A capacidade de raciocínio é um puzzle complexo que mistura componentes genéticos e o ambiente onde crescemos.

Resolver uma equação. Compor uma sinfonia. Escrever um romance. Ganhar uma partida de xadrez. Inventar a cura para uma doença rara. O que têm todas estas situações em comum? São átomos de uma anatomia complexa: a inteligência. E, contudo, não me lembro da última vez que resolvi uma equação, não me sinto capaz de compor uma sinfonia, não me interesso pelo xadrez, sinto-me ainda longe de escrever um romance e muito mais ainda de encontrar a solução para uma doença rara. Nunca tinha pensado nisto desta forma e começo a ficar inquieto: serei menos inteligente do que pensava? Como podemos aferir a nossa inteligência?

O genoma, o ambiente e a comida como influenciadores do QI

Ainda que a alquimia da inteligência permaneça em grande parte um mistério, há dois ingredientes que sobressaem: a genética e o ambiente. Primeiro a biologia, depois a cultura ou a educação.

“Qual das componentes é mais importante? É uma falsa questão”, responde o biólogo da Universidade de Coimbra Hamilton Correia, que se tem dedicado ao estudo da inteligência e da sua importância na salvaguarda da espécie. “Se uniformizarmos os factores ambientais, então o que vai determinar a diferença de inteligência entre as pessoas é sobretudo o genoma. Se uniformizarmos a componente genética, então o que irá distinguir os indivíduos em relação à inteligência serão os factores ambientais”. O biólogo dá um exemplo: “Imagine que existiam dez bebés clones, com a mesma constituição genética. A partir deles podemos ‘criar’ dez indivíduos com uma diferença abismal nos resultados dos testes de QI. Isto porque os factores ambientais variaram significativamente entre eles durante o desenvolvimento.” Por exemplo, o tipo de alimentação durante os três primeiro anos de vida é fundamental para o “desenvolvimento da inteligência”.

Quem nasce lagartixa nunca chega a jacaré?

Muito menos consensual é a teoria do antigo inspector das escolas públicas britânicas Chris Woodhead, que no seu mais recente livro, “The Desolation of Learning”, coloca todo o peso da balança da inteligência no comportamento dos genes. Segundo o autor, os rapazes e as raparigas tendem a ser mais inteligentes se forem filhos de professores, advogados ou académicos. Quem foi menos bafejado pela genética será pouco inteligente, mesmo que tenha a melhor educação do mundo. “Porque é que temos a pretensão de pensar que conseguimos tornar uma criança mais inteligente do que aquilo que Deus a fez?“, perguntou durante uma entrevista ao diário britânico “The Guardian”.

Herdamos a nossa inteligência da mãe e não do pai (Outch!)

Segundo Correia, a influência da hereditariedade na inteligência faz-se sentir sobretudo pelo lado da mãe. “A maioria dos genes descobertos que quando mutados dão origem a deficiências cognitivas encontram-se no cromossoma X. Por esta razão, o sexo feminino é mais importante que o sexo masculino na transmissão da inteligência para a geração seguinte”.

Este facto explica uma realidade que pode parecer surpreendente: segundo um estudo realizado pelo biólogo no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, “os homens tendem a casar com alguém mais inteligente que eles, pois terão mais probabilidades de terem filhos inteligentes”. Ainda que o façam inconscientemente, a inteligência acaba por ser um importante critério de selecção sexual na espécie humana.

 

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Todos nós somos um Ser marcado à nascença pela Consciência Cósmica, Consciência Terrena, Hereditariedade e ADN familiar e isto quer dizer que todas estas influências condicionam ou expandem o que somos, o que queremos ser e o que conseguimos ser.

Consciência Cósmica, Consciência Terrena, Hereditariedade e ADN

A consciência cósmica releva a ligação que temos, extraplanetária e que nos lembra o nosso ponto de origem, a nossa família estelar e as características inerentes a esta pertença. A consciência terrena releva a capacidade de viver no planeta Terra e ser bem sucedido e tudo o que temos que ter e resolver para lá chegar. Com a nossa hereditariedade recebemos tendências, crenças e padrões. Com o ADN de pai e mãe a sintonia que nos une à nossa família terrena, escolhida nesta vida e que tem por finalidade deixar-nos viver os momentos, circunstancias e em companhia das pessoas que nos ajudam e nos impulsionam para a evolução, uma vez que a família vem espelhar as coisas que temos que mudar e vem também para nos ajudar a resolver com situações concretas. O ADN é físico e espiritual. Neste segundo temos as crenças, a nossa forma de agir, os comportamentos, e a resposta que damos em cada momento. O ADN físico começa a ser treinado logo em criança, quando estamos muito abertos e absorvemos tudo à máxima potencia, e interiorizamos tudo como certo. Toda esta situação revela-se, desenvolve-se e acompanha-nos ao longo da nossa vida.
A cada escolha de vida existe uma missão e um propósito bem marcado que nos serve enquanto humanos, mas também enquanto almas. O propósito maior da alma é a sua união a Deus e a perfeição plena de luz e de amor.
Caminhos diversos percorre a alma para se aperfeiçoar, com alegrias e desafios pois sabe que assim o crescimento e aperfeiçoamento é certo.

Do Inato ao Adquirido

Nascemos com informação inata e adquirida. A diferença entre as duas é percecionada com alguma dificuldade. É em tenra idade que esta informação ou personalidade inata se manifesta e é mais forte, mas os pais não a levam a sério porque a criança é muito pequena. A informação ou personalidade adquirida é mais considerada pois está de acordo com os padrões sociais e terrenos. Em verdade é na primeira que o Ser revela o seu potencial e desenvolve o que o faz mais feliz.
Somos um Ser intemporal, criativo e cheio de potencial mas é necessário deixar que este potencial seja revelado e desenvolvido. É espantoso a simplicidade de coisas e situações que fazem uma criança feliz, assim é a alma, encanta-se com o que é mais simples.
Para conhecer bem uma criança e seu potencial é necessário saber ao certo qual é a sua missão, a vocação, a personalidade, os pontos fortes e frágeis, pois só deste modo é possível apoiar, entender, suportar, incentivar e oferecer o que a criança quer para ser feliz e bem sucedida. Quando isto acontece a resistência e os momentos de birras e travessuras por parte dos mais pequenos são transformados em momentos de alegria e sucesso.
O papel do pai e da mãe na educação da criança já estão marcados à nascença, e para filhos diferentes tem obrigatoriamente que haver comportamento e ensinamentos diferentes.Todos irmãos, todos diferentes é o lema e acontece em todas as famílias. Assim, apesar de uma educação uniforme para todos, é necessário estar atento as particularidades de cada criança pois cada Ser é único, singular e tem características únicas, que se desenvolvem de maneira única.
Saber exatamente o perfil de cada filho auxilia na educação, nas escolhas, na orientação, nos tempos de lazer, nos momentos de atividades em família e também na escola.
É importante que haja orientação pratica para pais, um mind coaching que mostre o potencial de cada adulto e como este pode ajudar, cruzar e assistir cada criança. Com estas características bem conhecidas e as tarefas bem distribuídas é possível oferecer a toda a família momentos de paz e sucesso.
Fatores críticos de sucesso para fazer acontecer este ambiente prendem-se com a paz familiar, o conhecimento em detalhe e profundidade sobre cada criança e a satisfação das necessidades de cada criança, dentro da medida do possível.
Faz parte de uma vida equilibrada e saudável, reconhecer que o equilíbrio, a paz, a serenidade, a empatia e o reconhecimento das capacidades inatas que cada criança apresenta são os fatores críticos de sucesso para bom ambiente familiar e o sucesso da criança. Para que tal aconteça é importante conhecer a criança em detalhe. Entender como a herança cósmica afeta a criança, pode explicar alguns momentos de alheamento, desconcentração e capacidade multidimensional que a criança apresenta. A herança terrena é uma responsabilidade. A hereditariedade e o ADN são o manancial de informação disponibilizado pela alma, sincronizado com a família que é também escolhida e que ajuda a desenvolver e concretizar todo o potencial.
Por estes motivos, a criança necessita de apoio, suporte e orientação e mais facilmente tudo ocorre com sucesso.

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