O Poder do Exemplo

Os pais têm o maior super-poder de todos: O poder do exemplo.

O modelo mais poderoso na vida de qualquer criança são os próprios pais. Através da observação direta, com eles aprendem o melhor e o pior: observam, imitam comportamentos, ações, valores, crenças e até mesmo expressões.

A aprendizagem profunda das crianças é desenvolvida com base na observação do comportamento e da constatação das consequências das ações de outras pessoas.  As crianças observam como reagem os familiares mais próximos. Tanto nas experiências positivas como nas menos positivas.  Estas experiências tornam-se parte dos “ficheiros de referência” a que recorrem para saberem como viver as suas próprias vidas.

O melhor de tudo é o facto de os pais se encontrarem numa posição de extremo poder no que diz respeito à capacidade de influenciar o desenvolvimento dos filhos. Os pais têm o maior super poder de todos: O poder do exemplo.

A questão agora é a seguinte: “Como é que estamos a aproveitar esta oportunidade? “

Sob quantas formas está o seu comportamento a influenciar o desenvolvimento da personalidade do seu filho?

Os pais desempenham um papel fundamental durante toda a vida. Nos primeiros anos os filhos admiram-nos como se fossem os melhores do mundo. Isto é muito positivo porque eles precisam realmente de alguém que possam admirar e que os guie e ajude a superar os obstáculos.

Os modelos são importantes porque é através deles que  as crianças aprendem os valores que orientarão as suas vidas.

As ações dos pais ensinam os filhos a assumir responsabilidades pelos próprios comportamentos, escolhas, ações, pensamentos e sentimentos.

Educar crianças perfeitas seria muito simples se os pais fossem perfeitos, por isso, têm de fazer o melhor que podem, sem nunca esquecerem de que estão a ser observados a cada minuto que passa.

  • Se quiser que os seus filhos aprendam a exprimir-se, tem de criar conversas em família
  • Se quiser que os seus filhos sejam saudáveis e estejam em forma, os pais têm de ter cuidados de alimentação e fazer exercício físico.
  • Se quiser que eles lidem devidamente com a raiva, então não deve insultar o tipo que lhe roubou o lugar no estacionamento

Através das suas ações, palavras e comportamento poderá orientar os seus filhos na direção pretendida. Mostre-lhes como podem ser adultos felizes, equilibrados e realizados. Mas lembre-se que os seus filhos irão também imitar as suas imperfeições.

Os filhos podem espelhar as suas piores características, vulnerabilidades e fraquezas. Apesar do modelo mais poderoso para a maior parte dos jovens ser o progenitor do mesmo sexo, as crianças não deixam de observar muito de perto a forma como o progenitor do outro sexo trata o próximo.

Como está a sair-se como modelo?

Consegue controlar o seu próprio comportamento e as suas emoções? Está a ensinar os seus filhos a controlar os deles?

Este video fantástico ilustra muito bem tudo o que escrevi sobre o poder do exemplo dos pais.

Desafio

Aproveite esta oportunidade para refletir um pouco sobre as suas ações.  Tem de ser muito honesto consigo mesmo acerca daquilo que está a demonstrar aos seus filhos. Não pode alterar aquilo que não assumir.

Rejeite todas as atitudes negativas. Acabe com todos os padrões de comportamento auto-destrutivos e aumente as atitudes positivas. As crianças precisam que os pais as orientem o caminho e os pais têm tudo o que é preciso para serem grandes modelos para os filhos.

Nunca é tarde, basta querer!

 

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar
Para Up To Kids®

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Relativamente ao texto aqui publicado intitulado O Pai Perfeito, da autoria da Joana Paixão Brás, um leitor da Up To  Kids®, João Pinhel, quis partilhar connosco a sua experiência de pai.

Perfeito ou não, aqui fica o seu testemunho.

É uma mera opinião pessoal de quem passou (e ainda passa) pela experiência de ser Pai e Mãe ao mesmo tempo. O que escrevi foi um desabafo muito reduzido e um pouco atabalhoado (foi mais um “dump” de imagens e situações convertidas em texto) de 16 anos de três vidas sem a minha amada esposa.

Ser Pai é muito mais que o descrito no texto e como tal, aqui ficam seis pontos importantes para se poder classificar um Pai Perfeito, porque há muito, mas muito mais do que isto…

1. A Educação
Matriculas, reuniões de pais, comprar os livros e o material escolar. Ajudá-los nas matérias, estudar com eles e ajudá-los a tirar as dúvidas. Antes de dormir, ter que arranjar tempo para ir à net ver determinadas matérias para os ajudar a tirar as dúvidas no dia seguinte. Fazem os TPCs enquanto estamos na cozinha a fazer o jantar e temos que estar atentos aos tachos e à matéria! Verifico os deveres logo após levantarmos a mesa e colocarmos a loiça na máquina.

2. O Vestuário
A roupa: lavar, estender, passar a ferro ao fim de semana. Cotoveleiras, joelheiras, coser botões arrancados, arranjar fechos partidos, nódoas terríveis que nem com SuperPop, Supergel ou Vanish saem. Sapatos que de mês a mês, com a velocidade com que crescem, deixam de lhes servirem.
3. Os Hábitos (de Casa e de Higiene)
Os filhos não duram só 1 a 2 anos. Habituá-los a lavar os dentes todos os dias, várias vezes, ensinar-lhes a usar o fio dental, a usarem o elixir. Ensiná-los a lavarem-se, a limparem-se bem, a cortar as unhas. Levá-los ao Barbeiro ou ao cabeleireiro para cortar o cabelo.

Elas crescem e vêem as “coisas das Senhoras”: temos que ensiná-las e ajudá-las. A eles, temos que ensinar-lhes a fazer a barba.
E não podemos esquecer-nos da mudanças das roupas (das camas e dos banhos), os Sábados de manhã a limpar a casa e os serões de sábado de volta do ferro e dos remendos,  e os domingos, enfiados no supermercado a reabastecer as falhas da lista que está pendurada no frigorífico.  Talvez dar um passeio familiar ensinando-os a andar de bicicleta ou levá-los às festas de aniversário, jantares de amigos, cinema,etc.
Ah, e as limpezas grandes da primavera, claro que, em gozo de Férias.

4. A Comida
Não é só fazer Sopa e Papas. Há tudo o resto à volta disso. Os biberons, o leite anti-regurgitante (ou não), a esterilização, as compras, a loiça, lavar tudo ao redor depois de borrifarem, lançarem, espalharem, esborracharem, espatifarem e mais uma data de coisas que fazem à comida. Preocuparmo-nos em variar a alimentação deles, depois tudo o que isso implica, fazer mais pratos, picar carne, desfiar frango, separar grumos, cozer fruta. Isso das papas e da sopa passa rápido e os de frasco não são lá muito saudáveis.
5. As Doenças e os acidentes
Marcar o pediatra, o dentista, e ir às consultas com eles. Ir às Urgências, aos Centros de Saúde. Não esquecer das horas da medicação, passar noites acordado para que a febre baixe, lá ando eu de madrugada a dar-lhes o banho com água tépida, a icterícia e a colher de chá de água das pedras, os dentes a nascer e o bucagel, os vaporizadores para os brônquios entupidos, os sapatos ortopédicos, as quedas, os sustos, os pontos.
6. O Amor
E o último mas o mais importante para se ser um Pai Perfeito, o amor de Pai.
Levá-los para a cama quando se deixam dormir na sala (enquanto não pesam!). 
Ir de Férias e levá-los sempre connosco, não é despejá-los em casa dos Tios, dos Avós ou de Vizinhos.
Ler-lhes uma história antes de dormirem. Não esquecer todas as noites de ir vê-los ao quarto.
Ser o confidente deles mas ao mesmo tempo saber respeitar a privacidade deles q.b., tentar ser o amigo em quem confiam e o ombro onde podem desabafar.
Estarmos sempre dispostos a escutá-los e a aconselhá-los.
Ser discreto na vida deles, mas sempre atento e presente. A Adolescência é a fase mais complicada. Há que saber gerir… não há fórmulas mágicas.

Classificar um Pai Perfeito como o Pai dos 2 primeiros anos, minimiza (e muito!!) a quem é Pai a tempo inteiro e que já passou por toda a experiência de o ser. Com 43 anos, viúvo há 16, Pai de uma Mulher de 19 e de um Rapaz de 17.

Posso não ser um Pai Perfeito, mas sei o que é Ser simplesmente Pai.

P.S.: Ah! E ainda temos que ir trabalhar todos os dias!!

Por João Pinhel, para Up To Kids®

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É sabido que, quando se fala de assuntos relacionados com a maternidade e parentalidade há sempre opiniões divergentes relativas às opções de cada mãe/pai.

Há quem defenda a amamentação até aos 523 meses, há quem opte por amamentar até aos 6 meses, e há quem opte por não amamentar. Há quem queira amamentar e não pode ou não consegue.

Há quem dê colo a vida toda, outros defendem que não se deve dar colo.

Há quem deixe os bebés a chorar até “aprenderem” a dormir sozinhos, há adeptos do co-sleeping.

Há mães que optam por ficar em casa com os miúdos. Há mães que não estão para ai viradas. Há mães que queriam ficar em casa e não podem.

Há quem diga que “uma palmada na hora certa nunca fez mal a ninguém!”, há (cada vez mais) pais contra a palmada, considerando ser um ato de violência física e emocional para as crianças.

Poderíamos continuar a listar as 1001 diferenças entre pais e mães de todo o mundo, mas no fim, o que todos queremos é o bem estar dos nossos filhos. E apesar das diferenças, os Pais, são um dos grupos mais compreensivos e consequentemente cooperantes quando se trata do bem estar dos nossos filhos, ou dos filhos alheio!

Porque, independentemente das opções dos pais, uma criança é sempre uma criança.
E independentemente das nossas opções, em primeiro lugar somos pais!

 

 

WORKSHOP PARA PAIS | 31 Jan’15 | Sábado |  das 9h00 às 13h00 | @Lisboa, Expo Sul, Edifício Ecrã | 20€ | Mundo Brilhante, Desenvolvimento de Competências

Num mundo em mudança constante os Pais precisam de pistas práticas e ferramentas sólidas para educar de modo a aumentarem as possibilidades dos filhos virem a ser pessoas felizes, do bem e de sucesso. Há muitas informações que os Pais precisam ter. Inscreva-se.Aumente a auto-estima, ajude-o a motivar-se, estimule a inteligência emocional, inspire para crescer de forma a poder mudar o mundo.

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10 coisas que TODOS os homens devem saber Quando a mulher se torna mãe

Quando se sai do hospital com um bebé nos braços, todos os pais de primeira viagem tentam encontrar nalgum lugar, o manual de instruções para saber manusear o bebé só que, infelizmente, esse manual tão desejado não existe.
Enquanto o manual de instruções do bebé é algo procurado desde o primeiro minuto de existência da criança, um manual de instruções para o pai aprender a lidar com a “nova” mulher, está longe de ser habitualmente solicitado… Até um determinado momento.

Quando nasce um bebé, nasce também uma nova mulher. Temos que reconhecer, nunca mais seremos as mesmas! Tudo muda e os nossos maridos geralmente ficam perdidos no meio de tanta mudança.

A pensar nisso, resolvi fazer uma lista de 10 coisas que todos os maridos devem saber depois que a sua mulher se torna mãe:

1. A mulher sente-se feia.
Há tantos sentimentos em conflito sobre a forma como a mulher se sente naquele momento com o seu corpo, que nenhum homem imagina.
Por um lado, a mulher realmente acredita que é uma das criaturas mais incríveis do mundo porque gerou um ser humano, mas por outro lado, sente-se muito mal com o resultado de tudo isso. Complexos, eu sei!
A barriga (uma das partes do corpo que a mulher mais preza) foi esticada e só Deus sabe como não rebentou. Se ganhou estrias então, o caso fica mais grave. Ganhou peso, coisa que mulher nenhuma gosta, e provavelmente, na reta final da gravidez, inchou e ganhou algumas manchas na cara. Qual é a mulher que gosta de se sentir marcada e inchada?
O peito é relativo: há mulheres que amam ter ficado com mais peito (as que tinham pouco) e há outras que ainda levam com uma sobrecarga de peso na coluna, pois já eram avantajadas antes de engravidar.
Ou seja, parte física deste processo, muito subtilmente aqui apresentado, é de deixar qualquer mulher deitada numa cama a chorar durante algum tempo.
O que o pai pode fazer
Nunca deixar de elogiar a sua mulher, no entanto sem grandes exageros, pois muito provavelmente a sua mulher não é cega e sabe bem o que está a acontecer com o seu corpo.
Quando a elogiar, olhe-a olhos. Toque nela, mas toque com carinho. Nunca deixe de olhar de frente para ela. Quando lhe perguntar algo sobre o seu corpo, responda a verdade. Se ela tiver acima do peso, diga-lhe que ela logo irá voltar ao normal. Que o seu corpo está assim porque ela lhe deu o maior presente que poderia ter dado, e que isso, nesse momento não interessa para nada.

2. A mulher está obcecada pelo bebê
É só isso.
No inicio a mulher está a assimilar tudo o que está a acontecer à sua volta e a adaptar-se a esta nova realidade com um bebé em casa. É provável que tenha umas breves crises de choro (o famoso baby blues) pelas mudanças irreversíveis que a sua vida sofreu. A mãe, está agora completamente obcecada pelo bebé pois vive em função das suas necessidades.
Nos intervalos entre mudar fraldas e alimentar o bebé, a mãe só vai querer ficar a olhar para ele e a tirar fotos e postar nas redes sociais. Tudo gira literalmente em torno do BEBÉ!
O que o pai pode fazer
Esperar pacientemente que essa fase passe. Essa obsessão faz parte de todo o processo de adaptação. É também o instinto materno a gozar a cria. Simplesmente não se consegue controlar.

3. A mulher está com medo
É tudo novidade, como já se sabe, mas muitas vezes para a mãe é assustador lidar com tanta coisa. Neste momento, a coisa mais importante é “não errar”, e muitas vezes aquilo em que a mulher acredita fica seriamente comprometido pelos palpites alheios.
É como uma prova de exame.
A mulher ficou nove meses a preparar-se e a estudar, e agora chegou a hora da verdade: está a ser avaliada por ela mesma, antes de tudo e todos e cobra-se o tempo todo. Permitir-se a errar está fora de questão. Para ajudar à festa,toda a gente dá palpites, o que pode ser bom, mas é MUITO sufocante. Principalmente quando se trata de pessoas com que se tenha uma relação delicada (geralmente a sogra). A presença das pessoas de certa forma a intimida e  deixa mais stressada,
O que o pai pode fazer
Dizer-lhe que isso é tudo hormonal, não vai ajudar nada… aliás, vai piorar! Não seja mais uma pessoa a analisar, cobrar e julgar. Saiba que a sua mulher está a dar o melhor que pode e sabe e precisa de todo o seu apoio, carinho e compreensão. Vocês são uma equipa!
Se não perceber nada daquilo que se passa, e achar tudo uma loucura, lembre-se que faz parte e vai passar.
Transmita-lhe confiança. Diga-lhe que errar é normal, e que o importante é estarem juntos nesta aventura e que tem a certeza que ela é a melhor mãe que poderia ter escolhido para os seus filhos. E não se esqueça, diga isso sempre olhos nos olhos (como nos brindes, ou…) e sempre que puder toque nela com carinho. Um abraço e uma boa conversa ajudam bastante.

4. A mulher está sempre na defensiva
Imagine como está a cabeça desta mulher. Todo a gente tem um palpite a dar. A mãe acha que deve recomeçar já a trabalhar, a sua tia acha que não está amamentar em condições, a amiga que teve filho 5 semanas antes está sempre a querer dar uma opinião porque está um “nível” mais a frente, a  sogra a quer ser também mãe do bebé… não é nada fácil e a defesa é ficar na defensiva.
O que o pai pode fazer
Ficar sempre ao lado da sua mulher é o melhor a fazer. Quando ela tiver calma, subtilmente mostre que estão a tentar ajuda-la e que não precisa estar tanto na defensiva, mas faça isso quando o terreno estiver seguro.

5. A mulher não pode zangar-se com o bebé.
Logicamente, a nova mãe sabe que o grande culpado por ela não dormir, não se arranjar, não conseguir sequer sociabilizar, é o bebé, mas não vai descarregar nele a raiva. Ele é apenas um bebé e a mãe sabe disso! Quem está mais próximo costuma pagar por tudo e por nada.
O que o pai pode fazer
Infelizmente o conselho que tenho a dar não é algo que o vá agradar muito, mas é o único que sei que vai funcionar de verdade. Seja um saco de pancada, pelo seu filho e pela sanidade mental da sua mulher. Essa fase também passa. Tente fazer mais exercício para libertar o stress acumulado!

6. A mulher não tem nada para vestir.
Este ponto é mais frustração que tristeza. A mulher estava farta de vestir roupas de gravida, que geralmente não costuma ter muita variedade e tira aquele glamour feminino. Acaba de ter bebé e nem as suas roupas de antes da gravidez lhe ficam bem. Nada lhe serve. E para piorar, ela recusa-se a comprar roupa pois na sua cabeça, mais dia menos dia vai voltar ao normal.
O que o pai pode fazer
De fato, não tem muito a fazer. Elogia-la como mãe talvez desvie a atenção do guarda roupa. Estimule-a a fazer uma boa alimentação, a tomar muita água e a amamentar o bebé(se tiver leite e conseguir), pois a amamentação ajuda a emagrecer mais rápido.

7. A mulher precisa de proteção.
As mulheres querem sempre que os seus homens sejam os seus protetores, mas acho que essa necessidade vai muito além quando ela se torna mãe. A mulher precisa que você seja a barreira entre ela e o mundo exterior.
Se não estiver disposta a receber convidados, ela precisa que seja você a negar essa visita por exemplo. Coisas que antes resolvia, neste momento o pai tem de se chegar à frente.
O que o pai pode fazer
Para o caso de acontecer algum imprevisto que a deixe mais tensa, o ideal é decorar e repetir sempre que for preciso:
Deixa que eu resolvo, querida!

8. A mulher precisa de permissão para descansar.
A maioria das mulheres vai para a maternidade a acreditar que pode fazer tudo. Que todas as outras mães com casas sujas e bebés histéricos estavam a fazer qualquer coisa errada.
O complexo super-mulher-mãe leva ao esgotamento muito rápido. E o pior é que a maioria das mães se recusa a admitir que chegou ao limite.
O que o pai pode fazer
“Dê-lhe permissão” para que a sua mulher descanse. Saliente que ela precisa de dormir uma sesta ou assistir um pouco televisão para relaxar sempre que o bebé dormir. Se ela tentar argumentar, lembre-a de que você a está simplesmente a protegê-la… de si mesma.

9. A mulher precisa que lhe perguntem se ela precisa de alguma coisa.
Eu já fui mãe e reconheço a importancia disso. As pessoas podem ter tido experiências com outras mães e tal, mas cada mãe tem o seu ritmo e jeito de ser, e ela gostará mais se lhe perguntarem do que ela realmente está a precisar do que invadam a sua vida sem perguntar.

10. A mulher ainda te ama.
Adora ver que você também se tornou pai. Ela adora ouvir da sua boca como esse novo ser humano está mudando você. Ela adora que este pequeno ser humano tenha as suas orelhas e pés. Pode não parecer lógico, mas cada vez que você se relacionar com aquele bebé, estará a ligar-se cada vez mais a ela. Ver você se transformar num Pai na primeira fila do filme da vida dela, não tem preço e acredite, em 6-8 semanas as coisas começam a melhorar.

 

 

Angel – Associação de Síndrome de Angelman de Portugal – foi criada por um grupo de pais de crianças portadoras de Síndrome de Angelman, que sentiram a necessidade de concentrar esforços na vida diária para oferecerem uma vida melhor aos seus filhos.

Angel tem por finalidade reunir portadores de Síndrome de Angelman, pais, familiares, profissionais e técnicos de saúde, investigadores, professores e demais pessoas interessadas com o objectivo de prestar auxílio e orientação sobre a doença à comunidade.

Sendo uma condição rara, a informação e troca de experiências entre pais e terapeutas é fundamental para um dia-a-dia mais construtivo.

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No dia 15 de Fevereiro celebra-se o Dia Internacional da Síndrome de Angelman. Neste dia lançaremos o novo site da associação Angel, um pequeno filme, contaremos com o apoio da comunicação social na divulgação da data e realizaremos um evento de rua muito simples – vamos distribuir balões e sorrisos juntamente com os nossos “Anjos”.

Esta síndrome apresenta uma característica distintiva: um sorriso constante e o gosto por abraços e contacto físico. Por esta razão, os portadores desta Síndrome são chamados de Anjos. Podem viver felizes e ter uma vida saudável, desde que as convulsões sejam controladas.

Ajude-nos a divulgar esta  Associação! Dê-nos o seu Like no Facebook.  Saberemos que se preocupa!

Síndrome de Angelman é uma alteração genética rara descrita pela primeira vez em 1965 pelo pediatra inglês Dr. Harry Angelman.

Caracteriza-se por um grave atraso no desenvolvimento, ausência de linguagem verbal, dificuldades de coordenação motora que podem afectar a marcha, perturbação do sono e convulsões.

Principais Sintomas

  • Atraso do desenvolvimento, funcionalmente severo
  • Incapacidade de falar, com nenhum ou quase nenhum uso de palavras
  • A criança se comunica mais pela capacidade compreensão de seus atos do que pela expressão verbal
  • Problemas de movimento e equilíbrio
  • Crises convulsivas
  • É observado o atraso no crescimento do perímetro cefálico em 80% dos casos, ocorrendo microcefalia em torno dos dois anos de idade
  • Incapacidade de coordenação dos movimentos musculares voluntários ao andar e/ou movimento trêmulo dos membros
  • Frequente qualquer combinação de riso e sorriso, com uma aparência feliz – embora este sorriso permanente seja apenas uma expressão motora
  • Personalidade facilmente excitável, com movimentos aleatórios das mãos, hipermotricidade e incapacidade de manter a atenção
  • Atração/fascínio pela água

(by wikipedia)

Já foram identificados em Portugal 52 casos de crianças com síndrome de Angelman. A doença manifesta-se por volta do sexto mês de vida. Provoca um atraso severo no desenvolvimento psicomotor.

Manuel e Catarina Costa Duarte são pais de três filhos. Um deles sofre do Síndrome de Angelman, uma doença rara que afeta cerca de 500 crianças em Portugal. Estiveram no CM Jornal deste fim-de-semana a partilhar o seu caso. Video

O Síndrome de Angelman é uma doença rara que afeta cerca de 500 crianças em Portugal. A CMTV foi conhecer a família de Carmo, uma menina de 12 anos que sofre desta doença. Video

imagem capa aqui

A semana que antecede a passagem de ano, é uma altura em que muitas famílias fazem uma retrospectiva do ano que está a terminar, o que correu bem, o que correu menos bem, quais os objetivos que conseguiram alcançar e os que se perderam pelo caminho…  Após esta análise, é chegada a altura de formular os desejos e objetivos para o ano que está a entrar, novas metas, novos planos, novos hábitos.

Como pode ajudar o seu filho a definir metas e objetivos para o novo ano?

As crianças ficam mais motivadas para definir os seus objetivos se o fizerem em conjunto com os pais. Tente evitar um dos erros mais frequentes que os pais cometem, definir objetivos para os filhos sem os consultarem.  Se Perguntar ao seu filho o que ele quer, precisa ou deseja a sua tarefa enquanto pai ou mãe será muito mais fácil e a probabilidade de os mesmos serem alcançados com sucesso aumenta exponencialmente.

  • Sente-se com o seu filho(a) e proporcione-lhe desafios que lhe permita identificar quais são os sonhos, desejos e necessidades dele(a).
  • Assim que conseguir identificar, quer seja através de verbalizações, de desenhos ou até mesmo de uma brincadeira, comprometa-se a ajudá-lo(a) a realizar o primeiro passo para atingir essa meta, definir o seu primeiro objetivo.
  • Para atingir essa primeira meta o seu filho(a) precisa de uma estratégia e de identificar quais as ferramentas que vai precisar.
  • Ajude-o(a), mas não faça por ele(a). Estimule o pensamento através de questões orientadoras que vão criar organização, compromisso e persistê

A concretização destes pequenos passos, têm um impacto muito grande na vida das crianças, reforçando a sua auto-estima, capacidade de realização e confiança, assim como na resolução de problemas. Mas, ainda mais importante, elas vão sentir a satisfação e a confiança que vem de estabelecerem uma meta e a conseguirem realizar com sucesso.

Não se esqueça que:

Os objetivos que definir devem ser úteis e motivadores, devem ser adequados à faixa etária da criança e devem  representar um equilíbrio entre  o desafio, as competências e a satisfação.

Deixo-vos um exemplo, para que possam ter como ponto de partida para ajudarem os vossos filhos a definir um objetivo e um plano de sucesso.
A Catarina, gosta muito de ler, mas gostava de ler mais e mais depressa, porque assim conseguiria ler mais livros.

Juntas definimos um plano de 5 passos para tornar o objetivo numa realidade.

  1. Ser o mais especifica possível:“Quero ler livros maiores, com capítulos mais longos”.
    Vamos elaborar uma lista de livros adequados à tua faixa etária, com mais capítulos que os anteriores.
  2. Devem ser realistas e prever um alcance real:“ No inicio das férias de verão, quero ser capaz de ler mais e mais depressa”.
    Vamos tomar nota da data a que te propuseste atingir o teu objetivo.
  3.  Conseguir medir o teu progresso:“Quero ler um livro novo por mês”.
    Vamos elaborar uma tabela onde vais colocar o número de capítulos que o livro tem e quantos tens de ler por semana para conseguires ler um livro num mês.
  4. Identificar os obstáculos que podem impedir a concretização do objetivo: Vamos fazer um exercício e levantar hipóteses sobre o que pode acontecer que te impeça de ler um livro por mês Os teus irmão interromperem, estares muito cansada da escola…
  5.  Recompensar o comportamento adequado: “Gostava de ir sozinha com as minhas amigas ao cinema”
    Peço-lhe que escolha uma recompensa que a motive a continuar a atingir o seu objetivo.

E os seus filhos já definiram  objetivos para este ano? Do que está à espera para os ajudar?

Experimente e se tiver alguma dúvida, já sabe onde nos pode encontrar!

Ana Alvarinho, Psicóloga e Coach Familiar, Anny@Home
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O amor de um pai contribui tanto – e às vezes mais – para o desenvolvimento da criança que o amor de uma mãe. Esta é uma das muitas descobertas de uma pesquisa realizada em grande escala sobre o poder de rejeição parental e aceitação na formação de nossas personalidades quando crianças e na vida adulta.

“Em meio século de investigação internacional, não se encontrou nenhum fator que tenha um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e desenvolvimento da personalidade de um individuo, como a rejeição durante a infância, especialmente pelos pais“, diz Ronald Rohner da Universidade de Connecticut, co-autor do novo estudo no Personality and social Psychology. –“Crianças e adultos de todo o mundo – independentemente das diferenças de raça, cultura e género – tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados pelos seus pais e outras figuras de apego.”

Com base em 36 estudos realizados em vários países do mundo e que envolveram mais de 10.000 participantes, Rohner e o co-autor Abdul Khaleque constataram que, em resposta à rejeição pelos seus pais, as crianças tendem a sentir-se mais ansiosas e inseguras, bem como mais hostis e agressivas. A dor da rejeição – especialmente quando esta ocorre ao longo de um período de tempo na infância – tende a arrastar-se até a idade adulta, tornando-se mais difícil para estes indivíduos formar relações seguras e estáveis enquanto adultos. Os estudos foram realizados em crianças e adultos com base no grau de aceitação ou rejeição dos pais durante a sua infância, juntamente com inquéritos que permitem formar um perfil psicológico de cada inquirido e avaliar a personalidade de cada um deles.

Além disso, décadas de pesquisa em psicologia e neurociência  revelam que as partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitados são as mesmas que quando experimentam a dor física. “No entanto, ao contrário de dor física, as pessoas podem psicologicamente reviver a dor emocional da rejeição ao longo de toda a vida”, diz Rohner.

ARTIGO RELACIONADO | O PAI PERFEITO

Quando se trata do impacto do amor de pai versus o amor de mãe, mais de 500 resultados do estudo sugerem que, embora  o mesmo individuo ao longo do crescimento experimente mais ou menos o mesmo nível de aceitação ou rejeição de cada pai, o impacto da rejeição de um dos pais – especialmente do pai – pode ser muito mais relevante que do outro. Uma equipe de psicólogos que trabalham no Projeto Internacional para a Aceitação e Rejeição Parental desenvolveu pelo menos uma explicação para esta diferença: as crianças e jovens adultos tendem a prestar mais atenção ao progenitor que entendem como o de maior poder interpessoal. Assim, se uma criança entende o seu pai como o elemento de maior prestígio, este poderá ter mais influencia na sua vida, do que a mãe da criança.

A mensagem importante a reter desta pesquisa, é que o amor paternal é fundamental para o desenvolvimento saudável e estável de uma pessoa. A importância do amor de um pai deve ajudar a motivar muitos homens a envolverem-se mais na promoção dos cuidados dos seus filhos. O reconhecimento generalizado da influência dos pais sobre o desenvolvimento da personalidade de seus filhos deve ajudar a reduzir a incidência do cliché  comum de culpar a mãe por qualquer fragilidade, insucesso, ou inadaptação dos filhos. “O grande ênfase dado ao papel de Mãe e à maternidade em geral na América, levou a uma tendência inadequada para as culpar mães de quaisquer problemas de desajuste e comportamento das crianças, quando na verdade, os pais são muitas vezes mais acometidos no desenvolvimento de problemas como esses.”

Em medicalxpress, traduzido e adaptado por Up To  Kids®

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Ecocardiograma fetal

O QUE É ?
O ecocardiograma fetal é uma ecografia ao bebé, como as outras, mas dirigida ao coração.
Em geral faz-se por via trans-abdominal e os aparelhos são os mesmos que para as outras ecografias feitas na gravidez. A diferença está em quem as executa, que não é um obstetra ou radiologista, mas um cardiologista pediátrico com formação nesta área pré-natal.
Neste exame estuda-se o coração e a função circulatória do bebé em pormenor.

Porque é que se faz?

QUAIS AS GRÁVIDAS QUE DEVEM FAZER ESTE EXAME?
O coração do bebé em formação é um bom marcador para certas doenças congénitas ou mesmo adquiridas. Junta-se assim a outros marcadores ecográficos, podendo levar a decidir sobre certas atitudes, nomeadamente a amniocentese. Os marcadores que mais frequentemente levam ao pedido de ecocardiograma fetal são a translucência da nuca aumentada na ecografia das 12 semanas, a existência de dilatação pielo-calicial ou de quistos aracnoideus. O rastreio bioquímico ou as imagens hiper-ecogénicas no ventrículo esquerdo por vezes também.

Há obstetras que pedem este exame quase por rotina, sem nenhum motivo em especial, provavelmente, para tornar o seu acompanhamento mais consistente e seguro.

Outros motivos mais concretos são:

  • Ou porque, em geral na ecografia morfológica do 2º trimestre, se não viu bem o coração do bebé, ou ficaram dúvidas se estaria tudo bem a este nível.
  • Ou porque se notaram alterações do ritmo cardíaco do bebé, e pede-se um ecocardiograma para melhor esclarecimento.
  • Ou porque o bebé tem outros problemas identificados que se podem associar a cardiopatias

.
Há factores relacionados com os pais que podem ser indicação para este exame, como
os pais ou outros irmãos terem doenças cardíacas congénitas, a mãe tomar medicamentos ou ter doenças que podem pôr em risco o bebé.

Em que idade gestacional deve ser feito?

Este exame deve ser feito pelas 18 semanas de gestação, com uma margem das 16 às 20 semanas. É nesta idade gestacional que se obtêm melhores imagens do bebé, estando já o coração totalmente formado no seu essencial.

Quais são as vantagens deste exame?

Falemos primeiro das vantagens para o bebé.
Vantagens imediatas:

  • Situações cardíacas que podem ser tratadas logo ou quase.
    Tipicamente são as arritmias fetais graves, que põem em risco a vida do bebé.
    Um bebé com uma arritmia grave, quer seja o coração a bater persistentemente devagar a menos do que 100 pulsações por minuto (ppm) (bradicardia fetal) ou persistentemente depressa a mais de 200 ppm (taquicardia fetal) deve ser referenciado com urgência para um cardiologista pediátrico. Se administrado atempadamente, o tratamento feito a partir da mãe, resolve na maioria dos casos estas situações e o bebé deixa de correr perigo.
  • Na gravidez gemelar , por vezes passa demasiado sangue de um bebé para outro, através de comunicações dos cordões na placenta, sobretudo quando esta é única.
    É possível antever com alguma precisão se isto vai acontecer duma maneira drástica que ponha em risco a vida dos bebés. Há tratamento específico para estas fístulas, feito ainda na gravidez, cada vez com melhor resultado e menos riscos.
  • Também é possível tratar certas cardiopatias no útero, por métodos mais invasivos, de modo a evitar que a situação piore com o avançar da gravidez, minorando consequências mais graves.
  • Aos bebés com cardiopatia é aconselhável que se faça amniocentese para estudo cromossómico ou eventualmente de outras doenças.

A principal vantagem a médio prazo, uma vez conhecido o problema cardíaco que o bebé tem, é poder programar-se com tempo o parto. Isto tem a ver com o local onde o bebé irá nascer e o que deve ser feito de imediato. Requer uma equipa pluridisciplinar quer para tomar decisões antes do parto, quer para actuar no parto e depois dele.

Nem todos os bebés com cardiopatia têm que nascer longe da família, mas há bebés que não devem nascer fora dos hospitais centrais.

Para os Pais, a informação mais importante é saberem que o seu bebé está bem e não tem problemas no coração.

Nos raros casos em que esta informação não é bem assim, após serem ultrapassados os efeitos desta má notícia, são informados calmamente da realidade, das consequências e do tratamento. Antes dos pais tomarem qualquer decisão, é fundamental que sejam bem informados, e depressa… Caso seja necessária cirurgia cardíaca é importante falarem com o cirurgião que a irá fazer. Visitar as pessoas e os locais onde irá ser tratado o seu bebé, pode ser importante. Contactar com outros Pais que passaram já por esta experiência também é importante.

 

Por Dr. António J. Macedo, Médico Cardiologista Pediátrico,
em Meu pequenino coração

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