Os livros atuam na criança aos mais diversos níveis.  São versáteis e servem muitas funções, mas não são mágicos. Há que fazer um trabalho continuado para que os livros e tudo o que transmitem possa fazer sentido à criança e não apareça na sua vida como um pop-up sem contexto. Os livros transmitem muitas mensagens e, na maioria das vezes, até são diferentes de criança para criança. Por isso é preciso dotá-las de capacidades para a exploração completa de um livro e não o reduzir simplesmente à mensagem que nós achamos ou queremos que este passe.

Uma história por dia nem sabe o bem que lhe fazia.

Apesar do trocadilho, é bem verdade. Só ao ler, ouvir e explorar muitos, diferentes e bons livros as crianças conseguem retirar deles todo o seu potencial.

“Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar.” (Rubem Alves).

O convívio diário com os livros nas suas diversas formas, como brinquedo, como objeto lúdico traz benefícios a vários níveis. Alargamento do vocabulário, promoção da empatia, e desenvolvimento do sentido crítico. Promove o aumento da concentração, do conhecimento do mundo e da gestão das emoções.  Aumenta a capacidade de imaginação e de outras dimensões da criança e do ser humano em geral. É importante ensinar aos nossos filhos o poder dos livros.

Acredito que o prazer na leitura. A consciência da sua importância é das ferramentas mais poderosas que podemos deixar na “caixa de ferramentas” das crianças. Para tal é importante que os adultos que fazem parte das suas vidas deem eles próprios o devido valor aos livros, uma vez que as crianças aprendem sobretudo por imitação.

Dar “acesso livre” aos livros e não os guardar como objetos preciosos que só podem ser manuseados com cerimónia é outra estratégia a ser adotada.

Por fim o que mata o gosto pela leitura é, entre outras causas, o facto de um livro ser apresentado como obrigação. (Alice Vieira)

O jogo simbólico e a sua importância no Desenvolvimento Infantil

A infância tem uma característica muito forte que é marcada pelo brincar. E é pelo brincar, especialmente pelo jogo simbólico, que a criança pode reviver situações quotidianas. Isto possibilita a compreensão e a reorganização das suas estruturas mentais. Assim, o jogo simbólico é a representação corporal do imaginário. Apesar de predominar a fantasia, a atividade psicomotora exercida acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação pode modificar a sua vontade usando o “ faz de conta”.

Mas quando expressa corporalmente as atividades, precisa de respeitar a realidade concreta e as relações com o mundo.

Pelo jogo simbólico a criança exercita não só a sua capacidade de pensar (representar simbolicamente as suas ações), mas também as suas habilidades motoras já que ao brincar, salta, corre, ou manipula objetos.

Concluindo, é através do jogo simbólico que a criança cria um mundo imaginário onde representa as suas preocupações e os sentimentos que a incomodam na sua vida real. Dessa forma, a criança consegue exprimir através de brincadeiras algo que não conseguiria exprimir por palavras.

As brincadeiras de faz-de-conta exercem a função de máxima importância no que diz respeito à educação infantil.

Permitem promover à criança um momento único de desenvolvimento, no qual ela exercita a sua imaginação, a capacidade de planear e de fantasiar situações lúdicas.

As crianças começam a brincar ao faz de conta desde muito cedo. Por volta dos 2 anos de idade, as crianças iniciam o seu contacto com esta experiência caracterizado pelo aparecimento da linguagem e da representação. Este é considerado como um dos grandes pilares da infância. É a partir desta idade que passam a dar mais importância aos seus pares. Este tipo de brincadeira em grupo implica existir negociação entre as crianças. Ou seja, saber brincar com os outros, brincar sobre a mesma temática, acordar papéis e ações entre eles.

Outra das características do jogo simbólico é poder alterar a sua identidade.

Poder interpretar uma personagem sendo normalmente um adulto próximo, ou uma figura de fantasia. Assim se proporcina a aquisição de novas competências. Porque ao fantasiar estas personagens a criança consegue criar situações imaginárias.

A criança tem a capacidade de a partir de vulgares objetos criar algo diferente. Por exemplo, um simples prato transforma-se num volante de um carro. Assim, a atividade de brincar pode ajudar a passar de ações concretas para ações com outros significados, avançando em direção ao pensamento abstrato.

Nas aulas de Play & Learn no Gymboree Play & Music, o brincar ao faz de conta é feito a partir dos 22 meses, quando a criança demonstra o seu interesse no jogo simbólico. Fazer atividades com temáticas específicas tais como, “um dia na quinta”, ajuda a desenvolver a sua habilidade para estabelecer relações lógicas entre ideias e as suas capacidades de raciocínio mais complexas que são necessárias para as competências de leitura, matemática e ciência. Como as aulas são em grupo, as atividades encorajaram diversos momentos de interação social e de cooperação com os pares.

Possibilita à criança aprender a estar e a lidar com os outros, sendo fundamental para fazer amizades e para um bom funcionamento futuro.

Por Susana Cardoso – Professora Gymboree
Para Up To Lisbon Kids

 

Quando engravidamos a primeira vez, as mães que nos rodeiam, quer sejam amigas, conhecidas ou perfeitas estranhas, têm sempre um conselho para nos dar. Não sei se, querer instruir as outras mulheres fará parte do instinto maternal, como se fossemos enviadas numa missão especial com o objetivo de proteger todos os recém-nascidos das garras de uma mãe inexperiente. Ou se queremos apenas mostrar que sabemos mais, característica própria da vaidade do sexo feminino.

Mas o facto é que a maior parte dos conselhos que me deram foram inúteis e vazios. “Dorme tudo agora, que depois não tens tempo”,aproveita bem que eles crescem num instante”. Eu já me cruzei com estas mães. Eu sei que vocês também, e eu sei que muitas vezes já nos tornamos nelas.

As mães, por natureza são um ser controlador e possessivo. Há muitas que assumem: “Eu sou muito mãe-galinha!”… Será só isso?

Se há algum conselho que eu posso dar, e que aprendi com a experiência é:

“ Não queiras ser uma control freak 

Tudo começou quando nasceu o nosso primeiro filho. Eu amamentei sempre, por isso, quando ele acordava à noite habituei-me a ir lá. Nem sempre era para mamar. Mas era sempre eu que me levantava. Enquanto habituava o meu filho a ter a mãe para o aconchegar sempre que chorava, habituava o meu marido a dormir ferrado ao som do choro de um bebé.

Durante o dia, dava dicas úteis ao meu marido porque como eu passava mais tempo com o bebé… achava que eu é que sabia o que era e como era melhor.!

Sempre mudei as fraldas porque achava que o pai nunca punha o creme certo a seguir ou a fralda não ficava bem presa como quando era eu a trocar. Acabava por sair xixi. O bebé ficava com soluços e eu teimava que só eu é que o sabia ajudar nos soluços. Mudava-lhe a roupa, e às vezes punha-a de parte para o pai vestir. Mas ele não sabia como apertar os cueiros e, por vezes, vestia as costas para a frente.

Sempre achei que era melhor eu ir ver e dar uma ajuda.

Porque eu é que sei o que é melhor para o meu filho, como ele gosta de se deitar, de arrotar e quais a rotinas dele. O pai pega-lhe ao colo. Eu digo-lhe que tem de agarrar a cabeça do bebé. Ele diz que sabe, mas nem sempre agarra. Eu estou sempre lá, a dizer o que fazer, como o fazer, e quando o fazer.

Oito anos depois, temos três filhos e eu estou grávida do quarto. Acordamos de manhã cedo, muito cedo. O pai vai fazer a barba e tomar banho. Eu acordo os miúdos e ponho-os a fazer xixi e a lavar a cara.

Escolho as roupas conforme as actividades escolares de cada um porque eu é que estou a par dos horários deles. Ajudo-os a vestir. Os mais velhos já se vestem sozinhos por isso dou-lhes a roupa e vou tratar do mais novo. Quando volto ainda estão a calçar as meias. Visto todos rapidamente.

Preparo o saco ou mochila de cada um porque só eu é que sei o que é para levar cada dia. Os miúdos nem me deixam pensar “que dia é hoje” para saber o que colocar nas suas mochilas. Enchem-me os ouvidos de histórias sobre os seus sonhos, e perguntas sobre como será este dia. Sobrepõem-se aos gritos para se fazerem ouvir. Tenho de recorrer telemóvel para saber a que dia estamos: o telemóvel não está onde era suposto. Algum deles já andou a jogar de manhã no meu telefone. Acordam a pensar em gadgets…  Fecho as mochilas.

Preparo almoço para um, e snacks para os mais novos, que gostam de petiscar uns cereais ou bolachas quando chegam ao colégio e ainda estão lá poucas crianças. É muito cedo. Mochilas preparadas, sacos das actividades fechados, cesto e lancheiras à porta. Já tomaram o pequeno-almoço, o pai deu um iogurte, preparou um pão de leite a cada um e fica a ver as notícias enquanto toma, também, o seu pequeno almoço.

Vai tudo para a casa de banho lavar os dentes. Eu vou lá conferir que ficam bem lavados. As perguntas e conversas são contínuas. Discute-se porque é que um leva mais cereais para a escola do que os outros (levam todos o mesmo), e quem é que joga primeiro consola quando chega a casa, sendo que só podem jogar ao fim de semana.

Finalmente saem de casa. O pai leva-os ao colégio todos os dias. São 8h00 e só me apetece voltar para a cama. Tomo o meu pequeno-almoço de pé, tomo banho e saio. Quando me sento no computador começo a ler os e-mails do colégio. Aponto datas de reuniões, datas de inscrições, data da festa de despedida das professoras de um, data da festa de ginástica de outro. O meu calendário enche-se de compromissos socio-escolares dos meus filhos. Sinto-me a adormecer no computador. Paro para beber um café. Começo a trabalhar e a manhã vai a meio.

A seguir ao almoço, retomo os e-mails. Tenho de dar resposta aos convites para as festas de aniversário. Articular os horários e disponibilidades para os levar e buscar. Antecipar se estamos cá nesses fins-de-semana e se eles podem aceitar os convites. Tenho de conhecer as crianças da sala de cada um para poder comprar os presentes de aniversário. Saber o que cada um gosta. As férias aproximam-se. Tenho de começar a planear os ATL em que os vou inscrever. O melhor seria mandar todos juntos, tenho de pesquisar bem! Já comecei a pensar onde serão as festas de aniversário este ano, e estou atenta aos sites específicos para tirar ideias dos temas e decors.

Não tirei o jantar de manhã antes de sair da casa (Como é que é possível). Tenho de tratar disso mal chegue para descongelar qualquer coisa. Às 16h00 tenho de sair de onde esteja para ir busca-los à escola. São três escolas, a volta é longa, e à tarde há sempre trânsito. Chegamos a casa. Há trabalhos de casa para fazer e banhos para dar. Esqueço-me do jantar. Peço ao pai para ir buscar uma pizza. Ele fica à espera que eu encomende a pizza, e que lhe diga a que horas está pronta, porque está habituado a não ter de pensar sequer o que é que cada um gosta de comer. E como em tudo o resto cá em casa, fica à espera de ordens para realizar tarefas.

Porque eu o habituei assim, e já não tenho como mudar esta rotina. Para mim é tarde demais, mas para quem ainda vai começar a ter filhos, para quem ainda está grávida eu posso dar este conselho: não sejam controladoras, não sejam possessivas, os filhos são dos dois. Deixem o pai da criança tratar das coisas.

À sua maneira, imperfeita e trapalhona. Deixem-no aquecer o leite, à próxima já vai acertar na temperatura. Se o xixi sair da fralda ele vai perceber que está mal posta. Ou não, e terá de mudar mais vezes, mas nenhum mal virá ao mundo. Deixem os pais comandarem e escolherem as roupas. Controlar o dia das actividades, e saberem qual é a gaveta das meias de desporto dos miúdos. Deixem-nos aprender a vestir um fato de ballet às meninas, e saber qual o material que se leva para a natação.

Quando o virem com o bebé calem a boca, fiquem sossegadas e deixem-no encontrar soluções. Assim não vão tornar-se em robots programados para cumprir ordens específicas.

E vocês vão acabar por desfrutar mais a longo prazo do vosso descanso! Acreditem.

Um dia mais tarde vão agradecer-me!

 

Tenho saudades daquela altura da minha vida em que podia fazer tudo sem quaisquer preocupações, responsabilidades ou consequências!

Lembram-se desse tempo?

Da altura em partíamos cabeças porque caiamos das árvore enquanto nos escondíamos para pregar uma partida? Do tempo em que andávamos tanto de bicicleta que chegávamos a ter de trocar os pneus por ficarem carecas! Sim, isto foi no tempo em que uma bicicleta durava uma vida!

Quando os pais só ralhavam se chegávamos depois de anoitecer porque o combinado era voltar sempre antes do sol se pôr!

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7 segredos para criar crianças mais felizes

Todos os pais sabem o que querem para os filhos. Ou pelo menos assumem que sabem e acreditam que estão a educá-los e, prepará-los para o futuro de forma a atingirem os objectivos planeados. Mas já pensou verdadeiramente nesta questão?

Não assuma que sabe a resposta. Faça um exercício simples, passe um dia a pensar na pergunta: O que é que eu realmente quero para os meus filhos?
Há dias que queremos apenas que arrumem os quartos, façam os trabalhos de casa, e que durmam uma boa noite de sono. Noutros, delineamos planos bem definidos e começamos a construir o que consideramos ser os primeiros alicerces dos seus castelos.

Mas a verdade é que a resposta é simples, e unânime:

O que todos queremos é que os nossos filhos sejam felizes, agora e sempre. Todos tentamos criar crianças mais felizes.

A felicidade é o bem mais procurado do mundo, e não se alcança nem se compra. A felicidade cria-se.
Aqui estão 8 dicas que, aplicadas com paciência e flexibilidade, vão ajudá-lo a traçar o caminho para a felicidade do seu filho:

1. Seja “O” exemplo a seguir

A melhor maneira de ensinar o caminho da felicidade ao seu filho, é mostrar-lhe que é uma pessoa feliz. Ele vai-se tornar na pessoa que vê: as crianças aprendem por observação e imitação, e não fazem aquilo que lhes dizemos, mas sim aquilo que fazemos.  Daí a expressão “Pais felizes, crianças felizes”.

2. Ofereça-lhe tempo

Para os nossos filhos o sinónimo de felicidade somos nós, os pais. Ofereça-lhe o seu tempo e brinque com ele. Passarem tempo de qualidade juntos vai ajudá-lo a desenvolver auto-estima e a confiança. Vão criar laços que se tornarão nas memórias mais ricas do seu filho, e também nas suas.

Os adolescentes, por outro lado, querem coisas: dê-lhes tempo na mesma. Eles não sabem, mas é o que precisam.

Crianças felizes

3. Ensine-o a ser grato

Dizer obrigado, é mais do que ser bem-educado. É ser grato pelo que temos. Podemos ajudá-los a ver o copo meio cheio em vez de meio vazio. Ensine-os a serem felizes com o que têm, em vez de ficarem tristes com o que não têm.

4. Deixe-o desenvolver os seus talentos sozinho

As pessoas felizes dominam uma habilidade. Ao dar as primeiras pedaladas na bicicleta, o seu filho aprende a cair e levantar-se tantas vezes que chega a ficar frustrado, isso vai ensinar-lhe a ser persistente e a ter força de vontade. Quando finalmente conseguir andar de bicicleta, vai sentir o sabor da vitória, fruto dos seus próprios esforços.

Ninguém é feliz todos os minutos da sua vida. As crianças precisam de aprender a tolerar a angústia e a infelicidade. O nosso papel é ensiná-los a caminhar, e não carrega-los ao colo o resto da vida.

crianças felizes

5. Deixe-o fazer escolhas

As crianças têm muito pouco controle sobre suas vidas. Nós decidimos tudo para o seu dia a dia, muitas vezes sem questionar quais seriam as suas escolhas. O poder de escolha ensina-os a tomar decisões. Deixe-o escolher a roupa, ou o menu de jantar uma noite por semana. Dê-lhe a oportunidade de tomar pequenas decisões. A sensação de controle vai fazê-lo feliz.

6. Diga “não”

O mundo vai fechar muitas portas na cara do seu filho. Mais do que possa imaginar. Se quer que ele seja feliz, habitue-o a ouvir “não” quando está em casa rodeado de pessoas que o amam.
E o resto do mundo agradece por não ter de lidar com a birra “disseram-me não pela primeira vez” do seu filho.

7. Deixe-o exprimir emoções

É importante permitir que o seu filho seja infeliz de vez em quando. As crianças precisam saber que não há problema em estar triste, e que às vezes, faz parte da vida. Ajude-o a exteriorizar e reconhecer os seus sentimentos. Eles precisam de sentir o nosso apoio nessas alturas. Abrace-o, ele vai sentir que o compreende.

Birra

8. Ame o seu filho incondicionalmente

As crianças fazem asneiras. O seu filho está aos saltos, no sofá e já o mandou parar várias vezes. Ele continua, até que o pai ou a mãe se zangam à séria e gritam o ultimato “É a última vez que aviso…” Ele pára de saltar e começa a chorar. As crianças aprendem através da experimentação/erro, e eles precisam de correr riscos. Mostre-lhe que há consequências, mas que os pais o amam na mesma.

Tornam-se crianças mais seguras e confiantes e aprendem que as pessoas erram, mas há sempre uma oportunidade para corrigir os erros. Porque “errar é humano”.

Quando as crianças sabem que os pais estão SEMPRE ao seu lado, para o melhor e para o pior, tornam-se crianças mais felizes.

Crianças felizes

 

 

fontes ideia geral texto aqui, dicas aqui e aqui
Imagens@net

7 atitudes dos pais que irão impedir os filhos de se tornarem lideres

Todos os pais querem, sempre, o melhor para os seus filhos.
Querem que sejam educados e boas pessoas, mas não totós. Que sejam altruístas e solidários, mas não esbanjadores. Que sejam criativos e de mente aberta, mas não demais. Que sejam livres e viajados, mas que se mantenham por perto. Que sejam cultos e informados, mas não prepotentes. Que sejam bem estruturados e que saibam dizer “não” quando necessário, mas que o façam por eles e não por alguém. Que sejam influenciadores e não influenciados. Que se distingam mas não sejam diferentes. Que tenham bom carácter, sentido de humor e que não façam asneiras gratuitas, porque nós já as sabemos (quase) todas e se não as conseguirmos evitar, então estamos a fazer um mau trabalho.

Acontece que, muitas vezes, a forma como os educamos, não se coaduna com o resultado final que esperamos obter. O amor pelos filhos e a necessidade que temos de os proteger, levam-nos a ter atitudes e comportamentos que irão impedi-los de ser mais autónomos, mais  perseverantes e resilientes.

Dr. Tim Elmore é o fundador da Growing Leaders, uma organização sem fins lucrativos, que ajuda a desenvolver líderes emergentes sob a filosofia de que, cada criança nasce com qualidades de liderança.

Elmore, revela que muitos pais tratam as suas crianças e adolescentes com mimos e comportamentos super-protetores, impedindo o seu crescimento pessoal, o desenvolvimento da sua autonomia e consequentemente as suas capacidades de liderança.

Elmore destaca 7 atitudes dos pais que devem ser evitados para que o seu filho se torne um líder capaz – quer de empresas ou da sua própria vida:

1. Não deixamos que as crianças corram riscos.

Vivemos num mundo que em cada esquina recebemos alertas de perigo. “A segurança em primeiro lugar ” reforça o medo de perdermos os nossos filhos, e por isso, faremos de tudo para protegê-los. Mas isolá-los de riscos saudáveis terá um preço a pagar. Um estudo realizado por psicólogos Europeus concluiu que, uma criança que não brinca na rua, não sobe às árvores e não esfola os joelhos, irá desenvolver fobias que se manifestarão em adultos. As crianças precisam de cair algumas vezes. Os adolescentes precisam de sofrer um desgosto amoroso para ganharem a maturidade emocional que as relações duradouras necessitam. Se os pais controlarem os riscos de vida das crianças, estas provavelmente irão crescer arrogantes e com baixa auto-estima.

2. Socorremos os nossos filhos muito depressa

As crianças de hoje em dia, não desenvolvem as mesmas capacidades de “desenrasque” que as de há 30 anos atrás, porque os riscos aumentaram e nós tentamos amparar todas as quedas aos nossos filhos. Quando os socorremos muito depressa estamos a eliminar quaisquer hipóteses  tentarem resolver sozinhos os problemas. Sabem que, aconteça o que acontecer, tudo irá ficar resolvido…pelos pais. Na realidade isso não é, nem remotamente, o espelho de como o mundo funciona e, portanto, irá desabilitar as nossas crianças de se tornem adultos competentes.

3. Elogiamos gratuitamente

O elogio fácil pode fazer com que uma criança se sinta bem no momento, mas é um erro que a longo prazo terá resultados desastrosos. As crianças vão eventualmente perceber que os pais são os únicos que os acham fantásticos, e vão começar a duvidar da sua objetividade. Quando se elogia muito facilmente, e se ignora o mau comportamento, as crianças aprendem a enganar, mentir e exagerar para evitar a dura realidade, pois não foram habituados a confrontá-la.

4. Deixamos que a culpa seja um obstáculo à liderança

Os vossos filhos não têm de vos amar a cada minuto das vossas vidas.
Eles vão aprender a lidar com o desapontamento, mas nunca vão deixar de ser mimados. Diga-lhes “não” agora, porque fará com que lutem pelo que realmente querem e precisam. O sucesso depende das boas acções, e nunca se deve recompensar um filho com bens materiais: assim nunca vão dar valor à motivação intrínseca, mas sim à  material.

5. Não partilhamos os nossos erros passados.

Os adolescentes saudáveis vão querer abrir as asas e voar, e nós sabemos que têm de aprender com as suas experiências e com os seus próprios erros. Nós, como adultos, devemos deixá-los voar mas isso não significa que não os possamos ajudar. Partilhe com eles os erros relevantes que fez quando era da sua idade (sem tom de lição, nem “eu avisei”). Essa partilha irá ajuda-los a fazer melhores escolhas. As crianças devem preparar-se para enfrentar as consequências de suas decisões. Nós não somos a única influência sobre nossos filhos, por isso devemos tentar ser a melhor influência.

6. Confundimos inteligência, talento e influência, com maturidade

A inteligência é muitas vezes usada como uma unidade de medida da maturidade de uma criança e, os pais assumem que uma criança inteligente está pronta para o mundo, quando não é necessariamente verdade. Não há uma idade mágica em que devemos dar mais liberdade ou responsabilidade às crianças. A regra de ouro é, observar outras crianças da idade deles, e perceber o que fazem uns e outros . Não apresse nem atrase a independência dos seus filhos. Crescer tem um tempo próprio. Lembre-se sempre da idade dos seus filhos antes de se tornar mais permissivo, ou de lhes atribuir determinadas responsabilidades.

7. Não praticamos o que pregamos

Como pais, é da nossa responsabilidade “moldar” a vida que queremos para os nossos filhos. Para ajudá-los a construir o (bom) carácter, e a tornarem-se confiáveis e responsáveis pelas suas palavras e acções, temos de dar o exemplo com atitudes e não com palavras. Ensine aos seus filhos o significado de ajudar o próximo. Ensine-o a ser voluntário, a deixar os locais melhor do que os encontrou, a cumprimentar as pessoas no dia a dia, e a tratar toda a gente como igual.
Os seus filhos estão a observá-lo e a aprender com os seus actos. Ensine-os a ter escolhas éticas. É a primeira qualidade para virem a ser lideres. Lideres, e FELIZES.

 

Por Up To Kids ® fonte comportamentos forbes, com autorização para Up To Kids®