Os primeiros dentes do bebé: sintomas, cronologia e soluções

O aparecimento dos primeiros dentes num bebé é também um dos primeiros grandes desafios para os pais.

Conseguir acalmar os nossos filhos nesta fase é muito importante pois o nascimento dos dentes poderá gerar várias alterações no equilíbrio do bebé.  E, se o bebé está com dores ou desconfortável, irá consequentemente afetar toda a harmonia familiar.

Nascimento dos primeiros dentes

Desde o período de gestação que os dentes estão em desenvolvimento na boca (Odontogênese).  Formam-se no interior dos ossos maxilares e deslocam-se progressivamente para fora da gengiva, rebentando  naturalmente o 1º dente por volta dos 6 meses de vida, mas cada bebé tem o seu timing. Não há motivos para preocupação se os dentes do seu filho não rebentarem “by the book”. A erupção dentária não está relacionada com o desenvolvimento do bebé e criança, e pode variar muito de criança para criança.

Por exemplo, no caso dos meus filhos, o mais velho começou aos 5 meses, a segunda teve o primeiro dente aos 9 meses, e os dois filhos mais novos deve ter sido na altura suposta porque não me lembro!

Dor e desconforto no bebé

O nascimento dos dentes, por regra, causa dor e desconforto no bebé e consequentemente nos pais, pois todos queremos que os nossos filhos se sintam bem. Não há pior sentimento do que o da impotência no que respeita a ajudarmos um filho. Vê-los em sofrimento tira-nos o chão. Especialmente quando somos mães/pais de primeira viagem, em que todos estes primeiros pequenos sofrimentos dos nossos filhos são muito dolorosos para nós.

As erupções dentárias duram geralmente até aos 3 anos de idade, o que nos parece uma eternidade na altura. Ao fim destes primeiros 3 anos, o bebé terá uma dentição de 20 dentes (10 em cada arcada).

Por que ordem caem os primeiros dentes?

Podemos consultar a tabela abaixo, mas mais uma vez, é representativa pois há bebés e crianças que apresentam outros tempos e ordem de queda dos dentes de leite.

Será um dente?

Quando os bebés ainda não conseguem exprimir por palavras ou gestos o motivo do choro, enquanto pais temos de fazer uma espécie de “exclusão de partes” até perceber o que se passa, para podermos ajudar.

Choro pode significar fome, sono, gases ou desconforto (febre, dores, dentes, ou até fralda por exemplo). Começamos por excluir as mais fáceis.

Quais os principais sintomas de um dente a nascer?

  • Choro e irritabilidade, provocados pela dor
  • Gengivas doridas e inchadas
  • Salivação mais abundante (e tendência a meter os dedos ou objetos na boca)
  • Perda de apetite
  • Bochechas vermelhas, muitas vezes apenas do lado da erupção dentária
  • Dificuldades em adormecer e, nalguns casos, sono agitado

Poderá ainda apresentar:

  • Febre
  • Dermatite da fralda
  • Distúrbios digestivos (cólicas e diarreia), entre outros.

Nota: Se o seu bebé manifestar alguns destes sintomas durante mais de 3 dias, consulte o seu médico para excluir qualquer outra causa.

Quanto tempo demora a dentição de leite a nascer? Cronologia.

Uma erupção dentária dura cerca de 8 dias*. Tendo em conta que a dentição completa corresponde a 20 dentes, contas feitas, são cerca de 160 dias que um bebé poderá estar desconfortável e a viver momentos pouco agradáveis.

* Fonte Macknin ML & al Symptoms associated with infant teething: a prospective study, in Pediatrics. 2000; 105: 747 – 752

O que podemos fazer?

São várias as mezinhas caseiras de alivio da dor de dentes e das gengivas dos bebés. Na minha experiência, todas eles de pouca dura, ou seja, aliviam apenas momentaneamente.

O que usei no meu filho mais novo foi uma solução oral homeopática, sem açúcar e sem sabor que recomendei às minhas amigas, e também vos recomendo aqui, chamada Camilia®.

Benefícios de administrar Camilia® para perturbações atribuídas ao crescimento dos primeiros dentes

  • Atua nos principais sintomas associados ao crescimento dos 1ºs dentes, verificando-se alivio no bebé
  • Através da sua ação local e sistémica, vai atuar não só a nível da dor nas gengivas, mas igualmente na febre, diarreia, irritabilidade e sono agitado que o bebé possa sentir
  • Solução estéril, sem conservantes, sem álcool e sem qualquer tipo de constituinte nocivo para o bebé que é, basicamente, o mesmo que fazer um preparado em casa
  • Os efeitos secundários são pouco frequentes, breves e transitórios. No caso do meu filho, os efeitos secundários foram nulos
  • Higiénico: não precisa de massajar a gengiva porque se apresenta em unidoses, fáceis de transportar e de administrar
  • Sem açúcar: não provoca cáries

Calendário da dentição

Podem visitar o site para informações mais personalizadas, e se clicarem em Eu quero preencher o calendário de dentição do meu filho on-line e de borla, acedem a um calendário pessoal que podem personalizar para cada filho, marcar a data em que caiu cada um dos dentes e depois imprimir.

Camilia® acalma o seu bebé e devolve a paz à sua família

Camilia® é um medicamento homeopático indicado para os sintomas associados ao nascimento dos primeiros dentes. Através da sua ação local e sistémica, Camilia® vai atuar não só a nível da dor nas gengivas, mas igualmente na febre, diarreia, irritabilidade e sono agitado que o bebé possa sentir.

Camilia® é uma solução oral sem qualquer constituinte nocivo conhecido para o bebé, sem açúcar e sem sabor. A posologia recomendada são 2 a 3 unidoses por dia. O bebé deverá ser colocado em posição sentada e o conteúdo deverá ser vertido na cavidade bucal.

Prático e higiénico, Camilia® oferece a solução ideal aos problemas mais comuns associados à primeira dentição.

 

 

Extração de pré-molares e expansão rápida das arcadas dentárias

A ciência evolui e com ela as técnicas utilizadas. Muitas vezes o que parecia correcto é demonstrado pelo tempo que pode não ser o tratamento ideal.
Falando de dentes, assistimos a uma corrida aos aparelhos que os alinham. Para esse alinhamento é necessário espaço.
Frequentemente acontece “a boca ter falta de espaço”.

Será verdade este erro gigante no desenvolvimento humano?

Verificando os diversos factores, e comparando com outros órgãos, podemos garantir que se a maioria “cabe” dentro do corpo os dentes também deveriam “caber”.
A extração de dentes para alinhar os restantes na arcada está comprovada ser uma mutilação que não garante o sucesso do tratamento. Aos pacientes que sofreram este tipo de tratamento estão muitas vezes associadas:
– Alterações respiratórias (roncopatia, rinite…);
– Maior índice de cáries dentárias;
– Patologia da coluna cervical entre outros.
Verificou-se que a abordagem precoce é a mais indicada.
A resistência de médicos dentistas em diagnosticar e promover o desenvolvimento esquelético da boca da criança assim como o desconhecimento dos cuidadores, leva ao agravamento do problema.
Se a criança aparenta falta de espaço nas arcadas dentárias, alterações da mordida, doença respiratória e/ou alterações do freio lingual deve ser tratada o quanto antes para garantir o sucesso do tratamento. Quando o tratamento é precoce (antes dos 10 anos de idade) é mais fácil, mais eficaz e mais económico.
Compreendendo a causa do problema, mais fácil se torna a sua resolução. A tentação de alinhar com exactidão e urgência afasta o tratamento do seu propósito – ter uma boca funcional – que permita falar, comer e que consiga conter a língua sempre com os lábios fechados. Se estas funções são cumpridas de forma equilibrada e correcta os dentes estarão lindos e alinhados.

Se os nossos antepassados tinham espaço nas arcadas para todos os dentes por que motivo cada vez há menos espaço?

As mudanças nos nossos hábitos diários “condena” as nossas características – até as faciais.
Para uma boca pequena, ainda muitos profissionais e cuidadores acreditam, que a expansão rápida é o tratamento.
Se durante anos não cresceu – nem a arcada superior nem a inferior – como pode um tratamento apenas de metade da boca ser a solução?
De difícil habituação altera a fala e a mastigação levando impreterivelmente a língua para uma posição mais baixa. Neurologicamente os estímulos musculares ficarão comprometidos.
A orientação e educação dos hábitos assim como a estimulação lenta das arcadas dentárias é eficaz em qualquer idade (sendo mais rápida a resposta nas crianças que nos adultos) e permite a correcção da postura, o alinhamento das arcadas e a educação muscular.

Durante os tratamentos devem ser avaliadas as seguintes funções:

  • Muscular (incluindo língua)
  • Respiratória
  • Fonatória
  • Postural
  • Mastigatório

A nossa filha já foi alvo deste comentário várias vezes. Geralmente vira a cara, encosta-se a mim e tente ignorar o interlocutor; são claros os seus sinais de desconforto. Para muitos, estes sinais são interpretados como um incentivo para continuar pois estão a ter na criança o efeito desejado.

Acredito que a maior parte das pessoas profere este género de comentários com a melhor das intenções, querem que a criança se livre da chucha e acreditam que ao repreenderem-na estão a ajudar os pais nesta árdua tarefa. Contudo, tal não funciona.

Irei dividir as minhas observações em duas partes: 1) Para os outros; 2) Para os pais.

1) Para os outros

Quantas vezes fumaram um cigarro e alguém vos disse que deviam “largar isso pois faz mal à saúde”?; quantas vezes vos disseram que se deviam afastar daquele/a amigo/a pois é uma má influência nas vossas vidas?; quantas vezes comerem fast food e alguém vos alertou que dessa forma iriam engordar? Em termos concretos, que resultados isso provocou em vocês? Atiraram o cigarro fora e nunca mais fumaram? Enviaram uma mensagem ao/à amigo/a dizendo que pretendiam terminar a amizade? Cuspiram o alimento que estavam a ingerir e desde então detestam-no? Provavelmente não. Nada mudou com os comentários que vos foram feitos ou eventualmente ainda se ligaram mais “ao fruto proibido” exactamente por isso.

Não existe mudança sem motivação e esta última tem de ser intrínseca, isto é, tem de partir do próprio, caso contrário a mudança será temporária. Comentários negativos, que muitas vezes enfatizam a incapacidade de auto-controlo da pessoa e mexem com a sua auto-estima (como quando dizemos a uma criança que é feia por determinado comportamento) podem conduzir à manutenção do comportamento por o outro se sentir incapaz de mudar.

“Devo então incentivar ou ignorar?”, perguntarão alguns. Nem uma, nem outra; podemos encaminhar para a mudança num registo positivo. Quando eu digo: “acredito que vais ser capaz, levarás o teu tempo mas acredito que irás conseguir”, sobretudo quando é dito em frente aos outros, estou a deixar uma semente potente de expectativa que o outro se sentirá tentado a concretizar; mostro que o aceito, que o compreendo, que não o irei pressionar e que confio nas suas capacidades (afago-lhe a auto-estima).

Criticar de forma negativa sem deixar uma linha orientadora ou é improfícuo ou pura maldade.

2) Para os pais

Sejamos sinceros, a maior parte dos comportamentos dos nossos filhos, sobretudo quando são pequenos, resultam de escolhas nossas, ainda que nos arrependamos delas ou que não as reconheçamos a 100%, estamos na origem.

A nossa filha não escolheu usar chucha, na verdade quando nasceu ela até a rejeitava. Acabei por insistir por sentir que isso a iria acalmar e servir de consolo. Hoje, com 2 anos e meio, não a quer largar, se eu permitisse passava o dia todo com ela na boca.

Temos conversado sobre o assunto, sem pressões. Não a comparo com o menino x ou y que não usa chucha pois ela também não me compara com a mãe x ou y Mostro-lhe que vários desenhos de que ela gosta não usam chucha (sem comparar), digo-lhe que não percebo o que ela diz com a chucha posta, explico que a chucha precisa de descansar e por vezes guardamo-la.

Em momentos de crítica em público eu JAMAIS me junto ao outro para a criticar/fazer troça dela. Geralmente coloco-me ao nível dela e respondo que um dia, quando lhe apetecer, irá largar a chucha e evidencio os esforços que já faz: “ela tem usado muito menos, noutro dia até a guardou no quarto durante a manhã toda, fiquei mesmo feliz! Em breve iremos conseguir passar menos tempo com a chucha na boca, vamos com calma”; se tiverem dito que ela é feia, ainda acrescento um “estás tão crescida e LINDA, filha!”.

Não acho que tenhamos sempre de defender os nossos filhos, eles erram tal como nós. Não obstante, acredito que os assuntos se resolvem entre nós e ainda que possa dar razão à pessoa que o repreende, não é saudável juntar-me a ela numa sessão de linchamento público.

Como referi, a nossa filha não queria usar chucha, foi um hábito criado também por mim. Assim, assumo essa responsabilidade, aceito que sou parte activa na sua resolução e defendo a nossa filha de qualquer julgamento exterior feito em tom negativo, mostrando que este não é um problema só dela, é nosso, e como tal iremos resolvê-lo JUNTAS, ao nosso ritmo.

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Evitar ou minimizar Aparelhos Ortodônticos é sempre possível mas requer cuidados diários e bons hábitos.

Antigamente raras eram as pessoas que necessitavam de aparelhos“, há sempre alguém a comentar.

Seria por falta de conhecimento ou hábitos diferentes?

Na minha opinião, a realidade impõe-se, não havia tantos obesos nem tantos dentes tortos.

A sociedade evolui para um consumismo desmesurado com influências em todos os níveis. Aqui falarei da saúde oral e respiratória, se assim for possível de classificar.

Como melhorar a face do seu bebé? Parece estranho? Sim, é. Além da carga genética que não poderá recusar, existem os factores ambientais.

Desde os primeiros dias poderá “manipular” ou se quiser guiar o crescimento do seu bebé, pode e deverá fazê-lo. Todas as opções que tomar em relação aos hábitos serão notórios no crescimento do seu filho.

Quando o bebé nasce é aconselhada a amamentação, ninguém fala de outra coisa além dos nutrientes e imunidade mas como médica dentista foco o crescimento esquelético da face.

 Este processo físico é fundamental para o crescimento da boca da criança, sendo o 1º factor a considerar na Prevenção Nobre da Ortodontia. Ao mamar o bebé pressiona com a língua o céu da boca provocando o crescimento transversal adequado, com o biberão o leite pinga e a língua não tem de fazer força e o céu da boca (palato) ficará estreito, o nariz comprimido e a face mais comprida.

Uma criança amamentada em livre demanda não tem necessidade de utilizar chucha e assim a mandíbula (maxilar inferior) tem uma relação ideal com a maxila (maxilar superior). Na sociedade ocidental existe grande prevalência de mandíbulas recuadas e alguns autores associam ao uso de chuchas.

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Outros dos factores fundamentais é a manutenção da respiração nasal. Lavar e aspirar o nariz, são as palavras de ordem. Na saída da maternidade algumas enfermeiras referem a lavagem do nariz antes de mamar. Este é dos pontos mais cruciais. Antes das refeições e antes de dormir todos os narizes devem ser assoados. Na amamentação o bebé faz o selamento labial completo como tal não entra ar pela boca e força o nariz a respirar. Com o biberão o nariz não será o único a permitir a entrada de ar. Nunca esquecer que nariz limpo é o ideal até à idade adulta!

 

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Um bebé alimentado a biberão deve cumprir algumas premissas, tetina de baixo fluxo para o bebé exercitar os músculos da boca e da face, bom posicionamento do biberão e tetina bem dentro da boca e não na ponta, não permanecer por tempo indeterminado com o biberão na boca, chucha apenas para dormir e sem artefactos pendurados que devido ao peso provocam forças altíssimas na boca.

 É essencial motivar e guiar para o bebé/criança, ter a boca fechada (lábios selados) na posição de descanso, enquanto dorme e assiste televisão, por exemplo.

 

As alterações respiratórias desenvolvem problemas posturais do esqueleto e não apenas da boca e também provocam roncopatias. Desde sempre deve estar alertado para o ressonar nocturno, sendo um problema pode e deve ser tratado. Aumenta o risco de cáries dentárias, altera os padrões de crescimento da face, aumenta o desgaste e cansaço da criança (associado ao défice de atenção, obesidade, hiperactividade, etc.).

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A introdução de alimentos adequados à idade é difícil mas eficaz. A criança deve mastigar para o crescimento equilibrado da boca. Com um ano de idade a mastigação estará, com ou sem dentes, implementada mas de uma forma rudimentar. Como tal devemos oferecer alimentos duros, secos e fibrosos.

Crianças que têm a oportunidade de mastigar terão menor tendência a ranger os dentes durante a noite. O ranger dos dentes na infância deve-se à adaptação do sistema mastigatório e os motivos, segundo alguns autores, são necessidades de desgastes selectivos e fisiológicos de alguns dentes, cáries e desequilíbrios na oclusão (forma como os dentes inferiores contactam os superiores).

Os outros factores da Prevenção Nobre da Ortodontia são a higiene e tratamentos dentários necessários.

Quando a prevenção primária não foi possível faz-se a prevenção secundária. Poderá ter aparelhos que guiem e influenciem o crescimento dos ossos e como tal criem espaço ideal para o nascimento dos dentes definitivos. O ideal é em dentes de leite para que o crescimento esquelético da boca e nariz seja equilibrado e não haja alterações de posição prematuras dos dentes definitivos.

Nesta fase são utilizadas técnicas de mastigação e educação muscular (com o apoio de Terapeutas da Fala), pistas directas (tratamentos dentários que guiam para o equilíbrio) e correção de hábitos diários.

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Se os pais optarem por uma abordagem mais tardia podem sempre corrigir na dentição mista (fase de troca dos primeiros dentes) com educação muscular e alguns aparelhos ortopédicos.

Segundo a minha opinião os Aparelhos Ortopédicos Removíveis são muito mais eficazes pois não transmitem cargas aos dentes e como tal não haverá lesões (as raízes ainda não estão completamente formadas).

Estes tipo de reabilitação pouco utilizado em Portugal é de baixo custo, requer a colaboração dos pacientes e é de resposta rápida. 

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Mais tarde com a dentição definitiva completa ou quase, é oferecido um plano de tratamento ortodôntico, fundamental na maioria dos casos onde não houve prevenção é por vezes prolongado excessivamente com prejuízo económico para os pais e para a saúde oral do adolescente. Na realidade, todos os planos ortodônticos deveriam ser coordenados com reabilitação muscular e esquelética. Se somos feitos de dentes, ossos e músculos de que nos vale endireitar os dentes se não equilibramos os ossos nem educamos os músculos? Quantas pessoas conhecemos que usaram aparelho e agora se queixam de que os dentes estão novamente a entortar?

Se a abordagem for precoce os tratamentos serão sempre menos invasivos, mais fáceis e rápidos.

Alguns autores referem que a cirurgia mandibular é evitada em 90% dos casos de prognatismo quando corrigido precocemente.

Assim, o ideal passa pela prevenção:

  • Função respiratória
  • Alimentação adequada
  • Hábitos (chucha, dedo)
  • Mastigação
  • Cáries

Nos tratamentos deve eleger abordagens precoces e não invasivas antes que o problema se instale de forma irreversível e então exija procedimentos mais dolorosos e complicados.

A avaliação deve ser feita por uma equipa multidisciplinar composta por Médico Dentista Odontopediatra, Terapeuta da Fala e Otorrinolaringologista. Mais tarde com a erupção de todos os dentes definitivos deve ser feita a avaliação também pela Ortodontia e por vezes enviado à Cirurgia Maxilo-Facial.

Somos um todo e o nariz e a boca estão estritamente relacionados, as alterações de qualquer um implicam sempre uma avaliação cuidadosa do sistema como um todo.

“Estas imagens foram recolhidas na internet ou cedidas pela Dra. Carina Pereira Leite Esperancinha e Dra Cristina Pimenta Póvoas a quem muito agradeço por todo o apoio em Ortopedia Funcional dos Maxilares.”

O melhor amigo das cáries

Amigo, Amigo é o açúcar.

As formas como estão apresentados chegam a ser maquiavélicos tudo pela lei do marketing e das vendas.

Vejamos: gomas, todas as pessoas sabem mas, e as pastilhas? Tantas crianças consomem e poucos são os que lêem a informação sobre a quantidade/tipo de açúcar existente.
Hoje em dia há pastilhas com Xilitol e existem estudos que demonstram a redução das bactérias cariogénicas (que provocam cáries) após o consumo de Xilitol.

Já pensaram nos cereais de pequeno-almoço infantis?
Hora da experiência! Coloque um na boca, seco e mastigue bem (sim porque é doce as crianças mastigam-no bem). Agora escove os dentes. Esfregue. Passe o fio dentário. E por fim observe. Tem a certeza q tirou tudo? Há fissuras, ranhuras, áreas que não terá acesso e o açúcar por lá ficará.
O açúcar no dente torna-se ácido, corrói a estrutura dentária, ao existirem bactérias cariogénicas inicia-se uma cavidade/cárie.

Cárie dentária nas fissuras do dente molar
Cárie dentária inicial nas faces dos dentes posteriores (lesão branca)

 

A dentição de leite é suposto ter espaços, chamados espaços primatas. Esses espaços serão ocupados pelos dentes definitivos (que serão sempre maiores que os de leite). Se não existem esses espaços o mais provável será a falta de espaço para a erupção dos dentes definitivos que consequentemente nascerão “tortos”.

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Dentes lindos e certinhos


Com tratamentos adequados pode estimular o crescimento da boca do seu filho. Pode também evitar hábitos que prejudiquem esta atrofia dos maxilares, como a utilização de biberãos, devido à facilidade com que debitam o leite.

A Amamentação provoca o crescimento ideal dos maxilares devido aos movimentos de sucção.
Manter o nariz limpo e bem assoado e estimular a mastigação de todo o tipo de alimentos assim como estimular a mastigação bilateral (direita e esquerda alternada) e de boca fechada promove um crescimento harmonioso e correcto da face e das arcadas dentárias.

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Dispositivos de fita dentária

Escondidos entre dentes também poderão ficar alimentos… pelo que é fundamental na higiene diária o uso de fita dentária (há com aplicador para facilitar a utilização).


Anti-inflamatórios, febres altas e abcessos em dentes de leite

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Gráfico com cronologia do crescimento dentário ao longo da vida da criança. Apresentando lesão de dentes definitivos por queda (1 ano de idade). Neste tipo de lesão reconhece-se que as raízes do dente de leite provocaram uma lesão permanente nas coroas dos dentes definitivos.

A utilização frequente de anti-inflamatórios (como Ibuprofeno), desnecessária ou abusiva, altera o ciclo de formação do dente definitivo causando lesões irreversíveis que só serão visíveis 3/4 anos mais tarde aquando do nascimento dos dentes definitivos. Essas alterações poderão ser desde pequenas manchas a alterações de forma no dente definitivo.
Há também alterações dentárias associadas a febres altas ou infecções crónicas no organismo (desde infecções urinárias a abcessos dentários).

Os dentes definitivos iniciam a sua formação, “dentro dos maxilares” no 1º ano de vida do bebé, e ao longo dos anos, lentamente vão-se formando. Quando a coroa está formada inicia-se a reabsorção fisiológica da raiz do dente de leite que assim cairá e dará lugar ao dente definitivo que ainda não terminou o seu desenvolvimento.

Quando o bebé/criança sofre um traumatismo/abcesso ou pico de febre até aos 3 anos de idade (assinalado a roxo, no gráfico) os Pais devem estar alertados para as possíveis consequências nos dentes definitivos anteriores. Assim como abcessos recorrentes nos molares de leite podem deteriorar os pré-molares que só nascerão após os 10 anos de idade.

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A cronologia de erupção dos dentes não deve ser ignorada. Os dentes de leite são 20 e os dentes definitivos são 32. Por volta dos 6 anos de idade, quando se inicia a transição dos dentes nascem 4 dentes (molares) onde não existia nenhum dente. Nesta altura pode existir desconforto e deve ser um adulto a escovar os últimos dentes, devido a dificuldade de acesso e à sensibilidade na gengiva. Entra-se depois numa fase de “paragem” e por volta dos 9 anos a nova fase contempla 12 dentes, caninos e molares de leite que serão substituídos por pré-molares.


O flúor engolido em excesso provoca lesões dos dentes definitivos que vão de pequenas manchas a alterações graves do dente. Por isso a pasta de dentes não deve nunca estar ao alcance das crianças.

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O Flúor, hoje em dia, encontra-se em “todos” os lados…
Antigamente, eram prescritos suplementos de flúor sistémico (gotas ou comprimidos) pois não havia aporte suficiente na alimentação.
Hoje, os alimentos infantis são fluoretados e as águas também.
O ião flúor é extremamente sensível. Por isso a informação relativa, por exemplo, nas águas só é correcta se for feita diariamente.

Details

CHUCHA GELADA | Aliviar a dor de dentes nos bebés

Todos sabemos o que sofrem os nossos filhos com o nascimento dos dentes.Por mais que tentemos, parece não haver nada que alivie de imediato. Por isso, deixamos aqui um truque que eu usei com os meus filhos e resultava de imediato. Experimentem, e digam-nos se conseguiram aliviar a dor de dentes nos bebés

Preparação

1. Apertar a chucha para tirar o ar;
2. Soltar dentro de um recipiente com água, para encher a chucha;
3. Guardar no congelador.

Quando o bebé estiver a chorar de dores, dê-lhe a chucha.
Ponha-lhe um babete, porque conforme for derretendo o gelo, poderão escorrer umas gotas de água pelo pescoço fora.
O material da chucha é tão bom isolante, que apesar de conter gelo,  não queimará a língua ou boca ao bebé.

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Por vezes o bebé estranha por estar muito rija e acaba por rejeitá-la: neste caso experimente dissolver umas gotas de aero om em meio copo de água para encher a chucha. O bebé vai sentir o doce, e ficar entretido a chuchar, enquanto o frio lhe alivia a gengiva. Acalma rápidamente o choro.
Em alturas de dentes a romper, tenha sempre uma preparada no congelador, pronta a sair!

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De todos os mitos existentes o mais prejudicial é o de iniciar a escovagem tardiamente. É bem mais fácil iniciar antes do nascimento do 1º dente. Os bebés sentem-se seguros com as suas Mães e deixam-na mexer na boca. Se a Mãe o fizer diariamente, por rotina, quando o primeiro dente nascer a Mãe notará os benefícios: o bebé ficará mais confortável porque a Mãe massaja, por outro lado, a Mãe não leva uma trincadela e o dente terá a higiene adequada desde o início.
A remoção da placa bacteriana, por si só, é o melhor que pode fazer ao seu filho, seja de que forma for, com compressa humedecida ou com escova ou dedeira, mesmo sem pasta.

Porque a placa bacteriana é a principal causa da cárie dentária, e a única forma de a eliminar é a escovagem, aconselho desde a erupção do 1º dente a higiene diária.

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1. Existência de placa bacteriana nos 2 incisivos inferiores junto da gengiva

Para a formação de Placa Bacteriana basta alimentarmo-nos.
Outro mito existente é que o leite materno não provoca cáries. Todos os alimentos podem provocar cáries. Existem hábitos como a alimentação nocturna que agravam a predisposição à cárie.
Nestes casos, o uso de chucha pode retardar o início da cárie. Se o bebé chuchar activamente, produz saliva e remove os restos de leite que ficariam parados junto aos dentes a desmineralizá-los.

Estas cáries muito frequentes, antes dos 3 anos de idade, chamam-se cáries precoces/cáries de biberão e devem ser tratadas ou “estagnadas”.

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2. Cárie precoce nos incisivos centrais junto à gengiva e dentes incisivos laterais com grande desmineralização (manchas branco-leitoso)

Existem formas de fortalecer os dentes, que não evitam a Placa Bacteriana, são eles uma dieta saudável e o Flúor na pasta dentífrica.

O Flúor é tóxico quando engolido. As crianças até aos 6 anos não têm a deglutição plenamente desenvolvida e engolem sempre parte da pasta. A Pasta deve por isso ser considerada um medicamento e estar fora do alcance das crianças, até porque devido aos sabores são altamente apetecíveis. Os perigos do Flúor, desconhecidos pela maioria das pessoas, incluem manchas irreversíveis nos dentes definitivos e gastroenterites que podem levar à morte. Não querendo ser alarmista (mas parecendo) digo que uma criança de 1 ano que engula uma bisnaga de pasta com alta concentração de flúor umas destas situações acontecerá certamente.

Existem pastas sem flúor (em Portugal, até à data existe 1 no mercado, muito utilizadas nos EUA), com baixo flúor (1 marca, refere dos 2-6anos, com 250ppm Fluor), outras há com cerca de 450ppm e as restantes têm cerca de 1000ppm Flúor, as pastas de adulto têm entre 1000 e 1500 ppm de ião Flúor.

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3. Os dentes definitivos iniciam a sua formação antes do 1º ano de vida, manchas brancas por elevada ingestão de flúor até aos 3 anos de idade.

COMO PROTEGER O SEU FILHO

  • escove sempre muito bem todos os dentes
  • evite a alimentação nocturna (biberão ou amamentação)
  • não promova a infecção cruzada: provar a comida do bebé com o mesmo talher ou beijar na boca
  • não adicione açúcares extra aos alimentos
  • nada de petiscar entre refeições (bolachas, guloseimas)dê muita água (a saliva é um dos protectores dos dentes)
  • utilize a pasta dentífrica adequada ao seu filho.

Dra. Rita Sousa Tavarespara Up To Kids®