6 dicas para ensinar as crianças a serem organizadas

Não precisa gastar muito dinheiro. Use a imaginação. Ferramentas simples são suficientes para garantir uma boa organização. Algumas funcionam tão bem como as mais sofisticadas e dispendiosas.
Arrumar o próprio quarto, por exemplo, e ter algumas tarefas regulares, são a melhor forma de introduzir a organização na vida de uma criança – um grande desafio para todos os educadores.
Se os pais não forem organizados, dificilmente serão os filhos.

Exemplo é a chave do sucesso: os pais são um espelho para os filhos.

Preste atenção e pondere seguir as seguintes dicas:

1. Um calendário familiar

Se for grande tanto melhor. Fixe-o na parede lá de casa, num local de fácil acesso. Organize o calendário de acordo com o agregado familiar, os compromissos pessoais, profissionais e escolares. As atividades a desenvolver em conjunto e em particular: a hora das refeições, da higiene, das tarefas de casa, de brincar, etc.

Convém estabelecer rotinas diárias.

Se o fizer tornar-se-á mais fácil ensinar a criança a ser organizada em casa e na escola, aumentando, assim, as probabilidades de enfrentar com sucesso o mundo quando for adulta. Uma criança organizada tenderá a ter uma carreira profissional mais bem sucedida, através do cumprimento de metas e objetivos a atingir desde os primeiros anos de vida.

O processo será mais fácil se usar um marcador de cor diferente para cada membro da família. Viver num ambiente organizado é fundamental para o bom desenvolvimento do raciocínio lógico da criança. Delegue competências, seguindo o princípio, segundo o qual, em casa todos ajudam.
Atenção, não a force a executar tarefas para as quais ainda não está preparada – o não cumprimento com sucesso de algumas responsabilidades pode provocar o sentimento de frustração e insegurança. O excesso de ordem pode, também, potenciar a procura obsessiva da perfeição e originar problemas a médio/longo prazo.

2. Lista de verificação visual

Dê-lhe as ferramentas certas para a organização. Em vez de palavras, por que não fotografias? Normalmente, as crianças são mais seduzidas por aquilo que veem em vez de aquilo que leem. E costuma ser menos stressante. As rotinas podem ser olhadas de forma divertida.

Use, por exemplo, fotos para ilustrar a lista de tarefas a executar. Seja criativo. Organize a rotina matinal por fotografias: fotos a sair da cama; escovar os dentes; vestir-se; pentear o cabelo e tomar o pequeno-almoço.

A lista de verificação visual é particularmente importante para as crianças mais pequenas que ainda não sabem ler e para as que apresentam problemas de aprendizagem e atenção. Verá que pouco tempo depois cumprirão todas as tarefas de forma intuitiva.

À medida que a criança vai crescendo comece a dar-lhe liberdade para cumprir as tarefas de forma independente, aumentando, assim, lentamente os níveis de responsabilidade.

Aos 8 anos a criança já deverá ser capaz de fazer tudo sozinha, ainda que nem sempre da forma mais eficaz. Organização e disciplina são conceitos essenciais para qualquer pessoa. Sempre que realizar uma tarefa sozinha não deixe de elogiar e, em alguns casos específicos, ofereça uma recompensa. O reforço positivo vai potenciar o aumento da confiança e da autoestima da criança.

3. Um relógio analógico

Ensine a importância do tempo. Um relógio pode ajudar as crianças a se situarem mais facilmente no tempo e no espaço. Permite, também observar como o tempo pode ser dividido em partes. Quantos minutos passaram e quantos restam. Considere a compra de quatro cores de papel celofane.
Divida o mostrador do relógio em blocos de 15 minutos e coloque celofane de cor diferente em cada uma dessas partes.
Esta estratégia permitirá à criança acompanhar com maior facilidade a passagem do tempo até que aprenda a ver as horas com normalidade, algo fundamental para saber como se organizar.

4. Um organizador de material

Um canto de estudo organizado é fundamental para que não sucedam as habituais distrações. Em vez de deixar o material escolar espalhado pela casa, guarde-o num local próprio, por exemplo, dentro de uma caixa facilmente transportável. Ensine a criança a organizar o material (lápis, marcadores, tesoura e cola) de uma forma funcional. Há caixas de brinquedos com alças que podem servir para armazenar e transportar todo o material escolar.

5. Dossiers/pastas coloridas

Pastas organizadas por cores costumam facilitar a vida dos alunos. Por exemplo, use uma determinada cor para colocar os papéis que precisam viajar com regularidade de casa para a escola e vice-versa, por exemplo, os trabalhos de casa. Escolha outra cor para os papéis que podem voltar para casa e não precisam de ser devolvidos.
E ainda outra cor para os trabalhos que precisam de ser acompanhados pelos pais e logo depois devolvidos à escola.

6. Caixas como portfólio

Caixas variadas são uma ótima solução para economia de espaço, num quarto de uma criança. Empilham-se facilmente uma em cima de outra e podem ser decoradas e rotuladas conforme o gosto de cada criança. Use-as, por exemplo, para guardar desenhos e outros materiais de forma cómoda e eficaz. Experimente utilizar, também, caixas transparentes com tampa, para que, de uma maneira simples e rápida, a criança consiga aceder aos brinquedos favoritos.

A rotina é essencial para um adormecer e um sono mais tranquilo

Eu sou uma pessoa de rotinas. Ajudam-me a organizar, embora não ache que seja demasiado rígida ou inflexível. Mas acredito que para as crianças a rotina não é só uma questão de gosto ou preferência, é uma questão de equilíbrio mental e emocional. Faz com que se sintam protegidas e ajuda a reduzir a ansiedade.

Nós, cá em casa, tentamos cumprir uma rotina de hora de ir para a cama. Nada muito rígido ou inflexível, apenas uma forma de acalmar os ânimos de modo a que adormeçam com mais facilidade. E consequentemente, tenham um sono mais tranquilo. Gostamos de contar / ouvir uma história antes de adormecer. Não fazemos isto como obrigação, mas como um ritual. Desde o escolher da história, que normalmente fica ao critério dos meus filhos até à forma que encontramos de nos encaixarmos os quatro no sofá de modo a que estejamos todos confortáveis até à escolha de quem é o contador de serviço.

Normalmente essa tarefa cabe-me a mim (por razões óbvias) ou à minha filha mais velha que já é uma leitora autónoma e tem muito prazer em contar a história. O meu filho mais novo está agora a começar a ler as primeiras palavras por isso gosta que leiam para ele. O pai diz que é melhor ouvinte do que contador! No entanto, não utilizo a história como obrigação antes de dormir. É um prazer ou um privilégio que lhes proporciono nesse momento como outros noutros momentos do dia.

Às vezes, há crianças com alguma dificuldade na hora de ir dormir.

O livro acaba por ser uma boa estratégia para acalmar estes momentos que podem gerar mais stress ou conflitos.

Não encarar a história como uma obrigação ou não a ligar diretamente à hora de deitar é uma boa opção.

Como abordar a questão da hora de ir para a cama?

Em vez de “está na hora de ouvir a história porque tens que ir para a cama”, experimente: “vai escolher qual é a história que gostarias de ouvir hoje”. Ou “posso escolher uma história para me contares?”.

Fazer da hora da história um momento prazeroso para pais e filhos (por isso pais, nada de bufar ou refilar na hora de contar a história) e depois, com os ânimos mais calmos, encaminhar para a hora de dormir.

O sítio onde se conta a história também tem muita importância. Há famílias que preferem contar com a criança já deitada na cama, outras no sofá… enfim, onde quiserem. É preciso é que estejam todos descontraídos, confortáveis e dispostos a desfrutar deste momento que se quer divertido, relaxante e, sobretudo, de conexão e afetividade.

Por agora só me resta desejar boa noite e bons sonhos…

Há dias em que nem os sorrisos dos filhos nos salvam.

Tecnicamente estou acordada desde as duas da madrugada.

O mais novo, como quase sempre, acordou a chorar e, como quase sempre, acordou a irmã e, como quase sempre, foram os dois para a nossa cama. O circo estava montado.

Ele vira-se de cabeça para baixo, destapa-se, deita-se em cima do pai, puxa os cabelos à irmã, nós vamos acordando e adormecendo, sem coragem para ir vendo que horas são. Resmungamos, ralhamos, batemos com a cabeça na parede. Ela tosse, eu levanto-me e dou-lhe xarope, ela continua a tossir, o pai levanta-se e volta a dar-lhe xarope. Estamos a ficar malucos. A tosse acalmou. Passo a noite toda destapada, desisti de lutar por um pedaço do edredão.

O despertador toca às seis horas e quinze minutos, desligo-o e deixo-me ficar até sentir os pés do meu marido a expulsar-me da cama. Tenho frio. Levanto-me, meto o café a fazer, enfio-me no banho, visto-me, o meu marido faz o pequeno-almoço, tomamos o pequeno-almoço sentados no sofá, enquanto vemos as notícias. Os pequenos demónios ainda dormem. E eu com uma dor de cabeça a querer rebentar. Já passa das sete horas, caraças, está na hora de irmos acorda-los.

Damos o leite, vestimos, lavamos a cara e os dentes, o pai penteia, eu faço o totó, tudo a passo de caracol. “Mãe, o que é que eu levo para comer na escola?”, vestimos os casacos, metemos os gorros na cabeça, “Está de noite, mãe?”, “Não está de noite, é o nevoeiro.” Dói-me cada vez mais a cabeça. Quando nos sentamos no carro e respiramos fundo já são oito e dez.

Adeus mãe, bom trabalho!”, “Boa escola, meus amores.” Beijos e sorrisos, até parece que dormiram a noite toda.

Chego ao terminal dos barcos e apetece-me cortar os pulsos. Centenas de pessoas do lado de fora dos torniquetes, é o nevoeiro, são os barcos suprimidos, é a porra de um gajo bipolar que manda naquela porcaria toda. Junto-me à multidão. Tomo um comprimido para a dor de cabeça. Há um homem que fuma no meio das pessoas, filho da mãe. Tomo mais um comprimido para a dor de cabeça, que o dia ainda não começou. Os torniquetes abrem, as pessoas empurram-se, pisam-se, ninguém quer ficar de fora. Os carneiros, como dizia alguém um dia destes: “Somos todos uns carneiros”. Que se lixe. Junto-me à carneirada, não me posso atrasar mais.

O barco atraca em Lisboa e vou a correr para o metro. Faltam nove minutos para o próximo metro, em hora de ponta nove minutos são uma eternidade, outro bipolar a mandar nesta porcaria. Mudo da linha azul para a linha verde. É a pior linha de todas, juro, as pessoas cheiram a areia de gato com uma semana misturado com óleo de fritar chamuças. Consigo sentar-me e tenho à minha frente dois homens saídos do “Feios, Porcos e Maus”, não sei a que cheiram, mas envolve vinho e apetece-me vomitar, levanto-me e vou em pé, com o lenço a tapar-me o nariz. Respiro o menos possível.

Chego ao destino, lembro-me para onde vou e apetece-me fazer todo o caminho de volta para casa. Arrasto-me, pico o ponto, sento-me ao computador e finjo que vou fazer alguma coisa que gosto.

Há dias em que nem os sorrisos dos filhos nos salvam.

 

Estes adultos estão loucos

Ainda não percebi bem o que querem de mim…
Enquanto sou bebé, passo 8 ou 9 horas por dia na creche, até que a minha mãe ou o meu pai, me venham buscar.
Chego a casa cansado como os meus pais, cansados, olham para mim, dizem blá-blá-blá, eu rio-me, eles também e vou para cama.
Ando assim 5 ou 6 anos.

Depois entro na escola.
Entro logo de manhã, às vezes debaixo de chuva, vento e muito frio e estou dentro da escola, 6 ou 7 horas, até que a minha mãe ou pai me venha buscar.
Em casa, faço os TPC’s, com a ajuda possível dos meus pais, que estão cansados, frustrados, revoltados com o trabalho, que mal dá salário para vivermos com dignidade, até que chega a hora do jantar, feito pela minha mãe.
Depois olham para mim, com os olhos cansados, mas ainda com energia para dizerem blá-blá-blá. Eu ainda me rio, eles também, lavo os dentes e vou para a cama.
Ando assim mais 4 anos.

Entro na escola secundária. Tenho muitos professores e muitas disciplinas. Fico lá 6 ou 7 horas, até tocar para a saída.
Nos primeiros tempos ainda espero pelo meu pai (é ele que tem o carro), e vou para casa. Mas, alguns 3 ou 4 anos depois, já vou sozinho para casa. Apanho os transportes públicos, cheios de adultos que até me pisam para entrarem primeiro que eu, mostro o “passe” e chego a casa. Cansado!
Beijo o meu pai, também cansado, Beijo a minha mãe na cozinha, também cansada, e tento fazer os TPC’s. Por vezes adormeço. Muitas vezes não consigo fazê-los. E então já sei que os professores vão escrever um “recado” ao meu pai. E depois vou ser castigado. Mesmo que esteja cansado!
No dia seguinte, o professor grita comigo e pergunta se os meus pais não têm tempo para me dar educação.

Eu não respondo, mas apetece-me!
Alguns dos meus colegas, respondem!
E os professores dizem que não são educadores. Que os educadores devem ser os pais.
Só que os professores estão comigo 7 horas por dia, se não faltarem às aulas.
Os meus pais, estão comigo, talvez, 2 ou 3 horas por dia, o resto é para comer e dormir.

Fico a pensar, quem é que me pode educar?
Acho que os adultos estão loucos!
Vou começar a fazer birra!
Talvez me olhem de outra maneira…
Acho que vou começar a fumar nas traseiras da escola. Está lá a malta da turma.
Eles até não se importam de “partilhar aqueles cigarros que eles próprios fazem”. Eles dizem que aquilo é um paraíso.
Talvez experimente.
Os professores não vão dizer nada porque não são meus educadores.
Os meus pais não vão dizer nada porque na escola ninguém tem obrigação de me vigiar e em casa os meus pais estão cansados e só estão comigo (acordados) 2 ou 3 horas.

Os adultos dizem que eu sou mal educado mas não é verdade, eu não tenho educação nenhuma mesmo.
Porquê?
Porque os adultos não têm tempo!
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NOTA:
Não tenho nada contra os Pais ou os Professores, mas tenho contra esta Sociedade desequilibrada!
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Por João Pessoa publicado em Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos

LER MAIS TARDE…

Nunca tivemos uma geração tão triste

A triste geração que virou escrava da própria carreira

Geração Inabilitada

 

Eu amo de morte os meus filhos. Pronto, já disse. Amo-os mais do que a própria vida, e não imagino a minha vida sem eles.

No entanto…

Há uma coisa que não amo: ir deitá-los. Odeio deitar os meus filhos.

Uma amiga minha adora deitar os filhos. Fica ansiosa por aconchega-los na cama todos os dias. (Nem sei porque é que ainda sou amiga dela. Ela faz-me sentir mal comigo própria.)

Serei uma má mãe porque a partir da 19h controlo as horas como um falcão, até ao ponto de sentir o coração a saltar-me do peito de ansiedade por antecipação?

Desde o momento em que acordo de manhã, até à hora em que vou deitar os meus filhos, eu trabalho que nem uma moura. Faço de serviço de despertar, cozinheira particular, controladora de tempo, limpo de rabos, árbitro, motorista, terapeuta, senhora de limpeza, vendedora de roupas, comerciante, directora de actividades, líder de circo, sargento zero, guardanapo tamanho humano, consultora de moda, enfermeira, companheira de brincadeiras, alpinista profissional (figurativamente, não literalmente) mulher de todos os ofícios e mestre em NENHUM.

Espero um prémio por realizar todos estes afazeres sem qualquer agradecimento? Não. Eu só quero uma pausa de 15 minutos. Uma pausa mesmo. Não daquelas que me fecho na casa de banho e finjo que estou com uma dor de barriga (que não estou) enquanto eles batem à porta como se não houvesse amanha e a perguntam repetidamente o que estou a fazer porque estou a demorar uma eternidade (Not! passou 1 minuto), e porque é que não podem assistir.

Eu sei que muitas mãe me estão a julgar e a pensar que sou uma mãe desnaturada porque em vez de ler mais um livro antes de deitar os meus filhos, preferia sentar-me às escuras na sala com um copo de vinho na mão a tentar perceber, o que raio aconteceu ao meu dia… outra vez.

A rotina da hora de ir para a cama em minha casa é a seguinte: leio pelo menos 3 livros para cada um dos meus filhos (escolhem sempre as histórias mais longas), supervisiono o processo de escovagem dos dentes (onde nunca há espaço para todos em simultâneo no lavatório e cospem sempre ao mesmo tempo, dando origem a discussão) e escolto pessoalmente cada um dos meus filhos para os seus quartos separados, enquanto acalmo as birras e explico que a hora de ir para a cama não é negociável. Esta é uma batalha que nunca ganham.

Porque é que tenho de reviver diariamente esta sequência de acontecimentos que não é agradável? Não podemos aprender com o que aconteceu no dia anterior e simplesmente concordar que todos beneficiamos se fizermos uma auto-reflexão real relativamente ao comportamento antes da hora de ir dormir?

Quando já estão nos seus quartos eu tenho de “tirar” os pesadelos e monstros dos seus pensamentos (uma série intensa de acontecimentos que envolve eu convence-los de que tenho um qualquer poder mágico para fazer desaparecer os medos de cada um). Depois vou entalar-lhes os lençóis para ficarem bem apertados, dou-lhes mais de 27 abraços e beijinhos, segredo-lhes o quanto gosto deles ao ouvido, e depois tento sair à francesa, de costas pé ante pé, na esperança que este tenha sido o último contacto da noite. Mas incrivelmente, mal ponho um pé fora do quarto, as minhas duas filhas, como um relógio, têm uma epifania: “Mãe, esqueci-me de contar uma coisa muito importante!

E começa; é um ping pong em que eu sou a bola e ando de quarto em quarto, enquanto me imagino a saltar de um precipício enquanto grito: “DURMAM JAAAAÁ!”

A sério, estou farta e cansada. Apetece-me gritar. Preciso de gritar. Não o faço, claro, depois finalmente adormecem.

Nas duas horas seguintes antes de me ir deitar faço os lanches para o dia a seguir, certifico-me de que as calças de neve estão penduradas para não irem húmidas para a escola (que nunca estão), assino circulares de permissões para tudo, e tento beber a quantidade certa de vinho, para não ter dores de cabeça de manhã, mas para não me preocupar obsessivamente com o facto de que um dia eles vão crescer e eu sei que sentirei imensa falta da nossa rotina de ir dormir.

Conhecida actualmente como a tempestade que me atormenta noite após noite.

Por Jill Veldhouse, publicado em Scary Mommy

5 Dicas para acabar com as guerras às refeições

Os momentos das “grandes” refeições são óptimos para a criança ter os pais à sua volta, atentos, focados e preocupados. E estes momentos às vezes são tão raros! É por isso que tantos pais têm dificuldades com a alimentação dos filhos. Estes, precisam de sentir que têm algum controlo para acalmar a insegurança provocada pelo desejo de conquistar mais independência. Nada melhor do que ser “um pisco” a comer para manter os pais em alerta e poder exercer esta certa forma de “poder”.

Como ultrapassar?

  1. Tão simples e tão difícil como: “Quer comer? come. Não quer? Não come.” 
    Chegou o momento de ter coragem para se libertar daquela vozinha interior que lhe diz “mas ele/a tem que comer, se não, vai ficar magrinho/a e frágil e vai adoecer e…, e….., e…..”. Estes pensamentos insistentes, não passam de crenças enraizadas que nos levam a sentir medo, sem um verdadeiro fundamento. O primeiro passo é sem dúvida, não obrigar o seu filho a comer. Se a resistência a comer é uma forma de oposição e luta pelo poder, assim que deixar de ser uma obrigação, a “guerra” deixa de fazer sentido. Salvaguardando alguns casos que ultrapassam a “normalidade” (e esses casos devem ser devidamente avaliados e acompanhados clinicamente), a verdade é que qualquer criança vai comer exactamente o necessário para estar bem e saciar a sua fome. O meu lema é sempre: “comer tem que ser mais importante para a criança do que para os seus pais”. Quando os pais ficam muito ansiosos com a alimentação de um filho, invertem-se as prioridades. Para os pais, a prioridade é fazer a criança comer. Para a criança, a prioridade é sentir-se em controlo da situação (claro que não é uma questão consciente para ela). O papel do seu filho é o de comer porque precisa e, porque tem fome. O papel dos pais é o de providenciar as condições para que isso aconteça. O cenário ideal é que ambos colaborem para que tudo se desenrole de forma tão saudável, quanto agradável.
  2. Mude a forma de comunicação à mesa. 
    Acabe com as ameaças do tipo “vais ficar doente”. Acabe com as insistências do tipo “come mais um pouquinho”, “come a carne” ou “come os legumes”. Todos os temas e conversas são válidos durante os momentos de refeição (de preferência divertidos) desde que não se toque no assunto “filho não estás a comer nada de jeito”. Nos primeiros dias deixe que o seu filho se surpreenda com a falta de atenção que o “não comer” desperta.  Já quando acontecer o contrário, e o seu filho começar a comer mais do que o habitual, então aí sim, será interessante reforçar com um “estás a gostar?”, “ficou saboroso?” ou “parece que estavas mesmo com fome…”. Numa fase inicial, pretende que a criança desbloqueie a resistência a comer. Por isso, deixe as aprendizagens de “boas maneiras” para quando esta etapa estiver ultrapassada.
  3. Tenha em consideração os gostos do seu filho
    Pense nas coisas que não gosta de comer… Quando vai a um restaurante é isso que pede? Como seria se alguém o forçasse a comê-las? As crianças estão numa fase em que ainda estão a explorar sabores e para o fazerem de forma mais aberta e ousada, é importante que sintam que o estão a fazer porque querem. Isso vai dar-lhes mais segurança para arriscarem novos sabores. Importa sim, na medida do possível, manter uma alimentação saudável e variada. Mas essa aprendizagem virá do exemplo que houver em casa e não de obrigarmos os nossos  filhos a comer algo que não gostam.
    A minha filha, como tantas outras crianças, avalia se gosta ou não de um alimento por “olhómetro” e, só depois de passar neste primeiro teste, segue para a prova efectiva. Devo confessar que esta é uma insistência da qual ainda não me consegui libertar. Por vezes, lá dou comigo a suplicar “prova só um bocadinho… vais gostar…” e a insistir “já sabes que se não gostares, não tens que comer…”. Às vezes, por “caridade”, lá me faz o “favor”. Mas a verdade é que, quando me sento distraída a saborear qualquer coisa e me esqueço de lhe perguntar se quer provar, ela fica curiosa, aproxima-se, observa e pede para eu lhe dar um bocadinho. Foi assim que, só a titulo de exemplo, começou a comer os pêssegos com a casca (porque é assim que eu os como) e provou bolinhos de gengibre, canela e limão (que detestou claro).
    Ainda relativamente ao “gosto” e “não gosto”, é fundamental neste processo que não haja substituição do almoço e jantar por “guloseimas” como biberão, bolachas, iogurtes, etc. Essas substituições vão ter um efeito contraproducente e levarão a criança a adquirir maus hábitos alimentares. Evite também que a criança coma outras coisas antes da hora da refeição, vai reduzir-lhe o apetite e a vontade de experimentar outros sabores. Ter realmente fome quando chega a hora de comer é fundamental para que as coisas corram bem.
  4. Ajude o seu filho a desenvolver outras áreas de poder
    Se o seu filho está a sentir necessidade de se afirmar e estabelecer a sua posição na estrutura familiar, então ajude-o a passar por essa etapa de forma saudável. Incluí-lo em todo o processo que envolva a refeição vai valorizá-lo. Ajudar a pôr a mesa, escolher o prato que quer usar (quando existem vários disponíveis), dar-lhe a hipótese de escolher entre vários alimentos (sem exageros), são alguns exemplos. Envolvê-lo na compra dos ingredientes também resulta muito bem. Posso partilhar por exemplo, que as melhores sopas que a minha filha comeu até hoje foram sem dúvida aquelas em que ela é que escolheu as cebolas e as batatas. Parece que, como que por magia, isso lhes confere um sabor especial. Por outro lado, quando percebi que a A. não gostava da sopa com muita cenoura, fiz questão de lhe dizer “já vi que não gostas que eu ponha muita cenoura na sopa”. Desde então, quando me vê a fazer sopa ou quando a sirvo, pergunta-me sempre “tem muita cenoura, mãe?” e gosta de me ouvir responder “não, só um bocadinho. Porque tu não gostas quando ponho muita”. Isto fá-la sentir que o gosto dela foi tido em consideração no planeamento e na preparação do jantar.
  5. Aceite que o caos pode ser desejável, e assim, preserve a sua sanidade mental.
    Se queremos verdadeiramente desbloquear certos comportamentos nos nossos filhos, então é fundamental que possamos olhar também para nós e para as emoções e dificuldades que trazemos à situação. Tente perceber como se sente nos momentos da refeição. Tente perceber se de alguma forma, não existe também da sua parte alguma necessidade de controlo e poder. Se assim for, corre o risco de cair em braços de ferro sem sentido, em que todos ficam necessariamente a perder.
    Lembre-se que insistência gera resistência, que gera mais insistência, e segue em crescendo.
    É difícil para si ouvir o NÃO do seu filho? Aceite-se como é e reconheça as suas próprias dificuldades. Depois, respire fundo. Muitas vezes e muito profundamente. É um primeiro passo e, acredite, vai ajudar muito!
    É difícil para si ver a sua casa num pequeno caos? Acredite que no inicio, quando a criança é mais pequena, uma cozinha muito suja depois da refeição, é muito bom sinal. É sinal de que o seu filho está a explorar e autonomizar-se. Acredite que limpar uma cozinha (vezes e vezes sem conta) é bem mais fácil do que lidar com a dependência (fora de horas) do seu filho. Claro que estamos a falar de situações em que a criança explora, tenta fazer coisas novas e comer sozinha. Quando o comportamento vai para além disso, então é importante estabelecer algumas regras. Mas atenção, porque é preciso saber medir muito bem esta avaliação. Lembre-se que é normal para uma criança (que está ainda a ganhar noção do seu corpo e do espaço) derrubar acidentalmente o copo, o prato ou outras coisas, e é importante que não se sinta punida por isso. Aceite que para o seu filho, crescer sujando é mais importante do que estar sempre limpinho e com medo de fazer novas conquistas! Hoje pagará o preço de ter a casa num pequeno caos. No futuro, ganha em ter um filho autónomo, com uma boa auto-estima e seguramente mais feliz.

Agora, é avançar com segurança e determinação.

Se está efectivamente a pensar implementar um novo sistema, fale disso com a sua família. Explique apenas que o mais importante é que se sintam todos bem e que os momentos de refeição possam ser de alegria. Acima de tudo, confie nas suas escolhas e lembre-se que vai precisar de calma e paciência. Será uma conquista gradual para pais e filhos mas, sem dúvida uma que irá beneficiar toda a família num futuro próximo, quando começarem a ter momentos agradáveis de refeição em família, cheios de respeito, cumplicidade e muitos sorrisos.

Marie Kondo – Destralhe o seu armário

Todos nós já ouvimos falar da Marie Kondo, a Japonesa guru da organização e do método konmari. Este livro já vendeu milhões de cópias e é um método revolucionário e radical na arte da organização de casa.

Segundo Marie Kondo o excesso interfere muito no nosso dia-a-dia e dá dicas para termos só aquilo de que realmente necessitamos e que nos traz felicidade. Ela menciona frequentemente que “o espaço onde moramos afeta o nosso corpo“.

É um livro simples e que se lê rapidamente, mas por outro lado é um livro que nos incentiva a organizar a nossa casa e a nossa vida de uma forma convincente, com dicas certeiras e fáceis de introduzir no nosso dia-a-dia, levando-nos a uma vida mais simples e descomplicada.

O primeiro passo para que a organização funcione em pleno é destralhar, e segundo Marie Kondo é esta a raiz do todo o problema.

Neste artigo vou falar da parte de organização da roupa, e como destralhar radicalmente para depois organizar.

Details

Para a maioria das pessoas, as rotinas fazem parte do dia-a-dia e já são realizadas de uma forma quase automática. Dão segurança e são um bom exemplo para os filhos, que tendem a imitar tudo o que os pais fazem. As rotinas ajudam-nos a simplificar de tal forma a nossa vida, que postas em prática seria difícil depois viver sem elas.

Viver a vida de uma forma regrada, pratica e simples é essencial para sermos mais felizes.

Ao criar uma rotina, cria um hábito e segundo os especialistas para criar um novo hábito terá que repetir pelo menos 21 dias seguidos um procedimento para este se tornar num hábito.

Para que seja mais fácil, e até as rotinas se tornarem automáticas, a melhor solução é fazer uma lista de tarefas e uma estimativa do tempo que estas demorarão a fazer, para melhor gerir o seu tempo, afinal de contas, tempo é dinheiro!

As rotinas diárias e semanais são fundamentais, para que o dia-a-dia corra da melhor maneira. Criar rotinas não é nada mais do que planear com antecedência, com vista a que nada fique esquecido, para que a produtividade seja maior e que tudo seja feito de uma maneira automática e que não haja perda de tempo.

As rotinas diárias são para mim as mais importantes, porque as repetimos todos os dias e todos os dias devem ser feitas.

A rotina matinal, geralmente esta é mais complicada se tivermos filhos pequenos, porque é uma corrida contra o tempo, em que temos horários a cumprir e muitas vezes compromissos que não podem falhar. Daí a importância de fazer uma lista com a rotina matinal e se necessário, levantar-se 30 minutos mais cedo. A rotina matinal define como irá ser o dia, portanto há que se organizar!

A rotina noturna, esta leva mais tempo a executar porque além de ser o período mais longo do dia que estamos em casa, é importante prepararmos o dia seguinte à noite, para que a rotina matinal seja mais calma e menos stressante e isso leva tempo.

Ler também A importância da rotina e do sono para uma criança

Rotina de limpeza diária, em que pais e filhos devem participar, para que a casa possa estar sempre minimamente arrumada e organizada.

As rotinas semanais são também muito importantes e complementam as diárias, por isso não se esqueça de fazer uma lista com as rotinas semanais, ir às compras, planear o menu semanal, planear a semana, verificar o que não foi feito durante essa semana, porque não ficou feito e passar essa tarefa / compromisso para a semana seguinte, em suma o que é feito semanalmente.

Se conseguir seguir este esquema, o tempo vai deixar de ser desculpa, o tempo só é desculpa quando não o sabemos gerir e priorizar. Tantas vezes ouvimos pessoas a lamentarem-se que o tempo não chega para nada, isso, porque essas pessoas pouco ou nada fazem para aproveitar o tempo.

Todos nós queremos simplificar a nossa vida, e é normal que assim seja, mas para isso tem que mudar a sua vida criando regras, horários e rotinas, ser disciplinada e ter objetivos na vida.

Não concorda comigo?

imagem@captainandthegypsykid

Sou só eu que tenho manhãs caóticas?

Sou só eu?
Sou só eu a pessoa menos eficaz de manhã?
Sou só eu que por muito que deixe a roupa e as mochilas preparadas no dia anterior, demoro quase 2 horas a sair de casa?
Sou só eu que deixo para trás um tornado, num cenário de guerra?
Sou só eu que tenho uns filhos que fazem birra à vez?
Sou só eu que tropeço em tudo sem saber porquê?
Sou só eu que não consigo acabar de lavar os dentes a um sem sair a correr atrás do outro, e que depois me esqueço do que estava a fazer?
Sou só eu que só me lembro que o telemóvel ficou em casa quando já fiz das tripas coração para prender os dois às cadeirinhas do carro?
Sou só eu que saio de casa com o cabelo molhado, desgrenhado e despenteado?
Sou só eu que me maquilho quando estou com o carro no trânsito parado?
Sou só eu que pareço uma abominável mulher das neves quando, ao carregar em mim mil e um casacos, deixo cair um gorro e, ao pensar se hei de mesmo voltar, resolvo ceder e depois ainda deixo cair no meio do chão as luvas, os cachecóis e ainda um iogurte esquecido que estava na carteira?

Sabemos que a necessidade de sono de um bebé não é a mesma que a de um adulto.

Quando nasce, o bebé passa muito tempo a dormir, mas também tem necessidade de acordar para se alimentar, mudar a fralda, receber carinho e aconchego, etc.

Há dois factos importantes a reter no que respeita ao primeiro ano do bebé: o crescimento físico (o peso da criança aumenta cerca do triplo) e o desenvolvimento (cognitivo, metabólico, motor).

O crescimento acontece durante o sono, ao passo que o desenvolvimento é estimulado enquanto a criança está acordada. No entanto, são complementares: a vivência do bebé enquanto está desperto é assimilada pelo organismo, repercutindo-­se pelo sono. É enquanto se alimenta e movimenta que os órgãos se desenvolvem; o que os órgãos assimilaram durante o período de atividade vai refletir-se durante o sono do bebé, promovendo o seu crescimento físico. Dada esta equação, torna-­se salutar conseguir um equilíbrio entre ambas as partes.

Até ao primeiro ano de vida deverá estar estabelecido um equilíbrio entre o ritmo dia/noite. Este vai verificar-­se pelo bom funcionamento dos órgãos e no desenvolvimento em geral.

Mas, e se a criança não dorme como devia? Dorme pouco, leva muito tempo a adormecer, ou tem interrupções no sono?

Podemos procurar dar resposta a algumas questões:

• Qual é o estado geral da criança de dia e de noite?

• Terá fome?

• O bebé sente frio ou calor? Está a usar roupa adequada? A fralda precisa de ser mudada?

• Como é o ambiente que rodeia a criança? A cama, o quarto, a família, o ritmo, a casa… há ruído, frio, organização, confusão?

• Tem cólicas ou prisão de ventre, comeu alimentos de difícil digestão?

• Estão a chegar os primeiros dentes?

• Existe um ritmo estabelecido?

• Como está a mãe? Satisfeita, cansada, alegre, ansiosa, frustrada?

Após observarem a criança e refletirem sobre as várias possibilidades, quando os pais descobrirem o que pode estar a gerar a instabilidade do sono, a pergunta seguinte é: o que fazer?

Se o bebé tem fome, naturalmente é alimentá-­lo. Numa primeira fase com leite materno (preferencialmente), tendo a mamã cuidado na sua alimentação para não tornar a digestão do bebé mais difícil.

Quanto à roupa escolhida para o bebé, uma boa opção será a lã merino, dado que regula a temperatura corporal. Em época de frio, um body de lã e seda garante que a criança permanece quente.

A própria caminha da criança deverá ser confortável e simples, transmitir conforto através de lençóis que respirem, 100% algodão, ou simplesmente um saco de dormir macio e confortável que mantém o bebé tapado. O berço deverá ter poucos bonecos ou distrações, para que o bebé entenda claramente que é um lugar para dormir. O quarto deverá ser arejado, limpo e organizado, de maneira a promover um ambiente acolhedor.

Se o problema for cólicas ou prisão de ventre, apostamos numa boa alimentação, onde os alimentos sejam pouco processados, em especial se o bebé vai dormir de seguida. Também um óleo próprio para massagem pode ajudar, aplicado na barriguinha em movimentos suaves e circulares, no sentido dos ponteiros do relógio. Posteriormente, uma bolsa de caroços de cereja aquecida, aplicada sob o abdómen do bebé, será também muito útil.

Entretanto, surgem os primeiros dentes, fase sobejamente conhecida e não pelos melhores motivos.

A maioria das crianças sente grande desconforto nesta altura, devido às dores provocadas pelo crescimento dos dentes, às vezes acompanhadas de febre.

Um mordedor dará uma ajuda, de preferência também de borracha natural como a chucha, e um bálsamo adequado para os primeiros dentes que acalme a dor.

No que respeita ao ritmo, é evidente: tentar, tanto quanto possível, fazer as mesmas coisas à mesma hora, transmitindo assim tranquilidade ao bebé (além de ser bom também para os pais, que poupam energia). Convém ter em mente uma das regras de ouro em relação aos distúrbios persistentes do sono: o sono da mãe é sagrado. Ela – e eventualmente o pai – deverá garantir um período de sono suficiente. Se assim não for, como poderá manter­se paciente e até presente nas várias horas de trabalho diário? A mãe deverá, pois, levantar­se o mínimo possível de noite.

Até perto do primeiro ano a mão que consola a criança no berço é uma boa solução. A criança sente-­se segura e volta a dormir. Pode também dizer, com tanta calma exterior e interior quanto possível, algo como: “Dorme bem, a mamã também vai dormir”. A mamã é o primeiro modelo que a criança imita, portanto se conseguir efetivamente deitar-­se e dormir também, tanto melhor. E mesmo que o bebé pequeno não entenda ainda o significado das palavras, ela capta a intenção do discurso.

Em situações em que seja necessário tomar alguma medida, como por exemplo levar a criança para a cama dos pais, é importante que apenas um dos adultos (mãe ou pai) a execute, porque a instabilidade tende a aumentar quando dois adultos têm o sono interrompido e, pior, se entrarem em conflito entre si.

Há outros fatores que podem contribuir para um relaxamento e assim promover um sono mais tranquilo, nomeadamente:

• um banho reconfortante numa banheira pequena em que possa ficar sentado como no útero;

• a técnica swaddle ­ durante os 2 primeiros meses sensivelmente, o bebé vai agradecer se o embrulhar em forma de crepe numa manta que fique justa. Existem mantas próprias para o efeito.

• um boneco de conforto – conhecido por doudou ou ó­ó – de preferência com lã por dentro,

uma vez que a lã absorve o cheiro facilmente, podendo reter o cheiro da mãe, que acalma o

bebé;

• uma chucha de borracha natural (a preferida da maioria), que estimula a sucção tão

característica e apaziguante nesta fase;

• uma massagem suave;

• fraldas à base de bambu, pois são mais frescas e absorvem mais, evitando muitas

mudanças da fralda durante a noite.

Entretanto, em casa ou na rua, leve o seu bebé junto a si, vai ser bom para ambos. Pode transportá­-lo num pano ou uma mochila ergonómica. Esta é uma excelente medida para ter um bebé relaxado, confiante, calmo e sem cólicas. Além disto, pode fazer as restantes tarefas sem ter de se preocupar em ir ao quarto de cinco em cinco minutos ver se o bebé está a respirar, ou sem ficar sob stress porque tem de carregar a cadeirinha/ovo e os sacos das compras.

O grande segredo é ter um bebé relaxado e descontraído para conseguir adormecer. Ritmo e rituais de relaxamento é tudo o que é necessário para todos terem um sono tranquilo.

Finalmente, a boa notícia para as super mães que se sentem super cansadas é: as noites mal dormidas são apenas uma questão de tempo, vai passar! Até lá, aproveitem os momentos em que, cheias de sono, se levantam para alimentar o bebé no silêncio da noite, porque têm-­no só para vós.

 

Por Marta Ribeiro, para Up To Kids®
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