Nós, mulheres, somos fantásticas! Somos seres incríveis e imbatíveis, numa constante luta pela felicidade! Somos capazes de tudo! Somos tudo o que precisamos ser, somos a excelência do ser humano… Somos Fantásticas!
Esta bajulação gratuita do ser magnifico que é a mulher tem uma razão…
Desde pequenas que nos “atiram” bebés para as mãos… e nós gostamos! Está na nossa natureza, a maternidade!
Quando casamos ou nos juntamos começa a pressão. “Para quando um bebé?“. O que muita gente não sabe ou não pensa, é qual o preço de ter um filho.
Há muitas mulheres cujo sonho de ser mãe lhes corre nas veias! Mas a vida tem esta forma cruel de nos pôr constantemente à prova e, muitas vezes, quanto mais se anseia ser mãe, mais dificuldades se tem em engravidar ou levar uma gravidez até ao fim. Há mulheres que fazem tudo para realizarem o sonho de ser mãe!
Os tratamentos de fertilidade não são de todo fáceis… São fisicamente agressivos e psicologicamente violentos. São medicações com efeitos adversos horríveis e para muitas insuportáveis… São exames e análises constantes, são injeções, são testes negativos atrás de testes negativos! As semanas transformam-se em meses, e os meses em anos, e os anos em frustração e depressões!
Quando estes tratamentos (pelos quais ninguém deveria ter que passar) acabam, a luta continua! Perdas gestacionais, o pânico que algo corra mal, gravidezes instáveis…
Há gravidezes muito diferentes daquela que tive! Há gravidezes dolorosas e até assustadoras. Há problemas de peso, descolamentos de placentas, perdas de sangue, ritmos cardíacos instáveis do bebé, há infeções, diabetes, dores ciáticas, dores lombares, dores de cabeça insuportáveis, há perda de liquido amniótico, roturas de bolsas… um sem fim de coisas que correm mal e contra as quais nós mulheres lutamos com unhas e dentes.

Um dia, muitas vezes antes do que era suposto, o bebé nasce!

Contrações insuportáveis, dores de parto, epidurais pelas costas adentro, fazer força que nunca sonhámos ter, pontos e mais pontos, sete camadas de pele cozidas, e horas depois do bebé nascer, a mãe levanta-se e vai dar de mamar! Mamilos feridos, caroços no peito, febre, mastites… Vamos para casa. Toda uma casa para limpar e arrumar, receber visitas, o bebé a chorar, acordar milhões de vezes à noite mesmo só para ver se ele está a respirar. Olhar no espelho e não reconhecer aquela mulher…

Um turbilhão de hormonas descontroladas em nós, o corpo que nunca mais será o mesmo, sentirmo-nos tristes, felizes, deprimidas, alegres, sozinhas e completas tudo isto ao mesmo tempo.
Ser mãe é nunca mais sermos a primeira em nada!

Quando temos um bebé, podemos entrar numa sala cheia de gente e a maior parte nem repara que ali estamos, é dar o ultimo pedaço de chocolate, é dar a refeição aos filhos e só depois pensamos em nós… É prescindir para sempre de pequenos prazeres da vida como um banho demorado, ou um copo de vinho no silêncio de Blues à noite! É trocar o saxofone pelas musicas do panda, é ir comprar roupa e voltar cheia de sacos mas sem nada para nós, e com tudo para eles…

Ser mãe, é vê-los crescer, e um dia a voar para as suas vidas sem olhar para trás e ficarmos de colos vazios!
O preço de ter um filho é caro! Muito caro! É mudarmos tudo aquilo que somos… Ter um filho é para muitos um processo longo, demorado e doloroso…

E o mais incrível em nós mulheres…. É que, depois de sermos mães, passaríamos por tudo novamente.
Sem pensar duas vezes… está no nosso ser… a maternidade, o altruísmo!
Ter um filho tem um preço caro, mas que é impagável! É o nosso esforço derradeiro, para termos o melhor que a vida tem para nos dar!

Para todas as mulheres que têm/tiveram dificuldades em engravidar e/ou gravidezes e partos complicados só vos posso dizer uma coisa:
VOCÊS SÃO GRANDES!
Do tamanho do mundo!

imagem@Donagiraffa

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“Passei então a marcar, com uma caneta verde os grafismos mais perfeitos para que se pudesse concentrar nas suas vitórias e não nas derrotas.”

Princípio da caneta verde

A minha filha não foi para a escola na infantil e pré-primária como a maioria das crianças. Ficou comigo em casa, e eu própria desenvolvi diariamente os conteúdos pretendidos, em casa.

Quando começamos a trabalhar os grafismos na motricidade fina, apercebi-me de que, ao corrigir os seus trabalhos com uma caneta vermelha estava a valorizar os seus erros, e não aquilo que estava correto. Aquilo que tinha conseguido realizar com esforço e concentração.canetavermelha

Passei então a marcar, com uma caneta verde os grafismos mais perfeitos para que se pudesse concentrar nas suas vitórias e não nas derrotas.

Ela gostou muito disso. Queria sempre melhorar e quando acabava de preencher uma linha com um grafismo ou uma letra, perguntava-me qual era a letra mais bonita da linha. E ficava ainda mais feliz quando me via a rodear a letra perfeita com a caneta verde.

Qual a diferença entre as duas abordagens?

No primeiro caso estamos a concentrar-nos no erro. Ora, uma criança com uma memória visual aguçada está a reter uma imagem errada no seu subconsciente e a assimilar que é errado, para não voltar a repetir. Ou seja, a criança vê-se obrigada a ter uma atitude diferente daquela que memorizou e que sabe estar errada. Vai da próxima vez, tentar evitar o erro. Mas há infinitas maneiras diferentes de errar… A aprendizagem nem sempre funciona por exclusão de partes.

No segundo caso estamos a concentrar-nos no objetivo. A criança memoriza o símbolo ou letra, e tenta reproduzi-la o mais idêntico possível. Ou seja, em vez de tentar evitar um erro, irá tentar alcançar um objetivo.
Parece a mesma coisa, mas a emoção e perceção da criança é totalmente diferente. Trata-se de uma motivação própria e não o desejo de evitar um erro. Se procurarmos estimular a criança a repetir algo bem feito, os resultados serão muito positivos.

Como é que esta abordagem de evidenciar os erros pode (e vai) influenciar futuramente na vida de adulto?

A resposta é óbvia: desde crianças que somos habituados a concentrar-nos naquilo que está errado. Na escola corrigem-nos os erros a caneta encarnada, em casa somos chamados a atenção quando não arrumamos os brinquedos, e quando crescemos, sabemos que se falharmos seremos apontados por isso. No entanto, raramente somos parabenizados por tudo o resto que fazemos corretamente.

 

Veja a última linha da imagem acima: das 18 bolinhas desenhadas, a tendência é marcamos apenas uma. Ou seja, 19 estavam corretas e apenas uma não estava. Vale a pena concentrarmo-nos nela?

Destacar o erro

Destacar o erro é uma abordagem que está tão intrínseca na nossa cultura e educação, que dificilmente nos livramos dela na idade adulta.  Esta é uma das razões da nossa sensação de insatisfação na vida. 

Este exemplo pode ser extrapolado para a vida de um casal, por exemplo. O seu marido tem 19 características incríveis, mas vão acabar por discutir porque você está constantemente a destacar aquela que não gosta, e que acha errada. Esta é uma das causas do insucesso das relações e do aumento exponencial dos divórcios.

É normal moldamos a vida dos nossos filhos com o mesmo molde que usaram connosco, sem pensar muito na questão e isso nem sempre é positivo.

Se colocar em prática o método da ’caneta verde’, vai ver que não precisa de mostrar aos seus filhos os erros dados, pois por vontade própria, com esforço e dedicação da criança, estes acabarão por desaparecer pouco a pouco. Notará diferenca ao níel do empenho e da auto-estima deles. Experimente!

 

Por Tatiana Ivanko, publicado originalmente em Real Parents

Traduzido e adaptado por Up To Kids®.
Todos os direitos reservados

 

 

 

Tem as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO em casa? Devolva já ao IKEA

Hoje às 8h00 o IKEA fez um comunicado na newsroom do seu site, a pedir a todas as pessoas que tenham em casa as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO, a devolução do brinquedo na loja mais perto, por motivos de segurança.

O comunicado diz:

Tendo a segurança como prioridade máxima, a IKEA gostaria de pedir a todas as pessoas que tenham as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO, que os deixem de utilizar e os devolvam na loja mais próxima, onde serão reembolsados na totalidade.

Esta é uma recolha preventiva, devido a relatos de que a bola de borracha das baquetas pode ser desprendida ou desaparafusada. Apesar de não terem sido relatados quaisquer incidentes, é algo que pode ser perigoso para uma criança pequena.
As baquetas e o instrumento de percussão LATTJO começaram a ser vendidos em todos os mercados IKEA desde 1 de novembro de 2015.
Por favor, ligue 707 20 50 50 (Apoio ao Cliente da IKEA Portugal) ou dirija-se ao Balcão de Trocas e Devoluções da sua loja IKEA para devolver as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO, recebendo o reembolso do valor de compra na totalidade. Não é necessária prova de compra (talão de compra) para um reembolso na totalidade.
A IKEA lamenta esta situação e agradece a compreensão dos seus clientes.
Obrigado.

Em 2014 tínhamos adquirido um baloiço de exterior que sempre usamos sem quaisquer problemas, quando foi emitido um comunicado destes relativamente ao brinquedo em causa. De imediato, arrumamos o baloiço num saco qualquer, pois já não tínhamos a embalagem inicial. Como foi arrumado numa arrecadação só devolvemos um par de meses mais tarde. Aceitaram de imediato no Balcão de trocas e devolveram-nos o dinheiro.

Se tiver as baquetas e o instrumento de percussão LATTJO em casa, devolva-os numa loja IKEA perto de si..

Pela segurança dos seus filhos.

Há dias saí de uma loja sem dar à minha filha, que estava a fazer uma birra enorme, uma bolacha. Uma mulher parabenizou-me no parque de estacionamento e disse que era “a melhor mãe do shopping”. Já a minha filha não achou o mesmo. Quando os seus filhos lhe disserem que é a pior mãe do mundo, encare como um elogio. A geração que estamos a educar é a mais preguiçosa,  mais rude e com mais títulos da história. As histórias que se contam sobre crianças mimadas, assustam a melhor das mães. Pois eu tenho novidades: a culpa não é das crianças, é dos pais. É normal querer entregar as armas e baixar os braços. Na verdade, não queremos todas ser umas mães adoradas? Não desista. Eles podem dizer que é a pior mãe do mundo agora, mas de futuro irão agradecer-lhe.

Aqui ficam os 12 passos para ser a pior mãe do mundo:

  1. Deite os seus filhos a uma hora razoável
    Não estamos já fartos de saber o quão importante é uma boa noite de sono para que a criança seja “bem-sucedida”? Seja a Mãe e meta os miúdos na cama. Nunca ninguém disse que eles têm de querer ir para a cama. Até podem reclamar inicialmente, mas com persistência vão acabar por se habituar. Depois aproveite o serão tranquilamente.
  1. Não dê guloseimas sempre que querem
    Os doces devem ser guardados para ocasiões especiais. Por isso é que são tão “doces”. Se ceder a dar gomas, chupas ou outras guloseimas sempre que o exigirem não irão valorizar quando lhes for dado um doce numa ocasião especial. Além do mais pode sair-lhe caro quando os levar ao dentista.
  1. Obrigue-os a pagar por aquilo que querem
    Se nós queremos algo, temos de pagar por isso. É assim que funciona a vida de um adulto. Se quer que os seus filhos saiam debaixo da sua saia um dia tem de ensinar-lhes, agora, que os vídeo jogos, gadgets, actividades que gostam etc têm um preço. Se tiverem que pagar parte ou a totalidade das coisa, irão aprender a valoriza-las. Assim poderá, também, evitar pagar coisas que o seu filho quer imenso até as ter, e depois já não liga. Se ele não estiver disposto a fazer sacrifícios para comprar algo que pediu, provavelmente não queria assim tanto.
  2. Não mexa cordelinhos
    Há miúdos que só acordam para a vida quando começam a trabalhar e percebem que as regras também se aplicam a eles. Têm de chegar sempre a horas e fazer aquilo que lhes é imposto. E ainda por cima nem gostam assim tanto daquele emprego!
    Se não gostar do professor do seu filho, do colega do grupo de trabalho, da sua posição na equipa de futebol ou  da sua colocação numa fila de espera, não caia na tentação de dar um empurrãozinho para ele ficar numa posição mais confortável. Estará a privar o seu filho da chance de poder dar o seu melhor numa situação difícil. Lidar com adversidades é o que terá de fazer metade da sua vida adulta. Se não lhe der a hipótese de aprender a lidar com situações menos fáceis, estará a preparar o seu filho para o insucesso.
  1. Faça-os fazer coisas difíceis
    Não interfira e resolva quando as coisas se tornarem difíceis. Não há nada que os ajude mais a desenvolver a autoestima e autoconfiança do que agarrarem-se a um desafio complicado e conseguirem resolver sozinhos.
  1. Ofereça-lhes um relógio e um despertador
    Os seus filhos serão mais autónomos se forem obrigados a gerir o seu próprio tempo. Os pais não podem estar constantemente a mandar desligar a TV e cumprir com os seus compromissos.
  2. Não compre sempre do bom e do melhor
    Ensine os seus filhos a serem gratos e satisfeitos por aquilo que têm. Preocuparem-se com o próximo gadget top e quem é que já tem, irá leva-los a um vazio e uma vida de infelicidade e/ou dívidas.
  3. Deixe-os experienciar a perda
    Se o seu filho partir um brinquedo não compro outro para substituir. Assim, irá aprender uma lição valiosa sobre o cuidado a ter com as suas coisas. Se se esqueceu de trazer o livro dos TPC deixe-o ter uma má avaliação ou obrigue-o a realizar os trabalhos no intervalo com a professora. Está a ensiná-lo a ser responsável – e quem não quer uma criança responsável? Assim poderá ajuda-la a lembrar-se de todas as coisas que se esquece de fazer.
  4. Controle os Mídea
    Se os outros pais deixarem os seus filhos saltarem de uma ponte você também deixaria? Não deixe seu filho assistir a um filme ou jogar um videojogo que seja inapropriado para crianças só porque “toda a gente joga”. Se se reger pelos seus princípios e for firme na sua decisão, pode ser que os outros também passem a ser. Tente criar uma corrente positiva na educação.
  5. Ensine-os a pedir desculpas
    Se seu filho fizer algo errado, faça-o confessar e enfrentar as consequências. Não escamoteie os seus atos ou desonestidades. Se você errar, dê o exemplo e assuma as consequências.
  6. Transmita-lhe a boa educação e o civismo
    As crianças podem, desde pequenas, aprender as noções básicas de como tratar outro ser humano com respeito e dignidade. Ao fazer da boa educação um hábito fará aos seus filhos e à humanidade um grande favor. O civismo é o caminho certo para conseguir o que quer. “Apanham-se mais moscas com mel do que com vinagre.”
  7. Obrigue-os a trabalhar – de borla
    Quer seja a ajudar a avó no jardim ou como voluntários a ajudar crianças mais novas, torne essas acções parte da vida dos seus filhos. Isso vai ensinar-lhes a olhar para lá do seu umbigo e aperceberem-se dos problemas dos outros – muitas vezes muito maiores que os deles.

Se cumprir estes 12 passos para ser a pior mãe do mundo não se esqueça ao longo do percurso de elogiar sempre que os seus filhos tenham atitudes de valor. E certifique-se de que sabem que os ama. Com um bocado de sorte, os seus filhos podem virar o bico ao prego e tornar a sua geração conhecida pelo empreendedorismo, pela resiliência e perseverança.
Por Megan Wallgren, para Familyshare.

Traduzido e adaptado por Up To Kids®

imagem@plusgoogle

Ah carago, sou tripeira sim senhor!!!! E apesar de viver cá em baixo há mais de 20 anos, ter Cascais entranhado no meu coração para todo o sempre e cada vez mais amar Lisboa de paixão, o meu coração há de ser sempre tripeiro!!
E enganem-se quem acha que chamar-nos tripeiros é uma ofensa! É um orgulho! Uma coisa que não se explica, sente-se! Tal como os alfacinhas também devem sentir o mesmo. Eu não ia com a minha avó ao Chiado nem fazer compras para Campo de Ourique. Não brinquei no Jardim da Estrela nem fui lanchar à Versalhes. Mas comprava sapatos na Heidi na Senhora da Luz, ia ao Morgado comprar presentes de Natal e uma viagem até à baixa para ir ao Bazar Paris era um dos melhores presentes que me podiam dar! Ia ver filmes ao Pedro Cem e ao Nun’Alvares. A missa de Domingo era em Cristo Rei ou nas Carmelitas.
Comprava tigelinhas de mousse na Minhotinha (e fofinhos e quadrados de chocolate!) e apanhava o 78 para a escola. Comprava flores no Mercado da Foz e cigarros para a minha mãe no Ferreira. Tomava café na Juquinha e comia croissants na Doce Mar. E entrava na porta do lado para levar picas do Enf João.
Ao Domingo almoçávamos na Varanda do Sol e comíamos Natas do Céu à sobremesa. Brincávamos nas rochas da Praia da Luz enquanto os pais tomavam café e subi vezes sem conta a estátua do Homem do Leme. Comia crepes e gelados na La Copa e revelava as fotografias na loja ao lado no Centro Comercial da Foz. Nunca entrei no Castelo do Queijo mas ia ao Sá da Bandeira ver peças infantis. Construía espantalhos em Serralves com a escola e ia ao primeiro Continente de todos fazer compras com a minha mãe.
Pendurava a roupa em cruzetas e usava meias calças quando estava frio. Ao Sábado íamos buscar tripas à Cufra ou à Concha d’Ouro e comia lanches na Bacelar! O chantilly era da Quinta do Paço e trazíamos um eclair para o caminho.
A água do banho saía do cilindro e os ovos estrelados eram feitos na sertã! Chamávamos o picheleiro quando os canos entupiam e comíamos bijous. Para o arroz, a minha empregada fazia um estrugido e na sopa punha-se penca! Passei a minha infância de repas e tirava catotas do nariz. Usava um aguça para afiar os lápis e uma pasta pendurada nas costas. Quando larguei as fraldas, mijava no pote e deve ter sido nessa altura que fui para o Centrinho (em Nevogilde). E se brincava na terra e me sujava, ficava toda badalhoca!
Os azeiteiros usavam palitos no canto da boca e iam passear para a avenida ao Domingo. E quando jogava o Boavista, não se conseguia estacionar em minha casa. O Pedro Begonha usava T-shirt preta fosse Verão ou Inverno e o Daniel era um anão que andava sempre por ali.
O leiteiro, o peixeiro e o padeiro deixavam os sacos na porta de casa e a minha avó obrigava-me a dar um beijinho à senhora que vendia couves num carrinho de mão. (Ela tinha barba, 4 verrugas e não tinha dentes!!).
Os gunas andavam sempre pendurados no eléctrico e tínhamos de fugir deles quando nos atiravam pedras. Festejávamos o São João com alhos e martelos e em Agosto íamos à procissão do São Bartolomeu.
Íamos ao Augusto Leite comprar bicos de pato e ao Ténis comer filetes com salada russa. As iscas eram de bacalhau e os totós eram uns lorpas.
As empregadas tratavam-nos por “menina” dos 0 aos 88 anos e íamos à Brasília comprar roupa na Cenoura. (No Porto)
Amo Lisboa de paixão! Cada vez mais!!! E não! Não andei no Pedro Nunes nem ia às Amoreiras fazer compras.
Mas tenho muito orgulho em ter este sangue nortenho e murcão! Em dizer carago à boca cheia, em chamarem-me gaja sem ficar ofendida ou largar um foda-se quando me trilho numa gaveta. Ser do Fêquêpê é uma questão de religião e ser Tripeiro é um orgulho!!

Por Kiki do Familia 3 e 1/2

imagem@doportoenãoso

Os vencedores do passatempo  “Miradouro da Graça”, da Somewhere by Tiago f Moura são:

  • Patricia Pacheco Dias
    «Eu amo Lisboa porque sim
    Porque me encanta a cada curva virada
    Porque me apaixono pelo cheiro a cultura
    Pelas cores tépidas e som da calçada“»
  • Cátia Isabel Marques dos Santos Borges da Costa
    «Eu amo Lisboa porque nos momentos em que ando a deambular em vez de ficar presa a pensamentos supérfluos, listas de afazeres e raivinhas do dia a dia perco-me na beleza das ruas e encontro-me nas histórias da calçada e em vez de ter a solidão a partilhar as minhas mazelas, tenho Lisboa a embalar-me ao som de sorrisos!.»

PARABÉNS! Obrigada por terem participado!
Para reclamar o prémio siga as instruções enviadas por e-mail.
Caso não tenha recebido um e-mail, por favor verifique a caixa de spam.

Este passatempo foi oferecido pela Somewhere by Tiago f Moura, em parceria com a Up To Kids®.

MiradourodaGraça

A Up To Kids® em parceria com a Somewhere by Tiago f Moura vai oferecer dois Posters Miradouro da Graça x2 ref. 017

“A decoração perfeita para amantes de Lisboa.
Tiago é apaixonado por desenhar o que as cidades têm de mais bonito! A sua coleção conta com ilustrações de Lisboa, Porto e Coimbra, pensadas para decorar casas, espaços públicos e escritórios e enchê-los de estilo, vida e cor.”

COMO PARTICIPAR | REGRAS

1. Fazer like nas páginas Up to Lisbon Kids e Somewhere by Tiago f Moura
2. Partilhar no Facebook (ao público) com tag para 3 amigos.
3. Preencher o formulário – no campo frase completar – “Eu amo Lisboa porque...” 

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O passatempo é válido de dia 01.01.16 até dia 24.01.16.
O vencedor será sorteado através do programa Random.com.
Os vencedores serão anunciados publicamente no dia 27.01.16, às 22h
Apenas estarão habilitadas ao sorteio pessoas cumpram as 3 regras de participação.
A partilha deverá ser publica para a podermos seguir.
O mesmo utilizador pode concorrer mais que uma vez (máx 10 participações/pessoa/dia), desde que em cada participação cumpra novamente as regras impostas, e os nomes do tag sejam sempre diferentes.
Ficará habilitado o nº de vezes que concorrer
Os vencedores serão avisados por mail, e terão 15 dias após a receção do mesmo para reclamar o direito ao prémio. Passado o prazo, ficará sem efeito.

 

ATENÇÃO: DENUNCIA DO MOVIMENTO PIJAMINHA 

À semelhança do que aconteceu nos anos anteriores o Movimento Pijaminha voltou a ser assunto nas redes sociais.
Para quem nunca ouviu falar, O Movimento Pijaminha apresenta-se como um movimento de recolha de pijamas e bens infantis para entregar no IPO às crianças que se encontram a realizar tratamentos oncológicos.

O IPO, fez hoje um comunicado de imprensa que nega qualquer ligação ao citado Movimento:

“O Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Francisco Gentil, E.P.E., tomou conhecimento que, mais uma vez, se encontra a ser efectuada uma acção de recolha de pijamas para os seus doentes da Pediatria, no que se apelida de “Movimento Pijaminha”.Perante este facto, esclarece-se que não foi realizada nenhuma solicitação pelo IPO de Lisboa e que a mesma representa um uso abusivo do seu nome. Com o objectivo de prevenir o eventual aproveitamento da situação por entidades que pretendam obter proveitos ilegítimos, solicita-se que se tenha em conta o presente esclarecimento.
Aconselhamos que no futuro, por uma questão de precaução, seja confirmado sempre junto da Instituição quaisquer campanhas realizadas em nome do IPO”.

Nas redes sociais, publicou dia 08 Janeiro 2016:

“Se lhe pedirem para aderir à «Missão Pijaminha – Solidariedade IPO» não o faça – é falso ou é spam! Quem quiser ajudar o IPO Lisboa pode fazê-lo através da dádiva de sangue, fazendo um donativo, oferecendo um cartão doação ou artigos listados no nosso site. Obrigado!”

Hoje novo apelo no Facebook do IPO, ler aqui

COMO AJUDAR?

De seguida o link remete-nos para uma página onde poderá encontrar toda a informação necessária para realizar o seu donativo ao IPO, tal como a lista de bens necessários, conforme transcrita abaixo:

“Ao Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, E.P.E. chegam, diariamente, manifestações por parte de particulares e empresas que pretendem realizar donativos, no intuito de participar no esforço de prestação de serviços de qualidade superior aos doentes aqui acompanhados.

Assim e no sentido de facilitar essa colaboração, que o IPO de Lisboa desde já agradece, informamos:

  • A sua ajuda como dador de sangue é de extrema importância, pode saber mais sobre esta possibilidade aqui
  • Enviando um donativo para:
    Conta:   IPOLFx, EPE
    NIB:       0781 0112 01120011763 65
    BIC:       IGCPPTPL
    IBAN:    PT50 0781 0112 01120011763 65
  • Cartão – Doação ao IPO de Lisboa. Para saber mais, clique aqui
  • Caso prefira colaborar com a doação de bens, poderá optar por:
    • Computadores portáteis
    • Cadeiras de rodas
    • Televisores
    • Frigoríficos
    • Máquinas de Lavar Loiça
    • Microondas
    • Leitores de DVD portáteis
    • Folhas de papel cavalinho A3 e/ou A4 (para trabalhos a realizar com as crianças do Serviço de Pediatria)
    • Tintas (para trabalhos a realizar com as crianças do Serviço de Pediatria)
    • Almofadas posicionadoras anti-escara (modelo a indicar pelo IPO de Lisboa)
  • Outros bens ou equipamentos devendo para tal contactar a Instituição 

As doações materiais destinam-se, preferencialmente, aos Serviços de Internamento. Se optar por algum destes bens deverá contactar a Instituição, a fim de saber a a características dos mesmos, no sentido da sua uniformização e adaptação aos locais onde serão colocados – secretaria.geral@ipolisboa.min-saude.pt – tel. 217 229 814 – fax. 217 200 485. Sublinha-se que, por questões de responsabilização, segurança, garantia e manutenção só é possível ao Instituto aceitar bens em estado novo.

Há dias deparei-me com uma imagem na internet, daquelas com mensagens inspiradoras, cujo título era The Four agreements, por Don Miguel Ruiz. É uma imagem que se tornou viral devido aos sábios dizeres deste autor. Trata-se de um excerto do Best Seller  que, talvez devido à constatação do óbvio ou ao discernimento do trivial, milhões de pessoas se identificaram e partilharam a mensagem.

Nós acreditamos que estes princípios podem e devem ser lidos e relidos na vertente da parentalidade. Deixamos aqui a mensagem The four Agreement, interpretado por uma mãe (zelosa) e educadora:

“1. Sê impecável* com a tua palavra

Fala com integridade. Diz apenas aquilo que pretendes dizer. Evita usar a palavra para dizer mal de ti próprio ou para falar sobre a vida dos outros. Usa o poder da Palavra para dizer a verdade e espalhar o amor.”

Este é um principio fundamental quando nos tornamos pais. A integridade só se aprende através do exemplo. Temos de ensinar-lhes a nunca se arrependerem de ser honestos. O Chico-espertismo e a mentira têm perna curta.
Temos de ensinar o valor da Palavra aos nossos filhos, afinal, essa é a arma mais poderosa que lhes podemos dar sem quaisquer custos!

“2. Não leves tudo a peito

Nada do que os outros fazem é por tua culpa. O que os outros dizem e fazem é uma projecção da sua própria realidade, dos seus sonhos. Quando te tornares imune às opiniões e acções alheias, deixarás de ser vítima de sofrimentos desnecessários.”

As crianças são genuínas, e como tal são muitas vezes cruéis, principalmente com os pares. Vamos ensinar os nossos filhos a relativizar. A perceber o que é dito por maldade ou por ingenuidade. O que é pessoal ou da boca para fora. Uma auto-estima sólida é essencial para fazer esta triagem de forma imediata. Uma criança segura, não leva a peito maldades gratuitas, poupando-se assim a situações futuramente angustiantes.

“3. Não faças suposições

Encontra a coragem para fazer questões e para expressar aquilo que realmente queres. Comunica com a maior clareza possível para evitar mal-entendidos, tristezas e dramas. Só este princípio pode transformar a tua vida por completo”

Converse com os seus filhos. Não suponha que a escola está a correr bem, ou que eles se sentem integrados, ou que têm muitos amigos. Não suponha que percebem com facilidade a matéria, ou que são preguiçosos, ou que têm dificuldades de concentração.

Tente saber o que se passa. Converse diariamente. Faça perguntas que estabeleçam diálogo. Pergunte quais as três melhores e piores coisas do dia. Pergunte pelo João, se ainda está doente. O que é que os amigos disseram da sua borracha nova do Star Wars. Pergunte se têm dificuldades e diga-lhes que pode estudar com eles. Não os deixe ficar perdidos. Cabe aos pais ir ao encontro dos filhos. Cada dia que passa sem estabelecer um diálogo de qualidade é um dia que as suas suposições aumentam. E não se esqueça que, na maioria das vezes, essas suposições vão exatamente na direção oposta ao que se passa na realidade.
“4. Dá sempre o teu  melhor

O teu melhor irá alterar-se de situação para situação; será diferente quando estiveres doente ou saudável.
Sob quaisquer circunstâncias, dá simplesmente o teu melhor, e evitarás auto-avaliações, abusos de ti próprio e arrependimentos.”

Hoje em dia existe um elevado espírito competitivo entre as crianças. Obviamente, há sempre miúdos que se estão pura e simplesmente a borrifar para isso. Mas a grande maioria compete. Nas notas, no desporto, nos brinquedos que têm, nos gadgets, etc.

É de facto importante ensinarmos a dar o seu melhor. Mas é importante explicar que o seu melhor é relativo. Não é uma constante. Temos de ensinar os nossos filhos a dar o seu melhor de acordo com a situação, com o ambiente, com o material disponível, etc.
É igualmente importante ensinar que se não há cão caça com gato. Isso vai obriga-los a ser criativos e engenhosos. Que se lhes derem limões, façam limonada. Isso vai desenvolver a capacidade de adaptação e ensinar a saber lidar com a adversidade.

Dar o seu melhor é dar o melhor possível de acordo com as condições criadas. Se o fizerem, a mais não são obrigados. E isto é válido também para os pais e as mães.

 

Acordos em  “The Four Agreements: A Practical Guide to Personal Freedom”, de Don Miguel Ruiz,
texto por Up To Kids®

imagem@plaengeblog

Mais importante do que pensar nas resoluções para o novo ano, é saber encerrar ciclos. O fim do ano ou o inicio de um ano novo é o pretexto ideal para encerrar capítulos. Deixamos esta reflexão da psicóloga e colunista colombiana Gloria Hurtado, para encerrarmos aqui um ano que passou, e estarmos libertos para receber de braços abertos 366 novas oportunidades!
É preciso saber sempre quando uma etapa chega ao fim. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foste despedido? Terminaste uma relação? Saíste de casa dos pais? Partiste para viver noutro país? A  amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Podemos passar horas, dias e semanas a tentar perceber o que aconteceu, onde erramos. Podemos dizer que não daremos mais um passo enquanto não entendermos as razões que levaram a certas coisas, que eram tão importantes e sólidas na nossa vida, a serem subitamente transformadas em pó. Mas essa atitude será um desgaste imenso para todos aqueles que nos rodeiam. Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver-te parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente crianças, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação que já terminou e não tem a menor chance de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixa-las realmente ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está a acontecer no nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém joga nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não esperes que devolvam algo, não esperes que reconheçam o teu esforço, que descubram o teu génio, que entendam o teu amor. Pára de ligar a  televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como sofreste com determinada perda: isso vai envenenar-te lentamente,  nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: assume que aquilo que passou, jamais voltará.

Lembra-te de que houve uma época em que podias viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na tua vida.

Fecha a porta, muda o disco, limpa a casa, sacude a poeira.

Deixa de ser quem eras, e se transforma-te em quem és. – Por Gloria Hurtado

Imagem@hdwallpapers

 

Monstra? | Autor Elsa Serra | Edição das autoras

«Era uma vez uma monstra que estava cansada de assustar os outros».
Este é o mote que uma contadora de histórias, Elsa Serra, e uma designer e ilustradora, Carlota Flieg, usam como ponto de partida para falar de forma divertida sobre medos, diferenças e o modo como nos vemos a nós próprios.
O Doutor Risada, a Senhora Pé Grande, e a Doutora Dentolas, entre outros personagens, vão ajudar a nossa Monstra a perceber que os medos injustificados estão dentro de nós e que, espantando-os, podemos viver mais felizes.

E os seus filhos, já conhecem a Monstra?

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FICHA TÉCNICA
Monstra?
Autor: Elsa Serra (texto) e Carlota Flieg (ilustrações)
Nº de páginas: 48
Editor: Edição das autoras
Data de edição: Outubro 2015
ISBN: 9789892060699
PVP: 8€

ANIMAÇÃO

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