O açúcar é a nova droga do século XXI

«O açúcar não tem qualquer valor nutricional e é directamente nocivo para a saúde (…) o açúcar é veneno para o metabolismo.» – Dr. Robert C. Atkins, cardiologista e autor de “A Dieta Revolucionária do Dr. Atkins”

Dizem que é um veneno, comparam-no a uma droga, culpam-no pelo aumento da obesidade, da diabetes, das doenças cardiovasculares, das cáries que assaltam os dentes das crianças. O açúcar, que transforma refeições sem interesse em iguarias, actor principal de sobremesas, usado na nossa gastronomia em doses elevadas à centenas de anos, passou a estar na lista negra dos alimentos. Multiplicam-se os estudos, as teorias, a literatura. Os consumidores mostram-se cada vez mais preocupados e a gigante indústria alimentar procura alternativas para adoçar a comida e manter as vendas.

Mas a culpa não é dele. É dos excessos.

No final do século XX, começou o consumo desenfreado e camuflado de refrigerantes, molhos processados, caldo de legumes, bolos, cereais, leites para crianças, ketchup, pão, comida para bebés, produtos embalados e enlatados … não há quase nada em que a indústria alimentar não ponha açúcar. Funciona para realçar sabor, preserva e é barato. Este é que é o verdadeiro problema, o excesso de açúcar nos alimentos.

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O açúcar é a nova droga do século XXI. O açúcar causa dependência, tal como a cocaína, a heroína, a nicotina e o álcool. Já se desconfiava disto há algum tempo mas parece que faltava a evidência científica. Em 2008, Nicole Avena, do Center for Addiction Research & Education da Universidade da Florida, publicou dados que confirmam que o açúcar afecta os receptores de ópio e dopamina do nosso cérebro, causando, portanto, adição.

A comida de plástico foi inventada para causar dependência e não tem qualquer valor nutricional. O açúcar presente nos refrigerantes é um autêntico veneno. Uma coca- cola e qualquer outro refrigerante de 33 cl tem cerca de 12-15 colheres pequenas de açúcar e o efeito que isso tem no nosso corpo é simplesmente devastador. Precisamos de 32 copos de água para anular o prejuízo de apenas um refrigerante!

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Este excesso de açúcar em tantos alimentos é também o motivo porque vemos crescer a obesidade e os diabetes nas crianças.

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A coca-cola tem um estimulante e um diurético (faz-nos perder água) que se chama cafeína. Tem também outro componente chamado sódio (sal). O que acha que acontece quando comemos alimentos demasiado salgados? Ficamos com mais sede!

Porque acha que a coca-cola tem tanto açúcar? Para esconder o sal e o ácido fosfórico presente que a torna mais ácida que o vinagre ou o limão. A quantidade de açúcar é tão grande que nem notamos o sal, nem o ácido!

E desengane-se se pensa que os produtos light ou zero calorias são mais saudáveis como tentam vender. Tudo o que é light é enriquecido com adoçantes artificiais como o aspartame (fenilanina), acesulfame K, sacarina, sucralose (E-955), xarope de glucose, isto só para citar os mais conhecidos. Além de obesidade e diabetes, estes produtos podem causar perturbações no sono, disfunção sexual, cancro, esclerose múltipla, lúpus, diabetes e outras doenças degenerativas.

É urgente e de grande importância para o nosso futuro, para o futuro das nossas crianças, que se leiam os rótulos dos alimentos comprados, que se reduza ao máximo o consumo de açúcar, de doces, de alimentos processados, que haja mais informação, para que haja mais consciência dos erros cometidos e se possam mudar maus hábitos, passando a fazer escolhas mais saudáveis, aumentando o consumo de frutas e vegetais, pela sua SAÚDE.

 

Fontes Público e Pedro Correia Training

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Os maiores mitos no Dentista focam as mulheres, principalmente as grávidas e as que amamentam, mitos estes quase todos falsos.

Todas as grávidas sabem que a boca sofre grandes alterações neste período. Mas muitas Mulheres têm medos e receios infundados. Se o profissional estiver preparado para a atender devem ir com toda a segurança ao Dentista.
Sabendo que o corpo da mulher tem grandes alterações nunca devemos esquecer que a boca faz parte de nós.
Existem medicamentos e anestesias indicados para a grávida, há outros que não estão estudados, e há ainda outro grupo que está contra-indicado, mas cabe ao Médico conhecê-los.

Durante o primeiro trimestre de gravidez existem cuidados redobrados mas que não excluem a ida ao Dentista. Deve por isso a grávida saber que muitas vezes é evitada a consulta para que não aumente a ansiedade da Mãe e porque os mitos existentes relacionam qualquer contrariedade existente na gravidez à consulta dentária. No 2º trimestre toda a consulta é mais fácil e no 3º trimestre, devido ao tamanho do bebé existem posições na cadeira que estão contra-indicadas.

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BEBÉS NO DENTISTA

O melhor é prevenir antes e durante a gravidez.
Para que um dia não diga a frase mais comum: “tinha a boca boa, foi o bebé que a estragou”.

Que culpa tem um bebé dos cuidados que a mãe não teve?

Cremes na barriga. Cremes nas “maminhas”. Cintas e soutiens. Protector solar na cara. E a boca?

Há médicos que explicam a baixa imunidade da mulher durante a gravidez para que o bebé cresça saudável e “à vontade”, quando não, seria considerado um corpo estranho e seria expulso do corpo. Assim, se a imunidade da mulher baixa os cuidados terão de ser aumentados.

A consulta de higiene e revisão permite avaliar a saúde oral e planear os tratamentos.

Durante toda a gestação é aconselhado fazer consultas e limpezas. A Gengiva fica mais inflamada podendo sangrar ou inchar, devido a alterações hormonais – Gengivite Gravidica.

Durante a gravidez deve ser tratada, eliminada ou reduzida toda e qualquer inflamação ou infecção da boca da mulher. No decorrer destes problemas acumulam-se bactérias que ao entrar na corrente sanguínea prejudicam o bebé.

Existe correlação entre bactérias orais e partos prematuros e bebés de baixo peso em Mulheres com infecção gengival/oral.

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Muitas gravidas preocupam-se com a medicação e não se lembram que um abcesso faz milhões de bactérias entrarem na corrente sanguínea.

Na abordagem da cárie inicial o tratamento é muito menos invasivo que o tratamento de uma cárie mais antiga. Assim, se é diagnosticada precocemente poderá ser tratada sem sintomas e sem anestesia.

O maior “problema” na ida ao dentista: o raio X!

Os dispositivos actuais são bem mais eficientes e com menor radiação que os antigos. São altamente controlados pelos meios legais nos índices de radiação que por si já é baixa. Nem todos os tratamentos necessitam de radiografia pois apenas é um meio auxiliar de diagnóstico. Existem diversos tamanhos e tipos de radiografia e dispositivos de protecção (aventais de chumbo). Sempre que for fazer uma radiografia deve informar que está grávida.

Devemos evitar a radiação na grávida (mas também nas crianças e nos adultos) no entanto se for urgente e com as devidas medidas de segurança podemos radiografar.
Hoje estudos indicam que o bebé é contaminado com bactérias da Mãe através da placenta, depois pode também ser contaminado no canal do parto.

Existem também Médicos Dentistas que na ultima consulta pré-parto dão formação à Mãe relativamente aos cuidados do bebé, amamentação, higiene oral, alterações esperadas na boca do bebé e outras noções.

No final da gravidez, muitos médicos Obstetras e de Família exigem avaliação do meio microbiótico da vagina para proteger o bebé, na altura do parto, de infecções cruzadas, por exemplo o Herpes que pode levar à cegueira do bebé e de Candidíase que provoca os “sapinhos”. No Pós-parto, devem todas as mulheres cuidadoras de bebés saber lavar as mãos com água e sabão após cada ida à casa-de-banho pois a Candidíase pode não apresentar sintomas na mulher e é altamente condicionante para o bebé. Um bebé não tem imunidade suficiente para lutar contra a Cândida albicans (fungo) e fica com a boca toda contaminada com lesões conhecidas por “sapinhos”, terá dificuldade em alimentar-se e terá dores.

Resumindo, considero todos os tratamentos exequíveis na gravidez. Mas evito tratamentos que possam ser adiados como:

Ortodontia (aparelhos) se viveu assim até agora espere mais 9 meses, vai aumentar a inflamação na gengiva, aumenta a incidência de cáries e pode causar mau-estar
Extracção programada de sisos, se não tem dor ou é possível controlar a dor/infecção, os dias seguintes exigem medicação e dieta condicionada.
Prótese Fixa e Implantes – a medicação referente ao protocolo cirúrgico está comprometida
Endodontia – as desvitalizações exigem radiografias auxiliares de diagnóstico e medicação específica.

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