Ler primeiro “Mãe (Leoa) de uma adepta Benfiquista”

Eu amo o Benfica*

Cara Inês de Santar, não te conheço pessoalmente, mas assim que vi o título do teu artigo, pensei: Tenho que responder! Acredita que ainda não o li, mas entendi logo a minha necessidade de dar uma resposta à altura!

Para mim está SCP 1.

No final, deverá ficar SLB 3 – SCP 1 (pelo menos).

 – Acabei de ler o artigo –

Afinal, não descubro muito para atacar ou para contrariar. Quando li no título que eras “lagarta” pensei logo numa qualquer retaliação. Afinal as tuas palavras são de amor e concordo com quase tudo. Esquece o resultado.

No fundo, se me permites, o teu artigo é um resumo do que o amor dos Pais pode fazer. Nós Pais, toleramos aos nossos filhos até diferentes gostos clubísticos! E, se preciso for, passamos as barreiras em forma de portagens e as agruras em forma de trânsito, para os ajudar a sentirem-se bem.

Sabes, quando levo os meus filhos “à luz” (é assim que os benfiquistas chamam “à catedral” – é assim que os benfiquistas chamam à Nova Luz -) também bebo vinho! Só que é numa barraca. A barraca de Tia Maria.

A Tia Maria é uma senhora chamada Lídia. Vou lá com o meu pai desde os meus 6 anos. Na altura havia sopa, mas depois veio a ASAE e proibiu. Ali não há “comida rápida”. Há bifanas e entremeadas que ficam horas em cima de uma chapa a apurar. E o vinho é castiço! Só é pena ser num copo de plástico. Outra vez a ASAE!

Um dia, a minha filha chegou a casa e disse que era do Sporting. Eu só pensava que devia ser uma espécie de castigo para mim, mas logo arranjei pensamentos que me acalmaram. É que o meu avô paterno era “sportinguista doente”. O meu pai é o único dos irmãos que nasceu “lampião”. É assim. Acontece quando há liberdade nas famílias, não é?

Não invalida que tivesse andado tempos a pensar: Assim a minha filha irá poucas vezes à barraca da Tia Maria…

As coisas compuseram-se. Ela, ao crescer, foi ficando do glorioso.

Confesso que não entendo nada do jogo. Há também, de certo, algumas jogadas de bastidores pouco claras. No entanto, tento fazer daquela ida ao futebol um convívio com os meus filhos e com alguns amigos sempre presentes. Não é fácil, mas tento sempre dar o exemplo. O importante é participar. Pode até dizer-se um palavrão mas nunca insultar alguém. O adversário não é “o adversário” e tem direito ao seu nome. Podemos chegar em cima da hora mas tentamos sempre ir dar um abraço ao primo Sandro e à malta dele. Ou ao amigo Zé Miguel. Ou às amigas que conhecemos ali e que vêm sempre do Porto para ver o glorioso.

Por vezes, tenho dúvidas sobre se será saudável levá-los. Enquanto as tiver é bom sinal, não achas?  Sinal de que reflito sobre a parentalidade.

Cá em casa não temos uma rotina capaz de impor a obrigação de irmos sempre. Há domingos em que não vamos. Pode haver um convite para uma festa, ou um encontro com a família. Pode. Aí quebramos a rotina de ir à luz.

Posso imaginar o estado de espírito do benfiquista que te é mais próximo (o tal com muito bom gosto, por te ter escolhido) na derrota caseira que tivemos com o clube do teu coração. Eu, o meu filho e a minha filha estávamos lá e sofremos. Sofremos muito. Mas a tristeza não foi total, porque levámos uma sportinguista! Levámos uma amiga da minha filha. Pelo menos, ela vinha contente na viagem de volta.

Desta experiência de te “responder” tiro algumas conclusões;

1 –Há muitas mães leoas (como tu, Inês!) que são o máximo! Deixam os filhos terem as suas paixões saudáveis;

2 – Se um dia eu não der liberdade aos meus filhos para viverem as paixões saudáveis deles, dou permissão aos meus amigos para me darem um carolo e me chamarem a atenção;

3 – Fugir à rotina é essencial. Há que ser constante mas não inflexível;

4 – Os amigos benfiquistas como eu, que até levam sportinguistas amigas da filha à luz, são o máximo!

5 – Uma barraca chamada “Tia Maria” pode ser de uma senhora chamada Lídia;

6 – Quem nunca for à luz, pode ir na mesma à Tia Maria no Alto do Colaride onde, todos os sábados, ela está numa feira;

7 – Ainda corro o risco de ter uma filha do Sporting (a mais nova tem 9 meses), ainda pode vir a ser “lagarta”. Não faz mal. A sério, não faz mal.

– Até porque cá em casa ficaria 4-1. Ganhava o Benfica.-

*O título deste artigo é quase uma “piada privada”. É um exagero. Um abuso de linguagem, porque eu amo é a minha mulher. Mas é um exagero entendível por quem frequenta o Estádio da Luz. É (penso eu!) um exagero que quer também dizer: Tenho as minhas paixões, os meus divertimentos e gosto do meu clube nas horas boas. E ainda gosto mais nas horas más. Espero que a Editora compreenda e deixe passar o título.

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O vencedor do passatempo  “Diário do Benfica”, da Editora Marcador é:

  • Joelma Moniz«“Ser Benfiquista é… “

    vestir a camisola de corpo e alma seguir o nosso sonho, vermelho. O meu clube do coração tem uma águia vitoria  que nos trás sempre muitas glorias

PARABÉNS! Obrigada por ter participado!
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Caso não tenha recebido um e-mail, por favor verifique a caixa de spam.

Este passatempo foi oferecido pela Editora Marcador, em parceria com a Up To Kids®.

benfica

O Diário do Benfica, é o livro de sonho para miúdos fanáticos pelo Benfica.

Aqui podes encontrar desde, horário escolar, palavras cruzadas, labirintos, curiosidade, passatempos e muita diversão. Tens espaço para colar os bilhetes dos jogos, fazer o teu 11 ideal, e até para recolheres autógrafos e guardares para a vida!

Se gostas de futebol e adoras o Benfica, este passatempo é para ti!

A  Up To Kids® em parceria com a Marcador Editora vai oferecer um exemplar do livro “Diário do Benfica”, para te acompanhar neste ano letivo!

COMO PARTICIPAR | REGRAS

1. Fazer like na página Up to Lisbon Kids e Marcador
2. Partilhar no Facebook (ao público), com tag para 3 amigos.
3. Preencher os campos obrigatórios,e complete a frase:

“Ser Benfiquista é…”

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O passatempo é válido de dia 7.10.15 até dia 18.10.15.
O autor da frase/quadra mais criativa será o vencedor do passatempo!
O vencedor será anunciado publicamente no dia 21.10.15.
Apenas estarão habilitadas ao sorteio pessoas cumpram as 3 regras de participação.
A partilha deverá ser publica para a podermos seguir.
O mesmo utilizador pode concorrer mais que uma vez (máx 5 participações/pessoa/dia), desde que em cada participação cumpra novamente as regras impostas, e os nomes do tag sejam sempre diferentes.
Ficará habilitado o nº de vezes que concorrer
Os vencedores serão avisados por e-mail, e terão 15 dias a contar da data do envio do mesmo, para responder e reclamar o prémio. Após essa data perderão o direito ao mesmo.
O prémio será enviado por correio após a reclamação do mesmo.

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Agressões nos iniciados | Jornal a Bola | 05.02.2014 | vídeo aqui

Para aqueles que não estão familiarizados com o fenómeno do futebol juvenil, convém esclarecer que um jogador iniciado é um miúdo com idade nunca superior a quinze anos de idade.

Por outro lado sensivelmente a partir de 2013, foi introduzida no nosso ordenamento jurídico, legislação que afasta a obrigatoriedade da presença policial nos jogos destes escalões.

O legislador certamente não costuma assistir a estes jogos e certamente não sabe ou nem desconfia que existe um reiterado e notório mau ambiente nestas partidas de futebol em consequência de acções dos próprios familiares dos atletas, que gritam, insultam e muitas vezes tornam-se intervenientes em tristes casos de agressões e tumultos.

Além disso, por vezes são os próprios pais dos atletas que, de forma sub-reptícia ou não, instigam os miúdos a serem agressivos em excesso, transmitindo aos seus filhos o seu próprio exacerbado e inusitado entusiasmo, geralmente com consequências nefastas.

Também é verdade, que o futebol é conhecido desde tempos imemoriais, como um desporto de inverno e para homens, mas, não há duvida que o que antes era reflexo de falta de instrução dos filhos e dos pais, hoje em dia descambou para uma violência cada vez mais  gratuita e sem sentido, que não escolhe graus de instrução ou estratos sociais.

Conforme é sabido por este escriba ao Vosso dispor, a origem da tripla agressão deste miúdo proveio certamente duma referência verbal feita pelo agredido ao agressor, mas não podemos deixar de pensar, apenas olhando para as imagens, que é um espelho da sociedade triste e muito perigosa em que actualmente vivemos.

RMPC, para Up To Lisbon Kids

Fui crescendo mais ou menos com a noção empírica de que os filhos seriam o reflexo dos pais, ainda que estes, por vezes, não o pretendessem.

No ano de 2009, ao encontrar-me num parque público no concelho de Oeiras, tive a oportunidade de presenciar o seguinte quadro:
um alegado pai munido de uma bola oficial de futebol de 11, uns pinos e um apito, ministrava um “treino ao estilo militar” a duas crianças, com idades inferiores a 9 anos.

Este exercício raiava o absurdo. O alegado pai, com um ar à “Jorge Jesus” no decorrer de um jogo, gritava, gesticulava e exigia que os miúdos executassem diversas situações de jogo de acordo com as suas instruções, não se coibindo, a cada falha dos petizes, de os obrigar a fazer séries de abdominais e flexões.

As crianças, equipadas a rigor e com penteados à CR7, obedeciam de modo fervoroso e infantil, a cada ordem emanada do adulto, sendo evidente que o esforço produzido não era adequado às suas idades.

Ora, este adulto, certamente na casa dos seus quarenta anos é o que eu apelido como um “Bárbaro Lusitano”, doravante denominado por “BL”.

Dito isto e penetrando na psique do BL, o que o levará de apito na boca a agir deste modo, prestando-se a uma figura ridícula e irresponsável?

A resposta radica no modo como o BL, nascido na década de 70 do século passado, viveu a sua vida até aqui.

O BL, por impossibilidade ou não, não logrou que o seu agregado familiar fizesse parte da cada vez mais rara classe média estável, estando desempregado ou ocupado num trabalho que não o realiza.
E tem a firme convicção que os filhos só poderão ser diferentes dele, se não forem o seu reflexo.

Assim sendo, julga que os problemas futuros dos seus petizes, e ou os seus, podem ser resolvidos com o ascensor sócio-económico futebolístico, tão propalado pelos media nos tempos que correm.

O BL não quer ou não acredita que os seus filhos possam ser no futuro juízes ou competentes canalizadores, ele quer que, pelo menos, um seja profissional de futebol e investe nisso o seu tempo.

O BL não sabe ou não quer saber que o futebol, enquanto profissão é um sorvedouro de potenciais canalizadores ou médicos competentes e bem sucedidos.

E por fim, o BL está-se marimbando para a noção básica de que qualquer desporto se aprende a brincar e por vontade própria dos sujeitos da brincadeira.

No momento certo, não tenho dúvidas, que serão os próprios petizes a apelidar o pai de Bárbaro Lusitano, ou de qualquer outro vocábulo menos abonatório…

RMPC para Up To Lisbon Kids