Calendário escolar do ano lectivo 2019/2020

O ano escolar terá início entre os dias 10 e 13 de Setembro e as férias de Natal terão mais uma semana do que o habitual. Associações de pais não foram previamente avisadas do “alargamento do período de férias tão grande” e defendem que o Governo tem de ter “uma resposta social para estas famílias”.

O calendário do próximo ano lectivo para os estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e do ensino básico e secundário foi publicado esta terça-feira em Diário da República.

Calendário escolar

  • O início do ano escolar está marcado para entre os dias 10 e 13 de Setembro. As férias do Natal de 17 de Dezembro, terça-feira, a 3 de Janeiro, sexta-feira, de 2020.
  • segundo período vai arrancar a 6 de Janeiro, segunda-feira. Irá terminar a 27 de Março de 2020, com umas miniférias de Carnaval entre 24 e 26 de Fevereiro.
  • terceiro e último período vai começar a 14 de Abril para todos os alunos. Termina a 4 de Junho para o 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade, num total de menos de dois meses. Termina a 9 de Junho para 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade. E a 19 de Junho para o pré-escolar e 1.º ciclo.

RESUMO

1º PERÍODO: entre os dias 10 e 13 de Setembro

Férias de Natal: 17 de Dezembro, terça-feira, a 3 de Janeiro, sexta-feira, de 2020

2º PERÍODO: 6 de Janeiro, segunda-feira, e terminar a 27 de Março de 2020

Interrupção letiva Carnaval: entre 24 e 26 de Fevereiro.

3º PERÍODO: 14 de Abril  a 4 de Junho (9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade); 14 de Abril  a 9 de Junho (5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade)

O Ministério da Educação enviou entretanto um comunicado às redacções onde explica estas quase três semanas de férias de Natal:

“Tendo em conta que o dia 1 de Janeiro de 2020 é uma quarta-feira, os alunos terão mais um dia de férias, evitando-se o reinício das aulas a uma sexta-feira, tal como sucedeu no último ano lectivo em que 1 de Janeiro foi uma quarta-feira”.

Foram publicadas também as datas das provas de aferição do ensino básico que vão ocorrer entre 4 de Maio e 18 de Junho, e as datas dos exames finais nacionais do ensino secundário, cuja 1.ª fase arranca a 15 de Junho e termina a 7 de Julho.

No caso das provas de aferição, o documento contempla, pela primeira vez, “a avaliação da componente de produção e interacção orais na prova de aferição de língua estrangeira do 5.º ano (Inglês)”, que, em 2020, passa também a abranger a prova de Português Língua Não Materna (PLNM), no ensino secundário, a par das línguas estrangeiras.

Confap defende “resposta social para as famílias”

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, explicou ao PÚBLICO que as associações de pais não foram previamente avisadas destas alterações e destaca desconhecer a razão para um “alargamento do período de férias tão grande”.

Embora a Confap tenha defendido anteriormente que “a distribuição das pausas lectivas ao longo do ano [em paralelo] com o ritmo de trabalho pode ser positivo para as aprendizagens”, Jorge Ascenção refere não entender o porquê da actual distribuição: “Temos três meses de trabalho, depois três semanas de pausa, depois mais três meses de trabalho e continua tudo na mesma, com esse pormenor de se alargar para três semanas as férias de Natal.”

O presidente da Confap mostra-se ainda preocupado com o impacto que o alargamento das férias poderá ter nas famílias. “Isto é uma dificuldade acrescida que a escola pública — porque a privada não o vai fazer — traz às famílias. Mais uma vez, aqueles que não podem, que não têm tanta capacidade financeira acabam por sair prejudicados. É contraproducente para uma política de família”, explica Jorge Ascenção, defendendo que é necessário incentivar os jovens casais a terem filhos e ajudá-los a cumprir as suas responsabilidades parentais.

Quanto aos pais, o presidente da Confap duvida de que haja alguma “entidade patronal que vá dar esse tempo de férias a todos os seus empregados”, destacando que a escola tem actualmente “um papel socioeducativo”.

“Não estamos a dizer que têm de ter aulas sempre, mas tem de haver uma resposta. Vou tentar perceber se existe da parte do Governo uma resposta social para estas famílias”, garante ao PÚBLICO.

Calendário “é prejudicial para o sucesso escolar”

Filinto Lima, que lidera a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas, concorda que o alargamento das férias de Natal “poderá ser prejudicial sobretudo para os pais”, mas reconhece, por sua vez, que “o calendário foi publicado a tempo e horas”, pelo que os pais têm tempo de se organizar.

Ainda assim, o representante dos directores das escolas acredita que é “demasiado tempo para os alunos estarem desligados da escola”. Isto poderá ter consequências ao nível do ensino e aprendizagem. No entanto, Filinto Lima sublinha que “o Natal este ano calha a meio de uma semana e é difícil conciliar o calendário civil com o calendário escolar”.

O líder da associação de directores escolares acrescenta que o novo calendário “é feito à medida do calendário civil” e que está “refém” da Páscoa, tal como acontece todos os anos, assim como da altura em que calha o Natal. “Este ano, a Páscoa vai ser em Abril, o que implica que o terceiro período seja um período anão, muito pequeno comparado com o primeiro e o segundo”, esclarece ao PÚBLICO. O primeiro período terá 68 dias úteis de aulas, o segundo 57 e o terceiro 35 dias úteis de aulas.

Face a esta desigualdade, Filinto Lima defende o regime semestral no ensino básico e secundário, tal como acontece no ensino superior, acreditando que o calendário escolar para o próximo ano “vai dar força para que as escolas, no próximo ano, queiram aderir” a este projecto que “permite às escolas ter um regime de periodicidade semestral e, em vez de ter três períodos, ter um ano lectivo de dois semestres”.

Segundo o representante dos directores das escolas, o actual sistema de três períodos de aulas “é prejudicial para o sucesso escolar” e resulta até na desmotivação, em certos casos, dos alunos. Por exemplo, diz, um aluno que tire uma nota negativa (de dois) no primeiro e segundo períodos, vai entrar no terceiro período “desmotivado”. “Sabe que é um período curto” e que é provável que mantenha a mesma nota.

Fonte Público

Valham-nos as avós

Chegam as férias escolares e tudo o que isso implica!

Para muitos, estes são os meses mais esperados. Os meses do merecido descanso, das férias de verão, do tempo em família! Mas as palavras “férias de verão” têm um sabor amargo para muitos outros.

Falo dos que não têm “férias de verão” nos seus empregos, mas ainda assim têm que lidar com as “férias de verão ” nas escolas e infantários.

Nunca fiz férias em Agosto, não gosto!

E mesmo que fizesse, no meu trabalho, como em muitos, sou obrigada a coordenar férias com os meus colegas para uns substituam os outros. A empresa não fecha, e o trabalho não pára! Como tal, mesmo que quisesse fazer férias em Agosto, no máximo poderia gozar duas semanas e jamais o mês todo.

Ainda assim, os meus colegas, na sua maioria também pais de filhos, teriam à partida as mesmas condições que eu… É simples: não podemos ir de férias todos ao mesmo tempo.

O nosso país acha que o mês de Agosto pára tudo #sóquenão, e não querem que pare nada!

As escolas e infantários na sua maioria fecham (os que não fecham são, maioritariamente, escolas privadas), deixando os pais sem alternativas.
Estes pais podem justificar no trabalho que precisam do mês de Agosto de férias porque não têm onde deixar os filhos…. Eles e os seus substitutos…

Ou seja, esperam que andemos com os filhos no bolso! Qualquer mãe sabe que é completamente impossível levar um filho de 2 anos para o trabalho e esperar que ele fique ali sossegado e sem barulho um dia inteiro…

Sinceramente não faço ideia do que vai na cabeça destes loucos que nos governam (neste caso na educação, e nas escolas que fecham)…

Valham-nos as avós! As casas com cheiro a canela, as frutas acabadas de apanhar…

Valham-nos as avós, que do alto da sua reforma, lá arranjam genica para ficar com os netos durante o mês de Julho, de Agosto ou às vezes em setembro!

E quando as avós ainda trabalham?!

Pois não sei….

Cá por casa encontramos uma escola que fecha apenas uma semana. Este ano a avó pode ficar com ele… no próximo ano, logo se vê!

Mas quando me falam em incentivos à natalidade, é nestas coisas que penso…Que tal em vez de falarem em incentivos começarem primeiro a criar condições para que os filhos existam?!

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Levar as crianças para o emprego. Será assim tão boa ideia?

“Muitos deixam as crianças com os avós e as crianças adoram esses mimos especiais.”

Quando as crianças atingem a idade escolar, muitos são os pais que têm de fazer uma grande ginástica logística para que as crianças não fiquem abandonadas em casa em períodos de interrupção escolar.

Muitos deixam as crianças com os avós e as crianças adoram esses mimos especiais. Outros têm a possibilidade de os deixar em espaços que organizam programas de férias. Aqui a pedagogia não pode faltar, muito menos a diversão e a fantasia.

Outros, ainda, organizam férias com os amigos dos filhos e a diversão é completa.

Mas, na falta de todas estas opções, há pais que levam os filhos para o emprego, durante uns dias. O suficiente para o patrão não reclamar! (Lembro-me bem deste tempo, em que ia para o escritório do meu pai e me deliciava a bater nas teclas da máquina de escrever, imitando aquele velhinho anúncio que passava na televisão, fazendo publicidade à máquina de escrever petite da Concentra. E de como gostava de conhecer o que era a vida de um adulto, compartimentada em várias salas a que se dá o nome de “escritórios” ou “gabinetes”).

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Levar a turma do filho para o emprego.

Mas, e se em vez do filho, os pais levassem a turma do filho para conhecer o local onde trabalham?! Não acharia isso possível? E para quê se dar ao trabalho?! O que é que as crianças haveriam de aprender?!

Vamos dar-lhe um exemplo.

Um pai/mãe que trabalhe numa editora de livros, ao organizar uma visita com a Educadora / Professora do seu filho, levará as crianças para um mundo que normalmente está camuflado entre capas, contra-capas, guardas, miolo e lombadas. Conhecer o processo ligado à edição de um livro poderá soar-nos banal, mas não o será para uma criança. Muito menos para 15 ou 20 crianças!

Na editora terá oportunidade de perceber que também os escritores dão erros. Que o livro tem de ser montado em programas de computador. Que há uma pessoa por detrás da decisão de onde se colocar uma ilustração. Que há outro conjunto de pessoas que trabalham o grafismo das capas dos livros e das colecções. Que se pode escolher através de um catálogo o tipo de papel e a cor a usar como se de uma tinta plástica se tratasse, e outra que diz o “sim” final e decide que já pode ir para uma gráfica.

Outras pessoas ainda que apenas imprimem os livros e entregam à distribuidora que os fará seguir até às livrarias, até às mãos de adultos e crianças.

Podemos encarar este tipo de visitas da mesma forma como se encara a visita à quinta pedagógica sendo que, na editora, a pergunta é antes “de onde vem o livro?”.

Ora experimentem!

Por Patrícia Azevedo, Programadora Cultural do MAPA, para Up To  Kids®

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