10 razões para ires ver Coco o novo filme Disney•Pixar

O filme “Coco” da DisneyPixar estreou no México um mês antes de qualquer outro país do mundo, e a 15 de Novembro já tinha sido o maior sucesso de bilheteiras da História do país. Quando soube disto não pude recusar o convite para assistir à ante-estreia, e ainda bem!

Coco é capaz de ser a melhor obra que a DisneyPixar já apresentou.

Para os meus filhos o Toy Story era o melhor filme da Pixar, e tenho impressão que, agora que viram o Coco, ficaram muito divididos. São dois filmes que nada têm a ver, mas que encontramos as características DisneyPixar nas personagens e na história, e que nos fazem apaixonar inconscientemente.

Coco é um filme sobre sonhos e sobre a família.

Miguel sonha em tornar-se num grande artista da música, como o seu ídolo, Ernesto de la Cruz. A história começa com a sua grande e estreita família, numa cidade movimentada no México. Inicialmente parecem ser bastante convencionais mas há uma coisa proibida nesta família: tocar ou ouvir música. Daqui, somos levados numa divertida viagem pela terra dos mortos, onde Miguel encontra amigos e inimigos e aprende a verdade por trás de um segredo que a bisavó Coco tem guardado consigo, como um túmulo.

Sem ser Spoiler o que é que vos posso contar do filme? É uma obra extraordinária, e  que superou em muito o que esperava (apesar de estar já com expectativas altas, pois tinha visto o trailer)

Sabem porque é que não querem perder este filme? Dou-vos 10 razões:

1. A Curta de Olaf

Como já tem sido habitual ao lançar um novo filme, a DisneyPixar junta o lançamento de uma curta, que normalmente é exibida antes da nova estreia. Faz-me lembrar quando éramos mais novos e passavam uns desenhos animados antes do filme. Este ano, e após grande sucesso Frozen, vamos poder ver “Frozen: Uma Aventura de Olaf“, a curta de 21 minutos da Walt Disney Animation Studios.

Nesta curta Olaf junta-se a Sven numa missão de natal para trazer para casa as melhores tradições e salvar o primeiro Natal de sempre, de Anna e Elsa. Os miúdos vão delirar com este regresso (Nós deliramos!).

2. A História do dia dos mortos no México e a cultura mexicana

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A cultura mexicana, de origem milenar é extremamente rica e diversa, tendo sofrido a influência de vários povos nomeadamente dos espanhóis. Este filme dá-nos a conhecer esta cultura, fala-nos sobre a história e o significado do “El Día de Los Muertos” e todos os costumes e rituais a eles associados. As roupas, ambientes e personagens, transmitem o ambiente vivido nas cidades mexicanas!Um filme rico em cores e cenários mágicos, que provavelmente destacará o filme em relação aos restantes da DisneyPixar.

3. Músicacoco-guitarra

Coco incorpora diferentes géneros musicais mexicanos, incluindo huapango, jarocho, ranchera e baladas inspirados pelos clássicos da “Era Dourada” do cinema mexicano.
As músicas originais do filme são enérgicas, memoráveis e bem executadas. O diretor Lee Unkrich e os animadores da Pixar fizeram um trabalho fantástico onde mostram a delicadeza que exige tocar guitarra. O pormenor das expressões faciais de Miguel quando toca cada nota da sua guitarra naquele sótão para que a família não descobrisse esta sua paixão pela música, é maravilhoso.

4. Família
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A cultura mexicana está profundamente enraizada nas tradições familiares que vão muito além da unidade familiar imediata, e este filme é um óptimo reminder de que devemos valorizar a nossa família quer no dia a dia, quer à distância, ou mesmo depois de uma discussão. A família não se escolhe, nascemos com ela. Nem toda a gente se identifica com a sua família, mas a mensagem a reter é que família é família e irá sempre amar-nos incondicionalmente. Este filme transmite valores importantes sobre o respeito aos nossos ancestrais e acredito que, depois de o verem, as crianças comecem a questionar mais sobre a sua árvore genológica.

5. Arte

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O facto da história se passar no México e os cenários, personagens e guarda roupa serem inspirados nas referências culturais mexicanas, fez com que toda a peça se tornasse numa gigante obra de arte. A riqueza dos desenhos, a quantidade de pormenores, a luz, a música, e como tudo está articulado, é sem dúvida uma das grandes mais valias deste filme.

6. Desmistificação da morte e do mundo dos mortos.

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Apesar da história se passar quase toda no mundo dos mortos, o filme não é violento nem assustador. Nem sequer há aquela parte do salto da cadeira que nos deixa o coração a bater. No entanto, há que ter em consideração que há várias cenas em que os personagens discutem sobre como alguém morreu, e passa o flashback completo da cena, desmistificando aos mais novos o mistérios da morte. Os esqueletos são coloridos e divertidos, e aqui devemos dar os parabéns à DisneyPixar por animar de forma tão humana um monte de caveiras!

7. Dante

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A Disney tem esta capacidade de criar personagens inesquecíveis para os companheiros de ação dos heróis. Dante é um cão Xolo – abreviatura de Xoloitzcuintli – a raça nacional do México. Quase sem pelos, Dante tem problemas em manter a língua dentro da boca, por já não ter alguns dentes, e garante-nos muitas gargalhadas, e quebras de silêncio durante o filme. Os meus filhos apaixonaram-se por ele! <3

8. Mamã Coco

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A Mamã Coco, é a amada bisavó de Miguel e cuja memória se está a deteriorar lentamente devido à velhice. Apesar da sua avançada idade e fragilidade é com ela que Miguel partilha todas as suas aventuras. Aviso: qualquer pessoa com pais ou avós mais velhos vai sair de lá literalmente lavado em lágrimas.

9. As crianças identificam-se com o Miguel

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As crianças revêem-se tendencialmente no herói da história, mas todo o contexto do filme e o envolvimento familiar faz com que os miúdos vistam a pele da personagem. Fazer algo que adoram mas que a família não permite, a viagem pelo desconhecido com o seu companheiro, encontrar familiares estranhos que o adoram… qual a criança que não se identifica? Saímos do filme e os meus filhos já assumiam orgulhosamente a personagem: “Eu sou o Miguel!”

10.Realização e Produção do Toy Story 3

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Coco foi produzido e realizado por uma equipa de sucesso: o realizador Lee Unkrich e a produtora Darla K. Anderson já tinham trabalhado juntos no filme “ToyStory 3”, de 2010, vencedor de um OSCAR® e do Globo de Ouro,  sendo até hoje, o segundo maior filme de animação a nível de box-office mundial.

A Estreia em Portugal é já amanhã, 23 Novembro 2017. Se depois disto ainda não estão em pulgas para ir ver o filme com os miúdos, deixo-vos o trailler, que certamente não vos encherá as medidas mas deixará com água na boca!

Digam lá que isto não é uma receita de sucesso?

 

1) Set exclusivo 9 figuras Coco, €35 | 2) Peluche Hector, €28 | 3) Peluche Pepita, €35 | 4) Peluche Miguel, €28 | 5) Peluche Dante Alebrije, €30 | 6) Figura com música de Miguel, €36 | 7) Bolsa reutilizada Coco, €3 | 8) Carteira Coco, €16 | 9) Figura com música de Hector, €36 | 10) Caneca Coco, €14

(clique em cada imagem para comprar online, mas podem também encontrar na loja física)

“Vamos ver a Annie!”

Eles não iam felizes da vida. Estão naquela fase “gira” que dura alguns anos: “...se a Mãe gosta tanto, deve ser uma ‘ganda’ seca!”

Um filme que trouxe de volta tantas lembranças maravilhosas.

Há uns anos atrás, tinha eu 10 anos, li num jornal que procuravam alguém com as minhas características (achava eu! Ahahahahah! Auto-estima do caneco!) para fazer de Annie na peça de teatro na qual o actor Nicolau Breyner seria o “homem rico”. Inscrevi-me.

Lembro-me, como se fosse hoje, de subir ao palco e mesmo antes de começar a cantar, com a voz que sei hoje que não tenho, deixar logo ali decidido que não gostava de palcos. As pernas não tremiam tanto como a voz, mas os joelhos pareciam bater um no outro… ai a voz!

Mas cantei… já não me lembro quem era o pianista que me acompanhava, mas era um compositor conhecido e muito querido. Percebeu os meus nervos e disse-me que não fazia mal depois, deu-me uma festinha na cabeça. Percebi logo que não ia passar à fase seguinte e se passasse era porque precisavam de alguém para “avacalhar” a peça!

Ter subido ao palco, ter sido seleccionada para o casting, a espera pela minha vez e o sonho de participar numa coisa destas, mesmo com toda a vergonha e falta de jeito, mesmo não tendo sido seleccionada, são boas recordações da minha infância. Recordações de uma infância feliz e sonhadora (ainda sou). Obrigada aos meus pais e aos meus irmãos por me apoiarem sempre, mesmo sabendo que seria assim que iria descobrir que não tenho jeito nenhum para falar em público, muito menos para estar num palco a cantar e a actuar!

Agora vamos à nova e actualizada versão da Annie.

Não sou crítica de cinema nem nada que se pareça. Ao que parece a crítica de quem-percebe-disto, não é muito boa. E eu vou dar a minha crítica de-quem-não-percebe-nada-disto-mas-paga-bilhete-para-ver.

Um filme passado numa das minhas cidades preferidas: Nova Iorque, onde podem ver as melhores cores e vistas da cidade que nos transportam ao imaginário de uma criança órfã que nunca desiste de procurar os seus pais biológicos. Ensina-nos um pouco a todos nós que a vida é boa de se viver quando não nos entregamos, quando lutamos pelos nossos objectivos. Não desistir leva-nos a traçar e descobrir novos caminhos, tantas vezes, diferentes daqueles que imaginámos serem os melhores para nós. Annie procura os pais, mas em vez disso, encontra um Pai adoptivo completamente improvável que também acaba por encontrar em si um sentimento antigo: o AMOR …

O actor principal (que faz de homem rico) Jamie Fox é dos actores mais giros e cómicos que para aí andam; a miúda que faz de Annie é a coisa mais querida e tem uma voz de sonho, coisa mais querida –ahhh já tinha dito isto!; a Cameron Diaz, como sempre, uma actriz muito versátil e “estupidamente” fantástica, até com as sobrancelhas pretas e grossas! ; todos os actores e crianças que cantam e dançam nos captam a atenção, não há secas neste filme!

O que eu vos digo, sem vergonhas:
Este é mais um dos meus musicais preferidos!

Se ainda não foram ver, CORRAM a comprar os bilhetes para o fim de semana! É bom para TODA a família. Um filme que nos faz bem, faz-nos sentir (ainda mais) miúdos… para além de ser filmado numa cidade liiiiiiiiiiiiinda!

Tem um final feliz muito hollywoodesco, mas eu gosto de finais felizes! E cheira-me que os críticos devem querer tragédias Franciscanas ou algo mais real… como se a Bela Adormecida fosse real! Pffff…

DEIXEM SONHAR!!! QUE CHATOS!

Ahhhhhh! E eles adoraram… também é importante salientar… eheheheh!

(Quero lá saber! Nunca vou crescer!)

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Imagem capa@deviantart.net