Vá, agora que começaram a ler, não parem, tenho que me explicar.

Não sou de todo contra os divórcios, ainda bem que existe essa alternativa quando tantas vezes as situações entre os casais se tornam insuportáveis. Mas quando há crianças, sou contra as separações.
Nunca tive essa experiência na primeira pessoa e também nunca a vivi como filha, por isso, falo pelo que vejo e pelo que sinto.

Conheço, imensos “divorciados” com filhos e, mais ou menos, todos conseguiram divorciar-se sem se separarem muito. Acredito que com filhos não devem existir grandes separações, deverá haver sempre uma ligação entre o ex-casal.
Parece contraproducente, certo? Não, não é! (Faço a festa, atiro os foguetes e apanho as canas).

A ligação entre o casal, é e será sempre, até mesmo se a relação entre o casal terminar, os filhos.

Infelizmente, vejo pessoas que utilizam as crianças, como arma de arremesso. A palavra “utilizar”, juntamente com a palavra “crianças”, leva-nos a um patamar de egoísmo maléfico próprio de quem perdeu o juízo!
Transforma de imediato a classificação/valor da palavra “Criança”, que passa a ser um objecto e não uma pessoa, muito valioso, na medida em que pode ser usado a seu bel-prazer.
Muitas dessas pessoas até criticam veementemente esse tipo de atitudes, porque acreditam convictamente que aquilo que estão a fazer não é nada desse tipo, até acham que estão só e apenas a defender os direitos das crianças, quando na realidade estão a agir por vingança, com o intuito de magoar o outro, como se trouxesse algo de volta, como se mais dinheiro, ou ficar sem poderes paternais resolvesse toda a raiva que carregam.
Ficam cegos e, como um cavalo com palas, seguem em frente sem olhar para os lados.

Pequeno “à parte”: Se há um que já não quer estar na relação, por mais estúpido que seja o motivo, há razão para o fazer sofrer só porque nos fez sofrer? E onde é que nos leva essa vingança?

Toca a encher tribunais, perder tempo precioso (que poderia ser usado, e esse sim bem UTILIZADO, para dar apoio às crianças), gastar rios de dinheiro, stressar e ganhar anos de terapia e traumas para todos!

Também vejo, graças a Deus, divórcios nos quais não houve separação, nos quais as crianças perceberam (apesar de sofrerem também, porque é difícil não sofrer com uma separação!) que de facto era melhor assim, mas no qual os pais não deixaram de ser pais e, depois do divórcio, conseguem não mexer nos seus papeis de pais e educadores.

Divórcios em que ficou bem claro de que esta seria a melhor opção para TODOS.

Depois há os casos, que também não são assim tão raros, de pais ou mães que foram forçados a assumir os dois papeís (não por morte do outro, mas quase!)… e nestes casos, conheço alguns que venero.
Num caso especifico, crianças (que já são adultos) fantásticas e educadas com valores daqueles difíceis de encontrar, um exemplo! Exemplos destes não são assim tão raros e a minha querida amiga provou que é possível educar bem, sozinha e sem rebentar com a imagem de um pai que não quis ser pai. Explicando nas alturas certas que não somos seres perfeitos e que por vezes tomamos decisões erradas que nos podem mudar completamente o rumo da vida. Conseguindo assim dar-lhes uma lição sem minar a imagem de PAI, de modo a não haver traumas relacionados.

No fim, fica apenas a minha opinião, que não sou psicóloga nem nada que se pareça, que não sei mais do que ninguém, partilho apenas a minha opinião: Não se SEPAREM… se correr mal, divorciem-se BEM!

Ler também PROTEJA OS SEUS FILHOS DO DIVÓRCIO

 

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=M2g4YgsJ2EM]
Campanha “Children Marked for Life”, da SIRE (Foundation for Idealism in Advertising), que alerta para os efeitos que um “mau divórcio” causa nas crianças.

image “JustDivorced” from web

 Inicio a presente narrativa, na ressaca da transmissão televisiva em directo da segunda manifestação da maioria das forças de segurança portuguesas no espaço de quatro meses defronte do órgão de soberania Assembleia da República e tendo ainda amanhecido com a notícia das declarações do Sr. Engenheiro Belmiro de Azevedo em que este disse e passo a citar:

…“  Salários só podem aumentar quando portugueses aumentarem produtividade”

Tais pífios acontecimentos levam-me a ter a convicção que tudo terei de fazer para que os meus filhos possam estudar numa boa escola e possam ainda ter experiências académicas e laborais no estrangeiro.

Só após essa ou essas experiências é que os aconselharei a regressar e se tal, na altura, constituir uma hipótese viável.

Para que tal seja uma realidade, devemos encarar as cada vez mais galopantes despesas de educação, como o maior e melhor investimento que os Pais portugueses poderão alguma vez realizar.

Tal investimento tornará mais fácil a conversa futura que terei com o meu filho de sete anos onde lhe darei conta que ele não poderá, ou melhor, não deverá ser polícia.

E tornará ainda mais fácil, a conversa que terei com os meus outros dois filhos sobre o respeito que devemos ter sempre, pelas pessoas que trabalham na parte mais baixa da pirâmide de um qualquer grande grupo económico criado de modo um tanto ou quanto inortodoxo, na década de 80 do século passado deste grande País que é Portugal.

por RMPC
para Up To Lisbon Kids

imagem in Público

Esta imagem já não é recente. Mas deparei-me com ela, e é daquelas imagens que vale a pena imortalizar. Foi tirada por um enfermeiro da maternidade Zuatzu de San Sebastián, em Espanha, no inicio de 2013.

Poucos minutos depois de nascerem, os gémeos Daniel e Maria surpreenderam os enfermeiros, os médicos e até os próprios pais: deram as mãos.

Segundo reportagem do “El Mundo”, o Dr. Javier Rodríguez, que fez o parto dos gémeos, diz que nunca viu um caso como esse – “Foi algo quase instintivo, penso que cada um procurou o outro inconscientemente, porque as suas mãos entrelaçaram-se assim que se encontraram […] É como se quisessem prolongar fora do útero a sensação de se sentirem unidos”, relatou ao jornal.

Quatro meses depois do nascimento, a mãe disse à imprensa que a ligação entre ambos continuava visível. “Se os deitarmos juntos na cama, sorriem um para o outro e dão as mãozinhas. É muito bonito. Não sei se é algo único deles ou se acontece com todos os gémeos, mas é algo que chama a atenção”, conta a mãe Naiara Díez.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=wYjqBsK36mU]

Se, antes de ter filhos, eu soubesse as noites que ia passar em claro…

Se eu soubesse a quantidade de fluidos corporais que ia limpar ao longo da infância dos meus filhos

Se eu soubesse o quanto o som da palavra “Mãe? Mãe? Mãe?” me ia pôr os nervos à flor da pele ao longo de uma década (mínimo)

Se eu soubesse que ia demorar mais na casa de banho, só para ter um tempinho para mim

Se eu soubesse que esses momentos roubados na casa de banho iam quase sempre ser interrompidos por algum dos meus filhos a bater ininterruptamente na porta

Se eu soubesse a quantidade de vezes que ia ter de repetir as mesmas ordens, os mesmos avisos e as mesmas chamadas de atenção

Se eu soubesse que a solução mágica para as queixinhas, choros, desobediências, faltas de respeito, e para a preguiça só ia ser eficaz apenas metade das vezes

Se eu soubesse que amar os meus filhos não significava gostar deles o tempo todo

Se eu soubesse que às vezes ia chorar no duche por ser o único sítio onde conseguia estar sozinha

Se eu soubesse que em determinada altura ia sentir-me, de tal maneira, “num oito” que só de pensar em entrar em ação com o meu marido, me causava arrepios

Se eu soubesse que nunca mais ia ser capaz de concentrar-me em nada de alma e coração, senão nos meus filhos

Se eu soubesse que a situação não fica mais fácil à medida que os filhos crescem, apenas se complica de formas diferentes

Se eu soubesse o quanto me ia preocupar a possibilidade de falhar enquanto mãe

Se eu soubesse que ser mãe ia ser, para sempre, um desafio permanente

Eu tinha tido os meus filhos na mesma.
Porque se não os tivesse…

Não saberia o que é o milagre de ter uma vida a crescer dentro de mim

Não saberia que o cheirinho da cabeça de um recém-nascido faz-nos sentir no paraíso

Não saberia o que é a magia de ter um bebé a dormir nos meus braços, e nunca mais querer pô-lo no berço

Não saberia o que é a imensa felicidade de ver um filho a dar os primeiros passos, a comer sozinho, a andar de bicicleta, ou ler um livro inteiro pela primeira vez.

Não saberia que o riso dos meus filhos, pode alegrar o pior dos meus dias

Não saberia como um simples e inocente olhar de espanto, me derrete o coração

Não saberia o quão fantástico é assistir diariamente à evolução de uma criança que eu trouxe ao mundo

Não sentiria o orgulho de ver o meu filho a viver situações complicadas, e a desenvencilhar-se com base nos ensinamentos que lhe transmiti

Não viveria a alegria desenfreada que é ver os meus filhos a triunfar.

Não saberia o gratificante que é desafiar-me diariamente para ser uma mãe melhor.

Não saberia que ser mãe ia ajudar-me a entender algumas questões por esclarecer desde a minha infância.

Não saberia que ao transformar-me numa mãe ia encontrar uma versão mais profunda, mais forte, e mais verdadeira de mim própria.

Não saberia o que é o amor incondicional dos filhos.

Não sentiria a energia e a força desta poderosa forma de amar, que só uma mãe/pai conhece.

Não saberia que a dor e as armadilhas que nos aparecem no caminho são superadas pela beleza, alegria e pelas maravilha desta viagem.

Por tudo isto, se eu soubesse na verdade o que era a maternidade, eu teria feito tudo como fiz…!

… Se calhar, teria aproveitado para dormir um pouco mais antes de ser mãe.

 

Por Annie Reneau, publicado originalmente em Scary Mommytraduzido e adaptado com autorização por e para Uptokids®


imagem@Luna Belle

 

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As 7 primeiras vezes depois de sermos pais

Amor de mãe

Há fotografias dos nossos filhos que não podemos publicar na net!

Hoje li no blogue A Mulher é que manda um post sobre a fotografias dos nossos filhos na net, e tratando-se um tema tão sensível como a segurança e pedofilia e/ou rapto, achei obrigatório trazê-lo para a Up To Kids® de forma a chegar ao maior numero  de leitores possível.

Não é nada que não saibamos e que não estejamos alerta, mas por vezes tornamo-nos descuidados mesmo com o que nos é mais importante na vida. Será que está a seguir à linha as instruções de segurança, quando se trata de colocar fotografias dos seus filhos na internet?

«Há fotografias dos nossos filhos que não podem estar na internet. Não podem ou não devem, dependendo da vossa opinião sobre o nível de segurança, a que devem sujeitar a exposição das fotografias dos vossos rebentos.

 

Apresento-vos hoje meia dúzia de cuidados a ter, ao partilhar fotografias de crianças:

1 – Fotografias de bebés só de fralda, nus ou a tomar banho.
Muitas vezes estes retratos são raptados por verdadeiros pedófilos e colocados a circular em várias redes criminosas. Lembre-se que pode acontecer com qualquer uma de nós e já se descobriram inúmeros episódios destes em Portugal.

2 – Fotografias de crianças com a farda do colégio.
Já cometi esse erro, aqui me confesso. Neste caso foi no Facebook e já lá fui apagar. Através da farda facilmente se identifica a escola e por vezes até o ano que frequentam. Se um criminoso tiver acesso ao nome dos pais, da criança e da escola… o resultado pode não ser positivo. É só uma questão de não nos “pormos a jeito”.

3 – Fotografias com pistas sobre a morada da criança
Sempre que fotografem os vossos filhotes perto de casa, tenham o cuidado de não captar prédios, nomes de lojas ou montras que possam denunciar o sitio onde mora. Pelo menos nas fotografias que tenciona partilhar na web.

4 – As fotografias que os seus filhos não quererão ver divulgadas quando forem mais crescidos.
Todas sabemos que o bullying está na ordem do dia e sempre que partilharmos alguma gracinha dos nossos filhotes, devemos ter em conta que eles poderão não achar graça alguns anos mais tarde. Ou pior, poderão outros tentar aproveitar-se dessa exposição exagerada.

5 – Fotografias de crianças sem que os pais tenham autorizado.
Imaginem que uma “amiga” de uma amiga resolve partilhar a fotografia do vosso filhote numa daquelas páginas com um número gigante de fãs. A proliferação da dessa foto pode vir a ser quase infinita. É impossível poder depois controlar ou contactar as pessoas que tiveram acesso a ela. É quase como publicar uma fotografia de uma criança num jornal de grande tiragem, sem pedir permissão aos encarregados de educação. Digo é quase pois é pior. Uma fotografia na internet pode chegar mais longe que qualquer capa de jornal em papel.

6 – Fotografias com identificações de GPS.
Muitos dos telemóveis com GPS, se não desligarmos essa função, tornam publico, no vosso Facebook ou Instagram, o local de onde vocês estão a partilhar as fotografias. Já pensou que um ladrão ou um raptor poderá ter acesso aos seus passos ou antecipar o horário das suas deslocações?»

 


Imagem @Jill Greenberg

O que todos os filhos precisam que os pais saibam

Nos anos 90, o “The Message Internacional” publicou um texto que ainda hoje, representa de uma forma muito clara o que todos os filhos precisam que os pais saibam.
É uma espécie de mapa do tesouro por passos, mas o tesouro aqui é o futuro dos seus filhos, e a caça, é para ser feita com eles. As respostas, estão no fim do arco-íris, por isso prepare-se que a aventura vai começar.

«Memorando de um filho aos pais»

Queridos mãe e pai, estas são as 20 coisas que eu e todos os filhos precisam que os pais saibam:

  1. Não me estraguem com mimos. Eu sei perfeitamente que não vou receber tudo aquilo que peço. Estou apenas a testar-vos.
  2. Não se inibam de ser firmes comigo. Eu prefiro firmeza, dá-me segurança.
  3. Não me deixem criar maus hábitos. Eu confio em vocês para os detetarem atempadamente.
  4. Não me façam sentir mais pequeno do que sou. Isso faz com que me comporte de uma forma “estupidamente adulta”
  5. Se for possível, não me corrijam à frente das outras pessoas. Prestarei mais atenção se falarem comigo calmamente e em privado.
  6. Não tratem os meus erros como se fossem pecados. Isso altera o meu sentido de valores.
  7. Não me protejam de consequências. Às vezes preciso de aprender da maneira mais dolorosa.
  8. Não se preocupem quando eu digo “Odeio-te”. Eu não vos odeio, apenas odeio o poder que têm de me fazer sentir frustrado.
  9. Não dêem muita importância às minhas pequenas queixas. Às vezes fazem com que consiga a atenção que preciso.
  10. Não sejam chatos. Se forem vou ter de me proteger e fingir que sou surdo.
  11. Não se esqueçam que eu não me consigo explicar da forma que queria. Por isso é que nem sempre sou explícito no que digo.
  12. Não me ignorem quando faço perguntas. Se o fizerem, vão perceber que vou deixar de vos perguntar, e começar a procurar informação noutro sítio.
  13. Não sejam inconsistentes. Confunde-me e faz-me perder a fé em vocês.
  14. Não me digam que os meus medos são ridículos. Para mim são reais e vocês podem fazer muito para me tranquilizar, se tentarem percebê-los.
  15. Nunca sugiram que são perfeitos e infalíveis. Quando descubro que nem uma coisa nem outra são verdade, fico magoado e desiludido.
  16. Nunca pensem que pedir-me desculpas os torna menos dignos. Um pedido de desculpas sincero vai-me fazer sentir muito mais próximo de vocês.
  17. Não se esqueçam que gosto de experimentar coisas. E não consigo fazê-lo sem o vosso apoio. Envolvam-se e criem limites.
  18. Não se esqueçam que eu estou a crescer a uma velocidade incrível. Eu sei que deve ser difícil acompanhar o ritmo, mas por favor, tentem.
  19. Não se esqueçam que eu não consigo crescer sem muito amor e compreensão… mas não preciso de vos dizer, pois não?
  20. Por favor, cuidem de vocês. Mantenham-se saudáveis e em segurança. Eu adoro-vos e preciso de vocês.

[The Message International,
June 1991 – pág. 40]

Traduzido e adaptado por Up To Lisbon Kids®
Todos os direitos reservados

Boy businessman writing in book | Image by © Andrea Ruester/Corbis

7 atitudes dos pais que irão impedir os filhos de se tornarem lideres

Todos os pais querem, sempre, o melhor para os seus filhos.
Querem que sejam educados e boas pessoas, mas não totós. Que sejam altruístas e solidários, mas não esbanjadores. Que sejam criativos e de mente aberta, mas não demais. Que sejam livres e viajados, mas que se mantenham por perto. Que sejam cultos e informados, mas não prepotentes. Que sejam bem estruturados e que saibam dizer “não” quando necessário, mas que o façam por eles e não por alguém. Que sejam influenciadores e não influenciados. Que se distingam mas não sejam diferentes. Que tenham bom carácter, sentido de humor e que não façam asneiras gratuitas, porque nós já as sabemos (quase) todas e se não as conseguirmos evitar, então estamos a fazer um mau trabalho.

Acontece que, muitas vezes, a forma como os educamos, não se coaduna com o resultado final que esperamos obter. O amor pelos filhos e a necessidade que temos de os proteger, levam-nos a ter atitudes e comportamentos que irão impedi-los de ser mais autónomos, mais  perseverantes e resilientes.

Dr. Tim Elmore é o fundador da Growing Leaders, uma organização sem fins lucrativos, que ajuda a desenvolver líderes emergentes sob a filosofia de que, cada criança nasce com qualidades de liderança.

Elmore, revela que muitos pais tratam as suas crianças e adolescentes com mimos e comportamentos super-protetores, impedindo o seu crescimento pessoal, o desenvolvimento da sua autonomia e consequentemente as suas capacidades de liderança.

Elmore destaca 7 atitudes dos pais que devem ser evitados para que o seu filho se torne um líder capaz – quer de empresas ou da sua própria vida:

1. Não deixamos que as crianças corram riscos.

Vivemos num mundo que em cada esquina recebemos alertas de perigo. “A segurança em primeiro lugar ” reforça o medo de perdermos os nossos filhos, e por isso, faremos de tudo para protegê-los. Mas isolá-los de riscos saudáveis terá um preço a pagar. Um estudo realizado por psicólogos Europeus concluiu que, uma criança que não brinca na rua, não sobe às árvores e não esfola os joelhos, irá desenvolver fobias que se manifestarão em adultos. As crianças precisam de cair algumas vezes. Os adolescentes precisam de sofrer um desgosto amoroso para ganharem a maturidade emocional que as relações duradouras necessitam. Se os pais controlarem os riscos de vida das crianças, estas provavelmente irão crescer arrogantes e com baixa auto-estima.

2. Socorremos os nossos filhos muito depressa

As crianças de hoje em dia, não desenvolvem as mesmas capacidades de “desenrasque” que as de há 30 anos atrás, porque os riscos aumentaram e nós tentamos amparar todas as quedas aos nossos filhos. Quando os socorremos muito depressa estamos a eliminar quaisquer hipóteses  tentarem resolver sozinhos os problemas. Sabem que, aconteça o que acontecer, tudo irá ficar resolvido…pelos pais. Na realidade isso não é, nem remotamente, o espelho de como o mundo funciona e, portanto, irá desabilitar as nossas crianças de se tornem adultos competentes.

3. Elogiamos gratuitamente

O elogio fácil pode fazer com que uma criança se sinta bem no momento, mas é um erro que a longo prazo terá resultados desastrosos. As crianças vão eventualmente perceber que os pais são os únicos que os acham fantásticos, e vão começar a duvidar da sua objetividade. Quando se elogia muito facilmente, e se ignora o mau comportamento, as crianças aprendem a enganar, mentir e exagerar para evitar a dura realidade, pois não foram habituados a confrontá-la.

4. Deixamos que a culpa seja um obstáculo à liderança

Os vossos filhos não têm de vos amar a cada minuto das vossas vidas.
Eles vão aprender a lidar com o desapontamento, mas nunca vão deixar de ser mimados. Diga-lhes “não” agora, porque fará com que lutem pelo que realmente querem e precisam. O sucesso depende das boas acções, e nunca se deve recompensar um filho com bens materiais: assim nunca vão dar valor à motivação intrínseca, mas sim à  material.

5. Não partilhamos os nossos erros passados.

Os adolescentes saudáveis vão querer abrir as asas e voar, e nós sabemos que têm de aprender com as suas experiências e com os seus próprios erros. Nós, como adultos, devemos deixá-los voar mas isso não significa que não os possamos ajudar. Partilhe com eles os erros relevantes que fez quando era da sua idade (sem tom de lição, nem “eu avisei”). Essa partilha irá ajuda-los a fazer melhores escolhas. As crianças devem preparar-se para enfrentar as consequências de suas decisões. Nós não somos a única influência sobre nossos filhos, por isso devemos tentar ser a melhor influência.

6. Confundimos inteligência, talento e influência, com maturidade

A inteligência é muitas vezes usada como uma unidade de medida da maturidade de uma criança e, os pais assumem que uma criança inteligente está pronta para o mundo, quando não é necessariamente verdade. Não há uma idade mágica em que devemos dar mais liberdade ou responsabilidade às crianças. A regra de ouro é, observar outras crianças da idade deles, e perceber o que fazem uns e outros . Não apresse nem atrase a independência dos seus filhos. Crescer tem um tempo próprio. Lembre-se sempre da idade dos seus filhos antes de se tornar mais permissivo, ou de lhes atribuir determinadas responsabilidades.

7. Não praticamos o que pregamos

Como pais, é da nossa responsabilidade “moldar” a vida que queremos para os nossos filhos. Para ajudá-los a construir o (bom) carácter, e a tornarem-se confiáveis e responsáveis pelas suas palavras e acções, temos de dar o exemplo com atitudes e não com palavras. Ensine aos seus filhos o significado de ajudar o próximo. Ensine-o a ser voluntário, a deixar os locais melhor do que os encontrou, a cumprimentar as pessoas no dia a dia, e a tratar toda a gente como igual.
Os seus filhos estão a observá-lo e a aprender com os seus actos. Ensine-os a ter escolhas éticas. É a primeira qualidade para virem a ser lideres. Lideres, e FELIZES.

 

Por Up To Kids ® fonte comportamentos forbes, com autorização para Up To Kids®