11 gestos para ajudar a salvar o planeta

Vamos mudar o nosso estilo de vida e adotar algumas ou todas estas medidas?

Todos os anos, mais precisamente, todos os dias a mensagem “ser pró-ecológico” ganha um maior ênfase. Claro que isso é um bom sinal porque significa que a cultura dominante tem sido bem sucedida e se tornou parte das nossas vidas. No entanto as mensagens repetitivas também podem transfomar-se em “ruído silencioso”. Ou seja, as pessoas ouvem-nas mas nem sempre as seguem. Sabem que “deviam” mas, pelas razões mais diversas, não o fazem. Ou então chegam  simplesmente à conclusão (errada) de que o seu modo de agir não vai gerar qualquer diferença. O mais importante a reter  sobre o facto de se “ser pró-ecológico” é que isso implica tudo aquilo que fazemos no nosso quotidiano. Isso SIM, faz  toda a diferença.

Todos nós sabemos que fazer reciclagem e desligar as luzes são coisas a fazer em prol do planeta. No entanto, há outras coisas do nosso dia-a-dia e que podem, na verdade, fazer toda a diferença.

Vamos enumerar 11 gestos para ajudar a salvar o planeta:

Estar informado

A informação é a chave. Por que razão devemos fazer reciclagem, desligar as luzes ou conduzir uma viatura híbrida? A partir do momento em que uma pessoa compreende o porquê das ações pró-ecológicas é muito mais fácil incorporá-las na sua vida. Leia num jornal ou faça pesquisas em blogs ligados ao Ambiente.

reciclar

Adquirir no comércio local

Sempre que é cliente de um mercado abastecido por produtores locais ou se frequenta um restaurante que recebe diretamente do produtor, está a fazer o bem – duplamente. Por um lado dá apoio à economia local e, por outro,  ajuda a reduzir a poluição gerada pelo transporte desses produtos.

Usar a sua própria garrafa/cantil de água

Uma garrafa reutilizável não só diminui o desperdício como os custos, pois pode enche-la em qualquer sítio sem ter de estar sempre a comprar água engarrafada.

Ser vegetariano uma vez por semana

Esta é uma ação que pode adotar e que traz múltiplos benefícios. A Introdução da 2ªFeira sem Carne, ou qualquer outro dia da semana, vai trazer-lhe certamente benefícios mas há razões de peso a equacionar. A indústria da carne gera quase um quinto das emissões de gás provocadas pelo Homem em todo o mundo. Cortar na carne ajuda a abrandar este processo. Reduz também o enorme gasto de água para tratar do gado e ajuda ainda a reduzir a dependência do combustível natural.

Usar sempre o seu próprio saco de compras

Menos plástico traduz-se em menor desperdício em aterros sanitários e numa probabilidade mais reduzida de que os animais os consumam ou fiquem presos nos mesmos. O lixo  não-biodegradável  recolhido quer nos oceanos quer em áreas desabitadas e inóspitas, ameaçam o nosso ecossistema e podem até libertar perigosas substâncias químicas. E pior, traduz-se também numa terrível poluição visual/paisagista. Por isso sugerimos que leve os seus próprios sacos sempre que for às compras.

Plástico e poluição

Levar o seu almoço em embalagens amigas do ambiente

Levar o almoço para o local de trabalho não só é mais saudável como sai mais barato e pode ser uma forma excelente de se tornar pró-ecológico. Acondicione os alimentos em caixas reutilizáveis (caixas em vidro são as melhores) e leve os seus próprios utensílios para a refeição. Evitar sempre o desperdício, é o pretendido.

Reduzir as Impressões

Prosseguindo a política de se ser amigo do ambiente…. Disponha um pouco do seu tempo para alterar todas as suas contas bancários, cartões de crédito e outros, recebendo-os por via digital. Regozije-se com o facto de receber apenas e-mails em vez de receber “pilhas de papeis!”

papel

Desligar o Computador durante a noite

Ao desligar o computador em vez de o deixar no modo “adormecido”, pode poupar 40 watts-hora por dia. Isso representa cerca de  4 cêntimos por dia, ou seja, 14 dólares por ano. Mas não faça isso pelo dinheiro. Faça-o pela poupança de energia. Fique ciente que a energia  despendida em  mil milhões de computadores em todo o mundo, por apenas uma noite, é a mesma necessária para manter o Empire State Building  durante 30 anos. E quem diz computador, diz a TV e respetiva box, os carregadores de telemóvel quando não estão a ser utilizados, e outros carregadores de baterias que tenha em casa.

Plantar qualquer coisa

Árvores, flores, jardins ou sementes. Plante qualquer coisa e fique maravilhado. Vai ajudar a reduzir a poluição ambiental, produz alimentos, cria beleza e irá participar no nosso incrível ecossistema. Faça isso com os miúdos e observe as suas reações à medida que as coisas crescem. Faça essa experiência e envolva-se na forma fantástica como o nosso planeta funciona.

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Lavar com água fria

Se todas as habitações nos Estados Unidos mudassem do ciclo quente-quente para aquecido-frio, poderíamos poupar energia correspondente a 100.000 barris de petróleo, por dia.

Acompanhar a Tecnologia

Fazer ”downloads” é bom. Os DVDs, CDs, e software de computador são ainda coisas que as pessoas normalmente adquirem. Pense na quantidade de lixo que poderia ser evitada se, em vez disso, se fizessem “downloads” sempre que possível. (Não aconselhamos a pirataria, certo?)

 

Publicado em Personal Creations, Traduzido e adaptado por Up To Kids®

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Um Natal “verde” vai para além do oferecer presentes ecológicos, o que já é um excelente ponto de partida. Está sobretudo nas nossas ações conscientes.

Feche o ano com chave de ouro: aposte na criatividade para fazer mais com menos.

Escolheu mimos biológicos e ecológicos para oferecer aos que mais ama? Fabuloso. Agora, imagine que consegue seguir essa linha nas várias vertentes que englobam esta época e imbuir o espírito em toda a família?

Para lhe servir de inspiração, pode experimentar algumas ideias (exequíveis) para ter um verdadeiro eco-Natal. Recomendação: pode e deve experimentar isto em casa.

  • Comércio justo

Compre produtos de comércio justo. Assim está a ter um Natal mais ecológico em casa e a contribuir para uma vida mais justa para os trabalhadores que produzem o presente que vai oferecer!

  • Brinquedos de qualidade

Escolha brinquedos feitos de material reciclado. As crianças não precisam de ter muitos brinquedos: escolha apenas um, mas que seja bom. Que tenha qualidade elevada, que não tenha tintas tóxicas, que se adeque à fase em que está. E, numa linha ecológica, opte por brinquedos que não gastem energia (pilhas ou eletricidade). Ofereça um brinquedo ou jogo educativo, que apele à imaginação da criança, e claro, que não promova a violência.

  • Árvore de Natal

Pinheiro de Natal sim, mas verdadeiro, por favor. As árvores de Natal de plástico duram mais tempo? Teoricamente sim, mas além de, na maioria das vezes, serem deitadas no lixo após algum uso devido ao seu aspeto gasto, provêm do petróleo (PVC), que liberta toxinas – algo que não vai querer por perto, muito menos nesta época. Por sua vez, um pinheiro verdadeiro pode ser replantado num vaso e durar o ano inteiro em casa – para quem lida com crianças,  entende o incrível que é para uma criança ver a árvore a crescer tal como ela.

E quando já não puder manter a árvore em casa, pode sempre replantá-la na floresta mais próxima. Certamente não levará anos a desfazer-se, como as de PVC. Pelo contrário, pode até crescer.

  • Embrulhos

Será que precisa de comprar papel de embrulho? Talvez não. Quem sabe descobre papel que serviu para embrulhar outros presentes, ou algo mais criativo como um mapa, um cartaz, um jornal, papel reciclado, papel de seda embrulhado em forma de rebuçado…

Sempre que possível, substitua a fita-cola dos presentes por fitas de tecido.

E por falar em tecidos, e se embrulhasse um presente com um pano bonito? Sim, com tecidos…! Os japoneses têm um nome para esta técnica: furoshiki.

  • Decoração de Natal

Uma casa decorada com gosto anima qualquer pessoa nesta quadra festiva, mas também estes pequenos ornamentos podem ser amigos do ambiente. Pode conseguir vários apontamentos natalícios para decorar a casa ou o pinheiro de Natal, através de elementos naturais como laranjas perfuradas com cravo-da-índia, pinhas, bagos vermelhos, ramos de pinheiro e azevinho ou paus de canela.

Quanto às velas, tão populares especialmente nesta época, escolha as de cera de soja ou de cera de abelha e biológicas, que não libertam toxinas.

  • Luzes

Se gosta de luzes na árvore de Natal ou nas janelas, opte por lâmpadas LED que são mais económicas, e desligue-as quando não forem necessárias.

  • Amigo secreto. Ou melhor: familiar secreto

Faça uma espécie de amigo secreto entre a família e amigas/os. Junte-os, coloque o nome de cada um num saco e depois é descobrir a quem vai oferecer o presente! Reduz a lista para uma pessoa, além de que não só é económico como tem muito mais graça ver a expressão de cada um ao tirar um papel com o nome do «amigo-secreto».

  • Postais de Natal

Em vez de comprar postais, faça os seus próprios postais ou cartões de Natal. Existem inúmeros vídeos na internet onde pode aprender a fazer postais criativos com a técnica de scrapbook, por exemplo.  Se não lhe for viável esta opção, que tal oferecer postais de Natal que apoiam causas de solidariedade social?

  • Ceia de Natal com todos

Surpreenda todos com uma ceia de Natal deliciosa, com produtos frescos e provenientes de agricultura nacional, biológica, tanto quanto possível, incluindo os sumos para os mais pequenos, os vinhos e os doces.

  • Receitas

De forma a não exacerbar a azáfama típica que antecede a grande noite de Natal, faça por aproveitar os bons momentos, selecionando apenas receitas boas mas simples de preparar. Muitas mamãs chegam a ficar ansiosas ao antever a quantidade de doces que poderão ser  oferecidos aos seus bebés, que ainda mal iniciaram os sólidos.

Que tal experimentar uma receita básica de pudim sem ovos e pouco doce?

A receita é mesmo simples:

  1. Adicione 1 colher de sopa de araruta (arrow root) por cada chávena de líquido (seja leite de arroz, de soja, de aveia ou outro).
  2. Aromatize a gosto com raspas de limão ou laranja, vagem de baunilha, banana madura…
  3. Leve ao lume até ferver e cozinhe até engrossar;
  4. Se quiser adoçar, faça-o com mel de arroz ou mel comum. Adicione 1 colher de sopa (eventualmente mais) por cada chávena de líquido.
  5. Verta a sobremesa para uma taça e deixe arrefecer. Depois, poderá polvilhar com canela.

No fim da festa, já depois de estarem restabelecidos e ainda em modo alegria, poderá juntar as crianças para fazerem o jogo da reciclagem: separem o papel de embrulho e as fitas que podem ser reutilizadas e coloque o restante papel, caixas e embalagens no seu respetivo ecoponto.

Aproveite bem o tempo com a sua família e…

Feliz Natal!!!

Os movimentos e os estímulos físicos, neuronais e emocionais que um bebé recebe através do babywearing, ou seja, ao ser transportado num pano ou numa mochila para o devido efeito, são fatores que favorecem a fundação de um desenvolvimento físico e anímico sadio da criança. A criança acalma, sente-se segura perto da mãe (ou pai), chora menos, tem menos cólicas e desenvolve a sua estrutura óssea da melhor forma. Em conjunto com as vantagens que também os pais têm (poderem ficar com as mãos livres, não terem os dramas de carregar o ovo ou subir e descer escadas com um carrinho), representam os benefícios cada vez mais (re)conhecidos, de usar os porta-bebés ergonómicos.

Atualmente existem inúmeras possibilidades de porta-bebés, desde panos a mochilas, passando por panos pré-montados, slings de argolas, mei-tai, mochilas ultraleves, híbridos pano/mochila/mei-tai, todo um mundo de hipóteses. Ora, o que é que realmente importa na hora de decidir qual o melhor porta-bebés para mim?

Dois fatores são primordiais: primeiro, que seja ergonómico para o bebé, segundo, saber quais são as minhas necessidades e o que pretendo fazer com o meu porta-bebés. Entenda-se, pois, que não existe um porta-bebés que seja igualmente perfeito para toda a gente.

Ergonómico significa, na prática, que o porta-bebés garante que a criança vai na posição de rã, com as pernas abertas, joelhos ligeiramente acima do nível da bacia, e a coluna em C, formando uma ligeira curva. Portanto, um marsúpio onde o bebé vai completamente reto, com as pernas  a pender, não é ergonómico. A posição de rã, todavia, não é possível a um bebé recém-nascido, dado que a amplitude da bacia vai sendo adquirida aos longo dos primeiros meses.

Passando à segunda questão, basta então refletir sobre quais as minhas necessidades relativamente a um porta-bebés:

– quero usar o porta-bebés desde o nascimento ou só mais tarde?

– pretendo usar o porta-bebés intensivamente ou pontualmente?

– serei a única utilizadora ou o pai (ou outra pessoa) também vai usar?

– imagino-me na rua com um pano ou com uma mochila?

– tenho persistência para treinar um pouco a dar os nós, no pano?

– pretendo um porta-bebés compacto, que possa levar nas minhas viagens?

– quero um porta-bebés que me sirva desde o nascimento até aos 3 ou 4 anos?

– em que posições me é importante levar o bebé? Só frente, frente e costas, de lado?

 

– o meu bebé é prematuro?

– quero um porta-bebés que me permita amamentar enquanto o uso?

Os panos são bastante harmoniosos numa fase inicial, quando o bebé nasce, sendo efetivamente a melhor opção para um bebé que seja prematuro. O pano é muito confortável, mais leve e macio do que uma mochila. No entanto, os panos requerem um pouco de treino e paciência. Com a prática, domina-se a técnica. E aí poderá utilizar o pano até a criança ter 15kg.

As mochilas são, por outro lado, porta-bebés estruturados, quase prontos a usar. Por esta característica, a de serem práticas, são a preferência de muitos papás (homens). As mochilas estão geralmente preparadas para bebés a partir dos 3,2kg, e permitem uma utilização até aos 20kg.

Voltando à primeira categoria, existem basicamente 3 tipos: um, os panos que são uma faixa longa, com cerca de 4,5 metros, que por serem uma faixa única, são os mais versáteis dos porta-bebés, pois conseguimos usá-los de mil e uma maneiras, com estilos diferentes; dois, os slings de argolas, que permitem levar o bebé na posição “de berço”, na anca e, com alguma prática, sentado à frente quando o bebé é pequeno, têm suporte assente na zona do ombro, são uma excelente opção para quem deseja algo rápido de colocar, de ajuste fácil, e que precisa de transportar o bebé por pouco tempo, dado que o peso fica concentrado em apenas um dos ombros; finalmente, há o pano cruzado atrás, que é muito prático para quem gosta de pano mas quer algo preparado, sem ter de dar “voltas” ou nós. Qualquer um destes três tipos de panos pode ser usado desde o nascimento até cerca de 15kg.

Existem os mei-tai, de origem oriental, que são constituídos por painel retangular frontal e 4 faixas (duas em cima e duas em baixo) que cruzam atrás e na anca, e permitem levar o bebé à frente e nas costas. Estes são uma boa solução para quem gosta de algo simples, pouco estruturado como o pano mas mais rápido de colocar (como uma mochila), é mais recomendado a partir dos 3 meses, apesar de poder ser usado antes, e suporta até 15kg.

Quanto às mochilas, existem várias marcas, com pequenas características que as diferenciam (composição, adaptador para recém-nascido, padrões, existência ou não de extensor, ajustes, bolsos, possibilidade ou não de remoção de capuz, entre outros detalhes). Existem mochilas fortemente estruturadas, que são excelentes para uma utlilização intensiva como passeios longos, passeios diários,  e, por outro lado, as que são ultraleves, especialmente criadas para quem viaja muito e não dispensa o porta-bebés, já que são práticas como a mochila habitual mas são mais compactas devido à sua composição em nylon. Estas, ultraleves, podem ser utilizadas a partir do terceiro mês até aos 20kg.

Em conclusão, para optar por um pano ou uma mochila, sling de argola ou mei-tai, entre as inúmeras possibilidades à disposição no mercado, interessa compreender o que é que cada um precisa, qual a sua realidade e, claro, que seja um porta-bebés ergonómico para o seu bebé. Uma coisa é certa: praticamente todos os bebés adoram ser transportados junto a nós, nós adoramos tê-los sempre pertinho do coração, e o melhor de tudo é que crescem saudáveis e confiantes!

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Sabemos que a necessidade de sono de um bebé não é a mesma que a de um adulto.

Quando nasce, o bebé passa muito tempo a dormir, mas também tem necessidade de acordar para se alimentar, mudar a fralda, receber carinho e aconchego, etc.

Há dois factos importantes a reter no que respeita ao primeiro ano do bebé: o crescimento físico (o peso da criança aumenta cerca do triplo) e o desenvolvimento (cognitivo, metabólico, motor).

O crescimento acontece durante o sono, ao passo que o desenvolvimento é estimulado enquanto a criança está acordada. No entanto, são complementares: a vivência do bebé enquanto está desperto é assimilada pelo organismo, repercutindo-­se pelo sono. É enquanto se alimenta e movimenta que os órgãos se desenvolvem; o que os órgãos assimilaram durante o período de atividade vai refletir-se durante o sono do bebé, promovendo o seu crescimento físico. Dada esta equação, torna-­se salutar conseguir um equilíbrio entre ambas as partes.

Até ao primeiro ano de vida deverá estar estabelecido um equilíbrio entre o ritmo dia/noite. Este vai verificar-­se pelo bom funcionamento dos órgãos e no desenvolvimento em geral.

Mas, e se a criança não dorme como devia? Dorme pouco, leva muito tempo a adormecer, ou tem interrupções no sono?

Podemos procurar dar resposta a algumas questões:

• Qual é o estado geral da criança de dia e de noite?

• Terá fome?

• O bebé sente frio ou calor? Está a usar roupa adequada? A fralda precisa de ser mudada?

• Como é o ambiente que rodeia a criança? A cama, o quarto, a família, o ritmo, a casa… há ruído, frio, organização, confusão?

• Tem cólicas ou prisão de ventre, comeu alimentos de difícil digestão?

• Estão a chegar os primeiros dentes?

• Existe um ritmo estabelecido?

• Como está a mãe? Satisfeita, cansada, alegre, ansiosa, frustrada?

Após observarem a criança e refletirem sobre as várias possibilidades, quando os pais descobrirem o que pode estar a gerar a instabilidade do sono, a pergunta seguinte é: o que fazer?

Se o bebé tem fome, naturalmente é alimentá-­lo. Numa primeira fase com leite materno (preferencialmente), tendo a mamã cuidado na sua alimentação para não tornar a digestão do bebé mais difícil.

Quanto à roupa escolhida para o bebé, uma boa opção será a lã merino, dado que regula a temperatura corporal. Em época de frio, um body de lã e seda garante que a criança permanece quente.

A própria caminha da criança deverá ser confortável e simples, transmitir conforto através de lençóis que respirem, 100% algodão, ou simplesmente um saco de dormir macio e confortável que mantém o bebé tapado. O berço deverá ter poucos bonecos ou distrações, para que o bebé entenda claramente que é um lugar para dormir. O quarto deverá ser arejado, limpo e organizado, de maneira a promover um ambiente acolhedor.

Se o problema for cólicas ou prisão de ventre, apostamos numa boa alimentação, onde os alimentos sejam pouco processados, em especial se o bebé vai dormir de seguida. Também um óleo próprio para massagem pode ajudar, aplicado na barriguinha em movimentos suaves e circulares, no sentido dos ponteiros do relógio. Posteriormente, uma bolsa de caroços de cereja aquecida, aplicada sob o abdómen do bebé, será também muito útil.

Entretanto, surgem os primeiros dentes, fase sobejamente conhecida e não pelos melhores motivos.

A maioria das crianças sente grande desconforto nesta altura, devido às dores provocadas pelo crescimento dos dentes, às vezes acompanhadas de febre.

Um mordedor dará uma ajuda, de preferência também de borracha natural como a chucha, e um bálsamo adequado para os primeiros dentes que acalme a dor.

No que respeita ao ritmo, é evidente: tentar, tanto quanto possível, fazer as mesmas coisas à mesma hora, transmitindo assim tranquilidade ao bebé (além de ser bom também para os pais, que poupam energia). Convém ter em mente uma das regras de ouro em relação aos distúrbios persistentes do sono: o sono da mãe é sagrado. Ela – e eventualmente o pai – deverá garantir um período de sono suficiente. Se assim não for, como poderá manter­se paciente e até presente nas várias horas de trabalho diário? A mãe deverá, pois, levantar­se o mínimo possível de noite.

Até perto do primeiro ano a mão que consola a criança no berço é uma boa solução. A criança sente-­se segura e volta a dormir. Pode também dizer, com tanta calma exterior e interior quanto possível, algo como: “Dorme bem, a mamã também vai dormir”. A mamã é o primeiro modelo que a criança imita, portanto se conseguir efetivamente deitar-­se e dormir também, tanto melhor. E mesmo que o bebé pequeno não entenda ainda o significado das palavras, ela capta a intenção do discurso.

Em situações em que seja necessário tomar alguma medida, como por exemplo levar a criança para a cama dos pais, é importante que apenas um dos adultos (mãe ou pai) a execute, porque a instabilidade tende a aumentar quando dois adultos têm o sono interrompido e, pior, se entrarem em conflito entre si.

Há outros fatores que podem contribuir para um relaxamento e assim promover um sono mais tranquilo, nomeadamente:

• um banho reconfortante numa banheira pequena em que possa ficar sentado como no útero;

• a técnica swaddle ­ durante os 2 primeiros meses sensivelmente, o bebé vai agradecer se o embrulhar em forma de crepe numa manta que fique justa. Existem mantas próprias para o efeito.

• um boneco de conforto – conhecido por doudou ou ó­ó – de preferência com lã por dentro,

uma vez que a lã absorve o cheiro facilmente, podendo reter o cheiro da mãe, que acalma o

bebé;

• uma chucha de borracha natural (a preferida da maioria), que estimula a sucção tão

característica e apaziguante nesta fase;

• uma massagem suave;

• fraldas à base de bambu, pois são mais frescas e absorvem mais, evitando muitas

mudanças da fralda durante a noite.

Entretanto, em casa ou na rua, leve o seu bebé junto a si, vai ser bom para ambos. Pode transportá­-lo num pano ou uma mochila ergonómica. Esta é uma excelente medida para ter um bebé relaxado, confiante, calmo e sem cólicas. Além disto, pode fazer as restantes tarefas sem ter de se preocupar em ir ao quarto de cinco em cinco minutos ver se o bebé está a respirar, ou sem ficar sob stress porque tem de carregar a cadeirinha/ovo e os sacos das compras.

O grande segredo é ter um bebé relaxado e descontraído para conseguir adormecer. Ritmo e rituais de relaxamento é tudo o que é necessário para todos terem um sono tranquilo.

Finalmente, a boa notícia para as super mães que se sentem super cansadas é: as noites mal dormidas são apenas uma questão de tempo, vai passar! Até lá, aproveitem os momentos em que, cheias de sono, se levantam para alimentar o bebé no silêncio da noite, porque têm-­no só para vós.

 

Por Marta Ribeiro, para Up To Kids®
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Será que podemos usar as fraldas reutilizáveis desde o início de vida do bebé? Certamente que sim, pois já existem várias soluções à medida – literalmente – dos recém-nascidos.

Para muitas das nossas mães, que há 40 anos ou mais tinham de lavar diariamente uma mão-cheia de fraldas de pano, as fraldas descartáveis foram uma verdadeira conquista. Não compreendem, pois, o que faz com que atualmente as suas filhas e filhos estejam a voltar à opção das fraldas reutilizáveis.

O que é que leva, então, os pais de hoje a escolherem esta opção?

As fraldas reutilizáveis oferecem 3 boas razões: economia, ecologia e o bem-estar do bebé.

É sabido que a vida encarece depois de sermos pais. Por isso, sem dúvida que as fraldas reutilizáveis, em primeiro lugar, traduzem um orçamento familiar mais em conta, considerando que um bebé requer uma média de 8 a 10 fraldas por dia e, quando cresce, pelo menos 5 por dia. Estudos* indicam que as fraldas reutilizáveis permitem economizar, em média, mais de 600€ – do nascimento até à fase do bacio – em comparação com as fraldas descartáveis, já contemplando água, eletricidade e detergentes.

Em termos da impacto ambiental, o relatório LCA (Life Cicle Assessement), publicado em 2008, indica que as fraldas reutilizáveis são 40% mais ecológicas para o ecossistema, quando comparadas com as fraldas descartáveis – e lembremo-nos que todos os dias são usadas milhares de fraldas.

É fácil chegar a esta conclusão, se ponderarmos que, com fraldas reutilizáveis, precisa de apenas 20 a 30 fraldas até à fase do desfralde (dois anos e meio), contra mais de 4000 fraldas descartáveis (para uma média de 5 fraldas por dia).

O Bem estar do bebé

Por outro lado, no que diz respeito ao bem-estar do bebé, o contacto direto com fibras naturais, nomeadamente o algodão biológico e o bambu, permitem uma maior absorção da humidade e uma maior suavidade ao toque. Tal traduz-se em menor risco de assaduras, menor risco de alergias e propagação de fungos e bactérias – além de uma pele mais forte e saudável.

Existem as fraldas de pano (em algodão biológico), que requerem uma capa impermeável, e as fraldas com um sistema mais prático. Neste caso, são fraldas que já incluem uma capa impermeável e o seu interior é de bambu, tornando-a respirável,  hipoalergénica, fresca, antibacteriana e antifúngica, além de conferir uma secagem mais rápida.

Já a fralda descartável consiste, tipicamente, numa camada exterior de plástico com fechos de velcro e uma parte interior composta por material absorvente com uma camada de topo protetora. O núcleo da fralda é constituído por fibra de celulose e sódio poliacrilato, um polímero absorvente de água. A função do núcleo é a de absorver os líquidos. A camada superior é composta por um material sintético, com uma parte de fibra têxtil. As fugas são evitadas graças a uma camada de plástico. Não permitem a respiração e fragilizam a pele com o passar do tempo.

Nada como experimentar

Tire a prova dos nove: experimente tocar no interior das fraldas para poder sentir o que o seu bebé vai sentir. Da mesma maneira que nós, adultos, preferimos roupa interior macia e confortável, também os bebés se pudessem escolher, dariam preferência a uma fralda com um toque suave e respirável.

Será que podemos usar as fraldas reutilizáveis desde o início de vida do bebé? Certamente que sim, pois já existem várias soluções à medida – literalmente – dos recém-nascidos. O que realmente importa, mais uma vez, é o tipo de fibras/materiais que coloca em contato com a pele do seu bebé.

Tendo em conta todos estes fatores – economia, ecologia e bem-estar do bebé – compreendemos porque é que tantas mães e pais estão a voltar à opção das fraldas reutilizáveis. E, justiça seja feita, beneficiamos hoje em dia de um grande progresso tecnológico feito nos sistemas ecológicos das fraldas reutilizáveis, o que também vem reforçar esta decisão.

 

Por Marta Ribeiro, Organii

 

 *WEN 2008

Referências: Aumônier, Simon et al. An updated lifecycle assessment study for disposable and reusable nappies.Using Science to create a better place. Science Report – SC010018/SR2 (2008). Disponível em  https://www.gov.uk/
Close Parent UK – Pop in info and advice (2014) disponível em : www.closeparent.com
Organii Bebé. Fraldas reutilizáveis (2013). Disponível em  http://www.organii.pt/loja/product.php?id_product=833

Os nossos bebés são o nosso maior amor. Por eles damos o nosso melhor, investimos tudo o que temos e tudo o que somos, aprendemos que somos muito mais fortes do que imaginávamos, vamos bem mais longe, movemos montanhas se for preciso!

Hoje em dia, para além de querermos dar-lhes o melhor por tudo o que já se disse, surgem situações em que realmente impera uma mudança na hora de escolher este ou aquele produto, nomeadamente porque o nosso filho desenvolveu determinada patologia ou alergia. Infelizmente, parece que as crianças desenvolvem alergias cada vez mais cedo, sejam do foro respiratório, alimentar ou cutâneo. Ora, as alergias podem muitas vezes ser amenizadas através do consumo/utilização de produtos de elevada qualidade, livres de  substâncias nocivas como os pesticidas, os fungicidas e os fertilizantes artificiais. E é aqui que  reside a ideia do que é o biológico.

Ser biológico, mais do que ser “natural”, passa por garantir que os produtos foram cultivados em quintas de agricultura biológica certificadas ou apanhados de forma sustentável no ambiente natural e selvagem desses próprios elementos. Uma roupa de algodão biológico certificado, por exemplo, traduz-se por um têxtil cujo algodão deriva, inicialmente, de um local onde não foram utilizados produtos químicos na sua produção, e que, para além disso, todo o processo de fabrico garante que essa roupa não foi exposta a agentes nocivos .  Ao escolher um têxtil biológico certificado para os seus filhos, sabe que não foram utilizadas tintas sintéticas (carregadas de metais pesados, como o chumbo, o cobre e o zinco e outras substâncias igualmente cancerígenas e desreguladoras hormonais, como a dioxina ou o formaldeído), que para além de serem absolutamente inflamáveis e prejudiciais ao ambiente estão na lista dos ingredientes mais nocivos em têxteis. O contato e a fricção destes tecidos na pele contribuem para um aumento da sensibilidade e erupções cutâneas (dermatites, pele atópica, eczemas, etc), dores de cabeça, dificuldade de concentração, náuseas, diarreia, fadiga, dores musculares e articulares, tonturas, dificuldade respiratória, batimento cardíaco irregular e/ou convulsões. Os sintomas em crianças incluem a hiperatividade e problemas de comportamento ou de aprendizagem.

Em resumo, ao usar produtos biológicos está a ganhar uma maior consciência do impacto positivo que essa opção tem sobre o seu bebé e toda a família, desde a prevenção ou atenuação de problemas de pele, ao mesmo tempo que garante uma maior sustentabilidade económica do orçamento familiar (as fraldas reutilizáveis que se tornam bastante económicas, as roupas de algodão e lã com maior durabilidade). Mas os benefícios vão ainda mais longe: está a ajudar a prevenir a poluição da água, a perda da biodiversidade e a redução da fertilidade do solo.

Como disse uma grande Organii Lover, a atriz Joana Seixas (que não dispensa o pano porta-bebés, as fraldas ecológicas nem  as roupas 100% algodão biológico): “Acho importante usar algodão orgânico. Sei que ainda é um pouco mais caro, mas se passarmos a preocupar-nos com a origem e a forma como são fabricados os produtos que consumimos, vamos contribuindo para um mundo mais sustentável ”.

Vai sempre a tempo de dar ao seu bebé o melhor para a sua pele e, simultaneamente, contribuir para um mundo melhor!