Embora os meus filhos já não liguem a Legos grandes, tipo Megablocks, eu considero um brinquedo giro, didático, e que desenvolve diferentes competências nas crianças,  desde a criatividade à organização espacial. Tenho pena que deixem de fazer construções intermináveis nos quartos, e que abandonem um brinquedo que tanto prezo.

Por isso, resolvi fazer uma pesquisa na internet, para descobrir como as outras mães estavam a reciclar legos. E descobri esta ideia maravilhosa, e aplicável a várias idades.

 Vai precisar:

-Legos Duplos, ou Megablocks;
-Etiquetas brancas de vários tamanhos (compre duas caixas pelo menos);
-Marcadores pretos ou de cores;
Em conjunto com os seus filhos, cole etiquetas na parte lateral das peças (basta apenas de um lado, mas se fizer dos dois fica mais fácil para brincarem)

Nas peças individuais vamos criar um jogo de uma letra por peça, para os mais pequeninos começarem a criar palavras. Para facilitar pode juntar algumas letras como o ch, lh ou ss, na mesma peça.

letras

Para este jogo se tornar mais interessante, desenhe, recorte ou tire da Internet imagens das palavras possíveis de formar. Assim, se tiver filhos de 4 ou 5 anos, tentam construir as palavras pelo som.

Nas restantes peças, vamos escrever uma palavra por peça. Quanto maior a peça maior a palavra. Peça aos seus filhos mais velhos para participarem nesta atividade, não só na colagem dos autocolantes, como na escolha das palavras.

Agora, cada um irá criar a sua história. Vamos descobrir que é o mais criativo e o mais divertido nesta junção de palavras. A diversão é garantida, e fica um jogo para entreter os miúdos, ou para fazer em família.

As regras são fáceis de criar. O objetivo é criar frases, contar histórias, e “pensar fora da caixa”!

fonte Filth Wizardry

Valores em família
Actualmente, noto que muitas das crianças que acompanho estão em permanente inquietação em relação à escola, ao aproveitamento escolar, aos amigos, àquilo que os outros pensam delas, às expectativas dos pais.

Hoje em dia, por muito que tentemos abordar a vida de forma diferente, o ritmo de trabalho e as exigências exteriores levam-nos a “perder” demasiado tempo em assuntos mundanos e materiais, que no fundo nos desviam daquilo que é verdadeiramente importante: vivermos em paz e amor uns com os outros.

As nossas crianças estão a entrar neste ciclo vicioso, demasiado ligadas aos presentes, às recompensas imediatas, ao que têm, ao serem melhores do que os outros.

Noto com grande clareza que lhes falta algo muito importante, e que por vezes nos passa ao lado: o amor, o carinho e a atenção dos seus pais e dos que as rodeiam.

Naturalmente as crianças adoptam estratégias que lhes trazem ganhos secundários, como o portar-se mal, o chamar a atenção de forma inapropriada, o testar os limites, o desobedecer às regras.

Foi assim que me comecei a aperceber de que hoje em dia todos nos tornámos demasiado focados no sucesso, na competição, na posse de qualquer coisa, para poder competir e ser melhor, ou ter mais do que os outros.

Mas no final, falta-nos a todos o essencial: gostarmos de nós próprios como somos, não pelo que temos ou pelo que fazemos. Isto acontece com todos nós, e especialmente com as crianças, que apenas querem ser felizes e procuram que os outros olhem para elas como seres fantásticos que procuram crescer em harmonia.

A forma como o fazem é que está de algum modo deturpada, devido às exigências ou às vivências diárias da comunidade em geral.

Assim, o objectivo do livro que escrevi é precisamente o de aprendermos a focarmo-nos em nós próprios, naqueles que nos rodeiam, que amamos e que fazem parte da nossa vida, e sobretudo aprendermos a viver harmoniosamente em conjunto.

O livro pretende fomentar o diálogo em família, mas mesmo que não sirva para esse fim, é uma história simples, que pode ser lida com o objectivo de apenas: reflectir.

Sei que o tempo que temos é limitado, mas não estaremos a esquecer-nos de conviver e conversar um pouco mais em família?

Que tal arranjarmos momentos de partilha em família que nos permitam pensar e falar sobre os valores que são importantes na nossa vida?

Que tal sabermos a razão de estarmos juntos e de nos amarmos?

Que tal reflectirmos sobre o nível de paciência que temos uns para os outros em casa e sobre a nossa capacidade para perdoar?

Que tal falarmos sobre o que é ser bom, ou generoso com os outros?

No fundo, que tal pensarmos em conjunto no que é que nos faz, a cada um de nós, uma pessoa mais feliz a cada dia que passa?

O livro é dedicado às famílias, a todas as famílias, e em particular às crianças deste mundo.
Espero que todos consigamos reflectir sobre aquilo que nos faz sermos felizes neste mundo e que consigamos transmitir isso aos nossos filhos e a todos os que amamos.

imagem@tumbrl