10 pessoas que há em todos os supermercados

A Chica Esperta
Nos supermercados existe uma fila expresso que se chama “Até 15 unidades”. Há umas aves raras que acham que é a fila para levar tudo o que couber no cesto pequeno. “Eu só vinha buscar meia dúzia de coisinhas” E por isso, nem sequer se dão ao trabalho de contar essas coisinhas. Depois do mal feito toca a dividir tudo em duas ou três contas, e passa de caixa rápida à caixa entupida com uma fila estupidamente grande de pessoas a bufar (incluindo eu)

A Despachada
Entra supermercado adentro e é dona de tudo. Começa a recolher o que precisa até ter os braços cheios e não conseguir ver nada para a frente. Aí apercebe-se que precisa de um carrinho. Então pega no primeiro carro mais ou menos vazio que encontra, despeja lá as suas compras e segue descontraidamente corredor fora. “Neste caso a pessoa lesada perde no máximo a moeda de 1€ do carrinho… “ – ERRADO! Perde tempo, paciência e o raio da moeda é o que menos importa numa situação dessas. É por essas e por outras que levo sempre uma criança dentro do carro.

A Malcriada 
Ir ao supermercado é cansativo. Especialmente se vamos ao fim da tarde, com crianças a reboque e depois de um dia de trabalho. Mas as senhoras da caixa estão a trabalhar, e não merecem (nem são pagas para) apanhar com a má-disposição das suas dezenas/centenas de clientes diários. A malcriada faz gala em deixar toda a gente à espera enquanto fala mal com a senhora da caixa. Ou simplesmente está ao telemóvel e depois de todas as compras contabilizadas continua com seu telefonema calmamente enquanto a fila espera que pague e se ponha a milhas, porque já ninguém a pode ver, nem pintada de ouro.

A Distraída.
Estou grávida. Chego à fila de prioritários, com uma barriga que parece um balão e mais 3 crianças insuportáveis de cansaço, de fome e de sono. À minha frente uma senhora de 50 anos. Sem crianças. Sem bengala. Sem qualquer tipo de deficiência (pelo menos julgava eu) Quando ouve a gritaria olha para trás, e de repente num movimento automático qual réptil a capturar uma presa, vira-se de costas para nós e despeja o mais rápido que consegue os seus dois carros de compras na passadeira. A sério?

A Stalker
Esta toda a gente conhece: é aquela senhora que não sabe manter a distancia higiénica na fila. E quanto mais tentamos afastar-nos, mais esta senhora se chega. Damos um passo à frente e já sentimos o carrinho dela a aconchegar-nos o pelo nas costas. E enquanto tento fugir dela pergunto-me se não estarei eu a ser a stalker da pessoa que está à minha frente…

A Fuinha
Ninguém dá por ela até ser atendida e abrir a carteira. Leva consigo 1001 talões de desconto, o cartão de pontos, o da gasolina, o de cliente e ainda o dos cinemas, não vá o diabo tece-las. Pede uma fatura com número de contribuinte para as fraldas e paga à parte (às vezes dá para pôr no IRS). Outra para o material escolar e paga com um cartão da empresa. O resto das compras no nif do marido porque estão a concorrer ao carro. Apresenta-se na caixa com o catálogo de promoções da semana e confirma os preços de cada artigo ao som da leitura do código de barras. No fim, antes de pagar, saca dos óculos e apercebe-se que as bananas saíram a 0.99€ em vez de 0.49€, e tem de se anular essa entrada. Patinador à caixa 5, se faz o obséquio!

A Conversadora
Estamos na caixa à espera da nossa vez, e por algum motivo a fila não avança: possivelmente alguma das personagens anteriores a atrasar o transito. Há sempre uma senhora mortinha para que olhemos para ela para comentar o que se está a passar. O melhor é agarrar numa revista e começar a folhear afincadamente. A conversadora, às vezes, apanha-nos nos corredores e olha para o nosso carrinho e simplesmente comenta “Eu já comprei esses iogurtes e são muito bons!”. Nesta situação, esboço um sorriso e piro-me rapidamente dali! Loony!!

A boca-de-trapos
Normalmente é uma senhora debilitada, afável e delicada… pelo menos até começar a falar. Aparece com um sorriso amoroso e pergunta “Será que me pode ajudar? Ando à procura do corredor dos produtos de higiene?” e quando nos preparamos para responder remata com “É que estou com uma hemorroidal muito assanhada e preciso de um creme para me aliviar. Já não faço uma refeição sentada há 3 dias” – Menos minha senhora, muito menos faxavor!

A Mais-olhos-que-barriga
Há pessoas que não resistem à tentação de enfiar tudo e um par de botas no carrinho. Quando percebem que 1. Não querem gastar tanto dinheiro; 2. Não precisam de tanta coisa; 3. Vieram a pé e não conseguem levar tanto peso,  nada mais há a fazer do que largar alguns dos artigos para trás. O gelado é supérfluo, é o primeiro a sair, fica já na prateleira dos shampoos. O leite pesa muito. Fica no chão encostado às fraldas que não incomoda.  O papel higiénico ainda percorre o supermercado inteiro, mas acaba por ficar na caixa. A Mais-olhos-que-barriga, inconscientemente dá emprego a muita gente… afinal, alguém tem de arrumar estes artigos! Patinador ao corr…. Ai não, essa piada já foi!

A Jeitinhos
Depois de uma aventura de 1h pelos corredores do supermercado com 3 crianças e um bebé, mais 20 minutos de espera na fila, chega a nossa vez. Já coloquei todos os itens na passadeira. Ouço “A senhora importa-se de me dar o jeitinho? Só tenho estas pêras para passar” A Jeitinhos é assim. Aparece sem nos apercebermos, e pede alto e em bom tom mas de uma forma educada se pode passar à frente. Sem coragem para recusar lá deixamos. Passa as pêras Williams, e quando vai passar a pêra Rocha daquelas já embaladas… está sem código de barras. Mas a Jeitinhos não desiste, não deixa nada para trás. A empregada telefona para a frutaria. Dizem um código de 18 dígitos que não funciona à primeira mas apenas à terceira. Finalmente! Mas quando vai imprimir, acaba o rolo. Nisto já penso: “Maldita Jeitinhos”

 

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Passo metade do ano a dizer aos meus botões que preciso de mudar algumas coisas no meu dia-a-dia para que possa ter mais tempo e mais qualidade de tempo com os meus filhos. Fui escrevendo algumas notas que agora compilo aqui numa lista de resoluções simples, que acredito que irão tornar o nosso ano melhor ainda.

Deixo-vos as minhas 15 resoluções de mãe para 2017. Querem acrescentar algumas à lista?

  1. Vou parar de me comparar com as outras mães. Cada uma faz o que pode e como pode, e eu faço o meu melhor.
  2. Vou organizar a festa de pijama que prometi à minha filha há mais de um ano. Mesmo que não seja com as amigas todas, pelo menos com 4 delas. Ou duas. Ou vestimos pijamas aos bonecos, acampamos na sala a comer marshmallows e a contar histórias assustadoras!
  3. Vou identificar a roupa TODA dos meus filhos. Ir aos perdidos e achados todas as semanas e ver dezenas de casacos de capuz iguais é desesperante.
  4. Vou ensinar os meus filhos a serem sempre pontuais, e para isso vou deixar de me atrasar.
  5. Vou responder a todos os convites para as festas de anos antes que os miúdos desapareçam com eles.
  6. Vou ler, pelo menos, cinco livros que não sejam infantis. E vou continuar a ler os livros infantis sempre que me pedem mesmo sabendo que já os podem ler sozinhos, porque qualquer dia deixam de pedir e sabe Deus as saudades que teremos desses serões.
  7. Vou fazer mais programas ao ar-livre no inverno. Vou agasalhar os miúdos e habituá-los a não serem controlados pela meteorologia (a não ser que haja alerta, pelo menos, laranja)
  8. Vou comprar ou costurar os fatos de Carnaval pelo menos duas semanas antes do entrudo.
  9. Vou começar a fechar a porta dos quartos ou mesmo a fechar os olhos quando eles estão felizes a brincar no meio de um campo de batalha de brinquedos. Isso significa que eles estão felizes e eu estou por minha conta!
  10. Vou deixar de ser uma control freak das arrumações e passar a brincar mais tempo com os miúdos e de forma mais espontânea e despreocupada. Há-de haver sempre coisas para limpar, mas os momentos com eles são cada vez menos.
  11. Vou substituir as pilhas aos brinquedos todos. Por mais que me custe ouvir os Furbys a falar um com o outro, o carro dos bombeiros em alerta de incêndio e mil e uma luzes que transformam qualquer quarto de criança numa experiência noturna em Las Vegas, sei que todo este aparato os faz mais felizes.
  12. Vou mudar os id-passes dos i-gadgets. As apps aparecem-me como ervas daninhas e acredito que, neste caso, tenho de cortar o mal pela raiz.
  13. Vou deixar de trazer trabalho para casa. Não há nada mais saudável numa mãe que desligar o botão trabalho e ligar o botão família quando chega a casa!
  14. Vou andar, ainda, com mais lenços de papel na mala. Estou farta de limpar narizes com a ponta dos dedos e cantos da boca com o dedo polegar.
  15. Vou (continuar a) agradecer diariamente o momento em que aconchego os meus filhos na cama e lhes dou um beijinho de boa noite. Nesta rotina diária apercebo-me que eles estão a crescer, eu estou a envelhecer e somos uns sortudos porque nos temos uns aos outros.

 

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2014 chegou ao fim, e a Up To Lisboa Kids quer agradecer a todos os leitores por terem feito parte desta nossa aventura. Obrigada por nos lerem lido, seguido e partilhado. Obrigada por gostarem de nós. <3

Em 2015 continue connosco. Saia mais. Veja mais espetáculos. Leve os miúdos a workshops. Não perca uma exposição. Siga os programas gratuitos. Participe nos nossos passatempos. Desça um escorrega. Aplauda uma peça de pé. Vá a um concerto infantil. Passeie de elétrico. Suba ao Padrão dos descobrimentos. Perca-se em Alfama. Vá ao Planetário ao Domingo de manhã. Ande de bicicleta na promenade de Belém. Coma um pastel. Façam pizzas ao almoço. Compre mais livros. Observe as boas ilustrações. Vá ouvir um conto. Ou vá ver uma curta. Descuide a rotina. Seja espontâneo. Vá a uma exposição de banda desenhada. Dê pão aos peixes no lago à frente do Aquário Vasco da Gama. Vá a um bailado. Coma castanhas na rua. Uma fartura nos carrosséis. Grite numa peça de improviso. Salte no parque. Veja um clássico na Cinemateca Júnior. Continue connosco. Estas são apenas algumas das sugestões que irá encontrar nas nossas páginas. Inspire-se nos nossos artigos. E se gostar partilhe. Nós agradecemos.

Os nossos números e os mais lidos

Em 2014 tivemos 2 milhões e meio de visitas, ao longo de 491 posts. O post mais visto foi publicado no dia 25 Fev’14 e teve 79,349 visualizações.

Fomos lidos em 196 países do mundo, sendo Portugal o grande líder das nossas audiências, seguido pelo Brasil, Uk, Angola, Moçambique, EUA, Austrália, etc.

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Fomos convidados para ir à TV duas vezes. E fomos.

Construímos ligações, criamos parcerias, fizemos amizades.

O post mais visto teve 281,112 visualizações, e caso lhe tenha escapado ou queira reler algum artigo fica aqui a lista dos mais lidos em 2014:

7 atitudes dos pais que irão impedir os seus filhos de se tornarem lideres

Carta de um pai para a sua filha

A verdade sobre ter um terceiro filho

Se, antes de ter filhos, eu soubesse…

Carta às mães mais que perfeitas

A influência dos elogios no desempenho das crianças

7 segredos para criar crianças mais felizes

És definitivamente uma mãe quando

O que deve saber uma crianças de 4 anos

Tem circulado pela Internet um texto sobre as 11 regras de vida proferidas por Bill Gates num discurso numa escola secundária nos EUA. Diz-se que chegou de Helicóptero entrou na sala, e em menos de 5 minutos, leu as onze notas que teria escrito no seu notebook A plateia teria aplaudido de pé ao longo de 10 minutos sem parar. Bill Gates teria agradecido e abandonado a sala.

Na verdade, essas regras foram escritas por Charles Sykes, autor do livro “50 Rules – Kids Won’t Learn in School”, um educador preocupado em preparar os nossos filhos para um futuro real. Charles Skyes defende que a proteção excessiva das crianças e o ensino politicamente correto normalmente aplicado nas escolas, tem criado uma geração de crianças sem noção da realidade e acredita que devemos prepará-los-los para o fracasso no mundo real.

Transcrevemos aqui as 11 regras de vida (das 50 regras) que Charles Sykes recomenda que ensinemos aos nossos filhos:

  1. A vida não é justa, habitua-te…
  2. O mundo não está preocupado com a tua auto-estima. O mundo espera que alcances objetivos independentemente de te sentires bem ou não contigo próprio.
  3. Não vais ganhar 40 mil €/ano quando acabares o curso. E não vais ser vice-presidente de uma empresa e ter carro de serviço, a não ser que trabalhes para os merecer.
  4. Se achas que o teu professor é mau, espera até teres um chefe. Este sim, não terá pena de ti.
  5. Virar frangos ou hamburgueres nas férias não é nenhuma vergonha. Os teus avós chamavam a esses part-times oportunidades!
  6. Se fizeres asneira e fracassares em qualquer objetivo da tua vida, os teus pais não têm a culpa. Não te queixes dos teus erros, assume-os e aprende com eles.
  7. Antes de nasceres, os teus pais não eram tão chatos como agora. Eles só ficaram assim depois de terem contas por pagar, depois de terem de arrumar o teu quarto e ouvir-te dizer o quão idealista és. Antes de tentares salvar a floresta virgem, experimenta arrumar primeiro o teu quarto.
  8. Na faculdade tentam minimizar as diferenças entre vencedores e perdedores, mas na vida real não é bem assim. Na faculdade dão-te o máximo de oportunidades até conseguires a resposta certa, a nota positiva, o passar de ano. Podes até ter de repetir um ano. Na vida real, se errares és despedido.
  9. A vida não é dividida em semestres. Não terás sempre os Verões livres, e muito poucos (ou nenhuns) empregadores estarão interessados em ajudar-te a “encontrares-te”. Faz isso na idade certa.
  10. O que vês na televisão é completamente diferente daquilo que acontece na vida real. Na vida real, as pessoas têm que sair do café e ir trabalhar.
  11. Sê simpático com os Nerds. Há uma grande hipótese de vires a trabalhar para um deles.

Traduzido e adaptado por Up To Lisbon Kids®. Todos os direitos reservados

Eu nunca te quis aqui. Aliás, nunca fizeste parte dos meus planos. Cresci e sonhei com a minha família, mas nunca estiveste fizeste parte do plano. Nunca quis a ajuda de outra mulher para criar a minha filha. O meu plano era uma família que incluísse a mãe, o pai e os filhos. Não uma madrasta.

Eu duvido que alguma vez me quisesses na tua vida. Eu duvido que tenhas planeado ser mãe de uma criança que não cresceu na tua barriga. Aposto que o teu plano para a tua família eras tu, o pai e os teus filhos. Não era eu e minha filha. Quase que aposto que quando sonhavas em vir a ser mãe, imaginavas o dia em que se rebentavam as águas, ias para a maternidade e que o teu filho ia nascer. Aposto que não planeavas tornar-te mãe no dia em que te casaste com o teu marido.

Eu tenho certeza de que tu nunca planeaste eu estar aqui.

Mas Deus tem planos que se sobrepõem aos nossos… quando a minha família se desmoronou e formou duas pequenas famílias, eu sabia que, mais cedo ou mais tarde ias aparecer.

Imaginava que serias alguém sem qualquer interesse e que a minha filha nunca te iria aceitar! Imaginava-te pouco atraente e fútil, e que a minha filha nunca te daria uma chance. O pai dela ia acabar por ter de se contentar com esta situação. No fundo eu estava em negação, porque nunca quis encarar o fato de que, outra mulher tomaria o papel de mãe da minha filha, na minha ausência.

Então tu apareceste.

Quando te conheci, vou admitir que não eras, de todo, o que tinha em mente e senti uma ponta de ciúmes. Pensava que eras uma bruxa nojenta de meia-idade, meio repugnante. Mas afinal és jovem. E gira!

Fiquei um bocado frustrada.

Percebi pelo teu olhar que para ti foi tão difícil como para mim conhecermo-nos. O meu coração ficou mais calmo. Eu tinha realmente pensado em odiar-te. Como é que arruinaste o meu plano? Eu queria ter ressentimentos, ser rancorosa mas esses sentimentos rapidamente se desvaneceram, e eu senti-me grata por existires!

Teres aceite a nossa filha desde o início e ama-la de forma incondicional foi um verdadeiro presente para todos nós. Incluis a nossa filha em tudo que fazes e por isso ela sente-se amada e aceita-te de braços abertos. Consegues pôr a relação dela com o pai acima da tua e apenas uma mulher de armas sabe como fazer isto com tanta elegância.

Eu sabia que a partir do momento que decidimos divorciar-nos e começamos a viver separados, haveria momentos em que ela ia precisar da mãe e eu não ia estar lá. Estou tão agradecida por estares lá na minha minha ausência. Obrigada por teres paciência para aturar uma pré-adolescente e nunca a rejeitares. Ela precisa de uma mãe em casa e e tu está a fazer um trabalho incrível com ela.

Respeitaste a minha posição de mãe desde o início. Agradeço a forma como te preocupas em confirmar sempre comigo se estás a tomar a decisão certa com ela. Eu sei que a nossa relação é rara. É raro uma mãe e uma madrasta trocarem mensagens de texto sobre a filha, que reforcem a relação de respeito e confiança mutua. Tu foste e és uma bênção.

Por tua causa e pela coragem de seres mãe da nossa filha da mesma maneira que eu sou, ela vai ser uma mulher melhor. Ela vai crescer com mais amor que eu jamais poderia ter imaginado. Ela não tem culpa de ter pais divorciados. Eu também nunca quis isso para a minha filha, mas agora, eu sinto-me feliz que tenha quatro pais que a amam e respeitam. E também se respeitam mutuamente. Ela cresce a saber que quando se fecha uma porta abre-se uma janela.

Eu não te vejo apenas como a pessoa que preenche um espaço quando eu não estou lá. A vossa relação vai para lá dos dias em que ela está no pai. Ela fica animada para te telefonar e contar histórias quando está em minha casa e isso faz-me saltar o coração do peito de alegria. Encho-me de orgulho quando nos encontramos e me apertas num abraço genuíno e amoroso.

Tenho a noção de como é a vida de uma criança quando uma mãe não aceita emocionalmente a madrasta de seu filho na sua vida. A sensação de gratidão transborda em mim por sermos capazes de superar qualquer coisa assim e fazer o que é realmente certo para a nossa filha. Obrigada por tua maturidade e pelo empenho em criar a nossa filha.

Comprometo-me a respeitar sempre o teu contributo para com a nossa filha. Prometo nunca menorizar o papel que tens na sua vida ou fazer com que não te sintas como mãe dela. Comprometo-me a ser sempre agradecida por sermos duas mulheres fortes e corajosas na vida dela, pois temos a coragem de sermos mãe ao mesmo tempo. Apesar na nossa situação ser tranquila, eu rezo a Deus para que ela não passe por isto na sua vida adulta, mas se por acaso isso acontecer,  eu prometo dar-lhe o exemplo de como criar um filho de pais separados.

Mulheres como tu, não há muitas.

Obrigada, e Deus te abençoe.

Por Candice Curry: Women with Worth
Traduzido e adaptado por Up To Lisbo Kids®

Nota: Todos os textos traduzidos, adaptados e publicados pela Up To Lisbon Kids® têm a a autorização do autor e/ou foram comprados os direitos dos mesmos.

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A melhor surpresa deste Natal é o sorriso de uma criança.

O Pai Natal Solidário dos CTT é uma ação de solidariedade social que surpreende crianças em situação de risco,realizando os seus desejos de Natal.

O Natal é a altura do ano mais mágica para as crianças. Mas, infelizmente, nem todas têm Natal.
O Pai Natal Solidário vem trazer a magia e a surpresa que as crianças precisam para se sentirem acarinhadas.

Este Natal, faça com que uma criança continue a acreditar no Pai Natal e surpreenda-a com o presente dos seus sonhos.

COMO AJUDAR

  1. Apadrinhar uma carta no site é fácil.

    Basta selecionar a carta de uma criança e indicar o nome e o e-mail, de forma a obter o código único para a carta escolhida.

  2. Depois entregue o presente numa Loja CTT, juntamente com o código recebido, no prazo de 3 dias úteis.

    O presente não deve vir embrulhado, pois os CTT tratam de embalar e enviar o presente.

  3. E já está!

Veja as Cartas Disponíveis para apadrinhar.

Saiba tudo aqui

Esta receita é perfeita para ser feito com os miúdos para um lanche especial ou para uma ceia com os amigos.

INGREDIENTES:

2 ovos
250g de farinha fina
1 colher (chá) de fermento
1 colher (sopa) de açúcar
3dl de leite
50g de manteiga derretida

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COMO SE FAZ:

  1. Numa tigela, bate os ovos.
    2. Adiciona os restantes ingredientes e bate bem até conseguires uma massa homogénea.
    3. Pincela uma frigideira antiaderente com óleo ou margarina. Aquece em lume médio.
    4. Deita uma concha do preparado na frigideira e deixa cozinhar até aparecerem “furinhos” na massa.
    5. Com uma espátula, vira a panqueca para cozinhar do outro lado.
  2. IMG03

A nossa sugestão: Serve as panquecas com açúcar e canela, doce, mel ou chocolate.

IMG04Bom apetite!

Depois contem-nos como correu!! Deixem aqui os vossos comentários!

 

Uma sugestão de Máquina de Voar®,
Receita do livro POSSO AJUDAR? Receitas para dias de festa!

 

 

A capacidade para resolver problemas familiares com eficiência, não se resume a uma fórmula mágica, nem a algo reservado a alguns seres iluminados. Depende da compreensão daquilo a que chamamos estilo de educação e da adaptação deste estilo ao comportamento dos nossos filhos.

O nosso estilo de liderança parental e o facto de se harmonizar ou chocar com cada um dos nossos  filhos, influencia de um modo muito forte a dinâmica relacional da família, bem como o grau de sucesso que teremos enquanto pais.

Enquanto pais temos sob a nossa direção os nossos filhos e devemos guiá-los da mesma maneira que um líder guia e orienta a sua respetiva equipa. Cada pai e cada mãe tem um modus operandi próprio. Cada pai/mãe tem determinados comportamentos pelos quais opta quando lida com os filhos.

Porque é tão importante reconhecer o seu estilo de liderança parental?

Porque só assim poderá usar o seu conhecimento para moldar e determinar a reação dos seus filhos.

Existem 3 estilos, abordagens ou níveis principais de lidar com os filhos. Apesar de existir invariavelmente um estilo que nos define, nenhum é necessariamente permanente e, por isso, pode ser alterado para se adaptar à interação familiar. Podemos escolher estilos diferentes em circunstâncias e situações diversas.

Será que o seu estilo de liderança é mais autoritário, permissivo ou igualitário? Ou será um bocadinho de cada?

Um pai/mãe autoritário(a) não é sinónimo de ditador ou controlador e não deve ser considerado como tendo um estilo de educação negativo ou tóxico. Este estilo de liderança parental fornece o ingrediente essencial da estrutura que é necessária a muitas crianças.

Normalmente o estilo de educação igualitário tem sucesso na negociação de compromissos. Geralmente os pais que usam este estilo de educação reagem de forma atenta e sensível às necessidades das crianças.

Os pais que usam o estilo de educação, permissivo,  incentivam a liberdade de expressão de modo a aumentar a criatividade dos filhos e a permitir-lhes dar voz à sua opinião.

Como um camaleão muda de cor para se adaptar ao meio que o rodeia, também um pai/mãe tem de mudar para lidar com a criança que tem a seu cargo. Cada pai/mãe tem um largo espetro de comportamentos à sua disposição. Às vezes pode ter de escolher uma postura mais autoritária e outras vezes mais tolerante. Apesar de um pai/educador ajustar o seu estilo de liderança, não muda aquilo que é por dentro. Um camaleão não deixa de ser camaleão porque muda de cor.  O mesmo acontecerá consigo.

Tudo o que precisa de fazer é usar o melhor da sua personalidade para conseguir fazer sobressair o melhor da personalidade dos seus filhos. As relações definem-se pela reciprocidade. Os pais ensinam aos filhos as regras e os limites, por sua vez eles aprendem os padrões da reação dos pais e incorporam-nos nas suas ações.

Os esforços a desenvolver vão ajudá-lo a evitar os confrontos e a manter as suas interações num nível de relacionamento mais produtivo, todavia este processo reclama, claramente, muito trabalho da sua parte bem como empenho para desfazer e tornar a fazer diferente.

Aprender as nuances do estilo e mudar de cor, transformará dramaticamente as suas interações com os seus filhos e com a sua família.

No final saberá como inspirar nos seus filhos, com perícia e eficácia, o tipo de reações que são benéficas para a vida deles e para a vossa vida familiar.

Descubra qual o seu estilo de liderança parental.

 

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar, Anny@Home, para Up To  Kids®