Uma boa mãe ama os seus filhos

Uma boa mãe amamenta – por seis dias, seis semanas, seis meses, ou seis anos, porque sabe que é o melhor, porque é natural, porque tem apoio, porque pode e consegue, porque é mais fácil, porque na verdade ninguém tem nada a ver com isso.

Uma boa mãe dá suplemento raramente, ou dá de vez em quando ou dá sempre, porque tem que ser, porque não têm apoio à amamentação, porque tem apoio mas não consegue amamentar,  porque é mais fácil, porque a bomba não vai fazer o que é suposto , porque na verdade ninguém tem nada a ver com isso.

Uma boa mãe consome produtos biológicos porque pode, porque quer, porque tem canas de pesca, porque os filhos gostam e vão mesmo comê-los, porque não têm outra opção, ou talvez tenha.

Uma boa mãe trabalha fora de casa porque tem de ser, porque quer, porque gosta, porque quer ensinar aos filhos que a mulher tem um papel activo no mundo do trabalho, porque é a melhor escolha para a sua família.

Uma boa mãe fica em casa com os filhos porque tem de ser, porque quer, porque gosta, porque quer ensinar aos filhos que a maternidade pode ser um trabalho a tempo inteiro sem culpas nem desculpas, porque é a melhor escolha para a sua família.

Uma boa mãe faz bolinhos. Uma boa mãe não faz bolinhos. Uma boa mãe tenta fazer bolinhos e faz discos de hockey no gelo.

Uma boa mãe planta um jardim orgânico, e tem uma casa imaculada. Uma boa mãe planta-se na sala a dobrar meias, e tem pelo menos um desenho rabiscado na parede.

Uma boa mãe nunca grita com os filhos. Uma boa mãe grita com os filhos e de seguida pede desculpas por ter perdido a paciência. Uma boa mãe grita com os filhos e não pede desculpas, porque de vez em quando as crianças precisam de saber que passaram dos limites.

Uma boa mãe sabe quando precisa de descansar, e descansa.  Uma boa mãe sabe quando precisa de descansar mas nem sempre o pode fazer. Uma boa mãe nem sempre se apercebe que precisa de descansar, e depois dá consigo a fazer ou dizer coisas que todas as boas mães fazem e dizem quando estão cansadas demais para pensar e agir em condições.

Uma boa mãe vai a todas as festas da escola. Uma boa mãe às vezes não pode ir às festas da escola. Uma boa mãe tenta compensar quando não vai às festas da escola.

Uma boa mãe toma conta dos seus filhos. Uma boa mãe por vezes não pode tomar conta dos seus filhos. Uma boa mãe pede ajuda. Uma boa mãe, às vezes não tem quem a ajude.

Uma boa mãe, por vezes, escolhe dar um filho, por mais que o seu coração morra para sempre, porque é a única solução que existe.

Uma boa mãe erra. Uma boa mãe ajuda outra mãe quando erra. Uma boa mãe, por vezes, não se lembra de ajudar outra mãe quando a vê errar.

Uma boa mãe perdoa.

Uma boa mãe preocupa-se.

Uma boa mãe tenta ser uma boa mãe.

Uma boa mãe ama os seus filhos.

 

Por Annie Reneau para Scary Mommy, autorizado, traduzido e adaptado por e para Up To Kids®

A mãe que nunca serei

Meus queridos filhos,

ninguém é perfeito. Às vezes penso que gostava de fazer determinadas coisas que vejo as outras mães a fazer mas não tenho tempo, ou não tenho paciência. Ou simplesmente nem sequer me lembro de o fazer.

Nunca serei aquela mãe que aceita o desafio de tirar-vos uma fotografia todas as semanas. Eu fotografo-vos sempre que me apetece e isso, tem dias que, acontece 1000 vezes no mesmo dia.

Nunca serei a mãe adorada na escola, porque vos vou buscar sempre a correr e nunca fico a brincar com os vossos amigos… nem tão pouco sei o nome de todos eles.

Nem sempre terei paciência para fazer penteados espectaculares, ou para preparar trabalhos interactivos para levarem para a escola.

Não farei sobremesas e cupcakes deliciosos para levarem para as vendas da escola, embrulhados em caixas giríssimas compradas propositadamente para estas ocasiões.

Nem sempre me vou lembrar de pôr na mochila o equipamento de balet, o protector solar nos dias de mangueiradas, ou o vosso boneco preferido. Às vezes terão de ir para a escola sem ele.

Nunca vou tirar um dia para organizar a festa de pijama melhor do mundo para as vossas amigas. Eu sei que desde que haja sacos cama, uma lanterna e marshmallows vão divertir-se imenso na mesma.

Nunca vou ser a mãe perfeita que vocês pensam que gostavam que fosse.

Mas prometo-vos que vou estar sempre presente em cada espetáculo de ballet, jogo de basquetebol ou torneios de natação, e a torcer por vocês.

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CARTA ÀS MÃES MAIS QUE PERFEITAS

Vou comprar-vos o material para os projetos da escola, e dar-vos todo o apoio possível para que os realizem sozinhos.

Vou ter sempre qualquer coisa para mandar para as vendas da escola, mesmo que tenha comprado no café quando vos fui levar de manhã.

Vou sempre aconchegar-vos a roupa, e dar-vos um abraço e um beijinho de boa noite.

Vou estar sempre ao vosso lado quando acordarem com pesadelos.

Vou ficar sempre de coração nas mãos quando vos tratarem mal, ou  vos puserem de parte, ou quando vos trocarem por alguém.

Vou estar sempre presente em cada desgosto das vossas vidas, mas também em cada sucesso alcançado.

Vou lembrar-vos sempre que “errar é humano” e vou ajudar-vos a assumir esses erros mesmo que ninguém se tenha apercebido deles.

Vou estar sempre disposta a ajudar-vos a recomeçar; quer seja um trabalho escolar ou um capítulo da vossa vida.

Vou defender sempre os vossos interesses, mesmo que isso implique não vos defender a vocês.

Vou obrigar-vos a tomar as atitudes corretas sempre que possa, mesmo que por vezes não seja a atitude que queiram tomar, porque quero que cresçam íntegros.

Vou estar à vossa frente, sempre de braços abertos, mesmo naqueles momentos em que me vão odiar.

Porque meus queridos, eu sei que nem sempre vou ser a mãe que querem. Mas vou ser a mãe que precisam.

E eu sei, que um dia mais tarde quando tiverem os vossos filhos, vão ler estas palavras e concordar comigo.

Mãe

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A verdade sobre ter um terceiro filho

O primeiro filho

Quando temos o primeiro filho, sentimo-nos o centro do universo: nunca ninguém teve um bebé antes, e este é o evento mais importante na história do mundo.

Somos capazes de dormir uma sesta todas as tardes e passeamos orgulhosas de mão na barriga à espera do grande dia! Sentimo-nos calmas e estamos sempre a rir. Adoramos as más disposições de grávida porque é sinal de que o bebé está a crescer. Fazemos uma alimentação saudável, de preferência com produtos biológicos, tomamos as vitaminas todas e não bebemos álcool. Estamos informadas e avisadas. As pessoas fazem questão de nos contar as suas histórias sinistras de partos complicados. O nosso Obstetra fala connosco e seguimos os seus conselhos religiosamente.

A verdade sobre ter o terceiro filho

As pessoas desdobram-se para ajudar nas compras, dão-nos as roupas dos seus filhos que já não vão usar. E ficam, realmente, entusiasmadas com a tua gravidez. Todos querem tocar-nos na barriga. E perguntam-nos, onde quer que vamos “É o primeiro?” Quando dizemos que Sim recebemos um grande e caloroso sorriso de boas vindas a este mundo novo da maternidade. Dizem-nos que vai ser a melhor coisa que já nos aconteceu na vida. E nós acreditamos.

Devoramos toda a literatura da especialidade, assinamos a “Pais e Filhos” e outras revistas on line.

Montamos o quarto do bebé, planeamos como vai ficar, pintamos ou colocamos papel nas paredes. Passamos horas a investigar qual a melhor espreguiçadeira baloiço, o melhor sling e os melhores arneses. Protegemos todas as tomadas e esquinas da casa, mudamos os detergentes para um armário mais alto e que, para abrir a porta, é necessário inserir um código de 8 dígitos.

Cortamos cuidadosamente as etiquetas da roupa do bebé, e lavamos tudo duas vezes com um detergente super-XPTO orgânico, amigo do ambiente, e especial para a pele dos bebés.

O meu filho não vai usar chucha, não vai chupar no dedo, vai mamar para sempre.

Vou virá-lo todas as noites para não ficar com a cabeça achatada. Não vai assistir televisão até aos 8 anos, nunca vai ter telemóvel, nem piercings, e nunca vou deixar entrar brinquedos ou roupa dos desenhos da televisão em minha casa, como o Ruca ou a Dora.

A verdade sobre ter o terceiro filho

O segundo filho

Quando engravidamos do segundo filho, o mais velho é o centro do universo. Já nos esquecemos de todas as coisas de bebé, e só podemos gozar a gravidez à noite, quando o primogénito está a dormir.

Nunca mais dormimos durante o dia, porque o mais velho já deixou a sesta. Quando entramos no 2ª trimestre de gravidez parece que estamos grávidas de 6 meses. Sentimo-nos stressadas e gritamos muito. Adoramos as más disposições de grávida porque são um bom motivo para descansarmos um bocadinho. Comemos os restos do prato do primeiro filho, tentamos não beber álcool, e às vezes, lembramo-nos de tomar as vitaminas.

Ficamos saturadas com a informação e os conselhos.

As pessoas fazem questão de nos contar as suas histórias sinistras sobre os filhos mais velhos que fazem mal aos bebés. Esquecemo-nos de metade dos conselhos do nosso Obstetra.

Os amigos que já não querem ter mais filhos começam a “despejar”, em nossa casa, as coisas  de que já não precisam. Quer precisemos ou não. Todos querem tocar-nos na barriga. E perguntam-nos, onde quer que vamos, “É o primeiro?” Quando dizemos que Não, afastam-se com um ar desapontado…

Vamos buscar a literatura da especialidade, mas arrastamo-la por semanas sem sequer conseguir dar-lhe uma vista de olhos.

Recomeçamos a ler a Pais e Filhos, mas agora interessamo-nos por outros tópicos, tais como facilitar a adaptação do irmão ao bebé que vai nascer. “Expulsamos” o mais velho da cama de grades, sem cerimónia, e dizemos-lhe que agora é um crescido e, por isso, vai dormir numa cama de crescidos. Fazemos a “reciclagem” dos brinquedos de bebé para perceber os que ainda dão para aproveitar, lavamos os lençóis do berço, compramos uns autocolantes de parede e um par de fraldas de recém-nascidos. Está feito o quarto do bebé.

Olhamos para as espreguiçadeiras-baloiço, os slings e arneses, e questionamo-nos se vale a pena tirar aquilo da garagem.

O nosso filho mais velho já retirou todas as protecções das tomadas da casa e continua vivo, por isso não as repomos. Os detergentes estão debaixo do lavatório com um fecho anti-crianças.

Lavamos as roupas de bebé com detergente normal. Compramos um conjunto de bodies e deixamos perto do berço. De certeza que vai dar jeito. Eles só vão assistir à TV quando estivermos muito cansadas, resmungonas, ou a fazer o jantar. Eles só vão ter uma consola quando tiverem 3 anos. Nunca vão ter piercings. O Ruca e a Dora já fazem parte la de casa.

Já esquecemos tudo sobre planos de nascimento, e estamos ansiosas por aqueles 3 dias no hospital para fugir ao caos de nossa casa. Vai saber bem o descanso.

Carregamos o telemóvel e verificamos se a net funciona, pois pretendemos ficar toda a estadia no Facebook. Não vamos preocupadas com o parto, mas questionamo-nos quanto à amamentação. Levamos protectores de silicone e cremes para o peito. Pelos sim pelo não levamos a bomba e dois biberãos. Só por causa das tosses.

A verdade sobre ter o terceiro filho

O terceiro filho

Quando engravidamos do terceiro filho, o mais velho, em idade pré-escolar, e o segundo, até agora o mais novo, acham-se o centro do universo. Não sabemos que estamos grávidas até percebermos que aqueles 3Kg a mais não são graças ao apetite enorme que temos tido. Parecemos umas mortas-vivas, e aprendemos a dormir as sestas de olhos abertos durante as aulas de natação ou de ballet. Parece que estamos grávidas de 6 meses assim que acabamos de conceber. Só não estamos stressadas quando estamos a dormir. E, quando estamos a dormir, ressonamos.

Andamos com sacos de vómito na mala para sobreviver às más disposições da gravidez, e deitamo-los fora com as fraldas descartáveis. A nossa refeição principal é o almoço. Todas as outras são a correr ou não existem. Se os nossos filhos não comem salada nem vegetais, porque é que nós havemos de comer?

Nem sequer tentamos deixar de beber álcool, até insistimos num copo de vinho, mas sabe pessimamente, e enfrascamo-nos em baldes de leite com chocolate.

Compramos vitaminas no dia em que descobrimos que estamos grávidas, e esquecemo-nos de as tomar durante toda a gravidez. Redefinimos a palavra “eternidade” baseadas nas constantes perguntas do filho mais velho sobre se “é hoje que o bebé nasce?

Ninguém se dá ao trabalho de nos dar conselhos ou informações sobre bebés. Todos pensam que somos loucas ou irresponsáveis. E assumem que foi um acidente. Olham-nos de soslaio no supermercado quando nos veem com dois miúdos, mais um a caminho, 2 cachos de bananas e vários iogurtes. As pessoas fazem questão de nos contar as suas histórias sinistras sobre os filhos do meio que acabaram por se tornar psicopatas. Ou políticos. Vemos o Obstetra no dia do parto.

As amigas que já não vão ter mais filhos, já perderam peso, estão giras, com um ar descansado e relaxado. Podem sair à noite e ter vida social. Não sentem nada mais do que pena por nós.

Perguntam-nos, onde quer que vamos “É o primeiro?” Quando dizemos que é o terceiro, riem-se à gargalhada e vão-se embora.

Já não  temos nenhuma literatura de especialidade como tínhamos, e já não há dinheiro para pagar assinaturas. Folheamos diversas revistas  à espera de nos inspirarmos sobre o nome da criança. Tiramos o segundo filho da cama de grades num ápice, e treinamo-lo a largar as fraldas ainda antes de nascer o bebé. Se tudo correr mal, vamos a rapidamente comprar outra cama de grades.

Vamos desencantar fraldas de recém-nascido que tinham sobrado dos outros, e pomos junto ao berço. Está feito o quarto do bebé.

Olhamos para o enxoval do bebé, que já passou pelos irmãos, e embora coçadinho, vai ter de dar.  Instalamos uma TV no quarto dos miúdos. Nunca vão ter piercings antes dos 16 anos. A Dora e o Ruca estão por todo o lado….

O bebé nasce. E há-de ir para o infantário.

Este filho vai fazer-nos perceber a quantidade de amor de que um coração humano é capaz. Vamos olhar para os mais velhos com outros olhos, e perceber o doloroso que é estar longe deles. Vamos olhar para o nosso marido e ficar eternamente gratas por estes três maravilhosos filhos que ele nos deu, e desculpá-lo por (quase) tudo o resto. A nossa vida é agitada, confusa e barulhenta, alguns  gritos, frustrações e muito amor. Teremos muitos daqueles momentos de cortar a respiração, aquelas experiências únicas, aqueles dias fantásticos que fazem com que nunca nos venhamos  a arrepender das escolhas que fizemos.

 

(…continua…)

A derradeira verdade sobre ter um quarto filho

traduzido e adaptado com autorização por Up To Kids®,

artigo original de Shannon Meyerkort
@Scary Mommy

As mães estão de serviço 24h/dia, o que faz com que muitas das vezes, comecem a apresentar sinais de cansaço extremo. Esta situação, faz com que todas as teorias que tão arduamente tentamos pôr em prática diariamente, se dissipem num estalar de dedos, e comecemos  a aplicar métodos pouco ou nada pedagógicos (mas muito criativos) para alcançar o resultado que queremos, sem dramas, nem complicações.
Aqui fica uma lista das 20 mentiras mais usuais neste universo:

  • Diferente o teu peixinho? Como assim? Está exactamente igual, só se cresceu! 
  • A fada dos dentes não apareceu? Hum, se calhar teve muitas casas para ir e deixou algumas para o dia a seguir…. Vais ver que hoje aparece, deixa ficar o dente debaixo da almofada! 
  • Não é sopa de abóbora. É de cenoura!
  • O ipad está sem bateria.
  • Já não vendem pilhas para esse brinquedo, que pena. Mas ainda dá para brincar, agora só não faz a sirene de bombeiro!
  • O meu chocolate? Podem comer mas é picante. Quem quer?
  • No centro comercial:
    -Pronto, olha o segurança a falar no walkie talkie. Já chamou alguém para vos vir buscar. PAREM DE CORRER!
  • Hum, era óptima ideia fazer panquecas agora, mas não temos açúcar suficiente… fica para amanhã…
  • Se não arrumarem o quarto vou buscar um saco de plástico e dou os brinquedos todos aos pobrezinhos!
  • A auxilias Ana lá da escola telefona-me sempre que não comes o lanche todo.
  • Não se pode fazer barulho aqui, vejam ali escrito (e aponto para a primeira placa que aparece… só funciona até aos 5 anos!)
  • Claro que fui comprar os cromos, só que estavam esgotados. Agora só há na próxima semana.
  • Não tenho aqui moedas…
  • Deixa ver se o dente está quase a cair… juro que não vou fazer nada!
  • Eu sei que não lavaste os dentes, porque eu tenho um poder que deteta quando os meninos estão a mentir.
  • Quando mudamos de marca de iogurtes ou cereais:
    É impossível estar diferente. É exactamente a mesma coisa. Só mudaram o rótulo.
  • O Bobby foi para uma quinta de cães e agora é muito feliz lá!
  • Vou jantar fora mas não demoro nada… é possível que chegue antes de adormeceres, mas não fiques à espera! (- Dentro de poucos anos, são os meus filhos a dizer-me isto…)
  • Não tenhas medo eu estarei sempre aqui para te proteger. (… i wish)
  • Achas que eu te ia mentir? (Ups…esta é daquelas que… sem comentários…o karma vai usa-la contra mim!!! E os meus filhos também, muito brevemente!!!)

 

Tem mentiras(inhas) diferentes para nos contar? Deixe um comentário!

 

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Querida Mãe:

Eu já te vi por aí.

Eu vi-te a gritar com os teus filhos em público, vi-te a ignorá-los no parque, vi-te a levá-los à escola antes de teres tomado banho, e de calças de pijama por baixo do casaco.

Eu vi-te a implorares aos teus filhos, vi-te a suborná-los, e a ameaça-los.

Eu vi-te a gritar feita louca com o teu marido, com a tua mãe, e com o agente de polícia no cruzamento da escola.

Eu já te vi a correr com os miúdos de um lado para o outro, a sujares-te no parque e a praguejares em voz alta depois de bateres com o joelho na esquina da cadeira.
Eu vi-te a partilhares um leite achocolatado com um maníaco de 4 anos. Vi-te a limpar o nariz dos teus filhos com os dedos e a limpa-los na parte de trás das calças de ganga. Vi-te a correr com o teu bebé de 2 anos pendurado na dobra do teu braço, para apanhares a bola que está a fugir para a estrada.

Eu já te vi a ranger os dentes enquanto o teu filho gritava contigo porque não queria ir à aula de piano, à natação, ou ao treino de futebol. Eu vi-te a fechar os olhos e a respirar fundo depois de entornarem um copo de leite inteiro em cima. Vi-te a chorar desesperada enquanto tentavas tirar lápis de cera da tua melhor mala.

Eu já te vi na sala de espera do hospital. Eu vi-te no balcão da farmácia. Vi-te com o teu olhar cansado e assustado.

Eu não sei se tinhas planeado ser mãe ou não.

Se soubeste desde sempre que querias pôr crianças neste mundo, cuidar deles, ou se a maternidade te apareceu de surpresa.

Não sei se correspondeu às tuas expetativas, ou se passaste os primeiros tempos como mãe aterrorizada porque tinhas imaginado que sentirias o “amor materno” doutra forma.

Não sei se tiveste dificuldade em engravidar, se perdeste algum bebé, ou se tiveste algum parto traumático.

Nem sequer sei, se concebeste o teu filho no teu ventre, ou se o acolheste na tua família.

Mas eu conheço-te.

Eu sei que não alcançaste tudo o que querias na vida. Sei que há coisas que nunca soubeste que querias até teres filhos.

Eu sei que, às vezes, pensas que não estás a dar o teu máximo e que podias fazer melhor.

Eu sei que olhas para os teus filhos e te revês neles.

Eu sei que às vezes apetece-te atirar um candeeiro ao teu filho adolescente, e atirar o de 3 anos pela janela.

Eu sei que há noites que, depois de deitar os miúdos, estás tão exausta que só te apetece enrolares-te na cama a chorar.

Eu sei que há dias tão difíceis que só queres que acabem depressa. Depois, na hora de ir para a cama os teus filhos abraçam-te e enchem-te de beijinhos, e dizem o quanto gostam de ti e de repente querias que o dia durasse para sempre.

Mas nada dura para sempre.

Os dias terminam, e o dia a seguir é um novo desafio. Febres, desgostos amorosos, trabalhos da escola, novos amigos, novos animais de estimação e novas dúvidas. E todos os dias, fazes o que tens de fazer.

Vais trabalhar, ou ficas em casa pões o bebé no sling e ligas o aspirador. Ou vais até ao jardim passear com ele.

Largas tudo para moderar uma discussão sobre de quem é a vez de usar aquelas canetas especiais, para dar um beijinho ao óó da tua filha, ou para conversar sobre qual é a cor do batom que a mãe do Pinóquio usava.

Eu sei que fazes guerras de cocegas em castelos de lençóis, e que sabes de cor as histórias de, pelo menos, 8 livros infantis. Eu sei que danças de forma ridícula quando vocês estão sozinhos. E que inventam canções parvas sobre queijo, maus cheiros, ou ervilhas.

Eu sei que uma hora depois de deitares os teus filhos, largas o que estás a fazer e vais cortar as unhas do mais novo. Sei que paras de arrumar a cozinha, porque a tua filha te convidou para a festa de chá que está a fazer com as bonecas, e faz questão que lá estejas.

Eu sei o que custou tratares dos teus filhos quando tiveste aquela virose de 4 dias. Sei que comes os restos dos pratos deles, enquanto arrumas a cozinha.

Eu sei que não contavas com muitas destas coisas.

Sei que não antecipaste amar alguém tão intensamente, ou andar tão cansada, ou ser a mãe em que te vieste a tornar.

Pensavas que tinhas tudo planeado. Ou então, estavas perdida e aterrorizada. Ias contratar a babysitter perfeita. Ou ias deixar de trabalhar e aprender tudo sobre crianças.

Sei que não és a mãe perfeita. Por mais que tentes, e por mais que te esforces. Tu nunca serás a mãe perfeita.

E isso, provavelmente, vai perseguir-te. Ou se calhar fizeste as pazes com isso. Ou talvez nem nunca tenha sido um problema.

Eu sei que acreditas que independentemente do que fizeres, poderias ter feito sempre mais.

A realidade é outra.

Não interessa o pouco que fizeste, no fim do dia os teus filhos vão sempre amar-te. Vão continuar a rir para ti, e acreditar que tens poderes mágicos que podes curar quaisquer coisas.

Independentemente do que acontecer no trabalho, na escola, ou num grupo de amigos tu fazes sempre tudo o que está e não está ao teu alcance para garantir que no dia a seguir os teus filhos estarão tão felizes, saudáveis e espertos quanto é possível.

Há um velho ditado iídiche que diz: “Há um filho perfeito no mundo, e todas as mães o têm.”

Feliz ou infelizmente, não há pais perfeitos. Os teus filhos vão crescer determinados a ser diferentes de ti. Vão crescer com a certeza de que não vão pôr os seus filhos nas aulas de piano. De que vão ser mais brandos ou mais rigorosos. Ter mais filhos, ou  menos, ou não ter nenhum.

Um dia os teus filhos vão estar a correr como loucos na igreja, a portar-se pessimamente no restaurante a fazer caretas para o lado, e alguém vai passar e elogiar a tua família.

Uma certeza podes ter: não és perfeita!

E isso é bom. Porque na realidade, nem os teus filhos são perfeitos. E ninguém no mundo se preocupa mais com eles do que tu. Ninguém sabe porque é que eles estão a chorar senão tu, ninguém percebe as piadas deles melhor do que tu.

E já que ninguém é perfeito, tens de desempatar com 2 biliões de pessoas que estão em primeiro lugar “ex aequo” para concorrer à melhor mãe do mundo.

Parabéns melhor Mãe do Mundo. Tu não és perfeita. És mais que perfeita:

És tão boa mãe como o resto do mundo.

 

por Lea Grover em Becoming a super mommy
traduzido e adaptado por Up To Kids®

Nota: Todos os artigos traduzidos, adaptados e publicados pela Up To Kids®, obtiveram autorização prévia do autor e/ou foram comprados os direitos de publicação do mesmos.

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Embora não se saiba ainda claramente qual o mecanismo que leva a que uma criança tenha mais apetência para doces do que outras, sabe-se que assim que uma criança prova um alimento doce, retém uma memória desse paladar e busca-o em todos os alimentos a partir de então.

O açúcar faz falta e é essencial na nossa alimentação e na dos nossos pequenotes. Refiro-me aos açúcares presentes naturalmente nos alimentos, e não ao açúcar que existe nos frascos das nossas dispensas (a sacarose). Refiro-me à Glicose, rainha do nosso metabolismo. O nome Glicose vem do grego glykys (γλυκύς), que significa “doce”, mais o sufixo -ose, indicativo de açúcar. É responsável pela nossa energia além de ser precursora de outras moléculas importantes e essenciais à vida.

Estes açúcares naturais, denominados de oses, podem ser encontrados em quase todos os alimentos, por exemplo, no leite encontramos a lactose (..ose), na fruta encontramos a frutose (…ose), no pão encontramos o amido (..ose??) que será ao logo da digestão desdobrado em várias moléculas de glicose (Ah…. ose!!). Estes sim, são açúcares essenciais ao nosso corpo e deveriam ser estes os únicos açúcares na alimentação dos bebés e crianças.

E desengane-se se pensa que conhece bem todos os alimentos que oferece ao seu mais que tudo. Ler os rótulos hoje em dia é uma verdadeira acrobacia. Parece que as indústrias se uniram e criaram códigos perfeitamente indescodificáveis ao mais comum dos consumidores, leigos em literacia industrial. São “números E”, são aditivos, são conservantes, são estabilizantes e como se não lhes bastasse, ainda mascaram os açúcares com os seus nomes químicos que, de pouco ou nada, se parecem com alguma palavra comum. Faça um teste e consulte os ingredientes de alguns produtos nas prateleiras do seu frigorífico, ficará facilmente impressionado.

Eu encontrei melaço e glicose no meu molho inglês, lactose e dextrose no meu fiambre de peru, sacarose, frutose, xarope de glicose-frutose e amido modificado no meu Ketchup, levulose e dextrose e maltodextrinas nos meus enchidos (escolhidos a dedo com muitas reticências e com teores de gordura do mais em conta que pode existir), para não referir os cereais e sumos que são verdadeiras bombas. Doce em todo o lado! Keep it simple and organic.

Ser boa mãe não é conhecer estes malvados de cor e salteado, nem sequer saber onde os encontrar. É ter a genica de oferecer a maior variedade possível de alimentos puros ao seu mais que tudo. Mas se ainda assim quiser saber mais sobre os aditivos e os temíveis “E”, saiba que a Food Standards Agency (www.foof.gov.uk) tem uma publicação inteirinha à sua espera.

Os nossos conselhos para reduzir a ingestão de açúcares do seu pequenote e evitar o mecanismo da gula que daí advém, são:

 5 dicas para reduzir a ingestão de açúcares nos nossos filhos

• Reduzir ou eliminar o consumo de sumos industriais;

• Reduzir ou eliminar o consumo de produtos de elevada densidade energética;

• Reduzir ou eliminar snacks tipo barras de cereais;

• Reduzir ou eliminar consumo de molhos industrializados como ketchup, molhos de barbecue, entre outros;

• Reduzir ou eliminar sopas empacotadas, principalmente se o seu pequeno tesouro é ainda pequeno.

Comece por aqui que já é uma grande vitória.

É SEMPRE preferível oferecer às crianças sobremesas feitas de forma caseira sobretudo à base de frutos e tubérculos (naturalmente doces), em substituição do tradicional açúcar branco, chocolates, caramelos e outros alimentos artificialmente açucarados, para satisfazer os desejos de algo doce. Além destes não serem essenciais, trazem outras questões associadas nada benéficas, as cáries.

Garantir que tem sempre fruta à disposição ou uma sobremesa saudável e sem açúcar, para além de saciar o desejo por doces, vai numa fase posterior da vida, restringir muito o desejo por açúcar e o número de idas às pastelarias em busca de doces artificiais e prejudiciais.

Se pretender ajuda neste campo, saiba que a Bebé Gourmet oferece uma variedade de frutas frescas, frutas cozidas, sobremesas naturalmente doces (sem adição de açúcar) e até uma opção sem laticínios. Tudo isto, embalado com carinho e selado com saúde.

Ofereça saúde agora e no futuro ao seu bebé!

O dia do pai está mesmo à porta, e a Up To Lisbon Kids deixa-lhe umas sugestões originais para os seus filhos oferecerem neste dia.

Tentamos escolher artigos de vários géneros, para agradar a gregos e a tróianos. Vejamos se se identifica com algum!

1. Livro Pê de Pai. Afetividade e partilha. 4 a 6 anos. De Isabel Minhós Martins · Bernardo Carvalho. Editora Tangerina.

Este é um must have da literatura infantil, por isso se ainda não tem, aqui está a altura ideal para comprar.

Um pai é mesmo uma pessoa muito especial.
Capaz de se dobrar, desdobrar, encolher e esticar… um pai transforma-se, num passe de mágica, nos objetos mais incríveis. 
Ou será que nunca repararam nos pais transformados que andam por aí?
Pais-cabides, pais-ambulâncias, pais-aviões, pais-sofás, pais-escadotes, pais-travões…
Basta abrir os olhos e observar.
Um livro que olha de perto a relação de cumplicidade entre pai e filho. 
E que convida filhos e pais a descobrirem-se juntos ao virar de cada página.

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Onde comprar: Livrarias habituais. Preço apróx. 11.90€


2. Dominó, Jogo do Galo ou Jogo da memória personalizado.

A FunTiesStick cria jogos  didácticos personalizados, recorrendo a fotografias, imagens e texto. Escolha as fotos mais giras da família e crie o seu jogo personalizado! Pode também criar puzzles magnéticos a partir das suas fotos. Seja criativo!

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Onde Comprar: Fun Ties Stick. Preço (acessível na página)

3. Sacos para guardar sapatos

A MariaLimão criou estes  sacos giríssimos para guardar os sapatos do pai. Em que ocasião se usa? Sempre! Quando vai de viagem, quando vai fazer desporto, para guardar aquele par de sapatos extra no carro, ou até mesmo para guardar sapatos em casa.

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Onde Comprar: MariaLimão. Preço: 18€

4. Chocolates especiais para um Pai especial.

Se é um pai guloso, nada como receber um chocolatinho para animar o dia. Já agora, um personalisado, claro. A Hussel apresenta toda uma gama de chocolates com formas dedicadas aos pais, mas a minha preferida é a tablete de chocolate clássica, com um pormenor que a torna especial.
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Onde comprar: Lojas hussel | Preço 3.80€

5. Bases de copos personalizadas

Ora aqui está mais uma ideia simples e original. A Simply D (Design. Decoration. details. Delicious.) faz um desafio: Envie-nos o desenho dos seus filhos (digitalizado ou em fotografia), nós fazemos o resto. Também podemos colocar uma fotografia.
As dimensões são: Quadrado 10x10cm; Redondo diam. 10cm1898111_758256574198830_31530546_nOnde comprar: cmggg_deco@yahoo.com |  1 un/6€; 2 un/10€; 6 un/20€, a estes valores acrescem os portes de envio

 imagem da capa tirada de Pê de Pai.

E pensam vocês: mas quem é que sai de casa dos pais hoje em dia? Hummmm, em parte é pertinente, mas eu ainda tenho uma réstia de esperança que os meus filhos sairão de casa na idade certa: quando se sentirem preparados. E espero que não seja à Italiana, a viverem em casa da Mamma até depois dos 40 anos! (por mim seria um sonho, mãe galinha que sou, mas a eles não lhes acrescentaria nada…)

Quantas vezes em conversas dizemos a célebre frase “se eu soubesse o que sei hoje…” e fica o suspense no ar sobre, o que teríamos feito de diferente se já soubéssemos em jovens, o que viemos a aprender através de anos de experiência.
Foi exatamente esta reflexão que me fez pesquisar sobre o tema. O que é que enquanto pais, deixaríamos escrito aos nossos filhos rapazes, que lhes pudesse ser útil para o resto da vida. Em modo lista,  prático e sem mais palavras. Este foi o legado que reuni entre vários Pais, pelas mesmas ou por outras palavras, todos deixamos a mesma essência. Ficam as 15 coisas que devemos ensinar aos nossos filhos antes de saírem de casa:

As miúdas não são como as modelos da Victoria’s Secret.
São iguais aos rapazes mas normalmente mais sensíveis. Também ressonam, dão puns e têm muito trabalho para parecerem bonitas todos os dias (isso diz muito a respeito delas, não?).

Não acredites no que as mulheres dizem, acredita no que fazem.
Quando perguntares a uma miúda “O que é que tens?” e ela responder “Nada!”, está a mentir. Aprende a observar e compreender as miúdas. Só assim poderás conhecer verdadeiramente as mulheres.

Nunca comas a carne onde ganhas o pão. 
Quando dito assim, parece-te óbvio. Mas um dia vais ter uma colega que parece que foi contratada só para prejudicar o teu futuro. Esquece a conspiração, ela está lá para trabalhar, mas se te meteres com ela, provavelmente um dia, terás mesmo o teu futuro na empresa comprometido.

Aconteça o que acontecer, nunca batas numa mulher.
Não existe maior cobarde do que aquele que bate numa mulher. Serias capaz de bater na tua mãe? Uma mulher é uma mulher. Além do mais, um soco pode tirar a vida a outra pessoa, e um dia, essa pessoa podes ser tu.

Respeita as mulheres como respeitas a tua mãe. 
Não é aceitável, em ocasião nenhuma, acabar uma relação através de gadgets. E isto é só um exemplo do que não podes fazer.

Nunca julgues uma mulher de uma “one night stand”.
Ela pode estar só a agir como tu.

Quando te partirem o coração, e isso vai acontecer um dia, vais esquecê-la mais depressa do que pensas.
E vais sobreviver…

Nunca uses a palavra gay de forma pejorativa.
Faz de ti um ignorante.

Usa sempre preservativos. Podem salvar-te a vida. 

Quando deres por ti a dizer a alguém que estás bem para conduzir, é porque não estás.
Todo o dinheiro que irás gastar em táxis e multas de estacionamento ao longo da tua vida, é muito menos valioso do que a própria vida (a tua, ou das pessoas que estão contigo).

Quando cometeres um erro, assume-o.
Errar é humano. Vais ficar, SEMPRE, mais bem visto, do que se fores apanhado a disfarçar as tuas próprias asneiras.

Escolhe bem a mãe dos teus filhos.
Antes de pores crianças no mundo pensa bem que tipo de relação tens com a futura mãe dos teus filhos. Tenta imaginar como seria em caso de ruptura. Se achas que se transformaria numa personagem assustadora de filmes de terror, e usaria as crianças e um par de botas para te estragar a vida, se calhar, essa mulher não é a pessoa que procuras para mãe dos teus filhos.

Sê tu mesmo. Ouve os outros mas decide por ti.
As tuas opções só te dizem respeito a ti. Não deixes que julgamentos alheios interfiram com a tua forma de viver ou de pensar. Ser diferente é um conceito que se perde consoante o ponto de vista de uma pessoa.

E por fim, mas igualmente importante,  a  roupa branca só se lava com roupa branca, e NUNCA cozinhes fritos de tronco nu!

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Quantas vezes pensamos que não somos os pais ideais, que se tivéssemos mais tempo, se não tivéssemos que trabalhar tanto, tudo seria mais simples?

Teríamos mais tempo para estar com os nossos filhos, para lhes dar mais atenção, para simplesmente brincar com eles.

E quantas vezes pensamos que já não aguentamos os miúdos, estão sempre a portar-se mal, a desobedecer, a testar os limites, a recusar fazer os trabalhos, a amuar, a fazer birras, a ter más notas, etc, etc, etc?

E quantas vezes já parámos para pensar que os nossos filhos seguem o nosso exemplo, aprendem por modelagem e imitação?

Se pensarmos nisto, chegamos a uma conclusão: os nossos filhos transformam-se no espelho de nós próprios…

São desatentos ou desconcentrados, pois são. E nós, damo-lhes a atenção devida?

São muito agitados, não param quietos. Pois não. E nós, paramos para estar com eles tempo de valor?

São malcriados, respondem mal, não obedecem às nossas ordens. Pois… E nós, respondemos sempre num tom de voz calmo, cumprimos as promessas que lhes fazemos, ou simplesmente cedemos a um pedido simples, como contar uma história antes de dormir?

Às vezes até o fazemos, mas é sempre tudo tão rápido, que mal damos pelo tempo em que estamos com eles, provavelmente nem nos damos conta, mas foram cinco minutos de uma história corrida, lida num livro que já tem as folhas rasgadas, às vezes não lhes mostramos sequer as imagens (para não perder tempo!!) e não damos aso a que imaginem, que puxem pela criatividade, que sonhem, e que sobretudo interajam em amor connosco.

Estes factores interferem em diversos campos da vida, não só na vida das nossas crianças, como nas nossas próprias vidas.

E é esta a nossa vida. Será que é assim que a queremos viver? Será que nós podemos fazer alguma coisa para modificar este ciclo vicioso?

E a resposta é: Sim, podemos.

Se pararmos para pensar nestas situações, durante cinco minutos, tudo nos faz sentido. Se estamos todos interligados, mas estivermos todos em sintonia, então, sim, é possível mudar tudo.

Esta semana proponho uma actividade muito simples: fazer uma lista (por escrito) de todas as coisas boas pelas quais estamos agradecidos na nossa vida. Podemos agradecer pela família, por termos saúde, emprego, ou pelo carro, pela casa, pela comida. O que quisermos, somos livres de estarmos felizes pelo que quisermos.

Vamos sugerir aos nossos filhos que o façam também, ou que o digam. Que pensem em coisas que os fazem sentir-se bem no dia-a-dia.

Podemos depois pendurar, por exemplo no frigorífico, as nossas listas, e vamos seleccionando, um dia de cada vez, uma coisa que queremos fazer e que nos faz sentir bem. Cada um escolhe a sua (dentro dos padrões possíveis, obviamente).

Façamos isto todos os dias, e quando não é possível, prometemos uns aos outros que vamos fazer no fim de semana.

O objectivo é celebrarmos diariamente as coisas boas da nossa vida. Podemos ir comer um gelado, ou ver um filme há muito prometido, ou dançar um pouco, ou brincar àquela brincadeira especial, ou encher a casa de flores, ou estar com um amigo que não vemos há muito tempo…

Proponho isto, e posso com alegria dizer que já o fiz. Agradeci por 50 coisas na minha vida, e muito mais conseguiria fazer. Durante 50 dias senti-me no auge da felicidade. O amor retorna sempre, quando estamos de coração aberto.

Uma boa semana!

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Já agradeceste hoje, pela a sorte que tens?

Embora os meus filhos já não liguem a Legos grandes, tipo Megablocks, eu considero um brinquedo giro, didático, e que desenvolve diferentes competências nas crianças,  desde a criatividade à organização espacial. Tenho pena que deixem de fazer construções intermináveis nos quartos, e que abandonem um brinquedo que tanto prezo.

Por isso, resolvi fazer uma pesquisa na internet, para descobrir como as outras mães estavam a reciclar legos. E descobri esta ideia maravilhosa, e aplicável a várias idades.

 Vai precisar:

-Legos Duplos, ou Megablocks;
-Etiquetas brancas de vários tamanhos (compre duas caixas pelo menos);
-Marcadores pretos ou de cores;
Em conjunto com os seus filhos, cole etiquetas na parte lateral das peças (basta apenas de um lado, mas se fizer dos dois fica mais fácil para brincarem)

Nas peças individuais vamos criar um jogo de uma letra por peça, para os mais pequeninos começarem a criar palavras. Para facilitar pode juntar algumas letras como o ch, lh ou ss, na mesma peça.

letras

Para este jogo se tornar mais interessante, desenhe, recorte ou tire da Internet imagens das palavras possíveis de formar. Assim, se tiver filhos de 4 ou 5 anos, tentam construir as palavras pelo som.

Nas restantes peças, vamos escrever uma palavra por peça. Quanto maior a peça maior a palavra. Peça aos seus filhos mais velhos para participarem nesta atividade, não só na colagem dos autocolantes, como na escolha das palavras.

Agora, cada um irá criar a sua história. Vamos descobrir que é o mais criativo e o mais divertido nesta junção de palavras. A diversão é garantida, e fica um jogo para entreter os miúdos, ou para fazer em família.

As regras são fáceis de criar. O objetivo é criar frases, contar histórias, e “pensar fora da caixa”!

fonte Filth Wizardry