Receitas Especiais – Jogos de Ortografia para Crianças

As “Receitas especiais” são jogos de ortografia para crianças apresentados a partir de um modelo de receita de cozinha.

Foram especialmente escritas para os que se dedicam ao 1º ciclo de ensino e para os pais, podendo facilmente ser usadas na sala de aula e em casa.

Os principais objetivos das “Receitas especiais” são:

1. Aumentar a motivação dos filhos/alunos para escrever;
2. Proporcionar momentos a pares dedicados à ortografia;
3. Reforçar e desenvolver a competência de ortografia;

DOMINÓ ORTOGRÁFICO

INGREDIENTES: sílabas e palavras.

UTENSÍLIOS: folhas de papel, tesoura e lápis/caneta.

CUSTO: baixo.

PARA: 2 jogadores.

MODO DE PREPARAÇÃO: Primeiro, selecionam-se 20 palavras de acordo com o tipo de sílaba que se pretende praticar (ex: pra, pre, pri, pro, pru). Recortam-se 20 papelinhos de igual tamanho e traça-se uma linha vertical, de alto a baixo, que os divida em duas partes iguais. Pede-se à criança que escreva cada uma das cinco sílabas numa das partes do papelinho, repetindo-as quatro vezes. Na outra parte dos papelinhos, pede-se que escreva cada uma das palavras selecionadas. Baralham-se os papelinhos e distribuem-se os 20 papelinhos pelos dois jogadores. O primeiro jogador coloca um dos seus papelinhos em jogo e o outro jogador procura nos seus uma sílaba que emparelhe com a palavra ou uma palavra que emparelhe com a sílaba, e assim sucessivamente. Ganha o jogador que terminar primeiro os seus papelinhos.

TEMPO DE PREPARAÇÃO: variável.

GRAU DE DIVERTIMENTO: elevado

JOGO DO PEIXINHO DAS REGRAS ORTOGRÁFICAS

INGREDIENTES: palavras e regras ortográficas.

UTENSÍLIOS: folhas de papel, tesoura e lápis/caneta.

CUSTO: baixo.

PARA: 2 jogadores.

MODO DE PREPARAÇÃO: Primeiro, selecionam-se 10 palavras de acordo com as regras ortográficas que se pretendem praticar. Recortam-se 20 papelinhos de igual tamanho. Pede-se à criança que escreva cada uma das palavras num papelinho e a respetiva regra noutro. Baralham-se os papelinhos com as palavras/regras escritas voltadas para baixo. Cada jogador retira dois papelinhos. O primeiro jogador pergunta ao outro se tem a palavra ou a regra que pretende fazer par. Se o outro jogador tiver o papelinho pedido, entrega, se não tiver, o primeiro jogador tem de “ir à pesca”. Se conseguir fazer o par palavra/regra diz “peixinho” e retira outros dois papelinhos, continuando a jogar. Se não conseguir fazer o par, passa a vez ao outro jogador. No fim, ganha quem tiver mais “peixinhos”.

TEMPO DE PREPARAÇÃO: variável

GRAU DE DIVERTIMENTO: elevado

JOGO DE MEMÓRIA ORTOGRÁFICO

INGREDIENTES: palavras com correspondências múltiplas.

UTENSÍLIOS: folhas de papel, tesoura e lápis/caneta.

CUSTO: baixo.

PARA: 2 jogadores.

MODO DE PREPARAÇÃO: Primeiro, selecionam-se 10 palavras de acordo com a correspondência múltipla que se pretende praticar (ex.: s, c, ç, ss ou x). Recortam-se 20 papelinhos de igual tamanho. Pede-se à criança que escreva cada uma das palavras duas vezes, em dois papelinhos. Distribuem-se os papelinhos em 4 linhas de 5 papelinhos, com as palavras voltadas para baixo. Em cada jogada, a criança pode virar dois papelinhos: se encontrar o par joga novamente; se não encontrar o par, passa a vez ao outro jogador. No fim, ganha quem tiver mais papelinhos.

TEMPO DE PREPARAÇÃO: variável

GRAU DE DIVERTIMENTO: elevado

As “Receitas especiais” são atividades lúdicas, atrativas, simples de dinamizar e pouco dispendiosas que complementam outras estratégias, mais estruturadas, quando se pretende promover o desenvolvimento de competências de ortografia.

Em busca do puzzle esquecido!

Quem já não brincou com puzzles? Mais ou menos complexos, com mais ou menos peças, de madeira ou de cartão,… as alternativas são imensas e intemporais. E para todas as idades!

Mas montar um puzzle é mais do que uma boa forma de passar o tempo. As competências necessárias para o fazer envolvem aspectos importantíssimos para o desenvolvimento de uma criança:

  1. Ajudam a aumentar o conhecimento do mundo em redor
    Os motivos de um puzzle podem ser tantos e tão diferentes que, frequentemente, o único critério de escolha dos pais é o seu grau de complexidade. No entanto, o tema deveria ser escolhido tendo em atenção que pode (e deve) ser um veículo de transmissão de conhecimento. Uma paisagem, uma profissão, um cenário do dia-a-dia, um animal, uma obra de arte, o abecedário,… todas as imagens podem ser utilizadas como pretexto para explicar e ensinar a uma criança aspectos do mundo que nos rodeia.Puzzles
  2. Melhoram as capacidades cognitivas
    Os puzzles ajudam a desenvolver e a melhorar o raciocínio. É uma excelente forma de descobrir relações e de perceber o espaço, aumentando percepção visual e espacial.
  3. Permitem o desenvolvimento de capacidades motoras finas
    Ao brincar com um puzzle, uma criança está, de forma divertida, a aperfeiçoar suas capacidades motoras finas, pois a tarefa implica pegar, apertar, agarrar, mover e manipular peças de diferentes formas. Estes são aspectos que assumem uma importância acrescida na fase em que a criança aprende a escrever, em que necessita de conseguir pegar correctamente num lápis.
  4. Desenvolvem a capacidade de resolver problemas
    Mesmo o puzzle mais simples implica trabalhar para atingir um objectivo: pensar, desenvolver uma estratégia mais ou menos complexa, tentar, falhar, ter sucesso são aspectos presentes na brincadeira e que estão envolvidos em operações de resolução de problemas. As capacidades assim desenvolvidas pela criança podem ser transferidas para a sua rotina diária.
  5. Melhoram as competências de “coordenação olho-mão”
    Os processos de tentativa-erro presentes na brincadeira com puzzles envolvem a necessidade de coordenar a visão com a mão. É com base no que vê que a criança irá tentar encaixar cada uma das peças.
  6. Desenvolvem capacidades sociais
    Os puzzles podem ser uma excelente ferramenta para melhorar e promover o jogo cooperativo. Ao brincar em conjunto para completar um puzzle, as crianças discutirão sobre o local certo para colocar uma peça, decidem sobre quem a colocará, partilham victórias e apoiam-se mutuamente em situações onde surge a frustração.
  7. Aumentam a auto-estima
    O acto de alcançar um objectivo com a resolução de um puzzle traz satisfação à criança. As sensações de realização e orgulho fornecem um impulso para a sua confiança e auto-estima, preparando-a para outros desafios.

Por isso, vão lá tirar o pó aos puzzles talvez já esquecidos! Façam-no em família e divirtam-se!

Boas Brincadeiras!

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Os blocos escalonados são óptimos para brincar e para aprender. Tratam-se de blocos de construção coloridos e de vários tamanhos, existentes em quantidades iguais. Permitem desenvolver a criatividade, competências matemáticas, nomeadamente de lógica, cálculo e proporção, desenvolver o raciocínio, e tudo isto enquanto a criança brinca.

Ora aqui ficam algum exemplos de Jogos que se podem fazer com os blocos de contrução escalonados. Lembre-se que a criatividade não tem limites, e as crianças poderão criar as suas próprias brincadeiras.

Jogo 1 | Vamos contar unidades de medida
O comprimento dos blocos individuais pode ser utilizado para exemplificar diferentes exercícios de somar.
Por exemplo: um bloco 8 vermelho escuro é igual em comprimento ou altura a oito vezes o bloco 1 Azul Claro ou a um bloco 4 Amarelo e dois blocos 2 Verde.
Tente encontrar o máximo de exercícios possível para cada tamanho de bloco. Pode começar por encontrar o número equivalente de blocos 1 para cada comprimento dos outros blocos e simplesmente contar os números.

Jogo 2 | Vamos somar
Encontrar o resultado correcto para um determinado exercício de soma. Seleccione dois ou três blocos cuja soma seja dez ou menos. Coloque os blocos em cima uns dos outros e tente construir ao lado uma torre de blocos 1 que tenha o mesmo tamanho. Conte o número de blocos.

Jogo 3 | Desmantelar um número
Também pode explicar e mostrar números acima de 10 colocando os blocos uns sobre os outros. O número 15, por exemplo, pode ser exemplificado com um bloco 8 vermelho escuro e um bloco 7 vermelho ou por cinco blocos 3 verdes claros.

Jogo 4 | Contar Histórias
Aprender a contar usando histórias é pura diversão!
Por exemplo:
“Hoje é um dia ensolarado de Verão e, portanto, vamos fazer uma visita à gelataria. A Susana quer duas bolas de gelado, o Simão quer uma e a Andreia quer três bolas.”
Cada criança terá de colocar no centro do tabuleiro a combinação de blocos equivalente ao número de bolas de gelado que quer.

Jogo 5 | Resolvendo Problemas
“O pequeno caracol rasteja lentamente até a árvore. Após 2 cm, faz uma pausa, rastejando depois mais 4 centímetros antes de nova paragem. Qual a distância total que o caracol já percorreu?”
A criança pode escolhe os blocos correspondentes e colocá-los em linha, lendo facilmente o resultado.

Jogo 6 | Aprender a multiplicar
Pode utilizar os blocos para demonstrar multiplicações.
Exemplos:
Cinco blocos 2 verdes juntos são iguais em comprimento a um bloco 10 azul, porque 5×2=10.
E 4×4=16, porque quatro blocos 4 amarelos juntos têm o mesmo comprimento que um bloco 10 azul + um bloco 6 vermelho claro. Ou são iguais em comprimento a um bloco 10 azul + seis blocos 1 turquesa.

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Jogo 7 | Dividir é partilhar?
Pode utilizar os blocos para demonstrar divisões.
Exemplo:
Um bloco 9 roxo necessita de ser dividido em três partes iguais. A criança pode experimentar diferentes opções, mas apenas três blocos 3 verdes juntos têm o mesmo tamanho que o bloco 9 roxo, porque 9:3=3.

FICHA TÉCNICA
Marca: Grimm’s
Referência: GM-22
Disponibilidade: Em breve
Dimensões: 23.00cm x 11.00cm x 23.00cm
Comprar aqui

 

Confesso que já tinha lido qualquer coisa sobre o tema. Sendo uma pessoa muito gráfica, a imagem chamou-me a atenção. Guardei nos favoritos para ler mais tarde com calma. Obviamente o link ficou lá esquecido até ao dia em que  recebo uma mensagem via FB de uma colega de faculdade. “Olá! Lembras-te de mim? Manda-me o teu contacto!”  Era a Susana. Claro que me lembro dela! Está parva?! A Susana é uma daquelas pessoas determinadas. Discreta mas focada. Começamos a falar e diz-me: “Já conheces o meu Jogo?” Confesso que me lembrei logo do link do INCLU a secar nos meus favoritos, mas como sou perita em meter o pé na argola, e já não falávamos há tanto tempo que não arrisquei. “Qual jogo?” Claro! Era o INCLU.

A Susana teve a (brilhante) ideia de criar um jogo para crianças e queria que fosse um jogo didático e inclusivo. Três anos mais tarde apareceu o INCLU. Inclusivo no sentido de:

  • poder ser jogado (de forma divertida, claro) por todas as pessoas portuguesas (por ora) dos 3 aos 99, e que promovesse a socialização entre as gerações e os pares, sendo que as cartas podem ser lidas no alfabeto português, Braille e língua gestual portuguesa.
  • envolver várias áreas de desenvolvimento, trabalhando competências como a criatividade, a abstração, a concentração, a memória, a matemática, a estratégia, a orientação espacial, o raciocínio, a socialização, a motricidade fina e ampla, a psicomotricidade, a Perceção visual, a Perceção auditiva, e a Perceção tátil.
  • agregar um conjunto variado de jogos e atividades, designadamente, jogos de letras, de palavras, de mímica, do tato, de memória, de correspondências, da cabra cega, entre outros.

INCLU resultou do fruto de um trabalho conjunto, com crianças, jovens e adultos, com e sem deficiência, e técnicos de várias áreas e de várias entidades, em que todos os detalhes foram pensados e testados e estão validados pelas entidades competentes.

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O primeiro jogo INCLU é subordinado ao tema Cores. O jogo INCLU Cores, foi lançado no passado dia 17 de dezembro na Fundação Calouste Gulbenkian e contou com a presença da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, da Casa Pia de Lisboa, da FPAS – Federação Portuguesa das Associações de Surdos, da Psicólogos, entidades que apoiaram o desenvolvimento do jogo, da FNE, da SCML, da AFAS, da Gulbenkian, entre outras entidades, que desde o início deste projeto enalteceram as potencialidades do INCLU, enquanto instrumento lúdico, didático e pedagógico, e que, por esse motivo, participaram no lançamento do primeiro jogo da marca INCLU.

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Descrição
INCLU Cores é um jogo que traz um conjunto variado de jogos e de atividades, muito divertido, cheio de novos desafios e com dinâmicas diferentes.
Através das suas inovadoras cartas de jogar e em cada um dos jogos vais ter de usar a visão, os gestos, o tato, a fala e/ou a audição para formares palavras do e associadas ao tema.

Junta os teus amigos, os teus irmãos, os teus pais, os teus avós ou o teu professor e, em casa, na praia, no jardim ou na escola, começa esta aventura.

Torna-te o grande vencedor do jogo INCLU Cores .
Diverte-te!

Mais informação em INCLU

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“Brincar é consagrar-se a uma actividade pela diversão, pelo prazer. Brincar não tem outra finalidade além de si próprio; a criança brinca para brincar. Se aprende alguma coisa no seu decurso, é de certa forma por acidente, pois não era esse o seu objectivo primeiro. Todavia, compreendemos facilmente que seja fonte de inúmeras descobertas para a criança e permita várias realizações.”

Ferland, Francine; “Vamos brincar? Na infância e ao longo de toda a vida”; Climepsi Editores; 2006

 

Haverá brinquedos que se destaquem por serem didácticos? Não serão todos os brinquedos, de alguma forma, educativos?
Todo o brinquedo que permita uma aprendizagem deveria ser considerado didáctico. Um carrinho de madeira proporciona inúmeras experiências e estímulos: capacidades motoras, desenvolvimento da imaginação, contacto com diferentes texturas, etc.
No entanto, há, de facto, um conjunto de brinquedos e jogos que podem ser rotulados de educativos: aqueles que visam uma aprendizagem precisa e concreta, tal como letras e números ou jogos de memória visual.
Deverão ser estes os únicos brinquedos ao alcance da criança? Na nossa opinião, não. Importante é haver variedade de materiais na hora de brincar. Se apenas se oferecem brinquedos didácticos, estar-se-á a limitar o desenvolvimento da capacidade de imaginação e o prazer lúdico.
Um jogo que consista em carregar num botão para ouvir uma palavra ou um som torna-se repetitivo e aborrecido após algum tempo de brincadeira.
Por outro lado, um simples conjunto de blocos de madeira permite à criança inúmeras formas de brincar, podendo estimular em simultâneo a imaginação, o faz-de-conta, a percepção espacial, o trabalho de equipa, o raciocínio lógico, as capacidades motoras, entre muitas outras competências.
Mas o mais importante de tudo é dar à criança a oportunidade de brincar.

Como disse Montaigne, “O jogo deveria ser visto como a mais séria actividade das crianças”.

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