões com famílias, ou mesmo nas escolas muitas pessoas dizem-me “não tenho jeito para contar histórias”.

Eu sou contadora de histórias e mediadora da leitura por prazer, por vontade e com mais conhecimento, formação e experiência por o fazer profissionalmente. Mas, pais, educadores, professores e todos os adultos que contam histórias às crianças são mediadores da leitura.

Porquê?

Porque constroem pontes entre o livro e o leitor e todos aqueles que facilitam o acesso das crianças e jovens aos livros o são.

Uma das funções de um mediador da leitura é ajudar a ler por prazer, diferenciando a leitura obrigatória da leitura voluntária. Esta é uma tarefa sobretudo para pais, famílias, prestadores de cuidados, professores, educadores e comunidade escolar.

Como pais ou profissionais da educação há que estar atento na hora da escolha dos livros, escolher com critério e ter em atenção para disponibilizar às crianças e jovens livros diversificados e de qualidade. Mas, na hora de contar a história, é muito mais importante o empenho e a vontade com que se conta, o ambiente intimista e de afetividade que se cria, pois são essas as bases das pontes criadas entre o livro e o leitor. Mesmo que não saiba “fazer as vozes”, há que criar momentos de contacto entre a criança, o livro e o leitor, de afetividade e de partilha no dia-a-dia.

Boas leituras!

image@gettyimages

 

Incentivar a leitura das crianças- como, porquê, para quê e quando?

Hoje em dia há uma grande variedade na oferta de bens de consumo para as crianças, todos incluídos (embora às vezes até de forma errada) na categoria dos “brinquedos”. Entre jogos, bonecos, consolas, tablets e outros materiais aparentemente mais apelativos e que apresentam resultados mais imediatos, os livros foram perdendo o seu lugar de destaque entre o público infantil
e juvenil.

Daí a necessidade de voltar a aproximar crianças, jovens e famílias dos livros e das histórias e de criar nas crianças e jovens o hábito e o gosto pela leitura, ou o gosto e o hábito (nunca sei qual deve vir primeiro!) um dia de cada vez, todos os dias.

Como?

  • Proporcionar espaços e tempos propícios e prazerosos para a leitura;
  • Ter à disposição livros em quantidade e qualidade e adequados;
  • Conhecer o gosto da criança ou jovem e respeitá-lo sem nunca perder a perspectiva de que é o adulto que deve ter a última palavra na escolha;
  • Ler histórias com e para as crianças.

Porquê?

Porque estimular a leitura é importante desde cedo. Porque ao ler podemos viajar e conhecer o mundo sem sair do lugar. Porque é divertido.

Quando?

Desde cedo. Desde que a criança consiga manusear objectos na mão deve começar a contactar a ter contacto com os livros para que não sejam “objectos estranhos”. Antes da criança aprender a ler as palavras, ela vai aprender a ler imagens e o gosto pelos livros começa aí.

Para quê?

Para estimular a criatividade; desenvolver capacidades pessoais; promover o conhecimento e cultura geral; melhorar a expressão oral e preparar a escrita; influenciar estados de espírito; ajudar a lidar com emoções e sentimentos.

Os livros antigamente serviam exclusivamente para ensinar. Tinham como objetivo serem veículos de transmissão de informação, de morais e bons costumes. Hoje em dia já não é assim, o livro ganhou outro estatuto. Foi sofrendo transformações ao longo dos anos, dando-se cada vez mais importância ao carácter estético e lúdico. Encara-se o livro como um objeto com o qual se pode
estabelecer uma relação afetiva, com muito mais potencialidades do que apenas o ensino formal de conceitos, teorias e retificação de comportamentos.

Por todas estas razões e mais algumas que não me ocorrem neste momento, leiam… ontem, hoje e sempre!

image@AnnHe

 

A leitura recreativa é um tipo de leitura que visa o ler pelo prazer de ler, abrindo as portas da criança para a imensidão a que se pode aceder.

A toda a leitura preside, por mais inibida que seja, o prazer de ler, e pela sua própria natureza – este prazer dos alquimistas – o prazer de ler não receia qualquer imagem, mesmo a da televisão e mesmo sob a forma de avalanches quotidianas. (…) Mas é preciso saber que caminho se deve seguir para o encontrar… – Daniel Pennac

A leitura recreativa é um tipo de leitura que visa o ler pelo prazer de ler, abrindo as portas da criança para a imensidão a que se pode aceder.

Promover hábitos de leitura recreativa é um dos caminhos a seguir para alcançar uma leitura prazerosa, em família.

Com as férias de verão a chegar estão criadas condições propícias à leitura recreativa.

Os pais poderão começar por solicitar à criança que escolha um livro do seu agrado, dando-lhe a conhecer os “Direitos Inalienáveis do Leitor” (extraídos da obra de Daniel Pennac), como estratégia para a motivar para este tipo de leitura:

1. O direito de não ler.
2. O direito de saltar páginas.
3. O direito de não acabar um livro.
4. O direito de reler.
5. O direito de ler não importa o quê.
6. O direito de amar os heróis dos romances.
7. O direito de ler não importa onde.
8. O direito de saltar de livro em livro.
9. O direito de ler em voz alta.
10.O direito de não falar do que leu.

A leitura recreativa implica manusear o livro enquanto objeto, folheá-lo, observar a capa e a contracapa, ler os títulos, ver as imagens, consultar os índices.

Deve também promover a interação da criança com o texto, levando-a a imaginar o que se vai passar a seguir, a comentar o comportamento das personagens, a inventar outros fins e, sobretudo, a manifestar o seu gosto pessoal pelo livro que escolheu.

Por último, os pais, em conjunto com a criança, poderão criar a sua própria Carta de Direitos, e desfrutar de agradáveis momentos de leitura em família durante o verão!

O Velho mais velho do mundo | Editora: Máquina de Voar | de César Madureira e Catarina Correia Marques

SINOPSE

Quem será o velho mais velho do mundo? O que terá feito ao longo da sua vida? O que terá aprendido? Será que sabe tudo ou ainda tem coisas por aprender? Que recordações terá e que bocados de vida nos poderá contar? Terá tido mais felicidades ou tristezas no percurso da sua longa vida? Dúvidas e incertezas, continuará a tê-las?

Será que existe mesmo este Velho mais velho do mundo?

 

FICHA TÉCNICA

Titulo:O Velho mais velho do mundo
de César Madureira e Catarina Correia Marques
Editor: Máquina de Voar
Idioma: Português
Dimensões: 200 x 235 x 7 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 32
Tipo de Produto: Livro

 

Para encomendas escreva para editora@maquinadevoar.com, indique o(s) livro(s) desejado(s), nome, morada e o número de contribuinte*.
Receberá uma resposta com a descrição e o valor total da encomenda.

Como apanhar uma estrela | Editora Orfeu Negro | Texto e Ilustrações de Oliver Jeffers | Coleção:Orfeu Mini

Este é um daqueles livros de poucas palavras mas que carrega uma grande mensagem.
Uma obra que fascina os mais pequenos e os envolve ora num mundo de fantasia ora numa deliciosa poética entre palavras e ilustrações… A não perder!

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SINOPSE
Era uma vez um rapaz que gostava muito de estrelas. À noite, ia para a janela observar as estrelas e sonhar que um dia teria uma só dele. Imaginava que seriam amigos e brincariam às escondidas. E decidiu partir em busca de uma estrela.

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FICHA TÉCNICA
Edição/reimpressão:2013
Páginas:40
Editor:Orfeu Negro
ISBN:9789898327284
Coleção:Orfeu Mini

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Veja o (maravilhoso) book trailer da Catarina Sobral!

Book trailer COMO APANHAR UMA ESTRELA Oliver Jeffers from Orfeu Negro on Vimeo.