Todos os pais querem proteger seus filhos dos predadores. Mas como manter os seus filhos seguros se não sabe identificar o perigo? Qualquer pessoa pode ser um pedófilo. A maioria dos pedófilos inicialmente conquista a confiança das crianças que sofrem o abuso.

Saiba quais os comportamentos e características a que deve prestar atenção, as situações que deve evitar e como impedir que os seus filhos sejam alvos.

Lembre-se: nem todos os pedófilos são molestadores de crianças. Fantasiar com crianças não é o mesmo que agir contra elas. Além do mais, alguém que costuma interagir melhor com crianças do que com adultos não tem, necessariamente, uma tendência à pedofilia. Acusar alguém erroneamente de pedofilia pode causar depressão e problemas sociais gravíssimos.

Perceber que qualquer adulto pode ser um pedófilo.

Não há nenhuma característica física, profissão ou tipo de personalidade comum a todos os pedófilos. Podem ser de qualquer género, raça e religião. A profissão ou hobbies dessas pessoas podem ser os mais diversos possíveis. Um pedófilo pode ser charmoso, carinhoso e parecer uma pessoa boa enquanto tem pensamentos predatórios. Isto significa que os pais nunca devem descartar a ideia de que alguém possa ser pedófilo.

Muitos pedófilos são conhecidos das crianças que abusam.

30% das crianças que sofreram abuso sexual foram abusadas por um membro da família; 60% por um adulto que conheciam e que não era um membro da família. Os dados indicam que apenas 10% das crianças abusadas foram abordadas por um estranho.

  • Na maioria dos casos, o pedófilo é algum conhecido da criança. Por ser da escola da escola ou de outra atividade. Pode ser um vizinho, um professor, um membro da igreja, um instrutor de música ou uma babysitter.
  • Também podem ser predadores sexuais membros da família, tais como pais, mães, padrastos, madrastas, avôs e avós, etc.

Características comuns de um pedófilo.

  • Maioritariamente do sexo masculino, quer sejam as suas vítimas meninos ou meninas.
  • Muitos têm algum histórico de abuso no passado, seja físico ou sexual.
  • Alguns também têm problemas mentais, como um distúrbio de humor ou personalidade.
  • Os homens heterossexuais ou homossexuais podem ser pedófilos. A ideia de que os homossexuais têm mais tendência à pedofilia é um mito.
  • As mulheres pedófilas têm uma tendência maior de abusarem de meninos do que meninas.

Comportamentos comuns demonstrados pelos pedófilos.

  • Normalmente, não demonstram tanto interesse por adultos como por crianças.
  • Costumam ter muitos empregos que permitem o contato com crianças de determinada faixa etária ou planeiam outras formas para que possam passar algum tempo com elas, actuando como professores ou babysitters.
  • Os pedófilos tendem a falar sobre crianças como se estivessem a falar sobre adultos. Fazem referência a uma criança como fariam a um amigo adulto ou companheiro.
  • Normalmente dizem que amam todas as crianças e sentem-se como se ainda fossem uma.

O pedófilo normalmente passa por um processo de conquista da confiança da criança, e por vezes até a dos pais.

Preste atenção a esse detalhe. Durante meses ou até anos, um pedófilo pode tornar-se um amigo confiável da família e pode oferecer-se para cuidar da criança, levá-la ao shopping, para passear ou passar algum tempo com ela de outras formas. Muitos pedófilos não começam a abusar da criança antes de conquistarem a sua confiança.

  • Os pedófilos procuram por crianças que são vulneráveis às suas táticas. Ou seja, eles procuram alvos que tenham pouco apoio emocional ou que não têm atenção suficiente em casa. O pedófilo tentará representar para a criança uma figura paterna.
  • Alguns pedófilos procuram crianças de pais solteiros que não conseguem dar muita atenção aos filhos.
  • Um molestador de crianças normalmente usará vários jogos, truques, atividades e linguagens para ganhar a confiança e/ou enganar a criança. Entre essas táticas estão: guardar segredos (os segredos são muito valiosos para a maioria das crianças, que sentem-se “adultas” e poderosas), jogos sexuais explícitos, carícias, beijos, toques, comportamentos sexualmente sugestivos, exposição da criança a materiais pornográficos, coerção, suborno, bajulação, e – o pior de todos – afeição e amor. Saiba que essas táticas são usadas basicamente para isolar e confundir a criança.

 

 

Texto completo em Wikihow


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magem@Wikihow

“A alienação parental, também designada por implantação de falsas memórias, consiste na prática de atos ou omissões, depois da separação ou divórcio, por parte do pai ou da mãe para com a criança ou adolescente, manifestadas de forma clara ou subtil, que constituem intencionalmente manipulação psicológica do menor, gerando neste repúdio, ódio e outros sentimentos negativos em relação ao outro progenitor.
Trata-se de abuso moral e agressão emocional para com o menor e de manipulação da imagem do ex-conjuge, o progenitor alienado, com o propósito de causar danos na manutenção dos laços afetivos dos filhos com aquele, mas que acabam por causar distúrbios psicológicos no próprio menor, afetando-o para o resto da vida.

É o designado Síndrome de Alienação Parental (SAP).

Segundo a Drª Teresa Paula Marques, Psicóloga Clínica, especialista em Psicologia Infantil e do Adolescente, da Clinica da Criança

Existem três níveis de intensidades diferentes do processo de alienação:

 Tipo ligeiro

Os filhos apresentam fortes vínculos emocionais, com ambos os progenitores e estes reconhecem que os conflitos afectam os seus filhos e, embora haja alguma difamação, esta tem pouca intensidade.

Os períodos de separação entre o progenitor e os filhos são curtos e ocorrem sem grandes conflitos. Embora neste primeiro estádio o filho apoie pontualmente o progenitor alienador, demonstra ter um pensamento independente e um grande desejo que os problemas se resolvam.

– Tipo moderado

Assiste-se a uma deterioração dos vínculos afectivos com o progenitor alienado (que não possui a guarda), ao mesmo tempo que há um fortalecimento da relação com o progenitor alienador (com quem vive).

As visitas ao progenitor que não é detentor da custódia, assim como as visitas aos avós e restantes membros da família alargada, começam a ser conflituosas. A criança não revela capacidade para pensar de uma maneira autónoma e repete aquilo que lhe é dito.

– Tipo grave

O progenitor alienado é visto como um indivíduo perigoso, chegando a ser encarado como um inimigo. Surgem sentimentos de ódio e recusa para com o progenitor alienado, enquanto que o outro progenitor é amado e defendido de forma irracional.

As visitas ao progenitor tornam-se escassas ou mesmo inexistentes tal como as visitas aos avós e família alargada que se ocorrer convertem-se em reacções adversas. Ainda que a campanha de difamação seja mais contínua e intensa, a criança já revela alguma independência de pensamento pois não justifica as suas acções com recurso a ideias transmitidas por outros. Justifica as suas próprias ideias e atitudes.

Apesar das abundantes abordagens na literatura é praticamente ignorado pelo poder judicial e, ainda que sendo um problema de enorme gravidade e sobejamente conhecido, existe sobre ele pouquíssima jurisprudência produzida pelos tribunais portugueses. Ora, perante a inércia da justiça, são mais do que frequentes os abusos do progenitor alienador, abusos esses com que a recente alteração do Código Civil veio pactuar ainda mais, por razões óbvias. “
São inúmeros os casos em que se perdem definitivamente os laços entre os filhos e o pai ou mãe, e em que os primeiros se recusam a aceitar qualquer contacto com um dos segundos, violando reiterada, e indisciplinadamente, até, o dever de obediência, também previsto no CC.
Chegados à transição da adolescência para a vida adulta, os filhos tomam decisões sustentadas por uma pseudo-realidade formatadora da sua mente durante anos do seu crescimento, com efeitos irreversíveis no resto da vida.
O progenitor alienador nem sequer tem de agir, bastando-lhe, por vezes, manter uma aparente imparcialidade ou abster-se de opinar, concedendo, assim, ao menor, total liberdade para decidir se pretende ou não ter a companhia do pai ou mãe em determinado momento.

São pequenos atos de omissão, supostamente inofensivos, mas que contribuem decisivamente para o processo de alienação, iniciado com esporádicas e ingénuas decisões de recusa do filho a uma proposta de passeio com o pai ou mãe e que vão evoluindo até à desobediência, repúdio e sentimentos de ódio do filho, já adolescente ou adulto, para com o progenitor alienado.

Trata-se de sentimentos criados por manipulação da mente do indivíduo, na sua tenra idade e falta de experiência de vida, por parte de uma pessoa, o progenitor alienador, que gera danos emocionais e psicológicos noutra pessoa, o menor, que subsistirão para o resto da vida e afetam inúmeras vezes a sua conduta e postura na sociedade e chegam a ser determinantes, no futuro, nas decisões sobre a construção de uma nova família ou na educação dos seus próprios filhos. A literatura aponta as diversas e graves consequências.

Perante a inércia do legislador e, consequentemente, da justiça, e considerando a vasta abundância de casos, geradores de imensuráveis repercussões, sendo certo que se revestem de enorme gravidade, na medida em que afetam a vida para sempre, quer a do agora menor, quer a do cônjuge alienado, é imprescindível consagrar no ordenamento jurídico medidas sancionatórias dissuasoras da prática de atos ou omissões que conduzam ao Síndrome de Alienação Parental.
Considerando a gravidade dos danos causados pelo SAP nos indivíduos, a sanção deverá ter natureza penal, pelo que se exige a sua qualificação como crime e integração no Código Penal. Perante os ouvidos de mercador do legislador, importa levar o assunto à praça pública e unificar as vozes. Assim, pretende-se levar os responsáveis da governação do Estado a agir em conformidade com a gravidade dos comportamentos do cônjuge alienador ou de outros familiares que adotem a mesma conduta.

Assine esta petição aqui

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O Meu Irmão Invisivel |  Editora Orfeu Negro | Autor: Ana Pez

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O Meu Irmão Invisível de Ana Pez promete momentos muito bem passados entre pais e filhos.

O livro conta a história de um menino que está convencido que é invisivel e que  consegue ver coisas que os outros não conseguem. Para além da divertida história, o livro vem acompanhado de uns óculos mágicos, que nos permitem entrar no imaginativo e fantástico mundo do protagonista da história.

Coloquem os óculos e divirtam-se os vossos filhos nesta viagem mágica.

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SINOPSE
Escondido na sua caixa de cartão, o meu irmão passeia pelo mundo convencido de que é invisível. Não só é invisível como até consegue ver coisas que os outros não veem… Quanto ao leitor, basta que ponha os óculos mágicos que acompanham o livro para descobrir o mundo imaginário e fantástico deste pequeno herói

FICHA TÉCNICA

Autor: Ana Pez
Nº de páginas: 32
Editor: Orfeu Mini
Data de edição: Outubro 2015
ISBN: 9789898327604
PVP:14.50€
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Uma sugestão Leituria

Esta é uma atividade para realizar hoje!
Imprima as folhas, leia a história com ou para os seus filhos e peça-lhes que a ilustrem.

Nunca mais se irão esquecer de como começou o magusto!

Os resultados serão maravilhosos!
Envie-nos uma fotografia do desenho do seu filho para que possamos publicar!
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É uma boa notícia para os fãs da diversão e da adrenalina: a Feira Popular vai mesmo voltar a Lisboa. Desta vez, o parque de diversões vai instalar-se em Carnide e a Câmara promete incluir um extenso parque verde. (in: expressso)

Doze anos após o fecho da Feira Popular em Entrecampos, a Câmara Municipal de Lisboa confirmou na manhã do dia 3 de Novembro de 2015 que o tão almejado parque de diversões vai voltar a instalar-se na cidade. Projetou-se um parque verde de cerca de 20 hectares atrás da estação de metro da Pontinha, em Carnide.

Com excelentes acessos, este parque que ficará a  5 min. do Centro Comercial Colombo promete trazer de volta todas as memórias perdidas entre a 5 de Outubro e a Av. da Republica, numa nova versão onde poderá usufruir do espaço verde equipado com todas as infra estruturas promovendo o passeio em família, e ainda andar nos divertimentos mais divertidos.

imagem@CML

A ANGEL lançou um projecto de crowdfunding para angariar fundos para criar Bolsas Sociais que serão atribuídas às crianças e jovens portadores de Síndrome de Angelman provenientes de famílias de baixos rendimentos, para que estas tenham acesso a um maior leque de terapias e serviços especializados que contribuirão de forma bastante significativa para a melhoria da sua autonomia e qualidade de vida.
A maratona de Nova Iorque é umas das mais famosas maratonas do mundo. São 42 Kms que o Francisco decidiu ajudar a transformar em sorrisos. Acompanhe-o fazendo um donativo por cada Km que acha que o Francisco vai conseguir completar (1€ = 1 Km).

Os fundos angariados por esta iniciativa irão permitir à ANGEL a criação de Bolsas Sociais, para serem atribuídas às crianças e jovens portadores de Síndrome de Angelman provenientes de famílias de baixos rendimentos, para que estas tenham acesso a um maior leque de terapias e serviços especializados que contribuirão de forma bastante significativa para a melhoria da sua autonomia e qualidade de vida. 

Acompanhe-o e faça um donativo por cada Km que acha que o Francisco vai conseguir completar (1€ = 1Km). Apesar da maratona só ter 42 Kms, pode doar o que quiser.

No final, iremos ainda sortear 10 caixas de vinho “Fonte dos Sorrisos” pelos participantes que conseguiram acompanhar o Francisco no seu percurso.

SOBRE O PROMOTOR

A ANGEL foi criada em 2012 por um grupo de pais de crianças e jovens com Síndrome de Angelman e tem como principais objectivos não só o de ser ponto de convergência e de informação, em Portugal, para portadores de Síndrome de Angelman, seus pais e familiares mas também divulgar a Síndrome de Angelman, com vista a permitir o seu diagnóstico precoce e atempada intervenção, facilitar o acesso dos portadores do Síndrome de Angelman e das suas famílias a todo o tipo de informação, acompanhamento e terapêutica, promover e enquadrar junto de profissionais e técnicos de saúde programas específicos que potenciem o desenvolvimento dos indivíduos portadores de Síndrome de Angelman, apoiar iniciativas que criem condições para a educação vocacional e a integração profissional dos jovens e adultos portadores do Síndrome de Angelman, entre outros.

Educar com Mindfulness | Porto Editora | de Mikaela Övén

No oceano de teorias da parentalidade é natural esbracejarmos e sentirmo-nos perdidos.
Às vezes não basta usarmos o nosso senso comum e são bem-vindas pistas e linhas de orientação
como as que Educar com Mindfulness nos proporciona.
Aliando as ideias base da parentalidade positiva à atenção ao presente recomendada pelas teorias
de mindfulness, somos desafiados a parar para respirar e evitar ao máximo as respostas impulsivas do castigo e
da recriminação.
Para que pais mais calmos possam acarinhar e educar filhos mais calmos.

 

SINÓPSE

Ninguém nos dá a fórmula mágica quando nos tornamos pais. Nem existe um manual que nos ensine a lidar com os desafios diários como as birras, o sono e as refeições.
Estaremos a agir bem? O que é normal em cada idade? Devemos elogiar ou castigar? Quando dizer não? E como compensar o pouco tempo que partilhamos com os nossos filhos?
O Mindfulness aplicado à parentalidade ajuda-nos a pensar a educação de forma consciente e plena. Conheça as ferramentas que Mia Övén sugere para se libertar da culpa e da ansiedade. E viva mais a sua família!

FICHA TÉCNICA

Autor: Mikaela Övén
Nº de páginas: 271
Editor: Porto Editora
Data de edição: Outubro 2015
ISBN: 9789720047779
PVP: 15.50€
mindfulness
Uma sugestão Leituria

 

Segundo filho

Ter um segundo filho nunca foi para mim uma ideia clara ou que sempre tivesse tido em mente.

Fazendo agora com distanciamento uma reflexão, pesou para isso o facto da primeira experiência não ter sido a mais simpática.

Fui mãe de um menino perfeito e fantástico, mas tive que superar a adversidade de ver um primeiro filho a ser operado com 7 meses, com uma cirurgia com alguma complexidade e que obrigou a um internamento hospital de 9 dias. Fora os milhentos exames a que teve que ser submetido desde que nasceu, que são difíceis para um adulto, quanto mais para um bebé de meses e uma mãe de primeira viagem.

Isto são coisas que se registam no coração de mãe e que o marcam. Na hora de pensar em ter novamente um bebe, fazem-nos oscilar, recuar e acima de tudo recear passar por tudo novamente.

Passados 4 anos e qualquer coisa, as coisas começam a resfriar e as memórias menos boas vão voando. Por isso, foi com grande entusiasmo que decidimos que queríamos tentar ter outro filho.

Foi uma segunda gravidez muito desejada, planeada e também muito diferente. Costumo dizer que há situações onde a ignorância é uma grande vantagem e confirmo isso mesmo em relação à gravidez. Quando há desconhecimento, não há medos. O que me fez consideravelmente uma grávida muito mais ansiosa e inquieta na segunda gravidez.

Pelo contrário, os momentos do parto e de ter um recém-nascido nos braços são momentos vividos com muito mais calma, serenidade e muito mais aproveitados na segunda experiência. Reviver todas essas emoções é maravilhoso, com a sabedoria de mãe a acalmar todo o novo universo de sentimentos que temos pela frente.

Há contudo uma grande angústia que nunca tinha sentido: necessidade de repartir o meu tempo com dois filhos. Até aqui o meu coração de mãe fazia o melhor pelo seu filho, o seu único filho. Agora eram dois! E necessitei de aprender a duplicar as atenções, os carinhos, o tempo, a paciência… Mas o que mais custou mesmo foi perceber que nem sempre a escolha é fácil, que o melhor para um pode não significar o melhor para o outro.

Há muitas situações que temos que optar pelo benefício de um dos nossos filhos e isso foi o sentimento mais difícil com que me deparei e que aprendi. Acho mesmo que ainda estou nessa aprendizagem como mãe e que são muitas as situações em que fico cheia de dúvidas sobre o que fazer.

Acho que fui uma “segunda” mãe mais descontraída, mais solta, com mais confiança e segura do que fazer. Isso é um grande benefício e tenho para mim que se reflecte na serenidade do bebe. Cada vez mais acredito que a nossa insegurança e os nossos medos passam para os nossos filhos e têm reflexos no seu comportamento desde muito cedo. Um colo de mãe experiente faz milagres (menos na parte do banho, onde não consegui superar a insegurança de dar banho a um recém-nascido, nem no segundo! Mas isso são outros quinhentos…).

Uma outra coisa que o segundo filho ensina é que não há fórmulas mágicas para nada. Nem teorias para educar, ensinar a dormir, brincar, hábitos alimentares… Nada. Não há crianças iguais e o que resultou com o primeiro pode não resultar com o segundo.

Aprendi que o que eu achava ter sido fruto da nossa instrução e ensinamentos como pais, afinal não é bem assim… Ou melhor, não é só isso que conta, que pode ter efeito num caso e no outro, zero. Achava que os bebes vinham com ausência de temperamento e que apenas adquiriam o que nós lhes transmitíamos, mas não podia estar mais equivocada. Há coisas que estão lá com eles, desde sempre. Há personalidades, há tendências, há gostos, há comportamentos.

É encantador ver as diferenças dos nossos filhos, pensar que dois seres com a mesma origem e com a mesma educação de base, reagem de forma tão distinta a situações semelhantes. Talvez pense que a educação em si é igual, mas analisando bem o tema, reconheço que o segundo filho terá sempre a influência de uma realidade que o primeiro não teve – um irmão desde sempre. Tenho que admitir que isso por si só faz com que o ambiente seja desigual e que a educação do segundo filho é altamente condicionada por ter um mano mais velho. A partilha, a atenção em regime de não exclusividade, as influências, gostos e brincadeiras do mano, são algumas das circunstâncias com as quais teve sempre que conviver.

Tenho noção que nós como pais vivemos todo o crescimento dos nossos filhos de forma muito distinta. No primeiro estamos sempre impacientes com a chegada da próxima etapa, dos dentes, da sopa, do andar, do falar, de mudar a cama de grades, da entrada na escola.

No segundo filho só quero que o relógio pare e que cada fase dele dure muito e muito mais. Não estive/estou desejosa que tenha dentes, que corra, muito menos que fale correctamente (porque adoro as palavras ditas à bebé) ou que mude de cama, porque tudo isso significa que está a crescer com muita pressa e que mais brevemente do que desejo já não é o meu bebé.

Na verdade é mentira, os dois, por mais crescidos que sejam, serão para sempre os meus bebés… Mas que dá saudades do tempo em que os tinha no meu colo, protegidos, só para mim, lá isso dá. E isso é igual para o primeiro ou segundo filho.

E há mais uma coisa mágica em ter dois filhos… Assistir à felicidade de um com o outro. Não há nada nem ninguém que faça sorrir um bebé como o mano mais velho.

Melhor que ter um filho, só mesmo dois (ou mais…)

 

Por GQ, do blog mãesquemuitas
Sugerido para Up To Kids®

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Como apanhar uma estrela | Editora Orfeu Negro | Texto e Ilustrações de Oliver Jeffers | Coleção:Orfeu Mini

Este é um daqueles livros de poucas palavras mas que carrega uma grande mensagem.
Uma obra que fascina os mais pequenos e os envolve ora num mundo de fantasia ora numa deliciosa poética entre palavras e ilustrações… A não perder!

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SINOPSE
Era uma vez um rapaz que gostava muito de estrelas. À noite, ia para a janela observar as estrelas e sonhar que um dia teria uma só dele. Imaginava que seriam amigos e brincariam às escondidas. E decidiu partir em busca de uma estrela.

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FICHA TÉCNICA
Edição/reimpressão:2013
Páginas:40
Editor:Orfeu Negro
ISBN:9789898327284
Coleção:Orfeu Mini

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Veja o (maravilhoso) book trailer da Catarina Sobral!

Book trailer COMO APANHAR UMA ESTRELA Oliver Jeffers from Orfeu Negro on Vimeo.

Querida mãe perfeita dos comentários no FB :

Em primeiro lugar quero agradecer-te por apareceres para nos dizer que tu e os teus anjinhos fofos são tão melhores do que nós, as mães desmazeladas, preguiçosas, indisciplinadas, cujos filhos são insuportáveis e descontrolados.

Quando Deus te criou, deve ter partido o molde.  Nem sempre podemos vislumbrar a perfeição. Os teus comentários típicos de “Os meus filhos nunca fariam isso”, ou “Eu não sei o que isso é” ou “Os meus bebés sempre dormiram a noite toda” ou “Podias ser melhor mãe se…” acrescentam imenso às conversas de mães e realmente são uma inspiração. Obrigada.

Eu só tenho uma pergunta a fazer-te: tens algum problema? Alguma necessidade de diminuir os outros? Achas mesmo que és melhor que as restantes mães?

E já agora gostava de perceber se tens amigos na vida real, ou se a tua vida social se limita a largar bombas no meio de estranhas. Só pergunto porque tens uma sensibilidade social de um camião tir a despistar-se.

Isto pode parecer um choque para ti, mas criticar outras mães quando:

a) Não tratam mal os filhos;

b) Estão a dar o seu melhor;

c) Desabafar, pode ser e, é um pedido de ajuda;

… faz de ti uma idiota. Dar palpites que não ajudam é desnecessário e idiota. Sabias que ser-se idiota é ainda pior do que ser-se uma mãe inexperiente a tentar melhorar e aprender?

Vou só atirar uma para o ar: será que só tens um filho?

Sabias que é possível teres um ou dois filhos que não dão trabalho nenhum e de repente teres um diabo da Tazmania nas mãos?

A comunidade de mães do FB está morta para que sejas presenteada com um filho que te desafie de alguma maneira, só para perceberes o quão desesperante é alguém te apontar o dedo quando estás a fazer o teu melhor.

*Para aquelas mães que lhes “calhou” um terrorista logo à primeira: respect. Aguentem-se, força. Há-de melhorar.

Querida mãe perfeita,

se o teu anjinho amoroso tem menos de 1 anos de idade, pára de fazer comentários. Os bebés não se comparam com crianças de 2 anos ou com crianças mais velhas, quando falamos daquilo que te podem (literalmente) atirar à cara.

Qualquer mãe de 3 ou mais filhos pode explicar-te que há crianças que nascem completamente zens e a sua primeira palavra é Ghandi, e outras rebentam as águas num golpe de Karate e fazem logo xixi para cima da primeira enfermeira que lhes pega ao colo.

Isto é mais complexo do que Natureza Vs Genética: sabes que pareces uma cabra mal-intencionada quando largas as tuas bombas nos comentários dos posts?

Não és interpretada como um ser superior ou óptima mãe, mas sim como mesquinha e idiota. Todos os pais têm dias bons e dias maus. A diferença é que estas a atirar os teus dias bons à cara da mães que estão a ter um mau dia. Essa é que é essa.

Eu só estou a tentar ajudar…” Yeah right. Se quisesses mesmo ajudar ou dar alguma sugestão construtiva, conseguias fazê-lo.

Continua a julgar e a dizer ao mundo o quão maravilhosa és enquanto mãe.

Lembra-te apenas que, na verdade, estás realmente a dar-nos uma lição sobre parentalidade: nós não queremos que os nossos filhos cresçam como tu.

Caso não tenhas filhos faz-nos um favor e esbofeteia-te. Dares palpites baseando-te no que vês na TV, ou baseado na experiência que tens com primos e sobrinhos, ou até nas tuas memórias de infância, é como achares que podes desvendar um crime porque costumas assistir ao CSI.

Todos nós temos as nossas opiniões silenciosas sobre a forma como as outras mães gerem a educação dos seus filhos. Mas as pessoas inteligentes conseguem não opinar, porque, no limite, não sabemos como é a vida destas mãe e não estamos lá todo o santo dia.

A não ser que queiras realmente ajudar positivamente, não cagues sentenças só para te enalteceres.

Isto não é um concurso.
As mães agradecem.

 

Bunmi Laditan, para Scary Mommy
traduzido e adaptado com autorização por Up To Kids®

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