Às vezes, quando temos dias mais complicados ou andamos mais stressados, sem que queiramos, o nosso comportamento altera-se. Tanto no local de trabalho como em casa, as nossas atitudes refletem o nosso estado de espírito. Os nossos filhos, mesmo quando pequenos, apercebem-se de todas estas alterações sentindo e acreditando, muitas vezes, que são os culpados do que quer que se passe.

Agora imagine-se num estado de dormência que não tem perceção das consequências das suas atitudes. Num estado em que nada importa, e só vai para casa porque o “piloto automático” o manda ir. Ou porque não tem mais sítio nenhum para pernoitar. Imagine que as suas atitudes lhe custam o emprego, a família, os filhos. Os filhos. Imagine os filhos.

Laura tem 8 anos, e acredita que as alterações do comportamento do pai se devem à relação próxima que mantém com um amigo, colocando-o sempre em primeiro lugar. Fica a carta que Laura escreveu ao pai:

“O alcoolismo é a doença mental mais comum no mundo” – Sérgio Nicastri, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein.

Dependência:

Causa perda de controle e desejo incontrolável de consumo, cria a necessidade de consumir doses maiores para obter o mesmo efeito, surgem sintomas físicos e psíquicos quando o consumo é interrompido e considera o álcool, o item mais importante da sua vida.

Tratamento:

O primeiro passo é o autodiagnóstico, reconhecer a doença e querer mudar de vida. Toda a mudança requer cuidados e atenção, por isso o ideal é procurar ajuda médica e especialistas na doença, e ter sempre pessoas à volta com quem possa contar.

Alguns hospitais oferecem Programas de Tratamento de Dependentes de Álcool e Drogas. 

Informe-se.

Campanha de Sensibilização contra o uso de alcool e drogas

Aceita o desafio?

No início do ano passado, a RUN IS A GIFT, lançou o desafio “Correr 100 dias em 2015” e o sucesso tem sido tal que repetiu a proeza para 2016: “Correr 100 dias em 2016”, que já conta com muitos participantes e grande parte a correr pela primeira vez! Correr no mínimo 100 dias em 2016 (pelo menos 1 km) a começar já amanhã (para não dizer ontem)!

As 4 regras são simples:

#1 Não deixar passar 3 dias sem correr.
#2 Correr pelo menos 3 vezes por semana.
#3 Não falhar nenhuma segunda-feira.
#4 NUNCA desistir!

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Uma grande motivação são também os calendários de corrida que depois do sucesso em 2015, voltaram num formato maior em 2016. Uma fórmula testada e com resultados comprovativos.
Criada por Jerry Seinfeld, muito antes de ter sido reconhecido como comediante. Tinha como objectivo treinar a sua escrita até conseguir encontrar as melhores piadas, auto-motivar-se, até mesmo quando lhe faltava inspiração. A prova do seu sucesso está à vista!

E assim surgiu este calendário de registo especial. Em formato XL, onde todos os dias poderá registar as suas acções e orgulhar-se das suas conquistas.

Como Funciona:

1- Colocar o calendário numa parede visível;

2- Escrever o seu objectivo/compromisso mensal.
Para que não se perca no caminho ou na motivação, escolha objectivos realistas e viáveis consoante a sua disponibilidade de tempo e a sua capacidade física.

3- Com um marcador encarnado, colocar “X” bem visível a cada dia, sempre que cumprir a tarefa proposta;

4- Depois de alguns dias de provas superadas terá uma corrente ” X” consoante o seu objectivo mensal. Corrente essa que continuará a escrever à medida do seu esforço, que espelha cada conquista, cada prova superada. Vai sentir-se orgulhoso de visualizar o SEU resultado;

5- No final de cada mês avalie a sua perfomance e defina uma nova meta, mais ambiciosa, para o mês seguinte;

6- Objectivo: NUNCA QUEBRAR O SEU OBJECTIVO!

Se este calendário funciona, é porque vai muito para além da boa vontade, das ideias soltas ou das acções isoladas. É uma ferramenta prática, que ajuda a concretizar objectivos reais.
Aqui, cada dia é uma prova superada, uma lufada de ar fresco em termos de empenho e motivação. A soma dos vários dias leva-nos mais longe, ajuda-nos a construir hábitos e a chegar à meta.

Desistir um dia é meio caminho andando para o fazer no dia seguinte. Da mesma forma, e escolher um objectivo demasiado ambicioso é o primeiro passo para perder o ânimo e a determinação. Sejam dez minutos ou uma hora, qualquer objectivo que seja para si um desafio, é válido. Por isso vale a pena pensar: que acção poderá ter um impacto mais profundo se trabalhada diariamente? Essa é a acção a calendarizar nesta ferramenta!
Não nos vamos pôr a correr à maluca. Vamos começar aos poucos. Introduzir primeiro as caminhadas, depois intercalar com umas corridas lentas e fazer a progressão aos poucos. Convém também que faça exames médicos regulares!

Queremos tempo para os nossos filhos mas, para podermos desfrutar desse tempo, precisamos de tomar conta de nós!

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Mens sana in corpore sano!

Mais informações em Run is a Gift

Porque devemos abraçar os nossos filhos quando agem mal?

Estou farta.

Estou completamente farta de explosões emocionais, estou farta que me desafie, e do “não me podes obrigar”, e de portas a bater.

Há alturas que só me apetece arrastá-lo pela t-shirt e obriga-lo a apanhar os sapatos do chão e acabar com estas atitudes de vez.

A última coisa que me apetece fazer é abraça-lo, mas faço-o na mesma.

Abro a porta (depois de me bater com ela na cara) e pergunto-lhe: ”Queres um abraço?

Inicialmente ele resistia mas hoje em dia não. Hoje em dia derrete-se nos meu braços e chora como um bebé oprimido e inseguro.

Hoje, apesar de ser a ultima coisa que me apetecia fazer, apesar de ele ter tido uma péssima atitude comigo, o que ele precisava era mesmo de um abraço. Era o que precisávamos os dois.

Porquê?

Porque devemos abraçar os nossos filhos quando agem mal?

Passo a explicar:

Porque os nossos filhos aprendem mais com amor do que com castigos. Um abraço e uma conversa sobre o que se está a passar resultam melhor do que gritar e castigar.

Porque, às vezes, quando os nossos filhos “se passam”, a sua reação é um grito de ajuda. Talvez não saibam exprimir os seus sentimentos de uma forma mais apropriada, ou talvez haja mais qualquer coisa que os incomode, os stresse ou que os esteja a frustrar e, um abraço pode abrir uma janela à conversa sobre o que realmente se passa, para que possamos lidar e ajudá-los a lidar com a situação.

Porque, às vezes quando os nossos filhos se sentem mal consigo próprios, sentem que não merecem carinho e o nosso respeito e agem de forma a não serem tratados com carinho e respeito. E se reagimos negativamente e com “raiva” estamos a validar os sentimentos deles, e começa um ciclo vicioso. Quebre o ciclo e abrace-o. Lembre-lhes que cometer um erro não os torna numa má pessoa.

Porque uma das melhoras formas de fazer com que os nossos filhos cooperem, é criando laços. Com uma relação forte pais e filhos, as crianças têm tendência a agir de forma correta a maior parte das vezes. E nas alturas em que não o fizerem, ou não o conseguirem fazer, um simples abraço é a chave para nos conectarmos emocionalmente.

Porque o amor pelos nossos filhos é incondicional.

Podemos não gostar da atitude ou de um comportamento, mas continuamos a amá-los até ao último dia das nossas vidas. E as crianças precisam de saber isso, e por vezes temos de relembra-las vezes e vezes sem conta, especialmente quando estão em baixo.

Porque, às vezes, somos nós pais que precisamos de um abraço. Quando os nossos filhos estão a sofrer, ou frustrados, ou a atacar-nos e não sabemos mais como lidar com eles, às vezes, somos nós que precisamos de nos conectar, precisamos de reforçar a  confiança e de um abraço.

Por isso da próxima vez que perderem a sintonia e o seu filho se estiver a passar, abrace-o.

Eu sei que às vezes é difícil controlar os sentimentos.
Eu sei que às vezes eles vão rejeitar esse abraço, principalmente se tiver filhos na pré-adolescência e adolescência.

Mas abrace-o na mesma.

Porque, às vezes, um simples abraço é a melhor resposta a um comportamento negativo.

 

Por Picklebums, parenting
Traduzido e adaptado com autorização por Up To Kids®, 

Todos os direitos reservados

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“O leite só ferve quando você sai de perto”, foi a melhor metáfora que encontrei para definir a ansiedade do acontecimento. Quando queremos muito que algo aconteça, parece que o tempo pára. Queremos um emprego novo, queremos encontrar o príncipe encantado, queremos engravidar, queremos, queremos, queremos, mas parece que nunca nada vai acontecer. De repente, deixamos de enviar CV porque estamos numa fase com imenso trabalho,  e liga-nos alguém que conhecemos sabe Deus onde, e que se lembrou de nós sabe Deus como, e que nos recomendou para o cargo supra sumo da banana da empresa XPTO. Exatamente para onde já tinhamos enviado diversos e-mails e nunca obtivemos resposta. A entrevista está marcada. O nosso bom desempenho no emprego atual foi reconhecido e isso pode catapultar-nos para o outro nível.

Durante muito tempo andei à procura do príncipe encantado, do marido ideal, o futuro pai dos meus filhos. Avaliava cada colega de trabalho, cada homem que conhecia, às vezes até os empregados do restaurante ou do banco: “Este é bem giro! E simpático. Tem emprego e parece responsável.” – E não, não estava desesperada, nem me sentia sozinha. O meu melhor amigo, que estava sempre rodeado de raparigas (saía-se bem demais até) dizia que não eram para mim, que merecia melhor. Enquanto procurava pelo homem ideal não estava concentrada em mim, naquilo que realmente me fazia feliz. E ao fim de algum tempo tudo aconteceu com naturalidade, quando menos esperava. Hoje em dia, o meu melhor amigo é também o meu marido e o pai das minhas filhas. E claro, deixou de andar rodeado de miúdas. Ou melhor, continua mas três delas têm menos de 6 anos.

A pensar na nossa história e na expressão ideal para falar sobre as expectativas que criamos e a ansiedade de viver o futuro hoje, dei com a crónica “O leite só ferve quando você sai de perto”. Porque tudo acontece quando menos esperamos…

“Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando “Ó o lêeeeeite!!!”.

Minha mãe corria porta afora e o leite _ fresquinho, gorduroso e integral_ era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.

No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: Colocava o leite na fervura e saía de perto. Literalmente esquecia. Simplesmente I.g.n.o.r.a.v.a.

É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança, e quando via a conclusão do projeto, gritava: “Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo…” e ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo “Seja tudo pelo amor de Deus…” e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite_ pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.

Até hoje não entendo o porquê desta técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com que ocorria. Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando_ pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição:

O leite só ferve quando você sai de perto.

Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe que é só uma estratégia. E só vai ferver ( e transbordar) se você esquecer DE FATO.

A vida gosta de surpresas e obedece à “lei do leite que transborda”: Aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando.

Antigamente o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava.

Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem email, msn, facebook, whatsApp, e por aí vai. O celular sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve…

Acontece também de você se esmerar na aparência com esperança de esbarrar no grande amor, na fulana que te desprezou, no canalha que te quer como amiga. Então ajeita o cabelo, dá um jeito pra maquiagem parecer linda e casual, capricha no perfume… e com isso faz as chances de encontrá-lo(a) na esquina despencarem. Esqueça baby. O grande amor, a fulaninha ou o canalha estão predestinados a cruzarem seu caminho nos dias de cabelo ruim, roupa esquisita e vegetal no cantinho do sorriso.

Do mesmo modo, se quiser engravidar, pare de desejar. Não contabilize seu período fértil e desista de armar estratégias pro destino. Continue praticando esportes radicais, indo à balada, correndo maratonas. Na hora que ignorar de verdade, dará positivo.

A vida _como o leite_ não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: I.g.n.o.r.a.r…

E lembre-se: Tem gente que prefere ser lagarta a borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar…” – Fabíola Simões – instagram@asomadetodososafetos

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Os vencedores do passatempo “Dicas para mães e filhos com muita pinta”, resultante de uma parceria entre a Up To Kids e o Blog My Happy Kids, são:

  • Gisela Rego
    DICA: “Tratar os nossos pequenotes com todo o amor do mundo.
  • Ana Marques
    DICA: “Por vezes não vale a pena contraria-los! Pense … vem daí mal ao mundo?!?! É que uma vez não são vezes!
  • Maria Costa
    DICA: “Quando o bebé dorme, aproveite e durma também.

PARABÉNS! Obrigada por ter participado!
Para reclamar o prémio siga as instruções enviadas por e-mail.
Caso não tenha recebido um e-mail, por favor verifique a caixa de spam.

Este passatempo foi oferecido pela Blog My Happy Kids, em parceria com a Up To Kids®.

Little Style

 

A Up To Kids® em parceria com a My Happy Kids vai oferecer 3 exemplares do livro “Dicas para mães e filhos com muita pinta”, autoria de Filipa Cortez Faria.

Filipa Cortez Faria é dietista e autora do blog My happy kids. Neste livro partilha connosco dicas, sugestões, listas e 1001 segredos que vão desde o bem estar das mães (incluindo truques de beleza e estética) até aos pormenores de organizar uma festa, ou ideias de lanches saudáveis para os nossos filhos.

COMO PARTICIPAR | REGRAS

1. Fazer like nas páginas Up to Lisbon Kids e Blog My Happy Kids
2. Partilhar no Facebook (público) com tag para 3 amigos.
3. Preencher o seguinte formulário e no campo “Frase”  escreva aquela dica que todas as mães deveriam saber!

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O passatempo é válido até dia 06.03.16.
O vencedor será sorteado através do programa Random.com.
Os vencedores serão anunciados publicamente.
Apenas estarão habilitadas ao sorteio pessoas cumpram as 3 regras de participação.
A partilha deverá ser publica para a podermos seguir.
O mesmo utilizador pode concorrer mais que uma vez (máx 10 participações/pessoa/dia), desde que em cada participação cumpra novamente as regras impostas, e os nomes do tag sejam sempre diferentes.
Ficará habilitado o nº de vezes que concorrer
Os vencedores serão avisados por mail, e terão 15 dias após a receção do mesmo para reclamar o direito ao prémio.
Passado o prazo, ficará sem efeito.

SINOPSE
Descomplicar, Descomplicar, Descomplicar!

Filipa Cortez Faria é dietista e autora do blog «My happy kids» e neste livro dá-nos dicas, sugestões de ideias para mães e filhos felizes.
Dicas para nós mães com muita pinta:

– Para melhor gerirmos as mil e uma tarefas do dia a dia, e esticar o orçamento familiar

– Fazermos uma alimentação saudável e exercícios para ficar em forma

– Dicas de beleza para nos sentirmos mais bonitas e maravilhosas,

– Conselhos do que vestirmos e usarmos para ficarmos ainda com mais pinta

– Ideias de programas a dois para mantermos a “chama acesa” do casamento

– Dicas para recebermos bem e impressionarmos os amigos

Dicas para filhos com muita pinta:

– Como preparar refeições saudáveis e fáceis (pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar)

– O que pôr na lancheira para levarem para a escola

– Programas giros para se fazer em família,

– Preparar festas de anos inesquecíveis, e sobreviver às mesmas

– Decorar o quarto das crianças e organizar os seus roupeiros

Entre muitas outras dicas… e tudo isto para termos mais tempo e sermos ainda mais felizes!

dicasmaeefilhos

Autor: Filipa Cortez Faria
Filipa Cortez Faria, nascida em Oeiras há 34 anos, é mãe de três crianças, dietista e blogger. Desde que foi mãe, há 7 anos, apaixonou-se pela moda infantil e pelo mundo das crianças e foi depois do nascimento da sua filha que decidiu criar o Blog My happy kids, um blog de moda e lifestyle para mães e filhos, onde aborda outras temáticas, tais como, decoração e nutrição, a sua outra paixão.

Licenciada em Dietética, Mestre em Intervenção Sócio Organizacional na Saúde, especializada no tratamento de excesso de peso e obesidade e em doenças do comportamento alimentar, exerce a sua atividade na área da nutrição clínica desde 2004, coordenando uma equipa de mais de cem nutricionistas em todo o País.

Este livro resulta da sua experiência de vida, enquanto mãe de três e dos relatos que faz no Blog My happy kids, um blog de referência com mais de 10.000 visualizações por dia.

Um homem chegou a casa do trabalho e encontrou os  seus 3 filhos na rua, ainda de pijama, a atirar lama, com caixas de comida vazias e invólucros espalhadas jardim. A porta do carro da sua mulher estava aberta, e quando entrou pela porta da frente de casa, não havia nenhum sinal do cão, e encontrou … uma confusão ainda maior.

O candeeiro estava deitado no chão, o tapete enrolado contra a parede. Na sala da frente, a TV estava aos gritos no canal dos desenhos animados, o quarto de brincadeiras estava cheio de brinquedos espalhados e várias peças de roupa no chão. Na cozinha, pratos até cima no lava-loiças, o pequeno-almoço entornado no balcão, a porta do frigorífico aberta, comida de cão espalhada no chão, vidros partidos debaixo da mesa, e uma pequena pilha de areia marcava um rasto desde a porta de serviço até meio da casa.

O homem rapidamente subiu as escadas, passando por cima de brinquedos e mais pilhas de roupas, à procura da sua mulher. Estava preocupado, não sabia se estaria doente ou se teria acontecido qualquer coisa mais grave.

Um caminho de água escorria para fora da casa de banho. Quando olhou lá para dentro viu toalhas molhadas, sabonetes empapados a desfazer-se e mais brinquedos espalhados pelo chão. Quilómetros de papel higiénico molhado numa pilha e pasta de dentes ao longo dos espelho e paredes.

Enquanto  corria para o quarto, encontrou a sua mulher ainda enfiada na cama de pijama e a ler um romance …
Olhou para ele, sorriu e perguntou como correu o seu dia.

O marido olhou para ela confuso e perguntou: “O que é que se passa? Está tudo bem? O que é que aconteceu aqui?”
A mulher sorriu e respondeu: “Sabes todos os dias quando chegas a casa do trabalho e me perguntas o que é que eu faço todo o dias?…”

-“Sim”, foi sua resposta incrédula ..
– “Bem, hoje eu não fiz nada”

 

Em “The Best Jokes and Stories: And How to Tell Them”, de Por Gene Levin

A frequência no  ensino primário e secundário faz parte do ensino geral obrigatório em todos os países europeus (com exceção da Cidade do Vaticano), porém, o número real de horas que as crianças são obrigadas a passar na escola varia de país para país.

O mapa seguinte mostra o número total de horas de instrução no ensino obrigatório; O numero seria mais homogéneo se reflectisse as horas reais que as crianças passam na escola. Nos países onde a escolaridade obrigatória é menor, os alunos acabam por ter mais horas de frequência escolar real e que não se reflete  neste mapa. 

A imagem é deste site e foi criada com base no relatório anual “Education at a Glance 2014” [Olhares sobre a Educação], onde são comparados os sistemas educativos dos países da OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico).

© Jakub Marian (overlay), Tindo - fotolia.com (blank map)
© Jakub Marian (overlay), Tindo – fotolia.com (blank map)

Assim, o mapa é limitado apenas aos países membros e parceiros da OCDE.
Verifica-se uma interessante tendência geográfica – o número de Horas é muito elevado nos países da Europa Ocidental e diminui para o Leste. Será uma mera coincidência ou o clima e o número de horas de luz natural também terão alguma influencia nesta distribuição horária? Ficam em baixo os números do relatório para consulta.

Holanda 10491
Portugal  9882
Inglaterra 9804
Turquia 9592
França 9320
Itália 9234
Irlanda 9231
Espanha 8969
Luxemburgo 8924
Hungria 8632
Dinamarca 8070
Noruega 7838
Bélgica 7799
Eslováquia 7740
Islândia 7616
Áustria 7356
Alemanha 7063
Grécia 7055
Republica Checa 6876
Suécia 6785
Estónia 6431
Finlândia 6327
Eslovénia 6288
Polónia 6237
Lituânia 5933

Pura e simplesmente Mãe. Mãe cansada.

Ontem à noite o meu filho de 4 anos foi para a minha cama.
Dormiu lindamente.
Eu não dormi, claro. Dormir com um miúdo de 4 anos é como dormir com uns ponteiros de relógio. À medida que a noite avançava, acordava inevitavelmente com um pé na cara, depois uma mão, e passado uma hora outra vez os pés!
Acordei cansada. Aliás, mais do que cansada, acordei de rastos.
Ele acordou feliz.
“Adoro-te mãe!”
Ele não tem noção de quão cansada eu fico por ele vir dormir comigo, nem como ficam as minhas costas, e que na verdade quando acordamos eu só queria dormir mais cinco minutos.
Ele só fica grato e feliz por olhar para mim.

E tu?Também és uma Super Mãe cansada?

Acordas a desejar que o dia tivesse mais horas? Fazes tudo até à exaustão extrapondo aquilo que julgavas ser os teus limites?

Trabalhas? Lidas com miúdos que passam a vida a discutir sobre de quem é a vez de jogar? Questionas-te se aquilo que fazes diariamente faz ou não a diferença na tua família? Estás farta de viver diariamente a mesma rotina?
Às vezes ser mãe significa, simplesmente, estar sempre cansada.
Às vezes ser mãe significa sentir um vazio de solidão. Como se ninguém se apercebesse daquilo que fazes. Do teu trabalho “invisível”. Na verdade ninguém sabe que eu dormi uns sólidos 43.7 minutos de sono a noite passada, a não ser vocês, e porque eu escrevi aqui.

A maternidade é tão entregue a si própria e tão fechada nas nossas casas que é geralmente subvalorizada.

Nós trabalhamos. Nós passamos o dia a cozinhar, e às vezes pratos diferentes para as idades diferentes dos filhos. Às vezes cozinhamos mais que uma vez o mesmo prato porque deixamos queimar o primeiro.

Apanhamos pequenos brinquedos e peças de lego do chão, e perguntamo-nos de onde vem tanta coisa. Dobramos toalhas, emparelhamos meias, marcamos consultas e falamos com os médicos. Limpamos impressões digitais das paredes. Primeiro com um toalhete, e se não sair vai de esponja mágica, ou detergente em spray.

Lavamos caras e mãos pegajosas (também pode ser primeiro com um toalhete para disfarçar), ajudamo-los com os TPC, arrumamos a cozinha, limpamos o micro-ondas depois de um miúdo de 9 anos aquecer qualquer coisa durante tempo de mais. Saímos para trabalhar, voltamos do emprego, apanhamos miúdos no colégio, trabalhamos em casa, somos mães todo o dia, fazemos tudo o que nos compete, e depois vamos para a cama dormir.
Podem sempre argumentar que a maternidade é assim, e que ao longo dos tempos todas as mães fizeram isto.
Mas sabem que mais? Pois fizemos. Desde o princípio dos tempos, as mães sempre se levantaram de manhã, tiveram de lidar com os assuntos dos seus filhos, com problemas financeiros, com problemas das escolas, problemas de saúde, e por aí fora.

Mas lá porque sempre foi assim, não significa que a maternidade não seja honrada e celebrada.

A Maternidade e a paternidade são algo extraordinário. Não são só arco-íris e dias de sol, e póneis cor-de-rosa a saltar de mãos dadas nas nuvens. É algo real, que acarta muita responsabilidade e que é diariamente difícil e desafiante. Pequenas coisas que achávamos não valorizar muito, podem por vezes levar-nos aos limites – basta meter um filho nosso ao barulho. Como é que uma “coisa” que que nos dá tantas alegrias e nos pões constantemente de sorriso na cara a soltar umas gargalhadas parvas do nada,  de repente nos faz querer arrancar o cabelo da própria cabeça?

Saímos de casa de manhã para ir trabalhar. Fazer aquilo que somos. Sorrimos para outras mães da pré-escola e pedimos os nossos cafés cheios ou pingados ou como gostamos de tomá-los e sorrimos. Pegamos no carro ou vamos de transportes para o nosso local de trabalho e cruzamo-nos com outras mães com crianças e sorrimos.

A questão é: não estás sozinha. Ouviste? Não. Estás. So – zi – nha.

As outras mães no pré-escolar, no café, nos transportes, no supermercado, nas consultas médicas, em todo o lado que andas e passas podem estar tão cansadas como tu. A questionarem-se sobre a maternidade. E no entanto, a fazer das tripas coração pelos seus filhos.

Então, hoje eu levanto-me para homenagear todas as mães cansadas e no entanto fantásticas na maternidade.

A mãe que sofre de privação de sono.

A mãe que precisa de ser encorajada.

A mãe que trabalha, e trabalha, e trabalha para a sua família e no entanto ninguém dá valor.

A mãe com 3 crianças com menos de 4 anos.

A mãe do recém-nascido que não que comer ou dormir.

A mãe dos adolescentes que fica acordada até tarde à espera que cheguem.

A Ti mãe. Pura e simplesmente Mãe.

A maternidade é uma viagem dos bravos. Sempre foi um acto de bravura criar crianças independentes que esticam os limites, que nos derretem o coração e que amaremos para sempre mesmo quando nos levam à loucura.
Porque é isto que andamos a fazer. Mesmo nos dias mais cansativos.
Tu. A mãe incrível, brava, poderosa, que sofre de privação de sono, fantástica e cool, andas a criar Humanos.

Haverá algo mais importante e gratificante no planeta?

Aliás, quem precisa de dormir, certo?

(Hoje o melhor é pedir logo dois cafés e beber de penalty….)

 

imagem@tumbrl

Por Rachel M. Martin, no blog Findingjoy, publicado por Huffingtonepost

Autorizado para, traduzido e adaptado por Up To Kids®
Todos os direitos reservados

Sou mãe e encarregada de educação de um menino que é um aluno de ensino especial por força de um diagnóstico de perturbações no espectro do autismo e, evidentemente, aos meus olhos é, e será sempre, um rapaz maravilhoso e surpreendente. (…)

Ler também Vestir a camisola do autismo

Não há verdadeiramente uma escola inclusiva para todos em que todos os alunos aprendem juntos, independentemente das dificuldades e das diferenças que apresentam.

Na prática existem dois pesos e duas medidas numa educação a preto e branco onde o branco é o ensino regular (um branco sujo pelas suas próprias carências) e o preto o ensino especial (educação especial) que se encontra fechado sobre si mesmo e prende as crianças que revelam necessidades educativas especiais a um regime quase único de Currículo Especifico Individual (CEI) que os exclui e discrimina dentro do sistema de ensino e lhes retira as oportunidades não só de adquirir os conhecimentos e capacidades que façam deles os cidadãos futuros que possam pretender ser, e que a nossa sociedade precisa, como lhes concede apenas um mero certificado de frequência escolar impeditivo de obterem as habilitações necessárias para escolher livremente a profissão ou o género de trabalho.

Estamos a perder a oportunidade de educar e formar cidadãos autónomos e capazes de contribuir para a sociedade e estamos a criar as condições para termos no futuro milhares de cidadãos dependentes da solidariedade familiar e social.

O que está a acontecer é uma verdadeira catástrofe social que ninguém quer ver nem ouvir e por isso se mantém oculta na sombra da ignorância. Como se as décadas de desenvolvimento do ensino especial em Portugal ainda não tivessem já revelado o que é preciso fazer.

Em todo o percurso escolar do meu filho sempre me foi sugerido, e até posso dizer que fui pressionada, a aplicar-lhe a medida de CEI mas sempre me recusei fazê-lo, precisamente porque nunca quis que ele ficasse apenas com um certificado de frequência que não lhe permitisse poder escolher o seu próprio caminho.

Talvez tivesse sido mais fácil para ele aplicar-lhe o CEI, mas não me arrependo. Pode ser mais difícil sem o CEI mas está numa sala de ensino regular a conviver com os seus pares, nas matérias em que está matriculado, e está a aprender e a evoluir nas suas capacidades e conhecimentos, ao seu ritmo e com os recursos que lhe são proporcionados. As dificuldades surgem precisamente na evolução das suas capacidades, (as dificuldades naturais por força do seu diagnóstico e as dificuldades provocadas pelo sistema de ensino) já que é obrigado a adquirir todas as competências do currículo comum do ensino regular beneficiando apenas das medidas educativas contempladas no programa educativo individual (PEI), o qual não é respeitado integralmente quanto ao apoio pedagógico personalizado, adequações curriculares individuais, adequações no processo de avaliação e tecnologias de apoio.

Muitos pais não encontram outra alternativa senão autorizar a aplicação da medida do CEI, pelos seus motivos próprios que compreendo, seja por cederem à pressão do sistema educativo, por não acreditarem que os seus filhos consigam evoluir ou por lhes ser evidente que não têm outra possibilidade. Um decisão que acredito que seja muito difícil de tomar e com certeza merecedora de muita ponderação. Grave é que, em muitos casos, essa decisão seja adoptada logo nos primeiros anos de ensino sem que os pais estejam devidamente informados e conscientes das consequências futuras e da dificuldade de reversibilidade da situação. Há muitos casos em que se arrependem mais tarde e depois é muito difícil voltar atrás, senão impossível, trazendo consequências desastrosas para o desenvolvimento dos seus filhos.

Existe outro caminho. Um caminho que permita aos alunos que careçam de ensino especial evoluir nas suas capacidades e conhecimentos, fazer as suas próprias escolhas, sem impor um rótulo único, e lhes permita ter um verdadeiro certificado de habilitações.

Para isso é preciso criar uma medida educativa adicional que permita a adaptação do currículo às necessidades educativas dos/as alunos/as, mais flexível do que a medida «adequações curriculares individuais» mas menos restritiva do que o estabelecimento de um currículo específico individual.

A educação especial não tem de ter apenas uma cor, uma medida… um rótulo. A educação especial deve ser diversificada e adaptada às necessidades de cada criança. (…)

Por isso, termino pedindo que abracem esta causa, que acredito ser digna da maior e melhor atenção, para o bem de todas as crianças que necessitam do apoio do ensino especial, que se encontram excluídos e discriminados no sistema de ensino, e que, por serem mais desfavorecidos, não têm voz para se fazer ouvir, e em ultima análise para o bem de todos.

Sofia Paço, criadora da petição “Pedido de alteração do regime jurídico da educação especial”

Apoie esta causa assinando a petição. Saiba mais e assine aqui.

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“João, como autista que é não entende as coisas da mesma maneira que as outras crianças e por isso apenas precisa que as coisas lhe sejam explicadas de forma diferente para entender.
Mas para que esta luta tenha um final feliz é preciso vestir a camisola. Vestir a camisola do Autismo.
Não tenho vergonha e acima de tudo acredito nele e nas suas capacidades. Acredito que é capaz de tudo o que quer. E acima de tudo tenho muito orgulho de todas as suas pequenas e grandes conquistas.
Por isso luto, luto pelos seus direitos. Pode demorar um ano, dois anos, três anos, mas não desisto e não baixo os braços. Por muito cansativo e extenuante que seja, é preciso respeitar os seus direitos, mas acima de tudo respeitá-lo como ser.
Nem sempre é fácil, se é uma luta extenuante para mudar as mentalidades e trabalhar o preconceito e ainda lidar com uma criança autista diariamente.

Mas a verdade é que o que ele tem não é assim tão grave!

Ele apenas tem uma forma diferente de ver e entender as coisas. Apesar de todas estas dificuldades, a verdade, e já disse em post anteriores, é que uma criança autista permite-nos descobrir emoções que, muitas vezes, não sabíamos possíveis de sentir.

Chorei de felicidade na primeira vez que deu um chuto na bola, chorei de felicidade cada vez que acrescentava uma palavra nova ao seu vocabulário num contexto correto, sem ser ecolalia… Emociono-me em cada pequena conquista, em cada beijo, em cada abraço.

Ser mãe de um autista, no meu caso, como mãe do João, é viver intensamente quando me pede para dançar com ele, quando me chama a atenção para não gritar, quando cuida do seu mano assumindo um papel de irmão mais velho.
É verdade que ser mãe de um autista é estar sempre a lutar.
Lutar para que percebam o que é o autismo, lutar para que tenham capacidade de respeitar a sua própria forma de estar, viver, entender e aprender. É viver indignada com as faltas de apoio, com a falta de legislação adequada, de conseguir conciliar trabalho profissional com todas as consultas de acompanhamento necessárias, todas as reuniões de escola que são necessárias para exigir o respeito pelos seus direitos, para que não seja só mais um número. É trabalhar muito, é lutar muito, é chorar muito, mas também rir muito. É tudo vivido com muita intensidade. Mas sou muito feliz e muito, muito orgulhosa por toda a sua força e tudo aquilo que apenas ele me consegue fazer sentir.

Não acredito na teoria de que ter um filho autista é um presente, que só é “dado” a mães consideradas especiais.
Enquanto todas as mães falam da felicidade de ver os seus filhos a darem os primeiros passos, as primeiras palavras, de aprender a comer sozinho… Tudo isto até aos 2/3 anos, a mãe de um autista vê as suas conquistas dia a dia, ao longo de toda a sua vida, para o resto da vida. Mas também vejo o meu filho a fazer e conquistar coisas que todos dizem ser impossíveis. É um orgulho gigante e muito verdadeiro.

Na verdade, ser mãe de um autista é também passar a ver o mundo de uma forma diferente, aprender a ter mais paciência, a ser mais mãe a toda a hora. Permitiu-me também aprender a lidar com meus outros filhos, falo com eles sempre a olhar nos seus olhos, a dar mais atenção aos pormenores, e consigo ver e identificar a felicidade nos olhos de cada um. Aprendi a olhar com os olhos do coração. Tanto para os meus filhos, como para todas as outras crianças, pois todas as crianças são mágicas e as crianças “diferentes” também têm a sua magia. São doces e encantadores.

Não é preciso ter pena, apenas apoio e compreensão. Existe uma infinita felicidade em cada gesto, em cada palavra, em cada olhar do coração. Que todos consigam sentir, viver e ver uma criança autista, como eu consigo ver o meu João por dentro e sentir o seu coração… E acima de tudo que consigam ver o futuro maravilhoso que vejo para o meu menino João autista. Porque esse futuro maravilhoso é possível. Depende de mim, depende de nós, depende de todos!

E hoje choro estupidamente de felicidade, quase histérica por mais esta conquista.”

 

Por Sofia Paço, criadora da petição “Pedido de alteração do regime jurídico da educação especial”

Apoie esta causa assinando a petição. Saiba mais e assine aqui.

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