Small Land Montessori, o novo colégio sustentável em Lisboa

Nos dias de hoje é prioritário falar em desenvolvimento sustentável. Quando pensamos em sustentabilidade é importante relembrar de que esta se estende a nível social, cultural, económico e ambiental!

Uma educação baseada no amor deve preparar a criança, enquanto futuro cidadão, para cuidar, saber ser e estar contribuindo de forma positiva para a sociedade. Desenvolver um efetivo sentido de participação na comunidade!

É indispensável educar para manter, preservar, restabelecer o equilíbrio da própria sociedade que foi quebrado pelo distanciamento do amor ao próximo.

O Colégio Small Land Montessori promove o respeito às necessidades humanas compatíveis com o uso sustentável dos recursos naturais e com as necessidades do nosso planeta. Fazendo isso, nutrimos o sentido de solidariedade global.

Esta é justamente a proposta de Maria Montessori, quando delineou o que chamou de Educação Cósmica. O seu objetivo foi chamar à atenção de todos para a importância do sentir-se integrante do todo universo. De que cada gesto, cada palavra, cada pensamento gera consequências.

É indispensável educar para manter, preservar, restabelecer o equilíbrio da própria sociedade que foi quebrado pelo distanciamento do amor ao próximo.

“Aqui promovemos, o respeito às necessidades humanas compatíveis com o uso sustentável dos recursos naturais e com as necessidades do nosso planeta, nutrindo a solidariedade global.
Ao pensarmos de forma sustentável podemos criar materiais e atividades cujas finalidades são carregadas de benefícios para o desenvolvimento global da criança – formando um cidadão que sabe ser e estar!

A verdade é que este tipo de atividades, para além de estimular a criatividade, contribui para contrariar gastos por vezes desnecessários com a compra de novos brinquedos para as crianças.

Small Land Montessori, o novo colégio sustentável em Lisboa
Jogo sensorial de encaixe e associação de cores. Feito com uma base de cartão, caixas de ovos e pompons.

“Ajude-me a crescer, mas deixe-me ser eu mesmo.” – Montessori

Montessori acreditava que todos nós nascemos com um determinado potencial. Que os adultos devem ajudar as crianças a desenvolver esse potencial. Deu-lhe o nome de – “Segredo da Infância”. Esse segredo precisa ser seguido pelo adulto com base em princípios fortes como:

  • ordem
  • liberdade de movimento
  • idioma
  • independência
  • ambiente preparado
  • liberdade
  • disciplina
  • desenvolvimento social
  • observação
  • música e artes.
Small Land Montessori, o novo colégio sustentável em Lisboa
Jogo de encaixe de pauzinhos de madeira numa caixa de ovos.

O método Montessori tem mais de um século de existência e assume-se como uma educação para a vida.

Dar autonomia, independência e liberdade supervisionada pelos educadores é a nossa forma de estar. Debaixo de ritmos de aprendizagem diferentes, as crianças são estimuladas a aprender com o mundo que as rodeia, respeitando-o.

Maria Montessori acreditava que os padrões de concentração estabelecidos na primeira infância tornam a crianças aprendizes confiantes e competentes nos anos posteriores.

Perante os materiais selecionados a criança tem a livre escolha de trabalhar com o que mais lhe interessar. Desengane-se, quem pense que as atividades são “sem acompanhamento”. O professor observa, acompanha tudo e atua como um mediador entre a criança, o material e o ensinamento que resulta dessa interação.

Tabuleiro de madeira com encaixes para rolhas de cortiça. Serve para contagens, sequências e motricidade fina.

“A tarefa do educador é preparar motivações para atividades culturais, num ambiente previamente organizado, e depois se abster de interferir” – Montessori

Os materiais variam de menos a mais avançados. Estes ão apresentados às crianças em apresentações individuais com base no nível da criança e não na idade.

Quando uma criança se junta ao grupo pela primeira vez, começa a trabalhar com as atividades da Vida Prática, que permitem que a criança se torne mais confiante. Apresentações sensoriais, matemáticas, linguísticas e culturais seguem o caminho de aprendizagem natural da criança. O ambiente preparado apoia o desenvolvimento da vontade da criança, convidando a criança a fazer escolhas independentes de uma certa quantidade de actividades.

Small Land Montessori, o novo colégio sustentável em Lisboa
Caixa sensorial. Feita a partir de uma caixa de sapatos, da qual puxamos diferentes pedaços de tecidos e materiais (diversas texturas e cores).

Valores e objectivos na Creche / Infantário Small Land de acordo com a nossa pedagogia:

  • Estimular a independência
  • Autoaprendizagem e autocorreção
  • Acompanhamento individual da criança
  • Ter boas maneiras, ser educado
  • Estimular a liderança, que é o cuidar dos outros
  • Musicalidade e liberdade de movimentos, com exploração sensorial
  • Celebração da vida

O papel do adulto é unicamente o de ajudar a criança a chegar ao êxito. Assim os materiais apresentados devem estar em consonância com o seu desenvolvimento cognitivo e motor. Desta forma Maria Montessori entendia que “a educação é uma ajuda à vida”.

 

O bebé cresceu? 6 ideias para adaptar o quarto à criança

O seu filho cresceu e o seu quarto já não está adequado às suas necessidades e gostos? Ou está à espera de um bebé e está a começar a planear o quarto dele?

Este post vai ajudá-la a pensar no quarto dos seus filhos, tanto agora como no futuro.  De uma forma prática apresentamos soluções que permitirão aos seus filhos desfrutar do quarto e sentirem-se bem nele por muito tempo.

Vejas as nossas ideias, em colaboração com o Habitissimo:

1. Transformar o berço em cama

Berço cama

Existem alguns modelos de berço que podem ser transformados em camas de solteiro ou mini-camas, estando essa opção já prevista no seu fabrico. Tudo o que precisa defazer é seguir as instruções que vieram com o berço para o transformar na cama que precisa. Alguns modelos já vêm com gavetas ou escrivaninhas incorporadas, para que o quarto da criança seja ainda mais prático. Apesar de este tipo de berço não ser dos mais baratos, o facto de não ter que os trocar na infância da criança já o torna um bom investimento, uma vez que o usará por muitos anos.

2. Uma cama de sonho

Apesar de conseguir encontrar à venda mini-camas, o ideal é investir logo numa cama de solteiro, a pensar no crescimento do seu filho. No entanto, as mini-camas não precisam de ser logo descartadas, desde que tenha em mente que a terá de trocar mais tarde. Pense no quarto como um espaço de sonho e imaginação para a criança, e faça da cama uma peça especial e que dá o mote ao resto da decoração. Dessa forma, poderá ser mais fácil escolher entre cama de solteiro ou mini-cama.

3. Aproveite o espaço criando nichos e estantes

Outro ponto em que deve pensar desde a concepção do quarto é o armário e restantes espaços de arrumação. Para o armário, uma boa ideia é fazer as portas em fórmica (o material dos quadros brancos) para que as crianças possam desenhar nelas à vontade. Depois, coloque prateleiras, estantes, nichos e caixas para que a criança consiga arrumar tudo e guardar os brinquedos sozinhos. Se tem pouco espaço, pode sempre colocar uma cama suspensa e por baixo fazer a área de brincadeira, com algumas caixas de arrumação.

4. Secretária de tamanho adaptado

Maria Montessori defendia que o mobiliário deve ser todo adaptado às idades e alturas das crianças. Mesmo que o seu filho ainda não saiba ler nem escrever, irá gostar de estar numa mesa adaptada ao seu tamanho e necessidades. Assim, poderá  colocar brinquedos,  desenhar, ou fazer outras actividades plásticas. Pense na secretária como parte integrante da decoração do quarto na fase de planeamento, para que ocupe menos espaço. Com algumas alterações, essa secretária poderá ser também usada quando o seu filho crescer.

5. Uma tenda para leituras

A ideia das tendas nos quartos surgiu com o intuito de criar um espaço sossegado para que as crianças se pudessem sentar e ler. Como as crianças são imaginativas, essa tenda também pode fazer parte de brincadeiras e ser uma casa ou um castelo, sendo por isso muito apreciada por elas. Existem vários modelos de tenda à venda, mas se prefere algo do estilo “DIY” existem muitos vídeos a ensinar como criar uma tenda.

6. As cores das paredes

Photo by shutterstock

 

Esta última dica é para quem quer poupar e não estar a mudar o quarto dos filhos a cada fases do crescimento. Para o conseguir, escolha cores menos evidentes nas paredes como tons pastel, o cinzento ou apenas o branco. Isso não vai retirar o aspeto infantil ao quarto, mas vai deixá-lo mais moderno e com um tempo de vida útil mais longo.

Esperamos que tenha gostado das nossas dicas e as incorpore no quarto das suas crianças!

 

 

 

A solução radical para umas boas noites de sono

Após 18 meses de noites não muito bem dormidas, decidimos procurar uma solução para este “problemazito”… O dormir pouco! Papás e mamãs alguém com este problema? (então este post é para vós!!)

Como qualquer papá e mamã, escolhemos o berço que nos pareceu melhor para o quarto do nosso bebé, mas infelizmente o colchão que comprámos tinha “picos”… Invisíveis é verdade, mas tinha “picos”, seguramente! Foi esta a justificação que encontrámos para o facto de dormir tão bem na cama dos papás, mas quando o tentávamos “passar” para o berço dava um salto e acordava ! Outros pais terão tido sorte e comprado um colchão “normal” e onde os seus bebés dormem profundamente. Se é este o seu caso, sentimos alguma inveja ?

Além desta justificação que nos parece plenamente válida (ou se calhar não)… o “nascer” dos dentes, o “vício de mamar*” durante a noite, o não querer estar sozinho, aliado ao facto de se mexer muito quando dorme e bater nas grades da cama… foram alguns dos fatores que contribuíram para noites mal dormidas! Efectivamente tínhamos um problema que queríamos resolver, até porque o bebé também quer dormir.

*a utilização da expressão “vicio de mamar” é apenas uma “força de expressão” razão pela qual está entre aspas.

Após lermos bastante… decidimos uma medida meio radical (método Montessori)! Como o L já é um bebé grande (18 meses), decidimos dizer adeus ao berço e passámos a sua cama para o chão. Assim damos-lhe autonomia de sair e entrar da cama quando quer, e sobretudo damos lhe espaço! (Algo que uma criança muito ativa e irrequieta como ele quer.) Assim dificilmente cai da cama, e mesmo que caia, a altura é bem baixa.

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Nota: quando preparar o quarto, ponha-se ao nível do seu filho e veja todos os perigos e mais algum, que ele possa inventar. A imaginação deles, consegue ser bem mais fértil que a nossa! Além disso não se esqueça de deixar fechadas as portas de outras divisões da casa.

Honestamente não esperávamos que corresse tão bem! Adora chegar ao quarto atirar-se para o colchão e tem feito um “oh-oh” de quase 7 horas seguidas!
Vamos na 7ª noite seguida e continuamos sempre atentos, aos passitos dele durante a noite… Esta noite pegou na luz de presença e veio para o quarto dos papás a cantar o “Olá, olá” do Panda… Haverá melhor despertador que este? ?

Boas noites de sono!!

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10 Dicas para melhorar o sono das crianças (e dos pais!)

A importância da rotina e do sono para uma criança

 

“A primeira tarefa da educação é agitar a vida, mas deixando-a livre para que se desenvolva”, afirmou Maria Montessori há mais de um século. Hoje, o triângulo educacional no qual se baseiam a sua pedagogia e os seus princípios fundamentais estão a ser objeto de estudo por parte da neurociência.

Steve Hughes, neuropsicólogo e pediatra, tem, por outro lado, a firme convicção de que, após anos de experiências, o Método Montessori potencia certas funções cerebrais que ajudam a expandir o desenvolvimento cognitivo. O neuropsicólogo deu inclusive a este método o nome de “sistema original de aprendizagem baseado no cérebro”.

O desenvolvimento neurológico é potencializado pela aprendizagem através da metodologia Montessori. Esta afirmação baseia-se não apenas nas centenas de casos de desenvolvimento de sucesso desde a sua fundação, mas também nas diferentes descobertas que a neurociência atual tem realizado. Vejamos 5 delas:

1. As mãos são o instrumento do cérebro

“Com as mãos o ser humano cria o que está à sua volta. Elas são as ferramentas executoras da inteligência. As mãos são criativas, podem produzir coisas. Os órgãos sensoriais e a capacidade de coordenação desenvolvem-se através das atividades manuais”, afirmou Maria Montessori.

Hoje em dia sabemos que os recursos que o cérebro usa para processar os estímulos sensoriais que percebe através das mãos são sensivelmente superiores a outras partes do corpo. Poderíamos assim dizer que vivenciar o mundo através das mãos equivale a entrar pela grande porta do nosso próprio cérebro e, por isso, é necessário que elas tenham um papel fundamental na aprendizagem.

2. A vivência natural potencializa as capacidades e as competências da criança

“A educação é um processo natural realizado pela criança e não se adquire ouvindo palavras, mas sim mediante as experiências de uma criança no seu meio”, afirmou Maria Montessori.

Favorecer a vivência livre e natural significa encorajar as crianças e bebés a movimentarem-se e a comunicarem com o seu meio. As crianças que aprendem através da pedagogia Montessori passam mais tempo em movimento do que nas escolas tradicionais; isto é, potencia-se uma relação ativa com o meio, o que promove um maior domínio das capacidades motoras, sensoriais, emocionais e cognitivas.

Assim, o benefício da promoção de uma atitude ativa em relação ao meio torna os bebés e as crianças mais competentes no momento de reconhecerem as intenções alheias. Esta descoberta está apoiada em diferentes pesquisas sobre os benefícios do jogo como alicerce para provocar uma ação intencional. Em resumo, promover a ação nas crianças ajuda-as a aprender mais rápido comparativamente com a mera observação.

3. As funções executoras e Montessori

As funções executoras são aquelas capacidades cognitivas que nos permitem manipular ideias mentalmente. Estas capacidades mentais promovem a resolução consciente, ativa, voluntária e eficaz dos problemas que se apresentam na vida quotidiana.

Aprender a ser flexível e a aceitar as mudanças do meio, concentrar-se numa tarefa, continuá-la com um objetivo, resistir aos próprios impulsos e reter a informação na mente para com ela operar são capacidades indispensáveis para um correto desenvolvimento.

O termo “funções executoras” classifica estas capacidades em três categorias: inibição, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva. Se estas funções não forem bem desenvolvidas podem ser erradamente diagnosticados transtornos como TDAH ou outras dificuldades de aprendizagem.

A partir da pedagogia Montessori, desenvolvida numa altura em que o tema era ainda desconhecido, podemos desenvolver estas funções com diferentes atividades como, por exemplo, a espera, a procura de material ultrapassando um labirinto formado pelos colegas, realizando outras atividades, etc. As pesquisas comprovam que as crianças que frequentaram centros pré-escolares Montessori mostram uma melhor execução nesta família de processos mentais.

4. Os períodos sensíveis ou janelas de oportunidades na infância

Maria Montessori observou que na infância aconteciam períodos sensíveis para a aprendizagem. Nestes momentos evolutivos reside um grande potencial neuro-emocional e, por isso, a educação é primordial. Na verdade, é fundamental que no período entre os 0 e 11 anos as crianças explorem o seu mundo da forma mais autónoma possível.

Podemos assim falar, de um modo geral, da criação do microcosmo ou micromundos Montessori. Isto é, a criação de um meio puramente infantil: móveis do tamanho das crianças, brinquedos que potencializam a exploração e a flexibilidade cognitiva, etc. A neurociência identificou estas etapas onde o cérebro precisa de uma certa estimulação para se desenvolver.

5. Os neurónios-espelho como base da aprendizagem

A pedagogia Montessori defende que, na sua base, que as crianças devem ver e experimentar o mundo. Os neurónios-espelho, localizados no lóbulo frontal, ajudam a absorver a informação do meio através dos sentidos. Este fato foi descoberto por Maria Montessori por meio da observação, e posteriormente confirmado pelas descobertas destes neurónios especializados na imitação.

Constatamos que o Método Montessori tem vindo a obter uma grande comprovação científica e deverá continuar a ser pesquisado de forma exaustiva, já que garante a criação de um universo baseado no afeto e no respeito dos ritmos individuais de cada criança e do seu meio.

 

Artigo publicado em A mente é maravilhosa, adaptado por Babelia Traduções para Up To Kids®

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O FANTÁSTICO MÉTODO DE MARIA MONTESSORI

Maria Montessori foi uma psiquiatra, pedagoga, filósofa, investigadora, educadora e voluntária italiana, nascida em 1870 cujo método por ela criado transformou a pedagogia no mundo inteiro.

Se na escola do teu filho existem mesas, cadeiras e cubas pequeneninas adaptadas à altura da criança é graças a Maria Montessori. Hoje em dia mais de 20.000 escolas de todos os continentes seguem o seu método de ensino. Já o mobiliário, ou seja, a adaptação do mundo adulto à criança foi uma ideia por ela criada e seguida praticamente por TODAS as escolas.

Tudo começou com uma constatação básica da vida: a criança é um ser completo, totalmente capaz e criativo. Apenas precisam de liberdade para desenvolver as atividades que matem a sua sede por conhecimento, atividades estas que lhes desenvolvem a concentração e consequentemente a disciplinaUm indivíduo disciplinado é capaz de se guiar sozinho quando necessário e seguir as regras da vida.

Mas para que tudo isso aconteça, é necessário dar-lhes liberdade de escolha para que cada uma delas possa explorar o que quiser, e assim, desenvolver o interesse que a levará à concentração.

Uma criança que trabalha não dá trabalho

A metáfora pode dar a ideia de que se trata de trabalho infantil. Nada disso. A palavra trabalhar poderia ser trocada por brincar, mas o método montessoriano usa mesmo o termo trabalhar pois, para Maria Montessori, a criança torna-se pessoa através do trabalho.

A educadora foi a primeira mulher a concluir o curso de medicina na Universidade Sapienza em Roma e começou a trabalhar com crianças com problemas mentais. Aquelas que eram vistas e tratadas como “coitadas”, (isto no séc. XIX) “incapacitadas ou menos capazes” Maria Montessori, via como capazes e passou a tratar estas crianças como tal ajudando-as no seu desenvolvimento. “Ajuda-me a fazer sozinho” poderia ser a frase que resume todo o seu ponto de vista sobre a necessidade infantil em explorar o mundo.

Passados mais de 100 anos, o Método Montessori foi adaptado às novas tecnologias através de apps e  materiais didáticos interativos (uma das fortes características montessoriana).

Não é necessariamente obrigatório teres acesso aos materiais didáticos para aplicares o método montessori na educação do teu filho. Basta não vê-lo como incapaz ou muito pequeno para desenvolver determinadas atividades que os pais geralmente acham, por exemplo, perigosas ou difíceis. As crianças são curiosas por natureza e deixá-las explorar o mundo como elas quiserem (dentro obviamente de um limite imposto) é colocar em prática o pensamento montessoriano.

Como começar?

Podes começar por uma simples mudança: deixa a criança ajudar em casa nas tarefas diárias. Outra característica do método montessoriano é individualizar a criança, ou seja, cada criança é única: uns gostam de matemática, outros nem por isso. Com dois anos de idade a criança pode fazer as atividades aqui sugeridas ou não. Lembra-te de que cada criança é única com ritmos e gostos próprios.

Deixamos uma lista de sugestões para as crianças até aos 3 anos, e de seguida a tabela montessoriana das tarefas adequadas à à idade das crianças a partir dos 2/3 anos.:

18 meses/ 2 anos:
Ajudar a descascar bananas, amendoins, ou tangerinas… Podes supervisionar mas não pressionar. Deixa o teu filho realizar a tarefa ao seu ritmo e que descubra sozinho a melhor maneira de o fazer, independentemente de achares que de outra forma seria mais fácil e rápido. Ele descobrirá isso sozinho.

A partir dos 2 anos:
Ajudar a espremer laranjas e a pôr o sumo do espremedor no copo, a cortar uma maçã, obviamente com uma faca não afiada ou de plástico, a cortar cenouras e outras verduras cozidas. Esta tarefa pode fazer com que o teu filho se interesse mais pela alimentação e tenha mais vontade de comer o alimento que cortou, e que ganhe mais prazer pela alimentação saudável.

Dicas: Os mais pequenos poder realizar diversas tarefas dos mais crescidos, como por exemplo: ajudar a preparar a comida, por exemplo, a usar o funil (eles amam um funil); a preparar biscoitos (há lá coisa melhor do que pôr as mãos na massa?); a pôr a mesa; a limpar o pó; a limpar o chão; limpar um vidro; ajudar na jardinagem; a lavar louça (nas escolas montessorianas, existem cubas baixinhas para as crianças usarem. Em casa, que tal deixá-las lavar, por exemplo o babete, num alguidar?).

 

Tabela Montessoriana

 

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Tarefas domésticas para crianças

Como criar um Quarto Montessoriano

Avaliações escolares ou Pedagogia Montessori

 

Artigo publicado em greenme.com.br, adaptado por Up To Kids®

imagem@bergamosschools

Como criar um Quarto Montessoriano

As crianças são amadas desde que são um feijão na barriga da mãe. Os pais aguardam ansiosamente a chegada do bebé, e enquanto esperam vão preparando tudo o que será necessário para a criança nos primeiros meses de vida. Compram ou fazem roupa, preparam a família, especialmente os irmãos, deixa-se feita a mala da maternidade, e até se monta todo o quarto do bebé.

O quarto é a divisão da casa onde o bebé passará mais tempo: é um quarto de dormir e de brincadeira, um sítio onde pode relaxar, brincar, dormir, mas acima de tudo, onde podea crescer e desenvolver-se livremente e em segurança.

Os pais podem escolher a decoração do quarto do seu filho, apenas, seguindo uma questão estética/funcão, ou podem seguir algum método como aquele que iremos falar a seguir, o Método Montessoriano.

O Método Montessoriano

Apenas para esclarecer, o Método de Montessoriano, como o nome indica foi criado e desenvolvido por Maria Montessorimédica, educadora e primeira mulher italiana diplomada em medicina.

Este método propõe a criação de um ambiente adequado e produtivo para o desenvolvimento da criança. Pela filosofia de Maria Montessori, o quarto das crianças deve ser montado e estruturado de acordo com a ótica da criança e não do adulto, de maneira que os miúdos circulem livremente e em segurança no seu ambiente e explorem as coisas que estão ao seu alcance.

O ponto mais importante do método não é apenas a escolha dos materiais ou sua prática, mas a possibilidade de libertar a verdadeira natureza do indivíduo, promovendo o desenvolvimento da educação com base na evolução da criança.

Num local rico e estimulante, a criança torna-se capaz de aprender sozinha através das suas próprias experiências, desenvolvendo-se de forma espontânea, criativa e saudável!

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Deixamos aqui os tópicos a ser levados em consideração ao montar um quarto Montessoriano são:

1) Colchão no chão

O berço é um limitador de movimento, logo é substituído por um colchão no chão ou uma cama bem baixinha, para que a criança tenha mais independência para se levantar e se deitar. Ao lado do colchão, pode-se colocar um elemento que além de amortecer uma possível queda, proporcionará estímulos sensoriais diferentes. Pode ser um colchão de campismo, almofadas variadas, um tapete felpudo, etc.

Como criar um Quarto Montessoriano. Montessori

Como criar um Quarto Montessoriano. Montessori

2) Tudo ao alcance das crianças

Os  brinquedos, livros, jogos e fotos das crianças devem ficar ao alcance das próprias, organizados em prateleiras baixas. Experimente gatinhar no quarto dos seus filhos para perceber o quanto as alturas das coisas estão desajustadas às suas necessidades.
Toda a decoração deverá, também, ser colocada ao nível dos olhos da criança.

Como criar um Quarto Montessoriano. Montessori
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3) Minimalismo

A decoração deve ser minimalista, apenas com mobiliário essencial para que a criança possa explorar tudo o que tem no quarto. Para que essa exploração possa ser feita de forma segura, é bom abusar de materiais que proporcionem segurança aos pequenos, como tapetes de borracha, ou felpudos..
Evite acumular muitos brinquedos. Evite guardá-los em caixas, gavetas ou roupeiros sem que estejam sempre disponíveis. O ideal é ter brinquedos sempre à vista, para que a criança sinta vontade de brincar e possa escolher com o que brincar. Pode criar um sistema rotativo, em que tem meia dúzia de brinquedos à vista, e depois troca, para que a criança não se farte.

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4) Proporção

Todo o quarto deve ser proporcional à criança. É uma questão de escala: para que as coisas estejam ao alcança da criança, também os móveis devem ser mais pequenos, as mesas baixas, as cadeiras apropriadas a crianças etc.

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5) Escolha Autónoma

Ter menos brinquedos faz com que a criança conquiste maior autonomia de escolha. A criança conseguirá com facilidade escolher, entre meia dúzia de brinquedos, aquele com que lhe apetece brincar. Se houver muita oferta será mais difícil de optar, acabando a criança por não valorizar nenhum especificamente.

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6) Estímulos

Segundo Maria de Montessori, nos primeiros anos de vida a criança elabora os próprios conceitos pela ação e pelo contato com o mundo em que vive. A criança actua pela ‘mente absorvente’ e os órgãos sensoriais são os captadores das informações necessárias.

Espelho: O espelho serve para que a criança se possa conhecer e entender que é uma pessoa distinta da mãe. Quando ainda não gatinha, esse espelho pode ser instalado na horizontal, ao lado da cama. Mais tarde, pode ficar na vertical, noutra parede. Para garantir a segurança dos pequenos, é importante que o espelho seja de acrílico e fique bem preso à parede.

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Musica: Para o estímulo auditivo, músicas ou sons de violão ou flauta são uma boa pedida. Músicas de compositores clássicos em geral são adoradas pelos pequenos.

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Móbile: no início, o recém-nascido não consegue focar coisas que estão muito longe, por isso, o móbile deve estar a 30 cm do bebê. Além disso, no primeiro mês, o ideal é que o objeto seja preto e branco, com diferentes formas e padrões. Mais tarde, podem ser introduzidas outras cores. Os bebés novinhos adoram móbiles feitos com formas geométricas e cores fortes. Após os 3/4 meses, que a criança já agarra objetos, deve-se tomar cuidado para que o móbile não seja alcançado muito facilmente, por uma questão de segurança

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Por Up To Kids®, baseado nas seguintes fontes Lar Montessori, Just Real Moms, Mimo Infantil 

 

imagens@Minha Casa Minha Cara, blogdanique, Maternar e Brincar

Quando comecei a pensar em pôr o meu filho na escola lembro-me de, rapidamente, me ter deparado com a questão do método de ensino que iria optar para a sua educação, pelo menos nos primeiros anos escolares.

Sendo eu da área artística, sempre achei que deveria encontrar um método onde identificasse as ideologias em que acredito, para que os miúdos cresçam a saber decidir por vontade própria e ter liberdade para pensar fora da caixa. Tudo este pensamento parece muito simples e coerente… não fosse aquele pequeno pormenor de que estou, assim, a decidir o futuro dos meus filhos, e quando se trata de “filhos” eu, como todas as mãe, tendo a ficar estupidamente criteriosa nas minhas escolhas.

Comecei por informar-me sobre metodologias alternativas, tais como, Waldorf, Montessori, Reggio Emilia, HighScope, Piaget e outros. Já conhecia algumas, outras nem por isso. Depois de pesquisar, de ler, de perguntar, comparar, e ponderar, com receio (para não dizer medo) de entregar a educação dos meus filhos a um método menos convencional, acabei por pô-los no ensino regular. Tal como eu andei. Achei que estava a tomar a decisão certa (ou pelo menos segura) regendo-me pelo que eu vivi e pelo que eu conheço.  Obviamente que, o regime de ensino hoje em dia nada tem a ver com aquele que eu frequentei um dia. E, ainda por cima, as metas curriculares.

As metas curriculares e as avaliações escolares foram as minhas preocupações principais, pois achei que um dia quando saíssem do ensino regular tudo poderia tornar-se mais complicado. (Se calhar a complicação era só na minha cabeça…)

Enquanto mãe e educadora, preocupa-me o facto de poder ter tomado uma opção preguiçosa, e estar assim a condicionar o desenvolvimento dos meus filhos. Por isso procuro descobrir e desenvolver diferentes formas de lhes dar acompanhamento em casa, naquelas áreas que, acredito que sejam menos desenvolvidas na escola. Através da realização de actividades lúdicas e culturais, através da brincadeira, da liberdade, da exploração dos materiais, etc.  Deixando que desenvolvam as suas áreas preferenciais, que no fundo serão os seus talentos e competências inatas e ocultas.

Há dias nesta minha expedição pelas metodologias alternativas descobri um texto que achei extremamente interessante. Foi escrito por uma aluna finalista de Portland, Kate, que frequentou escolas Montessori, e que com este artigo ganhou o prémio Gold key.

Conseguimos perceber o resultado de algo em que muitos educadores investem. Quanto a mim, vou continuar a desenvolver estratégias que os ensine a aprender pelo prazer da aprendizagem.

Deixo-vos para refletir.

“Lembro-me da primeira vez que ouvi aquela pergunta. O ano letivo tinha começado há duas ou três semanas, eu estava no secundário numa aula de ciências e alguém perguntou: “Isto vai sair no teste?” O meu primeiro pensamento foi: “O que é que isso interessa?” Até ao 2ºCiclo andei numa escola que seguia o método Montessori, onde os meus dias eram um mix de lições dadas pelo professor, e o trabalho que eu queria desenvolver. Não havia testes ou sequer notas. Ao invés de aprendermos conteúdos curriculares, ou de sermos preparados para alcançar determinadas metas, eu aprendi sobre temas que me interessavam. Eu estava ansiosa para chegar à secundária. Estava desejosa por ter trabalhos de casa, e acima de tudo de ter notas! Nessa altura pensar nisso era como um romance. Mas rapidamente o entusiasmo desapareceu: as notas não eram divertidas, mas sim preocupantes. Quando iniciei o secundário decidi que não ia tornar-me obcecada por notas. Sabia que eram importantes para entrar na faculdade, mas achei que se desse o meu melhor, e continuasse a aprender pelo aprender em si, que tudo correria bem. Isso resultou apenas no meu primeiro ano de caloiro. As aulas eram básicas e muitas vezes extremamente chatas e aborrecidas. Um dia de aulas não era nada cansativo, e o stress nesse meu primeiro ano foi causado por ter atividades extra curriculares a mais. A minha escola é extremamente competitiva, e tem uma reputação grande a nível de exigencia e rigor académico. Isso tem as suas vantagens. Ninguém sofre bullying por ser inteligente ou nerd. Mas também cria uma cultura de superioridade nos alunos. Eu ouço conversas dos meus colegas que passam noites em claro para terem melhores notas. Talentos, como artes ou desporto estão subvalorizados. A preocupação da maior parte dos estudantes do secundário, é a entrada para a faculdade. Lentamente eu senti-me a ser absorvida por este vortex de classificações, notas e candidaturas à universidade. Tenho uma amiga que, sempre que resolve fazer qualquer coisa de diferente pensa duas vezes se isso será benéfico para a sua candidatura. Quando os professores começam a ensinar para os testes e os alunos começam a aprender para os testes, e aqui, perde-se uma parte fundamental do processo. Um dos maiores elogios que recebi nos últimos dois anos foi relativamente à minha capacidade de resolver problemas, por procurar soluções através de diferentes ângulos. Quando os professores nos ensinam para nos para um teste, perdemos a oportunidade de explorar por nós mesmos. Nós ensinamos-lhes que há uma única resposta correta e que não há apenas uma maneira de chegar a uma solução. Nós desativamos a mente dos professores, pelo menos a parte que interroga e questiona. Eu preciso de saber como as coisas funcionam. Eu não fico contente quando me dizem apenas como tenho de fazer ou responder. Em vez de se concentrar num objetivo final, como um teste ou uma meta, o método Montessori baseia-se no trabalho realizado para alcançar determinado resultado. Eu sou capaz de resolver problemas de diferentes maneiras porque Montessori ensinou-me a pensar fora da caixa, e a fazer sempre o melhor que posso. Nunca foi importante o que tinha feito, desde que eu e os meus professores soubéssemos que estava a fazer o meu melhor, tendo consciência de que o melhor varia de pessoa para pessoa. Eu acredito que as crianças querem aprender, e que se lhes dermos as ferramentas certas, irão exceder todas as expectativas. Em vez de criar marcadores para todos os alunos e implementar testes padronizados que não medem a resolução de problemas, precisamos incutir uma cultura onde os desafios são valorizados. Recentemente ouvi um estudo onde colocaram crianças da China e crianças dos EUA a resolver um problema de matemática. O que os miúdos não sabiam, é que o problema não tinha resolução. A maioria dos alunos americanos parou de tentar resolver o exercício ao fim de um minuto. Os alunos chineses foram interrompidos ao fim de 1 hora, porque era a duração máxima deste estudo. Nos EUA o esforço não é grandemente valorizado. Nós valorizamos a inteligência, e vemos o esforço com um indicador de que um indivíduo é lento, porque a escola não é suposto ser difícil para uma pessoa capaz. Houve uma altura que eu tinha medo de ler em voz alta porque achava que se iam rir de mim cada vez que pronunciasse mal uma palavra. Este ano, tive uma disciplina extremamente desafiante para mim. O professor é conhecido por estragar as médias brilhantes dos alunos. Mas o paradoxo é que ele costuma dizer que as notas não interessam, e que adorava não ter de fazer avaliações. Agora, voltando à questão: “Isto vai sair no teste?” Quando os educadores nos ensinam que os resultados são o produto mais importante de uma experiência, não estão a ajudar-nos. Conforme crescemos, não teremos sempre alguém a dizer-nos quais as metas a atingir para sermos bem sucedidos. O aprender não para quando concluímos os estudos. E ainda bem porque aquilo que aprendemos até então é uma ínfima parte daquilo que temos capacidade de aprender. Ensinar para os testes dá aos alunos ferramentas para serem bem sucedidos nesse teste. Mas ensinar o prazer de aprender dá aos alunos ferramentas para quererem continuar a aprender até ao resto das suas vidas. Muitos pais com crianças em escolas Montessori, receiam que os seus filhos percam qualquer coisa pelo simples facto de não fazerem testes, e não serem avaliados. Acontece que a verdade é exatamente o oposto. Por não serem pressionados com testes e notas, estas crianças aprendem o prazer de aprender, algo que ficará com eles mesmo depois de esquecerem formulas matemáticas e das diferentes partes que compõem uma célula humana.”

Kate é uma  Childpeace Montessori e Metro Montessori Middle School Alumni

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