Como reagiriam os seus filhos ao assistirem a imagens de um casamento entre pessoas do mesmo sexo?

As crianças definem um padrão de família através da observação da sua própria família e das mais próximas com quem convivem diariamente. As crianças que crescem em meios onde há variedade de composições familiares, irão sempre encarar com normalidade a diferença. Nestes casos, não é considerada diferença…até os factores externos os tornarem diferentes.

Ou seja, até serem apontados na escola, observados na rua e falados nos mexericos do bairro.

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Embora em Portugal já tenha entrado em vigor a Lei que aprova o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo há já cerca de 3 anos e meio, as mentalidades das pessoas não se vergaram a um Decreto -Lei. As opiniões dividem-se e parte da população não concorda com estas uniões.

A forma como educamos os nossos filhos quer seja através do exemplo ou do diálogo, irá reflectir-se nas suas atitudes, irá mudar as suas mentalidades, irá formá-los enquanto adultos, e irá sobretudo prepará-los para o futuro.

É importante pensarmos nestas questões e inserir estes temas com naturalidade na educação dos nossos filhos.

A pergunta a fazer a nós próprios é:
“- Queremos que eles cresçam com esse preconceito e que discriminem continuadamente pessoas à sua volta, por terem orientações sexuais diferentes, ou não?”

Foi feita uma experiência com 13 crianças, com faixas etárias entre os 5 e os 13 anos, na Califórnia. Foi-lhes mostrado individualmente um vídeo que mostra um pedido de casamento entre dois homens e outro que mostra um pedido de casamento entre duas mulheres.

Inicialmente, algumas das crianças não percebem bem o que se está a passar, nem qual o conteúdo do vídeo. As mais pequenas mostram-se confusas mas acabam por definir uma opinião, os mais velhos têm reacções… surpreendentemente maduras.

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“A escravidão só foi abolida graças a Abraham Lincoln, as mulheres também não podiam votar. Nós progredimos bastante, tivemos algumas pedras no caminho, agora temos mais uma…” – Troy, age 13-

As opiniões das crianças sobre esta questão dão-nos uma visão incrivelmente valiosa no sentido de situar as mentalidades da nossa sociedade actual e para onde nos encaminhamos enquanto pessoas.

Veja o video aqui

Mais ou menos espontâneos, mais ou menos apreensivos, estes miúdos vem a demonstrar pelas suas respostas que caminhamos para um mundo onde a diferença é cada vez menos contrastante, e que a aceitação faz parte do processo evolutivo do Homem.
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7 atitudes dos pais que irão impedir os filhos de se tornarem lideres

Todos os pais querem, sempre, o melhor para os seus filhos.
Querem que sejam educados e boas pessoas, mas não totós. Que sejam altruístas e solidários, mas não esbanjadores. Que sejam criativos e de mente aberta, mas não demais. Que sejam livres e viajados, mas que se mantenham por perto. Que sejam cultos e informados, mas não prepotentes. Que sejam bem estruturados e que saibam dizer “não” quando necessário, mas que o façam por eles e não por alguém. Que sejam influenciadores e não influenciados. Que se distingam mas não sejam diferentes. Que tenham bom carácter, sentido de humor e que não façam asneiras gratuitas, porque nós já as sabemos (quase) todas e se não as conseguirmos evitar, então estamos a fazer um mau trabalho.

Acontece que, muitas vezes, a forma como os educamos, não se coaduna com o resultado final que esperamos obter. O amor pelos filhos e a necessidade que temos de os proteger, levam-nos a ter atitudes e comportamentos que irão impedi-los de ser mais autónomos, mais  perseverantes e resilientes.

Dr. Tim Elmore é o fundador da Growing Leaders, uma organização sem fins lucrativos, que ajuda a desenvolver líderes emergentes sob a filosofia de que, cada criança nasce com qualidades de liderança.

Elmore, revela que muitos pais tratam as suas crianças e adolescentes com mimos e comportamentos super-protetores, impedindo o seu crescimento pessoal, o desenvolvimento da sua autonomia e consequentemente as suas capacidades de liderança.

Elmore destaca 7 atitudes dos pais que devem ser evitados para que o seu filho se torne um líder capaz – quer de empresas ou da sua própria vida:

1. Não deixamos que as crianças corram riscos.

Vivemos num mundo que em cada esquina recebemos alertas de perigo. “A segurança em primeiro lugar ” reforça o medo de perdermos os nossos filhos, e por isso, faremos de tudo para protegê-los. Mas isolá-los de riscos saudáveis terá um preço a pagar. Um estudo realizado por psicólogos Europeus concluiu que, uma criança que não brinca na rua, não sobe às árvores e não esfola os joelhos, irá desenvolver fobias que se manifestarão em adultos. As crianças precisam de cair algumas vezes. Os adolescentes precisam de sofrer um desgosto amoroso para ganharem a maturidade emocional que as relações duradouras necessitam. Se os pais controlarem os riscos de vida das crianças, estas provavelmente irão crescer arrogantes e com baixa auto-estima.

2. Socorremos os nossos filhos muito depressa

As crianças de hoje em dia, não desenvolvem as mesmas capacidades de “desenrasque” que as de há 30 anos atrás, porque os riscos aumentaram e nós tentamos amparar todas as quedas aos nossos filhos. Quando os socorremos muito depressa estamos a eliminar quaisquer hipóteses  tentarem resolver sozinhos os problemas. Sabem que, aconteça o que acontecer, tudo irá ficar resolvido…pelos pais. Na realidade isso não é, nem remotamente, o espelho de como o mundo funciona e, portanto, irá desabilitar as nossas crianças de se tornem adultos competentes.

3. Elogiamos gratuitamente

O elogio fácil pode fazer com que uma criança se sinta bem no momento, mas é um erro que a longo prazo terá resultados desastrosos. As crianças vão eventualmente perceber que os pais são os únicos que os acham fantásticos, e vão começar a duvidar da sua objetividade. Quando se elogia muito facilmente, e se ignora o mau comportamento, as crianças aprendem a enganar, mentir e exagerar para evitar a dura realidade, pois não foram habituados a confrontá-la.

4. Deixamos que a culpa seja um obstáculo à liderança

Os vossos filhos não têm de vos amar a cada minuto das vossas vidas.
Eles vão aprender a lidar com o desapontamento, mas nunca vão deixar de ser mimados. Diga-lhes “não” agora, porque fará com que lutem pelo que realmente querem e precisam. O sucesso depende das boas acções, e nunca se deve recompensar um filho com bens materiais: assim nunca vão dar valor à motivação intrínseca, mas sim à  material.

5. Não partilhamos os nossos erros passados.

Os adolescentes saudáveis vão querer abrir as asas e voar, e nós sabemos que têm de aprender com as suas experiências e com os seus próprios erros. Nós, como adultos, devemos deixá-los voar mas isso não significa que não os possamos ajudar. Partilhe com eles os erros relevantes que fez quando era da sua idade (sem tom de lição, nem “eu avisei”). Essa partilha irá ajuda-los a fazer melhores escolhas. As crianças devem preparar-se para enfrentar as consequências de suas decisões. Nós não somos a única influência sobre nossos filhos, por isso devemos tentar ser a melhor influência.

6. Confundimos inteligência, talento e influência, com maturidade

A inteligência é muitas vezes usada como uma unidade de medida da maturidade de uma criança e, os pais assumem que uma criança inteligente está pronta para o mundo, quando não é necessariamente verdade. Não há uma idade mágica em que devemos dar mais liberdade ou responsabilidade às crianças. A regra de ouro é, observar outras crianças da idade deles, e perceber o que fazem uns e outros . Não apresse nem atrase a independência dos seus filhos. Crescer tem um tempo próprio. Lembre-se sempre da idade dos seus filhos antes de se tornar mais permissivo, ou de lhes atribuir determinadas responsabilidades.

7. Não praticamos o que pregamos

Como pais, é da nossa responsabilidade “moldar” a vida que queremos para os nossos filhos. Para ajudá-los a construir o (bom) carácter, e a tornarem-se confiáveis e responsáveis pelas suas palavras e acções, temos de dar o exemplo com atitudes e não com palavras. Ensine aos seus filhos o significado de ajudar o próximo. Ensine-o a ser voluntário, a deixar os locais melhor do que os encontrou, a cumprimentar as pessoas no dia a dia, e a tratar toda a gente como igual.
Os seus filhos estão a observá-lo e a aprender com os seus actos. Ensine-os a ter escolhas éticas. É a primeira qualidade para virem a ser lideres. Lideres, e FELIZES.

 

Por Up To Kids ® fonte comportamentos forbes, com autorização para Up To Kids®

O que é melhor do que o colo de uma mãe?

Esta imagem deu a volta ao globo e comoveu as mães de todo o mundo pela história tocante que revelou.

Tudo começou com Hong Dong –lu, o internauta que alegou ter encontrado a imagem na net e difundido no Twitter chinês. A foto veio a tornar-se viral, não só pela força da imagem, mas também pela pelo que viria a suscitar a legenda intrigante que lhe atribuiu:

 “ Tirada por Bahareh Bisheh , um artista iraniano, num orfanato no Iraque.”

A imagem é simples mas o significado é profundo e muitas lágrimas correram enquanto foto se espalhava rapidamente pelas redes sociais.

Cada um de nós, e por todo o mundo, na sua intuitiva e óbvia interpretação da imagem, leu uma criança que adormeceu na saudade de um abraço da sua mãe que já partiu, no seu colo. Colo este inexistente e virtual. Num chão duro e frio marcado a giz, com uns rabiscos. A contrastar com a ternura da criança associada à dor, perda e tristeza infinda.

Os comentários não paravam de aparecer e os posts multiplicavam-se em todo o mundo.

Como  “quem conta um conto…acrescenta um ponto”, os vários internautas que a partilharam foram legendando e opinando sobre a imagem intrigante que circulava a net a velocidade foguete – nada mais acrescentavam do que a sua própria interpretação.

Por fim, a legenda tornou-se mais ou menos estanque entre os blogueres e as redes sociais e dizia :

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Imagem enternecedora captada por um artista iraquiano. Esta menina nunca viu a sua mãe, então desenhou-a com giz no chão, e adormeceu com ela.
E acrescenta a seguir:
“Dê valor ao que tem, porque só conseguimos reconhecer o valor das coisas depois de nos serem tiradas. Nessa altura já é tarde demais”

E afinal qual a verdadeira história por detrás da imagem?

A imagem fotografada a 15 de Julho de 2012, por Bahareh Bisheh uma fotografa Iraniana. O titulo da foto é: “I have a mother” /  “Eu tenho uma mãe”

A Up To Kids, mostra-lhe outros trabalhos da artista

Bahareh Bisheh comentou:

“Esta menina é minha prima e realmente adormeceu sobre o asfalto do lado de fora da minha casa. Ela deve ter brincado por algum tempo, deitou-se para descansar e adormeceu. Eu usei uma cadeira para me afastar, a fim de aproveitar esta hipótese e tirar as fotos. Não há orfanato envolvido nem história trágica  por trás disso. Aproveitei a oportunidade para ser criativo.
É um estilo de fotografia. Podem usar as minhas fotos nos seus blogs desde que identifique o meu nome como o seu fotografo.
Obrigado a todos pela consideração”

Independentemente da história ser ou não verdadeira, esta imagem faz-nos pensar na importância da Mãe para as crianças (e até para nós, adultos…) , e na quantidade de crianças no mundo que não têm o privilégio de crescer com uma.

Bahareh Bisheh | Fotografa  | 21 de Junho 1989 | Ispaão, Irão | Formada em Artes Gráficas, B.A em ilustrador | Fotografia Digital

Bahareh Bisheh Website
Bahareh Bisheh on FB

[Texto original] “This little girl is my cousin and she actually fell asleep on the asphalt just outside my house. She must have played for some time and just lied to rest and fell asleep. im used a chair to stand on in order to take this shot. There is no orphanage involved and no tragic story behind this. i took this opportunity to be creative. It is a style of photography.

You can use my photos in your webblag If you mention my name as the photographer of this photo.

Thanks to all for the consideration .”

A influencia dos elogios no desempenho das crianças

Os pais, regra geral têm tendência a elogiar os filhos pelos seus feitos. Tudo começa quando eles são bem pequeninos, e fazem cocó sozinhos (sem bebé gel) aos 3 dias de gente: “Espectacular, conseguiu logo, vê-se que é uma criança determinada”.

Pronto! Começou a asneirada.

Todos sabemos que os nossos filhos, ao nossos olhos, são perfeitos. Mas os pais tornam-se perfeitos idiotas quando elogiam excessivamente uma criança: primeiro porque ela não é estúpida, sabe que a sua primeira letra não foi fantástica, foi razoável. E se não se aperceber na altura do elogio vai perceber quando escrever o alfabeto completo, voltar ao início do livro e se deparar com as suas primeiras palavras escritas; segundo, porque estamos a abrir a porta à preguiça e à insolência (na melhor das hipóteses) .

Há elogios positivos, que reforçam a auto-estima dos miúdos, fazendo com que queiram continuar a tentar realizar tarefas.

Há outros que são ocos, frívolos e normalmente são ditos da boca para fora. Pais que gritam “Boa, és o melhor/maior” sem sequer tirarem os olhos do telemóvel.  Eu também já o fiz, mas sei que a longo prazo estou a fazer-lhes mal!

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O Psicólogo e Mestre em Educação Marcos Meier, realizou uma palestra sobre “A Influência dos Elogios no Desempenho das Crianças e na Formação de Valores” em que documenta de forma muito interessante este tema.

Inteligência vs Esforço

«Recentemente, um grupo de crianças realizou um teste muito interessante. Um grupo de Psicólogos atribuiu-lhes uma tarefa de dificuldade média, que elas executariam, sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de um certo tempo. De seguida foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência:

Uau! Como você é inteligente!”, “Como você é esperto!“, “Que orgulho! Você é genial!“… E outros elogios relacionados à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço:

Parabéns! gostei de ver o quanto você se dedicou nesta tarefa!”, “É muito bom ver o quanto você se esforçou!”, “Como você é persistente! Tentou, tentou, até conseguir… Muito bem!” E outros elogios relacionados ao investimento realizado e não às capacidades percebidas na criança.

Depois desta fase, foi proposta uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira.  Aqui, os grupos podiam escolher se queriam ou não participar da mesma.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A não participou.

Não quiseram nem tentar. Por outro lado, as crianças do grupo B aceitaram o desafio. Não recusaram a nova tarefa.

Resultados

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis.

A maioria das crianças, elogiadas apenas pela sua inteligência e esperteza, não quiseram se arriscar a errar, pois o erro poderia modificar a imagem que os adultos tinham delas.

Já as crianças elogiadas pelo seu esforço, dedicação à tarefa ou persistência, dispuseram-se a tentar, porque independente do resultado da sua ação, a sua postura frente ao trabalho é que seria reconhecida.

Sabemos de “N” casos de jovens, considerados muito inteligentes, que não obtiveram grande notas nas avaliações escolares, enquanto que jovens “medianos” conquistaram essa vitória. Os “inteligentes”, muitas vezes, confiam na sua capacidade e deixam de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não estudassem muito não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e aprofundaram  cada uma das disciplinas.pai-e-filho

Valores, princípios e ética

No entanto, isto não é tudo. Além dos conteúdos escolares, os nossos filhos precisam de aprender valores, princípios e ética.

Precisam de respeitar as diferenças, lutar contra os preconceitos, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.

Não se consegue nada disso através de elogios frágeis, com enfoque apenas no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso faz-se com elogios, feedbacks, e incentivos ao comportamento esperado.

Os nossos filhos precisam de ouvir frases, como:

Que bom que o ajudaste, tens um bom coração”;

“Parabéns, meu filho, por teres dito a verdade apesar de estares com medo… Foi uma bonita atitude, que revelou a tua ética”;

“Filha, fiquei orgulhoso por teres dado atenção à tua colega nova em vez de a teres excluído, como alguns colegas  fizeram… Revelou que és solidária, e sabes pôr-te no lugar dos outros”;

“Isso mesmo, filho, deixar o teu primo brincar com a PS foi impecável, partilhar é muito importante e foste um bom amigo”.

Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança, que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual:

“Que linda que és!”;

“És muito esperto, meu filho!”;

“Tu és um máximo!”;

“Tens um cabelo lindo!”;

“Tens uns olhos lindos!”.

Elogios como esses não estão baseados em comportamentos ou atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos.

Em pouco tempo estas crianças irão fazer chantagem emocional, birras, manhas e “charme” para conseguirem o que querem. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas das montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, têm copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.» [Psicólogo e Mestre em Educação, Marcos Meier]

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LER TAMBÉM…

O desenvolvimento infantil. Não é defeito é feitio

O Sucesso não depende da inteligência, mas sim do esforço

A importância da Música no desenvolvimento das crianças

Há 5 anos e meio atrás, quando estava grávida da minha filha B. , assisti a um programa da Oprah, em que a convidada era Priscilla Dunstan, uma talentosa  violinista e cantora de ópera que tinha, de acordo com seu pai, uma memória fotográfica para o som. Ela conseguia ouvir um concerto no piano e reproduzi-lo nota por nota.

Quando foi mãe, Priscilla  familiarizou-se com a linguagem do seu filho quase que imediatamente. Curiosa  para perceber  se as outras crianças emitiam os mesmos sons, examinou milhares de bebés de todo o mundo. Testou a sua teoria ao longo de nove anos, e através de três estudos internacionais independentes. No fim, os resultados confirmaram o que Priscila estudava – os bebés têm a sua própria linguagem, e é universal. Esta linguagem foi denominada Dunstan Baby Language.

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Na altura eu tinha um filho com cerca de um ano, e enquanto recém nascido, nunca consegui através do choro responder às suas necessidades.  Olhava para as mães que diziam que sabiam quando é que o bebé  tinha fome ou frio pelo som do choro, e invejava-as. Eu sabia responder às necessidades do meu filho por exclusão de partes: se acabou de comer quer arrotar, se já arrotou tem cólicas, ou frio porque fez chichi, e mudava a fralda. Se o choro continuasse, uma massagem na barriga, ou podia ser sono e embalava-o. Acabava por resolver.

Achei esta teoria interessante e na altura escrevi num caderno – Priscilla Dunstun Baby talking – Oprah

Só me voltei a lembrar disto depois da B. ter nascido. Umas semanas mais tarde fui pesquisar. Estudei a dita linguagem e ouvi atentamente a minha filha na esperança de controlar o choro de forma mais célere e menos cansativa (para as duas).

Eu sabia que tinha de começar logo a treinar, porque num vídeo é explicada a importância de praticar a linguagem desde que os bebés nascem: os sons universais que produzimos enquanto recém-nascidos, são inatos. Esses sons vão sendo trabalhados e alterados de forma inconsciente enquanto crescemos. Quando um bebé produz um som e a sua necessidade é preenchida, essa criança(de dias ou semanas) irá sempre reproduzir o mesmo som para a mesma necessidade.

Comecei o meu teste, e rapidamente consegui distinguir o choro de sono (Owh) e o choro de fome (Neh). Com o passar dos dias comecei a distinguir os outros sons. Cada vez com mais clareza. Até que se tornou óbvio e muito fácil a comunicação entre nós.

Por incrível que pareça, funciona e recomendo. Principalmente para mães de primeira viagem, que chegam a ter vontade de chorar de tanto verem os filhos a chorar, experimentem e depois comentem comigo.

Com os meus filhos mais novos resultou. E eu adorei a experiência

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Aqui estão os cinco sons/palavras, que revelam as necessidades básicas do seu filho, mas o ideal é assistir ao vídeo para OUVIR os sons.

Eh – Arroto
Eairh – Gases/cólicas
Neh – Fome
Heh – Desconforto
Owh – Sono


(Se tem pouco tempo salte directamente para o minuto 5.20)

Boa sorte.

As Spooner Boards são um “brinquedo”que quando vemos pela primeira vez, ficamos atónitos com a simplicidade da ideia e do design da prancha, versus as possibilidades e versatilidade que apresenta.

É daquelas peças que pensamos “como é que ainda ninguém se tinha lembrado disto?” Passo a explicar: as Spooner Boards são pranchas côncavas de equilíbrio, que permitem a prática das principais manobras de Sk8 e Surf sem sair de casa.

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Pode ser utilizada por crianças desde os dois anos, onde poderão praticar exercícios simples que desenvolvem competências como o equilíbrio, a relação com o espaço que os rodeia, e o conhecimento do seu corpo aprendendo a distribuir o seu peso e a utilizar os músculos correto para se manterem de pé.

O desenvolvimento da coordenação motora, reflecte-se na auto-estima e confiança das crianças!

Os mais crescidos (jovens e adolescentes) podem realizar exercícios mais complexos com as pranchas e até aperfeiçoar a sua prática de snowboard, mesmo no verão.

Para os adultos é, um óptimo acessório para complementar o treino em casa ou no exterior. Pode realizar exercícios de equilíbrio que ajudam a melhorar a postura, trabalhar os abdominais inferiores e superiores, os glúteos, e tantos outros músculos de acordo com o exercício em prática.

Sit rock, spin, slide, tilt, flip, wobble, são algumas das manobras que as Spooner Boards propõem. Em casa ou na rua, as pranchas são usadas por toda a família, durante todo o ano!

Manobras Spooner Boards

Idealizadas e fabricadas na Califórnia, EUA, em 6 cores vibrantes e 3 tamanhos diferentes – Grom, Freestyle e Pro, de forma a se adaptar às várias idades, necessidades e gostos de cada um.

Produzidas em polietileno de alta densidade, as Spooner são virtualmente indestrutíveis e reuniram os principais prémios na categoria de brinquedos nos Estados Unidos, como “Product of the Year” e “Top Toy” pela Creative Child Magazine, “Best Toy” pela Astra, “Most Innovative Toy” pela Learning Express e“Sterling Fun” pela Tillywig.

PREÇOS:  Grom: 37,5€ | Freestyle: 45,5€ | Pro: 55,5€

Surf sem ondas, skate sem rodas, snowboard sem neve. Tudo com uma Spooner Board… Dentro ou fora de casa!

Disponível nas Lojas El Corte Inglés e online aqui

Possibilidade de entrega em mão na área de Lisboa para encomendas urgentes. Informe-se: spoonerboards@spoonerboards.pt

 

[Sugestão de Natal da UP TO LISBON KIDS]

Li uma reportagem sobre estes bonecos na revista tentações, suplemento da revista sábado. A história da repórter podia ser contada por mim. O seu filho de 7 anos tem medo de dormir sozinho. Ela, quando viu os bonecos pensou o mesmo que eu: ”Isto não vai resultar…”  Um monstrinho com várias orelhas ou antenas, olhos assustadiços, e um fecho no lugar da boca, que permite abrir e fechar para as crianças encerrarem lá os seus medos por escrito ou através de desenhos? “Como é que isto vai funcionar?”… Mas uma mãe desesperada “não nega à partida uma ciência que desconhece”.
SAGGO MINI

 

Passo a explicar: o meu filho JM vai fazer 7 anos dentro de poucos dias, e não vai para a cama sozinho.  Toda a santa noite tenho de o ir deitar, e ficar lá até adormecer. Já tentei tudo o que possam estar a imaginar neste momento, até já lhe dei vitaminas e disse que era uma poção para tirar os medos, e não resultou. Sim, também já o deixei a chorar no quarto até adormecer: só serviu para aumentar os medos que tem do escuro, da morte e de perder os pais! ENNO GRANDE

Investiguei então um pouco mais sobre os Sorgenfresser. Estes monstros alemães, cujo nome significa literalmente “Papa-medos” prometem tornar-se no melhor amigo das crianças, um confidente a quem podem contar tudo por escrito ou por rabiscos. E eles encarregam-se de lidar com o problema, ou medo fazendo que a criança acabe por ultrapassá-lo com alguma segurança.
FRULA GRANDE Experimentámos, então, cá em casa. O meu filho gostou logo do boneco: eles são giros, coloridos, estranhos e aquele olhar deles dá largas à imaginação das crianças, de tão indefinido que é. Explicámos como é que funcionava, e ele já se mostrava ansioso por começar a guardar coisas no Riscas, o Destemido, conforme o baptizou.

Para nosso espanto, a primeira coisa que escreveu foi “Medo de fazer cambalhotas”, nem queria acreditar que estávamos a fugir ao grande problema. Depois sim, a seguir ao “Medo de fazer o pino nas barras” ainda escreveu mais dois papéis que diziam: ”Medo de estar sozinho” “Medo de morrer”.  Estava quase na hora de ir para a cama e comecei a tentar por em teste as capacidades do Riscas (se calhar foi cedo de mais).

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A primeira coisa que o JM fez, foi abrir o fecho da boca do Riscas e verificar se ainda estavam lá os papéis…e claro estavam. “Mãe, acho que isto não vai resultar…” Tive de ir deitá-lo.
No dia a seguir resolvi acelerar o processo, abri o boneco e quando tentava escolher o papel mais importante para tirar percebi que o JM se aproximava, por isso tirei um qualquer e, ao fechar a boca à pressa acabou por se rasgar outro dos medos que arranquei pela metade, tendo deixado lá outra parte.

Qual não foi a sua alegria ao perceber que o Riscas tinha despachado um medo e meio. Já faz meia cambalhota, e passou automaticamente a ficar sozinho no quarto até à hora de ir dormir. Estamos a falar de um miúdo que não acredita no Pai Natal desde os 5 anos, e tem muita noção da fantasia e da realidade. Mas ainda não adormece sozinho. Esse será o próximo passo. Mas o facto de ficar sozinho na cama por 30min é um bom principio para se habituar a adormecer. E o mais importante é que ele acredita que vai funcionar, e que vai conseguir.

Veio dizer-me entre dentes: ”Mãe o Riscas é um boneco… ele não consegue comer papeis!”  E eu contei-lhe a verdade, com esta idade já não dá para mentir aos miúdos: “Não querido, ele não come papéis, ele apenas devora os medos e guarda os teus segredos para todo o sempre. A mãe é que tirou os papéis porque estavam muito amachucados e já não tinham nada escrito”
“-Ai não?” Disse pensativo com os olhos a brilhar.

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A B., irmã mais nova de 5 anos aproveitou para por lá os seus desejos de Natal. O Riscas funciona como um portal onde eles colocam tudo e as coisas acontecem: “se o JM deseja perder o medo, eu desejo receber presentes” Está certo, as meninas nestas coisas não deixam passar nada. O mais novo de 3 anos disse em voz alta “Medo do escuio” Fechou a mão ao som de um TCHEEEC, e atirou para dentro da boca do Riscas, também acompanhado do som “POFTSH”. Esfregou as mãos uma na outra e foi-se embora numa espécie de missão cumprida!

Por isso desengane-se quem acha que é um boneco para os mais velhos: todas as crianças gostam e adaptam às suas necessidades: ou contam segredos, ou pedem desejos, ou revelam medos.
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Para nós pais, serve como um portal para a cabeça deles e um pretexto para abordar os assuntos que os perturbam sem invadirmos a sua zona de conforto. Para as crianças é muito difícil verbalizar quais os seus medos, e nós queremos tanto ajudar! Cria-se um espaço emocional para falar sobre o que foi escrito ou desenhado, e o que realmente os assusta.

Cá em casa todos se renderam ao charme do Riscas, o Destemido, e segundo ele parece que o Pai Natal vai trazer Sorgenfressers para os mais pequeninos. O problema vai ser escolher um deles, porque dos 15 existentes não sei qual o mais giro!

Quanto a mim, pelo sim pelo não, já lá coloquei um papel a pedir saúdinha para o próximo ano!

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Para mais informações: sofiardevir@gmail.com  ● 918786006 ●
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OS SORGENFRESSER EM PORTUGAL
Em Portugal os Sorgenfresser chegaram recentemente pela mão da Devir e prometem tornar-se os melhores amigos das crianças um pouco à semelhança do que já acontece por toda a Europa.

O QUE É UM SORGENFRESSER?
O Sorgrenfresser é um monstrinho com um objetivo muito claro: guardar todas as preocupações e medos para proteger a criança até que esta se sinta pronta para enfrentá-los.

OS MONTROS DA BOCA- FECHO

São bonecos? São peluches? São os Sorgenfresser, sensação em toda a Europa. Os Sorgenfresser são 15 monstros que vêm da Alemanha e foram criados por Gerd Hanhns. Significam literalmente “devora-medos” e graças à sua boca-fecho comem os medos, e os receios das crianças… podendo ser realmente úteis a toda família. Os Sorgenfresser permitem guardar os problemas para que estes não incomodem os mais novos e funcionam como uma espécie de melhor amigo com quem as crianças partilham as suas emoções. Basta fazerem um desenho ou escreverem e colocarem o papel na boca do Sorgenfresser para se sentirem mais aliviadas e… felizes!

COMO CONSEGUEM FAZER ISSO?
A criança pode escrever ou desenhar aquilo de que não gosta e colocá-lo na boca do Sorgenfresser para que este o possa armazenar e assim conseguir tranquilizar essas emoções até ao momento oportuno para se conversar sobre elas.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS

– Ajudam gerir o medo em momentos pontuais
Os Sorgenfresser podem ajudar a superar os medos e receios  próprios da idade como o escuro, ruídos inesperados, fazendo com que as crianças se sintam apoiadas pela capacidade que os Sorgenfresser têm de temporariamente afastar esses medos.

– Ajudam a expressar emoções
Graças à capacidade dos Sorgrenfresser para se desfazerem temporariamente de emoções desconfortáveis através da escrita ou do desenho, a criança acaba por transmitir as suas emoções não só de forma verbal, conseguindo assim expressar mais facilmente aquilo que a faz sentir incómoda e que e às vezes é tão complicado de explicar aos adultos.

– Criam um espaço para identificar emoções
É através dos desenhos ou do que a criança escreve, e também do que expressa verbalmente que os membros da família podem ajudar a identificar as emoções para que a criança as possa reconhecer, dando-lhes um nome e saber como enfrentá-las em situações futuras.

– Criam tempo para se  falar sobre as emoções

O uso dos Sorgenfresser como um veículo de comunicação de emoções, permite não só à criança aprender a expressar e identificar essas emoções, como proporciona o momento perfeito para que a família converse sobre aquilo que a criança sente.

 -É útil para várias idades
Os Sorgenfresser podem ser usados na infância mas também na adolescência sobretudo como confidentes ou “guarda-segredos”.

MAIS INFORMAÇÕES:  sofiardevir@gmail.com  ● 918786006 ●

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ATIVIDADE | 30 min

O Natal está a chegar!
Esta é uma época de afectos por excelência! Junta-se a família, partilham-se sorrisos, distribuem-se abraços e beijinhos e as crianças alegram-se com a chegada do trenó carregado do Pai Natal!
Para as crianças e também para todos nós, é tempo de esperar, contemplar, sentir e tocar, revelar, alegrar e brincar!

O Gymboree sugere uma actividade de Artes em família!

Espreita pela janela!
Brrrr, que frio! E está tudo tão branquinho!

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MATERIAL
1. Folhas de papel autocolante em tamanho A4 ou A3;
2. Tinta branca;
3. Pincéis;
4. Bolas de algodão;
5. Pequenos ramos/galhos;
6. Purpurinas;
7. Folha de alumínio;
8. Papel de seda Branco.
9. Outros elementos decorativos que tenha em casa e queira aproveitar

COMO REALIZAR
Comece por fazer confetis de encantar, cortando pequenos pedaços de papel de alumínio e de papel de seda branco e reserve numa taça.

Com fita-cola, fixe uma folha de papel autocolante na mesa (com cola para cima) e convide os miúdos a pintar um cenário de inverno com um pincel e tinta branca.

Use as bolas de algodão como nuvens ou como copas de árvores, e também podem usá-las para pintar, em vez do pincel.

Com os pequenos galhos façam os troncos e ramos das árvores. O papel de seda branco pode ser usado para criar várias formas, cortado ou torcido (lua, boneco de neve, montanhas).

Dê um pouco de brilho ao cenário aplicando as purpurinas e os confetis de encantar!
Termine colocando outra folha de papel autocolante por cima.

Lá fora faz frio, mas a neve é tão bonita e brilhante!

Adapte, sempre que necessário, as brincadeiras aos gostos e interesses das crianças.adventoGymboree

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