Não é por teres filhos que ele não vai aparecer. Vai de certeza. Ele chega quase sempre quando não estás à espera.

Às tantas, logo depois de teres deixado, à pressa, os miúdos na escola.

Que bom! Hoje ficaram bem. As segundas-feiras costumam ser difíceis! Ficaram bem!

Ou terás sido tu a “deixá-los” bem? Sem culpa. Sem insegurança. Sem hesitações. Vais estar com este pensamento entre a escola deles e o carro, quando ele chegar. O corre-corre, pareceu mais suado. A roupa, parece mais quente. Ele chegou. Culpas o cortisol, mas foi ele que chegou. Ou dir-se-à “a” cortisol? Bem, prometes a ti mesma que vais pesquisar. Há que estar informado sobre estas questões do stress.

A tua prioridade agora é dar-lhe atenção. Sorrateiro, acabou de chegar.

Ele também pode aparecer disfarçado de uma rapariga que passa por ti, aparentando boa forma, já com um tom de pele bronzeado, já com roupas a condizer.

Comparas-te com ela e fazes mal.

Algures em Março, aparece aquele dia quente que te lembra que deves ir para o ginásio. Que é como quem diz, aquele dia em Março que te lembra que tens que comer melhor.

Que é como quem diz, que tens que cuidar melhor de ti.

E assim, chegamos aqui:

Guia em 7 passos para enfrentar bem o dia algures em Março onde te lembras que tens que ir para o ginásio/cuidar de ti

1- Descobre qual é o exercício físico que melhor se adapta à tua vida;

2- Podes não ser “pessoa de ginásios”;

3- Pensa numa alternativa;

4- Treina, insiste, experimenta;

5- Faz uma lista de pessoas que podes desafiar para se juntarem a ti;

6- Descobre exercícios simples que até podes fazer em casa, poupando tempo e dinheiro;

7- Revê a lista, repete os passos.

A tua “onda” até pode ser uma prática de meditação, por exemplo, em vez de exercício físico. Ou podes mesmo estar a precisar de um psicólogo. Escuta-te. Não sejas surpreendida pelo dia. Que vai chegar. Sorrateiro. Soalheiro. Ou disfarçado daquela jovem que já não és. Não te compares.

Mas não é por isso que ele não chega na mesma.

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A – Acordar cedo e cedo acalmar, antes da cama abraçar.

O ditado popular que aqui altero, faz todo o sentido. O sono está a ser maltratado por muitos lares em todo o país. Sabemos que a “higiene do sono” é fundamental. E todos os dias nos defrontamos com crianças com marcas de noites mal dormidas.

As famílias devem refletir:

  • Porque nos deitamos cada vez mais tarde?
  • Porque não retiramos (ganhamos!) dez ou quinze minutos antes das crianças se deitarem para podermos estar com eles de corpo e alma?
  • Porque há televisões ligadas até tão tarde?

Fica o desafio:
Sabemos as cilindradas dos carros, sabemos números de cidadão na ponta da língua.
Qual é o número de horas que o seu filho deve dormir? Devemos saber isso também.

B – Brincar, brincar, brincar…

Em todas as idades brincar é fundamental! Dá saúde, desenvolve, aproxima pais e filhos. Como quase tudo na vida, é simples mas fundamental. E, por vezes, (demasiadas vezes) parecemos desprezar este grande pormenor. Uma criança feliz, uma criança que brinca, fica com o seu sistema imunitário mais poderoso.

Um lar onde se brinca, onde se dá atenção às emoções positivas, os dias passam mais felizes. Um sorriso, uma brincadeira, um momento de atenção, não devem estar condicionados pelos problemas do dia-a-dia!

Questões:

  • Alguém já pagou uma dívida por não brincar com o filho?
  • Algum problema já foi solucionado porque se colocou uma cara de zangado?
  • Alguma vez já se arrependeu por ter tido uma brincadeira com o seu filho?

Fácil é rir quando tudo corre bem. E quem disse que a vida é sempre fácil?

C – Comer com cabeça, cozinhar com coerência.

Cada vez que abrimos uma lata à pressa (a não ser que seja uma de atum em água) corremos o risco de estar a comer mal. Comer bem é fundamental para a concentração, para o desenvolvimento, para ter boas notas, no entanto, precisamos de usar o cérebro na hora de cozinhar.

Muitas vezes, precisamos começar na lista de compras. Retirar algum tempo para pensar na lista, diminui a probabilidade de comprarmos os ingredientes errados.

Falava de coerência na cozinha porque se formos partilhar com amigos o que achamos ser saudável, até costumamos dizer as coisas certas. O problema começa na hora de concretizar. No meio de tanta informação, naturalmente que cada família deve ser capaz de tomar as suas decisões.

 

Notas finais

 

Custa-me que haja escolas com horários terríveis para o ritmo natural das crianças. Como alterar este dado está, mais ou menos, fora do nossa alcance, resta-nos ser determinados na defesa do sono dos nossos filhos. É no sonho, é no sono que se entrelaçam as redes para um dia feliz.  

Não há idade para deixar de brincar. Nunca é tarde para aprender a brincar. Acho inspiradora aquela frase: “Será que a criança que foi teria orgulho do adulto em que se tornou?”

Eu sonho com um mundo onde os pais também debatem qual a lancheira ideal para os filhos levarem para a escola ou qual o jantar saudável e saboroso que criam em menos de 15 minutos.

 

Por Alfredo Leite, para Up To Kids®
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É sempre uma fase de grandes dúvidas e de muitas incertezas em relação à alimentação que as mães devem ter para nada faltar ao seu filho.

O que é natural. Afinal que mãe é que não quer gerar um filho saudável?

É importante referir que não existe uma formula mágica de “alimentação para grávidas”.Cada mãe é diferente e tem necessidades diferentes, daí a importância de ser acompanhada por um profissional de Nutrição que a irá orientar desde a concepção até ao pós-parto, para que nada lhe escape e nenhuma insegurança apareça.

As Vitaminas que não podem faltar na concepção e gravidez são:

  1. Vitaminas Lipossoluveís
  •  Vitamina A: Ajuda no desenvolvimento da visão, melhora o sistema imunológico, expressão genética e na integridade da pele e das mucosas. está presente em alimentos de origem animal, principalmente em fígado, gema de ovo, lacticínios. Também é encontrada nos vegetais de folhas escuras e nas frutas e hortaliças alaranjadas (como cenoura, abóbora, manga, mamão, entre outras), por serem ricas em betacaroteno, que é percurso da Vitamina A
  • Vitamina D: Na mãe pode prevenir a pré-eclampsia. No bebé melhora a saúde óssea, imunológica e neurológica. Encontra-se na exposição do corpo ao sol, Peixes gordos e Ovos, ou suplementação, fazendo previamente o exame à 25-Hidroxivitamina D.
  • Vitamina E: É um antioxidante. A deficiência pode causar anemia hemolítica em prematuros e anormalidades neuro-musculares. Alguns estudos sugerem sua ação na prevenção do aborto. Encontra-se no abacate, salmão e oleaginosas.
  • Vitamina K2: É necessária para a coagulação sanguínea. A especificidade da vitamina K, durante a gestação, é indeterminada, contudo, por vários fatores de imaturidade do recém-nascido, este pode desenvolver a “doença hemorrágica do recém-nascido”. As fontes são: agrião, espinafre, alface, ervilhas, brócolos, fígado de bovino, couve, repolho.

2. Vitaminas Solúveis

  •  Vitamina B9 (Ácido Fólico): Formação do Sistema nervoso do feto. Está presente nos legumes de folha verde escura, leguminosas e gema do ovo
  • Vitamina B8 (Colina): Papel igual ao Ácido fólico e cada vez mais estudado neste sentido, da importância na concepção e gestação. A principal fonte é a gema do ovo.
  • Vitamina B12: Funcionamento das células, particularmente da medula óssea, trato intestinal e sistema nervoso. As principais manifestações de carência desta vitamina são: anemia megaloblástica e distúrbios neurológicos. Presente em fontes de origem animal
  • Vitamina C: Produção de colagénio; Importante na cicatrização e reações alérgicas; Melhora a absorção de ferro, logo juntar ao consumo de alimentos ricos em ferro uma fonte de Vitamina C deve ser tido em conta (ex: bife de peru com rodelas de laranja). Obtém-se a partir do Kiwi, Laranja, Papaia, Abacate, Legumes de folha verde escura

Uma alimentação variada e colorida é a principal forma da mãe conseguir todos os aportes, não necessita de comer por dois, não é a quantidade mas sim a qualidade que é importante.

 

Prefira produtos de origem biológica e consuma em casa, assim garante a higiene dos mesmo. Quanto aos ovos consuma sim, mas faça sempre o teste do ovo (ver imagem) para saber se está em condições para consumo, não custa nada e salvaguarda-a de um problema sério.

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imagem@bebédicas

 

Por Dr.ª Neide Rangel, Nutricionista
para Up To  Kids®

Após o momento do parto poderá sentir um alívio e felicidade imenso, sendo também este um período de intensas alterações, nomeadamente a nível da sua rotina diária, onde apareceu mais uma pequena pessoa com quem partilhar o seu espaço e o do seu companheiro. É normal que se sinta ansiosa, insegura e com alterações repentinas de humor e disposição durante as primeiras semanas após o parto. Assim, para que estas mudanças sejam realizadas da forma mais harmoniosa é importante que tenha em atenção alguns aspectos.

Trabalho – Poderá realizar trabalhos ligeiros uma semana após o parto. Deverá evitar trabalhos pesados, nomeadamente levantamento de pesos, pelo menos durante as primeiras três semanas após o parto. É aconselhável que não volte ao emprego pelo menos durante as três primeiras semanas, sendo melhor para a sua saúde e podendo aproveitar os primeiros dias do seu bebé.

Descanso – Deverá planear pelo menos um período de descanso por dia e tentar uma boa noite de sono. Poderá descansar durante o dia enquanto o seu bebé está a dormir.

Cuidados com Episiotomia –  Uma episiotomia é uma incisão no períneo, área entre o ânus e a vagina, para alargar o espaço de saída para o bebé, quando aconselhável, para evitar que a sua pele rasgue durante o nascimento. Os médicos realizam este procedimento porque é mais doloroso a pele rasgar e a cicatrização é mais lenta do que um corte cirúrgico que depois é suturado. Na maioria das mulheres, a cicatrização processa-se sem complicações, pudendo levar várias semanas. Os pontos da sutura não necessitam de ser estraídos porque o seu corpo os absorverá.

Normalmente a dor da episiotomia melhora diariamente. Assim, imediatamente após o parto existe um edema, sendo recomendado o uso de gelo para que exista uma diminuição do mesmo. Deverá colocar gelo durante 10 a 15 minutos de 4 em 4 horas. Deverá também lavara os seus genitais várias vezes ao dia, trocar as toalhas sanitárias com frequência e manter a área em redor das suturas limpa e seca, o que inclui usar roupa interior de algodão  Muitas mulheres referem que se sentem mais confortáveis se apertarem os glúteos, aguentando a contracção quando se sentam. É importante manter o períneo seco. Os exercícios de Kegel deverão ser iniciados os mais rapidamente possível.

Para aliviar a dor e o incomodo poderá tomar um banho quente (mas nunca antes de 24 horas após o parto) e usar cremes ou sprays analgésicos. O uso de tampões, as relações sexuais, ou qualquer outro tipo de actividade que posso romper as suturas só deverão ser retomadas aproximadamente depois de um mês.

Cesariana – Se realizou uma cesariana tem de ter em atenção outros aspectos. Assim o nível de actividade deverá ser mantido baixo até o profissional de saúde responsável indicar o contrário. Isto inclui não levantar nada mais pesado do que o seu bebé e manter o tempo fora da cama no mínimo. O seu corrimento vaginal irá sofrer alterções sucessivas durante o tempo e poderá aumentar com a actividade e mudanças de posição. A sua cor passará com o tempo para um vermelho escuro ou rosada e posteriormente para uma cor amarelada ou clara. Verifique a sua cicatriz periodicamente e contacte um profissional de saúde se houver alterações estranhas.

Higiene – Os cuidados de higiene pós-parto são importantes para o seu bem-estar e para acelerar a cicatrização do períneo . Deverá continuar a aplicar qualquer creme que tenha sido receitado para a área perineal. É importante tomar banho diário, manter limpa a zona genital limpar o períneo da frente para trás e mudar com muita frequência (de quatro em quatro horas) os pensos higiénicos. Os pontos perineais deverão ser absorvidos dentro de dez dias.

Relações Sexuais –  o coito é seguro assim que a cicatriz da episiotomia estiver sarada (normalmente na primeira semana após o nascimento). As células vaginais poderão estar ainda frágeis devido aos desequilíbrios hormonais que ocorreram durante a gravidez, podendo não ter voltado completamente ao normal. A utilização de uma espuma contraceptiva ou um gel lubrificante aumentará o conforto.

Tracto urinário – Após o parto pode sentir alguma dificuldade em esvaziar a bexiga e sentir ardor quando urina. Esta sensação de ardor é devida à sensibilidade da vagina e será passageira. Algumas mulheres podem ter dificuldade em sentir quando têm necessidade de urinar, porque a bexiga está dormente devido ao parto. Felizmente a sensação normal volta rapidamente. Dar à luz afecta toda a área que rodeia o útero. Quer tenha tido um parto vaginal ou não, o seu tracto urinário foi apertado pelo seu bebé durante os últimos meses de gravidez. Se teve um parto vaginal, o colo do útero dilatou-se por completo. Isto torna-a mais vulnerável a infecções.

É considerado vegetariano todo indivíduo que exclui de sua alimentação todos os tipos de carnes, aves, peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar lacticínios ou ovos. As três principais dietas vegetarianas mais conhecidas são:

  1. Dieta ovolactovegetariana, baseada em grãos, vegetais, frutas, legumes, sementes, oleaginosas, lacticínios e ovos;
  1. Dieta lactovegetariana, que exclui o ovo bem como carne, peixe e frango;
  1. Dieta vegetariana restrita ou vegan, que exclui ovos, leites e outros produtos de origem animal.

Os Pais que optam por uma alimentação vegetariana, frequentemente, incutem à criança esse mesmo estilo de alimentação, uma vez que são eles os responsáveis pela alimentação dos mais pequenos.

Os estudos demonstram que quanto mais atípica for a dieta (e mais restrita) e quanto mais nova for a criança, maior o risco de deficiências nutricionais. Globalizando, a má nutrição é quase sempre detetada primeiro em crianças, uma vez que apresentam maiores necessidades energéticas por quilograma de peso ponderal.

Ler também Programa detox para os mais pequenos: Equilíbrio para o novo ano

Para a American Dietetic Association e para a Amercian Academy of Pediatrics, é perfeitamente possível que uma dieta vegetariana seja adequada e que suprima todas as necessidades nutricionais de uma criança em idade de crescimento, desde que muito bem planeada. É, portanto, conveniente e importantíssimo que os pais e educadores, estejam bem informados e orientados quanto ao equilíbrio da alimentação e da necessidade de suplementação.

Alguns cuidados devem ser tomados especialmente na dieta vegan para garantir o fornecimento adequado de nutrientes. As Proteínas carregam o maior peso no que toca a receios e com razão: a quantidade de aminoácidos presentes nos vegetais não será suficiente para suprir as necessidades proteicas e a digestibilidade da proteína vegetal é bastante deficiente quando comparada com a digestibilidade da proteína animal. O equilíbrio é possível por meio de uma maior variação e maior ingestão de fontes proteicas vegetais, como leguminosas e cereais diversos. Os vegetais não são bons fornecedores de vitamina B12. A deficiência desta vitamina pode desencadear anemias megaloblásticas e distúrbios neurológicos, portanto para crianças em idade de crescimento, mais vale nem arriscar. A suplementação é neste caso a melhor opção.

O Ferro é outra grande preocupação. A sua deficiência desencadeia anemias ferropénicas ou ferroprivas que afetam o desenvolvimento psicomotor da criança. O ferro presente nas plantas é significativamente menos biodisponível para o organismo Humano por ser bioquímicamente diferente do Ferro presente em fontes animais.

Outros nutrientes como o Cálcio, a Vitamina D são também casos de preocupação.

As crianças adeptas do vegetarianismo e respetivos pais, devem ter acompanhamento da evolução do crescimento, do ganho ponderal e do desenvolvimento psicomotor como parte da avaliação nutricional. Além disso, é importante ter um histórico detalhado da dieta dos pais e da criança para poder fazer um aconselhamento adequado e suplementação correta.

 

Lene Haakstad, professora adjunta do departamento de Medicina no Desporto da Escola Norueguesa de Ciências do Desporto, e a sua equipa, realizaram e publicaram um estudo sobre a relação entre o exercício físico na grávida e as alterações de peso do seu bebé no nascimento.

«O peso do bebé ao nascer tem um impacto muito significativo na mortalidade e morbilidade infantil, no desenvolvimento da criança e na saúde em adulto. Até à data tem havido dados contraditórios sobre o impacto da actividade física da grávida no peso do bebé ao nascer. Questiona-se se o exercício durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez pode ou não aumentar o risco de parto pretermo. O objectivo deste estudo foi examinar o efeito de um programa de exercício controlado no peso do bebé ao nascer, idade gestacional aquando do parto e índice de Apgar.

Foram incluídas no estudo 105 grávidas nulíparas sedentárias com uma idade média de 30,7 anos e tempo médio de gestação de 23,8 semanas.
Dividiram estas mulheres aleatoriamente em dois grupos:

A. GRUPO DE ESTUDO: 52 Mulheres
B. GRUPO DE CONTROLO : 53 Mulheres

As mulheres do Grupo A, Grupo de Estudo realizaram um programa de exercício ao longo de no mínimo 12 semanas, duas vezes por semana 60 minutos de dança aeróbica e treino de força, acrescido de 30 minutos diários de exercício em casa.

As mulheres do Grupo B, Grupo de Controlo não realizaram programa de exercício físico, tendo feito o seu dia-a-dia normalmente.

Após o nascimento dos 105 nados, concluiu-se que:

  • Não houve diferença com significado estatístico entre os dois grupos no peso médio ao nascer, no número de bebés com baixo peso (inferior a 2500g) ou macrosómicos (acima de 4000g).

 

  • O índice de Apgar ao primeiro minuto foi superior no Grupo de Estudo e não houve diferenças nos tempos de gestação.

 

  • O estudo concluiu que o exercício, neste caso a dança aeróbica, não se associou à redução de peso do bebé ao nascer, a partos prétermo ou a alterações no bem-estar do recém nascido

 

Haakstad and all: Exercício na grávida e peso ao nascer: um estudo controlado randomizado. BMC Pregnancy and Childbirth, 2011

Artigo traduzido e adaptado por Sofia Homem,
para Up To Lisbon Kids

imagem @webrun

Embora não se saiba ainda claramente qual o mecanismo que leva a que uma criança tenha mais apetência para doces do que outras, sabe-se que assim que uma criança prova um alimento doce, retém uma memória desse paladar e busca-o em todos os alimentos a partir de então.

O açúcar faz falta e é essencial na nossa alimentação e na dos nossos pequenotes. Refiro-me aos açúcares presentes naturalmente nos alimentos, e não ao açúcar que existe nos frascos das nossas dispensas (a sacarose). Refiro-me à Glicose, rainha do nosso metabolismo. O nome Glicose vem do grego glykys (γλυκύς), que significa “doce”, mais o sufixo -ose, indicativo de açúcar. É responsável pela nossa energia além de ser precursora de outras moléculas importantes e essenciais à vida.

Estes açúcares naturais, denominados de oses, podem ser encontrados em quase todos os alimentos, por exemplo, no leite encontramos a lactose (..ose), na fruta encontramos a frutose (…ose), no pão encontramos o amido (..ose??) que será ao logo da digestão desdobrado em várias moléculas de glicose (Ah…. ose!!). Estes sim, são açúcares essenciais ao nosso corpo e deveriam ser estes os únicos açúcares na alimentação dos bebés e crianças.

E desengane-se se pensa que conhece bem todos os alimentos que oferece ao seu mais que tudo. Ler os rótulos hoje em dia é uma verdadeira acrobacia. Parece que as indústrias se uniram e criaram códigos perfeitamente indescodificáveis ao mais comum dos consumidores, leigos em literacia industrial. São “números E”, são aditivos, são conservantes, são estabilizantes e como se não lhes bastasse, ainda mascaram os açúcares com os seus nomes químicos que, de pouco ou nada, se parecem com alguma palavra comum. Faça um teste e consulte os ingredientes de alguns produtos nas prateleiras do seu frigorífico, ficará facilmente impressionado.

Eu encontrei melaço e glicose no meu molho inglês, lactose e dextrose no meu fiambre de peru, sacarose, frutose, xarope de glicose-frutose e amido modificado no meu Ketchup, levulose e dextrose e maltodextrinas nos meus enchidos (escolhidos a dedo com muitas reticências e com teores de gordura do mais em conta que pode existir), para não referir os cereais e sumos que são verdadeiras bombas. Doce em todo o lado! Keep it simple and organic.

Ser boa mãe não é conhecer estes malvados de cor e salteado, nem sequer saber onde os encontrar. É ter a genica de oferecer a maior variedade possível de alimentos puros ao seu mais que tudo. Mas se ainda assim quiser saber mais sobre os aditivos e os temíveis “E”, saiba que a Food Standards Agency (www.foof.gov.uk) tem uma publicação inteirinha à sua espera.

Os nossos conselhos para reduzir a ingestão de açúcares do seu pequenote e evitar o mecanismo da gula que daí advém, são:

 5 dicas para reduzir a ingestão de açúcares nos nossos filhos

• Reduzir ou eliminar o consumo de sumos industriais;

• Reduzir ou eliminar o consumo de produtos de elevada densidade energética;

• Reduzir ou eliminar snacks tipo barras de cereais;

• Reduzir ou eliminar consumo de molhos industrializados como ketchup, molhos de barbecue, entre outros;

• Reduzir ou eliminar sopas empacotadas, principalmente se o seu pequeno tesouro é ainda pequeno.

Comece por aqui que já é uma grande vitória.

É SEMPRE preferível oferecer às crianças sobremesas feitas de forma caseira sobretudo à base de frutos e tubérculos (naturalmente doces), em substituição do tradicional açúcar branco, chocolates, caramelos e outros alimentos artificialmente açucarados, para satisfazer os desejos de algo doce. Além destes não serem essenciais, trazem outras questões associadas nada benéficas, as cáries.

Garantir que tem sempre fruta à disposição ou uma sobremesa saudável e sem açúcar, para além de saciar o desejo por doces, vai numa fase posterior da vida, restringir muito o desejo por açúcar e o número de idas às pastelarias em busca de doces artificiais e prejudiciais.

Se pretender ajuda neste campo, saiba que a Bebé Gourmet oferece uma variedade de frutas frescas, frutas cozidas, sobremesas naturalmente doces (sem adição de açúcar) e até uma opção sem laticínios. Tudo isto, embalado com carinho e selado com saúde.

Ofereça saúde agora e no futuro ao seu bebé!