Proteja o seu filho das principais causas de morte de crianças em Portugal

As lesões e traumatismos na sequência de acidentes continuam a ser primeira causa de morte nas crianças e jovens em Portugal, o que preocupa a Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Há pequenos pormenores que podem salvar a vida a uma criança. É estritamente necessário que todos estejamos atentos e cientes dos perigos que nos rodeiam para que possamos proteger os nossos filhos, e ensiná-los a tornarem-se autosuficientes nos que se refere à sua segurança.

Ficam algumas dicas de como proteger o seu filho das principais causas de morte, organizadas por faixas etárias.

Até 1 ano de idade

Os bebés com menos de uma ano, estão a aprender a controlar os seus movimentos e respiração, sendo que as principais causas de mortes nessa faixa etária por acidente são engasgamento, asfixia, aspiração de corpos estranhos, intoxicações e queimaduras.

Como evitar estes acidentes?

  • Os Bebés devem dormir em berços certificados e com colchão firme, virados de barriga para cima, tapados até a altura do peito e com os braços para fora.
  • Não deixe brinquedos dentro da cama
  • Corte e/ou esmague os alimentos em pedaços pequenos quando der refeições.
  • Mantenha fora do alcance das crianças objetos pequenos como botões, peças de brinquedos, berlindes, moedas, pilhas e pionaises. (Especialmente tudo o que é metálico, pilhas e baterias)
  • Retire todos os restos de plástico de balões rebentados do chão.
  • Use cancelas de proteção nas escadas e redes de proteção nas janelas.
  • Não deixe móveis perto de janelas – podem servir de apoio para a criança subir e ter acesso ao perigo.
  • Não deixe o bebé sozinho, em instante nenhum, em cima de um sofá, fraldário ou mesa.
  • Tranque todos os armários de acesso a detergentes e produtos químicos
  • Mantenha os sacos de plástico fora do alcance das criançasPara se aperceber dos perigos mais eminentes na idade certa do seu filho, faça um tour pela sua casa colocando-se à altura dos seus olhos. Gatinhe, deite-se no chão, ande de joelhos e perceberá a quantidade de perigos apelativos que  tentam diariamente o seu filhos.

De 2 a 4 anos

A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) lança anualmente uma campanha de prevenção contra a morte por afogamento – “A Morte por Afogamento é Rápida e Silenciosa”. Ao longo dos últimos quatro anos, o afogamento a par com as quedas, asfixia, engasgamento, afogamento, intoxicações, choques elétricos e traumatismos tem sido a principal causa de morte em acidentes doméstico, nas crianças entre 2 a 4 anos
Nesta idade as crianças estão mais autónomas e aventuram-se a experimentar o espaço que as rodeia livremente. É obrigatório a supervisão de um adulto, pois as crianças ainda não têm consciência do perigo.
Estas são as dicas para evitar acidentes nesta idade. Não devem ser descartadas ainda as soluções de segurança aplicadas até um ano de idade.

  • Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou próximas da água. As crianças mais pequenas podem afogar-se tanto na praias, piscina, rios, lagos e barragens, como em qualquer recipiente com muito pouca água ou outros líquidos, quer seja uma banheira, pia, alguidar, balde, etc
  • Para evitar afogamentos, o colete salva-vidas adaptado à idade é o equipamento mais seguro. Braçadeiras e outros equipamentos insufláveis dão-nos uma falsa noção de segurança – se a criança ainda não souber dominá-las podem virar a qualquer momento, tornando o retorno à tona da água muito difícil.
  • Nunca guardar detergentes, lixívia, inseticidas, pesticidas ou desinfetantes dentro de garrafas de água ou refrigerantes de plástico já usadas.
  • Os brinquedos devem ser suficientemente grandes para que não caibam na boca, e suficientemente resistentes para que não possam ser mordidos (lascas)
  • Mantenha objetos afiados como facas, tesouras e chaves de fendas, entre outros, fora do alcance das crianças.
  • Proteja os cantos das mesas e arestas vivas, especialmente aquelas que vão estar exatamente ao nível dos olhos do seu filho quando começar a aquisição de marcha

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9 perigos para as crianças que temos de evitar!

Num mundo feito por adultos e para adultos, as crianças têm hipóteses, às vezes, inesperadas de se magoar. A maioria de nós não está acostumada a olhar para um ambiente e ver ameaças aos pequenos, como uma televisão precariamente equilibrada, ou mesmo um balde de água.

Com as desastrosas possibilidades de uma distração dos pais, e considerando que não é possível vigiar crianças 100% do tempo, é importante saber quando é seguro virar as costas por um minuto, e quando é preciso ficar atento.

ficam aqui nove maneiras como as crianças se magoam, incluindo algumas que mesmo os pais mais conscientes jamais imaginariam que poderia trazer dano às crianças.

9. Insufláveis

insuflável

São bastante populares os brinquedos insufláveis, em que várias crianças se reúnem para brincar e pular bastante. E eles também tem seus perigos. Um relatório de um pediatria apontou que aproximadamente 65.000 crianças se magoaram nestes brinquedos entre 1990 e 2010 nos Estados Unidos.

Mais da metade das crianças feridas tinham entre 6 e 12 anos, e mais de 1/3 tinha menos de 5 anos. A maior parte dos ferimentos era causada por quedas, e envolvia fraturas e entorses, geralmente nos braços e pernas.

  • O conselho dos especialistas é que haja sempre um adulto para minimizar as colisões e desencorajar movimentos arriscados, como saltos mortais. Além disso, as colisões podem ser menos perigosas se todas as crianças que estão num dado momento forem de idade e peso parecidos.

8. Pilhas-botão

pilha botão perigo crianças. 9 perigos para as crianças que temos de evitar

São pequenas, redondas e brilhantes, e o primeiro impulso da maioria das crianças é colocar na boca, tanto que cerca de 84% das emergências envolvendo crianças e baterias são com as deste tipo.

A bateria, a maioria das de alta voltagem de lítio, pode se alojar no esôfago, onde pode queimar e formar um buraco em menos de duas horas.

  • Para evitar acidentes, os compartimentos de bateria podem ser tapados com fita adesiva, e as baterias extra devem ser guardadas fora do alcance dos pequenos.

7. Dermatite da cadeira automóvel (ovo)

9 perigos para as crianças que temos de evitar

Entre as grandes erupções que as crianças podem apresentar, um novo tipo apareceu: a dermatite de cadeirinha de automóvel, ou “ovo”. Ela geralmente aparece quando se combina temperatura alta, superfícies suadas e o material brilhante, semelhante a nylon, do “ovinho” em contato com a pele da criança.

O período em que esta dermatite costuma aparecer é entre o final da primavera e o início do outono, e pode ser vista na parte de trás das pernas, braços e cabeça do bebê. Ainda não se sabe a causa exata, talvez seja uma irritação causada pela espuma ou aos produtos retardadores de chama usados para impedir a formação de mofos.

  • Uma maneira simples de evitar é colocar uma barreira, como um lençol de algodão, entre o bebê e a cadeirinha.

6. Síndrome do torniquete de cabelo

9 perigos para as crianças que temos de evitar

Parece incrível, mas um simples fio de cabelo pode causar um ferimento sério numa criança pequena. Não é raro encontrar fios de cabelo nas mãos das crianças menores, mas se um deles se enrolar nos dedinhos, pode cortar a circulação do mesmo. Este é um acidente assustadoramente comum.

Parece ser difícil de perceber um fio de cabelo enrolado num dedinho, ou dedo do pé, ou mesmo no pénis de um menino, os três locais onde a síndrome do torniquete de fio de cabelo é mais comum. Desconfie se você notar uma extremidade inchada e que está a ficar roxa, numa criança que chora inconsolavelmente de dor.

  • O tratamento envolve a remoção do fio, para evitar danos permanentes aos tecidos.

5. Pacotes e embalagens coloridos

detergentes. 9 perigos para as crianças que temos de evitar

Os especialistas em segurança alertam que as crianças são atraídas pelas cores brilhantes e padrões das embalagens, e acabam por confundi-las com doces colocando tudo na boca.

As crianças podem sofrer de intoxicação se ingerirem coisas como detergentes, tintas, etc.

  • Os sintomas mais comuns incluem vómito, tosse, asfixia e sonolência.

4. Magnéticos

perigo magnéticos. 9 perigos para as crianças que temos de evitar

Os magnéticos ou ímans, tem constituído um perigo para crianças desde há muito tempo, mas alguns objetos tais como os ímans dos frigoríficos, que são bastante atrativos para as crianças, e alguns brinquedos para adultos que são usados para aliviar o stress, são especialmente perigosos já que podem ser engolidos acidentalmente.

Engolir dois ou mais destes magnéticos pode ser perigoso pois dentro do intestino eles podem atrair-se, causando obstruções, danos a tecidos e até mesmo a morte. Desde 2008, a Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor dos EUA recebeu mais de 200 relatos destes magnéticos sendo engolidos por crianças, algumas das quais precisaram de cirurgia de emergência para evitar ferimentos potencialmente letais.

3. Escorregas

escorrega 9 perigos para as crianças que temos de evitar

Parece seguro uma criança descer o escorrega ao colo de um adulto, mas isso aumenta as chances da criança ser levada à emergência com uma perna partida. Geralmente, o que acontece é que o calçado prende o pé da criança na borda do brinquedo, enquanto ela é arrastada adiante pela enorme inércia do adulto.

A recomendação dos especialistas é que apenas o adulto toque no escorrega. Ou então, que eles deixem as crianças escorregarem sozinhas, supervisionando ao lado.

2. Carrinhos de supermercado

supermercado

A Academia Americana de Pediatria alerta que, todos os anos, mais de 23.000 crianças são levadas à sala de emergência por causa de ferimentos causados no carrinho de compras. Geralmente, os ferimentos resultam de quedas sobre superfícies duras, principalmente na cabeça e pescoço, ou ossos partidos.

O problema é que os carrinhos de compras não foram projetados para transportar crianças com segurança, e sim as compras. Acidentes podem acontecer quando a criança está pendurada do lado de fora do carrinho, de pé dentro dele, ou então quando tenta escalar para fora do carrinho.

1. TVs e móveis

tv
A cena não é tão absurda: uma criança a subir às gavetas, estantes e móveis para alcançar um brinquedo ou mesmo a TV, com resultados às vezes fatais. Estes elementos pesados podem cair sobre a criança, ferindo-a, podendo tornar-se, por vezes, num acidente mortal.

Entre os anos 2000 e 2011, 349 americanos, 84% crianças menores de 9 anos, morreram quando TVs, móveis e outros aparelhos caíram sobre eles. O mesmo estudo estima que todo ano mais de 25.000 crianças são feridas neste tipo de acidente.

Metade dos acidentes ocorre com TVs, provavelmente porque as famílias fazem um upgrade TV plasma e leds, e colocão as TVs antigas e mais pesadas em locais sem um suporte apropriado para estabilizar seu peso e tamanho.

Em hypescience

imagens@shutterstock e net

 

 

 

7 sinais de cancro do colo do útero que as mulheres precisam vigiar

O cancro cervical ou cancro do colo do útero é o segundo tipo de cancro que mata mais mulheres no mundo, perdendo apenas para o cancro da mama.

O cancro cervical ou cancro do colo do útero é o segundo tipo de cancro que mais mata no mundo, perdendo apenas para o cancro da mama. Embora essa estatística seja assustadora, é um tipo de cancro que pode ser evitado.O HPV ou vírus do papiloma humano é altamente contagioso.

É uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) sendo esta a principal via de contágio. A mãe também pode infectar o filho durante o parto. Há relatos de transmissão pela mão, mas é raro.

O vírus também causa crescimento anormal de células na região algumas vezes chamada de verruga, crista de galo, figueira ou cavalo de crista. Nem todos os HPV levam ao cancro.  Existem mais de 150 tipos e apenas alguns podem causar cancro do colo do útero ou retal. Os do tipo 16 e 18 são os responsáveis por esse tipo de cancro. Os sinais de cancro cervical não são tão evidentes como os de mama que podem ser percebidos pelo toque.

Mas, existem maneiras de se prevenir observando-se os sinais. Procure imediatamente o ginecologista caso perceba:

1. Corrimento incomum

Quando o cancro começa a crescer dentro do colo do útero, as células da parede da cavidade começam a desfazer-se produzindo um corrimento aquoso abundante.

2. Verrugas

Segundo a ginecologista Rosa Maria Leme, “O aparecimento de pequenas verrugas (externas ou internas) serve como um sinal vermelho para algumas doenças, como o HPV, que na mulher aumenta muito as chances de cancro de colo de útero”.

3. Dor ou sangramento

Fora do período menstrual qualquer sangramento deve ser investigado, ou mesmo corrimentos escuros ou rosados. Como o cancro cervical cresce nas paredes do colo do útero, estas tornam-se ressecadas e podem até rachar causando sangramento por qualquer desconforto, seja relações sexuais ou até mesmo por andar. Pode haver também sangramento retal ou da bexiga.

4. Anemia

Se os seus hábitos alimentares não mudaram, se está pálida, se sente fatigada e o coração acelera ao esforço comum, é um sinal de anemia. Os sangramentos anormais são a primeira causa.

5. Problemas urinários

Com o inchaço do colo do útero, a bexiga e os rins podem ficar comprimidos dificultando a passagem da urina e o total esvaziamento da bexiga, podendo causar dor e/ou até mesmo uma infecção urinária.

6. Dor contínua nas pernas, quadris ou costas

Assim como ao inchar o colo do útero comprime órgãos internos, também pode comprimir vasos sanguíneos dificultando a irrigação da pélvis e das pernas, bem como o retorno sanguíneo causando dores, inchaços nas pernas e tornozelos.

7. Perda de peso

Todos os tipos de câncro costumam diminuir ou até mesmo suprimir o apetite. Além disso, o inchaço já mencionado do colo do útero pode comprimir o estômago, diminuindo o espaço para a alimentação adequada, o que certamente irá reduzir o peso.

Importante

Convém ressalvar que os mesmos sintomas podem significar outras coisas que não necessariamente o cancro cervical. Só o médico pode dar o diagnóstico. Existem fatores de risco associados e ao contrário do que se pensa não só as mulheres desenvolvem cancro pelo HPV. Os homens também sofrem risco de que a doença surja em outras partes do corpo como no pénis, reto ou cavidade oral.

Os fatores de risco mais conhecidos são:

  • Tabagismo
  • Uso de drogas
  • Uso de contraceptivo oral prolongado
  • Infecções pelo vírus herpes simples tipo 2 ou C. trachomatis (clamídia)
  • Multiplicidade de parceiros sexuais
  • Sexo sem proteção
  • Imunidade baixa

A maioria das pessoas já teve contato ou foi infectada por algum desses tipos de HPV.

Por ser de grande incidência entre a população sexualmente ativa, é bom estar atento aos sinais e sintomas e fazer exames preventivos. O mais comum dos exames é o Papanicolau, que pode ser feito pelo SNS em qualquer centro de saúde. Atualmente há um programa de vacinação para meninas entre os 9 e 11 anos de idade. As de 12 e 13 anos também devem ser vacinadas, caso ainda não tenham sido. Segundo o Ministério da Saúde (Brasil) “a vacina tem maior eficácia se for administrada em adolescentes que ainda não foram expostas ao vírus, pois, nessa idade, há maior produção de anticorpos contra o HPV que estão incluídos na vacina.”

 

Por Stael F. Pedrosa Metzger,
publicado em  familia.com.br